Logo do repositório
Tudo no RIUFPA
Documentos
Contato
Sobre
Ajuda
  • Português do Brasil
  • English
  • Español
  • Français
Entrar
Novo usuário? Clique aqui para cadastrar. Esqueceu sua senha?
  1. Início
  2. Pesquisar por CNPq

Navegando por CNPq "CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ENFERMAGEM::ENFERMAGEM DE DOENCAS CONTAGIOSAS"

Filtrar resultados informando as primeiras letras
Agora exibindo 1 - 20 de 21
  • Resultados por página
  • Opções de Ordenação
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise espacial da mortalidade por Aids entre jovens no Pará e os impactos dos determinantes sociais de saúde
    (Universidade Federal do Pará, 2022-07-15) SOUSA, Sara Melissa Lago; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530; POLARO, Sandra Helena Isse; http://lattes.cnpq.br/7875594038005793; https://orcid.org/0000-0001-5026-5080
    Introdução: Mundialmente, as políticas de controle a Aids levaram a uma pequena diminuição na taxa de mortalidade entre os jovens, sendo essa de somente 6% entre os jovens de sexo masculino. Para uma melhor eficácia dessas políticas, faz­-se necessário levar em consideração a influência dos determinantes sociais de saúde (DSS) sobre a taxa de mortalidade em cada território. Objetivo: Analisar espacialmente a taxa de mortalidade por Aids entre jovens no estado do Pará e a variabilidade espacial da taxa promovida pelos DSS no período de 2007 a 2018. Método: Estudo ecológico empregando dados secundários provenientes do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Foram incluídos no estudo todas as notificações de mortes por Aids em jovens residindo no estado do Pará entre 2007 e 2018. A taxa de mortalidade foi analisada empregando-­se as técnicas de distribuição e autocorrelação espacial, varredura espacial, e da regressão geograficamente ponderada (GWR). Resultados: No período do estudo foram notificados 1.372 mortes por Aids entre jovens paraenses. A taxa de mortalidade por Aids apresentou expansão territorial. A autocorrelação espacial apresentou dois agrupamentos alto-­alto no período de 2007 a 2010, sendo um formado por municípios do sudeste paraense e outro na região metropolitana de Belém (RMB), permanecendo somente o agrupamento da RMB entre 2011 e 2018. A RMB apresentou o maior risco espacial para a mortalidade por Aids e a única com o risco espaço-­temporal no período de 2013­-2018. A variabilidade espacial da taxa de mortalidade por Aids foi promovida pela "taxa de homicídio entre jovens", "taxa de abandono do ensino fundamental" e "pelo número de famílias cadastradas no CADÚNICO". Conclusão: Este estudo perpassa sobre as particularidades amazônidas que envolvem a mortalidade por Aids entre os jovens paraenses, permitindo identificar de modo espacial o envolvimento da variabilidade da taxa promovida pelos DSS.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação do programa de HIV/Aids na concepção dos usuários: o caso em um hospital de referência em Belém-PA
    (Universidade Federal do Pará, 2010) MENDES, Marcelo Monteiro; SOUSA, Maria do Socorro Batista de; http://lattes.cnpq.br/7985347783921988; SOUSA, Rita Catarina Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3560941703812539
    Estudo referente a avaliação do Programa de HIV/aids em um hospital de referência, na concepção dos usuários. O objetivo geral da pesquisa foi descrever a concepção dos usuários na unidade de internação e ambulatorial, sobre o programa de HIV/aids em um hospital universitário de referência na cidade de Belém-PA. Para o estudo foram traçados como objetivos específicos: apresentar as sugestões dos usuários do programa para a melhoria no desenvolvimento das atividades do programa e fornecer as ferramentas mínimas para a construção de um modelo de avaliação para o programa. No referencial foi utilizado o panorama da epidemia de HIV/AIDS, políticas de saúde no Brasil e a aids, e a avaliação de programas e serviços em saúde. O método e a abordagem foram qualitativo, descritivo do tipo estudo de caso. Foi utilizado um roteiro de entrevistas semi-estruturado sobre a temática. A pesquisa foi desenvolvida nas dependências do HUJBB, mais especificamente nos serviços do Programa de HIV/aids, em que foram entrevistados usuários do SAE e os internados na clínica de doenças infecto-parasitárias. Através da análise dos dados, foram divididas as falas em quatro categorias: caracterização do usuário quanto ao acesso ao serviço; a motivação do usuário pela qualidade do serviço; dificuldades frente às atividades e orientações do serviço; expectativas para a melhoria do programa. O resultado da pesquisa esclarece as restrições e qualidades do programa; a insatisfação do usuário no acesso ao serviço; o alto grau de motivação bem como a ausência da mesma; as principias dificuldades dos usuários em aderir as orientações e atividades do programa, como o medo de encarar a morte, a falta de recurso para chegar ao serviço, o preconceito vivido pelas pessoas com HIV/aids e a promiscuidade sexual; e as expectativas dos usuários para o programa: rapidez no atendimento, melhor infraestrutura. Conclui-se com as melhorias que podem contribuir para a qualidade de vida dos usuários, subsidiar demanda suficiente de profissionais para atender no programa e oferecer tratamento completo às pessoas que vivem com HIV/aids atendidas no programa do HUJBB.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Características epidemiológicas e análise temporal de sífilis congênita na região norte do Brasil de 2010 a 2019
    (Universidade Federal do Pará, 2022-07-29) SANTOS, Fabio Conceição dos; ARAÚJO, Eliete da Cunha; http://lattes.cnpq.br/5906453187927460
    Introdução: As infecções sexualmente transmissíveis (IST’s) são consideradas um problema de saúde pública, com impacto direto sobre a saúde reprodutiva e infantil, acarretando infertilidade e complicações na gravidez e no parto, além de causar morte fetal e agravos à saúde da criança de forma permanente. Dentre as IST´s, a sífilis é uma das mais frequentes, sendo exclusiva do ser humano, e quando ocorre a transmissão vertical, denomina-­se sífilis congênita. Esforços mundiais são empregados para eliminação da Sífilis Congênita, no entanto, a sua incidência ainda é alta em diversos países do mundo, inclusive no Brasil. Objetivo: Avaliar a epidemiologia e tendência temporal de Sífilis Congênita na região Norte do Brasil de 2010 a 2019. Materiais e Método: Trata-­se de uma Pesquisa epidemiológica-descritiva, retrospectiva com abordagem quantitativa, que analisou o perfil epidemiológico e temporal de casos de Sífilis Congênita na Região Norte do Brasil de 2010 a 2019, através de dados constados no SINAN E SINASC. Foi realizada a análise descritiva dos dados sociodemográficos, seguida da análise temporal, através de cálculo da incidência do modelo de regressão por pontos de inflexão (Joinpoint Regression Analysis), e que permite conhecer a variação percentual anual (VPA) e a do período completo, denominada variação percentual anual média (VPAM). Para cada tendência detectada foram considerados o intervalo de confiança de 95%. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: Foram registrados 14.434 casos de sífilis congênita na Região Norte, sendo o estado do Pará o que mais notificou, seguido de Amazonas e Tocantins. Os dados sinalizaram as características maternas, mostrando que a maioria se encontrava em idade reprodutiva, seguido daquelas com período migratório para a idade adulta. Grande parte não concluíram o ensino fundamental e médio, havendo predominância fenotípica da cor parda, seguida da cor branca. Ainda, a maioria do diagnóstico da sífilis gestacional aconteceu no pré-­natal, com elas realizando acompanhamento em 79,54 % dos casos, e parceiros em tratamento em apenas 34,68 %, sendo a sífilis congênita recente como a mais diagnosticada em 99,73 % do nascimento até 23 meses incompletos. Houve significância para as taxas de incidência crescente anual média, em vários Estados e capitais da região. Todas as capitais apresentaram tendência a crescimento ano a ano, com períodos oscilantes, como verificado nas capitais Macapá e Boa Vista entre os anos de 2014 a 2015. A capital Belém apresentou pico de incidência de casos de sífilis congênita entre os anos de 2015 a 2016 (maior taxa de incidência entre os anos). Outras capitais como Manaus e Palmas tiveram explosão de casos no ano de 2018, com 19,8 e 17,6 para cada mil nascidos vivos. Considerações finais: Neste estudo houve uma limitação em relação ao tempo para uma investigação com maior acurácia, devendo englobar outros dados epidemiológicos e locais, e em regiões de maior incidência desta patologia. Assim sendo, se faz necessário à realização de outros estudos sobre SC que trabalhem com análise espacial em suas diversas regiões, contribuindo para a melhora dos indicadores de saúde materno­-infantil na região em estudo.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Cobertura vacinal e fatores associados à não vacinação contra a hepatite B em área rural do município de Alto Paraíso, Rondônia, Amazônia ocidental, Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2003-10-27) COSTA, Airton Leite; SILVA, Luiz Hildebrando Pereira da; http://lattes.cnpq.br/2742612791243141
    Estudo realizado no período compreendido entre junho de 2001 e julho de 2002, em área rural do município de Alto Paraíso, Estado de Rondônia, Amazônia Ocidental, Brasil. Tem como objetivos determinar a cobertura vacinal contra a hepatite B e identificar os motivos da não vacinação. A população de estudo inclui 460 indivíduos, compreendendo 216 crianças e 244 adolescentes na faixa etária de zero a 19 anos de idade. Estudo descritivo com base em inquérito domiciliar, utilizando a metodologia de amostragem por conglomerado, inquérito vacinal individual e aplicação de inquéritos semi estruturados para identificar os possíveis motivos da não vacinação. Os procedimentos adotados incluíram o recadastramento populacional de 191 famílias e conseqüente levantamento de dados das condições de moradia, saneamento e renda familiar e avaliação da composição, forma de organização e processo de trabalho da Equipe de Saúde da Família. Os resultados encontrados apontam cobertura vacinal contra a hepatite B de 45,0%, calculada pelo método estatístico. Em crianças a cobertura vacinal encontrada foi de 71,5% e em adolescentes de 21,7%. índices significativamente inferiores aos registrados e oficializados pelo município e calculados pelo método administrativo. Os principais motivos da não vacinação incidem na deficiência de informação elou orientação em saúde. Em usuários adolescentes o medo da injeção é principal motivo da não vacinação. A intensa mobilidade social, as deficiências de comunicação e de acessibilidade geográfica, a extensa área geográfica ocupada pela população e o fato da vacinação exigir três doses vacinantes, intercaladas de zero a seis meses, indicam a necessidade da utilização de estratégias de vacinação não tradicionais e extramurais, associadas à utilização de recursos e procedimentos originais, regionais e inovadores, para atingir índices satisfatórios de cobertura vacinal.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Conhecer para atuar: propostas para ações mais eficazes na prevenção do HIV/AIDS em adolescentes no município de Belém do Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2017-05-31) LIMA, Mariana Souza de; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530
    O Estado do Pará e Belém ocupam a décima e sexta posição entre as Unidades Federativas e as capitais brasileiras, respectivamente, na taxa de detecção do vírus da imunodeficiência humana (HIV). A infecção peloHIV tem crescido entre os jovens-adolescentes, mesmo mediante as campanhas midiáticas governamentais para a prevenção contra o HIV. Do ano de 1980 ao ano 2013, a Região Norte apresentou um aumento de 111% na taxa de detecçãoentre sujeitos na faixa etária de 15 a 24 anos. Com o objetivo de traçar campanhas educativas em saúde mais eficazes e pontuais contra a infecção pelo HIV em jovens-adolescentes no município de Belém, neste trabalho FOI PROPOSTO em primeiro plano traçar o perfil epidemiológico para a infecção pelo o HIV ou a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) em jovens-adolescentes na faixa etária de 15 a 24 anos para cada uma das regiões distrital administrativa de Belém e, em segundo plano, avaliar o conhecimento sobre o HIV/Aids de discentes do ensino médio de escolas estaduais nestas regiões administrativas. O levantamento do perfil epidemiológico será feito no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (SESMA) utilizando questionários preenchidos de usuários, na faixa etária de 15 a 24 anos, cujos testes foram positivos para o HIV no período do ano de 2010 ao ano de 2015. Os dados foram agrupados por localidade da residência do usuário. Para avaliarmos o nível de conhecimento sobre o HIV/AIDS em discentes do ensino médio, foram utilizados questionários semi-estruturados com questões fechadas aonde o discente teve opções de concordar com a questão, não concordar ou marcar “não sei”. Espera-se que os resultados por este estudo obtido, ofereçam mais subsídios as políticas públicas de saúde ao combate ao HIV/Aids. Esperamos que os nossos resultados sejam fontes para novos estudos e que sirvam de alerta para que se levantem ações eficazes na luta contra o HIV em estudantes de ensino público por órgãos municipais, estaduais e até mesmo federais.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A construção do cenário epidemiológico do HIV e AIDS na Colômbia: uma análise espaço-temporal
    (Universidade Federal do Pará, 2020-02-06) RESTREPO, Jhon Fredy Montana; COUTO, Danielle Costa Carrara; http://lattes.cnpq.br/4583227212550116; https://orcid.org/0000-0003-3810-1686; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530; COUTO, Danielle Costa Carrara; http://lattes.cnpq.br/4583227212550116; http://lattes.cnpq.br/4583227212550116
    A epidemia do HIV e AIDS é um problema de saúde mundial e possuí identidade próprias para cada país, regiões e estados. As técnicas de análise espaciais fazem-se úteis visto que permitem o diagnóstico situacional correlacionando este com os fatores territoriais sociopolíticos que podem contribuir com a epidemia. Porém, durante a revisão de literatura não foi observado nenhum estudo dessa natureza em território colombiano. Objetivo: O presente estudo analisou a distribuição espacial e temporal da epidemia do HIV e AIDS na Colômbia no período de 2008 a 2016. Metodologia: Tratar-se de um estudo de caráter ecológico empregando técnicas de análise espacial e de série temporal, no qual foram analisados dados secundários coletados do Instituto Nacional de Saúde e do Departamento Nacional de Estatísticas de Colômbia. Foram calculadas as taxas de incidência de casos de HIV e AIDS e de Mortalidade por AIDS e realizada análise descritiva utilizando o programa Microsoft® Office Excel® 2013 e o programa Minitab 18®. Para análise temporal empregou-se o modelo de regressão do programa Joinpoint® 4.7.0.0. Na análise espacial empregou-se a autocorreção espacial de Moran global, seguida pelos indicadores locais de autocorrelação espacial, análises de Moran bivariadas e de densidade de Kernel. As análises espaciais foram feitas nos softwares ArcGis 10.3.1 e no TerraView 4.2.2. Resultados: Os homens foram os mais afetados pela epidemia durante o período de estudo. A taxa de incidência do HIV e AIDS apresentou tendência à aumento, enquanto a de mortalidade apresentou estabilidade. A faixa etária com maior crescimento da incidência foi de 15 a 44 nos homens e de acima de 65 nas mulheres. A taxa de mortalidade apresentou crescimento na faixa etária de 65 anos, ou mais, para ambos sexos. A expansão da epidemia se deu no sentido extremo Norte e da região central em direção ao nordeste colombiano, sendo os municípios pertencentes ao “eixo do café” e a região Caribe as áreas de maior pressão epidemiológica. Os municípios turísticos, atravessados pelas principais rodovias, com altos índice de desenvolvimento humano e de densidade demográfica apresentaram as maiores incidências. Entre 2014 e 2016 verificou-se aumento da incidência em municípios da zona fronteiriça com Venezuela. Conclusão: A incidência do HIV e AIDS é maior nas regiões mais desenvolvidas da Colômbia e começa a se expandir nos municípios com borda com a Venezuela. As rodovias têm um papel preponderante na propagação do HIV no território colombiano. Faz-se necessárias implementações de políticas de saúde nesses locais visando a redução do HIV e AIDS.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Diagnóstico situacional e operacional das ações de controle da hanseníase em município hiperendêmico do maranhão
    (Universidade Federal do Pará, 2023-06-16) GORDON, Ariadne Siqueira de Araujo; BARRETO, Josafá Gonçalves
    INTRODUÇÃO: Limitações para a adequada implementação das ações de controle da hanseníase (ACH) nos estados e municípios podem contribuir fortemente para a perpetuação da transmissão do Mycobacterium leprae em suas comunidades. Desta forma, o monitoramento constante dos programas locais de controle da hanseníase parece ser essencial para a identificação das fragilidades, desempenho e implementação de soluções. OBJETIVO: Realizar diagnóstico situacional e operacional das ações de controle da hanseníase em município hiperendêmico do Maranhão. MÉTODO: Estudo exploratório, analítico, ecológico, com abordagem quali-quantitativa de investigação. Foi desenvolvido no município de Imperatriz, abrangendo as equipes da estratégia saúde da família (ESF), os profissionais ligados ao programa de controle da hanseníase e os indivíduos notificados como casos de hanseníase no período de 2001 a 2020. As ações de controle da hanseníase do município foram avaliadas por meio do Exercício de Monitoramento da Eliminação da Hanseníase (LEM). Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) foram coletados e analisados. Os endereços residenciais dos casos notificados foram georreferenciados e analisados para identificação do padrão de distribuição espacial. Os territórios da ESF também foram georreferenciados para a produção de mapas digitais das áreas de cobertura. Esses resultados guiaram uma ação de busca ativa entre contatos dos casos índices e escolares de duas escolas da rede pública municipal. RESULTADOS: Após a avaliação das ACH no município por meio do LEM, foi identificado que as Unidades Básicas de Saúde (UBS) não atuam conforme preconizado para a avaliação das pessoas acometidas pela doença, ocasionando dificuldades em realizar diagnóstico e iniciar o tratamento. No período de 2001 a 2020, foram notificados 6.726 casos no município de Imperatriz, 5.842 foram georreferenciados (90,8%). O padrão de distribuição espacial dos casos foi heterogêneo com formação de clusters estatisticamente significantes. A distribuição de casos por UBS identificou que 13,99% de todos os casos do período foram diagnosticados por uma UBS. Até o ano de 2020, o município de Imperatriz contava com 41 equipes de ESF na zona urbana do município, o que representava 60% de cobertura de ESF. As áreas de cobertura de 39 equipes (95%), foram georreferenciadas. A análise indicou que indivíduos residentes em áreas descobertas pela ESF têm 14% mais chances de serem diagnosticados como multibacilares (MB) (OR: 1,14; IC 95%:1,05-1,32; p=0,04) e 40% mais chances de ter GIF2 no diagnóstico se comparados aos diagnosticados com GIF0 (OR: 1,40; IC 95%: 1,07-1,84; p=0,01). Observou-se que com o passar dos anos aumentou a chance da ocorrência de casos MB, (ano 2002: OR: 1,67; IC 95%:1,14-2,44; p<0,001; ano 2019: OR: 8,06; IC 95%:4,86-13,36; p<0,001). A ação de busca ativa resultou em três (17,6%) diagnósticos de recidivas entre os casos-índices, 17 (25,3%) casos novos entre os seus contatos domiciliares e nove (12,3%) casos novos entre os escolares. CONCLUSÃO: Apesar do alto número de diagnósticos realizados pelo município, o presente estudo identificou fragilidades que resultam em relevante endemia oculta. O almejado controle da hanseníase como problema de saúde pública não será alcançado antes do efetivo diagnóstico e tratamento dos atuais casos ainda não identificados. A detecção de casos aumentaria significativamente se o combate à hanseníase fosse realizado de modo adequado pelo sistema de saúde.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Dinâmica de transmissão da hanseníase em menores de 15 anos em área hiperendêmica na Região Norte do Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2014-11-20) FRANCO, Mariane Cordeiro Alves; XAVIER, Marília Brasil; http://lattes.cnpq.br/0548879430701901
    Hanseníase, doença infecciosa, potencialmente incapacitante e, embora curável, seu diagnóstico causa grande impacto psicossocial. No Pará, se mantém de forma endêmica e a ocorrência em menores de 15 anos é preocupante por ser seu melhor indicador de transmissibilidade. O objetivo foi descrever a dinâmica de transmissão da hanseníase em menores de 15 anos, em área hiperendêmica da região Norte do Brasil, considerando fatores de risco, territorialidade e a distribuição espacial e temporal da doença no período de 2003 a 2013. Estudo ecológico longitudinal e de série de casos, na Vila de Santo Antônio do Prata, no município de Igarapé Açu, Estado do Pará, com analise do padrão temporal dos casos de hanseníase, a partir da detecção de casos novos disponíveis no SINAN e arquivos dos serviços de saúde local, em menores de 15 anos notificados na série histórica de 2003 a 2013, com ênfase aos aspectos clínicos, epidemiológicos e geoestatísticos. Notificados 226 casos de hanseníase de todas as faixas etárias, sendo 15,92% (36 casos) em menores de 15 anos com queda no coeficiente de detecção na década estudada. No Pará houve redução discreta das notificações. No município de Igarapé Açu ocorreu aumento expressivo de casos novos nos anos de 2005, 2009 e 2011, em virtude campanhas nas escolas para diagnóstico. A faixa etária predominante foi de adolescentes, independente do sexo, confirmando o longo período de incubação da doença. As famílias possuem níveis de escolaridade e socioeconômico muito baixos. A alteração dermatológica que predominou no grupo foi a lesão única localizada em membros inferiores, de forma paucibacilar, com identificação de dois casos de MHV. As taxas de abandono de tratamento e recidivas são relevantes, assim como o índice de incapacidades apresenta-se entre os casos, demonstrando o diagnóstico tardio da doença. Quanto aos fatores de risco para a doença, consanguinidade e contato intradomiciliar, mostraram-se significativamente relevantes, sem diferenças entre si e também sem diferença na relação de parentesco. O tempo de contato foi importante, com média de 8.6 anos, e entre os casos de menores que tiveram contato intradomiciliar de um caso índice, observou-se alta taxa de ausência da segunda dose da vacina BCG. Os casos de hanseníase em menores de 15 anos quando geocodificados, anualmente, por área de ACS e relacionados com as formas PB e MB totais, apresentaram correlação direta com os casos multibacilares, confirmado pelo Índice de Moran positivo (0,71) e p valor com significância expressiva (0,019). A geoestatística confirmou que, com indicadores da epidemiologia clássica, os casos de hanseníase em menores de 15 anos estão intimamente relacionados com os casos multibacilares. Conclui-se que por ser a hanseníase uma doença que desafia a vigilância em saúde na região Norte e no Pará, recursos de geoestatística somam-se aos recursos da epidemiologia clássica, possibilitando conhecer melhor a dinâmica de transmissão e manutenção da doença em áreas hiperendêmicas. Para prevenção da doença em menores de 15 anos, nessas áreas, é necessário atuar firmemente na vigilância de contatos, nos consanguíneos e nos que moram próximos aos casos MB.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Elaboração e validação semântica de tecnologia educacional sobre sífilis para mulheres ribeirinhas da Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2022-07-11) FERNANDES, Ticianne Alcântara de Oliveira; ABEN-ATHAR, Cintia Yolette Urbano Pauxis; http://lattes.cnpq.br/8844398079793605; https://orcid.org/0000-0002-6951-3547
    A população ribeirinha tende a apresentar alta prevalência de infecções sexualmente transmissíveis, relacionadas às vulnerabilidades comportamentais e sociais, com destaque à baixa escolaridade, o que dificulta a promoção de saúde sexual. Neste sentido, as tecnologias educacionais em saúde, quando validadas, são aliadas no processo de disseminação de informações de qualidade e seguras. Objetivo: Este estudo teve por objetivo elaborar e validar a semântica de uma cartilha sobre sífilis com base no conhecimento de mulheres ribeirinhas. Metodologia: Trata­-se de uma pesquisa metodológica realizada em três etapas, sendo elas respectivamente: elaboração da tecnologia educacional em saúde;aplicação do teste piloto na ilha do Maracujazinho, no município do Acará e validação da semântica pelo público-­alvo na ilha do Combu, em Belém do Pará. Resultado: A etapa de elaboração foi realizada com base no diagnóstico situacional, para seleção de tema gerador, e por uma revisão integrativa da literatura, que identificou a tecnologia educacional em saúde impressa do tipo cartilha como adequada para abordar a temática. No teste piloto, realizado com 22 mulheres ribeirinhas, ocorreu a avaliação da tecnologia onde foi obtido índice de validade semântica igual a 1, ou seja, com 100% de concordância das respostas em todos os blocos de perguntas do questionário de avaliação. Na terceira etapa efetivou­-se a validação semântica com 23 mulheres da ilha do Combu, onde se obteve índice de validade semântica igual a 1, ou seja, 100% de concordância utilizando o mesmo questionário de avaliação do teste piloto. Conclusão: A tecnologia educacional necessitou de adequação apenas na qualidade do papel de impressão, seus demais quesitos foram considerados apropriados e satisfatórios. A cartilha pode ser considerada válida semanticamente para abordar o tema sífilis com mulheres ribeirinhas. Futuramente a cartilha receberá validação de confiabilidade e estabilidade do conteúdo por juízes especialistas da área da saúde e de outras formações de nível superior.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Epidemia do HIV e os determinantes sociais em saúde entre jovens no contexto amazônico: análise geograficamente ponderada e projeções temporais
    (Universidade Federal do Pará, 2022-07-11) PEDROSO, Andrey Oeiras; NOGUEIRA, Laura Maria Vidal; http://lattes.cnpq.br/9020674768816530; https://orcid.org/0000-0003-0065-4509; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530
    Introdução: No Brasil, a taxa de detecção de HIV/Aids (/100 mil hab.) demonstrou decréscimo na população geral de 17,2%, de 2009 (21,5) a 2019 (17,8). Entretanto, tal taxa aumentou substancialmente entre a população jovem, que apresentaram a maior taxa de detecção no país, 52,0 (/100 mil hab.) (BRASIL, 2020a). Esse avanço sobre a população jovem se dá em decorrência de obstruções, discriminações, desigualdades, estigmas e iniquidades sociais e da saúde, vulnerabilidades intrínsecas desse estrato populacional que potencializam suas chances de se infectarem pelo HIV. Contudo, o risco da infecção pelo HIV não pode ser condicionado somente ao indivíduo, uma vez que os comportamentos são diretamente influenciados pelos fatores territoriais socioeconômicos que excedem ao indivíduo. Apesar de todo o avanço do HIV entre os jovens, existe uma escassez de estudos voltados para a análise do impacto dos Determinantes Sociais da Saúde (DSS) sobre a epidemia nesse grupo etário. Objetivo: Analisar temporal e espacialmente a epidemia do HIV entre jovens no Estado do Pará. Métodos: Estudo ecológico que analisou casos de HIV/Aids diagnosticados entre 2007 e 2018 no Pará, Brasil. Foi realizada uma análise exploratória por meio de estatística descritiva. As projeções temporais (2019­-2022) utilizaram método misto, ARIMA + STL no software RStudio. Para a análise espacial, utilizamos técnicas estatísticas de varredura para obtenção do Risco Relativo (RR), com cálculo do intervalo de confiança de 95%; estatística de autocorrelação de Moran considerando estatisticamente significativo (p < 0,05) para construção do LISAMap no software ArcGIS. No software SPSS, elaboramos modelos a partir de Mínimos Quadrados Ordinários (OLS) e posteriormente por Regressão Geograficamente Ponderada (GWR), com análise espacial dos resíduos, com auxílio dos softwares MGWR e ArcGIS. Resultados: Dos 8.143 casos analisados, 47,97% eram jovens de 25 a 29 anos, homens (66,46%), pardos (76,95%), residentes em zona urbana (85,20%) e, heterossexuais (54,41%). Foi identificado expansão do HIV entre os jovens no Pará com projeção temporal de incremento para os jovens de 20-­24 anos. A variabilidade espacial dos DSS: ‘Índice de Desenvolvimento da Educação Básica’; médicos por 10 mil habitantes e taxa de abandono do ensino médio foram associadas ao risco da infecção pelo HIV entre os jovens. O risco relativo mostrou variabilidade espacial. Conclusões: Os DSS associados ao risco para o HIV entre jovens no Pará, mostram particularidades socias do HIV na região do estudo e devem ser considerados na formulação de políticas para o alcance da meta global de eliminação da Aids até 2030 entre jovens.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Estratégias educacionais em saúde para mitigar o estigma da tuberculose sofrido pelos pacientes e familiares: revisão integrativa de literatura
    (Universidade Federal do Pará, 2020-08-24) AZEVEDO, Leyvilane Libdy; GONÇALVES, Lucia Hisako Takase; http://lattes.cnpq.br/6191152585879205; https://orcid.org/0000-0001-5172-7814; POLARO, Sandra Helena Isse; http://lattes.cnpq.br/7875594038005793; https://orcid.org/0000-0001-5026-5080
    INTRODUÇÃO: A tuberculose é uma doença infectocontagiosa, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Trata-­se de uma das doenças mais antigas que recebeu vários significados diferentes, de acordo com o período histórico. As condições sociais precárias da maioria dos portadores exigem dos serviços de saúde compromisso, envolvimento e o reconhecimento do seu impacto nas várias dimensões da vida humana, sendo necessária a percepção dessas questões e o entendimento da sua possível influência na busca pelos serviços de saúde. OBJETIVO: O presente estudo tem como objetivo analisar as estratégias educacionais de saúde que visam a desestigmatização da tuberculose entre portadores e seus familiares. MARCO CONCEITUAL: Utilizou-­se como marco conceitual o conceito de Prática Baseada em Evidência e Estigma abordado por Goffmann. MÉTODO: Trata-­se de uma Revisão Integrativa de Literatura acerca de estudos sobre estratégias educacionais de saúde que visam a desestigmatização da tuberculose entre portadores e seus familiares. Esta foi conduzida em seis etapas, a saber: elaboração da questão de pesquisa; amostragem; categorização dos estudos; avaliação dos estudos; interpretação dos resultados; e apresentação da revisão. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Um total de 429 estudos foram identificados, excluíram­-se aqueles duplicados, resultando­-se 266 artigos. Após a leitura dos resumos e aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram pré­-selecionados 40 estudos. Destes, 12 foram excluídos por não se apresentarem no modo open acess. Em seguida, foi realizada uma leitura criteriosa dos demais artigos, dos quais se selecionaram 6 para compor a amostra desta revisão integrativa. Após a leitura minuciosa e a coleta dos dados dos artigos incluídos na RI, emergiram as seguintes categorias temáticas relacionadas ao objeto de estudo: Estigma, mitos e conceitos; e Estratégias educacionais em saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Com base nos resultados encontrados, apontam-­se as estratégias educacionais direcionadas a pacientes e a familiares como o melhor caminho para a redução do estigma nesse núcleo. O estudo apontou fragilidades no que tange a achados que tratam de estratégias educacionais direcionadas a esse binômio, uma vez que foram identificados apenas 6 artigos, sendo a maioria com baixo nível de evidência. A baixa produção de estudos brasileiros permite uma reflexão acerca da necessidade do desenvolvimento de pesquisas e de discussões nacionais mais amplas sobre a implementação de estratégias com o objetivo de reduzir o estigma associado à doença
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Fatores da vulnerabilidade associados à sífilis e HIV em uma comunidade ribeirinha amazônica
    (Universidade Federal do Pará, 2022-08-26) PINHO, Ellen Christiane Corrêa; SILVA, Richardson Augusto Rosendo da; http://lattes.cnpq.br/2184669241700299; https://orcid.org/0000-0001-6290-9365; CINHA, Carlos Leonardo Figueiredo; http://lattes.cnpq.br/9603271880856443; https://orcid.org/0000-0002-1891-4201
    Introdução: Verifica-­se uma intensificação de casos pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e sífilis em alguns segmentos populacionais, principalmente a região Norte do Brasil. O estado do Pará tem a segunda maior taxa de mortalidade por Aids do país, e aumento crescente na incidência das infecções sexualmente transmissíveis (IST) notificáveis. Nessa esfera epidemiológica está incluída a população ribeirinha da Amazônia que são miscigenações de indígenas, africanos, e outros, que sofre com baixos indicadores socieconomicos, barreiras geográficas e de acesso a saúde. Objetivo: Analisar os fatores da vulnerabilidade associados a ocorrência e ao conhecimento sobre IST (sífilis e HIV) em uma população ribeirinha da Amazônia brasileira. Método: Trata­-se de um estudo transversal realizado na Ilha do Combu – Belém/PA. O cálculo amostral foi realizado no módulo Statcalc – Sample size and power do programa EPI INFO Versão 7.2.2.16.. Para a amostra foi considerado pessoas com idade igual ou superior a 18 anos e moradores da ilha. A coleta de dados ocorreu através da aplicação de dois instrumentos: Sexually Transmitted Disease Knowledge Questionnaire (STD-­KQ)utilizado para mensurar o nível de conhecimento dos ribeirinhos; e para o levantamento da população e das dimensões da vulnerabilidade, foi empregado o instrumento adaptado aplicado no inquérito domiciliar de abrangência nacional da “Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira” (PCAP). A investigação para as infecções foi realizada por meio de teste rápido para HIV e sífilis, e coleta de sangue periférico para realização de Reaginina Plasmática Rápida nos casos de teste rápido reagentes para sífilis. Para análise de dados foi realizada estatística descritiva e modelo de regressão logística. Na regressão binária univariada foram selecionadas para regressão múltipla. As variáveis com maior valor de p foram removidas uma de cada vez até o ajuste final do modelo de regressão logística ordinal múltipla. Todas as análises estatísticas foram feitas utilizando os softwares Minitab 20®. Adotou­-se o nível de significância de 5%, intervalo de confiança (IC) de 95% e Razão de Chances (RC). Resultados: A amostra total foi de 325 ribeirinhos com prevalência de sífilis de 6,15% (20) e de HIV de 0,61% (2), sendo uma coinfecção. 190 eram do sexo feminino e 135 do sexo masculino. 68,9% (220) tiveram idade média de 40 anos e 56,6% (184) nunca frequentou a escola ou possuía nível fundamental. As variáveis relacionadas à vulnerabilidade individual que se associaram ao desfecho/chance de infecção para as IST na regressão final foi quase quatro vezes maior em participantes com idade igual ou superior a 48 anos (p=0,022), ter feito transfusão sanguínea (p=0,023), pessoas que tiveram mais que um parceiro sexual nos últimos 6 meses (p=0,028) e não conhecer o preservativo feminino (p=0,031); e possuir parceiro sexual atual (p=0,041) apresentou um baixo risco 0,33 para o desfecho. Para vulnerabilidade social nenhuma variável teve associação. E na dimensão programática, não ter feito teste rápido para HIV apresentou um baixo risco de 0,26 (p=0,021). Sobre o nível de conhecimento na população ribeirinha, 65,5% (213) participantes tiveram baixo conhecimento (0 a 14 acertos/28 questões). Já, na associação entre os fatores de nível de conhecimento sobre IST estiveram presentes nas três dimensões da vulnerabilidade. Dentre elas, participantes com idade maior ou igual a 48 anos apresentaram risco 1,93 vezes maior (p=0,012) para baixo nível de conhecimento sobre IST’s, não conhecer a sorologia do parceiro tiveram um risco de 1,92 vezes (p=0,011); chance de quase 4 vezes maior (p=0,000) foi obtido entre os ribeirinhos com baixa escolaridade; nunca ter feito teste para IST na vida teve chance de 2,51 (p=0,000), e não ter acesso a camisinha no último ano o risco foi de 1,95 vezes (p=0,006) de baixo conhecimento.Conclusão: A população ribeirinha apresentou vulnerabilidade para sífilis e HIV nas dimensões individual e programática. Quanto ao nível de conhecimento sobre IST essa população sofre com déficit, e é vulnerável em todas as dimensões.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Fatores de risco para pneumonia associada a ventilação mecânica: estudo de caso controle
    (Universidade Federal do Pará, 2005) MARSOLA, Lourival Rodrigues; SOUSA, Rita Catarina Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3560941703812539
    A pneumonia associada a ventilação mecânica é a infecção hospitalar mais comum em pacientes de unidade de terapia intensiva. Estratégias de prevenção podem ser mais bem elaboradas com o conhecimento dos fatores de risco para esta infecção. Com o objetivo principal de identificar fatores associados com maior risco de desenvolvimento de pneumonia em pacientes que recebem ventilação mecânica, foi realizado estudo retrospectivo, caso controle, não pareado, em uma unidade de terapia intensiva, clínico-cirúrgica, de um hospital universitário na cidade de Belém do Pará, Brasil. O período de estudo foi de 19 meses (janeiro de 2003 a julho de 2004). Os critérios de definição foram adaptados a partir dos critérios dos Centers for Diseases Control and Prevention. Foram avaliadas características demográficas, procedimentos invasivos, morbidades associadas e variáveis dependentes de tempo (ventilação mecânica, nutrição, exposição a drogas), entre outros fatores, em 27 casos e 27 controles. A pneumonia associada à ventilação mecânica teve uma taxa bruta e incidência por 1000 ventiladores/dia de 10,6% e 12,3 episódios, respectivamente. O tempo médio de permanência na unidade de terapia intensiva dos pacientes foi de 34,2 ± 27,7 dias, enquanto dos controles foi de 15,4 ± 13,6 dias (p=0,003). O tempo médio para início da pneumonia foi de 14,29 ± 9,16 dias. A taxa global de mortalidade foi similar nos dois grupos (OR=1,60; p=0,576). A análise univariada demonstrou que medicamentos administrados em aerossóis (OR=4,75; p=0,01) e uso de curares (OR=8,61; p=0,003) estiveram associados a um maior risco de desenvolvimento da infecção. Conclui-se que a pneumonia associada a ventilação mecânica esteve associada ao uso de curares e aerossóis, sendo que medidas preventivas poderiam ser direcionadas a estes fatores por serem eles, potencialmente modificáveis.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Fatores de vulnerabilidade relacionados ao conhecimento sobre infecções sexualmente transmissíveis em população periférica da Amazônia brasileira
    (Universidade Federal do Pará, 2020-06-25) OLIVEIRA, Ingrid Saraiva de; FERREIRA, Glenda Oliveira Naiff; http://lattes.cnpq.br/7459094802051187; https://orcid.org/0000-0002-8206-4950; GONÇALVES, Lucia Hisako Takase; http://lattes.cnpq.br/6191152585879205; https://orcid.org/0000-0001-5172-7814
    As Infecções Sexualmente Transmissíveis são um problema de saúde pública mundial e estão amplamente distribuídas em diferentes populações da Amazônia Brasileira. O estado do Pará tem a segunda maior taxa de mortalidade por Aids do Brasil e um aumento crescente na incidência das infecções sexualmente transmissíveis notificáveis, sendo as pessoas com baixa escolaridade as mais acometidas. Esse contexto epidemiológico ocorre em uma capital que tem baixa cobertura de equipes de estratégia de saúde da família em territórios que carecem de infraestruturas básicas e com iniquidades sociais marcantes. Desta forma, as desigualdades sociais e de acesso a serviços de saúde pode provocar desigualdades na saúde das populações tanto no nível individual e da comunidade. Considerando esse contexto e a ausência de estudos este estudo teve como objetivo analisar os fatores de vulnerabilidade ao conhecimento sobre infecções sexualmente transmissíveis em uma população periférica da Amazônia brasileira. Trata-se de um estudo observacional, transversal, de abordagem quantitativa, realizado em áreas do Bairro Montese. Participaram do estudo 300 pessoas com idade igual ou superior a 18 anos. A coleta ocorreu entre outubro e dezembro de 2019, através de aplicação de questionários nos domicílios dos participantes. Foram utilizados os Questionário americano Sexually Transmitted Disease Knowledge Questionnaire e o questionário sociodemográfico acrescido de questões relativas aos fatores de vulnerabilidade. A análise dos dados foi realizada por métodos de estatística descritiva, teste do qui-quadrado e regressão logística ordinal, nos programa Bioestat 5.3 e Minitab 18®. A média de idade dos participantes foi de 46,09 anos. Houve uma maior frequência do sexo feminino (68,4%), católico (49,1%), com filhos (82,2%), ensino médio (50,9%), cor parda (65%), casado/união estável (51,6%), reside com cônjuge (47,5%), não trabalhando (56,9%), classificação econômica C critério Brasil (51,6%), renda inferior a um salário mínimo (42,5%). Houve associação significativa entre o baixo conhecimento e a escolaridade analfabeto/fundamental, renda igual ou inferior a um salário, critério Brasil de classificação econômica C, D e E, estado conjugal solteiro, falta de orientação por professional de saúde e não receber gel lubrificante. As faixas etárias de 28 a 37 anos e 38 a 47 anos foram associadas ao alto nível de conhecimento Conclusão: As dimensões social e programática da vulnerabilidade foram relacionados ao baixo conhecimento, sendo necessário que as ações das políticas públicas sociais e de saúde provoquem mudanças através de intervenções em nível comunitário.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Implicações do perfil citocínico TH22 nas formas polares da hanseníase
    (Universidade Federal do Pará, 2016-08-29) SILVEIRA, Edvaldo Lima; QUARESMA, Juarez Antônio Simões; http://lattes.cnpq.br/3350166863853054
    INTRODUÇÃO: A hanseníase é uma doença crônica granulomatosa causada pelo Mycobacterium leprae. Entre os aspectos imunopatológicos da hanseníase sabe-se a defesa é efetuada pela resposta imunológica celular, capaz de fagocitar e destruir os bacilos, mediada por citocinas e mediadores da oxidação. O conceito de longa data de uma dicotomia Th1-Th2 na hanseníase, com Th1 predominante tuberculóide e Th2 predominante hanseníase virchowiana, recentemente foi contestada. Além disso, a resposta Th22 foi identificada como moduladora de Th1-Th2 em doenças de pele inflamatórias, mas os seus papéis na hanseníase ainda não foram elucidados. OBJETIVO: Avaliar a expressão tecidual de citocinas que participam da resposta Th22 nas formas polares da hanseníase. MÉTODO: Foram pesquisados pacientes com diagnóstico dermatoimunológico de hanseníase. Foram selecionados 31 pacientes, sendo 16 com a forma tuberculóide (TT) e 15 com a virchowviana (VV). A imunoistoquímica para a imunomarcação do tecido com os anticorpos Anti-IL-13, IL-22, TNF-α e FGF-b, foi baseada no método envolvendo a formação do complexo biotina-estreptavidina peroxidase. A quantificação da imunomarcação foi feita a partir da seleção aleatória de 05 campos visualizados no microscópio em aumento de 400x. Na análise univariada, foram obtidas frequências, medidas de tendência central e de dispersão e para a investigação das hipóteses foram aplicados os testes de Mann-Whitney e a correlação de Pearson, considerando um nível de significância de 5% (p ≤ 0,05). RESULTADOS: Referente à imunomarcação para a IL-22 pode-se observar diferença estatística dentre os grupos estudados sendo que no polo VV a média encontrada foi de 241,3 ± 44,63 cells/mm2 enquanto que na forma TT a média foi de 90,39 ± 30,18 cells/mm2 com p<0,0001. Envolvendo a presença da IL-13, no polo VV a média de ocorrência foi de 85,76 ± 19,99 cells/mm2. Já no polo TT a média encontrada foi de 57,20 ± 14,73 cells/mm2 p = 0,0002. Em relação à imunoexpressão do FGF b, na forma VV, a média de ocorrência foi de 228,9 ± 45,13 cells/mm2 enquanto que na forma TT a média foi de 47,80 ± 14,29 cells/mm2 p < 0,0001. Para o TNF-α, a análise quantitativa mostrou-se estatisticamente significante na forma TT onde a média das células expressando a citocina foi de 99,74 ± 30,14 cells/mm2 quando comparada a forma VV 62,08 ± 13,67 cells/mm2 p = 0,0008. CONCLUSÃO: A resposta Th22, mediada pela IL-22, tem fundamental importância na patogênese da hanseníase, se relacionando diretamente com a forma clínica da doença e com outras citocinas.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Incidência de Hanseniase em menores de 15 anos acompanhados no município de Imperatriz no período de 2004 a 2010
    (Universidade Federal do Pará, 2012) GORDON, Ariadne Siqueira de Araujo; XAVIER, Marília Brasil; http://lattes.cnpq.br/0548879430701901
    O presente estudo teve como objetivo estimar a incidência global e em casos índices de hanseníase em menores de 15 anos no município de Imperatriz, analisando a distribuição espacial e ações de vigilância preconizadas pelo Ministério da Saúde. Foi um estudo longitudinal, de incidência sobre casos de hanseníase entre menores de 15 anos, retrospectivo, com informações geradas pelas notificações do agravo, retiradas do sistema SINAN NET. A coleta de dados foi feita no mês de junho de 2012, foram investigados 284 pacientes que foram notificados no município de Imperatriz, no período de 2004 a 2010, classificados como caso novo, no modo de entrada. O coeficiente de detecção teve o seu pico máximo no ano de 2005, 83,38/ 100.000 hab. O maior coeficiente de pacientes com Grau de Incapacidade Física (GIF) no diagnostico foi em 2004 onde foi 39,62%. O coeficiente de contatos examinados foi de 24,44%. Quanto á detecção de casos novos, predominou o sexo masculino (51,06%), a cor parda (55,65%), na faixa etária de 10 – 14 anos com 60,22 % e com escolaridades média de 6 a 11 anos de estudo (59,8%). Quanto a classificação e tratamento, o tipo Indeterminada (40,13%) e Tuberculóide (31,68%) prevaleceram, e a PQT Paucibacilar foi o tratamento de escolha em 72,17% dos casos notificados no período. A Incapacidade foi prevalente em 22,2 % de todos os casos. Os dados confirmam a manutenção da hiperendemicidade da hanseníase, especialmente em menores de 15 anos, demonstrando a manutenção da cadeia de transmissão da doença, com indicadores operacionais do programa de controle e vigilância bem aquém dos parâmetros aceitáveis. A distribuição dos casos no município ocorreu na área de maior aglomeração populacional e com condições sanitárias precárias, representadas pelo distrito 4, que é composto principalmente pelos bairros Santa Rita, São Jose e Nova Imperatriz. O numero de contatos examinados foi considerado precário e o indicador operacional que avaliou grau de incapacidade no momento do diagnóstico apresentou-se alto.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Infecções da corrente sanguínea por Klebsiella spp. produtora de Betalactamase de espectro expandido em unidades de terapia intensiva neonatal de hospital de ensino no estado do Pará: fatores de risco para letalidade
    (Universidade Federal do Pará, 2010) ESPÍNOLA, Débora Consuelo Santos Macêdo; CARNEIRO, Irna Carla do Rosário Souza; http://lattes.cnpq.br/4389330944043163; SOUSA, Rita Catarina Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3560941703812539
    Klebsiella spp. produtora de beta-lactamases de espectro expandido (ESBL) tem emergido como um problema comum globalmente. Entretanto, dados relativos às características clínicoepidemiológicas e ao desfecho clínico em neonatos infectados por esta bactéria gram-negativa ESBL são ainda limitados. Estudo descritivo retrospectivo analítico avaliou os fatores de risco associados à letalidade e o perfil epidemiológico das Infecções de corrente sanguínea (ICS) por Klebsiella spp. ESBL em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal de hospital de ensino no Estado do Pará, Brasil. Amostra composta por 27 neonatos, a maioria prematuros (77,8%), com a idade gestacional média de 34 semanas, variando de 27 a 41 semanas. Os episódios de ICS foram mais frequentes em recém-nascidos (RN) com peso ≤ 1500 g (40,7%), sendo que 14,8% abaixo dos de 1000g. O tempo médio de internação dos pacientes foi 40,51 dias variando de 5 a 101 dias (DP = ±29,61), com tempo médio de aparecimento da ICS de 12,2 dias após a admissão na UTI neonatal. A maioria das infecções foi provocada por bactérias da espécie Klebsiella pneumoniae (52%). A mortalidade geral encontrada foi 66,7%, com uma taxa de letalidade até o 14º dia da bacteremia de 51,8 %. O cateter vascular central (CVC) esteve presente em cerca de 60% dos RN e todos os pacientes apresentavam-se sob ventilação mecânica no momento do episódio da ICS. Quanto às variáveis associadas ao óbito até o 14° dia, apenas a inadequação da terapia antimicrobiana apresentou significância estatística (P<0,0017), já que todos os neonatos que receberam antibioticoterapia inapropriada evoluíram desfavoravelmente. As ICS causadas por Klebsiella ESBL têm se tornado um problema comum em RN prematuros com elevada mortalidade naqueles que recebem terapia inapropriada.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Letramento em saúde acerca de infecções sexualmente transmissíveis em população jovem de áreas periféricas no contexto amazônico
    (Universidade Federal do Pará, 2020-02-19) PEREIRA, Ana Trindade; CARVALHO, Jacira Nunes; http://lattes.cnpq.br/9434086419077532; https://orcid.org/0000-0002-5464-2434
    Letramento Funcional em Saúde (LSF) é definido como a capacidade de se obter, processar e compreender as informações e serviços básicos de forma a tomar decisões apropriadas quanto a própria saúde e cuidados médicos (CHEHUEN NETO et al., 2019). Com esta expectativa elegemos estudar LSF relativo às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) que são doenças causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos e que muito tem a ver com o comportamento dos indivíduos. A região Amazônica passa por um crescimento acelerado das IST, inexistindo estudos que abordem as possíveis causas para esse comportamento. Objetivo: Avaliar o letramento em saúde a cerca de IST na população de jovens usuários do SUS que vivem em áreas periféricas em contexto Amazônico. Metodologia: Trata-­se de estudo descritivo de campo, com abordagem qualitativa. A população foi composta por 34 jovens, que residem no Distrito D`água do bairro de Montese com idade entre 15 a 24 anos. Foi aplicado o Instrumento “Alfabetização em saúde”, traduzido e adaptado por Lisiane Paskulin et al. (2011) para uso em contexto brasileiro. Os dados sociodemográficos iniciais foram analisados por estatística descritiva. A análise qualitativa dos conteúdos das respostas de questões abertas foi categorizada segundo suas diferentes dimensões, considerando a natureza e sua frequência foi distribuída em cinco dimensões: O entendimento sobre Infecção Sexualmente Transmissível; Busca de informações sobre IST; Compreensão das informações sobre IST; Partilha das informações recebidas; As repercussões das informações para os jovens. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do ICS ­ UFPA parecer, nº 3.567.868. Resultados: No que se refere à caracterização dos participantes entre os jovens, 82,35% tinham idade entre 15 a 18 anos, houve preponderância do sexo feminino, na orientação sexual, 85,29% respondeu ser heterossexual e no estado conjugal, 61,77% era solteiro. Referente à escolaridade, 44,20% declararam ter ensino médio completo e 64,70% das famílias possuía renda entre 1­2 salários mínimos, sendo que 82,35% dos jovens não trabalhavam. Sobre o número de parceiros 52,95% dos jovens responderam ainda não ter iniciado vida sexual o que apontou para identificação de abstinência sexual entre os jovens como um fator de proteção a exposição para IST. Foi identificado insuficiente o letramento funcional em saúde, mais especificamente as dificuldades dos jovens em relacionar causas e efeitos, desconhecimento dos sinais e sintomas e uma despreocupação quanto à gravidade da situação epidemiológica das patologias de transmissão sexual. A resposta dos jovens nas diferentes dimensões do LFS analisadas revelou aparente conformidade e passividade acerca de informações sobre IST. Considerações finais: Como resultado revelou-­se, na população estudada, insuficiente letramento funcional em saúde em todas as dimensões. Diante disso, constatou­-se a necessidade de melhorias no que diz respeito em educação para saúde e no envolvimento de diversos espaços como a escola e Unidade Básica de saúde atuando com ações para melhorar o estado de letramento em saúde dos jovens.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Soroconversões para o vírus da Hepatite C entre doadores de sangue de repetição da Fundação Hemopa: análise do uso do NAT como elemento da segurança transfusional
    (Universidade Federal do Pará, 2014) VALOIS, Rubenilson Caldas; QUARESMA, Juarez Antônio Simões; http://lattes.cnpq.br/3350166863853054
    O Vírus da hepatite C na atualidade é um dos principais causadores de cirrose hepática e de hepatocarcinoma, também constitui-se como um dos principais motivos de inaptidão para doação de sangue entre a população. A hepatite C apresenta-se como uma das principais doenças infectocontagiosa no cenário mundial. O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo comparativo e uma análise entre as metodologias de triagem para o HCV em doadores de sangue da Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Pará (HEMOPA) antes e após a implantação do teste NAT. A metodologia utilizada teve uma abordagem quantitativa, prospectivo e com objetivos gerais de natureza descritiva, e utilizou procedimento técnico documental, com registros escritos pré-existentes na Fundação HEMOPA. Ocorreram 125 soroconversões para HCV diagnosticadas pelo teste ELISA e 176 diagnosticadas pelo NAT associado à Quimiluminescência, totalizando 301 soroconversões no período de abril de 2013 a setembro de 2014. Observou-se no estudo uma maior ocorrência da taxa de soroconversões quando utilizava-se a técnica de biologia molecular associado a um teste imunológico em detrimento a metodologia ELISA. No estudo, a maioria dos sujeitos era do sexo masculino, com idade inferior a 35 anos, solteiros e possuíam ensino médio completo; observou-se também que dentre os fatores de risco estudados o item “Cirurgia” mostrou-se estatisticamente significante. Conclui-se que há um relevante indício de que a utilização dos testes moleculares e imunológicos combinados incrementa a segurança no processo de seleção de doadores de sangue.
  • Carregando...
    Imagem de Miniatura
    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Tendência da hanseníase em menores de 15 anos no município de Imperatriz- MA no período de 2001 a 2010
    (Universidade Federal do Pará, 2010) LUCENA, Adriana Dias; XAVIER, Marília Brasil; http://lattes.cnpq.br/0548879430701901
    A Hanseníase é uma doença infecciosa crônica, de evolução lenta, considerada uma das mais antigas da humanidade, é manifestada através de sinais e sintomas dermatoneurológicos, com lesões de pele e nervos periféricos, podendo atingir olhos, mãos e pés. É uma enfermidade potencialmente incapacitante, causada pelo Mycobacterium leprae, sendo sua ocorrência na infância um importante indicador de transmissibilidade, o que reflete a sua magnitude, especialmente em menores de 15 anos, sendo necessário o rápido diagnóstico para esta população. Assim, a presente pesquisa teve como objetivo analisar a tendência da hanseníase em menores de 15 anos no município de Imperatriz – MA, no período de 2001 a 2010. Para tanto, foi realizado um estudo descritivo, retrospectivo, quantitativo, com informações geradas pelo SINAN através da ficha de notificação compulsória deste agravo nos meses de julho a dezembro de 2011, pela Secretaria Municipal de Saúde, no qual foram utilizadas 478 fichas de notificação de casos de hanseníase diagnosticados entre os anos de 2001 e 2010. Onde 257 (53,76%) eram do sexo masculino, 303 (63,38%) tinham idade entre 10 a 14 anos, 221 (46,23%) eram da raça parda, 214 (44,76%) possuíam ensino fundamental completo. A taxa de detecção em maiores de 15 anos variou de (23,24/10.000) e (10,22/10.000), respectivamente para os anos de 2001 e 2010. E de (6,22/10.000) e (2,69/10.000), respectivamente para os anos de 2001 e 2010 nos menores de 15 anos. Quanto ao coeficiente de detecção, o Município foi considerado hiperendêmico. Quanto à forma clínica, houve predominância da Indeterminada com 187 (39,12%) dos casos. 319 (62,73%) casos eram das formas paucibacilar, sendo que a maioria dos diagnósticos ocorreu através de demanda espontânea com 235 registros (49,15%). Dos casos avaliados em menores, (62,26%) não apresentaram grau de incapacidade no diagnóstico na década estudada. 467 (97,7%) dos casos residiam na área urbana de Imperatriz e destes 126 (26,35%) eram do distrito sanitário do Santa Rita. Assim, mesmo com a baixa mortalidade, o acometimento pela doença, quando não diagnosticada e tratada precocemente, pode acarretar em consequências físicas, sociais e psicológicos nas vidas desses menores, sendo as maneira mais efetiva para eliminação da doença, a educação em saúde, o diagnóstico e tratamento rápido e eficaz.
  • «
  • 1 (current)
  • 2
  • »
Logo do RepositórioLogo do Repositório
Nossas Redes:

DSpace software copyright © 2002-2026 LYRASIS

  • Configurações de Cookies
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Entre em Contato
Brasão UFPA