Programa de Pós-Graduação em Psicologia - PPGP/IFCH
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O Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGP) do Instituto de Filosofia de Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ansiedades: relatos e sentidos da experiência ansiosa(Universidade Federal do Pará, 2024-08-30) ARAÚJO, Beatriz Evangelista de; SEIBT, Cezar Luis; http://lattes.cnpq.br/7464213317216078; https://orcid.org/0000-0003-0166-0919A ansiedade é uma fenômeno inerente à experiência humana, trata-se de uma emoção primária que tem função de proporcionar a autopreservação. Atualmente, a ansiedade tem estado cada vez mais em foco devido às diferentes demandas relacionais desencadeadoras de intenso sofrimento emocional, assim como a exposição a eventos estressores como: à proliferação de doenças, catástrofes naturais e/ou ocasionadas por ações humanas etc. Contudo, há uma predominância em se pensar a ansiedade prioritariamente pela ótica biomédica hegemônica elencando-a a um patamar nosológico e atestando um status de enfermidade “insuportável”, e por conta disso, têm-se a percepção de que a ansiedade é algo negativo e precisa ser curada/eliminada o mais rapidamente possível. Nesta perspectiva, a experiência subjetiva, os sentidos atribuídos, a maneira como a pessoa se reconhece neste processo, e mesmo o contexto histórico e social são desconsiderados, logo a pessoa não é compreendida em sua complexidade. Diante disso, esta pesquisa teve por objetivos descrever como as pessoas compreendem a própria experiência ansiosa e conhecer quais os desdobramentos decorrentes dos diferentes modos de experienciar e significar a ansiedade. Assim como, expandir a visão sobre a experiência ansiosa a partir da perspectiva de Laura Perls. A fim de alcançar tais objetivos, realizamos uma pesquisa qualitativa-fenomenológica, no qual foi aplicado o método fenomenológico de Amedeo Giorgi e a discussão fundamentada na perspectiva fenomenológica e na abordagem gestáltica. Durante a discriminação das unidades de significado foram identificados nove constituintes, sendo algum destes: ansiedade relacionada a sensações negativas, ansiedade relacionada a performance, a vivência ansiosa afetando a forma de se relacionar com o outro e com o mundo, sentimentos ambivalentes em relação a medicação e ampliando da visão de ansiedade. Concluímos que os objetivos da pesquisa foram alcançados, corroborando com a compreensão de que a experiência ansiosa pode se expressar de diferentes maneiras, tendo em conta que a ansiedade se configura como um fenômeno relacional, manifestando-se como resposta às demandas do meio, sendo, portanto, necessário nos atentarmos para a complexidade das situações que compõem a experiência humana. Neste sentido, frisamos a relevância de considerarmos as dimensões interseccionais que atravessam a experiência da pessoa e que modificam sua forma de se perceber e se relacionar no mundo. Além disso, foi possível aprofundar alguns conceitos da abordagem gestáltica sob o ponto de vista de Laura Perls, evidenciando também a sua importância para a consolidação da Gestalt-terapia, que apesar de ter escrito poucos materiais, também sofreu um processo de invisibilização na abordagem.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A clínica psicanalítica no hospital: a elaboração do sofrimento psíquico a partir da angústia em pacientes oncológicos(Universidade Federal do Pará, 2024-06-10) SOUZA, Elaine Antunes de; PENA, Breno Ferreira; http://lattes.cnpq.br/1587208433134328Este trabalho aborda a dimensão da clínica psicanalítica no hospital, considerando a elaboração psíquica do sofrimento em sujeitos atravessados pela angústia ao enfrentarem o diagnóstico oncológico. Neste contexto, encontramos a representação social da doença associada à morte, ainda considerada um tabu. Este imaginário social possui raízes muito antigas na história, demarcado por intensos sofrimentos físicos e psíquicos, uma vez que a doença era frequentemente acompanhada pela morte, independentemente do tratamento realizado. Quando se trata do adoecimento pelo câncer, o exercício da psicanálise no hospital ocorre em caráter de urgência, ou melhor, de urgência subjetiva, na qual buscamos compreender as repercussões psíquicas abaladas neste momento de adoecimento. A ideia de urgência subjetiva remete-nos à quebra do discurso do sujeito ao deparar-se com algo insuportável, sem mediação simbólica. Nesse momento, ao faltar palavras para nomear tal situação, o sujeito adoecido posiciona sua realidade psíquica em ato. O sofrimento manifestado a partir das relações humanas e da finitude do próprio corpo apresenta-se de forma imperiosa, pois enlaça o sofrimento ao que é inelutável e escapa ao pleno domínio do sujeito. O corpo, sendo parte da natureza, impõe limites em relação ao seu funcionamento e duração, e neste caso, podemos considerar a própria experiência do sofrimento psíquico no adoecimento oncológico, manifestado no corpo. Para a compreensão da angústia, que desde o início se tornou central na teoria psicanalítica, Freud deparou-se com este conceito na clínica das neuroses, investigando suas formas de manifestação psíquica e elaborando sua teoria. Em seu "Rascunho E", tido como um dos escritos mais importantes direcionados a Fliess, ele associa o afeto angústia a outro conceito central na teoria psicanalítica: a sexualidade. Freud escreve sobre duas teorias da angústia: a primeira como transformação da libido e a segunda como resultado do recalque. Para Lacan, a angústia é um afeto, porém, ele considera que não é um sintoma. Ele a caracteriza como um afeto sem rumo, completamente à deriva, pois jamais é recalcada. Essa característica a torna tão inquietante, pois não se amarra à rede de significantes, sendo impossível de ser representada. Desse modo, a clínica psicanalítica na instituição de saúde considera a diferença entre o adoecimento inscrito no corpo e o adoecimento enquanto experiência. Neste aspecto, o psicanalista busca proporcionar a transição do acontecimento em si para uma experiência, possibilitando a construção de subjetivação e elevando tal adoecimento à posição de experiência, produzindo um saber único. Considerando que estamos inseridos na instituição hospitalar, é importante pensar no tempo de cada sujeito, uma vez que a temporalidade do hospital ignora a própria temporalidade do paciente. Lacan apresenta a problemática da lógica do tempo, discorrendo sobre a constituição de três instâncias: o instante de ver, o tempo de compreender e o momento de concluir. Podemos associar esses três conceitos à experiência do adoecimento pelo câncer. O instante de ver corresponde ao diagnóstico oncológico e ao desespero diante da certeza da própria morte, confrontando o paciente com a realidade da finitude humana. Ao transitar para o tempo de compreender, com o estabelecimento da transferência, o sujeito alcança o processo de elaboração psíquica. Por fim, o trabalho psíquico se encerra com o momento de concluir, referente ao que se fez questão. O sujeito, ao deparar-se com tais experiências subjetivas, confronta-se com a transitoriedade da própria vida. O método de pesquisa utilizado foi o estudo de caso clínico, realizado em uma instituição hospitalar em Belém do Pará, referência em tratamento oncológico. O objetivo geral foi compreender a prática clínica psicanalítica no contexto hospitalar, especificamente a elaboração psíquica do sofrimento a partir da experiência da angústia em pacientes com câncer. Os objetivos específicos incluíram a investigação da concepção de angústia por Freud, Lacan e seus comentadores, a exploração da relação entre angústia e câncer, e a identificação do processo de elaboração do sofrimento psíquico em pacientes oncológicos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Compreensão das vivências de psicólogas sobre o trabalho no hospital durante a Covid-19(Universidade Federal do Pará, 2023-12-07) LIMA, Natasha Cabral Ferraz de; PIMENTEL, Adelma do Socorro Gonçalves; http://lattes.cnpq.br/4534230240595626A pesquisa focaliza a compreensão das vivências de psicólogas que trabalharam em um hospital em Belém/Pará, capital situada na Região Norte do Brasil, durante a pandemia de Covid-19 – que, de forma específica, apresentou repercussões significativas na vida dos que a experimentaram. Como em todos os setores sociais, a atuação psicológica no período pandêmico viu-se necessitada em ajustar a sua prática aos desafios emergentes dispostos pela Covid-19. Com o objetivo de realizar um estudo sobre as percepções de profissionais de psicologia que atuaram na área hospitalar durante a pandemia de Covid-19, esta dissertação é um estudo qualitativo fundamentado na teoria fenomenológica existencial. O método de análise de dados parte da perspectiva de Amedeo Giorgi. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da UFPA. O perfil das participantes da pesquisa delimitou-se a cinco psicólogas, maiores de 18 anos, residentes da grande Belém/PA, que atenderam pessoas infectadas e hospitalizadas por Covid-19 entre março de 2019 e março de 2022. A partir da análise da estrutura da experiência, identificamos sentidos comuns em todas as entrevistas: 1. a volatilidade das informações, velocidade das mudanças cotidianas, características intrínsecas à emergência de saúde; 2. problemática dos EPI's afetando o atendimento e o contato físico e humanizado; 3. do paciente à equipe de saúde, a pandemia afetou a saúde mental de todos, em diferentes formas e graus de sofrimento; 4. na pandemia, as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) se tornaram imprescindíveis aos atendimentos; 5. a Psicologia clínica foi considerada um serviço essencial; 6. os profissionais de saúde expressaram a necessidade de autocuidado. Também a partir da contextualização dos aspectos singulares da subjetividade entre as entrevistas, desvelamos os aspectos variantes: 1. capacidade de ajustamento criativo pessoal baseado na autopercepção e autoconhecimento; 2. pandemia e questões de gênero; 3. fragilização da saúde pós-pandemia. Considera-se a pesquisa relevante devido ao desvelamento de achados subjetivos e intersubjetivos da vivência das psicólogas na pandemia. Concluímos que o estudo apontou indicadores para novas pesquisas em saúde mental e estratégias de cuidado, bem como o aprofundamento das modalidades de realizar atendimentos psicológicos por meio das TIC's.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A construção da(s) subjetividade(s) masculina(s): um percurso teórico entre Freud e Stoller(Universidade Federal do Pará, 2024-09-26) GONÇALVES, Ricardo César dos Santos; SOUZA, Mauricio Rodrigues de; http://lattes.cnpq.br/4730551301673902; https://orcid.org/0000-0002-6290-000XO presente trabalho aborda a construção da(s) subjetividades(s) masculina(s) em um percurso psicanalítico inicialmente delineado por Freud e, posteriormente, ampliado por Robert Stoller. O trajeto metodológico estabelecido para esta dissertação se fundamenta a partir da pesquisa teórica em psicanálise. Entretanto, é pertinente ressaltar que, embora a pesquisa privilegie a psicanálise como seu principal aporte teórico, este trabalho não negligencia as contribuições provenientes de outras áreas do conhecimento, especialmente das abordagens sociológicas e dos estudos de gênero. O intuito desse trabalho pode ser dividido em quatro aspectos centrais: (1) demonstrar como o conceito de gênero se integrou a teoria psicanalítica; (2) conceitualizar a noção de masculinidade(s) por intermédio de um percurso histórico subdividido em três tempos – Antigo, Medieval e Moderno –, dessa forma, ratificando como o conceito pode ser mutável e interdependente de cenários sócio-históricos; (3) investigar as peculiaridades da subjetivação masculina na obra freudiana e; (4) analisar as contribuições teóricas do psicanalista norte-americano Robert Stoller, centralizando nossos esforços em examinar o conceito de “identidade de gênero”, introduzido pelo mesmo no âmbito psicanalítico. Por fim, nas considerações finais, faremos observações sobre os possíveis desdobramentos dessa pesquisa. Além disso, teceremos apontamentos críticos em relação à escassez de estudos que versam sobre os homens e a masculinidade tanto no meio psicanalítico quanto em outras produções acadêmicas brasileiras. Em última instância, espera-se que esse trabalho possa contribuir para o aprimoramento da temática proposta e, concomitantemente, servir de amparo às investigações futuras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Criança não deveria morrer”: significados atribuídos por profissionais de saúde ao paliar crianças em iminência de morte(Universidade Federal do Pará, 2013-04-15) PAMPOLHA, Simone dos Santos Abraão; SOUZA, Airle Miranda de; http://lattes.cnpq.br/5311796283730540Este estudo tem por objetivo compreender os significados atribuídos por profissionais que atuam em enfermaria pediátrica sobre o cuidar da criança com doença sem possibilidade de cura, hospitalizada e em processo de morte. A estratégia metodológica foi fundamentada na abordagem qualitativa, que corresponde a um método preocupado com as singularidades e particularidades de um objeto, sem a pretensão de generalizações ou de verdades absolutas quanto aos resultados encontrados. A pesquisa foi desenvolvida na Clínica Assistencial Pediátrica do Hospital Universitário João de Barros Barreto, vinculado à Universidade Federal do Pará, em Belém-Pa. Colaboraram com a pesquisa doze (12) profissionais, sendo 3 Médicos, 1 Psicólogo, 1 Terapeuta Ocupacional, 2 Enfermeiros, 1 Fisioterapeuta, 1 Assistente Social e 3 Técnicos em Enfermagem que lidam diariamente com o processo de morrer de crianças internadas nesta instituição. Como instrumento para coleta dos dados foi utilizado a entrevista semi-dirigida, sendo realizada a análise de conteúdo temática, por meio da qual foram identificados três temas centrais: A Negação e Interdição da Morte; Apegos e a Experiência do Luto e Formação para Paliar. Para os colaboradores paliar é uma árdua tarefa envolvendo todo cuidado direcionado à criança sem possibilidades terapêuticas curativas. Contudo, na impossibilidade de evitar a morte da criança os profissionais podem vivenciar intenso sofrimento, o que favorece as ações obstinadas para manutenção da vida, a negação e interdição da morte. Tal como pais apegados e cuidadosos para com seus filhos, na iminência de morte ou óbito da criança, os profissionais vivenciam sentimentos característicos do luto. Em relação à formação do profissional de saúde destaca-se a ausência de disciplinas abordando o tema da morte e do morrer durante os anos da graduação, chamando atenção para a necessidade da inclusão dessas nos currículos da graduação. Os achados sugerem o estranhamento frente à morte da criança e a vivência do luto não autorizado, corroborando em favor das ações de educação para vida e para morte.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Crise do masculino e ascenção de discursos autoritários: possíveis afinidades entre o ideal viril e a personalidade autoritária(Universidade Federal do Pará, 2024-09-13) SATO, Yukimi Mori Mesquita; CORRÊA, Hevellyn Ciely da Silva; http://lattes.cnpq.br/7758199768776827; SOUZA, Mauricio Rodrigues de; http://lattes.cnpq.br/4730551301673902; https://orcid.org/0000-0002-6290-000XNa tentativa de definir a masculinidade, geralmente nos deparamos com um conjunto inflexível de atributos necessários à identificação do sujeito como homem e que, ao menos aparentemente, confirmariam certa universalidade, sendo amparados especialmente na oposição e distanciamento de identificadores considerados femininos. Levando em conta que tais características das quais se busca distanciamento não sejam exclusivas à subjetividade feminina, mas compreendem parte da experiência humana, a tentativa de supressão de certas emoções pelo homem pode estar na origem de um mal-estar resultante desse conflito interno que, ao ser projetado para o exterior, tem a violência como uma de suas possíveis expressões. Nesse ponto, evidenciamos a existência de um vínculo entre características conferidas ao masculino e o ideal constantemente reencenado por sujeitos autoritários. Assim, buscamos colocar em questão a masculinidade sustentada pelo exercício da virilidade e estabelecida enquanto um padrão invariável e, com isso, almejamos compreender: de que forma a construção da subjetividade masculina alicerçada em ideais específicos como virilidade, força e racionalidade se relaciona com a crescente naturalização de manifestações autoritárias direcionadas a grupos externos – ou out-groups? O exercício de uma masculinidade amparada em ideais viris necessariamente culmina no caráter autoritário? Como as mudanças sociais relativas ao gênero ocorridas nas últimas décadas podem ter impactado a posição masculina na sociedade e sua tentativa de garantir a segurança do identitário, a partir do retorno a uma virilidade que permanece? Diante dos questionamentos mencionados, empreendemos uma pesquisa teórico-bibliográfica, aproximando-nos das teorias de Sigmund Freud, Jacques Lacan e Theodor Adorno, das quais foi possível depreender que tanto as tentativas de homogeneização da masculinidade quanto os objetivos massificadores do autoritário seguem as mesmas trajetórias inconscientes: partem da presunção da possibilidade de alcançar um gozo total, uma completude imaginária, mesmo que tenha que ser conquistada e mantida à força. É nessa direção que os ideais regentes de ambas as esferas se amparam na ênfase ao semblante, no caráter ritualístico, já que o simbólico constituiria o único âmbito capaz de sustentar uma aparência de completude. Desse modo, a busca por uma hegemonia, uma totalidade inquestionável, resulta da predominância do significante fálico enquanto ordenador dos laços sociais, resultando na categorização e hierarquização de sujeitos tomados enquanto objetos da satisfação de alguns outros que se alocam nas posições de dominância.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A “despatriarcalização” da diferença sexual em Lacan: Paul B. Preciado e outras vozes(Universidade Federal do Pará, 2024-07-19) SILVA, Mayara Tibúrcio Cavalcanti da; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825; https://orcid.org/0000-0002-8988-1910Partindo dos efeitos provocados pelo discurso de Paul B. Preciado em Eu sou o monstro q ue vos fala , esta dissertação pretende se debruçar sobre vozes dirigidas à psicanálise lacaniana, críticas ao binarismo sexual e articuladas ao declínio do modelo patriaco colonial . Nesse campo de discussões, tem centralidade a “epistemologia da diferença sexual”, problematizada à luz de Preciado, em coadunação incontornável com Judith Butler. Além de espaço para a revisão de algumas leituras dessa psicanálise, busca se promover o compromisso ético de escuta a novos possíveis, que unem feministas, queers e psicanalistas, na proposta de desconstruir a diferença sexual e de afirmar possibilidades outras , sem a dependência de binarismos, hierarquias, p ai ou falo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Dias de luta, dias de glória”: trabalhadoras/es de saúde em HIV/Aids sob o olhar da psicodinâmica do trabalho, em um hospital de referência, no Pará(Universidade Federal do Pará, 2020-12-18) MELO, Michele Torres dos Santos de; OLIVEIRA, Paulo de Tarso Ribeiro de; http://lattes.cnpq.br/9266787581530443; https://orcid.org/0000-0002-1969-380XO surgimento da epidemia de HIV/Aids, no Brasil, foi marcado por grande mobilização social nos grandes centros urbanos do país, desde o primeiro caso da doença em 1982. Os profissionais da saúde precisaram concentrar esforços para seu enfrentamento. Afetados pelo drama dos pacientes, recebiam apoio psicológico vindo do Hospital Emílio Ribas, primeiro hospital com um Centro de AIDS, tornando-se referência na área de infectologia, até os dias atuais (MENDONÇA; ALVES; CAMPOS, 2010). Assim, esta pesquisa teve por objetivos analisar a organização do trabalho de trabalhadoras/es de saúde na atenção a pacientes de HIV/Aids, em um hospital de referência, no Pará; identificar as possíveis vivências de prazer e sofrimento psíquico neste trabalho; investigar os mecanismos de defesa individuais e estratégias defensivas coletivas adotadas, no enfrentamento à realidade existente. A metodologia adotada foi de cunho exploratório e pesquisa qualitativa, utilizando-se o referencial teórico da Psicodinâmica do Trabalho. Os instrumentos de análise foram de entrevista semiestruturada, com a técnica de entrevistas individuais. A pesquisa foi submetida e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Psicologia, da Universidade Federal do Pará, assim como pelo Comitê de Ética do Hospital Universitário João de Barros Barreto, atendendo à Resolução 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde – Ministério da Saúde. Para a análise dos dados, utilizou-se a técnica de Análise dos Núcleos de Sentido (ANS), adaptada da técnica de conteúdo categorial desenvolvida por Bardin (1977). A análise das informações e relatos permitem aferir que a organização do trabalho caracteriza-se por aspectos que envolvem diferentes vínculos trabalho, por uma jornada de trabalho intensa e exaustiva, mediante às demandas diárias na atenção com pacientes de HIV/Aids que chegam no hospital muito debilitados. As condições de trabalho apresentam-se deficitárias quanto à estrutura física, iluminação, temperatura, limpeza, estado dos equipamentos e escassez de recursos, como medicamentos. Para enfrentamento à realidade, as/os trabalhadores utilizam-se do mecanismo individual de defesa de negação e estratégicas coletivas de defesa de racionalização e de negação, com modos de pensar, agir e sentir compensatórios. O prazer se dá através do sentido dado à contribuição social, na recuperação e gratidão dos pacientes e familiares, no constante aprendizado e no apoio entre a equipe de trabalho. O reconhecimento é evidenciado pelos pares, quando elogiam, ajudam e valorizam o trabalho uns dos outros. Não foi mencionada a existência de grupos de discussão coletiva, onde as/os trabalhadoras/es possam falar de seus sentimentos, angústias e anseios no fazer laboral. Esta pesquisa possibilita a ampliação de saberes e reflexões atuais em saúde pública, no que concerne à saúde mental das/os trabalhadoras/es na atenção em HIV/Aids, assim como permite pensar ações voltadas à promoção de melhorias nas redes de serviços voltadas às PVHA, no país e, mais especificamente, no estado do Pará.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dor psíquica, recalque e ponto de vista "econômico"(Universidade Federal do Pará, 2007) ROCHA, Oneli de Fátima Teixeira Gonçalves; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825O presente trabalho tem como objetivo realizar um estudo teórico em Freud sobre a dor psíquica do ponto de vista econômico, a partir do conceito metapsicológico de recalque. O eixo teórico que fundamenta essa investigação é a Psicanálise, buscando compreender a constituição da dor psíquica, identificando o conceito de recalque como defesa. Este, descreve o investimento de carga de afeto presente no aparecimento da dor psíquica, no caso de histeria de conversão de Elizabeth von R. (1893-1895), pseudônimo dado por Freud a Ilona Weiss, jovem que se tornou o caso clínico mais completo sobre histeria de conversão. Obtivemos, vários resultados dessa sistematização. Primeiro, constatação de que a dor psíquica é um estado psíquico e uma conseqüência específica da dinâmica psicológica pertencente à subjetividade na histeria de conversão, que se apresenta especificamente nesse caso clínico. Segundo, é o resultado de lembranças de representações patogênicas recalcadas, originada de um conflito. Terceiro, o conflito está ligado a uma cadeia de representações de natureza sexual e moral. Quarto, apresenta o recalque como principal mecanismo de defesa. Quinto, verifica-se que a dissociação entre a idéia e sua quota de afeto, ou soma de excitação, faz com que o destino deste seja convertido para o corpo através do sintoma, daí a histeria de conversão. E, finalmente, é através do processo de análise que levará a paciente a manifestar-se, partindo de suas reminiscências a dor psíquica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Eu não sou agente, eu sou polícia: representação social do policial penal(Universidade Federal do Pará, 2024-01-19) BARROS, Andressa Regina Sandres Guimarães de; MOREIRA, Hélio Luiz Fonseca; http://lattes.cnpq.br/3977870273059388Esta dissertação tem como objetivo analisar as representações sociais de policiais penais que trabalham em uma das unidades prisionais do Complexo Penitenciário de Santa Izabel do Pará, localizado na Região Metropolitana de Belém. Fundamentandose na Teoria das Representações Sociais - TRS -, parte-se de indagações sobre as representações da identidade e do trabalho de policiais penais após a Emenda Constitucional nº 104, de 04/12/2019 (EC nº 104/2019). Na pesquisa foi realizada a abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica e aplicação de entrevistas semiestruturadas in loco. Após a EC nº 104/2019, as mudanças jurídicas repercutem em vários fatores, como na identidade do policial penal, gerando sensações paradoxais, como o empoderamento devido ao uso de arma de fogo e, ao mesmo tempo, a sensação de insegurança fora do contexto penitenciário. Além disso, refletem na relação com o trabalho mediante a manutenção de percepções relacionadas aos agentes penitenciários, como trabalho exaustivo e cansativo. Assim, conclui-se que os sentidos construídos sobre a identidade são outros, embora o sentido do trabalho seja o mesmo.Tese Acesso aberto (Open Access) “Eu rezo e tomo meus banhos de ervas” narrativas ribeirinhas de padecimento e cuidado em saúde mental na Ilha do Combu – Belém/ Pará(Universidade Federal do Pará, 2024-08-28) SANTOS, Cinthia de Castro; BELLOC, Márcio Mariath; http://lattes.cnpq.br/1570092596184654; https://orcid.org/0000-0003-0928-7557Esta tese de doutorado em psicologia parte do interesse em compreender os processos de interação envolvidos nas experiências de padecimento e cuidado em saúde mental, de comunidades ribeirinhas na Ilha do Combu, situada na cidade de Belém do Pará, que constroem o repertório de narrativas dos modelos explicativos de padecimento e cuidado. Quando o padecimento é olhado apenas pelo lado biológico, quando não há o reconhecimento dos significados de forma ampla para o usuário e seus familiares, há uma interferência no reconhecimento de problemas que podem ser perturbadores, mas potencialmente tratáveis no modo de vida do usuário. O padecimento é polissêmico, as experiências são variadas e por isso vale à pena examinar cada um dos sentidos, tanto em uma perspectiva clínica como também antropológica. Assim ,a interpretação do que é o adoecimento também pode contribuir para uma um trabalho mais efetivo de cuidado dentro de uma lógica territorial. Em concordância com os pressupostos da antropologia médica optou-se por usar o termo “padecimento”, pois fazemos referência à compreensão e experiência popular sobre doença e/ou sofrimento, tal qual nos aponta a definição de illness. Outro conceito que também uitlizaremos ao longo do trabalho é o de modelos explicativos, entendidos pelas formas como se entende científica e popularmente um processo de saúde/adoecimento/atenção, incluindo as formas de prevenção, tratamento, controle, alívio ou cura de uma determinada condição. O trabalho dá visibilidade às formas de entendimento, explicação e cuidado das questões relacionadas à saúde mental dessa comunidade, e e pelas narrativas da própria comunidade e da observação participante, busca conhecer como estas compreensões foram construídas. Conhecer o que está posto e adentrar no campo do não posto. Assim, o estudo inicia por uma pergunta: como se dão os processos que decorrem da experiência de padecimento e cuidado em saúde mental destas comunidades ribeirinhas? Reconhecer e permitir a mediação entre os saberes técnicos, populares e tradicionais nos ajuda na compreensão dos itinerários terapêuticos percorridos por uma determinada população. A etnografia que nos convocou a uma imersão no campo da pesquisa, a vivenciar o campo e estar junto aos sujeitos da pesquisa, estabelecer uma relação com os sujeitos para que possibilitássemos o protagonismo destes no processo. Como resultados desse estudo identificamos que os modelos de padecimento e as práticas de autocuidado em saúde mental da comunidade riberinha foram construídos a partir de experiências pessoais e de grupo que foram passados de geração em geração de famílias de origens quilombolas e indigenas, além das praticas biomedicas. Os efeitos de encantamentos também estão presentes e as narrativas são atravessadas pelo saber da instituição psiquiatria, havendo uma dupla possibilidade de explicar o padecimento localizado entre a loucura e misticismo, além de uma altiva influência das religiões neopentecostais nas narrativas de padecimento e autocuidado. Seria uma narrativa que se repete e se reconta sobre a colonização da história de vida das comunidades tradicionais deste território? Propomos com isto uma reflexão sobre a interveniência sobre os modelos explicativos ribeirinhos efetivada tanto pelo modelo biomédico hegemônico quanto por práticas religiosas cristãs neopentecostais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A expressão do pesar nas atividades ocupacionais quando alguém querido morre(Universidade Federal do Pará, 2009-05-25) CORRÊA, Victor Augusto Cavaleiro; SOUZA, Airle Miranda de; http://lattes.cnpq.br/5311796283730540O luto pela morte de um ente querido compreende um processo de reorganização pessoal frente à perda e que por isso tende a desdobramento singulares, conforme a natureza e intensidade do vínculo. A pessoa então pode experimentar uma variedade de reações que , conforme a ocorrência e a severidade das manifestações , irão repercutir na qualidade de viver. Esta pesquisa teve o objetivo de compreender a expressão do pesar nas atividades ocupacionais quando da morte de uma pessoa significativa. A estratégia metodológica fundamentou-se na abordagem qualitativa do tipo "estudo de caso", de duas pessoas (colaboradores) que chegaram em Serviço de Pronto Atendimento a Pessoas que Sofreram Perdas. Para a coleta dos dados foram definidos três encontros, sendo que nos dois primeiros foram realizadas às entrevistas abordando aspectos da vida pessoal e ocupacional e no terceiro uma oficina de atividades, sendo disponibilizados materiais plásticos; como papel , lápis de cor, canetas esferográficas, tesoura, revistas, cola branca, cola colorida, purpurina, entre outros, com o objetivo de favorecer a livre expressão nas atividades ocupacionais, estando de acordo com a hipótese de que, em situações de perdas e luto, as pessoas experiência um período de retraimento e afastamento das relações sociais e das atividades habituais, indicando que a perda interfere significativamente no cotidiano das suas ocupações, incluindo falta de prazer em desempenhar o trabalho, em ter cuidados pessoais e nas atividades da vida diária (AVD' S), sugerindo a ocorrência do luto ocupacional pela perda das atividade desempenhadas com e para o ente querido falecido. Neste sentido, pode ser observada alteração nas funções ocupacionais em que padrões habituais de atividades são rompidos, remetendo a difícil tarefa de renunciar, excluir e incluir novos papéis. Por outro lado, a estratégia proposta a coleta dos dados revelou-se como um recurso favorável à compreensão e expressão do enlutado, estimulando a aceitação da perda, a avaliação do vinculo co falecido (a) e a elaboração do luto. O uso do recurso material foi favorável a expressão dos pensamentos, sentimentos e necessidades, bem como de competência, habilidades, funções ocupacionais e outros aspectos da existência, ressaltando a importância da compreensão biopsicossocial e ocupacional da pessoa em situação de luto, em que se destaca a assistência Terapêutica Ocupacional agregando esforços na prevenção e promoção a saúde.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Gordura não é coisa de macho”: reverberações da gordofobia nas masculinidades de homens gordos(Universidade Federal do Pará, 2024-04-03) MODESTO, Lucas de Almeida; LIMA, Maria Lúcia Chaves; http://lattes.cnpq.br/2883065146680171; ALVARENGA, Eric Campos; http://lattes.cnpq.br/5734378044087055; https://orcid.org/0000-0002-1803-2356A gordofobia é uma forma de violência interseccional, estrutural, cultural e institucionalizada que atinge pessoas gordas, discriminando e hostilizando seus corpos. Está presente em diversos cenários e ancora-se em saberes patologizantes, historicamente determinados, utilizando-se de discursos de saúde e beleza na mídia, na indústria de cosméticos, fármacos e procedimentos que podem “curar” um corpo que foi “adoecido” pelo estigma social causado por este suposto saber. Elenca-se que a maioria das produções que questionam a gordofobia foram produzidas por e sobre mulheres gordas, havendo assim a necessidade de incluir o público masculino neste debate, uma vez que estes também são atravessados de distintas formas pela gordofobia. Uma dessas formas é no aspecto da masculinidade, considerando as formas plurais que homens são subjetivados no Brasil. Investiguei como esses processos podem ser gordofóbicos, tendo em vista, que a “masculinidade hegemônica” tem um padrão de corpo atlético e musculoso, sendo para esta a gordura um atributo de feminilidade. Dessa forma, homens gordos passam a ter sua masculinidade colocada à prova por possuírem em excesso o que o “homem de sucesso” busca eliminar”. Utilizo uma epistemologia de autores(as) que estudam as masculinidades de forma plural e sob viés feminista e lanço mão dos estudos transdisciplinares das corporalidades gordas. Neste sentido, este trabalho tem por objetivo analisar como a gordofobia afeta as masculinidades de homens gordos na região metropolitana de Belém. Trata-se de uma pesquisa de campo, com abordagem qualitativa que através de entrevistas semiestruturadas visa produzir informações que possam ser analisadas a partir da análise de conteúdo, a fim alcançar os objetivos propostos. Participaram da pesquisa 9 homens com idades entre 20 e 37 anos. A partir da análise de conteúdo surgiram três categorias, tais quais: “É mais fácil falar sobre ser gordo do que sobre ser homem” onde discuto acerca dos processos de subjetivação dos homens gordos a partir do corpo, dos esportes e da cisheterossexualidade compulsória; “É basicamente igual roupa, pode não ser a que você gosta, mas você tem que levar”, em que trato a respeito do preterimento amoroso e da fetichização que homens gordos vivenciam devido à gordofobia e “É o meu corpo, é o que eu tenho!” em que disserto sobre as formas de sofrimento e enfrentamento vivenciadas por homens gordos. Por fim, esta pesquisa se propõe a suscitar em homens gordos a necessidade de unir-se às discussões e ao movimento antigordofobia, ademais, também elucida a necessidade de pesquisas futuras com homens gordos cisheterossexuais, visto que somente um dos participantes se identifica dessa forma, assim algumas questões não puderam ser alcançadas sobre essa especificidade, mas salientaram possíveis idiossincrasias.Tese Acesso aberto (Open Access) História da disciplina Psicologia da Educação no Piauí na formação inicial de professores: das Escolas Normais às licenciaturas em Pedagogia(Universidade Federal do Pará, 2024-05-29) SILVA, Ellery Henrique Barros da; NEGREIROS, Fauston; http://lattes.cnpq.br/6286677749065869A tese tem como escopo investigar a disciplina Psicologia da Educação na formação inicial de professores, desde as primeiras Escolas Normais da década de 30 até os cursos de licenciatura em Pedagogia nas instituições públicas no Estado do Piauí da segunda década do séc. XXI. Assim, emergiram os seguintes objetivos específicos: analisar a interface Psicologia e Educação como disciplina na formação de professores nas primeiras Escolas Normais do Piauí na década de 30; descrever o percurso histórico, formação e trajetória de professoras(es) pioneiras(os) ao ministrar a disciplina Psicologia da Educação nos cursos de Licenciatura em Pedagogia da segunda década do séc. XXI; averiguar a partir do currículo nos cursos de graduação em Pedagogia nas instituições públicas no Estado do Piauí como são trabalhadas as disciplinas que versam sobre Psicologia da Educação. A fundamentação teórica abordou os seguintes eixos: História da Psicologia da Educação; História da Educação Brasileira; Formação de Professores. O método é de abordagem qualitativa, do tipo exploratório-descritivo, com inspiração na perspectiva da historiografia e da história oral. Desse modo, foi composto por fontes documentais: currículos, planejamentos pedagógicos e atividades escolares das primeiras Escolas Normais do Piauí; Projetos Pedagógicos dos Cursos/PPCs dos cursos de Licenciatura em Pedagogia das universidades públicas do Estado do Piauí; e fontes orais: os depoimentos orais de professores pioneiros da disciplina de Psicologia da Educação. Os instrumentos utilizados foram: fichas para identificação dos documentos historiográficos; questionário sociodemográfico; e roteiro de entrevistas semiestruturadas. Os resultados da tese estão apresentados e analisados em três estudos e revelaram que: i) durante o funcionamento das Escolas Normais no Estado do Piauí, da década de 1930 até 1990, a disciplina Psicologia da Educação apresentou uma concepção de escolarização e de prática educativa alicerçada no cognitivismo, inspiradas por um modelo biológico, com aplicações psicológicas naturalizantes, reducionistas e com práticas medicalizantes e patologizantes quanto ao aprendizado e desenvolvimento humano, focadas especialmente em questões de inteligência e conduta, com forte tendência a responsabilizar as/os estudantes, suas famílias e professores pelo fracasso escolar; ii) na investigação com os docentes universitários pioneiros no ensino de Psicologia da Educação no estado do Piauí, seus depoimentos revelaram uma predominância desde as décadas de 1970 e 1980 de uma ciência psicológica para formar professores pautada no caráter diagnóstico e de explicações em torno do não aprendizado do sujeito, atribuindo às questões herodológicas o desempenho dos estudantes. O foco da formação era marcado pela busca de explicações acerca das denominadas “dificuldades de aprendizagem” a partir das diferenças individuais. Essa compreensão acerca do papel da disciplina perdurou nas décadas subsequentes, até que discussões mais abrangentes sobre os novos estudos da Psicologia da Educação, que começaram a emergir na primeira década dos anos 2000, com a criação e participação dos professores em núcleos de estudos e pesquisas voltados para a área. Não obstante, o foco da formação docente e da prática educativa seguiram sendo predominantemente pela dimensão psicoeducativa da prática, enquanto que psicossocial seguiu incipiente; iii) Nas ementas da disciplina Psicologia da Educação nos cursos de licenciatura em Pedagogia, foi verificada a presença de estudos no campo das teorias da aprendizagem e do desenvolvimento humano, subjetividade, transtornos, distúrbios e dificuldades de aprendizagem e práticas pedagógicas; tendo a perspectiva cognitivista, positivista, construtivista e pragmática no sentido dominante nas ementas. Ademais, destacou-se entre as principais referências, uma predominância maior para autores estrangeiros, bem como estudos de autoria brasileira, porém, em ambos os casos reproduzem as teorias estadunidenses e europeias, ou seja, constata-se uma literatura que não discute a partir da realidade brasileira, nordestina e sobretudo, piauiense. Em síntese, considerando a análise historiográfica da disciplina Psicologia da Educação no Piauí, revelou-se que houve alterações sutis e sólidas conservações. Isso evidencia a importância de conceber um currículo para essa disciplina que esteja em sintonia com a história e a cultura de cada contexto social. Além disso, promover uma formação que estimule a reflexão e a criticidade por meio de práticas psicoeducativas diretamente integradas aos aspectos psicossociais do estudante, da comunidade e do chão da escola, visando desenvolvimento humano e formação cidadã, incentivando sua emancipação e contribuindo para a transformação social. Fica evidente também a necessidade de ampliar os estudos e pesquisas autorais, especialmente na realidade educacional piauiense.Tese Acesso aberto (Open Access) Historiografia da psicologia escolar e educacional no Piauí: do pioneirismo na década de 1990 aos primeiros serviços da segunda década do século XXI(Universidade Federal do Pará, 2024-05-31) CARVALHO, Leilanir de Sousa; NEGREIROS, Fauston; http://lattes.cnpq.br/6286677749065869É imprescindível entrar em contato com as memórias da psicologia escolar e educacional no estado do Piauí, tecer análises, revelar e reconstruir coletivamente uma história permeada por lacunas, com largos espaços de tempo, com uma significativa escassez de registros escritos e produções acerca dessa área de atuação, como assinalam estudos prévios sobre esse contexto histórico-cultural (Negreiros, Silva, Rocha, Silva, Fonseca, Carvalho & Oliveira, 2021; Can-deira, Carvalho & Negreiros, 2020). Portanto, a presente tese de doutorado investigou a histo-riografia da psicologia escolar e educacional piauiense, desde a atuação dos pioneiros da psi-cologia no estado; passando pelos primeiros cursos de graduação, que proporcionaram a for-mação de psicólogos escolares; os primeiros serviços de psicologia na área da educação; che-gando contexto atual, analisando como a psicologia escolar e educacional se desenvolve no estado. A partir disso, despontaram os objetivos específicos: identificar as(os) profissionais pioneiras(os) da psicologia escolar instituídos no estado, historicizando a inserção do psicólo-go nos contextos educacionais, as repercussões dessa atuação desde sua implantação, até a reverberação no desenvolvimento de práticas atuais no contexto piauiense; analisar o desen-volvimento das disciplinas que versam sobre psicologia escolar e educacional nos cursos pio-neiros de graduação em psicologia no Piauí, bem como sua contribuição para a formação dos psicólogos; identificar os primeiros serviços de psicologia escolar instituídos no Piauí, as ex-periências e estratégias adotadas pelos profissionais; verificar as transformações do papel do psicólogo no campo educativo, as principais demandas e necessidades da área no estado. A pesquisa se tratou de um estudo historiográfico, de cunho qualitativo do tipo exploratório-descritivo, que utiliza a triangulação intramétodo com o emprego das técnicas metodológicas para acesso às fontes históricas orais e documentais: entrevistas individuais em profundidade por meio da história oral temática – profissionais da psicologia pioneiras na inserção em con-textos educacionais no estado; pesquisa documental – Projetos Políticos dos Cursos/PPCs); grupo focal – composto por profissionais dos serviços públicos e privados de psicologia esco-lar. Como instrumentos para coleta de dados foram utilizados: questionário de dados socio-demográficos e profissionais, fichas para identificação dos documentos historiográficos e ro-teiro de entrevistas semiestruturadas. Para análise e discussão dos produtos da pesquisa, foram organizados três capítulos em formato de artigos científicos, em que se revelam os seguintes resultados: i) Nos anos 80, a entrada de profissionais de psicologia no Piauí ocorreu princi-palmente por meio da integração nos serviços educacionais das Secretarias de Educação e na prestação de serviços escolares privados, predominantemente seguindo modelos clínicos indi-vidualizados. Nos anos 90, houve uma mudança significativa com a introdução de uma psico-logia mais progressista e crítica na comunidade escolar, impulsionada pela expansão da pro-fissão de Psicólogo Escolar e Educacional (PEE) no estado, resultado da criação dos primei-ros cursos de psicologia e da prestação de serviços de estagiários, depois de 1998. Já na se-gunda década dos anos 2000 houve a implementação de políticas públicas que enfatizam a descentralização dos serviços de psicologia na capital do estado, tendo como norteadoras as referências técnicas do Conselho Federal de Psicologia e produções científicas locais reco-nhecidas pelos concursos e seleções da Secretaria de Estado de Educação. ii) Os projetos polí-ticos pedagógicos dos cursos de psicologia que foram pioneiros e atuais, revelando a contri-buição da psicologia escolar e educacional para a prática profissional, destacando a importância do diálogo teórico entre psicologia e prática pedagógica. Entretanto, ainda é evidente a carência na abordagem crítica e atualizada das disciplinas teóricas nos cursos de psicologia do Piauí, especialmente em relação à compreensão acerca do papel da escola, análise crítica e psicossocial das demandas emergentes no contexto educativo, e atuação junto à comunidade escolar; iii) Os serviços inaugurais da psicologia escolar no Piauí, que se iniciaram tardiamen-te em comparação a outros estados brasileiros, tiveram suas práticas iniciais na esfera privada e seu estabelecimento posterior no setor público mediante a implementação de políticas edu-cacionais federais e estaduais. As principais demandas educacionais eram as queixas relacio-nadas ao processo de aprendizagem, saúde mental e vulnerabilidade social, revelando também a importância da atuação em psico-gestão e a transformação das práticas profissionais. Embo-ra haja uma predominância da busca por atendimentos individuais, há influência do movimen-to crítico em psicologia escolar e da perspectiva da psicologia histórico-cultural no embasa-mento teórico dos profissionais. Por fim, defende-se a tese de que a história da Psicologia Escolar e Educacional do Piauí teve movimentações e transformações acolhidas inicialmente pelas instituições educacionais da rede privada de ensino, e posteriormente consolidadas e ampliadas na rede pública, via maior aproximação das lutas por direitos, acesso e permanên-cia na Educação Básica e Superior, por meio das políticas públicas educacionais e concursos públicos. São, assim, um grande produto do impacto das inserções dos cursos superiores de Psicologia no estado as repercussões das atividades de campo nos estágios básicos e profissi-onalizantes na área da Psicologia Escolar e Educacional, com vistas a todas as potencialidades e vulnerabilidades locais, diante do cenário excludente, competitivo e marcado pela desigual-dade social que se tornou ao longo dos anos o sistema educacional brasileiro.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Homofobia e assistência à saúde para pessoas vivendo com HIV/Aids(Universidade Federal do Pará, 2024-04-18) MORAES FILHO, Leomar Santos; LIMA, Maria Lúcia Chaves; http://lattes.cnpq.br/2883065146680171Homofobia é o termo empregado para designar o sentimento ou a atitude dirigida aos homossexuais que inferioriza, hostiliza, discrimina ou os violenta em razão da sua sexualidade. A literatura indica que a homofobia é produzida socialmente, especialmente pelas ideologias cisheternormativa e sexista, podendo ser perpetrada por indivíduos, coletividades ou instituições. Na contemporaneidade, a homofobia vem apresentando um processo de recrudescimento, especialmente quando combinada ao viver com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV)/Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids). Desse modo, a presente pesquisa tem o objetivo de compreender como a homofobia reverbera na assistência à saúde de homens gays e bissexuais vivendo com HIV/AIDS. Partindo de uma pesquisa qualitativa foram entrevistados seis homens gays e bissexuais a partir dos 18 anos de idade, com sorologia positiva para o HIV em fase avançada da infecção e hospitalizados em uma unidade de referência em infectologia. Os interlocutores foram contactados a partir do diálogo com a equipe assistencial da instituição, leitura do prontuário e uma abordagem inicial do pesquisador para apresentação da pesquisa. As entrevistas seguiram o modelo semiestruturado e foram realizadas presencialmente no hospital-campo. Para a análise das informações produzidas este estudo utilizou a análise de conteúdo de Bardin (2016). Os resultados apontam que a homofobia faz parte do cotidiano e das dinâmicas sociais contemporâneas e quando aglutinada a condição sorológica positiva ao HIV, torna-se ainda mais complexa, produzindo situações específicas de sofrimento. No âmbito da assistência à saúde, entre os efeitos mais expressivos da homofobia destaca-se a pressuposição da heterossexualidade de todos os usuários, inabilidade no manejo clínico da sexualidade divergente da heterossexual e o não-reconhecimento desse marcador como um dado de saúde clinicamente relevante. Ademais, a vivência dos interlocutores evidenciou que o sofrimento vivenciado tem interfaces tanto com suas histórias de vida e vivências anteriores ao diagnóstico quanto o contexto de iniquidades, injustiça social, opressões e negligência do Estado o qual encontram-se expostos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Idosos(as) sobreviventes de um acidente vascular encefálico: suas ocupações, perdas e lutos(Universidade Federal do Pará, 2023-08-11) CRUZ, Larissa Maria de Souza; SOUZA, Airle Miranda de; http://lattes.cnpq.br/5311796283730540; CORRÊA, Victor Augusto Cavaleiro; http://lattes.cnpq.br/1910742195880054Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva do tipo estudos de casos múltiplos. O objetivo principal foi compreender como se apresentam as ocupações de pessoas idosas após o Acidente Vascular Encefálico (AVE) e avaliar a realização de valores. Os estudos de casos múltiplos foram realizados com pessoas idosas que sobreviveram a um AVE. Participaram da pesquisa 3 (três) pessoas idosas atendidas no Ginásio Adulto da Faculdade de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (FFTO) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Para a coleta de dados, foram utilizadas a entrevista semiestruturada, uma atividade livre expressiva e a realização de uma ocupação. As entrevistas foram gravadas e, posteriormente, transcritas e, todas as demais etapas registradas em imagem e em diário de campo. Os dados foram analisados através da Análise de Conteúdo Temática de Bardin que permitiu a identificação de núcleos temáticos a partir dos relatos. Identificou-se que as ocupações desses idosos tiveram grande impacto após o AVE, principalmente, pelas sequelas remanescentes, gerando grandes mudanças na rotina e em papéis na família, sendo evidenciadas perdas significativas e luto. Destaca-se que as ocupações remanescentes foram compreendidas como momentos de realização de sentido, e que apesar de todas as perdas, essas pessoas permanecem buscando encontrar sentido na vida, mesmo diante do sofrimento inevitável.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A integralidade na prática clínica e institucional e na relação ensino-serviço: um estudo de caso sobre a formação do psicólogo em hospital público(Universidade Federal do Pará, 2009-07-01) SOUZA, Ana Vicentina Santiago de; OLIVEIRA, Paulo de Tarso Ribeiro de; http://lattes.cnpq.br/9266787581530443; MOREIRA, Ana Cleide Guedes; http://lattes.cnpq.br/9245673017553186Este trabalho consiste em estudar a prática clínica e institucional na formação do psicólogo sob a perspectiva da integralidade em saúde no Hospital Universitário João de Barros Barreto - HUJBB. A escolha do campo de estudo deveu-se ao conhecimento do hospital enquanto área de trabalho, assim como pelo fato deste ser um dos três únicos locais no SUS que servem de prática para o Curso de Psicologia da UFPA, onde se propicia aos alunos terem contato com a prática clínica e institucional, aplicando referenciais teórico-metodológicos de Psicanálise, análise institucional, processos grupais e de comunicação e conhecimentos de Saúde Pública. Utilizando-se da abordagem qualitativa, os procedimentos de coleta de dados foram a entrevista semi-estruturada, os questionários e a observação participante. Entre os aspectos relevantes o estudo observou: a fragmentação constante do trabalho dos diversos profissionais envolvidos e a busca do psicólogo por um espaço mais consolidado e articulado de atuação na equipe de saúde; a falta de conhecimentos prévios de saúde coletiva por parte dos discentes motivando um esforço concentrado dos supervisores e orientadores de campo na relação ensino-serviço; o sucateamento das instalações físicas e dos equipamentos do hospital gerando dificuldades, mas, simultaneamente, estimulando uma subjetividade expressa na colaboração entre funcionários e alunos; o esforço do Serviço de Psicologia em reconduzir o trabalho centrado no ato médico e no corpo enfermo para uma atenção marcada pela relação com o paciente como sujeito e para os distintos modos de subjetivação psicopatológicos que constituem o problema teórico-metodológico colocado para sua eficácia psicoterápica; e, por fim, sua inserção nas equipes multiprofissionais. A trama formada pelo conjunto desses protagonismos configura o desafio do psicólogo, junto com os demais profissionais, para compreender e levar a cabo a integralidade da atenção, em exercício permanentede construção no hospital. Dois teóricos destacam-se na argumentação que problematiza a atenção integral no hospital - Canguilhem, para a discussão do conceito de saúde enquanto possibilidade de viver em conformidade com o meio e Winnicott, na perspectiva clínica possível nesse ambiente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Itinerário, cuidado e vivência de profissionais de saúde na atenção à pessoa em risco e crise suicida(Universidade Federal do Pará, 2024-06-06) PAIVA, Samara Machado; SILVA, Maria de Nazareth Rodrigues Malcher de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/8378348738142000; https://orcid.org/0000-0003-4405-7378O suicídio é um fato social, considerado um problema de saúde pública, de alta complexidade e multicausal, que comumente gera impactos significativos na sociedade, em grupos e a nível individual, seja, em aspectos biológicos, psicológicos, econômicos, sociais e/ou pessoais. Buscou-se por meio deste estudo, conhecer o itinerário percorrido pelo usuário em risco ou crise suicida na RAPS de Belém, como também conhecer a percepção de profissionais de saúde que atuam em pontos de atenção da rede de cuidado à crise suicida. Para isso, utilizou-se como método uma pesquisa qualitativa exploratória descritiva, de estratégia fenomenológica, em duas etapas: (1) estudo teórico, na literatura científica e em documentos governamentais e não governamentais; e (2) estudo empírico com profissionais que atuam com pessoas em risco e crise suicida. Os dados do estudo teórico foram organizados em planilhas temáticas e analisados quanto ao conteúdo; enquanto o estudo empírico foi analisado conforme o método de análise do discurso proposto por Amedeo Giorgi. O itinerário de cuidado ao usuário em risco e crise suicida na RAPS de Belém-Pa é desenhado de modo desarticulado entre os dispositivos, os pontos de atenção apresentam ausência/carência de comunicação entre si, devido a barreiras tecnológicas, mas também relacionais. Enquanto, que os profissionais apresentam vivências pragmáticas em relação a cada papel operacional que exercem no dispositivo em que atuam, e mostraram sua subjetividade sobre seu processo de trabalho experienciado no cuidado de uma crise. Finalmente, este estudo evidenciou a necessidade de expansão da Rede de Atenção Psicossocial no cuidado da pessoa em risco de suicídio que extrapole o enfoque hospitalar, de internação, para um cuidado com dispositivos que foquem nas dimensões e demandas reais da pessoa, no território e em sociedade, por meio de uma clínica ampliada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Missão principal: mulheres desenvolvedoras de jogos eletrônicos e o combate à violência de gênero(Universidade Federal do Pará, 2024-02-29) MELO, Renata Christine da Silva; ALVARENGA, Eric Campos; http://lattes.cnpq.br/5734378044087055; https://orcid.org/0000-0002-1803-2356Este trabalho objetivou explorar mulheres brasileiras desenvolvedoras de jogos eletrônicos, as experiências hostis vivenciadas no trabalho e as estratégias de enfrentamento utilizadas por elas para lidar com a violência de gênero nesse meio. A metodologia baseia-se na abordagem qualitativa de pesquisa, do tipo exploratória, com levantamento por meio de entrevista online individual com 10 participantes e a análise se deu a partir das propostas das práticas discursivas e produção de sentidos de Spink (2010). Os resultados apontaram que as mulheres gamedevs desse estudo seguem um perfil conforme o panorama da indústria, elas são majoritariamente brancas, habitam principalmente a região sudeste do Brasil e a maioria delas são dos setores de produção ou artes. Todas elas experienciaram violência de gênero de alguma forma – discriminação, assédios, microagressões – durante a carreira, proveniente de chefes ou colegas de trabalho. Para enfrentar e se ajustar a esse cenário adverso, elas utilizam estratégias de sobrevivência ligadas ao esforço de normalizar violências ou proteção (silenciar, recusar e evitar, adaptar o trabalho, rede de apoio...), e outras estratégias estão mais relacionadas com resistência e mudanças (falar e se impor, terapia, rede de apoio entre mulheres, gerenciamento consciente...). Elas também enfatizaram a necessidade de ações modificadoras individuais (pessoas, homens) e coletivas (instituições de ensino, empresas, mídias/redes sociais) que devem ser tomadas pela indústria com foco no incentivo, acolhimento e permanência de meninas e mulheres nas tecnologias e desenvolvimento, bem como no aumento da participação delas em posições de tomada de decisão (CEO) e na educação de homens e comunidade dev para conscientização de privilégios e preconceitos. Por fim, espera-se que esse estudo contribua para ampliar a nossa compreensão sobre gênero, trabalho, desenvolvimento de jogos e estratégias de enfrentamento, mas principalmente, para incentivar futuras pesquisas, projetos e ações que foquem em soluções para que esse cenário se torne mais inclusivo e adequado para grupos sub-representados.
