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Navegando por CNPq "CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL"

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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Análise da ação do tratamento de mobilização neural em pacientes com neuropatia hansênica
    (Universidade Federal do Pará, 2014) CABRAL, André dos Santos; QUARESMA, Juarez Antônio Simões; http://lattes.cnpq.br/3350166863853054
    Historicamente a Hanseníase é uma das doenças mais incapacitantes do planeta. Sua patologia gira em torno de uma polineuropatia periférica mista de cunho infeccioso e de caráter inflamatório insidioso que envolve uma relação ecológica entre o Mycobacterium leprae e o Homem. A clínica da doença expressa tanto de sinais positivos como dor, parestesia e disestesias; como de sinais negativos tais como a perda sensório-motora e distúrbios autonômicos. Clínica semelhantemente é desenvolvida em pacientes acometidos por síndromes neurológicas compressivas periféricas. A mobilização neural tem se mostrado um recurso terapêutico manual eficaz no controle dos sintomas destas síndromes compressivas. O caráter inflamatório da neuropatia hansênica exerce uma ação compressiva e limitante da mobilidade do nervo periférico, repercutindo negativamente com parte da patologia da doença. Neste trabalho buscou-se investigar se a técnica de mobilização neural é capaz de repercutir de forma positiva na sintomatologia da neuropatia hansênica. Para tanto foi elaborado um estudo clínico, longitudinal, não randomizado, do tipo auto-controle, com uma análise experimental de caráter quantitativa, constituído de quatro momentos distintos, a avaliação, período de intervenção experimental, reavaliação 1 e reavaliação 2. Foram examinados 12 membros superiores de seis pacientes com alta de esquema poliquimioterapêutico multibacilar para forma clínica Dimorfa, que possuíam sequelas neurológicas e sintomas neurais remanescentes. Um total de 23 troncos nervosos ainda encontravam-se sintomáticos durante a avaliação, estabelecendo-se uma média de 3.8±1.8 troncos nervosos por paciente. Os sintomas mais incidentes à avaliação palpatória foram a parestesia (20) e a dor (09). Ao fim do tratamento experimental a diminuição do número de MMSS sintomáticos diminuiu significativamente. A média da intensidade da dor neuropática de todos os MMSS foi de 6.33±3.24. Aferiu-se ainda a força de preensão palmar e a sensibilidade da face palmar para comparação após a intervenção. Após 12 sessões de mobilização neural os membros superiores observou-se uma ligeira melhora da sensibilidade e da força de preensão palmar, porém ela não foi significante. Observou-se ainda a analgesia de todos os MMSS tratados com manutenção deste benefício após um mês pós-término do período de intervenção. Com esses resultados podemos concluir que o tratamento de mobilização neural demonstrou ser eficaz no controle da dor neuropática hansênica.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise da força muscular periférica por dinamometria isocinética em pacientes em tratamento para fibrose cística
    (Universidade Federal do Pará, 2025-08-07) MELO, Vivian Sussuarana Queiroz; SARGES, Maria de Nazaré dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2076421409418420; CARNEIRO, Saul Rassy; http://lattes.cnpq.br/9162153771863939; https://orcid.org/0000-0002-6825-0239; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; OLIVEIRA, João Sérgio de Sousa; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; http://lattes.cnpq.br/0926756122867180; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; https://orcid.org/0000-0002-1515-9976
    Introdução: A fibrose cística (FC) é uma doença genética autossômica recessiva caracterizada por infecções respiratórias crônicas e recorrentes, insuficiência pancreática e aumento da concentração de cloro no suor. As complicações respiratórias são as principais responsáveis pelo aumento da morbimortalidade na FC. Além disso, a evolução da doença está associada a alterações na mecânica respiratória, distúrbios metabólicos, desnutrição e complicações musculoesqueléticas. Objetivo: Analisar a associação entre a força muscular periférica com a função pulmonar e com o desempenho funcional de adolescentes e adultos com FC. Metodologia: Estudo transversal, conduzido entre dezembro de 2024 e abril de 2025, com 22 pacientes com FC clinicamente estáveis, com idade ≥14 anos. Os participantes foram submetidos a avaliação clínica, composição corporal por bioimpedância, espirometria, força de preensão manual, teste do degrau de 6 minutos e dinamometria isocinética dos membros inferiores. Os indivíduos foram estratificados em dois grupos conforme o Z-score do VEF₁: G1 (sem alteração pulmonar) e G2 (com alteração pulmonar). A análise estatística foi realizada com nível de significância de p<0,05. Resultados: A amostra foi composta majoritariamente por homens (63,6%), com média de idade de 24,9 anos. Dos 22 pacientes avaliados, 10 apresentaram algum grau de alteração na função pulmonar. A única variável que apresentou diferença estatisticamente significativa entre os grupos foi a potência dos músculos flexores a 60°/s, que se mostrou significativamente menor no grupo com alteração na função pulmonar (p = 0,03). Não houve diferença significativa no desempenho no teste do degrau de 6 minutos entre os grupos. Discussão: Os resultados demonstram que a disfunção pulmonar está associada à redução da força e, principalmente, da potência muscular periférica, mesmo em pacientes clinicamente estáveis. A potência muscular mostrou-se sensível para identificar alterações funcionais precoces, especialmente nos membros inferiores. A prática regular de atividade física e o acompanhamento multiprofissional podem contribuir para a preservação da funcionalidade nesses pacientes. Conclusão: A potência muscular média dos músculos flexores foi significativamente menor em pacientes com alteração na função pulmonar, indicando que esse parâmetro pode ser um marcador precoce de comprometimento funcional em indivíduos com fibrose cística.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise da politica sobre drogas no Brasil a partir da criminologia crítica
    (Universidade Federal do Pará, 2016-05-16) ROSA, Sérgio Antônio; RODRIGUES, Saulo Tarso; http://lattes.cnpq.br/8585243462003260
    O objetivo da presente dissertação de mestrado foi analisar a legislação brasileira em relação à política sobre drogas, analisando os diferentes tratamentos normativos dispensados pela lei nº 11.343/2006; o contraponto da justiça penal e da justiça terapêutica e a eficácia da Justiça Terapêutica. O problema que objetivou a fazer a pesquisa é saber: Como a legislação brasileira trata os diferentes casos de drogas, em termos de penalização? O tratamento dispensado ao ―mula‖, ao traficante e ao usuário de drogas pode ser considerado justo e ressocializador, ou seja, consegue recuperar o indivíduo e libertá-lo das drogas, além de reinseri-lo na sociedade? O que é mais eficaz, a Justiça Terapêutica com a inserção da ‗pena tratamento‘ ou a prisão do usuário de drogas em celas comuns? Do ponto de vista do método a pesquisa proposta segue a lógica indutivo-dedutiva, pois faz deduções das normas existentes. Quanto à coleta de dados, a pesquisa se enquadra como sendo de revisão bibliográfica, cujos dados secundários foram obtidos na Constituição Federal, nas Leis Codificadas, na legislação ordinária, na doutrina e na jurisprudência, livros, artigos e reportagens, entre outros. Trata-se de uma revisão bibliográfica que tem como base os artigos já publicados na literatura sobre o assunto em questão. É preferível que a pessoa cumpra uma pena alternativa ou pena tratamento, ao invés de ir para a prisão, onde estão os maiores criminosos e, por causa disso, ver sua vida vinculada de forma irreparável ao mundo do crime. A Lei nº 11.343/06 está a caminho da maturidade jurídica. No mesmo sentido, caminha a doutrina atrás de subsídios suficientes para dirimir os pontos controversos. Seja como for, a Lei tem mais aspectos positivos do que negativos, e somente a análise prática de cada caso concreto tornará possível uma melhor interpretação de suas normas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise da sarcopenia e a sua associação com indicadores clínicos, funcionais e de qualidade de vida em pessoas idosas atendidas no ambulatório do hospital Universitário João de Barros Barreto
    (Universidade Federal do Pará, 2024-08-09) MORAES, Janine Brasil de Araújo; NEVES, Laura Maria Tomazi; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-3115-2571; CARNEIRO, Saul Rassy; http://lattes.cnpq.br/9162153771863939; https://orcid.org/0000-0002-6825-0239
    Introdução: O envelhecimento pode ser acompanhado por um declínio progressivo da massa, força e função muscular. Essa condição de saúde resultante é conhecida como sarcopenia, doença muscular que se desenvolve de forma progressiva e crônica. A sarcopenia relacionada à idade possui diversos fatores que aceleram esse processo e necessitam ser identificados e controlados para promover um bom prognóstico de saúde e qualidade de vida para a população idosa. Objetivo: Analisar a sarcopenia e a sua associação com indicadores clínicos, funcionais e de qualidade de vida em pessoas idosas atendidas no ambulatório do Hospital Universitário João De Barros Barreto. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, analítico, transversal, realizado no ambulatório de geriatria do HUJBB. Foram realizadas avaliações sociodemográficas e clínicas: avaliação da sarcopenia (SARC- Calf, avaliação da força de preensão manual, Bioimpedância Elétrica Tetrapolar (BIA) e Short Physical Performance Battery (SPPB)), avaliação de indicadores funcionais (Barthel, avaliação da força do quadríceps, avaliação do nível de atividade física (IPAQ) e presença de quedas em 60 dias) e avaliação da qualidade de vida (SF-12). Foi utilizado o algoritmo do Grupo de Trabalho Europeu de sarcopenia em idosos (EWGSOP2). Resultados: Avaliados 129 participantes (73% mulheres, p = 0,001), com média de idade de 75,4 anos e procedentes da capital (80,6%). Obtive-se 57% com risco de sarcopenia, prevalência de 27,1% de sarcopenia e 57,4% de sarcopenia grave, 36.4% apresentou quedas. A força de preensão manual (FPM) 18kg/f, massa muscular esquelética de 18,3kg; SPPB 9 pontos; Barthel de 58,8% dos participantes independentes; força do quadríceps de 14kg/f; IPAQ 38,8% com baixo nível de atividade física e SF-12 de 37,7 pontos para componente físico e 48,2 pontos mental. Observou-se associação entre a massa muscular esquelética apendicular (MMEA) e a a circunferência da panturrilha (CP), a idade, o SARC-Calf, a FPM e a qualidade de vida (componente físico) para homens (R2 ajustado 0,42 e p<0,05), bem como com a sarcopenia, classificada pela MMEA, com variáveis da BIA: resistência corporal, água corporal total na massa magra, massa magra e taxa metabólica basal para o homens (R2 ajustado 0,49 e p<0,05), e para mulheres, água intracelular e água corporal total no peso corporal (R2 ajustado 0,60 e p<0,05). Conclusão: Este estudo conclui que a CP, a idade, o rastreio do risco de sarcopenia, a FPM e a qualidade de vida se mostraram associadas à MMEA medida pela BIA. Para o diagnóstico da sarcopenia, houve associações distintas dos marcadores da BIA conforme ajustados para o sexo das pessoas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise Psicométrica da Versão Brasileira da Pittsburgh Fatigability Scale (PFS-Brasil)
    (Universidade Federal do Pará, 2024-04-24) SANTOS, Mayara do Socorro Brito dos; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X
    Introdução: Instrumentos de adequada psicometria são fundamentais para a qualidade das avaliações e reavaliações na prática clínica, norteadoras das tomadas de decisões sobre as condutas para a reabilitação. A Pittsburgh Fatigability Scale, originalmente publicada no idioma inglês, é a única escala validada para mensurar a fatigabilidade percebida em pessoas idosas. Considerando a importância desta ferramenta faz-se necessária a validação da sua versão traduzida para o português e para as especificidades do contexto brasileiro. Objetivo: Validar a versão brasileira da Pittsburgh Fatigability Scale (PFS-Brasil) avaliando a validade em relação a medidas de atividade física, desempenho físico e cognitivo. Metodologia: 121 idosos saudáveis residentes na comunidade realizaram avaliação pela escala, testes de desempenho físico e cognitivo. Realizamos as análises estatísticas das subescalas física e mental da PFS-Brasil, utilizando coeficiente de correlação intraclasse (CCI) para análise de confiabilidade, alfa de Cronbach para avaliação da consistência interna, correlação de Spearman para validade convergente, além de serem verificados a análise de concordância e efeitos teto e solo. O Statistical Package for Social Sciences 25.0 foi utilizado para análise dos dados. Resultados: As análises realizadas apontam que as subescalas física e mental apresentam confiabilidade teste-reteste satisfatórias considerando o CCI para as subescalas física (0,84; IC 95%: 0,80-0,88) e mental (0,83; IC 95%: 0,78-0,87), além de alta consistência interna (α = 0,84 e 0,82, respectivamente). Esses valores são indicativos de boa confiabilidade intraobservador, revelando baixa probabilidade de erro aleatório e sistemático. Os gráficos de Bland Altman apresentaram boa concordância para ambas as subescalas da PFS-Brasil. Para validade convergente, o maior escore físico mostrou associação moderada e o maior escore mental mostrou associação fraca com o menor desempenho físico (testes de caminhada de 6 minutos e na Bateria SPPB) e menor nível de atividade física (International Physical Activity Questionnaire – IPAQ); no desempenho cognitivo houve associação fraca entre o maior escore mental e a média de acertos no teste de flanker. Não foram observados efeito teto em ambas as subescalas, porém a subescala mental apresentou efeito solo (n= 24%). Conclusão: O presente estudo demonstrou que a versão brasileira da Pittsburgh Fatigability Scale é um instrumento válido, consistente e confiável para avaliação da fatigabilidade percebida em idosos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Aspectos motores, funcionais e emocionais de indivíduos com sintomas vestibulares
    (Universidade Federal do Pará, 2024-03-01) MONTEIRO, Luiz Humberto Figueiredo; MORAES, Suellen Alessandra Soares de; http://lattes.cnpq.br/6278397231382779
    Indivíduos com sintomas vestibulares apresentam marcha instável, desequilíbrio e uma forma de mensurar o nível de desequilíbrio de um indivíduo é por meio da baropodometria, amplamente utilizada na prática clínica para mapear a área de pressão plantar por meio de registros gráficos e determinar os deslocamentos e oscilações do centro de pressão através da estabilometria. Além disso, o equilíbrio e ansiedade apresentam relação, pois dividem os mesmos circuitos centrais neurais. Assim, queixas psicológicas como ansiedade e depressão são frequentes em indivíduos com tontura. Dessa forma, o presente estudo tem o objetivo de analisar as características motoras, funcionais e emocionais de indivíduos com sintomas vestibulares. A análise da pressão plantar e do centro de pressão foi realizado através da baropodometria e da estabilometria em uma plataforma de força (BaroScan®, Londrina, Paraná, Brasil) e o software BaroSys, enquanto para a análise funcional utilizamos o teste Timed up and go (TUG) e o aspecto funcional do questionário Dizziness Handicap Inventory (DHI) e para análise emocional o aspecto emocional do DHI. Verificamos que indivíduos com sintomas vestibulares apresentam pé plano, com valores de pressão máxima, pressão média, pressão máxima no mediopé e retropé e pressão média no retropé mais elevados quando comparados a pessoas sem sintomas vestibulares. Além disso, indivíduos com sintomas vestibulares tem redução da mobilidade funcional e maior risco de queda, além de apresentarem comprometimento da saúde emocional e mental, com sinais de ansiedade e sintomatologia depressiva de leve à moderada na maioria dos indivíduos quando comparado a indivíduos sem sintomas vestibulares.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Associação de obesidade sarcopênica, indicadores de composição corporal, de variabilidade da frequência cardíaca e de esforço no teste do degrau de seis minutos com a severidade da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono: um estudo transversal
    (Universidade Federal do Pará, 2024-12-19) SOUZA, Leornado Brynne Ramos de; CRISP, Alex Harley; http://lattes.cnpq.br/1187580727139009; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0003-4683-9576; NEVES, Laura Maria Tomazi; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571
    Introdução: A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) é o distúrbio respiratório relacionado ao sono mais comum do mundo, com diferentes níveis de severidade. A literatura aponta que o aumento de gordura corporal pode aumentar o gasto energético, alterar a variabilidade da frequência cardíaca durante o sono e vigília, e impactar na gravidade da síndrome. Assim, há um maior o risco de catabolismo muscular, impactando negativamente a saúde celular, medida pelo ângulo de fase na bioimpedância elétrica. Contudo, existem poucos estudos que já ampliaram a avaliação da composição corporal quanto à obesidade sarcopênica nessa população. Além disso, os resultados de pesquisas vigentes também se mostram conflitantes ao analisar os impactos da severidade da SAOS no desempenho metabólico e físico durante os testes de esforço. Objetivo: Analisar a associação dos indicadores de composição corporal, de variabilidade da frequência cardíaca e de esforço no teste do degrau de seis minutos com a severidade da SAOS. Métodos: Estudo do tipo transversal de caráter quantitativo, que ocorreu entre dezembro 2023 e agosto 2024, com amostra única de 37 pessoas, idade média de 53,7 ± 13,8 anos, idade mínima 28 anos e idade máxima 78 anos, com diagnóstico de SAOS, confirmada por polissonografia tipo 1. A coleta dos dados foi realizada em duas fases: a) Repouso, utilizou-se a bioimpedância elétrica (Biodynamics BIA 450, Biodynamics Corporation, Washington, EUA) para coletar dados de composição corporal, a calorimetria indireta (Quark CPET, Cosmed, Itália) para coletar a taxa metabólica de repouso e as variáveis de domínio de tempo e frequência da variabilidade da frequência cardíaca pelo frequencímetro cardíaco (SmartLab, HMMGroup, Alemanha); b) Exercício, sendo utilizado o teste do degrau de 6 minutos com analisador de gases (Quark CPET, Cosmed, Itália) respiração a respiração para avaliar o esforço físico e metabólico. Para determinar a normalidade dos dados, foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk, sendo a representação de dados normais por média e desvio padrão e para a representação de dados não normais por mediana e intervalo interquartílico. Para análise multivariada dos dados, utilizou-se a análise de componentes principais (PCA), empregando o algoritmo de rotação varimax para criação dos componentes. O valor reduzido de cada componente foi utilizado para realizar análise de regressão linear simples. Resultados: Foram avaliadas 37 pessoas com SAOS (54,05% homens), IMC 31,1 ± 5,31 kg/m2 e IAH 31,3 (11,3-61,6). A análise de PCA criou 6 componentes principais (CP), sendo esses: 1° CP: composição corporal; 2° CP: saúde celular; 3° CP esforço físico; 4°CP razões ventilatórias; 5° CP: estimulação simpatovagal; 6° CP: estimulação simpatovagal (muito baixa frequência). O componente de indicadores de composição corporal (IMC, circunferência cervical, taxa metabólica de repouso, resistência e capacitância do corpo) foi associado a maiores IAH, (F [3,32] = 3,05; p = 0,01), com valor de r2 ajustado de 0,22. Conclusão: A composição corporal está associada à severidade da SAOS, enquanto os componentes de saúde celular, esforço físico, razões ventilatórias, estimulação simpatovagal e estimulação simpatovagal de muito baixa frequência não estiveram associados com a severidade da síndrome.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Associação entre o risco de sarcopenia com a força muscular e variáveis funcionais em pessoas idosas acompanhadas em um hospital universitário do Pará: um estudo transversal
    (Universidade Federal do Pará, 2025-08-08) OLIVEIRA, Polyana Barbosa de; CARNEIRO, Saul Rassy; http://lattes.cnpq.br/9162153771863939; https://orcid.org/0000-0002-6825-0239; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; OLIVEIRA, João Sérgio de Sousa; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; http://lattes.cnpq.br/0926756122867180; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; https://orcid.org/0000-0002-1515-9976
    Introdução: A sarcopenia é uma doença caracterizada por perda progressiva e generalizada de força e massa muscular, podendo também envolver a funcionalidade e embora associada a diversos desfechos desfavoráveis à saúde da população idosa esta é geralmente subdiagnosticada na prática clínica, devido à complexidade em determinar quais variáveis mais importantes, bem como o acesso aos instrumentos necessários para o seu diagnóstico. Portanto, o rastreio adequado da doença pode possibilitar o planejamento de intervenções precoces de forma a minimizar os resultados adversos à saúde da pessoa idosa. Objetivo: Avaliar a relação entre o risco de desenvolver sarcopenia com a força muscular e as variáveis funcionais em pessoas idosas em nível ambulatorial. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal do tipo correlacional, realizado no HUJBB. Foram incluídos indivíduos de ambos os sexos com idade igual ou superior a 60 anos, atendidos no ambulatório de geriatria do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB). A sarcopenia foi avaliada através do algoritmo do Grupo de Trabalho Europeu de sarcopenia em idosos de 2019 (EWGSOP2) a partir da verificação da força de preensão manual, da avaliação da massa muscular pela Biompedância Elétrica (BIA) e uma avaliação física composta pela aplicação do instrumento Short Physical Performance Battery (SPPB) e, em um dia posterior, foi avaliada a função muscular dos flexores e extensores dos joelhos no dinamômetro isocinético Biodex System Pro 4. Resultados: Foram avaliados 31 idosos com idade média de 72 anos (±7,07) e predominância do sexo feminino (71%). Cerca de 51,6% da amostra apresentou risco para desenvolver sarcopenia, porém somente 9,4% tiveram sarcopenia presente, sendo todos homens. Os resultados da regressão linear múltipla, com o escore do SARC-F como variável dependente, demonstraram que apenas o pico de torque dos flexores apresentou associação estatisticamente significativa com o SARC-F (β = -2,83; p = 0,018; IC95%: - 5,14 a -0,52). Conclusão: O estudo constatou que o pico de torque dos flexores apresentou associação significativa com o SARC-F denotando que a redução no pico de torque indica maior risco de sarcopenia e possíveis déficits funcionais.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Atividade bioelétrica dos músculos do assoalho pélvico durante o uso de educador vaginal inovador: estudo transversal
    (Universidade Federal do Pará, 2022-11-08) DUARTE, Natália de Souza; MELO NETO, João Simão de; http://lattes.cnpq.br/1547661999153615; https://orcid.org/0000-0002-4681-8532
    O assoalho pélvico necessita de uma estrutura anatômica íntegra devido às suas múltiplas funções. Por isso, são necessários equipamentos inovadores para o aprimoramento dessa estrutura. O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos do uso do educador vaginal inovador iGeni sobre a atividade bioelétrica dos músculos do assoalho pélvico, além de analisar as diferentes posições do quadril e fatores de interferência como faixa etária, partos, atividade sexual, incontinência urinária e menopausa. Para isso, foi desenhado um estudo transversal, composto por 30 mulheres, que foram avaliadas pelos instrumentos: ficha de avaliação, International Consultation On Incontinence Questionnaire - Short Form e Eletromiografia de superfície. Os achados coletados foram: RMS do período de 5 segundos da contração, valores de pico RMS, valores da área, %CVM (RMS normalizado pelo pico do sinal) e frequência mediana. Esses achados foram comparados sem e com o uso do iGeni, nas posições pélvicas de anteversão, neutra e retroversão. Os resultados evidenciaram que o uso do iGeni aumentou a atividade eletromiográfica dos músculos do assoalho pélvico na posição neutra. Mulheres em condições de maior tendência a disfunções dessa musculatura também se beneficiaram, aumentando a atividade bioelétrica em condições específicas. Concluiu-se então, que este equipamento inovador de biofeedback foi eficaz no maior recrutamento de fibras musculares e que tem maior efetividade na posição neutra do quadril, podendo ser um aliado eficaz no treinamento desta musculatura.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Atividade física, qualidade do sono e fatores associados à capacidade para o trabalho de fisioterapeutas da linha de frente contra a COVID-19
    (Universidade Federal do Pará, 2021-06-28) MORAES, William Rafael Almeida; NEVES, Laura Maria Tomazi; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571
    INTRODUÇÃO: A pandemia de COVID-19 ressaltou a importância da fisioterapia para controle e prevenção de complicações pulmonares e musculoesqueléticas, com destaque para a especialidade Fisioterapia Respiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva. Entretanto, as exigências físicas e mentais requeridas pelo trabalho na linha de frente, bem como as mudanças no estilo de vida frente à pandemia, podem ter interferido negativamente na capacidade para o trabalho dos fisioterapeutas. OBJETIVO: Associar o nível de atividade física, a qualidade do sono e os fatores demográficos e ocupacionais com a capacidade para o trabalho de fisioterapeutas na linha de frente contra a COVID-19. MÉTODOS: Estudo do tipo analítico, transversal e quantitativo. Fisioterapeutas brasileiros atuantes na linha de frente contra à COVID-19 responderam a um questionário online que agrupou quatro instrumentos: a) dados demográficos, ocupacionais e de estilo de vida; b) o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ); c) o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (PSQI); d) o Índice de Capacidade para o Trabalho (ICT). Os dados foram analisados e apresentados em estatística descritiva (valores absoluto e relativo, média, desvio-padrão) e associações entre os resultados de ICT e as variáveis independentes, conferindo significância quando p ≤ 0.05. Utilizou-se o software estatístico R versão 4.0.0. RESULTADOS: Obteve-se respostas de todas as regiões do Brasil. Não houve associação entre a capacidade para o trabalho e o nível de atividade física, porém a inadequada capacidade para o trabalho foi associada à má qualidade do sono (p < 0.001) e os valores de ICT e PSQI apresentaram correlação negativa significante (r = -0.340; p < 0.001). Na análise ajustada, a capacidade para o trabalho apresentou associação com sexo feminino (p = 0.018) e com o diagnóstico clínico de COVID-19 pregresso (p < 0.001). CONCLUSÃO: Em tempos de pandemia, a redução da capacidade para o trabalho está associada à má qualidade do sono, mas não ao nível de atividade física entre fisioterapeutas da linha de frente contra a COVID-19. Os resultados alertam sobre o potencial impacto do sono sobre o trabalho dos profissionais que lidam com a saúde da população, ressaltando a necessidade de estratégias de suporte à saúde ocupacional dos fisioterapeutas, especialmente em períodos de crise de saúde pública.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação da capacidade funcional de pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica com o uso de ventilação não invasiva binível: ensaio controlado randomizado cruzado de grupo único
    (Universidade Federal do Pará, 2024-04-25) OLIVEIRA, Fernanda de Araújo; NEVES, Laura Maria Tomazi; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571; CRISP, Alex Harley; JOSÉ, Anderson; http://lattes.cnpq.br/1187580727139009; http://lattes.cnpq.br/8217436014500962; https://orcid.org/0000-0003-4683-9576; ? https://orcid.org/0000-0002-3611-0098
    Introdução: O uso de ventilação não invasiva (VNI) durante o exercício em pessoas com doenças respiratórias crônicas melhora a oxigenação arterial, reduz a dispneia e aumenta a tolerância ao exercício mensurada pelos testes de capacidade funcional. Apesar da VNI poder ser usada tanto de forma aguda durante o exercício quanto ser uma terapêutica de uso contínuo, a influência da mesma no desempenho dos testes de capacidade funcional não é totalmente esclarecidos. Objetivo: Avaliar o impacto do uso da ventilação não invasiva (VNI) no desempenho dos teste de degrau de 6 minutos (TD6) e teste de sentar e levantar de 1 minuto (TSL1) de pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Métodos: Ensaio controlado randomizado cruzado de grupo único no qual foram realizados TD6 e o TSL1 em duas condições: com e sem o uso da VNI. Foram coletados, antes e após os testes, os valores de pressão arterial média (PAM), frequência cardíaca (FC), saturação periférica de oxigênio (SpO2), percepção subjetiva de esforço pela Escala de Borg e lactato sanguíneo. Resultados: Foram incluídos 15 pessoas (66,3±10,2 anos), sendo 46,7% mulheres. Em relação VEF1 (%previsto), 53,3% apresentaram valores ≥ 50% do previsto e 66,6% da amostra, apesar de apresentarem sintomas relacionadas à dispneia, não apresentaram alteração espirometrica relacionada à obstrução (GOLD 0). A média do desempenho no TSL 1 com uso de VNI e sem VNI foi, respectivamente, de 28,2±4,54 vs. 25,9±4,45 repetições (p=0,039). Foi encontrado diferença significativa (p<0,05) entre ambos os desempenhos sendo que o uso da VNI aumenta em 2,3 repetições. Em relação ao TLS1, a SpO2 com VNI também apresentou incremento significativo (0,933±1,49 vs. -1,4±2,67, p=0,006). Já no teste de degrau de 6 minutos, o desempenho com a VNI e sem, respectivamente foi de 134,9±18,44 vs.135,3 vs. 24,2 (p= 0,96). Em ambos testes a PAM, Escala de Borg, FC e lactato não foram impactadas significativamente com o uso da VNI. Conclusão: O uso de VNI de forma aguda impactou exclusivamente no desempenho o TSL1 com menor dessaturação periférica de oxigênio de pessoas com DPOC. Desta forma, o uso de VNI durante o TD6 não impacta o desempenho nesta população.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação da eficácia da prednisona na neurite hansênica aguda
    (Universidade Federal do Pará, 2008-04-01) ARAÚJO FILHA, Terezinha de Jesus Carvalho; SALGADO, Claudio Guedes; http://lattes.cnpq.br/2310734509396125
    Um dos maiores problemas da hanseníase é o desenvolvimento de neurite aguda, que pode resultar em dor, comprometimento da função neural e incapacidade física. Apesar de a prednisona ser o principal medicamento usado no tratamento deste processo, pouco se conhece sobre a sua real eficácia no controle da neurite. O objetivo principal deste trabalho é avaliar a evolução das neurites hansênicas durante o tratamento com prednisona, através do exame clínico-neurológico. O estudo foi realizado na Unidade de Referência Especializada em Dermatologia Sanitária do estado do Pará "Dr. Marcello Candia", com inclusão de 23 sujeitos com idade média de 40,5 anos, 65% do sexo masculino. Todos multibacilares, sendo 20 borderline e 3 lepromatosos. Sessenta e um por cento já haviam recebido alta da poliquimioterapia. Foram incluídos, no estudo, sujeitos com neurite, associada ou não a acompanhamento da função motora e/ou sensitiva, utilizando esquema padrão do Ministério da Saúde, com dose inicial de 60 mg de prednisona/dia e regressão a cada 15 dias. O exame clínico foi realizado nos principais nervos periféricos afetados pela hanseníase. Após 18 semanas de acompanhamento, 60,87% dos pacientes necessitaram de prednisona por um tempo superior ao inicialmente proposto. A dor teve uma evolução clínica melhor que a força muscular e a sensibilidade cutânea. Houve melhora da dor em 71,23% dos nervos (p<0,005); entretanto, 42,47% permaneceram com neurite; a função sensitiva melhorou em 63,16% dos nervos (p > 0,05); e a função motora melhorou em 50% (p < 0,05). Os resultados indicaram que as 18 semanas de uso de prednisona não foram suficientes para a resolução da neurite hansênica e do comprometimento da função neural, na maioria dos pacientes do estudo.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação da força muscular isocinética em mulheres no pós operátorio de câncer de mama
    (Universidade Federal do Pará, 2025-01-16) BRANDÃO, Rayane de Nazaré Monteiro; CARNEIRO, Saul Rassy; http://lattes.cnpq.br/9162153771863939; https://orcid.org/0000-0002-6825-0239
    O câncer de mama (CM), consiste em uma neoplasia que se desenvolve a partir da associação entre a influência de mutações genéticas e fatores epigenéticos e tem um impacto significativo na saúde física e emocional das pacientes. O tratamento cirúrgico, incluindo mastectomia e cirurgia conservadora, pode resultar em alterações na função muscular, particularmente nos membros superiores, afetando a qualidade de vida (QV) das mulheres sobreviventes. Analisar a força muscular em pacientes pós-cirurgia de CM, utilizando a dinamometria isocinética para avaliar os movimentos do ombro ipsilateral e contralateral à mama operada é de extrema importância. Este é um estudo, transversal e observacional, foi realizado com 37 mulheres pós- cirurgia oncológica de mama. A força muscular foi avaliada por dinamometria isocinética, considerando movimentos de flexão, extensão, rotação interna e rotação externa do ombro, com velocidade de 60º/s. A análise estatística utilizou o software STATA 18.0, com testes t e Kruskal- Wallis para comparar os índices de pico de torque (PT) e trabalho total (TT) entre os membros. Os resultados indicaram que, em geral, não houve diferenças significativas entre o membro envolvido e o não envolvido para os movimentos de flexão, extensão, rotação interna e rotação externa, tanto para o índice de trabalho quanto para o pico de torque. A rotação interna apresentou uma tendência de diferença, mas não alcançou significância estatística. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na força muscular entre os membros envolvidos e não envolvidos na cirurgia. No entanto, a mastectomia radical foi associada a maiores picos de torque em todos os movimentos, especialmente na rotação externa, indicando que o tipo de cirurgia pode impactar na força muscular. A análise revelou ainda que a força na flexão do ombro estava relacionada a uma melhor QV, porém a fadiga não apresentou correlação significativa. A reabilitação pós-cirúrgica deve levar em consideração essas diferenças de função muscular e os impactos da cirurgia, visando otimizar a recuperação e melhorar a qualidade de vida das pacientes.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação da função neuromuscular e estresse oxidativo de pessoas com doença renal crônica no início do tratamento hemodialítico
    (Universidade Federal do Pará, 2023-04-05) ALMEIDA, Clara Narcisa Silva; NEVES, Laura Maria Tomazi; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571
    Introdução: A crônica (DRC) frequentemente evolui de forma silenciosa em diferentes estágios, sendo o estágio 5 o mais avançado e grave, geralmente necessitando de terapia renal substitutiva. Conforme a doença progride, as alterações metabólicas resultantes da redução da função renal podem acarretar desordens neuromusculares e redução do desempenho funcional nessa população. Objetivos: Avaliar a função neuromuscular e o estresse oxidativo em pessoas em transição não planejada para o estágio 5 da DRC no início da hemodiálise. Métodos: Estudo transversal, avaliando a função neuromuscular (capacidade funcional [teste de sentar e levantar de 1 minuto], força muscular periférica [dinamometria isométrica de membros inferiores], força muscular respiratória [manovacuometria] e excitabilidade neuromuscular [teste de eletrodiagnóstico de estímulo],) e estresse oxidativo (malondialdeído) em pessoas em transição não planejada para o estágio 5 da DRC, hospitalizadas e que iniciaram hemodiálise em caráter emergencial (grupo DRC) em comparação a pessoas sem DRC (grupo controle) e sua associação. Resultados: Vinte e quatro participantes, 14 no grupo controle sem DRC (42 ± 12 anos) e 14 no grupo DRC (53 ± 18 anos), foram avaliados. O grupo DRC, comparado aos controles sem DRC, apresentou comprometimento na capacidade funcional (13.8 ± 4.9 vs 36.7 ± 9.1 repetições, p < 0.001), na força muscular periférica de membros inferiores (extensores de joelho [12.3 ± 4.6 vs 23.5 ± 9 kgf], flexores de joelho [11.3 ± 3.2 vs 17.8 ± 4.3 kgf], dorsiflexores [8.7 ± 2.8 vs 16.7 ± 4.3 kgf] e flexores plantares [11.2 ± 2.5 vs 16.6 ± 4.4 kgf], todos p < 0.001), na força muscular expiratória (60 ± 23 vs 83 ± 27 cmH2O, p = 0.02) e na excitabilidade neuromuscular (cronaxia do vasto lateral, 654 ± 230 vs 415 ± 190 μs, p = 0.008; cronaxia do tibial anterior, 600 [500 – 1000] vs 400 [300 – 400] μs, p = 0.001). Força muscular inspiratória (-70 ± 33 vs -87 ± 29 cmH2O, p = 0.7) e estresse oxidativo (3.51 ± 1.13 vs 3.53 ± 0.92 nmol/ml, p = 0.95) não apresentaram diferenças significantes. No grupo DRC, a capacidade funcional foi influenciada apenas pela força muscular periférica, enquanto a força muscular expiratória e a capacidade funcional demonstraram influência sobre a força muscular periférica. Conclusão: Pessoas em transição não planejada para o estágio 5 da DRC que iniciaram hemodiálise em caráter emergencial apresentam alteração na função neuromuscular. Os achados deste estudo podem direcionar tanto estratégias de rastreio e monitoramento de deficiências neuromusculares quanto o planejamento de reabilitação.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação da marcha e do equilíbrio em pacientes portadores de síndrome lipodistrófica secundária à terapia antirretroviral
    (Universidade Federal do Pará, 2013-09-25) LIMA, Ramon Costa de; CALLEGARI, Bianca; http://lattes.cnpq.br/0881363487176703; SILVA FILHO, Manoel da; http://lattes.cnpq.br/2032152778116209
    A Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida (SIDA) é uma enfermidade que assola a população mundial há décadas e ouvir esse diagnóstico era como uma “sentença de morte”. Com o advento da novas terapêuticas medicamentosas, a característica aguda da doença passou a ser de caráter crônico. Todavia, as drogas utilizadas na Terapia Antiretroviral (TARV) apresentam reações adversas, especialmente quando o paciente é submetido a longo prazo de utilização do chamado “coquetel”. Uma das reações adversas da TARV é a Lipodistrofia, que em escala molecular ocasiona a apoptose de adpócitos e alterações mitocondriais nas fibras musculares. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi de investigar as repercussões musculares da Lipodistrofia e a alteração dos padrões de marcha e equilíbrio de pacientes nesse quadro clínico. Foram avaliados 38 sujeitos de ambos os sexos, divididos em dois grupos: HIV positivo com Lipodistrofia (HIVL) e HIV positivo sem Lipodistrofia (HIV). No teste de Equilíbrio foi utilizada uma Plataforma de força (EMGSystem do Brasil), que avalia o deslocamento do Centro de pressão (Cop) nos sentidos anteroposterior (AP) e mediolateral (ML) do indivíduo gerando as variáveis deslocamento linear total, área total de deslocamento, velocidade de deslocamento e amplitude do deslocamento, num período de sessenta segundos para cada coleta. Para o teste de Marcha foi utilizado o Eletromiógrafo de 8 canais (EMGSystem do Brasil) para captar o sinal elétrico dos músculos Reto Femoral (RF), Bíceps Femoral (BF), Gastrocnêmio Lateral (GL), Tibial Anterior (TA) e Glúteo Médio (GMd) durante a deambulação e o processamento do sinal eletromiográfico foi feito através do modelo matemático Root Mean Square (RMS) e normalizado pela contração voluntária máxima (CVM). Os resultados de cada grupo foram expressos em média e desvio padrão e comparados através do Teste t de Student para amostras paramétricas e o teste Mann-Whitney para amostras não-paramétricas. As análises dos resultados nas duas fases do ciclo da marcha mostraram diferenças significativas. Na fase de Apoio e na fase de Balanço os sinais eletromiográficos do músculo GMd e TA foram maiores no grupo HIVL em relação ao grupo HIV. Quanto ao equilíbrio as variáveis com significância estatística na comparação dos grupos foram o Deslocamento total e a Área do deslocamento, ambas maiores no grupo HIVL em relação ao grupo HIV. Com isso concluímos que os pacientes com a Síndrome Lipodistrófica apresentaram alteração dos padrões de marcha e equilíbrio.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação da potência vertical de membros inferiores em pessoas com Parkinson
    (Universidade Federal do Pará, 2024-12-23) SILVA, Vinicius Baia; MONTEIRO, Elren Passos; http://lattes.cnpq.br/0920248966438368; https://orcid.org/0000-0001-7757-6620
    A doença de Parkinson (DP) é considerada neurodegenerativa, polissomática e idiopática, que acomete o sistema nervoso central, mais precisamente os neurônios dopaminérgicos dos núcleos da base. As desordens neurais da doença acarretam declínios neuromusculares, como redução nas respostas dos motoneurônios, nos disparos dos potenciais de ação, recrutamento muscular, potência, força e massa muscular. A potência muscular é fundamental na iniciação de movimentos, e o seu declínio implica em fragilidades, riscos de quedas, maior dependência e baixa qualidade de vida. Nesse contexto, é relevante avaliar a potência muscular em pessoas com Parkinson (PcP). No entanto, a utilização de equipamentos de alto custo, de difícil transportabilidade e manuseio apresentam desafios para a realização de avaliações clínicas nessa população. A avaliação da potência vertical dos membros inferiores permite interpretar mecanismos biomecânicos, como força, velocidade e potência. Clinicamente, a análise desses aspectos na doença de Parkinson é essencial para estratégias de reabilitação que enfatizem a manutenção e o aprimoramento desses componentes. A literatura reporta que aplicativos móveis são uma alternativa aos instrumentos específicos (por exemplo, células fotoelétricas, goniômetros). No entanto, é necessário testar a reprodutibilidade e concordância desses instrumentos em populações com declínios motores significativos, como indivíduos com doença de Parkinson (DP). Objetivo: Descrever a potência vertical de PcP por meio do desempenho do salto vertical countermovement jump (CMJ) e avaliar a concordância nas medições de desempenho dos saltos por diferentes avaliadores (intra-avaliadores) e entre equipamentos (inter-instrumentos): um tapete de contato para saltos verticais e um aplicativo para dispositivos móveis My Jump 2®. Métodos: Participaram 19 PcP acima de 40 anos (15 homens e 4 mulheres), em estadiamento da DP entre 1 a 3 de acordo com a Escala Hohn & Yearh. Os participantes realizaram avaliações clínicas de: rastreio cognitivo, anamnese, e monitoramento da doença. Nas avaliações antropométricas, utilizamos um estadiômetro, balança digital e trena antropométrica. Para a avaliação de desempenho, utilizamos o teste de saltos verticais CMJ, que foram registrados simultaneamente pelo tapete de contato para saltos verticais e pelo aplicativo My Jump 2® instalado em um smartphone IOS versão 17.2, com gravação em 240 Hz e 1080 HD. Os voluntários foram orientados a realizar 3 saltos consecutivos, com intervalo de 120 segundos entre cada salto. Para a análise estatística, foi utilizado o teste de estatística descritiva para caracterização da amostra e posteriormente um ajuste de um modelo misto para avaliar a diferença entre as medições. Em seguida, a técnica de Bootstrap com 10.000 reamostragens foi aplicada para calcular os limites de concordância, e foram gerados histogramas para visualizar a distribuição do Coeficiente de Correlação Intraclasse (ICC). Por fim, gráficos de Bland-Altman foram criados para visualizar a concordância entre os avaliadores e instrumentos. Todas as análises foram realizadas no software R. Resultados: Como resultados, os valores de ICC= 0,952 entre avaliadores e ICC= 0,948 entre instrumentos indicam uma correlação muito forte intra-avaliadores e inter- instrumentos. Em ambas as análises os limites do intervalo de confiança foram próximos, com pouca variação nas estimativas e confiabilidade do ICC. Nas análises de de Bland-Altman houve concordâncias e consistências entre avaliadores e instrumentos, com vieses de 0,36 cm entre avaliadores e -1,3 cm entre instrumentos. Conclusão: Os nossos resultados sugerem que o aplicativo My Jump 2® é uma ferramenta alternativa para a avaliação da potência de membros inferiores, por meio do teste de saltos verticais CMJ em pessoas com Parkinson.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação da validade, aplicabilidade e confiabilidade do teste timed-up and go instrumentado por sensores inerciais de smartphones
    (Universidade Federal do Pará, 2023-06-23) SANTOS, Thâmela Thaís Santos dos; CALLEGARI, Bianca; http://lattes.cnpq.br/0881363487176703; https://orcid.org/0000-0001-9151-3896; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; CASTRO, Ketlin Jaquelline Santana de; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; http://lattes.cnpq.br/6691540545025406; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X
    O teste Timed-up and go (TUG) tem sido largamente utilizado por profissionais de saúde para a avaliação do risco de queda e mobilidade em função de sua aplicação prática. Atualmente, o desfecho do teste é avaliado pelo tempo de execução do mesmo, no entanto dispositivos tecnológicos têm sido integrados a este a fim de obter outras informações acerca da realização das etapas de execução, para uma maior precisão do resultado. Nesse sentido, o uso de sensores inerciais em smartphone representa uma possibilidade acessível e de baixo custo a aplicação clínica. A partir disso, o presente estudo tem enquanto objetivo testar a validade, aplicabilidade e a confiabilidade das medidas inerciais obtidas por acelerômetro e giroscópio de smartphone durante a execução do teste TUG, assim como a replicabilidade dos dados obtidos em momentos distintos. Para isso foi realizada uma pesquisa quantitativa, de levantamento, com delineamento transversal e de caráter exploratório, por meio de três execuções do teste utilizando uma cinta com smartphone acoplado para a captação de dados dos sensores inerciais do aparelho com o aplicativo Momentum Science App e a mensuração da primeira execução com um relógio. A pesquisa foi realizada com 30 participantes, de ambos os sexos, com idade média de 26,96 anos (± 1,5), peso médio de 75,08 kg (± 16,03), altura média de 1,69 m (± 0,099) e IMC médio de 26,02 (± 4,64). A distribuição dos dados do teste foi avaliada através do teste de Kolmogorov-Smirnov. Para a validação, foram realizados o teste T, o teste de Correlação de Pearson e o teste de Bland-Altman. A diferença entre as medias foi calculada em 0,46, o teste T demonstrou não haver diferença estatisticamente significativa entre os dados (T=1,315; df=58; p= 0,19; eta squares 0,029). A correlação entre a medida obtida pelo relógio e o Smartphone foi significativa r=0.93 e o viés não foi significativo. Para comparar as medidas obtidas nas três repetições do teste TUG, foi realizado um teste de análise de variância (ANOVA) seguido pelo teste de Tukey para as amostras normais e o teste de Kruskal-Wallis foi aplicado seguido pelo teste de Dunn para amostras não-normais. Em todas as variáveis extraídas do TUG não houve diferença estatisticamente significativa nas três repetições. A confiabilidade das medições foi avaliada por meio do coeficiente de correlação intraclasse (ICC). Dentre as variáveis, 70% apresentou correlação entre moderada e excelente, uma apresentou correlação fraca e duas não obtiveram estatística significativa. Os valores da mínima mudança detectável variaram de 0,771 a 2,758.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação do perfil de dor e qualidade de vida de pessoas com Parkinson em um estado Amazônico: um estudo analítico- descritivo
    (Universidade Federal do Pará, 2025-03-28) ARAÚJO, Sabrina Souza; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; MONTEIRO, Elren Passos; http://lattes.cnpq.br/0920248966438368; https://orcid.org/0000-0001-7757-6620; ALMEIDA, Samuel Brito de; MORAES, Suellen Alessandra Soares de Lattes; http://lattes.cnpq.br/2071624142675838; http://lattes.cnpq.br/6278397231382779
    Introdução: A Doença de Parkinson é uma das condições neurodegenerativas de maior prevalência mundial, caracterizada pela presença de sintomas motores clássicos e sintomas não motores, dentre os quais a dor. Avaliar a dor em pessoas com Parkinson e conhecer o seu perfil é desafiador e necessário para aprimorar os cuidados em saúde e a reabilitação dessa população, uma vez que a dor está associada à incapacidade e impacto na qualidade de vida. Objetivo: Descrever o perfil do componente sensorial-discriminativo da dor (limiar, intensidade, localização, duração e interferência de dor) em pessoas com Doença de Parkinson da comunidade de um Estado Amazônico e analisar a associação entre essas variáveis com dados clínicos, sociodemográficos e a qualidade de vida. Materiais e Métodos: Estudo transversal, analítico-descritivo e exploratório, que avaliou a localização, intensidade, a interferência da dor e o limiar de dor de pessoas com Doença de Parkinson, bem como a qualidade de vida e parâmetros clínicos e funcionais. O trabalho baseou-se nas diretrizes éticas da Resolução CNS 580/18 e foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará (CAAE: 72924423.9.0000.0018). Como instrumentos de avaliação foram utilizados o Inventário Breve de Dor - Forma Reduzida para avaliar a localização, intensidade e interferência da dor, o algômetro de pressão para avaliar o limiar de dor, Movement Disorder Society - Unified Parkinson's Disease Rating Scale parte III e a Escala modificada de Hoehn & Yahr para definir a severidade e estágio da doença, o Mini-Exame do Estado Mental para a triagem cognitiva e Parkinson’s Disease Questionnaire - 39 para avaliar a qualidade de vida. Também foram coletados dados sociodemográficos, antropométricos e histórico de saúde. Para análise dos dados foi utilizada estatística descritiva que estão apresentados como média, desvio-padrão, mediana e intervalo interquartil, frequências absoluta e relativa. A normalidade foi testada por meio do teste Shapiro-Wilk. Para as análises de correlação foi utilizado o teste de Pearson ou Spearman de acordo com a distribuição paramétricas ou não-paramétricas das variáveis, as associações foram realizadas entre: QV, intensidade de dor e interferência da dor. Foram considerados significativos valor de p < 0,05. Resultados: 42 pessoas com Doença de Parkinson participaram da pesquisa (73% homens, 67,1 ± 9,2 anos de idade, 45,2% com 8 a 12 anos de escolaridade e 59,5% casados). O IMC médio foi de 26,14 ± 4,69kg/m². Clinicamente, os participantes apresentavam a doença em estágio leve, conforme observados na MDS-UPDRS III e a H&Y. A frequência de dor na amostra foi elevada (92,9%), com maior incidência na região lombar (24,3%). A intensidade da dor foi considerada leve, porém com interferência severa na funcionalidade (>2), especialmente em 8 atividades gerais, humor, locomoção e sono. Em relação ao limiar de dor não houve diferença significativa quando estratificados sexo, escolaridade, tempo de diagnóstico e estágio da doença. A QV foi classificada como de baixo impacto, com maior prejuízo nos domínios Bem estar Emocional, Desconforto Corporal, Mobilidade e Atividade de Vida Diária. Nas análises de correlação, observamos correlação significativa entre menor qualidade de vida e maior dor, com correlações positivas moderadas para pior dor relatada (r = 0,41; p = 0,01), interferência da dor na atividade geral (r = 0,45; p < 0,01) e na habilidade para apreciar a vida (r = 0,41; p = 0,01). As análises de associação indicaram que a interferência da dor na funcionalidade explicou até 23% da variação da qualidade de vida no modelo geral. Para o sexo feminino, a interferência da dor na atividade geral, humor e habilidade para apreciar a vida explicou 64% da variação da qualidade de vida, enquanto no sexo masculino houve associação em 15%. Conclusão: Os achados do nosso estudo apresentam possibilidades de ferramentas avaliativas que podem ser incorporadas na rotina de acompanhamento clínico, com dados descritivos importantes sobre as características de dor em PcP. Além disso, sugerimos a importância de um manejo adequado da dor em PcP para mitigar a interferência na funcionalidade, mas também na QV de forma geral.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação funcional dos membros superiores em indivíduos amputados de membro inferior
    (Universidade Federal do Pará, 2025-04-30) COELHO, Thatiane da Silva; SILVA, Anselmo de Athayde Costa e; http://lattes.cnpq.br/4794918582092514; https://orcid.org/0000-0001-5265-619X; MORAES, Suellen Alessandra Soares de; http://lattes.cnpq.br/6278397231382779; https://orcid.org/0000-0001-8616-6885
    Os testes funcionais são exercícios elaborados para avaliar quantitativa e qualitativamente o desempenho do indivíduo. Possibilitam a análise de alinhamentos biomecânicos, posturais e dificuldades na realização da atividade proposta. E o teste de estabilidade da extremidade superior em cadeia cinética fechada (Closed Kinect Chair Upper Extremity Stability Test - CKCUEST) é validado e possui valores de referência através da sua pontuação de valor normalizado, média de toques e power score para população atlética de vôlei, tênis, handebol e baseball, o que favorece o acompanhamento de programas de reabilitação de ombro, quando necessário. No entanto, não há tal dado na literatura sobre o desempenho e validação do teste em pessoas com deficiência (PCD). O principal objetivo deste estudo foi adaptar o CKCUEST para indivíduos amputados de membro inferior, e os objetivos secundários consistem em: testar a reprodutibilidade do teste em amputados de membro inferior; comparar o desempenho em diferentes posições de adaptação ao teste; correlacionar o resultado com potência muscular dos membros superiores e descrever os sinais inerciais durante a execução do teste. Foram recrutados 19 participantes amputados e fisicamente ativos sem patologias osteoarticulares nos membros superiores que realizaram três variações de como executar o CKCUEST, usando sensores inerciais da marca mbientlab para a análise do movimento. A Anova de um fator foi utilizada para comparar os valores de média dos toques, valor normalizado e escore de potência do CKCUEST, assim como as escalas de percepção subjetiva de esforço (BORG) e escala visual analógica a dor (E.V.A) entre as posições. Para a reprodutibilidade do teste foi utilizado o coeficiente de concordância CCC de Lin. A correlação de Pearson foi utilizada para correlacionar o desempenho do SMBT com o CKCUEST e com as métricas do sensor inercial. Os resultados de desempenho no CKCUEST em indivíduos amputados foram de 28,53 (± 4,64) toques, 16,27 (±2,64), toques do valor normalizado e 97,66 (± 24,09) toques / seg do power score. A variável que obteve diferença entre as posições foi a percepção subjetiva de esforço. Não foi observado boa concordância teste e reteste para parâmetros do CKCUEST. As métricas dos sensores inerciais mais ligadas ao movimento realizado no CKCUEST são a frequência dominante e a amplitude. Conclui-se que o CKCUEST é um teste funcional adaptável e aplicável a esta população, pessoas com amputação de membro inferior.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Câncer de mama: aspectos epidemiológicos sobre a mortalidade e os efeitos da fisioterapia na sintomatologia e amplitude de movimento
    (Universidade Federal do Pará, 2021-04-07) COSTA, Thalita da Luz; MELO NETO, João Simão de; http://lattes.cnpq.br/1547661999153615; https://orcid.org/0000-0002-4681-8532
    INTRODUÇÃO: O câncer de mama é o câncer mais diagnosticado, e a causa de morte por câncer mais comum, em mulheres no mundo. Apesar do avanço do tratamento, ainda são muitas as complicações associadas. OBJETIVO: analisar a influência dos fatores sociais, demográficos, dos procedimentos para rastreamento e da cobertura populacional da atenção básica sobre a mortalidade por câncer de mama no Brasil, e verificar o efeito da fisioterapia na sintomatologia clínica e na amplitude de movimento em mulheres submetidas à mastectomia com linfadenectomia axilar, após quimioterapia e radioterapia. MÉTODO: Foram analisados dados secundários disponíveis e de open access, do Departamento de Informação e Informática do SUS, SIDRA (Sistema IBGE de Recuperação Automática) e eGestor AB (Informação e Gestão de Atenção Básica). Também foram analisados os prontuários de 25 mulheres (idade média 55 ± 14 anos) após tratamento cirúrgico de mastectomia com linfadenectomia axilar para diagnóstico de câncer de mama. Os sinais e sintomas avaliados foram dor, sensibilidade, síndrome da mama fantasma, braço pesado e inchado, linfedema e síndrome da teia axilar. A amplitude de movimento de flexão, abdução, rotação interna e rotação externa da articulação glenoumeral também foi avaliada. RESULTADOS: Observou-se que a taxa de mortalidade é maior em mulheres pardas; nas regiões Sudeste e Sul; e cresce com o aumento da idade. A região Norte possui menor mortalidade e menor sobrevida. A taxa de mortalidade não apresentou redução com o aumento da cobertura da atenção primária à saúde e do número de procedimentos de biópsia. No entanto, a taxa reduziu com a maior execução de análise citopatológica. Além disso, a fisioterapia contribuiu para a redução da dor decorrente do tratamento clínico-cirúrgico do câncer de mama, e promoveu aumento da amplitude de movimento da articulação glenoumeral. CONCLUSÃO: A cobertura de serviços de saúde e o número de procedimentos de triagem não apresenta correlação com a taxa de mortalidade do câncer de mama e a fisioterapia colabora na melhora da dor e da amplitude de movimento.
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