Dissertações em Agriculturas Amazônicas (Mestrado) - PPGAA/INEAF
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2307
O Mestrado em Agriculturas Amazônicas teve início em 1996 anteriormente Curso de Mestrado em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável e reconhecido em 2000 pela CAPES e funciona no Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas (PPGAA) da Universidade Federal do Pará (UFPA). É um curso interinstitucional, sendo sua oferta responsabilidade do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares - INEAF da UFPA e da EMBRAPA/CPATU – Amazônia Oriental.
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Navegando Dissertações em Agriculturas Amazônicas (Mestrado) - PPGAA/INEAF por Afiliação "UNIFESSPA-Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ação coletiva e luta pela terra no assentamento Palmares II, Pará(Universidade Federal do Pará, 2011) MORENO, Glaucia de Sousa; ASSIS, William Santos de; http://lattes.cnpq.br/0188412611746531; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880Nesta dissertação se analisa como as ações desenvolvidas pelos militantes e participantes do Projeto de Assentamento Palmares II, em Parauapebas-PA, contribuem ou não para consolidar uma prática política solidária afinada com o ideário do MST, desde a fase de acampamento até o assentamento. Os dados foram coletados entre janeiro e agosto de 2010, através de roteiro estruturado, utilizado para entrevistar lideranças e assentados do assentamento em foco. A categoria principal do trabalho é a ação coletiva. Apresenta elementos que favoreceram a formação e consolidação do MST no Brasil, e posteriormente no Pará. Discute os aspectos teóricos e empíricos da ação coletiva no movimento, seguido de um breve histórico de formação do assentamento. Demonstra e descreve as ações coletivas ocorridas neste período, aporta na discussão as contribuições da escola America de Chicago e do filósofo italiano Antonio Gramsci. Descreve as iniciativas coletivas ocorridas no assentamento entre 1996 e 2010, demonstra como elas se desenvolveram, quais seus objetivos e os fracassos que marcaram esse período, utilizando as contribuições de Olson, Mckean e Ostrom para fundamentar a discussão. Assinala convergências e divergências entre os projetos dos assentados e das lideranças do movimento, demonstrando que alguns assentados tiveram seus projetos “fracassados” devido a imposições do jogo de poder entre assentados e lideranças. Aponta, no ano da pesquisa, as iniciativas coletivas que ocorreram no assentamento, quais sejam assembléias e ocupações, com o intuito de resolver problemas demandados pela necessidade de melhoria de infra-estrutura e abastecimento do assentamento. Por fim expõe que é preciso pensar em ações coletivas dentro de um projeto que vise à emancipação dos agricultores a partir de uma lógica que funcione ancorada no respeito, antes de tudo centrada nos objetivos e necessidades dos assentados, ou seja, circunscrito não em modelos ideais (avessos à realidade), mas substanciados na condução democrática que fortaleça a possibilidade de escolha pelos assentados de suas prioridades. Por isso antes de tudo deve-se ouvir os atores da reforma agrária, os sem-terra ou assentados, e não permitir que apenas os supostos interesses da liderança sejam levados em consideração.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Quando os paus de fruta da mata viram plantas: o amálgama entre a agricultura e floresta na Resex Arióca Pruanã, Oeiras do Pará(Universidade Federal do Pará, 2012-08-30) SILVA JUNIOR, Amintas Lopes da; SANTOS, Sonia Maria Simões Barbosa Magalhães; http://lattes.cnpq.br/2136454393021407; SABLAYROLLES, Maria das Graças Pires; http://lattes.cnpq.br/0250972497887101O presente estudo consiste em uma investigação, empreendida a partir de uma abordagem qualitativa, acerca do uso alimentar de espécies vegetais silvestres pelos moradores da vila de Melancial, uma das maiores aglomerações humanas da Reserva Extrativista Arióca Pruanã, no Estado do Pará. As espécies vegetais silvestres alimentícias levantadas são todas produtoras de frutos comestíveis. Foram registradas as práticas de manejo, coleta, preparo e consumo destas espécies, assim como o papel dos membros da família em cada uma das etapas mencionadas. Foram empreendidos esforços no sentido de compreender os fatores que levam as pessoas a coletar e consumir estas espécies e de registrar o conhecimento que as pessoas detêm sobre elas. Além disso, buscou-se verificar se estas espécies se encontram de alguma forma ameaçadas. Constatou-se que as estratégias de obtenção de alimentos são diversificadas em Melancial e se coadunam em um calendário complexo que inclui atividades como agricultura, pesca, criação de animais, caça, coleta de frutas silvestres e compra de rancho. Entretanto, se estas atividades têm em comum assegurar o acesso à alimentação, também se encontram imbricadas nas práticas cotidianas, que, em seu conjunto, resultam no manejo da paisagem. O repertório de conhecimentos necessários à manutenção dos modos de vida dos moradores de Melancial extrapola aquele estritamente relacionado às espécies da flora e da fauna. Este arcabouço inclui ainda a capacidade de analisar fenômenos climáticos, pedológicos, topográficos e hidrográficos, em um contexto marcado por distintas práticas e eventos sociais, além de formas de apropriação dos recursos. Fatores como o apreço pelas frutas e a manutenção de vínculos de pertencimento e identidade condicionam tanto quanto fatores fisiológicos e econômicos a opção pelas frutas silvestres na dieta das famílias. A divisão sexual do trabalho se evidencia sutilmente nas etapas de manejo, coleta, preparo e consumo das frutas silvestres. À exceção da exploração madeireira, não pairam ameaças sobre as espécies vegetais silvestres de uso alimentício. O domínio sobre o território parece estar se circunscrevendo cada vez mais aos limites da área comunitária. Os terreiros e sítios se destacam enquanto interface entre agricultura e extrativismo. A agricultura depende da floresta e a reconfigura em capoeiras e sítios, assim como a floresta se insinua nos terreiros à medida que espécies vegetais silvestres são aí introduzidas por mãos humanas. O resultado deste manejo é o agroflorestamento da paisagem, face visível do amálgama entre agricultura e floresta.
