Programa de Pós-Graduação em Artes - PPGARTES/ICA
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/6805
O Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGARTES) é um programa do Instituto de Ciências da Arte (ICA) da Universidade Federal do Pará (UFPA) e em nível de Mestrado acadêmico teve a sua primeira turma constituída no ano de 2009 e o primeiro Processo Seletivo para o Doutorado acadêmico se deu no primeiro semestre de 2016.
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) 1900 – O RANGER DA LIBERDADE: A memória como indutora de performances de rua(Universidade Federal do Pará, 2020-12-04) SANTOS JUNIOR, Paulo César Sousa dos; BEZERRA, José Denis de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9404514273838260O presente memorial dissertativo apresenta e analisa o processo criativo 1900 – o ranger da liberdade, um conjunto de performances desenvolvido pelo Zecas Coletivo de Teatro, nas ruas da região metropolitana de Belém do Pará no ano de 2019. A pesquisa objetivou evidenciar a importância e as multicamadas de significações de trabalhos de performances cênicas, como processo prático-teórico, em interface com os estudos da história e da memória social e cultural, a partir dos postulados de Le Goff (2013), Nora (1993), Candau (2011), e Assmann (2011). Sobre as questões referentes à linguagem, propusemos uma reflexão sobre a relação entre o teatro e a performance na perspectiva do “entre”, em Bonfitto (2013) e Féral (2015); e sobre as especificidades da linguagem da performance embasadas em Cohen (2013), Goldberg (2007), Glusberg (2009), Schechner (2006; 2010), e Pavis (1996; 2017). A partir desse universo, abordamos a noção de experienciar a rua na relação entre os performers, os transeuntes e a cidade, no diálogo com as discussões sobre práticas cênicas na rua, propostas por Carreira (2007; 2009; 2011; 2012; 2020), Teles e Carneiro (2005). Como resultados, apontamos: a) a realização de oito performances de rua; b) a proposição do método de instigação e do dispositivo de criação, agenciados durante a pesquisa, a partir dos estudos de Rangel (2015) e Sales (2011) sobre o processo criativo como metodologia de pesquisa em artes, Cypriano (2015) sobre a potência dos processos criativos em performance e Ribeiro (2019) sobre o conceito de lugar de fala; e c) a memória como indutora de performances de rua, como base de criação de obras artísticas desalienantes que, em um diálogo entre o passado e o presente, expõem, performaticamente, questões que potencializam o respeito com as diferençasTese Acesso aberto (Open Access) A Práxis educativa no curso de licenciatura em Artes Visuais da UFPA: o olhar histórico-crítico de uma egressa(Universidade Federal do Pará, 2025-10-24) BARROS, Amanda Cristine Modesto; BRITO, Márcia Mariana Bittencourt; http://lattes.cnpq.br/3710898379776654; https://orcid.org/0000-0001-9966-8534; SOUZA, José Afonso Medeiros; MAGALHÃES, Ana Del Tabor Vasconcelos; SILVA, Kátia Augusta Curado Pinheiro Cordeiro da; http://lattes.cnpq.br/6045766440369156; http://lattes.cnpq.br/0310909316607481; http://lattes.cnpq.br/9567141312757077; https://orcid.org/0000-0002-2588-9948; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0002-9808-4577Esta pesquisa aborda a Epistemologia da Práxis no curso de Licenciatura em Artes Visuais da UFPA, observando criticamente a história do currículo da formação inicial de professores e traçando reflexões a partir das escolhas culturais, políticas e/ou ideológicas que circundam a criação do currículo na dimensão das relações sociais e nas disputas de poder simbólico/cultural que se instauram a partir da sua implementação. Trata-se do olhar de uma egressa que esteve na graduação entre 2012 e 2016. Uma mulher cis, preta e amazônida, professora atuante na educação formal e não-formal, de áreas periferizadas, situadas entre Belém e Ananindeua-PA; e também, artista local focada na produção poética/visual da estética que permeia o imaginário amazônico, a partir da linguagem técnica de ilustração e histórias em quadrinhos. O intuito desse estudo, é propor reflexões entre os territórios da vida acadêmica no ensino superior, o cenário das Artes Visuais no cotidiano da escola pública e criar um documento escrito e visual – esta tese - que democratize o acesso à memória coletiva e institucional desta formação inicial de professores. Assim, propõe-se uma mediação reflexiva sobre essas margens epistêmicas; e, a relação da academia com a sociedade, a partir do currículo. Considerando perspectivas progressistas e de emancipação social a partir das proposições teóricas de Paulo Freire, Kátia Augusta Curado, Tomaz Tadeu Silva, cujos temas conduzem um processo de pesquisa pautado na metodologia do materialismo histórico-dialético e com isso, fundamenta-se a sugestão da epistemologia da práxis educativa como perspectiva de ensino pertinente à Educação e às Artes Visuais. Além disso, para que se possa visualizar pontos marcantes da história política desta graduação, envolvendo a memória coletiva de discentes, docentes e outros membros da comunidade acadêmica, realiza-se um registro poético/visual das narrativas de relatos vivenciados por este grupo, possibilitando que a visualidade do passado, inspire os caminhos epistemológicos de pesquisa no futuro.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Alma de papel: proposta conceitual para um curta-metragem de animação stop motion em devir(Universidade Federal do Pará, 2017) RIBEIRO, Brena Gomes; ALMEIDA, Ivone Maria Xavier de Amorim; http://lattes.cnpq.br/5012937201849414Nesta pesquisa, apresento um estudo sobre o processo de criação de uma proposta conceitual para a produção de curta-metragem de animação em stop motion, chamado Alma de Papel. As várias etapas do estudo incluem a vivência proporcionada pelo Laboratório de Animação das Oficinas Curro Velho, onde entrei em contato com as técnicas e materiais utilizados. Também há um histórico do Cinema de Animação, com a contribuição de conceitos proporcionados por autores cujas análises aproximam-se da esfera simbólica da história do cinema, como Arlindo Ribeiro Machado para quem o cinema materializa um movimento milenar de “representação do imaginário”, e Edgar Morin que expõe a realidade semi-imaginária do homem. A metodologia da pesquisa dialoga com a face “noturna” do filósofo francês Gaston Bachelard, ou seja, sua “metafísica da imaginação poética” e sua sistemática de investigação da gênese da imagem poética a partir dos arquétipos dos 4 (quatro) elementos da natureza (ar, água, terra e ar), ao qual acrescento mais um (elemento éter), além de incluir a influência do dispositivo Dilatador Elemental, criado na disciplina Movimento Criador no Ato Teórico e os valores atribuídos por Ítalo Calvino à poesia para a sistematização do estudo. Sônia Rangel e Cecília de Almeida Salles aparecem na investigação sobre o processo de criação e sua relação com a realidade vivida pelo autor. Para conduzir o presente trabalho, admito, como objetivo precípuo, demonstrar a ligação entre o modus operandi da criação da proposta conceitual de um filme, ou seja, os procedimentos metodológicos utilizados em sua feitura, e a sua faceta consequente do contexto histórico-social vivenciado e experienciado por seu (s) criador (es), contexto esse em plena influência amalgamada ao devir do imaginário destes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Amatória: práticas artísticas de uma feminista que reescreveu uma parte da memória líquida de seu corpo(Universidade Federal do Pará, 2019-06-26) GARCIA, Maryori Katherine Cabrita; LEÃO, Ana Cláudia do Amaral; http://lattes.cnpq.br/3091200390689592O presente trabalho em artes, intitulada “Amatória, práticas artísticas de uma feminista que reescreveu uma parte da memória líquida de seu corpo” contém oito livrinhos, A-M-A-T-Ó-R-I-A, onde estão presentes meus processos poéticos: ilustrações, rascunhos poéticos, memes poéticos, fotografias, colagens, relatos e crônicas, as quais são experiências de arte/vida/gênero. Memórias líquidas de amores/desamores pessoais e familiares desaguadas nas minhas mínguas, lágrimas, alegrias, suores, mudanças, mortes, raivas, sangues, dores, ódios, feminicídios, estupros, assédios, perdas, interrupções voluntárias da gravidez, pulsões, mãosturbações. Aqui tudo mergulha em mim, como mulher, filha, neta, amiga, estudante, feminista, professora, pesquisadora, artista, deusa, animal e humana. Todas elas me desdobram nos agires da minha vida cotidiana e criativa. Não obstante, os oito livrinhos em Amatória vão deixando seu flutuar de passados/presentes. A possibilidade de criar/sentir práticas curativas no corpo. Insistir em práticas amorosas diferentes para se contrapor às práticas de ódio do sistema patriarcal, que é narrado como amor, mas é machista, sexista, racista, explorador, misógino e - a meu ver – existente em nossas sociedades da América do Sul e América Latina. Porém, deixo aqui os fatos emborráveis. No entanto, vocês acharão uma escrita que sana dores. Joguei fora experiências amargas que levam as marcas da violência de gênero. O percurso todo são práticas amatórias, com o fim de partilhar a importância de caminhar sozinha, de tomar tempo para si, de cuidar de si, escutar-nos, de dar-nos ternura, fortalecer nossos imaginários corporais, sexo -afetivos e exercitar nossa autonomia como sujeitas criadoras de novos vínculos com o corpo, o sexo e os relacionamentos. Reafirmar-nos criadoras e merecedoras de amor próprio! Minha intenção é reescrever novas memórias líquidas e amorosas em meu corpo, pois sou uma feminista amorosa que deseja dar seus grãos de águas neste caminho da vida, da vida criativa e vida sexual. Expus uma narrativa às vezes muito repetitiva quanto à criança e meu Eu social, como mulher, latina e heterossexual de seus contextos familiares andinos e venezuelanos, tentando acolher as imagens da minha mãe e as vovós de minhas lembranças, e assim nos reconciliar. Para fins metodológicos usei fontes diversas: feminismos negros plurais, romances de escritoras negras brasileiras, textos de antropologia, crítica de arte, psicologia terapêutica, poesia; desencadeados numa cachoeira de Mar-Rio, onde se misturam as águas barthesianas e os fluxos críticos e amorosos das escritoras e feministas Lívia Natália, Conceição Evaristo e Vilma Piedade, entre outras, que deram-me a cachoeira de água salobre e outras bem doces, enquanto nadei até o fundo de meu corpo, e por isso me acharão narrando em primeira pessoa e outras vezes como as outras flores que moram em mim, pois sou uma floresta múltipla e inconclusa. Meus processos da vida/arte não têm resultados, nem dados, só têm experiências, exercícios que saem das minhas memórias líquidas de lá da Venezuela e de meu percurso Rios-risos, daqui de Belém do Pará.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Amazoniana, transzamazônia, transarte: a geoestética(Universidade Federal do Pará, 2015-08-17) PRADO, Alcidean Augusto Brasil; SOUZA, José Afonso Medeiros; http://lattes.cnpq.br/6045766440369156; MANESCHY, Orlando Franco; http://lattes.cnpq.br/6198572031091761Em Amazoniana, Transzamazônia, Transarte: a Geoestética abordar-se-á questões sobre o lugar da imagem na Amazônia, o lugar da matéria na região, o lugar do tempo na Amazônia. Como esses ciclos de tempos entre o espaço da imagem, o território da matéria e a entropia se dão na Amazônia, é o que decidirá quando e como surgem os ciclos da Amazoniana. Amparado no objeto de pesquisa, o projeto Amazônia, lugar da Experiência1, começa a pensar a região pelo substrato do projeto, a Coleção Amazoniana de Arte, para chegar à Amazônia como objeto maior a ser investigado na compilação dos quatro ensaios de visualidade, os quais são subdivididos por sete mônadas². Partindo para a Amazônia por questões suscitadas pela Amazoniana e com o objetivo de trazer à luz os efeitos e estados da região sobre questões da Estética, da Imagem e da Arte para discutir domínios da visualidade sob o desenvolvimento da Amazônia, a partir de uma pergunta: “Qual o lugar da imagem na Amazônia?”.Tese Acesso aberto (Open Access) Os amigos que desconheço : performance(s) do caminhar e a guerrilha dos cuidados no Antropoceno(Universidade Federal do Pará, 2022-06-22) MOTA, Artur Dória; ALENCAR, Cesário Augusto Pimentel de; http://lattes.cnpq.br/0024366223698692Os amigos que desconheço é um processo de criação artística e poética concebido como uma performance caminhante em que o caminhar é composto como um fundamento e qualidade de guerrilha e posto em prática como um cuidado de pensamento e ação em relação à emergência e a permanência do Antropoceno. Se o Antropoceno, a época geológica do homem, o homem tornado força geológica, indica um tempo inexorável de intensificação das catástrofes em todo o planeta, como é possível caminhar-viver por entre catástrofes? E o que o caminhar pode nos fazer ver e criar como linha de fuga e deserção em relação ao modo como temos vivido, sobretudo, frente às estruturas de colapso que são os grandes centros urbanos? Assim, este caminho artístico é pronunciado através dos impactos e das metamorfoses que afetam o performercaminhante em um mundo que rapidamente e violentamente se atropela de novas premissas à vida. Os calçados, nesse sentido, se situam como o ponto de partida que o orientam na trama deste processo-caminho. Aparecem como imagens espectrais que insinuam tragédias. Calçados nas ruas: que dizem da falência do mundo e o que podem sugerir de histórias e/ou situações que suscitem sensibilidades e/ou cuidados que nos fortaleçam e/ou apontem outros caminhos? Para pensá-los nestes termos, performei um modo de ir e de me fazer ao encontro deles; sou seu amigo, eu lhes disse. Junto a eles é que esse processo foi se alargando – dando origem, inclusive, a séries performativas consequentes – e sendo esculpido através de inúmeras linhas de escrituras e densidades literárias, entre enxertos e estratos de pensamento, fragmentos poéticos e insinuações teóricas e/ou imagéticas, que especulam e discorrem, à sua maneira, acerca dos modos e das possibilidades de caminhar e, portanto, de existir, em um mundo cada vez mais hostil ao corpo e aos corposTese Acesso aberto (Open Access) Ânima trama: dança e artes mágicas como processo de autocriação.(Universidade Federal do Pará, 2021-02-01) LAVAND, Ana Rosangela Colares; SAPUCAHY, Ana Flávia Mendes; http://lattes.cnpq.br/6144243746546776Esta é uma tese memorial que tem como espaço de pesquisa o processo de criação da obra de dança contemporânea Ânima Trama, adotando como mote a dimensão feminina familiar da pesquisadora e suas relações com as poéticas manuais femininas, práticas artesanais que se utilizam de tecido, linha e agulha. A pesquisadora declara ser aranha tecelã e assume como corpo de pesquisa suas oito pernas, as quais são dimensões de percepção e análise da obra, ou espaços por onde o processo de criação se espalha. A metodologia de pesquisa é entendida como uma teia labirinto, metáfora da produção de conhecimento em arte, teia porque a matéria que a compõe é orgânica, visceral e de natureza sutil, pois advém do corpo da pesquisadora, e labirinto por suas múltiplas possibilidades de percurso, onde perder-se é sempre possibilidade. O fio condutor da pesquisa é o fio da vida aqui representado pelo cordão umbilical e a partir desta ideia de linhagem feminina, sua dimensão mágico-religiosa e suas tessituras, a pesquisadora apresenta a noção de autocriação, por afirmar que enquanto cria a obra vivencia uma série de questionamentos e ajustes de coerência frente ao mundo e a si mesma, passando a autocriar-se, sendo assim um processo de criação da obra e autocriação de si.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Animação Audiovisual Paraense: formação do campo e narrativas quadro a quadro(Universidade Federal do Pará, 2018-11-14) DUARTE, Andrei Miralha Padilha; AZEVEDO, Ana Lucia Lobato de; http://lattes.cnpq.br/9182752708471137Esta pesquisa compreende a formação do campo da animação audiovisual paraense, segundo os conceitos de campo, de Pierre Bourdieu, e Estados da Arte, de Howard Becker. Desta forma, desenvolvo descrições e narrativas históricas a partir do início da década de 70, mas com foco principal sobre o período de 2003 a 2018, que compreende o lançamento do primeiro curta de animação paraense até a atual produção de séries de animação paraenses para a TV. Proponho a divisão deste período em três fases, a partir da análise das características das produções, como: formato, técnicas, difusão, metodologias e captação de recursos utilizados para a realização das obras. Observo a atuação e movimentação de alguns artistas, a formação de grupos e estúdios, assim como as principais instituições e políticas públicas que favoreceram o desenvolvimento desse campo no Pará. Nesse recorte de pesquisa, abordo as produções de obras audiovisuais autorais de animação apresentadas em mostras, festivais, TV e internet, portanto vídeos publicitários e institucionais não serão avaliados. É importante destacar que os filmes elencados neste estudo, apresentam animação de personagens, assim, não trato de obras em motion graphics. Obras inacabadas ou que não foram publicizadas também não fazem parte da pesquisa, embora possam ser citadas como parte do percurso profissional de algum artista ou grupo de animadores. Como sou personagem de muitos acontecimentos e produções que descrevo, incluo meus depoimentos pessoais em algumas passagens das narrativas por meio de uma auto-etnografia, como forma de contribuir para melhor compreensão de alguns momentos relatados . Relaciono eventos e produções como quadros-chave num grande mosaico histórico a fim de contribuir na compreensão deste campo artístico no Pará. Realizo este estudo, por meio da pesquisa de campo participante, entrevistas, pesquisa bibliográfica e filmográfica, observando eventos socioculturais, personagens, produções, tecnologias, políticas e instituições que contribuíram para o desenvolvimento da animação paraense.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Arte da voz e do corpo: poéticas de narradores urbanos (Melgaço-PA)(Universidade Federal do Pará, 2015-05-28) VIEGAS, Jurema do Socorro Pacheco; SILVA, Joel Cardoso da; http://lattes.cnpq.br/6918547599708778Nesta pesquisa objetivamos analisar poéticas orais em vozes de moradores que habitam a cidade de Melgaço, no Marajó das Florestas-PA. Tomando por base o entrelaçamento rural-urbano na Amazônia e considerando que uma série de pesquisas sobre narrativas orais centraram-se em territórios rurais, interpretamos estas narrativas como modos de vida, criação, vivência artística e cultural produzidas em poéticas da voz, performances e estéticas por moradores urbanos de Melgaço; mapeamos movimentos criativos para apreender formas como os narradores socializam estas histórias que são inventadas, recriadas, sofrem adaptações ou entram em desusos nos viveres urbanos. Seguindo orientações teóricas dos Estudos Semióticos, Literários, Linguísticos, Psicológicos, Antropológicos e Culturais, em conexões com o campo da Arte, por meio da metodologia da História Oral, esforçamo-nos para adentrar a poeticidade oral de uma cidade da Amazônia Marajoara, captando a estética do imaginário que se elabora no cotidiano do sabercriar, gestado na arte do contar e do ouvir por moradores de Melgaço. Em nossa percepção, as narrativas orais urbanas recuperam, em seu conteúdo, memórias afroindígenas, heranças históricas, saberes práticos, artísticos, simbólicos, psicológicos, filosóficos e religiosos transmitidos de geração a geração em forma de aconselhamento e conduta humana. Mergulhados neste universo, descobrimos, pela morfologia da arte oral, que Melgaço, na voz de cada depoente, é o lugar de acolhimento, trabalho, encontros entre amigos e luta pela vida. Pelas vozes performatizadas, os poetas-narradores exteriorizam sentimentos de dedicação, carinho e amor pela cidade. A poética da voz visibiliza estéticas do imaginário local em que a arte de narrar tem um valor singular na vida de cada poeta por compartilhar felicidade, deleite para a alma, terapia para o corpo, momento de encontro e diálogo com o outro, entrelaçando diferentes tempos, espaços e gerações.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A arte e cultura como motriz da formação docente: contribuições do Programa Esperançar para a formação continuada de professores da rede municipal de ensino de Belém/PA(Universidade Federal do Pará, 2026-02-10) BENTO, Matheus dos Santos; BRITO, Márcia Mariana Bittencourt; http://lattes.cnpq.br/3710898379776654; https://orcid.org/0000-0001-9966-8534; BRITO, Márcia Mariana Bittencourt; SMITH JÚNIOR, Francisco Pereira; STOCO, Sávio Luís; FERREIRA, Maria Jucilene Lima; http://lattes.cnpq.br/3710898379776654; http://lattes.cnpq.br/4369023473293807; http://lattes.cnpq.br/3206903170798612; http://lattes.cnpq.br/0113230546537866; https://orcid.org/0000-0001-9966-8534; https://orcid.org/0000-0002-6336-9249; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0002-0456-3842Esta pesquisa analisa as contribuições do Programa Esperançar para a formação continuada de professores da rede municipal de ensino de Belém/PA, enfocando a arte e a cultura como elementos constitutivos e transformadores da prática docente. O estudo, de natureza qualitativa e fundamentado na Epistemologia da Práxis, recorreu à análise documental, revisão bibliográfica e à aplicação de questionários com 93 professores participantes. A dissertação estrutura-se em três partes principais: o exame das relações entre arte, cultura e identidade no contexto amazônico-belenense; a análise do Programa Esperançar como proposta pública de formação, baseada na Investigação Temática Freireana e na pedagogia da alternância; e a discussão da arte como motriz da formação humana e a avaliação de seus impactos nas escolas. Os resultados evidenciam que o programa fomentou uma formação docente sensível ao território, na qual a arte operou como ferramenta de investigação e expressão da realidade local, e a cultura atuou como matriz pedagógica para a identificação de temas geradores. Os educadores relataram avanços na leitura crítica do entorno e no planejamento curricular contextualizado. A pesquisa também identificou desafios, como a insuficiência de professores especialistas em artes na rede e a dificuldade de sistematização das práticas artísticas após a formação. Conclui-se que o Programa Esperançar configura uma alternativa formativa de caráter emancipatório, que integra de forma potente a criação artística, os saberes locais e a reflexão crítica. A experiência demonstra a viabilidade e a necessidade de se conceber a arte e a cultura como eixos estruturantes das políticas públicas de formação docente.
