Dissertações em Ciências Ambientais (Mestrado) - PPGCA/IG
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2855
O Mestrado Acadêmico em Ciências Ambientais teve início em 2005 e funciona no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) do Instituto de Geociências (IG) da Universidade Federal do Pará (UFPA) em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA/Amazônia Oriental).
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Navegando Dissertações em Ciências Ambientais (Mestrado) - PPGCA/IG por Área de Concentração "ECOSSISTEMAS AMAZÔNICOS E DINÂMICAS SOCIOAMBIENTAIS"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da sustentabilidade e do potencial de implantação de uma reserva da biosfera no Marajó, Pará(Universidade Federal do Pará, 2017-02-13) QUINTELA, Patrick Diniz Alves; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; TOLEDO, Peter Mann de; http://lattes.cnpq.br/3990234183124986O surgimento das premissas de desenvolvimento sustentável destacou-se como um novo paradigma das relações econômicas e os usos dos recursos naturais e oportunizou a capacidade de garantir a existência da vida, presente e futura da sociedade em equilíbrio com os processos da natureza. O Programa Homem e Biosfera (Man and Biosphere -MaB), lançado em 1971, é considerado um dos mais importantes programas de conservação biológica da Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas - UNESCO. A estratégia da criação de Reservas da Biosfera (RB) transita entre a política global e a implantação local, onde estas unidades assumiram, desde 2008, o desafio de se consolidarem como espaços privilegiados na construção da sustentabilidade, unindo paisagens naturais e consolidação de espaços de conservação e uso sustentável com participação de populações locais. A pesquisa consistiu na elaboração de uma análise crítica de cunho interdisciplinar da situação em que se encontram os municípios do território do Marajó, Pará, através da ferramenta Barômetro da Sustentabilidade (BS) e, da análise dos desafios para a implantação de uma Reserva da Biosfera no Marajó, no que diz respeito à conservação da biodiversidade e promoção da sustentabilidade. Dos municípios que compõe o território Marajó, 13 apresentaram-se situados na faixa potencialmente insustentável, e os outros 3 na faixa intermediaria, conforme escala do Barômetro da Sustentabilidade, demonstrado a alta criticidade socioambiental apresentada pelo Marajó. Os resultados obtidos através da ferramenta caracterizam diversas condicionantes que dificultam a efetivação da Reserva da Biosfera Marajó.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Construindo a utopia: análise histórica da política de conservação biológica sob a ótica do sistema socioecológico do arquipélago de Galápagos, Equador(Universidade Federal do Pará, 2018-02-21) ANDRADE, Luis Vladimir Mora; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; TOLEDO, Peter Mann de; http://lattes.cnpq.br/3990234183124986O arquipélago de Galápagos é muito conhecido por sua biodiversidade endêmica e por inspirar Charles Darwin em sua teoria da evolução. Após 1535, com sua descoberta acidental, uma série de acontecimentos históricos levou à redução das populações de tartarugas e à introdução de espécies exóticas. Com a criação da Estação Charles Darwin, um grande esforço internacional em torno da conservação da biodiversidade, atraiu um grande fluxo de turismo. Concomitante com o estabelecimento da estação, o Plano de Gestão do Parque Nacional promoveu a responsabilidade compartilhada no manejo das áreas protegidas, o qual integra as áreas protegidas terrestres e marinhas, e passou-se a considerar o arquipélago como um sistema socioecológico, com sua natureza única e especial ameaçada por mudanças globais recentes. Dessa forma, esse estudo visa compreender as relações entre as pressões antrópicas e a resiliência dos sistemas naturais no arquipélago. A metodologia baseia-se na análise de Gestão Ambiental na Ilha de São Cristóvão com informações secundárias retiradas das Sessões da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), para constuir o ciclo adaptativo de Holling e em entrevistas com residentes locais para a análise da percepção da comunidade. As recomendações sugeridas pela UNESCO, particularmente envolvem problemas como o turismo, a agricultura, a migração, espécies introduzidas, coordenação entre instituições. O estudo sobre percepção foi realizado entre os meses de junho e agosto de 2017, utilizando questionários, entrevistas com 260 residentes, e observação direta. Os resultados mostraram a UNESCO como organismo internacional responsável pela gestão ambiental que vem enfatizando os problemas apresentados no Arquipélago. Por outro lado, o governo equatoriano tenta equacionar e superar as adversidades. A UNESCO aponta a necessidade dos residentes conhecerem melhor o que é viver em um Patrimônio Natural e o que devem fazer para conservar esse patrimônio. Os principais impactos identificados foram: aumento do turismo (visitas), aumento de população (migração) espécies introduzidas, falta de um sistema efetivo de manejo de dejetos sólidos e manejo de águas residuais; falta de cooperação institucional coordenada, falta na implementação de pesquisas transdisciplinares. Neste último aspecto, implica que a abordagem de gestão dos ecossistemas e dos recursos naturais, não devem se concentrar nos componentes do sistema, mas em suas relações, interações e retroalimentações. Neste estudo argumentamos que a sustentabilidade a longo prazo do arquipélago depende das regras destinadas à exploração e conservação dos recursos naturais. A Ilha São Cristovão apresenta homens (53,46%) e mulheres (46,54%) residindo principalmente em Porto Baquerizo (71,92%), a maioria (60%) proveniente de Galápagos. A análise de percepção evidenciou uma tendência a respostas positivas com relação à gestão ambiental, contudo sinalizaram alguns impactos no modo de vida da população, especialmente relacionado ao aumento do turismo, às espécies introduzidas e à redução da mina, devido a extração de areia, cascalho e pedra para fazer as construções. Diante desse cenário, os atores locais delineiam um sistema com nuances sociais, ambientais e econômicos interligados, mais conflitantes, necessitando de uma gestão mais eficaz. Assim, percebe-se que o sistema socioecológico de Galápagos experimenta um processo dinâmico que reconhece as interações entre sistema natural e sistema social, em que a UNESCO direciona as estratégias da conservação da biodiversidade ao governo, incluindo critérios de gestão de ecossistemas e procura reduzir a pressão antrópica, das ilhas. À solução destes vitais problemas perpassa pela implementação de uma política de gerenciamento de conservação ambiental a longo prazo que possa reduzir os impactos sociais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dinâmica de serapilheira e produção de raízes finas em plantios de Paricá (Schizolobium Parahyba Var. Amazonicum) e floresta sucessional em Aurora do Pará, Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2009-06-29) SILVA, Antonio Kledson Leal; VASCONCELOS, Steel Silva; http://lattes.cnpq.br/0719395243841543A implantação de sistemas silviculturais e agroflorestais com o paricá (Schizolobium parahyba var. amazonicum) expandiu no estado do Pará, Brasil, geralmente como alternativa para revegetação de áreas degradadas (pastos abandonados). Entretanto faltam estudos básicos sobre a ciclagem de matéria orgânica para compreender o potencial do paricá em recuperar áreas degradadas. Instalou-se um experimento na fazenda da empresa Tramontina, Aurora do Pará, para avaliar processos ligados à ciclagem da matéria orgânica, como a dinâmica da serapilheira, etoque de serapilheria e produção de raízes finas, durante 12 meses (outubro de 2007 a setembro de 2008), em tratamentos com plantios de paricá com cinco anos de idade, nos seguintes arranjos: paricá solteiro (PS), consórcio paricá + freijó (Cordia goeldiana) (PF), sistema agroflorestal com paricá, freijó e curauá (Ananas comosus var. erectifolius) (PFC). Esses tratamentos com paricá foram comparados com uma área de referência (ecossistema de floresta sucessional de 25 anos) (SUC). Os tratamentos de paricá apresentaram produção anual de serapilheira inferior a SUC (8,79 ± 0,08 Mg ha-1 ano-1), não havendo diferença significativa entre os tratamentos PS (6,05 ± 0,15 Mg ha-1), PF (6,08 ± 0,13 Mg ha-1 ano-1) e PFC (6,63 ± 0,13 Mg ha-1 ano-1). A produção mensal de serapilheira foi significativamente maior no período seco do que no chuvoso. O maior estoque de serapilheira foi identificado nos tratamentos PS (7,7 ± 1,0 Mg ha-1) e PF (7,4 ± 0,1 Mg ha-1), enquanto que SUC apresentou estoque de 5,9 ± 1,3 Mg ha-1. Esses resultados estão relacionados ao menor coeficiente de decomposição encontrado nos tratamentos com paricá. A produção de raízes finas total (vivas + mortas) foi significativamente maior nos tratamentos PS (380,3 ± 20,6 g m-²), PF (343,0 ± 18,4 g m-²) e PFC (265,5 ± 9,9 g m-²) do que em SUC (107,2 ± 2,7 g m-²). A variação da produção de raízes finas no período de estudo está associada com a variação mensal da precipitação pluviométrica; a produção de raízes finas diminuiu durante o período de maior precipitação e aumentou com a chegada do período seco. Os tratamentos com paricá mostraram boa capacidade em disponibilizar material orgânico acima e abaixo do solo. Mais especificamente, o paricá apresentou boa produção e estoque de serapilheira sobre o solo, os quais são atributos desejáveis em sistemas de recuperação de áreas degradadas.
