Dissertações em Ciências Farmacêuticas (Mestrado) - PPGCF/ICS
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2313
O Mestrado Acadêmico em Ciências Farmacêuticas teve início em 2005 e homologado pelo CNE e funciona no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF) do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Ciências Farmacêuticas (Mestrado) - PPGCF/ICS por Área de Concentração "FÁRMACOS E MEDICAMENTOS"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise do remédio artesanal “tintura de pata-de-vaca” tendo a tintura de Bauhinia monandra Kurz como referência(Universidade Federal do Pará, 2016-03-17) SILVA, Ana Paula Paiva da; SILVA, Marcos Valério Santos da; http://lattes.cnpq.br/0379783635000306; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070O diabete melito é uma entre as diversas patologias que podem ser controladas com o uso de plantas medicinais, que apresentam atividade hipoglicemiante através de diferentes mecanismos. Em Marudá, Marapanim-PA, o Grupo de Mulheres “Erva Vida”, produz e comercializa a “Tintura de pata-de-vaca”, consumida por turistas e moradores locais para tratar o diabete. Esse remédio é preparado a partir de folhas de Bauhinia monandra Kurz (pata-de-vaca). Diferentes classes metabólicas de vegetais já tiveram a ação hipoglicemiante comprovada, como exemplo os flavonoides. Com isso, pretende-se neste trabalho caracterizar o remédio artesanal através de parâmetros farmacobotânicos, farmacognósticos, fitoquímicos e cromatográficos, em compararação com uma tintura de Bauhinia monandra, quanto à presença de flavonoides. Tanto a análise fitoquímica preliminar, quanto a análise por Cromatografia em Camada Delgada, detectaram metabólitos fenólicos, possivelmente flavonoides, no remédio artesanal e no extrato hidroetanólico da espécie vegetal. Na análise por CLAE, foi evidenciada a presença de rutina no remédio artesanal bem como no extrato hidroetanólico de Bauhinia monandra.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atividade antitumoral em células de câncer gástrico e atividade antioxidante de extratos de Eugenia patrisii vahl(Universidade Federal do Pará, 2020-09-09) REIS, Herald Souza dos; AMARANTE, Cristine Bastos do; http://lattes.cnpq.br/4101983776191966; https://orcid.org/ 0000-0002-8602-8180; PRADO, Alejandro Ferraz do; http://lattes.cnpq.br/7016475842644161; https://orcid.org/ 0000-0001-7495-9837Diversas drogas antineoplásicas são de origem natural ou de compostos derivados e as plantas são uma das fontes primárias de substâncias para esses fármacos. Estudos com vegetais da família Myrtaceae, demonstraram diversas efeitos, como anticâncer e antioxidante. Uma planta desta família que apresenta atividades biológicas é a Eugenia patrisii Vahl, popularmente conhecida como Ubaia-rubi-da amazônia, uma planta nativa da Região Amazônica. Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antitumoral e antioxidante de extratos hidroalcoólicos da folha e do caule da espécie vegetal E. patrisii. O perfil químico dos extratos foram feitos através de cromatografia de camada delgada. A atividade antioxidante foi avaliada pelo teste do DPPH. Para a atividade antitumoral, foi realizado teste de viabilidade celular utlizando o método do MTT em linhagens de câncer gástrico (ACP02, ACP03 e AGP01) e linhagens normais (VERO e MN01). Também foram realizadas zimografia em gel para avaliar a atividade de MMP-2 e MMP-9. Os dados obtidos foram analisados no programa Graph Pad Prism versão 8.0. Os testes utilizados foram análise de variância (ANOVA) e Test t Student, sendo considerado significante p<0,05. As placas derivatizadas da cromatografia de camada delgada mostraram a presença de terpenos, flavonoides, compostos fenólicos e ausência de cumarinas e alcaloides. Os extratos mostraram possuir capacidade antioxidante através do ensaio do DPPH. No teste de viabilidade celular os extratos apresentaram uma alta potência frente as linhagens tumorais gástricas e não afetando a linhagem normal. Além disso o extrato da folha diminuiu a atividade MMP-2 e MMP-9 em gel. Os extratos possuem terpenos, flavonóides e compostos fenólicos que possuem atividade antioxidante de 82% comparado com o padrão e antitumoral contra as linhagens gástricas ACP03 e AGP01, com potencial de isolamento de compostos de interesses farmacológicos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atividade imunomoduladora e antioxidante da saliva do Aedes aegypti em modelo de sepse(Universidade Federal do Pará, 2017-07-04) GOMES, Rafaelli de Souza; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390A sepse e uma disfuncao organica causada por uma resposta imune desregulada a uma infeccao. A mesma tem em sua abordagem terapeutica inicial a utilizacao de antimicrobianos de amplo espectro, os quais nao sao suficientes para o controle da infeccao, sendo necessario a busca por novas terapias focadas na interrupcao da resposta inflamatoria em cascata produzida pela invasao e disseminacao de agentes patogenicos. Dessa forma, a saliva do Aedes aegypti apresenta caracteristicas imunomoduladoras, com potencial de inibicao de citocinas pro-inflamatorias, bem como a presenca de peptideos ativadores de oxido nitrico. Com isso, seria de grande interesse investigar o efeito imunomodulador da saliva em modelo animal de sepse. Neste sentido, camundongos foram pre-tratados com a saliva do Aedes aegypti sendo a sepse induzida pelo modelo de transfixacao do coto-cecal. Apos 12 e 24 horas as amostras foram coletadas, e avaliado a sobrevida, carga bacteriana, migracao leucocitaria e parametros oxidativo (NO, EROs, MDA, TEAC, DPPH e GSH). A saliva melhorou o prognostico dos animais, aumentando a sobrevida e o peso. Alem disso, reduziu a carga bacteriana e aumentou o influxo de monocitos no sangue. A saliva, tambem, mostrou efeito antioxidante por reduzir a producao de especies reativas e aumentar a capacidade antioxidante, alem de diminuir a peroxidacao lipidica. Assim, a saliva foi capaz de inibir os danos causados pela sepse em animais in vivo melhorando seu prognostico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da adesão ao tratamento com alfadornase em pacientes com fibrose cística(Universidade Federal do Pará, 2017) FEITOSA, Keith Brabo Tavares; MARTINS, Valéria de Carvalho; http://lattes.cnpq.br/1904927472781784; ANDRADE, Marcieni Ataíde de; http://lattes.cnpq.br/8514584872100128A Fibrose Cística (FC) é uma doença hereditária, que se manifesta clinicamente por sintomas digestivos e respiratórios. O diagnóstico precoce oferece a possibilidade de um melhor controle terapêutico do paciente favorecendo o prognóstico e contribuindo para uma melhor qualidade de vida. O objetivo do estudo foi demonstrar o comportamento dos pacientes frente à doença e avaliar a adesão ao tratamento com a enzima alfadornase. Foi feito um estudo prospectivo, transversal e observacional por meio de dados epidemiológicos coletados através de entrevistas com pacientes e/ou responsáveis e por análise de prontuários. Para a avaliação da adesão ao tratamento e conhecimento da doença foram aplicados os testes Morisky- Green e Batalla Martinez. Para avaliar o perfil clínico foi utilizado o escore de Shwachman-Kulczyki. Foram recrutados 51 pacientes com fibrose cística atendidos no ambulatório do Hospital Universitário João de Barros Barreto em uso de alfadornase. Participaram do estudo 47 pacientes no período de julho de 2015 a junho de 2016. A maioria dos pacientes (53,2%) tinha idade inferior a 18 anos, 56,6% eram do sexo masculino e 40,4% provenientes do interior. Pacientes em tratamento com alfadornase por mais de 5 anos, apresentaram maior adesão do que os demais com menor período de tratamento e o sexo masculino esteve associado a maior adesão, assim como a maior escolaridade e renda familiar. Após a aplicação do teste de Batalla Martinez, apenas 40,42% demonstraram conhecimento sobre a doença. Deste modo foram observados como fatores associados à baixa adesão: uso de mais de cinco medicamentos, baixa escolaridade e sexo. Por outro lado, os resultados mostram que a adesão à medicação esteve associada ao melhor escore clínico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da adesão ao tratamento preconizado para malária: determinação da primaquina em pacientes diagnosticados com Plasmodium vivax(Universidade Federal do Pará, 2016-03-31) GONÇALVES FILHO, Wilson Vieira; VIEIRA, José Luiz Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2739079559531098; ANDRADE, Marcieni Ataíde de; http://lattes.cnpq.br/8514584872100128A malária é uma doença que ameaça 50% da população mundial, que vivem em zonas endêmicas, como África, Sudoeste Asiático e América Latina. No que se refere à malária causada por Plasmodium vivax no Brasil, cujo tratamento é baseado em primaquina e cloroquina, é um importante problema de saúde pública que atrapalha o desenvolvimento da região Amazônica e que a adesão à terapia medicamentosa é um dos principais fatores que influenciam na eficácia do tratamento. Este estudo utiliza métodos indiretos para avaliar a adesão ao tratamento, correlacionando-a com a concentração plasmática de primaquina e carboxiprimaquina. Desse modo foi realizado um estudo observacional transversal controlado com 27 pacientes, na cidade de Anajás - Pará, antes (D0) durante (D1) e após (D7) o tratamento com o antimalárico, seguido de avaliação os pacientes com perguntas baseadas no teste de Morisky-Green ao final do tratamento. Foi possível observar maior prevalência da malária vivax em indivíduos do sexo masculino (70,4%) e na faixa etária de 20 a 39 anos (55,56%), o teste de Morisky-Green indicou uma adesão de 75%, 15 de um total de 20 pacientes, com uma taxa de acerto de 80%, 65%, 70% e 65% para as perguntas. A concentração média de primaquina no D1 foi de 134,8 ng/mL, no D7 de 131,9 ng/mL, e os valores de carboxiprimaquina foram de 408 ng/mL e 529,4 ng/mL respectivamente. É possível observar diferença estatisticamente significativa entre os valores do carboxiprimaquina em D1 e D7 no grupo dos aderentes definido pelo teste de Morisky-Green, mostrando que a carboxiprimaquina se acumula no organismo, sendo assim mais indicada para avaliar a adesão ao tratamento. Dessa forma, é importante ressaltar que estas concentrações de primaquina e carboxiprimaquina são as primeiras determinações de fármacos e metabólitos encontradas para o tratamento curto preconizado pelo Ministério da Saúde para malária vivax na região amazônica, corroborando para a pesquisa de avaliação da adesão aos antimaláricos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da atividade cicatrizante do extrato hidroalcoólico de Ayapana triplinervis (Vahl) R.M. King & H. Robinson (ASTERACEAE)(Universidade Federal do Pará, 2020-07-16) NASCIMENTO, Suellen Carolina Martins do; LIMA, Anderson Bentes de; http://lattes.cnpq.br/3455183793812931; https://orcid.org/ 0000-0002-0534-2654; ANDRADE, Marcieni Ataíde de; http://lattes.cnpq.br/8514584872100128; https://orcid.org/ 0000-0001-5875-695XA cicatrização de feridas é um processo complexo que envolve a organização de células, sinais químicos e remodelamento com objetivo de reparar tecido lesionado. Dados estatísticos norte-americanos evidenciam uma prevalência de lesões cutâneas em aproximadamente 22,8% da população do mundo. No Brasil, as feridas constituem um grave problema de saúde pública. Neste sentido, a utilização de plantas medicinais como agentes terapêuticos tem despertado interesse junto aos pesquisadores devido os seus mais diferentes efeitos, dentre eles o cicatrizante. Assim, estudos etnofarmacológicos são encontrados na literatura, que associam o uso de A. triplinervis a cicatrização de feridas, porém não há evidências científicas que comprovem esta atividade. Desse modo, este estudo tem como objetivo realizar a avaliação do potencial cicatrizante do extrato hidroalcoólico de A. triplinervis incorporado em pomada de 5 e 10%. Para isso, foram realizadas análises fitoquímicas: prospecção da droga vegetal e do extrato hidroalcoólico, por meio de testes colorimétricos, de precipitação, cromatografia em camada delgada e cromatografia líquida de alta eficiência do extrato hidroalcoólico. Além das análises macroscópica, morfométrica, e exame histológico da pomada de extrato hidroalcoólico em 5% e 10%, utilizando como controles positivo e negativo, Dersani® e solução salina, respectivamente. Através destes testes, observou-se que a droga vegetal apresentou diversos composto: saponinas, antraquinonas, esteroides e triterpenos, polifenois e cumarinas. Para o extrato hidroalcoólico o resultado foi semelhante, porém os testes não indicaram a presença de antraquinonas. Análise por cromatografia em camada delgada do extrato hidroalcóolico revelou resultados positivos para cumarinas, esteroides e triterpenos. No perfil cromatográfico, do extrato, obtido por cromatografia líquida de alta eficiência, demonstrou pico, sendo sugestivo de cumarina. A Análise macroscópica das lesões demonstrou que os grupos de pomada do extrato 5% e 10% tiveram mais feridas reepitelizadas. Na morfometria não houve diferença estatística entre os quatro grupos testes no percentual de contração da ferida. Entretanto, o exame histológico mostrou que a pomada com 10% de extrato hidroalcoólico apresentou melhor qualidade no desenvolvimento do reparo tecidual, pois aumentou fibroblastos, colágeno, queratinização, mais que os outros grupos. Assim, este estudo mostrou que a pomada do extrato de A. triplinervis não acelerou a velocidade do fechamento das feridas, entretanto, mostrou influenciar de maneira benéfica, na qualidade, em que as lesões evoluíram, ainda assim novas pesquisas são necessárias para melhor entendimento do efeito.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da atividade esquistossomicida do lapachol e análogos(Universidade Federal do Pará, 2018-06-29) COSTA, Erica Vanessa Souza; ENK, Martin Johannes; http://lattes.cnpq.br/1169309283832476; DOLABELA, Maria Fâni; http://lattes.cnpq.br/0458080121943649A equistossomose mansônica é uma doença parasitária de abrangência mundial, causada pelo Schistossoma mansoni, sendo realizado o tratamento com o prazinquantel, que possui algumas reações adversas. A busca de novos medicamentos para o tratamento desta enfermidade é importante e as plantas medicinais podem contribuir com novas moléculas promissoras, como por exemplo o lapachol. O presente trabalho avaliou a atividade esquissomicida do lapachol e análogos. O lapachol foi isolado de Handroanthus serratifolius, através de cromatografia em coluna de sílica gel utilizando com fase móvel o diclorometano. Esta substância foi submetida ao tratamento com ácido sulfúrico, seguido de água destilada e diclorometano sendo obtido a β- lapachona. Para a obtenção da α-lapachona, solubilizou-se o lapachol e adicinou-se ácido acético glacial e ácido clorídrico concentrado. Para avaliar a atividade esquistossomicida in vitro foi realizado experimento frente a vermes adultos de S. mansoni, sendo avaliado alterações de morfologia, motilidade e mortalidade em microscopia optica. A substância ativa foi submetida ao ensaio de peroxidação lipídica, Dosagem de Malondialdeído (MDA) e Determinação da Capacidade Antioxidante Total (TEAC). Além disso, a substância ativa foi submetida ao ensaio de viabilidade celular (MTT), utilizando as seguintes linhagens, epitelial gástrica (MNP01) e adenocarcinoma gástrico (ACP02). A amostra ativa foi submetida a estudo in vivo, em camundongos infectados, onde se avaliou mortalidade dos vermes, diminuição da oviposição, e dos danos causados pelos parasitas nos animais. Também, foi realizado estudo histológico de rim e fígado do camundongo infectado tratado com a β- lapachona. O lapachol (rendimento=2,9%) e α-lapachona (rendimento=52%) mostraram pouco promissores como esquissomicida, sendo suas concentraçóes inibitórias 50% superior a 500μg/mL em vermes adultos, enquanto que β-lapachona (rendimento=58%) mostrou-se muito promissora contra os vermes adultos (CI50< 31,25mg/mL). Analises em microscopia optica demonstraram que os vermes tratados com β-lapachona apresentaram as seguintes alterações, o dorso estremecido, corpo enrolado, e ausência de movimento, estas alterações podem estar relacionadas a peroxidação lipídica da membrana do parasito. Este composto possui baixa capacidade antioxidante, baixa citotoxicidade para as linhagens MNP01 e ACP02, sendo o índice de seletividade superior a 10. Estudo in vivo demonstrou que a β- lapachona não reduziu o número de ovos nas fezes, logo não inibiu a ovoposição, também não houve alteração do número de vermes recuperados, sendo que analises microscópicas demonstraram que estes apresentavam motilidade e sua membrana estava integra. Estudos histológicos demonstraram que não houve alterações renais e hepáticas. Em síntese, in vitro a β- lapachona mostrou-se promissora como esquitossomicida e esta atividade pode estar relacionada a peroxidação lipídica da membrana do parasito. No entanto, estudo in vivo, não observou esta atividade, fatores farmacocinéticos podem estar influenciando na divergência dos resultados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da citotoxicidade e seletividade do extrato, frações e alcaloide de Geissospermum sericeum (Apocynaceae) em linhagens celulares ACP02, HepG2 e VERO(Universidade Federal do Pará, 2017-08-07) BASTOS, Mírian Letícia Carmo; BAHIA, Marcelo de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/3219037174956649; DOLABELA, Maria Fâni; http://lattes.cnpq.br/0458080121943649O presente estudo avaliou a atividade antitumoral de G. sericeum em linhagens de células tumorais de adenocarcinoma gástrico primário paraense (ACP02), a seletividade e o mecanismo de morte celular. O pó obtido das cascas de G. sericeum foi submetido a maceração exaustiva com etanol e a solução concentrada em evaporador rotativo até resíduo. Para o fracionamento do extrato de G. sericeum utilizou-se extração sob refluxo e partição ácido: base. A fração alcaloídica (FAGS), obtida da partição ácido:base, foi submetida ao fracionamento em coluna cromatográfica aberta, utilizando como fase estacionária Sephadex LH-20 e fase móvel o metanol, dando origem a subfração F6FAGS. Esta subfração foi submetida ao fracionamento através da Cromatografia Líquida de Alta Eficiência Semipreparativa, isolando o alcaloide indólico F3F6FAGs. A atividade antitumoral e a citotoxicidade do extrato etanólico, frações, subfrações e F3F6FAGS foram avaliadas através do ensaio de viabilidade celular com o MTT (brometo de [3-(4,5-dimetiltiazol-2-il) -2,5-difeniltetrazólio]) em células ACP02, células de hepatoma humano (HepG2) e em linhagem de células normais de rim de macaco verde africano (VERO). Foram consideradas ativas como antitumoral as amostras com concentração inibitória (CI50) menor que 100 μg/mL em células ACP02. Foram consideradas citotóxicas as amostras com concentração citotóxica (CC50) menor que 100 μg/mL em células HepG2 e VERO. O índice de seletividade (IS) foi obtido a partir da razão entre os valores da CC50 e CI50 e foram consideradas seletivas as amostras com IS maior que 2, demonstrando que essa atividade é duas vezes mais seletiva para células tumorais. As amostras mais seletivas foram submetidas à quantificação de morte celular com corantes fluorescentes Hoechst 33342 (HO), Iodeto de Propídeo (PI) e Fluoresceína Diacetato (DAF) em 24 e 72 horas de exposição. Todas as amostras foram ativas ou moderadamente ativas para atividade antitumoral e apresentaram moderada atividade citotóxica ou não foram citotóxicas. A FAGS e F3F6FAGS tiveram menor CI50 (FAGS = 18,29 μg/mL e F3F6FAGS = 12,06 μg/mL), maior CC50 (FAGS-CC50 = 173,3 μg/mL para VERO e 299,45 μg/mL para HepG2 e F3F6FAGS CC50 476 μg/mL para células renais e CC50 503,5 μg/mL para células hepáticas) e foram mais seletivas (F3F6FAGS- IS = 39,4 para VERO e IS = 41,74 para HepG2 e FAGS- IS = 9,5 para VERO e IS = 16,37 para HepG2). A FAGS apresentou maior efeito apoptótico e necrótico em 24 e 48h, com o aumento da taxa de necrose nas maiores concentrações e no maior do tempo de exposição. Para o alcalóide, a apoptose e necrose mostraram-se concentração e tempo- dependentes, com menor índice de necrose. Esses resultados sugerem seletividade de F3F6FAGS para câncer gástrico. Porém, a maior citotoxicidade e a menor seletividade da FAGS, provavelmente, estão relacionadas ao sinergismo de seus alcaloides para apoptose e necrose.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação de atividade antimicrobiana e perfil fitoquimíco de plantas medicinais utilizadas por comunidades remanescentes de quilombos no Marajó(Universidade Federal do Pará, 2020-12-28) SILVA, Suzana Helena Campelo Nogueira da; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390; https://orcid.org/ 0000-0002-3328-5650; SILVA, Consuelo Yumiko Yoshioka e; http://lattes.cnpq.br/8337688339279747; https://orcid.org/ 0000-0002-9120-1910O levantamento etnofarmacológico é reconhecido como um dos métodos mais viáveis na busca de novas plantas medicinais, com a finalidade última de produzir medicamentos de origem natural ou semissintético. Neste sentido, as comunidades remanescentes de quilombolas amazônicas (Marajó-PA) carregam consigo um grande conhecimento sobre o uso de plantas medicinais, que foi passado por gerações em solo marajoara, promovendo o valor do conhecimento popular e sua aplicabilidade em estudos futuros. O objetivo deste estudo é fornecer subsídios científicos ao uso tradicional de plantas no tratamento de doenças dermatológicas em comunidades quilombolas do Marajó que ainda não possuam estudo químico e/ou farmacológico adequado. Durante o trabalho de campo, realizado entre 2017 e 2018, 13 comunidades foram entrevistadas, nas quais 7 plantas com uso em doenças de pele foram citadas. Tais plantas foram coletadas, e tiveram suas exsicatas preparadas. Após identificação botânica por profissional qualificado, efetuou-se extensa revisão bibliográfica, após a qual 3 plantas foram selecionadas para estudo fitoquímico e farmacológico (in vitro em Microsporum e Staphylococcus aureus). Além disso, foram submetidas a teste de antioxidante ORAC e de polifenois totais TP. O perfil fitoquímico foi analisado através de cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massas (LC-MS) proporcionando 17 constituintes químico, pertencente a classe dos flavonoides. Os resultados dos testes in vitro demostraram potencial antibacteriano do extrato etanólico das folhas de C. alatus (CIM) de 0,625 ug/mL e (CBM) de 0,734 μg/mL e do extrato etanolico das raízes D. floribunda (CIM) de 125,0 ug/mL e (CBM) de 200,0 μg/mL frente a S. aureus, com destaque a fração F3 (CIM) 25,0 μg/mL e (CBM) de 132,0 o qual apresentou a maior inibição bacteriana. Diante disso, os resultados contribuíram para a validação do uso popular e caracterização química da espécie que apresentou potencial antimicrobiano, que pode ser um promissor candidato a fitoterápico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação de neutrófilos circulantes em pacientes com neoplasias mieloproliferativas philadelphia negativas em tratamento quimioterápico(Universidade Federal do Pará, 2018-06-27) SARGES, Érica dos Santos; RIBEIRO, Carolina Heitmann Mares Azevedo; http://lattes.cnpq.br/3848996822163999; https://orcid.org/ 0000-0002-9457-2733As neoplasias mieloproliferativas (NMPs) fhiladelfia (Ph1) negativas são um grupo de doenças das células sanguíneas mielóides que surgem a partir de uma alteração na célula-tronco hematopoiética. As mais clássicas são Policitemia vera (PV) e Trombocitemia essencial. As NMPs Ph1 negativas apresentam um curso clínico prolongado e de comportamento relativamente benigno, mas que não tem cura. A quimioterapia citorredutora atua não somente nos eritrócitos e megacariócitos, mas também tem sua ação nos leucócitos, especificamente nos neutrófilos. Uma das terapias empregadas é a Hidroxiureia (HU), que apresenta como um dos seus efeitos colaterais a neutropenia, estudos mostram que esse medicamento pode ter efeitos diretos nos neutrófilos. A identificação de possíveis alterações quantitativamente e qualitativamente de neutrófilos sob efeitos da quimioterapia citorredutora em pacientes com NMPs Ph1negativas representa um avanço na compreensão do tratamento nestas NMPs. Hemograma e leucograma fazem parte do protocolo de acompanhamento do tratamento. Para avaliar qualitativamente algumas funções os neutrófilos foram sensibilizados com zimosan, estimulando assim a fagocitose, em relação ao metabolismo, foi feito o teste citoquímico de redução espontânea do tetrazólio nitroazul (NBT), além de quantificação de mieloperoxidase (MPO) através da citometria de fluxo. Neste estudo foram realizadas todas as metodologias citadas anteriormente para avaliação quantitativamente e qualitativamente em amostras de sangue de 46 pacientes (PV=17; TE=29). Os pacientes portadores de PV apresentaram menor IF que os indivíduos do grupo controle, com p=0,0002 (2.83±1,28; 3.83±1,38 respectivamente). O mesmo foi observado nos pacientes com TE que apresentaram menor índice que os indivíduos controles com p=0,0002 (2.85±1,34; 3.83±1,38 respectivamente). Nossos resultados mostraram que não houve diferença quanto à ativação do metabolismo oxidativo na prova de redução do NBT, entre o grupo controle com o grupo PV em uso de HU, com p=0,9047 (5±2,7; 2,9±3,5 respectivamente) e grupo controle com grupo TE em uso de HU, apresentando p=0,2870 (5±2,7; 5±6,9 respectivamente). O teste de MPO foi realizado todos os pacientes com NMPs que estavam sob regime do tratamento com HU. Nossos resultados mostraram que não houve diferença entre o grupo controle e os pacientes do grupo com PV, com p= 0,8438 (98,47±1,15; 98,54±1,46 respectivamente), o mesmo foi observado com os controles e portadores de TE, com p=0,5842 (98,47±1,15; 97,93±3,21 respectivamente). Os pacientes portadores de PV e TE que faziam uso de HU apresentaram alterações qualitativas nos neutrófilos, no qual, o uso de HU diminui a atividade fagocítica dos neutrófilos nestes pacientes.
