Teses em Ciências Ambientais (Doutorado) - PPGCA/IG
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Navegando Teses em Ciências Ambientais (Doutorado) - PPGCA/IG por Orientadores "SOUZA, Everaldo Barreiros de"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Análise de tendências de variáveis hidroclimáticas na bacia hidrográfica Araguaia-Tocantins e suas implicações na agricultura irrigada(Universidade Federal do Pará, 2019-02-28) SALAME, Camil Wadih; BARBOSA, Joaquim Carlos; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984A Bacia Hidrográfica Araguaia-Tocantins (BHAT) é a mais intensa em áreas de drenagem dentro do território brasileiro, com processos de uso e ocupação cada vez mais crescentes em termos das demandas do agronegócio e exploração mineral. Nesta pesquisa realizou-se um estudo estatístico sobre as tendências hidroclimáticas (precipitação e vazão) na BHAT e suas relações com a agricultura irrigada. O mapeamento hidroclimático baseado na análise de agrupamento identificou quatro regiões homogêneas dentro do BHAT, duas ao norte com predominância de altos valores de chuva/vazão e alta disponibilidade hídrica e duas regiões se estendendo ao longo da bacia, com valores mais baixos de chuva e vazão e menor disponibilidade hídrica. O regime chuvoso da BHTA ocorre entre dezembro e março e o regime seco entre maio e setembro. Os meses de outubro/novembro e abril são os de transição com variações pronunciadas no ciclo sazonal. O estudo geoestatístico de provisões chuva/vazão revelou que os resultados usando o modelo de Box-Jenkings é relativamente melhor quando comparado ao modelo de Redes Neurais Artificiais. A abordagem integrada das variações hidroclimáticas com os dados agropecuários dentro da BHTA revelaram um padrão significante de tendências negativas de precipitação e vazões coincidentes espacialmente nas regiões de intensa produtividade de milho e soja e de rebanho bovino. Um resultado relevante foi deteção de correlação espacial significativa entre o número de pivos centrais em regiões com baixa disponibilidade hídrica, os quais favorecem a produtividade das culturas temporárias.Tese Acesso aberto (Open Access) Aplicações de GNSS meteorologia: estudos de caso de eventos extremos de precipitação no Rio de Janeiro e Belém.(Universidade Federal do Pará, 2024-06-18) MOTA, Galdino Viana; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984Eventos extremos de chuva, concomitantemente desencadeados com inundações, deslizamentos de terra e alagamentos, estão temporalmente relacionados às variações do atraso zenital total (ZTD) e do vapor d’água integrado (IWV) do Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS) meteorologia. A relação entre a variação de ZTD/IWV e a precipitação foi investigada neste trabalho, utilizando médias, séries temporais e estudos de caso de eventos extremos no Rio de Janeiro entre 2015 e 2018, e em Belém entre 2010 e 2022. Os dados de GNSS são oriundos do International GNSS Monitoring and Assessment System (iGMAS) e da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo (RBMC), e os dados de precipitação do Sistema Alerta Rio da Prefeitura do Rio de Janeiro (Alerta Rio), do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do Instituto Tecnológico Vale (ITV). Na composição das séries temporais de ZTD/IWV e precipitação no Rio de Janeiro, foram identificadas configurações de rampas quase lineares seguidas de rampas não lineares, com as maiores taxas de variação e picos de ZTD/IWV ocorrendo, respectivamente, de 1–2 horas e 0,5 hora antes dos máximos de precipitação predominantemente entre 18:00 e 00:00 hora local (HL). Estudos de caso de eventos extremos de precipitação durante a estação chuvosa revelaram configurações nas curvas de ZTD/IWV na forma de: (i) ondulações nomeadas ‘semissenóides assimétricas’ com duração de 3–5 horas, formadas pelo rápido crescimento vespertino em rampas não lineares, com uma taxa de variação média no ponto de inflexão de +11 (1,4) mm [15min]–1; (ii) saltos (jumps) com taxa de variação média de +17,3 (+2,66) mm [15min]–1 e máxima de +21,3 (+3,33) mm [15min]–1; (iii) rampas alongadas e ondulações denominadas ‘protuberâncias’ (bumps) sequenciais escalonadas nas rampas ascendentes com duração de 1–2 horas; e (iv) ‘protuberâncias’ ou rampas ascendentes em valores de ZTD/IWV já elevados devido à atuação de sistemas meteorológicos como a Zona de Convergência de Umidade (ZCOU) ou a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Foram identificados eventos com grandes volumes de chuvas resultando na elevação dos níveis dos rios, igarapés e canais, causando alagamentos em vários locais de Belém. Três eventos ocorreram durante a estação menos chuvosa com precipitação na categoria muito-forte provenientes de Sistemas Convectivos de Mesoescala (SCMs), e outros quatro eventos durante a estação chuvosa sob a influência principal da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). As curvas de ZTD apresentaram variações não lineares antes e depois dos eventos de chuvas significativas, com rampas ascendentes quase lineares e picos seguidos por rampas descendentes. Quando se aproximavam dos eventos, as curvas tinham uma configuração de ‘saltos’ de ZTD, com súbito crescimento precedendo chuva intensa ou ocorrendo em múltiplos saltos durante os eventos de chuva intensa por várias horas. Porém, algumas curvas de ZTD/IWV apresentaram as configurações de semissenóides, protuberâncias ou saltos sem resultar em precipitação, evidenciando a existência de falsos alarmes. Por isso, recomendou-se a instalação de estações meteorológicas junto das estações de GNSS, para medir pelo menos a precipitação, pressão, temperatura e umidade relativa com resolução de 5 minutos, que é essencial para o monitoramento de eventos extremos de precipitação. Recomenda-se expandir as análises para períodos mais longos, identificar configurações significativas nas séries temporais de ZTD e IWV, definir limiares críticos e utilizar técnicas avançadas e mais complexas, como redes neurais, análise de ondeletas para as séries temporais de ZTD/IWV ou tomografia troposférica. Essas abordagens são essenciais para melhorar a previsão de eventos de precipitação severa, prevenir e mitigar os impactos de fenômenos meteorológicos adversos, garantir a segurança e fornecer infraestrutura adequada nas áreas afetadas.Tese Acesso aberto (Open Access) Conservação do Jaborandi (Pilocarpus microphyllusStapf Ex Wardleworth) no Norte do Brasil: diversidade genética e impactos das mudanças climáticas futuras(Universidade Federal do Pará, 2023-05-31) CORRÊA, Waléria Pereira Monteiro; CALDEIRA JUNIOR, Cecílio Frois; http://lattes.cnpq.br/4071467514868919; https://orcid.org/0000-0003-4762-3515; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984O jaborandi (Pilocarpus microphyllus Stapf Ex Wardleworth) é uma planta medicinal encontrada no norte/nordeste do Brasil. Nas últimas décadas, a exploração extrativista desordenada, o avanço da agropecuária e de outras atividades que resultam no desmatamento, bem como as mudanças climáticas em curso, tem induzido impactos diretos e indiretos na sobrevivência desta espécie vegetal. O jaborandi é uma fonte natural de pilocarpina, um alcalóide utilizado na indústria farmacêutica para o tratamento de glaucoma e xerostomia. Assim sendo, a espécie tem um grande interesse socioambiental pois o extrativismo das suas folhas tem gerado renda para inúmeras famílias, além de contribuir para a conservação da espécie na região. A fim de contribuir com estratégias de conservação e sobrevivência da espécie a longo prazo, esse estudo avaliou a estrutura e diversidade genética da espécie P. microphyllus em uma Unidade de Conservação (UC) no sudeste do Pará (FLONA Carajás), bem como foi desenvolvido um estudo de modelagem ambiental para analisar os impactos das mudanças climáticas na distribuição geográfica de ocorrência do jaborandi, a fim de delinear áreas adequadas mediante aos cenários climáticos futuros. Os resultados do estudo genético demonstraram a formação de 04 populações com elevada diversidade e estrutura ecológica, mesmo com extrativismo contínuo dentro da FLONA de Carajás, indicando que a exploração tem ocorrido de forma sustentável na região. No estudo de modelagem, as projeções indicaram impactos das mudanças climáticas na distribuição de P. microphyllus com redução nas áreas adequadas nos biomas de Cerrado e Caatinga (Maranhão e Piauí) e expansão das espécies nas áreas protegidas de cobertura florestal do bioma Amazônia no sudeste do estado do Pará. Os resultados deste estudo contribuem para o entendimento da diversidade na FLONA de Carajás e reforçam a necessidade de planos de manejo e conservação de P. microphyllus em áreas prioritárias, onde a espécie encontra condições climáticas favoráveis nos cenários futuros. Medidas de conservação in situ e ex situ para essa espécie são essenciais, visto que, o extrativismo das folhas contribui como fonte de renda para as comunidades locais.Tese Acesso aberto (Open Access) Dinâmica da urbanização na região metropolitana de Belém e mudanças nos regimes sazonais durante o clima atual e futuro num cenário amazônico.(Universidade Federal do Pará, 2022-04-29) GUTIERREZ, Carlos Benedito Barreiros; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984O intenso e sistemático processo de adensamento populacional urbano e a supressão vegetal, característico das transformações antrópicas, podem desencadear diversas mudanças não só na paisagem geográfica, mas também no clima regional, propiciando consequentemente impactos nas dimensões sociais e ambientais. Este estudo tem como objetivo principal quantificar a dinâmica espaço/temporal das mudanças na cobertura superficial da Região Metropolitana de Belém (RMB), com foco na urbanização, durante as últimas quatro décadas, incluindo análises dos efeitos/impactos nos regimes sazonai do período chuvoso (janeiro a abril) e seco (julho a novembro). Além disso, foi realizado um estudo de Downscaling usando modelo regional RegCM4 para gerar projeções de clima futuro (próximas duas décadas) para a RMB associadas aos impactos das mudanças climáticas globais. Para atingir os objetivos propostos, o estudo fez uso de dados demográficos do IBGE, mapeamento por sensoriamento remoto com aplicação de índices físicos para realçar o uso e cobertura do solo, dados ambientais extraídos da plataforma MapBiomas e diversas bases de dados climáticos provenientes de estação in situ do INMET e estimativas de satélites (CRU, CHIRPS e CMORPH). Diversos métodos estatísticos e análises quantitativas foram empregados nestas bases de dados. Os resultados obtidos no estudo independente de mapeamento multitemporal por sensoriamento remoto, corroborado pelos dados do MapBiomas, revelaram grandes transformações ocorridas na paisagem regional da RMB ao longo das últimas décadas. Dentre as principais evidências encontradas podemos reportar: a expansão urbana condicionou um clima mais quente na cidade de Belém; na RMB, a supressão vegetal levou à expansão das áreas de pastagem/agricultura, cujas mudanças ambientais explicaram a tendência de aumento monotônico da temperatura do ar em ambos os regimes sazonais; Belém e RMB apresentam tendências de intensificação sistemática do regime chuvoso. As projeções geradas pelo RegCM4 (considerando o cenário RCP8.5 considerado mais extremo de aquecimento global) indicam que os padrões regionais de clima futuro em Belém e RMB serão afetados pelas mudanças climáticas globais. As simulações climáticas futuras (próximos 25 anos, 2021 a 2045) em relação aos dados do clima atual (últimos 35 anos, 1986 a 2020) apontam que as condições climáticas urbanas mais quentes devem persistir nas próximas décadas, com um aumento da temperatura do ar de 1,5ºC na RMB e 1,3ºC em Belém para o regime seco e 1ºC na RMB e 0,9ºC em Belém para o regime chuvoso. Há indícios de continuação da tendência positiva do regime chuvoso com aumento da precipitação de cerca de 25% na RMB e 14% em Belém. Por fim, depreende-se que a disponibilidade e facilidade no acesso às imagens de satélites, conjuntos de bases observacionais climáticas e séries temporais de dados meteorológicos, associados às técnicas de geoprocessamento de imagens, avanço na ciência de modelagem e de tecnologias computacionais para efetuar downscaling com o RegCM4, tornam possível o monitoramento contínuo e a investigação integrada do espaço geográfico urbano e padrões sazonais de clima regional, cujos resultados científicos são relevantes para subsidiar o planejamento e tomada de decisão da gestão ambiental municipal e elaboração de políticas púbicas em benefício da sociedade.Tese Acesso aberto (Open Access) Dinâmica de transmissão da malária na Amazônia Legal: determinantes ambientais, epidemiológicos e sua distribuição espaço-temporal(Universidade Federal do Pará, 2016-04-20) PARENTE, Andressa Tavares; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685A malária é uma parasitose de ocorrência mundial, concentrando-se principalmente em localidades de clima tropical e subtropical. No Brasil, na região da Amazônia Legal, apresenta-se como uma endemia, sendo responsável por mais de 99% dos casos que acontece no país. Sua manutenção na região é de caráter multifatorial, entre eles socioeconômicos, demográficos e ambientais, sendo que variáveis como temperatura do ar, precipitação e desmatamento interferem na dinâmica da doença. O objetivo geral do estudo foi compreender a dinâmica de transmissão da malária na Amazônia Legal e os nove Estados que a compõem (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), estabelecendo relações dos indicadores da endemia com a variabilidade climática regional e taxas de desmatamento. O trabalho compõe-se de cinco capítulos. O primeiro capítulo é a introdução, com a conceituação da temática e das variáveis envolvidas no estudo, objetivo e apresentação da estruturação dos capítulos seguintes. O segundo capítulo aborda a análise do Plano de Intensificação das Ações de Controle da Malária na Amazônia Legal, com base em dados secundários de malária na Amazônia Legal, de 1981 a 2015 e 1990 a 2012 (por Estados). Foi elaborado um modelo de análise de intervenção na série temporal com a utilização de variáveis dummy, que definiu as médias de ocorrências do Índice Parasitário Anual (IPA) antes e depois da intervenção. O IPA médio (após intervenção) apresentou uma redução de 48% entre as médias dos dois períodos. Entre os Estados o efeito foi diferenciado, tendo maior impacto na redução da malária em Mato Grosso, Tocantins, Roraima e Maranhão. O terceiro capítulo analisou a dinâmica espacial da incidência de malária na Amazônia Legal, de 2003 a 2012, e sua associação com o desmatamento e precipitação a partir da aplicação de estatística espacial com uso do índice de Moran global e local através do programa GeoDa. O índice global de Moran entre as variáveis confirmou a dependência espacial para IPA, precipitação e desmatamento entre os Estados. Foi identificado os Estados que apresentaram alta prioridade (Acre, Amazonas e Roraima) e baixa prioridade (Maranhão, Tocantins e Pará) para as políticas de intervenção da malária. O quarto capítulo abordou a modulação da precipitação e temperatura sobre a incidência de malária, no contexto atual e em cenários de clima futuro, no enfoque da sazonalidade, com resultados diferenciados para os Estados que compõe a Amazônia Legal. O quinto capítulo baseou-se na proposta de um modelo para malária e as variáveis envolvidas trimestralmente no estudo (precipitação, desmatamento, TSM dos oceanos), e para o modelo final foi necessário a exclusão da variável desmatamento, sendo significativo para o modelo as outras variáveis envolvidas. As políticas de prevenção manifestaram impactos na série, que apresenta uma tendência de decréscimo no número de casos. Os Estados exercem influência entre eles no padrão da ocorrência da endemia, sendo a relação com as variáveis ambientais diferenciadas para cada Estado. Os resultados apontam que o efeito das fronteiras nos casos de malária na porção oeste da Amazônia Legal tem contribuído com os valores da endemia. É necessário outras estratégias de abordagem para definições da gestão do controle da malária na região e alocação de recursos para seu combate.Tese Acesso aberto (Open Access) Fogo e queimadas: histórico, risco e calendário meteorológico na Amazônia Oriental.(Universidade Federal do Pará, 2019-08-29) SODRÉ, Giordani Rafael Conceição; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685A utilização de fogo como forma de limpeza do solo está amplamente inserida no processo produtivo da Amazônia, sendo um dos elementos que impulsionam a expansão agrícola na região. Nesta pesquisa foi proposta a análise do quadro geral das queimadas na região Amazônica com o objetivo de abordar a complexidade que envolve este tema, como o mesmo pode ser tratado como um problema social, porém com reflexos sobre a questão climática. Analisamos os parametros legais do uso do fogo em práticas agrícolas e foi desenvolvido um calendário meteorológico indicando o momento em que as condições ambientais são mais favoráveis para a utilização desta prática de forma mais segura. Os resultados indicaram que o atual cenário de queimadas na Amazônia pode estar relacionado a uma combinação de escolhas, como a questão das queimadas poderia ter sido tratada e como de fato ela foi. Indicando que as principais ferramentas são voltadas para o combate os efeitos da queima e não a sua origem. Observou que ferramentas como o Índice de Risco de Fogo utilizado pelo INPE possui sua acurácia reduzida, devido o mesmo considerar somente variáveis ambientais, não incluindo à ação do homem como parâmetro, o que torna limitada a eficiência em antecipar a ocorrência de uma queimada. A análise das pesquisas mais recentes apontou para o uso do fogo controlado como a opção mais viável para a mudança do cenário atual, assim, a abordagem principal desta pesquisa foi criar um calendário meteorológico de manejo para o uso do fogo no campo da forma mais segura. A conclusão desta pesquisa mostra que a educação ambiental é a forma mais eficaz de combater o uso excessivo de queimadas, porém, isto é um investimento para o futuro. Para o cenário atual a criação de um calendário de queimadas baseado na variabilidade pluviométrica mensal local, permitindo que as queimadas sejam realizadas em momentos mais propícios a sua não propagação indesejada. Assim, o número de focos de queimadas sem controle pode ser reduzido de forma eficaz e as perdas de biodiversidade e econômicas podem ser menores. Sendo este o caminho a ser percorrido enquanto a educação ambiental não cumpre seu papel em alterar esta cultura dentro da região Amazônica.Tese Acesso aberto (Open Access) Impactos dos anos climáticos extremos no rendimento da lavoura temporária de mandioca na região rural da metrópole de Belém – Pará(Universidade Federal do Pará, 2017-01-31) SOUZA, Paulo Fernando de Souza; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685Os extremos climáticos impactam negativamente a agricultura no Brasil e em função disso, dificultam o desenvolvimento das comunidades rurais que são altamente dependentes dos recursos naturais, em particular no estado do Pará. Por isso, é de fundamental importância o estudo da cultura da mandioca (Manihot esculenta Crantz) diante de riscos climáticos futuros, em função de o Pará ser o maior produtor nacional. O objetivo deste estudo foi analisar a modulação dos mecanismos climáticos dos Oceanos Pacífico e Atlântico tropical no regime pluviométrico em escala municipal da Região Rural da Metrópole de Belém (RRB), no nordeste do estado do Pará, bem como detectar as relações entre precipitação e a produtividade ou rendimento da lavoura temporária de mandioca na RRB no período de 1990 a 2014 (25 anos de dados), incluindo a análise de impactos dos anos climáticos extremos. O trabalho foi dividido em três partes: o primeiro analisou a influência dos extremos climáticos como El Niño, La Niña, Gradiente Norte e Sul na precipitação da RRB, empregando a técnica dos percentis; na segunda parte foram calculadas correlações de Spearman entre a precipitação e o rendimento médio da mandioca e os resultados demonstraram um comportamento não homogêneo ao longo da região, ou seja, há municípios que respondem direta ou indiretamente ao regime pluviométrico. Nessa análise, a precipitação anual mostrou uma relação melhor com o rendimento da mandioca, cujo sistema de plantio ocorre em dois momentos durante o ano (plantios de verão e inverno). Na terceira parte foi aplicada a técnica da análise exploratória de dados espaciais, a qual revelou a necessidade de se considerar, na avaliação das relações entre as variáveis clima x agricultura, a componente espacial.Tese Acesso aberto (Open Access) Produtividade de citrus na Amazônia Oriental: relações com o clima atual, risco socioambiental relativo aos eventos extremos e modelagem dos impactos das mudanças climáticas futuras(Universidade Federal do Pará, 2023-05-31) DIAS, Thaiane Soeiro da Silva; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-6222-5534; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984No contexto da fronteira agrícola dentro do território amazônico, a produção dos citrus (limão e laranja) tem se destacado em termos socioeconômicos e ambientais. Nesta tese, três diferentes abordagens científicas foram desenvolvidas para elucidar: i) as relações entre a produtividade de citrus e os padrões de variabilidade climática (precipitação e temperatura do ar) e desmatamento sobre a Amazônia oriental durante as últimas décadas; ii) o risco socioambiental da produtividade de Citrus em decorrência dos eventos extremos de precipitação da Amazônia oriental; e iii) os impactos dos diferentes cenários futuros de mudanças climáticas na distribuição das áreas potenciais de ocorrência da espécie Citrus sinensis sobre a Amazônia Legal Brasileira. Os resultados mostraram evidências de que fatores naturais (variabilidade climática e eventos extremos de precipitação) e fatores antrópicos (desmatamento) influenciam diretamente a produtividade dos cítricos em diversas áreas da Amazônia oriental. Além disso, as projeções indicam que as mudanças climáticas podem impactar negativamente a distribuição das principais áreas de ocorrência da espécie Citrus ao longo da Amazônia legal Brasileira.Tese Acesso aberto (Open Access) Vulnerabilidade socioambiental e análise de risco aos extremos de precipitação no estado do Pará.(Universidade Federal do Pará, 2018-11-20) FERREIRA, Douglas Batista da Silva; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984No contexto das temáticas científicas relacionadas as mudanças climáticas globais e regionais, os eventos climáticos extremos merecem destaque por representarem ameaças naturais à sociedade e aos ecossistemas. No Brasil, tais eventos associam-se primordialmente a escassez ou ao excesso de chuva, que exercem impactos diretos nos diversos setores da sociedade, sendo que as consequências tendem a ser mais graves nos locais com maior vulnerabilidade. Neste trabalho, apresenta-se uma abordagem interdisciplinar acerca da vulnerabilidade socioambiental (abrangendo as dimensões de suscetibilidade, capacidade de adaptação e de resposta) no estado do Pará, combinada com o fator exposição dos extremos climáticos (representados pelos eventos extremos associados a déficits e excesso de precipitação), visando ao final estabelecer um diagnóstico integrado do risco socioambiental/climático. A escala de análise é municipal e a metodologia objetiva baseada em indicadores de diferentes naturezas foram aplicados nos 143 municípios do estado do Pará. Deste modo, o risco socioambiental/climático (RISC) foi calculado em função do índice de extremos climáticos (EXTCLI) e do índice de vulnerabilidade socioambiental (VSA), todos classificados em três categorias (baixo, médio e alto). Os resultados em termos da base municipal foram espacializados ao longo do estado e evidenciaram que as maiores frequências de EXTCLI localizam-se na porção nordeste (mesorregiões do Baixo Amazonas e Marajó). Os indicadores políticos relacionados a capacidade de resposta e capacidade adaptativa demonstraram um desempenho insatisfatório (categoria baixa), demostrando ineficiência em legislação, ações e medidas de proteção a população mais vulnerável do ponto de vista imediato e de longo prazo. Na análise de risco, destacam-se nove municípios com RISC na categoria alto (a maioria localizado na ilha de Marajó), nos quais evidenciaram-se grau máximo tanto em termos de exposição, quanto em relação a vulnerabilidade para os municípios paraenses. Diante dos achados deste estudo, a abordagem da análise de RISC permitiu um diagnóstico integrado em escala municipal que é apropriada para auxiliar no planejamento de médio/longo prazo das ações de adaptação e mitigação frente as mudanças climáticas particularmente no estado do Pará.
