Teses em Doenças Tropicais (Doutorado) - PPGDT/NMT
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/3560
O Doutorado Acadêmico em Doenças Tropicais iniciou em 2007 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Doenças Tropicais do Núcleo de Medicina Tropical (NMT) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Teses em Doenças Tropicais (Doutorado) - PPGDT/NMT por CNPq "CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::FARMACOLOGIA::TOXICOLOGIA"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Avaliação bioquímica, hormonal e de parâmetros de crescimento na exposição pós-natal ao metilmercúrio em ratos wistar(Universidade Federal do Pará, 2016-08-19) XAVIER, Fábio Branches; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; http://lattes.cnpq.br/6353829454533268Os efeitos do metilmercúrio sobre o hormônio de crescimento e a relação com a função hepática, peso e crescimento foram avaliados em modelo experimental de exposição aguda e subcrônica ao mercúrio em 40 ratos wistar, machos, os quais foram distribuídos em quatro grupos: controle, agudo, subcrônico2 (SB2) e subcrônico3(SB3). Medidas de mercúrio total(HgT), hormônio do crescimento (GH), glicose, atividades das enzimas ALT e AST além do peso e comprimento dos animais foram aferidos em todos os grupos. Os resultados demonstraram que a dose de 25mg/Kg administrada foi letal para todos os animais desse grupo. As concentrações de mercúrio medidas no pelo dos animais dos grupos SB2 e SB3 foram significativamente maiores que os do grupo controle. Os níveis de GH foram elevados no grupo agudo e reduzidos nos grupos subcrônicos. A redução da glicemia dos animais dos grupos subcrônicos foi altamente significativa em relação ao grupo controle (p<0,01). As provas de função hepática mostraram-se alteradas, principalmente a AST. Esses resultados sugerem que, metilmercúrio no modelo do rato e nas doses administradas é hepatotóxico, é capaz de comprometer o controle da glicemia e de promover alterações significativas nos níveis de GH, os quais podem interferir principalmente no crescimento dos animais. Novos estudos são necessários para melhor compreensão das alterações encontradas.Tese Acesso aberto (Open Access) Avaliação da sensação posicional de articulações dos membros superiores em sujeitos expostos cronicamente ao metilmercúrio(Universidade Federal do Pará, 2014-11-29) OLIVEIRA, Alexandre Rodrigo Batista; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718A exposição ao mercúrio em algumas bacias hidrográficas da Amazônia tem caráter crônico e de intensidade leve a moderada. Comunidades da bacia do Rio Tapajós têm sido monitoradas quanto aos níveis de mercúrio no cabelo ao longo dos últimos 20 anos e observou-se que a concentração de mercúrio no cabelo dessas pessoas apresenta níveis altos quando comparados com outras regiões ribeirinhas sem atividade garimpeira próxima. Nos acidentes acontecidos em Minamata no Japão, um dos sintomas mais comuns foi a perda da função somestésica. A propriocepção é uma função somestésica que pode ser usada para monitorar os efeitos da exposição prolongada ao mercúrio nas populações. Este trabalho objetiva estudar a sensação posicional de articulações do membro superior de sujeitos expostos cronicamente ao mercúrio e com níveis altos nos últimos 3 anos e comparar os resultados desta avaliação com aqueles obtidos em populações com menor exposição ao metilmercúrio. Cinquenta e sete voluntários aceitaram participar deste estudo, sendo que 23 sujeitos pertenceram ao grupo exposto cronicamente ao mercúrio da comunidade de Barreiras e 34 sujeitos pertenceram ao grupo com menor exposição ao mercúrio da comunidade de Alter do Chão. Cada sujeito teve as sensações posicionais das articulações do ombro, cotovelo e punho avaliadas por 3 vezes nas condições de olho aberto e fechado. A avaliação consistiu em ensinar o sujeito a movimentar um segmento do membro superior (antebraço, braço ou mão) a partir de uma posição neutra até uma posição articular alvo. Cada vez que o sujeito terminava o movimento era fotografada a posição final com câmera fotográfica digital de alta resolução espacial e temporal. Para calcular a amplitude articular ao fim do movimento foi usado o programa KINOVEA®, no qual permite abrir a foto e usar uma ferramenta digital para medir a angulação entre o segmento proximal e distal da articulação em questão. Os valores de amplitude articular médio para a condição de olho aberto foram estatisticamente maiores no grupo exposto que no grupo controle em todas as articulações, enquanto para a condição de olho fechado os valores do grupo exposto foi estatisticamente menor que no grupo controle apenas na articulação do punho. Não houve diferença estatística para a diferença relativa dos valores angulares de posicionamento articular entre os grupos estudados em todas as articulações estudadas. O grupo exposto apresentou menor coeficiente de variação para a condição de teste com o olho aberto nas articulações do punho e cotovelo. O grupo exposto apresentou maior coeficiente de variação para a condição de teste com o olho fechado apenas na articulação do punho. Os valores de diferença angular foram sequencialmente maiores das articulações proximais para a articulação distal no grupo exposto, no entanto no grupo controle a diferença angular foi semelhante em todas as articulações. Os sujeitos cronicamente expostos ao mercúrio apresentaram leves alterações de sensação da posição articular quando comparadas com um grupo controle. A avaliação proprioceptiva pode ser uma ferramenta barata para a avaliação dos efeitos do mercúrio sobre a saúde de populações ribeirinhas expostas ao metal.Tese Acesso aberto (Open Access) Estado nutricional e desenvolvimento motor de crianças ribeirinhas expostas ao mercúrio no estado do Pará - Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2014-11-26) LIMA, Antônio César Matias de; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; http://lattes.cnpq.br/6353829454533268Vários estudos têm mostrado que crianças ribeirinhas na Amazônia estão expostas ao mercúrio com níveis que podem trazer prejuízos ao desenvolvimento motor. Apesar de, a maioria dos estudos realizados nesta região avaliarem as consequências dessa exposição para o desenvolvimento cognitivo e neurocomportamental, os métodos aplicados não levaram em consideração os diferentes fatores interferentes no desenvolvimento infantil. Propõe-se avaliar o desenvolvimento motor infantil e sua relação com a exposição ao mercúrio, o estado nutricional e perfil socioeconômico dos familiares das crianças ribeirinhas de cinco a 10 anos de idade em duas diferentes regiões geográficas do Estado do Pará. As informações demográficas e socioeconômicas das famílias foram obtidas através do questionário socioeconômico da ABEP, (2012). Para a análise das medidas antropométricas foram utilizados os softwares WHO AnthroPlus v 1.0.2 (para crianças acima de 5 anos). Amostra capilar de cada criança foi utilizada para análise de HgT pela espectrofotometria de absorção atômica. Para analisar o desenvolvimento motor foi utilizado o Test of Gross Motor Development – Second Edition (TGMD-2) de Ulrich (2000). Os níveis de exposição ao mercúrio das crianças do Tapajós foram significativamente maiores que aos das crianças da área controle. Apesar da moderada redução observada na comunidade de Barreiras em relação à de anos anteriores, os níveis de exposição ao mercúrio ainda podem oferecer riscos ao desenvolvimento infantil. Em todos os grupos de escolares a condição social medida pela educação e a renda foram categorizadas como “muito pobres”. As crianças de São Luiz do Tapajós mostraram maior frequência de baixo peso e baixa estatura. Na avaliação geral, Barreiras apresentou melhor desempenho nas habilidades manipulativas, locomotoras e no coeficiente motor amplo. Não houve diferença entre as crianças de São Luiz do Tapajós e Furo do Maracujá que apresentaram os piores desempenhos. A correlação entre HgT e marcadores do desenvolvimento motor foi observada em Barreiras (IL), enquanto entre IMC e os marcadores do desenvolvimento(IL e CMA) foram observados nos escolares do Furo do Maracujá e de Barreiras. Estes resultados sugerem a influencia do mercúrio isoladamente e em associação com fatores nutricionais sobre o desenvolvimento motor dos escolares. O TGMD2 é uma técnica viável na avaliação do desenvolvimento motor de escolares ribeirinhos e pode ser recomendada para outros grupos de crianças com as condições socioeconômicas similares ao deste estudo.Tese Acesso aberto (Open Access) Estresse oxidativo na hepatotoxicidade aos medicamentos anti-tuberculose(Universidade Federal do Pará, 2016-06-30) COSTA, Maria Heliana Alencar da; MACCHI, Barbarella de Matos; http://lattes.cnpq.br/5330351659478942; NASCIMENTO, José Luiz Martins do; http://lattes.cnpq.br/7216249286784978O tratamento da tuberculose envolve uma associação de fármacos com ocorrência de interações entre si e outros fármacos. Seus efeitos adversos mais frequentes estão relacionados à hepatotoxicidade. A biotransformação de fármacos pode resultar na formação de metabólitos reativos capazes de produzir danos celulares, e tem sido considerada como um importante processo da patogênese de algumas formas de hepatotoxicidade. Objetivos: Avaliar a participação do estresse oxidativo em pacientes com hepatotoxicidade com medicamentos anti-tb. Metodologia: Este estudo é tipo Caso Controle e para a Revisão sobre hepatotoxicidade como reação adversa aos medicamentos anti-Tb, foi realizado uma ampla busca no Portal da Biblioteca Virtual da Saúde (BVS) visando a disponibilidade de literatura em língua portuguesa e inglesa para encontrar artigos publicados até dezembro de 2014. Para a análise das enzimas antioxidantes foram incluídos os pacientes atendidos no HUJBB no Ambulatório de Referência Secundária de Clínica de Pneumologia e internados na Clínica de Pneumologia, e os pacientes atendidos no Ambulatório da Unidade Básica de Saúde do Guamá em Belém do Pará. Resultados: Conforme a revisão da literatura sobre Reações adversas a medicamentos antituberculosos, realizada em 2015 foi constatado que o comprometimento hepático está entre as reações adversas de maior incidência associada aos medicamentos anti-tuberculose no cenário brasileiro, e que as reações adversas durante o tratamento da tuberculose são um dos principais fatores associa- dos ao abandono. Conforme as análises das enzimas antioxidantes, Glutationa nos grupos Controle, grupo com hepatotoxicidade (PCH) e o grupo sem hepatotoxicidade com medicamentos anti-TB (PCT) apresentaram medianas de níveis de glutationa com valores de 221 nmol/mL, 227 nmol/mL e 236 nmol/mL, respectivamente. As distri- buições da Catalase nos grupos controle, grupo com hepatotoxicidade (PCH) e o grupo sem hepatotoxicidade com medicamentos anti-TB (PCT), apresentaram medianas de atividade de catalase com valores de 213 nmol/mL, 319 nmol/mL e 2.035 nmol/mL, respectivamente. A mediana dos níveis de antioxidantes da glutationa para o grupo PCT foi a maior, e não se observou uma diferença estatisticamente significante ao aplicar o teste ANOVA. As distribuições da atividade da Catalase na população de pacientes com TB nos grupos que evoluíram com hepatotoxicidade (PCH) e os que evoluíram sem hepatotoxicidade (PCT) foram aumentadas quando comparados com os voluntários saudáveis. Particularmente, observou-se uma diferença estatisticamente significante da atividade da catalase no grupo (PCT) em relação aos demais grupos. Conclusão: Os resultados sugerem que a hepatotoxidade não está somente associada às enzimas antioxidantes e novas análises com mais variáveis explanatórias devem ser realizadas para entender este fenômeno.Tese Acesso aberto (Open Access) Exposição ao mercúrio e desenvolvimento motor de crianças quilombolas na região do Baixo Amazonas(Universidade Federal do Pará, 2014) TAKANASHI, Silvania Yukiko Lins; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; http://lattes.cnpq.br/6353829454533268Na Amazônia a exposição ao mercúrio (Hg) pode ser considerada crônica, com as principais áreas de estudo localizadas em áreas com histórico de atividades de mineração de ouro, uma das fontes desse metal. Recentemente tem se atribuído a liberação a partir da biomassa e dos solos durante a queima de floresta e aos solos ferralíticos com quantidades significativas de Hg. A constatação da presença de Hg em humanos e em peixes e as consequências da exposição ao metal, já documentadas na literatura, levam a uma preocupação quanto à saúde da população exposta. Os quilombolas, uma das populações tradicionais da região do baixo Amazonas, apresentam um forte vínculo com o meio ambiente que ocupam e tem no peixe uma opção de dieta, meio de subsistência e possibilidade de exposição ao Hg, motivo da sua participação nessa pesquisa, que objetivou avaliar a exposição mercurial de crianças quilombolas e a interferência no desenvolvimento motor. Participaram do estudo 279 crianças, residentes em nove comunidades discriminadas como de áreas de várzea (Saracura, Arapemã, Nova Vista do Ituqui, São José e São Raimundo do Ituqui) e de planalto (Bom Jardim, Tiningu, Murumuru, Murumurutuba). A avaliação de amostras capilares revelou valores de mercúrio total (HgT) de 0,03 a 14,94μg/g, com as crianças de várzea estando mais exposta que as de planalto (p-valor=0,011). Foi identificada uma correlação estatisticamente significante dos valores de HgT com a idade (p-valor=0,010) e com o sexo masculino (p-valor=0,001). A frequência de consumo de peixes, elevada nas comunidades, mostrou correlação estatística com os níveis de HgT das crianças. A investigação do desenvolvimento motor, realizada pela Escala de desenvolvimento Motora (EDM) proposta por Rosa Neto (2002), revelou não haver diferença média estatisticamente no resultado do quociente motor geral (QMG) entre as crianças do grupo controle, com HgT abaixo de 2μg/g, e do grupo pesquisa, com HgT acima de 2μg/g. Na avaliação das áreas da motricidade foi constatado diferença estatisticamente significante: no resultado normal alto da motricidade fina entre os grupo (p-valor<0,001), com o grupo controle apresentando melhores resultados; no resultado normal alto do esquema corporal (p-valor=0,034), com o grupo controle com melhores resultados; no resultado muito inferior da organização temporal (p-valor=0,004) para o grupo pesquisa e resultado normal baixo, com maiores frequência no grupo controle (p-valor=0,003). Em relação às medidas antropométricas, identificaram-se diferenças estatísticas nos resultados de peso do grupo pesquisa (p-valor=0,012), assim como as crianças com baixa estatura (p-valor=0,001), com piores resultados na EDM. A investigação de parasitoses intestinais, anemia e classificação socioeconômica, outros prováveis interferentes do desenvolvimento infantil dessa população, revelou diferenças estatisticamente significantes da EDM para a ocorrência de anemia apenas (p-valor=0,041). As crianças quilombolas estão expostas ao Hg, apesar de não residirem próximas de áreas de garimpo. A orientação sobre o consumo consciente de peixes foi realizada, mas essa população deve ser monitorada, pois o Hg pode continuar a afetar progressivamente o seu desenvolvimento.Tese Acesso aberto (Open Access) Hormônios tireoidianos, anti-TPO e concentrações de mercúrio total na avaliação da disfunção glandular em população ribeirinha da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2015) OIKAWA, Teiichi; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; http://lattes.cnpq.br/6353829454533268Há evidências que o acúmulo de mercúrio na tireóide pode causar distúrbios endócrinos e imunes. Populações ribeirinhas da Amazônia com histórico de exposição prolongada ao mercúrio têm sido investigadas para danos neurológicos, porém, pouco se conhece sobre os distúrbios hormonais e imunes específicos da tireóide. O objetivo deste estudo foi verificar a associação das concentrações de HgT em amostras de cabelo com as concentrações dos hormônios tireoidianos e com a titulação do anticorpo anti-TPO. O estudo incluiu 86 ribeirinhos do Tapajós com exposição em longo prazo ao mercúrio. Participaram homens e mulheres com idade entre 14 e 54 anos, residentes no local por mais de cinco anos. As concentrações hormonais no soro (TSH, T3 e T4 livre) e os títulos de Anti-TPO foram obtidas através de método imunoenzimático. Mercúrio total (HgT) em amostras de cabelo foi medido pela espectrofotometria de absorção atômica usando o Mercury Analyzer SP3D da Nippon Corporation. Disfunções hormonais ocorreram em 10,3% com aumento de T3, 2,3% com redução de T4L, 3,4% de redução de TSH e 4,6% com aumento de TSH que expressou o máximo valor de 8,9 μU/m. Títulos de Anti-TPO foram normais em todos os participantes. Não houve correlação dos marcadores hormonais (TSH, T3 e T4L) nem do Anti-TPO com os níveis de mercúrio. Os resultados mostraram que as concentrações de HgT em cabelo, de TSH no soro e os títulos de Anti-TPO não foram influenciados pelo sexo; que os níveis dos hormônios tireoidianos e os títulos de Anti_TPO não mostraram associação com os níveis de HgT sugerindo a interferência de fatores protetores na função tireoidiana.
