Dissertações em História (Mestrado) - PPHIST/IFCH
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4190
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2004 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em História (PPHIST) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em História (Mestrado) - PPHIST/IFCH por CNPq "CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA::HISTORIA DO BRASIL"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Adeus Maio! Salve Junho!: narrativas e representações dos festejos juninos em Belém do Pará nos anos de 1950(Universidade Federal do Pará, 2016-01-08) GOMES, Elielton Benedito Castro; COSTA, Antonio Maurício Dias da; http://lattes.cnpq.br/2563255308649361O presente trabalho busca analisar as narrativas e representações dos festejos juninos de Belém do Pará nos anos de 1950. Esses festejos ganharam destaques nas páginas de livros, jornais e revistas que circulavam em Belém no período em questão, onde era possível encontrar anúncios, crônicas e romances que versavam sobre esse momento festivo. As festas juninas, de grande importância para parcela significativa da sociedade belenense, contavam com a participação de diversos conjuntos musicais, grupos juninos e de aparelhos sonoros animando esses eventos realizados em diversos espaços do subúrbio e do centro da cidade. Além disso, vários eram os pontos de vistas de jornalistas e intelectuais sobre essa celebração festiva, sendo esses analisados a partir dos papeis de difusão de valores e de padrões de comportamentos propostos por eles em seus escritos. Nesse sentido, o conceito de representação, proposto pelo historiador francês Roger Chartier, permeará a dissertação em questão, no qual esse autor assinala que os discursos estão entremeados de estratégias e práticas que tendem a impor autoridade e até mesmo induzirem o outro a escolhas e que são construídos dialogicamente num jogo que inclui interesses, embates e negociações. A pesquisa apresentada contou com auxílio de fontes retiradas dos jornais O Liberal, Folha do Norte, A Província do Pará, O Estado do Pará, A Vanguarda e da Revista Amazônia, publicados na década de 1950, assim como romances memorialísticos que falam sobre a temática aqui trabalhada, na segunda metade do século XX.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Do sarampão as perniciozissimas bexigas”: epidemias no Grão-Pará setecentista (1748-1800)(Universidade Federal do Pará, 2017-11-14) MARTINS, Roberta Sauaia; VIEIRA JÚNIOR, Antonio Otaviano; http://lattes.cnpq.br/6764908679902300Este trabalho tem por objetivo analisar as principais ações e estratégias acionadas pelas autoridades coloniais e metropolitanas voltadas aos impactos ocasionados por três epidemias específicas, grassadas na capitania do Grão-Pará, na segunda metade dos setecentos. Trata-se de um esforço em discutir como essas estratégias foram sendo gestadas e forjadas a partir do diálogo entre as esferas de poder dos dois lados do Atlântico, bem como nos contornos internos do Grão-Pará. Busca-se a compreensão não apenas das diretrizes realizadas, como também a forma como esses eventos foram narrados, bem como as convergências e tensões trilhadas no rastro das epidemias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A estrada para o “progresso”: política, cultura e natureza em Bragança, Pará (1970-1996)(Universidade Federal do Pará, 2015-06-12) OLIVEIRA, Marcus Vinicius Cunha; HENRIQUE, Márcio Couto; http://lattes.cnpq.br/1963995260174868Este trabalho estuda a construção da estrada Bragança-Ajuruteua, PA-458, no Pará, Brasil, no período de 1970-1996. A rodovia, que aterrou 26 km de manguezal, provocou alterações no meio ambiente e, consequentemente, à vida de vários indivíduos que vivem dos recursos naturais desse ecossistema. O trabalho tem como objetivo compreender as permanências e as mudanças provocadas pela rodovia na relação homem/natureza e as diversas interpretações dos homens sobre esse espaço por meio da análise de discursos políticos, reportagens da imprensa escrita, fotografias, literatura local, etnografia e relatos orais de mariscadores de caranguejo, sujeitos profundamente envolvidos com o manguezal. A partir disso, constatou-se que o desenvolvimento pensado pelas autoridades políticas e pela elite local, com a exploração turística da praia de Ajuruteua, foi projetado com uma visão de natureza separada da cultura, uma natureza utilitária e contemplativa que negligenciou as comunidades locais e as condições de preservação do ecossistema. Porém, mesmo diante disso, sujeitos que tiveram suas vidas impactadas pelo empreendimento “fabricaram” estratégias para se adaptar a nova realidade e usaram a rodovia a favor da sua vida cotidiana.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Imigração e ocupação na fronteira do tapajós: os japoneses em Monte Alegre – 1926-1962(Universidade Federal do Pará, 2007-05-04) ISHISU, Tatsuo; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231Desde 1925, quando assumiu o comando do governo paraense, Dionísio Bentes procurou incentivar a colonização do “sertão” paraense com o objetivo de dinamizar a produção agrícola. Para efetivar o projeto, o governo esforçou-se para atrair o interesse do Japão, oferecendo gratuitamente terras para o assentamento dos imigrantes japoneses. Como resultado do acordo diplomático firmado entre partes interessadas, a partir do final de 1929, teve início o processo migratório que se estendeu até 1962, com interrupção entre 1937 e 1952. Durante quase três décadas, cerca de 1.600 famílias desembarcaram no porto paraense. A grande maioria fixou-se no Estado do Pará, formando uma significativa comunidade de imigrantes e seus descendentes. Assim, esta dissertação trata do processo que conduziu essa migração, à construção do modo de vida na Amazônia e à elaboração da identidade no novo ambiente. O enfoque principal é a colonização da cidade de Monte Alegre, no Baixo-Amazonas paraense, muito embora essa análise faça referência a outras localidades do Pará e Amazonas e também envolve um esforço para discutir tanto o processo da colonização quanto do exercício da construção da memória por parte dos imigrantes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Um intrépido Paraense: Veiga Cabral nos jogos políticos no Pará (1884-1905)(Universidade Federal do Pará, 2015-03-18) SILVA, Raimundo Nonato da; FARIAS, William Gaia; http://lattes.cnpq.br/2553754490715388Este trabalho analisa as disputas políticas no Pará na transição da Monarquia para a República, buscando entender as redes de “Clientelismo” que permitiram a utilização de mecanismos como a força policial, o uso de Capoeiras, de Jornais e dos partidos políticos nesses conflitos. Para alcançar este objetivo busquei refazer a trajetória política de Francisco Xavier da Veiga Cabral, por entender que sua importância neste momento de transição da Monarquia para a República foi relevante para os embates políticos no Pará. Para compreender estes mecanismos de disputas eleitorais e a relação de Veiga Cabral, o trabalho contou com a análise de um corpo documental variado, entre processos crimes, jornais, relatórios dos governos do Pará e coleção de leis do estado Pará. Partindo desta documentação e do diálogo com bibliografia, buscamos contribuir para o debate e ampliar os conhecimentos sobre o tema, assim como permitir um maior entendimento da História do Brasil e da Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os motins políticos de um ilustrado liberal: história, memória e narrativa na Amazônia em fins do século XIX(Universidade Federal do Pará, 2010) LIMA, Luciano Demetrius Barbosa; RICCI, Magda Maria de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4368326880097299Esta dissertação pretende analisar a obra de cinco tomos intitulada Motins Políticos ou história dos principais acontecimentos políticos na Província do Pará desde o ano de 1821 até 1835. Elaborado em finais do século XIX pelo historiador e político Domingos Antônio Raiol (Barão de Guajará), esse estudo caracteriza-se pela descrição de uma série de conflitos políticos e sociais ocorridos no Grão-Pará, entre as décadas de 1820 e 1830, transformando-se ao longo do século XX, em fonte central para a história da Cabanagem. Ademais, o livro de Raiol foi muito além de elencar fontes sobre a superficialidade dos eventos políticos e suas lideranças amazônicas. Motins Políticos apresenta através de olhares sensíveis ou racionais, inúmeras referências direcionadas à natureza e sociedade amazônica. Analisando estas concepções românticas e cientificistas, essa dissertação investiga o percurso metodológico de seu autor, seu processo de produção, bem como as inúmeras críticas impetradas a ele e a sua obra ao longo do tempo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Oficiais canoeiros, remeiros e pilotos Jacumaúbas: mão de obra indígena na Amazônia colonial portuguesa (1733-1777)(Universidade Federal do Pará, 2016-06-28) FERREIRA, Elias Abner Coelho; SOUZA JUNIOR, José Alves de; http://lattes.cnpq.br/0493030136179246Na Amazônia colonial praticamente tudo girava em torno dos rios. Os rios eram os caminhos, as vias fluviais por excelência; eram eles que interligavam o sistema de vilas e lugares portugueses; eram o meio de circulação no qual as relações entre os indígenas se davam antes da colonização, e vão ser o meio onde relações entre indígenas e europeus se darão durante e após a colonização. Nesse sentido, e partindo das discussões da Nova História Indígena, esta Dissertação procura perceber como índios (oficiais canoeiros, remeiros e pilotos) estavam inseridos dentro do universo dos rios na Amazônia do século XVIII, como mão de obra para a construção de embarcações e para remar e pilotar as ditas embarcações. Dimensionar a atuação dos indígenas dentro dos três assuntos distintos retratados aqui – rios, embarcações e remeiros e pilotos –, mas que mantêm vinculo umbilical entre si, foi essencial para mostrar que na Amazônia colonial portuguesa a mão de obra indígena foi mais que um mero recurso, ou uma simples porta de escape. Foi fundamental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O patronato das letras: cultura e política no Instituto Histórico e Geográfico do Pará (1930-1937)(Universidade Federal do Pará, 2007) FREITAS, Iza Vanessa Pedroso de; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231Esta dissertação discute os significados atribuídos à Interventoria de Magalhães Barata e à Amazônia pelos intelectuais vinculados ao Instituto Histórico e Geográfico do Pará no período de 1930 a 1937. As principais fontes analisadas correspondem aos volumes da Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Pará e aos artigos do Jornal Folha do Norte. A partir da produção desses intelectuais e em diálogo com a bibliografia selecionada, este estudo procura compreender como se constrói a relação entre o Instituto e o Estado e como se define a concepção de Amazônia em uma temporalidade social, na qual se estruturam o imaginário da Revolução de 1930.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os retratos dos Coudreau: índios, civilização e miscigenação através das lentes de um casal de visionários que percorreu a Amazônia em busca do “bom selvagem” (1884-1899)(Universidade Federal do Pará, 2008) SOUZA FILHO, Durval de; COELHO, Mauro Cezar; http://lattes.cnpq.br/7187368960757936Considerando a importância da iconografia, principalmente a fotografia, para a elucidação de fatos relacionados à história da Amazônia, principalmente aqueles relativos à história dos povos indígenas, à cultura, à natureza, à história da ocupação da região, à vida das populações tradicionais, faço um exame das fotografias produzidas pelo casal Henri e Octavie Coudreau, nas suas viagens pelo interior do Pará, a serviço do governo do Estado, no período de 1883 a 1899, e aquelas produzidas unicamente por Octavie Coudreau, depois da morte do seu marido, no período de 1899 a 1903, inclusive quando estava a serviço do governo do Estado do Amazonas. Por meio de uma leitura detida e circunstanciada destes retratos, conjugada ao exame de outras fontes escritas, dentre as quais os próprios relatos dos viajantes, procuro entender aquilo que posso afirmar como sendo o maior paradoxo destes viajantes “de la Troisième République française”: a crença no ideal romântico do “bom selvagem” e a defesa intransigente de uma civilização e sua marcha inexorável, a qual, em última instância, seria responsável pela aniquilação total deste homem “primeiro e integral”. Secundariamente, o objetivo desta pesquisa é também refletir sobre o que fez o casal Coudreau se apegar a uma ideia – que depois se transformou em uma crença – de que seria possível encontrar nas matas amazônicas o “bom selvagem”. Assim, pretendemos entender até que ponto isso seria realmente uma crença ou simplesmente uma “isca” para atrair seus leitores, pois é nítida, nos relatos de Coudreau, a existência de dois discursos diferentes: um discurso romântico, este do bom selvagem, e outro claramente laudatório com relação ao progresso da região, a defesa da colonização filantrópica dos povos “primitivos” e o progresso infinito do Homem.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O Vale do Tocantins e a Lei Anilzinho: a Lei dos Posseiros (1961-1981)(Universidade Federal do Pará, 2016-02-26) SILVA, Adriane dos Prazeres; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372O golpe civil- militar de 1964, trouxe uma série de problemáticas no que diz respeito à questão do conflito de terras na Amazônia, no Estado do Pará, mais especificamente no Vale do Tocantins denominação usada, pelo governo militares para designar o Médio e o Baixo Tocantins, que são as microrregiões que envolve o município de Tucuruí, que por sua vez abriga em seu território a hidrelétrica de mesmo nome (a maior usina inteiramente nacional). O período aqui analisado é de (1961-1981), portanto vinte anos, momento que houve mudanças profundas na região. A construção dessa barragem, os incentivos fiscais, as mudanças na Legislação do Estado e mais os projetos de colonização pensados pelos governos militares, desdobrou uma série de acontecimentos entre eles estava o conflito pela posse da terra, envolvendo vários sujeitos índios, seringueiros, castanheiros, posseiros, trabalhadores rurais e entidades aliadas como a FASE, a prelazia de Cametá, a congregação das Irmãs filhas da Caridade, e os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Oeiras e Baião. De acordo com a visão dos trabalhadores rurais, do lado oposto a eles estavam os órgãos do governo e seu aparato burocrático, assim como os prováveis grileiros centro- sulistas. Os trabalhadores rurais perceberam a mudança em seu modo de vida, pois notaram a entrada de outros sujeitos dentro da região que ameaçavam seu modo de vida e sua cultura, perceberem nos momentos dos conflitos que deveriam se unir e organizar-se, pois haviam cansado de perder e para isso construíram sua própria Lei a Lei Anilzinho: A lei dos Posseiros e criaram uma cultura política de resistência que durou mais de uma década na região.
