Dissertações em Ciências Farmacêuticas (Mestrado) - PPGCF/ICS
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2313
O Mestrado Acadêmico em Ciências Farmacêuticas teve início em 2005 e homologado pelo CNE e funciona no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF) do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Diagnóstico situacional e análise espacial da logística reversa de medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso em uma rede varejista do Brasil(Universidade Federal do Pará, 2023-07-05) OLIVEIRA, Camila Martins; SENA, Luann Wendel Pereira de; http://lattes.cnpq.br/6233488431016391; https://orcid.org/0000-0001-9363-5766Introdução: O processo de logística reversa do medicamento em desuso ou vencido da população em geral faz o fluxo invertido, retornando ao longo de sua cadeia de produção e distribuição, para ter o seu descarte final ambientalmente adequado. Neste sentido, o farmacêutico é fundamental pois exerce o papel de multiplicador do conhecimento, capacitando, treinando e instruindo colaboradores e consumidores quanto às boas práticas ambientais relacionadas aos resíduos de saúde. Objetivo: Realizar um diagnóstico situacional da logística reversa e análise espacial de medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso de uma rede varejista farmacêutica no Brasil. Método: É um estudo exploratório, transversal e prospectivo que se utilizou de informações de produtos/resíduos obtidos em diferentes pontos de coleta em uma rede de farmácias com 400 estabelecimentos no Brasil, no período de 2020 a 2022. Resultados: O estudo mostrou que a rede coletou um volume de 4.519,74 kg de medicamentos vencidos da população entre os anos de 2020 e 2022, concentrando o maior volume de coleta na região Norte (69,1%). Destaca-se também que Belém foi o munícipio com maior coleta, concentrando 92,5% da arrecadação no estado do Pará. Outro ponto importante foi a apresentação de um manual para implantação da logística reversa de medicamentos vencidos da população. Conclusão: Os achados desse estudo devem contribuir para o aperfeiçoamento e aplicação da logística reversa de medicamentos vencidos da população no Brasil.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudos químico-farmacêuticos, atividade antitumoral e mutagênica de Eleutherine plicata. Herb.(Universidade Federal do Pará, 2020-11-03) CASTRO, Ana Laura Gadelha; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390; https://orcid.org/ 0000-0002-3328-5650; DOLABELA, Maria Fâni; http://lattes.cnpq.br/0458080121943649; https://orcid.org/ 0000-0003-0804-5804As naftoquinonas têm sido relacionadas a atividade antitumoral, entretanto estes podem causar danos ao DNA e ser mutagênicos. Algumas destas, como por exemplos, a isoeleuterina e eleuterina, presentes em Eleutherine plicata Herb. carecem de estudos de mutagenicidade e atividade antitumoral. O presente trabalho avaliou o potencial antitumoral do extrato etanólicos de E. plicata (EEEP), fração em que se encontrava as quinonas (Fração diclorometano- FDEP) e o potencial genotóxico relacionado a estas substâncias. Para compreender se o fracionamento influencia na atividade antitumoral, foram obtidos o EEEP por maceração dos bulbos, este foi fracionado sobre refluxo e obteve-se a FDEP e esta fracionada em coluna cromatográfica aberta, sendo isoladas a eleuterina, isoeleuterina e o eleuterol. Ainda foram realizados os seguintes estudos químico farmacêuticos: in sílico toxicidade e farmacocinética (PreADMET), docking e dinâmica. A atividade antitumoral foi avaliada através do efeito citotóxico em linhagem de célula tumoral (câncer bucal-SCC-9) e linhagem de célula normal (queratinócitos humanos-HaCaT), ensaio tridimensional em modelo esferoide e migração celular nas mesmas linhagens. A genotoxcidade e mutagenicidade foram avaliadas no modelo de Allium cepa, sendo os resultados dos compostos isolados relacionados aos obtidos nos estudos in sílico. Além das natoquinonas isoeleuterina e eleuterina, o eleuterol foi isolado de FDEP, a avaliação in sílico demonstrou perfis farmacocinéticos semelhantes entre estes compostos. Na avaliação da atividades antitumoral observou-se que o fracionamento de EEEP contribui negativamente para a atividade, sendo o EEEP (SCC09: CI50= 12,87 ± 0,86 e HaCaT: 28,81 ± 1,82µg/mL) o mais promissor e com maior índice de seletividade para a célula tumoral, interferindo na velocidade e direcionalidade da migração tumoral. Tentando compreender este resultado, avaliou-se a capacidade de ligação das naftoquinonas a Topoisomerase II (TOPII) confirmando que os mesmos se ligam na bolsa desta, estabilizando o complexo DNA-TOP II. Em contrapartida, a eleuterina mostrou-se mais genotóxica, aumentando o índice de mitose, de aberrações, sendo observados micronúcleo, broto e ponte na fase de metáfase. Entretanto, não foi possível diferenciar a toxicidade da eleuterina e isoleuterina nos estudos in sílico (Algae, Daphinia, peixes e mutagenicidade), sendo obtidos resultados semelhantes. Em síntese, o EEEP é promissor como agente citotóxico em células tumorais e na prevenção das metástases de câncer escamoso de boca. Em relação as naftoquinonas, a isoleuterina, devido o menor potencial tóxico e capacidade de estabilização do complexo DNA-TOP II, merece ser avaliada em outras linhagens tumorais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Síntese, caracterização e avaliação da atividade antimicrobiana e antiproliferativa de chalconas e derivados- in vitro(Universidade Federal do Pará, 2020-12-21) ANJOS, Maricelia Lopes; BITENCOURT, Heriberto Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/9418240134272692; https://orcid.org/ 0000-0002-0003-2876No presente trabalho realizamos a síntese, caracterização e avaliação de atividades antimicrobiana e antiproliferativa de chalconas e derivados- in vitro. O interesse pela obtenção de chalconas se deve as inúmeras atividades farmacológicas descritas na literatura para essas classes de compostos que são intermediários dos flavonoides. Dessa forma a síntese e caracterização de várias chalconas e derivados se tornam importantes para o desenvolvimento de compostos com atividade antimicrobiana e antiproliferativa. Foram sintetizadas dez substâncias, contendo sete chalconas e três naftoflavanonas, obtidas pela reação de condensação aldólica de Claisen Schmidt entre acetofenonas e aldeídos, em condições de temperatura ambiente ou com aquecimento. Os rendimentos variaram entre 65,35% e 97,45%. Sendo caracterizadas e confirmadas por meio de técnicas espectroscópicas. A atividade antimicrobiana in vitro foi analisada nas cepas: Staphylococcus aureus; Enterococcus faecalis; Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa, seguindo o protocolo de microdiluição, porém seu resultado de inibição não foi satisfatório. Todas substâncias foram submetidas ao ensaio de viabilidade celular (MTT), para a avaliação da atividade antiproliferativa in vitro, em linhagem tumoral gástrica (AGP01), com comparação de dose resposta à linhagem celular normal de pulmão (MRC-5). As substâncias AMB, 34M, MEB, PEB e EBA, apresentaram atividade citotóxica significativas. O que pode representar novas possibilidades farmacológicas, até pelo fato, das mesmas não terem sido testadas nesta linhagem de célula.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos do antioxidante tempol nas alterações bioquímicas e estruturais induzidas pela metaloproteinase de matriz 2 no coração(Universidade Federal do Pará, 2020-09-11) GONÇALVES, Pricila Rodrigues; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390; https://orcid.org/ 0000-0002-3328-5650; PRADO, Alejandro Ferraz do; http://lattes.cnpq.br/7016475842644161; https://orcid.org/ 0000-0001-7495-9837A expressão da MMP-2 é elevada em muitas patologias cardiovasculares como infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca, onde a remodelação do tecido e as respostas inflamatórias são perturbadas. Alterações na homeostase da MEC podem levar à disfunção cardíaca. Às MMPs mais analisadas em relação à disfunção cardíaca são a MMP-2 e MMP-9. Já foi demonstrado que inibidores de ERO, como antioxidantes, reduzem a expressão de MMP-2 em tecido vascular. Sendo assim antioxidantes com o Tempol tem grande potencial para atuar nesses mecanismos. Diante disso avaliamos a atividade e a pureza da rhMMP-2 pelo método de zimograma e SDS-PAGE corado pela prata. Os animais foram divididos em 4 grupos de tratamento. O grupo 1: recebeu salina a 0,9%; grupo 2: Tempol 18 mg/kg/v.o; grupo 3: MMP-2 150 ng/kg/i.p; grupo 4: Tempol 18 mg/kg/v.o + MMP-2 150 ng/kg/i.p; durante 4 semanas. Ao final do tratamento o coração foi coletado para quantificação de colágeno, quantificação das ERO por microscopia de fluorescência e imunofluorescência para TNFα e TGF-β. Após as analises, nossos resultados mostraram que a rhMMP-2 estava pura e ativa e que não houve diferença na média de peso dos animais (P>0,05). Já no grupo tratado com rhMMP-2 e Tempol, houve diminuição na razão peso coração/peso corporal, comparados ao grupo controle (P<0.05). O Tempol foi capaz de diminuir o colágeno no coração dos animais tratados com rhMMP-2. Vimos também a rhMMP-2 aumentou ERO no coração, o que foi impedido pelo Tempol. A rhMMP 2 também levou ao aumento de TNF-α e TGF-β no coração, no entanto o TGF-β foi reduzido pelo Tempol. Em conclusão, a infusão de rhMMP-2 aumentou as ERO cardíacas, que pode levar ao estresse oxidativo, com consequente aumento de TNF-α e TGF-β, podendo acarretar em um coração com perfil pró-fibrótico e inflamatório. No entanto, o Tempol foi capaz de reduzir o colágeno intersticial, inibir o aumento de ERRO, TNF-α, TGF-β e de aumentar catalase no coração.Tendo, o Tempol, potencial para inibir fatores que levam ao estresse oxidativo, inflamação e fibrose cardíaca.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Exposição ao MEHG provoca dano na medula espinhal: percepções a partir da análise proteômica e estresse oxidativo(Universidade Federal do Pará, 2020-08-27) EIRÓ, Luciana Guimarães; LIMA, Rafael Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/3512648574555468; https://orcid.org/ 0000-0003-1486-4013O metilmercúrio (MeHg) é considerado pela Organização Mundial da Saúde como um dos produtos químicos de maior preocupação de saúde pública. Assim, conhecendo a suscetibilidade das regiões do sistema nervoso central e a ausência de evidências sobre os efeitos na medula espinhal, este estudo teve como objetivo investigar mudanças proteômicas e bioquímicas na medula espinhal após a exposição prolongada do MeHg em doses baixas. Para isto, ratos Wistar machos foram expostos a uma dose de 0,04 mg/kg/dia por 60 dias. Depois disso, o proteoma foi identificado com posterior análise de sobre representação (ORA). Para a bioquímica oxidativa, os parâmetros antioxidantes (ACAP, TEAC, GSH) e pró-oxidantes (LPO e íons nitritos) foram avaliados. A análise proteômica mostrou várias proteínas alteradas que participam de processos biológicos, componentes celulares e funções moleculares. Houve um aumento nos níveis totais de mercúrio (Hg) na medula espinhal, assim como um aumento nos íons LPO e nitrito e uma redução nos parâmetros ACAP, TEAC e GSH. Portanto, a exposição a baixas doses de MeHg pode desencadear estresse oxidativo associado a mudanças no perfil proteômico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação do efeito imunomodulador da β-lapachona em modelo de sepse e in vitro(Universidade Federal do Pará, 2018-06-29) OLIVEIRA, Ana Lígia de Brito; BRAGA, Alaide; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390; https://orcid.org/ 0000-0002-3328-5650Sepse é uma resposta inflamatória sistêmica decorrente de uma infecção e falha na resposta imune do hospedeiro. Apesar dos tratamentos atuais, a sepse continua sendo umas das principais causas de morte em UTI. Assim, se torna necessário a pesquisa por novas terapias para o controle da infecção. A β-lapachona é uma orto naftoquinona obtida a partir da casca de Tabebuia avellanedae conhecida por sua atividade antimicrobiana e anti-inflamatória por meio da imunomodulação. Neste estudo, foi avaliado o efeito de β-lapachona sobre a infecção polimicrobiana induzida por ligadura e perfuração cecal (CLP). Camundongos swiss foram divididos em 4 grupos pré e pós tratados, sendo que um deles apenas recebeu o procedimento cirúrgico sem indução de CLP (Sham). Os demais receberam por via intraperitoneal solução salina 0,9%, Antibiótico (Ceftriaxona ou ertapenem) e β-lapachona 24 horas antes, momento da indução (Pré-tratamento) da CLP e 7 dias após CLP (Pós tratamento). A taxa de sobrevida foi analisada por um período de 16 dias. Após 12, 24 horas e 7 dias do procedimento cirúrgicos amostras dos animais de cada grupo foram coletadas e foi avaliado a migração leucocitária, carga bacteriana, parâmetros oxidativos (NO, MDA e TEAC) e fagocitose. Além disso, foi investigado in vitro a viabilidade celular do composto em diferentes concentrações. O grupo pré-tratado com β-lapachona mostrou aumento da taxa de sobrevivência de 100% em 16 dias. O pré- tratamento com β-lapachona causou um aumento na migração de células mononucleares e reduziu o número de neutrófilos para o peritônio. Apresentou também redução da carga bacteriana,níveis de NO e MDA reduzidos e aumentodos níveis de antioxidante no soro. Por outro lado, houve aumento nas concentrações de MDA nas amostras de órgãos dos animais apesar do aumento de antioxidantes totais. Com relação ao pós-tratamento verificou-se aumento de sobrevida em 60% e alguns parâmetros semelhantes ao grupo CLP tratado com salina. No ensaio de viabilidade celular verificou-se que a concentração de 1,00 µM manteve 82% viáveis.Assim, os melhores resultados do potencial efeito farmacológico do composto no pré-tratamento, pode ter ocorrido porque a intervenção terapêutica ocorre mais cedo no processo da doença em comparação com a situação clínica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Obtenção, caracterização e microencapsulação de extratos ricos em antioxidantes naturais a partir do co-produto das amêndoas do tucumã (astrocaryum vulgare mart.)(Universidade Federal do Pará, 2019-07-01) FERREIRA, Lindalva Maria de Meneses Costa; SILVA JÚNIOR, José Otávio Carréra; http://lattes.cnpq.br/4437885351749994; https://orcid.org/ 0000-0003-1691-1039Este trabalho objetivou microencapsular o extrato do co-produto das amêndoas do tucumã (Astrocaryum vulgare Mart.) por spray drying usando maltodextrina como agente encapsulante. As técnicas de termogravimetria e espectroscopia na região do infravermelho, atividade de água, microscopia eletrônica de varredura, potencial zeta serviram para caracterização do extrato microencapsulado. O total de polifenóis, flavonoides e taninos condensados do extrato microencapsulado foram determinados por espectroscopia UV e identificados por cromatografia líquida de ultra-alta performance, a atividade antioxidante foi mensurada por ABTS e DPPH. As micropartículas mostraram heterogeneidade, estrutura esférica e sem fissuras confirmando a eficiência do processo de microencapsulação utilizando a maltodextrina como agente encapsulante. O extrato microencapsulado apresentou valores de polifenóis totais entre 130 mg ± 0,024 e 104,7 mg EAG/100g ± 0,024, flavonoides totais 27,17 ± 0,002 e 25,36 mg QE/100g ± 0,004 e taninos condensados 62,07 100g ± 0,137 e 47,95 mg CE/100g ± 0,087 e boa atividade antioxidante para os dois métodos testados. A análise por cromatografia líquida de ultra-alta performance identificou a presença do ácido gálico e ácido cafeico. De modo geral, os resultados mostraram boa utilidade do co-produto do tucumã na forma de micropartículas rica em compostos antioxidantes, adicioanadas em pães e exploradas como alimento funcional.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação funcional de neutrófilos circulantes em portadores de leucemia mielóide crônica antes e após o início do tratamento com mesilato de imatinibe(Universidade Federal do Pará, 2019-07-02) DAMASCENO, David Wendell Isacksson; RIBEIRO, Carolina Heitmann Mares Azevedo; http://lattes.cnpq.br/3848996822163999; https://orcid.org/ 0000-0002-9457-2733Objetivo: Avaliar a função dos neutrófilos em portadores de leucemia mielóide crônica (LMC) antes e após o início do tratamento com mesilato de imatinibe (MI). Material e Métodos: Participaram da pesquisa 13 pacientes diagnosticados com LMC (casos novos), com idade média de 51 anos, de ambos os sexos, selecionados no ambulatório de hematologia do Hospital Ophir Loyola, Belém-PA. Realizou-se nesse grupo três coletas sanguíneas. A primeira coleta no momento do diagnóstico com o paciente sem tratamento (Grupo B1), a segunda coleta após um mês do tratamento com MI (Grupo B2) e a terceira coleta após quatro meses de tratamento (Grupo B3). O grupo controle (Grupo A) constituiu de 13 voluntários sadios de ambos os sexos. Além do hemograma e leucograma, realizou-se também os ensaios de fagocitose e o teste citoquímico de redução espontânea do tetrazólio nitroazul (NBT) para avaliar o metabolismo oxidativo dos neutrófilos. Resultados: A avaliação da função fagocítica indicou diferença estatística quando comparado o Grupo A com os Grupos B1, B2 e B3, p=0,0001. Os grupos B1, B2 e B3 apresentaram menores índices fagocíticos (IFs) com 2,07±0,5; 1,99±0,4 e 1,97±0,6 respectivamente, em relação ao Grupo A com 3,72±0,8. Na avaliação do metabolismo oxidativo não houve diferença estatística entre o grupo A com os grupos B1, B2 e B3, p=0,2997. Discussão: Os resultados demonstraram que os pacientes sem tratamento apresentaram menor IF em relação ao grupo controle. Isso significa que mesmo o paciente possuindo inúmeras células do processo proliferativo, estas células estão com as suas funções diminuídas. Os pacientes tratados com MI também apresentaram menor IF em relação ao grupo controle. Ainda que o número de leucócitos e neutrófilos tenha reduzido nestes pacientes, a capacidade fagocítica destas células manteve-se diminuída. Não houve diferença estatística quanto à ativação do metabolismo oxidativo na prova de redução do NBT. Isso significa que a produção de EROs pelo sistema NADPH oxidase não apresenta alteração independente do tratamento com MI. Conclusão: Houve redução da quantidade de neutrófilos circulantes após o início do tratamento com MI. A função fagocítica dos neutrófilos manteve-se diminuída após o início do tratamento com MI. O metabolismo oxidativo dos neutrófilos não apresenta alteração independente do tratamento com MI. Logo, estudos adicionais são importantes para avaliar o exato mecanismo de alteração de função envolvidos nesses pacientes para permitir um melhor direcionamento em relação à terapia utilizada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Exposição a rifampicina e adesão ao tratamento da tuberculose pulmonar(Universidade Federal do Pará, 2020-08-28) ELIAS, Gisely France Abrantes; VIEIRA , José Luiz Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2739079559531098; https://orcid.org/ 0000-0003-4842-8762; VASCONCELOS, Flávio de; http://lattes.cnpq.br/3695753129639448; https://orcid.org/ 0000-0001-9568-6268A Tuberculose (TB) é uma doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, afetando geralmente os pulmões e levando ao óbito. O Ministério da Saúde recomenda para o tratamento dos casos novos de tuberculose pulmonar a associação de quimioterápicos administrados em duas fases: a intensiva, que dura dois meses, e são administrados Rifampicina (600 mg), Isoniazida (300 mg), Pirazinamida (1600 mg) e Etambutol (1100 mg) (2RHZE) e a de manutenção, por quatro meses, quando são administrados Rifampicina (600 mg) e Isoniazida (300 mg) (4RH). A dose plena de medicamentos é indicada para pacientes acima de 50 Kg. Um determinante do sucesso terapêutico é a exposição do bacilo por determinado intervalo de tempo a concentrações efetivas dos quimioterápicos, isto é, acima da concentração inibitória mínima (CIM), que no caso da rifampicina varia entre 0,05 ug/ml a 0,5 ug/ml, além disso, estudos mostraram que concentrações plasmáticas máximas do fármaco acima de 8,0 ug/ml estão associadas a elevada taxa de sucesso terapêutico. Entretanto, há uma alta variação intra e interindividual nas concentrações plasmáticas de rifampicina nas doses terapêuticas usuais, causada por fatores relacionados ao paciente e ao medicamento dispensado, as quais podem interferir na exposição, bem como as doses administradas e as medidas antropométricas dos pacientes. O objetivo do presente estudo foi investigar os fatores que influenciam a concentração plasmática quando da exposição à rifampicina no tratamento da tuberculose pulmonar em uma Unidade Básica de Saúde de Belém/Pa. Foi realizado um estudo transversal e observacional de 70 casos de sujeitos de ambos os sexos, com diagnóstico clínico, radiológico e laboratorial de tuberculose por M. tuberculosis, distribuídos nas fases intensiva e de manutenção do tratamento. Foram determinadas as concentrações plasmáticas de rifampicina, bem como aferidas as medidas antropométricas de peso, altura, percentual de gordura e circunferência abdominal de cada indivíduo e a aplicação do Teste de Morisky-Green para avaliar a adesão. Dessa forma, a casuística incluída no estudo foi composta principalmente de homens adultos com baixa escolaridade e renda. As concentrações plasmáticas de rifampicina foram acima da concentração inibitória mínima do M. tuberculosis indicando exposição adequada ao fármaco, o que pode ser aferido pela elevada proporção de pacientes que apresentaram conversão da baciloscopia ao final do primeiro mês de tratamento. O sexo não foi um preditor da variação das concentrações plasmáticas de rifampicina. A fase de tratamento foi considerada um preditor de variação das concentrações plasmáticas do fármaco. As concentrações de rifampicina não se associaram ao Índice de Massa Corporal, circunferência abdominal e percentual de gordura tanto em pacientes na fase intensiva, quanto naqueles na manutenção do tratamento. A adesão ao tratamento da tuberculose foi de 88.1% e 82.14% nos pacientes nas fases intensiva e de manutenção, respectivamente. As concentrações plasmáticas de rifampicina não se associaram ao Teste de Morisky-Green.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação de neutrófilos circulantes em pacientes com neoplasias mieloproliferativas philadelphia negativas em tratamento quimioterápico(Universidade Federal do Pará, 2018-06-27) SARGES, Érica dos Santos; RIBEIRO, Carolina Heitmann Mares Azevedo; http://lattes.cnpq.br/3848996822163999; https://orcid.org/ 0000-0002-9457-2733As neoplasias mieloproliferativas (NMPs) fhiladelfia (Ph1) negativas são um grupo de doenças das células sanguíneas mielóides que surgem a partir de uma alteração na célula-tronco hematopoiética. As mais clássicas são Policitemia vera (PV) e Trombocitemia essencial. As NMPs Ph1 negativas apresentam um curso clínico prolongado e de comportamento relativamente benigno, mas que não tem cura. A quimioterapia citorredutora atua não somente nos eritrócitos e megacariócitos, mas também tem sua ação nos leucócitos, especificamente nos neutrófilos. Uma das terapias empregadas é a Hidroxiureia (HU), que apresenta como um dos seus efeitos colaterais a neutropenia, estudos mostram que esse medicamento pode ter efeitos diretos nos neutrófilos. A identificação de possíveis alterações quantitativamente e qualitativamente de neutrófilos sob efeitos da quimioterapia citorredutora em pacientes com NMPs Ph1negativas representa um avanço na compreensão do tratamento nestas NMPs. Hemograma e leucograma fazem parte do protocolo de acompanhamento do tratamento. Para avaliar qualitativamente algumas funções os neutrófilos foram sensibilizados com zimosan, estimulando assim a fagocitose, em relação ao metabolismo, foi feito o teste citoquímico de redução espontânea do tetrazólio nitroazul (NBT), além de quantificação de mieloperoxidase (MPO) através da citometria de fluxo. Neste estudo foram realizadas todas as metodologias citadas anteriormente para avaliação quantitativamente e qualitativamente em amostras de sangue de 46 pacientes (PV=17; TE=29). Os pacientes portadores de PV apresentaram menor IF que os indivíduos do grupo controle, com p=0,0002 (2.83±1,28; 3.83±1,38 respectivamente). O mesmo foi observado nos pacientes com TE que apresentaram menor índice que os indivíduos controles com p=0,0002 (2.85±1,34; 3.83±1,38 respectivamente). Nossos resultados mostraram que não houve diferença quanto à ativação do metabolismo oxidativo na prova de redução do NBT, entre o grupo controle com o grupo PV em uso de HU, com p=0,9047 (5±2,7; 2,9±3,5 respectivamente) e grupo controle com grupo TE em uso de HU, apresentando p=0,2870 (5±2,7; 5±6,9 respectivamente). O teste de MPO foi realizado todos os pacientes com NMPs que estavam sob regime do tratamento com HU. Nossos resultados mostraram que não houve diferença entre o grupo controle e os pacientes do grupo com PV, com p= 0,8438 (98,47±1,15; 98,54±1,46 respectivamente), o mesmo foi observado com os controles e portadores de TE, com p=0,5842 (98,47±1,15; 97,93±3,21 respectivamente). Os pacientes portadores de PV e TE que faziam uso de HU apresentaram alterações qualitativas nos neutrófilos, no qual, o uso de HU diminui a atividade fagocítica dos neutrófilos nestes pacientes.
