Dissertações em Agriculturas Amazônicas (Mestrado) - PPGAA/INEAF
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2307
O Mestrado em Agriculturas Amazônicas teve início em 1996 anteriormente Curso de Mestrado em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável e reconhecido em 2000 pela CAPES e funciona no Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas (PPGAA) da Universidade Federal do Pará (UFPA). É um curso interinstitucional, sendo sua oferta responsabilidade do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares - INEAF da UFPA e da EMBRAPA/CPATU – Amazônia Oriental.
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Navegando Dissertações em Agriculturas Amazônicas (Mestrado) - PPGAA/INEAF por Afiliação "UFRA-Universidade Federal Rural da Amazônia"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) O direito vivo na luta pela terra no Projeto de Desenvolvimento Sustentável Virola Jatobá em Anapu/PA(Universidade Federal do Pará, 2012) MENDES, Josilene Ferreira; SHIRAISHI NETO, Joaquim; http://lattes.cnpq.br/1945327707689415; PORRO, Noemi Sakiara Miyasaka; http://lattes.cnpq.br/3982338546545478Essa dissertação tem como objetivo analisar e descrever os diferentes aspectos da noção de “direito vivo” apreendida junto às unidades familiares camponesas ao longo dos processos de ocupação, criação e implementação do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Virola Jatobá no município de Anapu, Estado do Pará. Nesses diferentes processos, as unidades familiares construíram e acrescentaram, com base em seu direito vivido, diferentes aspectos à noção de direito à terra, a partir de suas práticas sociais e jurídicas que se contrapõem, por vezes, ao que dita o direito formal. No processo de ocupação, se destacam as práticas sociais e jurídicas de lideranças de organizações sociais locais e das primeiras famílias ocupantes da área, e abstrai-se então a noção de direito a terra para quem nela trabalha. No processo de criação oficial do assentamento, as unidades familiares ocupantes passam a assumir o comando do PDS. Para tanto, se fazem representar pela figura de uma Associação para protagonizar negociações e reivindicações perante as instituições do poder público, particularmente o INCRA, e assim se configura a noção do direito a terra para quem nela trabalha com autonomia. No processo de implementação do PDS, as famílias enfrentam a execução do projeto de manejo florestal comunitário, que passa por um processo de negociação entre o poder público e as famílias envolvendo a adoção de novas condições de trabalho. Nessa negociação, se configura a noção do direito a terra para quem nela trabalha com autonomia e cuidado com a mata.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Processos de modificação e a sustentabilidade de agroecossistemas familiares em comunidade de várzea do Município de Cametá - PA(Universidade Federal do Pará, 2012) RESQUE, Antonio Gabriel Lima; SILVA, Luis Mauro Santos; http://lattes.cnpq.br/7285459738695923; https://orcid.org/0000-0003-1311-1271Este estudo identificou e avaliou processos de modificação de agroecossistemas familiares na região do Baixo Tocantins, município de Cametá, PA, a partir da influência de intervenções externas (iniciativa de desenvolvimento local e o crédito rural oficial), tendo como enfoque principal a diversidade produtiva, considerada aqui como elemento chave na sustentabilidade multidimensional em contexto amazônico. A metodologia utilizada se baseou no Marco para a Avaliação de Sistemas de Manejo de Recursos Naturais Incorporando Indicadores de Sustentabilidade (MESMIS). O trabalho foi desenvolvido em áreas de várzea de Cametá, no primeiro semestre de 2011, tendo como locus empírico e geográfico a comunidade do Caripi. Foram avaliados 11 indicadores de sustentabilidade (1 simples e 10 compostos) adaptados a realidade local e contemplando as dimensões ambiental, social e técnica econômica, de 11 agroecossistemas. As ferramentas de coleta de dados utilizadas foram questionário, roteiro semiestruturado, caderno de campo e observação participante. Preconizou-se a participação ativa de atores locais nas diversas etapas do processo. Dentre os indicadores utilizados, alguns foram mais relevantes para a peculiaridade do Baixo Tocantins, tais como: os ambientais, manutenção da diversidade natural (ADN) e conservação do recurso pesqueiro (ARP); os sociais, qualidade de vida (SQV) e nível de organização (SORG); e os técnico econômicos, desempenho da economia familiar (TECON), possibilidades de diversificação (TEDIVERS) e eficiência do manejo (TEFIC). A sustentabilidade ampla dos agroecossistemas avaliados foi considerada satisfatória sendo que apenas 1 agroecossistema apresentou nota inferior ao nível crítico (5,0). Observou-se diferença nos valores obtidos entre os agroecossistemas que sofreram maior intervenção externa em comparação aos que não sofreram, sendo que se atribui esta diferença não somente a intervenção, mas ainda a outras variáveis. As intervenções influenciaram a valorização e manutenção da diversidade natural e a indução da especialização produtiva. Conclui-se que uma intervenção em nível de agroecossistema afeta mais diretamente os elementos constituintes das dimensões técnico-econômica e ambiental. Já os elementos da dimensão social sofrem maior influência de intervenções que ocorram numa escala maior da realidade (nível comunitário, por exemplo). O marco MESMIS, apesar de algumas inconsistências, demonstra-se eficiente para ser aplicado na região.
