Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais - PPGCA/IG
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2854
O Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) integra o Instituto de Geocências (IG) da Universidade Federal do Pará (UFPA) em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA/Amazônia Oriental) iniciou suas atividades em 2005 com o Mestrado Acadêmico e em 2011 com o Doutorado Acadêmico.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais - PPGCA/IG por Área de Concentração "CLIMA E DINÂMICA SOCIOAMBIENTAL NA AMAZÔNIA"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Acidentes com transportes hidroviários e os extremos meteorológicos no nordeste da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2015-03-30) SANTOS, Suanne Honorina Martins dos; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401Este estudo analisou os acidentes com transportes hidroviários de passageiros e cargas no período de 2008 a 2013, em consequência dos extremos meteorológicos ocorridos no nordeste da Amazônia, geralmente com consequências graves a estrutura das embarcações e principalmente a perda de vida humana. Baseado em dados da Capitânia dos Portos da Amazônia Oriental, referente aos inquéritos sobre acidentes e fatos da navegação, pode-se caracterizar em que período esses acidentes mais ocorrem assim como a distribuição desses acidentes no tempo e no espaço, através de subáreas denominadas 1, 2 e 3, onde são classificados os acidentes mais comuns na subárea 1 do tipo naufrágio onde a bacia do Marajó se localiza com características de rios mais larga, na subárea 2 e 3 do tipo abalroamento onde as características morfológicas dos rios são mais estreitas, assim, além desses resultados obteve-se em relação a precipitação no período chuvoso (dezembro a maio) como sendo a maior responsável pelos acidentes ocorridos neste período que sofre forte influência de sistemas precipitantes como a Zona de Convergência Intertropical, Sistemas Convectivos de Mesoescala, Linhas de Instabilidade e Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis e, no período menos chuvoso (junho a dezembro) o vento é tido como principal variável que ocasiona acidentes no modal hidroviário, principalmente por ocasião da intensificação dos ventos alísios de nordeste, que encontram uma atmosfera livre de instabilidade, os acidentes tendem a ocorrer com maior frequência no horário das 12 às 24 horas. Deste modo, com a climatologia da precipitação com dados do Instituto Nacional de Meteorologia, pode- se mostrar através da climatologia da precipitação da área de estudos, diminuição do quantitativo das subáreas mais adentro do continente. O vento no período menos chuvoso age com maior intensidade na subárea 1, o maior número de vítimas se concentra em crianças e adultos, sendo em sua maioria com homens. Foi apresentado ainda uma abordagem dos aspectos socioeconômicos baseados nos riscos inerentes as embarcações, com cascos de aço naval e madeira. Este último representa a realidade da Amazôniapor possuir estrutura de mais fácil colapso e que acaba por vitimar o maior número de pessoas. Assim sendo, potencial ameaça a segurança da navegação de cargas e passageiros que leva em consideração particularidades socioeconômicas. Embora as embarcações com maior número de acidentes tenham sido os empurradores de balsas, construídos em aço naval. Neste sentido, o auxílio primordial da previsão do tempo na navegação pode reduzir o número de acidentes com embarcações hidroviárias, pois o desconhecimento das condições atmosféricas por parte daqueles que pilotam as embarcações é notoriamente precárias, em razão desse desconhecimento as chances de acidentes são elevadas, influenciando os aspectos socioeconômicos dos passageiros e proprietários das embarcações que navegam os rios pertencentes a baía do Marajó, rio Tocantins, rio Pará e rio Amazonas, que foram as hidrovias estudas neste trabalho de dissertação.Tese Acesso aberto (Open Access) Aerossóis de queimadas e internações hospitalares por doenças respiratórias em crianças no Estado do Pará.(Universidade Federal do Pará, 2021-05-31) MOURA, Maurício do Nascimento; SILVA, Glauber Guimarães Cirino da; http://lattes.cnpq.br/4792139391237534; https://orcid.org/0000-0003-1105-7603; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401; https://orcid.org/0000-0003-3253-5301Segundo a OMS, a cada quatro mortes de crianças abaixo de 5 anos, uma está relacionada à poluição do meio ambiente, o que equivale a 93% de crianças vivendo em ambientes com atmosfera poluída em todo o mundo. Esta pesquisa investigou a variabilidade das queimadas e das internações hospitalares por doenças respiratórias em crianças menores de 9 anos de idade, em uma região profundamente marcada por mudanças no uso da terra em todo o planeta, com anos consecutivos no ranking de desmatamento, seguido da queima da biomassa florestal: o estado do Pará. Foram analisados 18 anos de séries temporais de variáveis climáticas, PM2.5, AOD e saúde para dois municípios paraenses localizados em regiões com características ambientais e sociais muito diferentes, mediante um estudo ecológico de caráter epidemiológico. Em geral, os dois locais analisados mostraram um aumento na taxa de internação no segundo semestre de cada ano da série histórica, apesar de Santarém mostrar altos números desses registros durante todo o ano. O clima também mostrou um papel importante no aumento da incidência de síndromes respiratórias, porque deixa o ambiente propício à ação do fogo, entretanto, os resultados mostraram que anos sem anomalias climáticas significativas também podem apresentar altos registros de queimadas e PM2.5. Quando se analisou essas relações em apenas um ano e com recorde de queimadas, constatou-se uma combinação mais nítida entre as variáveis investigadas, com boa correlação estatística, bem como um surpreendente e preocupante aumento das queimadas no município de Santarém, chegando a superar Marabá, município que sempre esteve à frente com os maiores valores de desmatamento, queimadas e poluição do ar. Marabá percebe antecipadamente os efeitos das queimadas, em geral, dois meses antes de Santarém, sendo esta situação explicada pela localização geográfica, grau de preservação da floresta, resposta às oscilações climáticas, atividade industrial e ação de políticas públicas. Uma amostra retirada da série temporal mostrou que Marabá chega a atingir no auge da estação seca, níveis de atenção e de emergência para PM2.5, apresentando assim uma baixa qualidade do ar. Santarém não registrou níveis alarmantes, porém o monitoramento diário detectou muitos dias com níveis acima do permitido, de acordo com os padrões estabelecidos pela legislação ambiental. Os níveis de poluição detectados podem elevar o número de desfechos por doenças respiratórias, sobrecarregando o sistema de saúde pública do estado.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Alagamento e inundação urbana: modelo experimental de avaliação de risco(Universidade Federal do Pará, 2010-03-18) SANTOS, Flávio Augusto Altieri dos; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020Teve como objetivo desenvolver um modelo experimental de avaliação de risco de alagamento e inundação para Belém, a partir do modelo digital de elevação do terreno, do hidrograma de escoamento superficial e da vazão máxima do canal de drenagem principal da bacia hidrográfica da Travessa Quintino Bocaiúva. Na execução do trabalho foram utilizadas ferramentas de geoprocessamento para sistematizar os dados vetoriais relativo às unidades edificadas, eixo de vias e das cotas altimétricas para gerar o modelo digital do terreno. O desenvolvimento do sistema foi customizado através da linguagem de programação, objetivando facilitar e simplificar a operacionalização das rotinas de processamento das equações definidas para a execução do modelo hidrológico. Para a aplicação do modelo hidrológico a bacia hidrográfica foi subdividida em células de 25 m², sendo que para cada uma foi determinado sua cota de elevação e calculado o seu escoamento superficial com base na percentagem de impermebialização de cada uma. A vazão de pico do canal foi obtida através de campanhas de campo considerando duas situações: em condições de ocorrência de chuva de intensidade alta e outra sem influência de chuva. Para essas duas condições, também foi avaliado a influência das condições da maré do Rio Guamá sobre o canal principal da bacia. A coerência do modelo foi constatada a partir do teste de sensibilidade realizado para cada variável utilizada e sua validação feita com base nos dados de alguns eventos pluviométricos já ocorridos e checados através de matérias jornalísticas e registros fotográficos obtidos em campo no dia do evento. Os resultados obtidos indicam que o modelo hidrológico aplicado teve uma resposta positiva, e o sistema desenvolvido se mostrou eficiente e eficaz para ser aplicado como ferramenta de avaliação de risco de alagamento e inundação.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise da contribuição da pecuária bovina nas mudanças de uso da terra: uma abordagem multiescala no estado do Pará.(Universidade Federal do Pará, 2021-02-19) THALÊS, Marcelo Cordeiro; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031; https://orcid.org/0000-0002-6222-5534A Amazônia brasileira passou por vários ciclos econômicos, vinculados a exploração dos recursos naturais e integrados ao mercado mundial, os quais se intensificaram a partir da década de 1960 e mais recentemente com a expansão do agronegócio. Nesse processo de construção territorial, as mudanças de uso da terra ocorreram de forma heterogênea no espaço e no tempo, com mecanismos atuando em diferentes escalas. O objetivo desta pesquisa é analisar as mudanças de uso da terra e a contribuição da pecuária bovina no processo de construção territorial com a proposição de métodos e indicadores de monitoramento em diferentes escalas, do regional ao local, que colaborem na gestão territorial. No estado do Pará foi elaborada uma cartografia diacrônica das frentes pioneiras que permitiu representar e delimitar os contrastes regionais em regiões pioneiras. Posteriormente, essas frentes pioneiras foram relacionadas à dinâmica dos desmatamentos, por períodos, entre 2002 a 2017, o que possibilitou qualificar os territórios em consolidados, voltados à intensificação agropecuária ou em expansão, usados como estratégia de ocupação, além daqueles livres de desmatamento. No município de Paragominas, localizado em um território em consolidação, a dinâmica da paisagem foi analisada ao se sobrepor os mapas de uso da terra com os de aptidão do solo e distanciamento das rodovias principais e, ao final, propõem-se um modelo de restauração da paisagem. A dinâmica da paisagem pode ser representada em dois sistemas de uso da terra: o primeiro, baseado na expansão das pastagens nos vales arenosos e, o segundo, na agricultura mecanizada que atualmente se expande nos planaltos argilosos. Desses dois sistemas foram extraídas três lições para ajudar no processo de restauração da paisagem. A primeira aponta que a intensificação do uso da terra aumenta a pressão sobre as florestas, principalmente nas áreas mais adequadas; a segunda indica que a intensificação do uso da terra libera áreas não adequadas à mecanização que podem ser utilizadas para restauração florestal; a terceira, por sua vez, é uma governança local que poderia definir políticas espacialmente explícitas capazes de conduzir a uma transição da paisagem. Em áreas amostrais, no sudeste paraense, foram coletados os pontos de observação com a descrição visual das características das pastagens, as quais possibilitaram a construção de uma tipologia associada a processos de degradação das pastagens. Ao relacionar essa tipologia das pastagens aos índices da vegetação (NDVI, EVI-2, NDII-5, NDII-7), extraídos das imagens Landsat 7 (ETM+), observa-se que nas pastagens bem formadas ao se reduzir os percentuais de cobertura verde e de altura houve uma redução nos índices de vegetação. Nas pastagens degradadas e em degradação houve certa imprecisão em relação às pastagens bem formadas. As pastagens degradadas ou em degradação biológica foram melhor identificadas, mas apresentaram imprecisão em relação as pastagens bem formadas com baixa cobertura verde, enquanto as pastagens degradadas ou em degradação agrícola se confundiram com as pastagens bem formadas com alto a médio percentual de cobertura verde. Essa abordagem tem potencial para ser utilizada no monitoramento das áreas de pastagens, mas necessita ser aprimorada. As análises em diferentes escalas refletem a importância da compreensão das mudanças de uso da terra no processo de construção territorial cujo objetivo principal é de transformar esse conhecimento em um instrumento de fácil entendimento e de apoio às tomadas de decisão.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise da dinâmica da transição do regime de fogo na Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2023-06-21) TAVARES, Paulo Amador; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904; https://orcid.org/0000-0002-4008-2341; BARLOW, Bernard Josiah; http://lattes.cnpq.br/8559847571278134O bioma Amazônico tem passado por mudanças significativas de formas de uso e ocupação do solo, sendo impactado também pelas mudanças climáticas globais. Em consequência, a ocorrência de queimadas e incêndios florestais tem se tornado mais recorrente na Amazônia. Assim, é importante conhecer como ocorre o regime do fogo nessa região e suas interações com o uso do solo e o clima. Por essas razões, este estudo analisa a transição do fogo na Amazônia brasileira. No Capítulo 1, foi investigado como ocorre a transição do fogo ao longo do tempo na Amazônia brasileira, considerando as mudanças no uso da terra e cobertura florestal. Foram coletados dados anuais de ocorrência de fogo, cobertura florestal, taxas de desmatamento e áreas de cultivo de soja. Utilizando modelos lineares mistos generalizados e modelos lineares, foram realizadas análises estatísticas para identificar os principais fatores que influenciam essa transição. Foi constatado que há um processo de transição do fogo na floresta, sendo que um modelo quadrático melhor predisse o comportamento da ocorrência de incêndios. Além disso, observou-se que o pico de ocorrência de incêndios está se deslocando para paisagens mais florestadas ao longo do tempo. As taxas de desmatamento e a expansão das áreas de cultivo mostraram-se relacionadas com essa transição, sendo que o desmatamento teve maior impacto na ocorrência de queimadas e a expansão das áreas de cultivo foi mais relevante para prever a transição para áreas mais florestadas. No Capítulo 2, foram investigadas as diferentes trajetórias de fogo nas paisagens florestais da Amazônia brasileira. Utilizando Análise de Trajetórias Latentes (LTA) e modelos lineares mistos generalizados, foram identificadas trajetórias latentes que representam diferentes padrões de ocupação do solo ao longo do tempo. Duas trajetórias latentes principais foram destacadas: a trajetória "Consolidada", caracterizada por um histórico mais antigo de desmatamento, e a trajetória "Transição", que apresentou um padrão mais recente de ocupação do solo. A cobertura florestal e o desmatamento foram as principais variáveis preditoras das queimadas florestais nas duas trajetórias, seguidas pelo déficit hídrico. A expansão da soja não mostrou ser significativa para nenhuma das trajetórias. Foi observado um aumento nas áreas de floresta queimada a partir de 2015 em ambas as trajetórias. Em conjunto, os resultados destacam a relação da transição do fogo na Floresta Amazônica brasileira com as mudanças no uso da terra e cobertura florestal. Essas descobertas ressaltam a necessidade do desenvolvimento políticas públicas que aumentem a cobertura florestal, por meio de iniciativas como a restauração florestal, e reduzam o desmatamento na região amazônica para garantir a conservação da biodiversidade e dos estoques de carbono.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise da dinâmica da transição do regime de fogo na Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2023-06-21) TAVARES, Paulo Amador; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904; BARLOW, Bernard Josiah; http://lattes.cnpq.br/8559847571278134O bioma Amazônico tem passado por mudanças significativas de formas de uso e ocupação do solo, sendo impactado também pelas mudanças climáticas globais. Em consequência, a ocorrência de queimadas e incêndios florestais tem se tornado mais recorrente na Amazônia. Assim, é importante conhecer como ocorre o regime do fogo nessa região e suas interações com o uso do solo e o clima. Por essas razões, este estudo analisa a transição do fogo na Amazônia brasileira. No Capítulo 1, foi investigado como ocorre a transição do fogo ao longo do tempo na Amazônia brasileira, considerando as mudanças no uso da terra e cobertura florestal. Foram coletados dados anuais de ocorrência de fogo, cobertura florestal, taxas de desmatamento e áreas de cultivo de soja. Utilizando modelos lineares mistos generalizados e modelos lineares, foram realizadas análises estatísticas para identificar os principais fatores que influenciam essa transição. Foi constatado que há um processo de transição do fogo na floresta, sendo que um modelo quadrático melhor predisse o comportamento da ocorrência de incêndios. Além disso, observou-se que o pico de ocorrência de incêndios está se deslocando para paisagens mais florestadas ao longo do tempo. As taxas de desmatamento e a expansão das áreas de cultivo mostraram-se relacionadas com essa transição, sendo que o desmatamento teve maior impacto na ocorrência de queimadas e a expansão das áreas de cultivo foi mais relevante para prever a transição para áreas mais florestadas. No Capítulo 2, foram investigadas as diferentes trajetórias de fogo nas paisagens florestais da Amazônia brasileira. Utilizando Análise de Trajetórias Latentes (LTA) e modelos lineares mistos generalizados, foram identificadas trajetórias latentes que representam diferentes padrões de ocupação do solo ao longo do tempo. Duas trajetórias latentes principais foram destacadas: a trajetória "Consolidada", caracterizada por um histórico mais antigo de desmatamento, e a trajetória "Transição", que apresentou um padrão mais recente de ocupação do solo. A cobertura florestal e o desmatamento foram as principais variáveis preditoras das queimadas florestais nas duas trajetórias, seguidas pelo déficit hídrico. A expansão da soja não mostrou ser significativa para nenhuma das trajetórias. Foi observado um aumento nas áreas de floresta queimada a partir de 2015 em ambas as trajetórias. Em conjunto, os resultados destacam a relação da transição do fogo na Floresta Amazônica brasileira com as mudanças no uso da terra e cobertura florestal. Essas descobertas ressaltam a necessidade do desenvolvimento políticas públicas que aumentem a cobertura florestal, por meio de iniciativas como a restauração florestal, e reduzam o desmatamento na região amazônica para garantir a conservação da biodiversidade e dos estoques de carbono.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da qualidade da água do rio Guamá e suas interfaces climáticas e socioambientais em São Miguel do Guamá, nordeste paraense.(Universidade Federal do Pará, 2019-02-25) MARINHO, Eduardo Ribeiro; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020Este trabalho objetiva compreender a relação da qualidade de água num trecho do rio Guamá, com as vertentes climáticas, antrópicas e sociais no município de São Miguel do Guamá, Nordeste Paraense. Diante disso, foram feitas seis coletas em três pontos distintos localizados na divisa entre os municípios de São Miguel do Guamá e Irituia; o Ponto A (Montante do rio), o Ponto B, (Centro do rio) e o Ponto C (Jusante do rio), durante dois meses em 2015 (Fev/Jul), em 2016 (Jan/Jun) e 2017 (Fev/Jul). Estes pontos representam à existência de atividades humanas as margens do rio; a indústria de cerâmica vermelha; os esgotos domésticos e a atividade madeireira. Para isso foram analisados os indicadores físico químicos de qualidade de água; pH, oxigênio dissolvido (mg/L), condutividade elétrica (μS/cm-1) sólidos totais dissolvidos (mg/L), temperatura da água (ºC) e turbidez (NTU). Além dos dados atmosféricos mensais e diários do Índice de Oscilação Sul e da precipitação do CMORPH, respectivamente. Para o cálculo de vazão do rio Guamá (m³/s) o método da regionalização de vazões mínimas em bacias através de interpolação em sistema de informação geográfica. Para a análise social foram usados os indicadores socioambientais de IDH-M, cobertura por sistema de abastecimento de água (%), cobertura por sistema de esgotamento sanitário (%), morbidade por diarréia e gastroenterite (nº de internações) e disponibilidade hídrica superficial (m³/s) no período de 1991 a 2010. Para análise dos dados foi aplicado à análise estatística multivariada - Análise de Componente Principal (ACP) e correlação linear de Pearson (r). Os principais resultados são: fortes correlações positivas e negativas entre a precipitação, a vazão e os indicadores de qualidade de água, durante o extremo climático El Niño 2015- 2016. No estudo da vertente social foram verificadas fortes correlações entre os dados de IDH-M com o sistema de abastecimento de água (%), rede de esgotamento sanitário (%), disponibilidade hídrica superficial (m³/s). De forma geral, a pesquisa buscou fazer uma análise da qualidade da água do rio Guamá com base na vertente interdisciplinar, mostrando-se o estudo pioneiro para a região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da resiliência socioecológica em um projeto de assentamento convencional do sudeste paraense(Universidade Federal do Pará, 2018-04-30) CARVALHO, Alderuth da Silva; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; https://orcid.org/0000-0003-1233-318XO sudeste paraense é conhecido como fronteira agropecuária e cenário de inúmeros conflitos fundiários. Nessa mesma região, sob a politica da reforma agrária, o governo federal implantou cerca de 500 Projetos de Assentamentos (PA). Dentre eles, destaca-se o Projeto de Assentamento convencional 26 de Março, no município de Marabá-Pará. Este PA, resultado do processo de ocupação de quase 10 anos de acampamento na Fazenda Cabaceiras, foi formalmente criado em 2009. Sua organicidade é gerida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e é o pioneiro assentamento com licença ambiental. Tendo como referência as relações sociais e ambientais que se influenciam mutuamente, caracterizamos os assentamentos rurais como sistemas socioecológicos, que inseridos nos debates sobre sustentabilidade na Amazônia, nos permite aplicação da teoria da resiliência. O objetivo deste trabalho foi analisar a resiliência socioecológica do assentamento convencional PA 26 de Março. Para nos auxiliar nessa análise, optamos por usar a metodologia de indicadores de resiliência, compostos por duas dimensões, quatro componentes e 14 indicadores que receberam pontuação de 1 a 5 (um a cinco). Esses indicadores compuseram o questionário que nortearam as entrevistas aplicadas no período de setembro a outubro de 2017 à uma amostra de 20% dos proprietários de lotes ocupados no PA 26 de Março, Marabá. As respostas eram interpretadas a fim de identificar qual pontuação indicavam. As pontuações nos deram subsídios para encontrar quais componentes representavam fragilidade ou potencialidade para resiliência socioecológica dos núcleos de moradia do assentamento, além de nos possibilitar fazer um ensaio de categorização do nível da resiliência socioecológica do assentamento como um todo. Os resultados apontaram que, em nível de Núcleo de Moradia o componente “conhecimento, aprendizagem e inovação” representa tendência negativa à resiliência para todos os núcleos de Moradia, assim como para o assentamento como um todo. Por outro lado, percebemos como potencial de fortalecimento da resiliência o componente “Organicidade e infraestrutura”. Quanto à categorização, o PA se encontra em nível de resiliência socioecológica “Razoável”. Esse resultado indica um limiar entre a fragilidade e a potencialidade de fortalecimento da resiliência socioecológica. Dessa forma, consideramos imediatas ações de formação/qualificação aos assentados, além do fomento e/ou fortalecimento de tecnologias sociais que sejam voltadas ao respeito à biodiversidade e à agricultura familiar camponesa. Concluímos que o pensamento da resiliência socioecológica é pertinente e nos possibilita ricos debates no caminho da compreensão dos sistemas socioecológicos, como os assentamentos rurais na Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da variabilidade espaço-temporal da precipitação e focos de calor em vegetação na ilha Hispaniola.(Universidade Federal do Pará, 2020-08-07) PRÉVOIR, Ermano; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984Os países insulares localizados na América central e Caribe são vulneráveis a variabilidade e mudança do clima. Neste trabalho apresenta-se uma contribuição aos estudos climatológicos particularmente da Antilha Hispaniola do mar do Caribe, formada pelos países da República do Haiti e pela República Dominicana, cobrindo uma área de 78 mil km². Baseado nas análises da precipitação da base CHIRPS com alta resolução espacial constatou-se um padrão climático bimodal em Haiti e República Dominicana com o primeiro pico pluviométrico ocorrendo em maio e o segundo em setembro/outubro. O regime seco acontece nos meses de janeiro a março. Os padrões espaciais dos mapas climatológicos e as análises de correlações indicaram que os regimes sazonais da Antilha são influenciados diretamente pela configuração da TSM e dos ventos alísios no mar do Caribe sobre o Oceano Atlântico, sendo que o máximo principal do segundo semestre é explicado pela presença de TSM mais quentes (acima de 29C) e da banda de nebulosidade associada a ZCIT durante sua posição mais boreal. A avaliação quantitativa das correlações (simultâneas e defasadas) entre os dados de precipitação e índices de vegetação e de focos de calor, bem como a análise integrada do mapeamento dessas variáveis sobre o território da ilha Hispaniola, permitiram estabelecer relações consistentes nas dinâmicas de clima, vegetação e focos de calor. Republica Dominicana apresenta números muito maiores de focos de calor quando comparados aos de Haiti, sendo que as maiores frequências dos eventos se processam janeiro até abril, quando predomina o regime seco sobre a Antilha. Inversamente, durante o pico pluviométrico do segundo semestre, os focos de calor são mínimos e se concentram nos meses de agosto a dezembro. Quanto aos índices de vegetação há certa relação direta com o regime climático, com valores de NDVI maiores nas regiões espaciais contendo máximos de precipitação e vice-versa.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de alguns parâmetros de qualidade da água na baía do Guajará em Belém-PA e os efeitos do regime pluviométrico e de marés(Universidade Federal do Pará, 2018-04-27) ARAÚJO, Vívian Evelyne Silva; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020A Grande Belém localiza-se na região estuarina, conformada pelo Estuário Guajarino, que integra o Golfão Marajoara, cujo ambiente fluvial é formado na confluência dos rios Pará, Tocantins, Acará e Guamá (IPEA, 2016). O nível de água do Estuário Guajarino apresenta oscilações associadas ao efeito sazonal (variações sazonais da chuva nas bacias hidrológicas) e a maré (variações do nível de maré). A elaboração deste estudo dá-se ao fato que as variações sazonais parecem estar associadas às mudanças ambientais que ocorrem no ecossistema, como efeito da sazonalidade hidrológica – marés e chuvas. O presente estudo analisou os componentes físico-químicos da água da Baía do Guajará relacionando-os as marés e a dinâmica hidrológica dos rios Guamá e Pará, também nesta pesquisa foi feita a análise do papel da precipitação na alteração dos componentes físico-químicos da água da Baía. Foi realizada a priori uma estatistica descritiva, verificando os valores das médias, dos máximos e mínimos, facilitando observar quais se encontram em concordância com a resolução vigente do CONAMA 357/2005. Também, foi aplicada a estatistica de correlação de Pearson, para avaliar o grau de relação entre variaveis, a correlação foi primeira estudada entre os próprios parâmetros físico-químicos, assim, observou-se que os parâmetros que tem forte correlação positiva foram a condutividade elétrica, TDS e salinidades. Os demais parâmetros não sofreram signifitivas correlação, demonstrando serem independentes entre si. Quando aplicada a correlação entre os parâmetros físico-químicos e a precipitação não se encontrou nenhum tipo de correlação, tanto positiva como negativa entre essas variaveis, significando que o papel da precipitação da cidade de Belém na variação dos componentes físico-químicos da Baía não é importante. Deste mesmo modo ocorreu para a relação dos parâmetros com as alturas das marés. Os gráficos do comportamento dos parâmetros físico-químicos em relação a chuvas, apresentou que dentre os nove parâmetros analisados, seis parâmetros foram alterados, como: pH, temperatura, condutividade elétrica, TDS, salinidade, OD e Turbidez. Esses parâmetros sofreram alterações por conta da precipitação. Os resultados dos gráficos da relação dos parâmetros e as marés foram observados que dentre os nove parâmetros estudados cinco deles foram alterados, diminuindo a temperatura, e aumentando os valores de condutividade elétrica, TDS, salinidade e turbidez.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de indicadores de desenvolvimento sustentável em Moçambique: uma aplicação do barômetro da sustentabilidade(Universidade Federal do Pará, 2017-09-25) MAXLHAIEIE, Martinho Julião; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; lattes.cnpq.br/3761418169454490Nos últimos anos têm-se buscado desenvolver métodos de avaliação do progresso rumo ao Desenvolvimento Sustentável (DS), nos níveis nacional, regional ou na escala local através de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS). A importância da utilização desta ferramenta para a implementação de políticas públicas baseada no DS ocorreu na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, em 1992. Embora sejam muito importantes no processo de avaliação, estas ferramentas são atualmente pouco conhecidas, o que acaba dificultando sua utilização de maneira adequada. Em Moçambique, pouco se tem aplicado ferramentas de análise de sustentabilidade em suas mais diversas dimensões, devido à falta de informação das metodologias de indicadores, e principalmente pela ausência de uma estrutura institucional sólida para acompanhar, de forma eficaz, a implementação da Estratégia Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável de Moçambique. Dessa forma, a pesquisa empreendida tem por objetivo analisar o nível de desenvolvimento sustentável de Moçambique, no período de 2001 e 2014, por meio da aplicação do Barômetro da Sustentabilidade (BS). O BS é um método de análise bidimensional que inclui dois subsistemas: o humano e o ambiental e a partir deles são calculados índices sintéticos denominados “índice de bem-estar ambiental e “índice de bem-estar humano”. A pesquisa se constitui de um levantamento bibliográfico e documental, e foram selecionados 40 indicadores e definidas as escalas de desempenho para cada indicador. O resultado mostra que Moçambique encontra-se em uma performance ou condição de Potencialmente Insustentável em 2014 em comparação com a condição Insustentável de 2001.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de indicadores sustentáveis urbano em uma mesorregião amazônica, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2022-03-29) SILVA, Elisane Gabriel do Nascimento; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401 Orcid iD ? https://orcid.org/0000-0003-3253-5301; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401 Orcid iD ? https://orcid.org/0000-0003-3253-5301As preocupações globais com a degradação ambiental surgiram desde a década de 1970, refletidas em conferências, reuniões, relatórios, entre outros, realizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), em que surgem acordos internacionais em prol da preservação da biodiversidade mundial. As percepções sobre Desenvolvimento Urbano Sustentável abrangem as conceituações de evolução, consciência social e conservação ambiental. Para mensurar o Desenvolvimento Sustentável global, entra em vigor a Agenda 30 publicada pela ONU, com 169 metas, divididas em 254 indicadores, porém não avaliam a sustentabilidade municipal. O objetivo deste estudo é propor um sistema de indicadores que permita a análise da sustentabilidade urbana diante das dimensões social, político-institucional e ambiental dos municípios da Mesorregião Metropolitana de Belém. A Matriz de Indicadores de Sustentabilidade Urbana (MASU) foi elaborada para que a coleta de dados seja realizada por meio de sites da internet, sem custos ao pesquisador. Na validação desta proposta foram aplicadas duas metodologias: o método Escalar de Likert (adaptado) e o método de Análise de Componentes Principais (ACP), análises divididas em dois capítulos. Os resultados obtidos pelo método Escalar Likert (adaptado) apontam para sustentabilidade nos indicadores da Dimensão Social e insustentabilidade nos indicadores das Dimensões Ambiental e Político-Institucional, consecutivamente, destacando os municípios de Belém e Santa Bárbara do Pará como sustentáveis, e os municípios de Marituba, Inhangapi e Castanhal como insustentáveis. A sustentabilidade alcançada pelos municípios infere cidades com Desenvolvimento Sustentável, embora essa sustentabilidade esteja associada à análise relativa da amostra de dados. Enquanto a aplicação do método ACP mostrou sustentabilidade nos indicadores da Dimensão Social e insustentabilidade nos indicadores da Dimensão Político-Institucional, destacando os municípios com Desenvolvimento Sustentável sendo Barcarena, Santa Bárbara do Pará, Inhangapi e Santa Isabel do Pará como sustentáveis, devido aos critérios medidos por meio dos Componentes Principais (CPs). Assim, a MASU destacou resultados realistas, mostrando indicadores (des)favoráveis à sustentabilidade local, fornecendo subsídios à gestão pública para solucionar problemas específicos e desenvolver políticas públicas efetivas para atender às necessidades da população e alcançar o Desenvolvimento Urbano Sustentável.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de indicadores sustentáveis urbano em uma mesorregião amazônica, Brasil.(Universidade Federal do Pará, 2022-03-29) SILVA, Elisane Gabriel do Nascimento; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401; https://orcid.org/0000-0003-3253-5301As preocupações globais com a degradação ambiental surgiram desde a década de 1970, refletidas em conferências, reuniões, relatórios, entre outros, realizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), em que surgem acordos internacionais em prol da preservação da biodiversidade mundial. As percepções sobre Desenvolvimento Urbano Sustentável abrangem as conceituações de evolução, consciência social e conservação ambiental. Para mensurar o Desenvolvimento Sustentável global, entra em vigor a Agenda 30 publicada pela ONU, com 169 metas, divididas em 254 indicadores, porém não avaliam a sustentabilidade municipal. O objetivo deste estudo é propor um sistema de indicadores que permita a análise da sustentabilidade urbana diante das dimensões social, político-institucional e ambiental dos municípios da Mesorregião Metropolitana de Belém. A Matriz de Indicadores de Sustentabilidade Urbana (MASU) foi elaborada para que a coleta de dados seja realizada por meio de sites da internet, sem custos ao pesquisador. Na validação desta proposta foram aplicadas duas metodologias: o método Escalar de Likert (adaptado) e o método de Análise de Componentes Principais (ACP), análises divididas em dois capítulos. Os resultados obtidos pelo método Escalar Likert (adaptado) apontam para sustentabilidade nos indicadores da Dimensão Social e insustentabilidade nos indicadores das Dimensões Ambiental e Político-Institucional, consecutivamente, destacando os municípios de Belém e Santa Bárbara do Pará como sustentáveis, e os municípios de Marituba, Inhangapi e Castanhal como insustentáveis. A sustentabilidade alcançada pelos municípios infere cidades com Desenvolvimento Sustentável, embora essa sustentabilidade esteja associada à análise relativa da amostra de dados. Enquanto a aplicação do método ACP mostrou sustentabilidade nos indicadores da Dimensão Social e insustentabilidade nos indicadores da Dimensão Político-Institucional, destacando os municípios com Desenvolvimento Sustentável sendo Barcarena, Santa Bárbara do Pará, Inhangapi e Santa Isabel do Pará como sustentáveis, devido aos critérios medidos por meio dos Componentes Principais (CPs). Assim, a MASU destacou resultados realistas, mostrando indicadores (des)favoráveis à sustentabilidade local, fornecendo subsídios à gestão pública para solucionar problemas específicos e desenvolver políticas públicas efetivas para atender às necessidades da população e alcançar o Desenvolvimento Urbano Sustentável.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise de tendências de variáveis hidroclimáticas na bacia hidrográfica Araguaia-Tocantins e suas implicações na agricultura irrigada(Universidade Federal do Pará, 2019-02-28) SALAME, Camil Wadih; BARBOSA, Joaquim Carlos; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984A Bacia Hidrográfica Araguaia-Tocantins (BHAT) é a mais intensa em áreas de drenagem dentro do território brasileiro, com processos de uso e ocupação cada vez mais crescentes em termos das demandas do agronegócio e exploração mineral. Nesta pesquisa realizou-se um estudo estatístico sobre as tendências hidroclimáticas (precipitação e vazão) na BHAT e suas relações com a agricultura irrigada. O mapeamento hidroclimático baseado na análise de agrupamento identificou quatro regiões homogêneas dentro do BHAT, duas ao norte com predominância de altos valores de chuva/vazão e alta disponibilidade hídrica e duas regiões se estendendo ao longo da bacia, com valores mais baixos de chuva e vazão e menor disponibilidade hídrica. O regime chuvoso da BHTA ocorre entre dezembro e março e o regime seco entre maio e setembro. Os meses de outubro/novembro e abril são os de transição com variações pronunciadas no ciclo sazonal. O estudo geoestatístico de provisões chuva/vazão revelou que os resultados usando o modelo de Box-Jenkings é relativamente melhor quando comparado ao modelo de Redes Neurais Artificiais. A abordagem integrada das variações hidroclimáticas com os dados agropecuários dentro da BHTA revelaram um padrão significante de tendências negativas de precipitação e vazões coincidentes espacialmente nas regiões de intensa produtividade de milho e soja e de rebanho bovino. Um resultado relevante foi deteção de correlação espacial significativa entre o número de pivos centrais em regiões com baixa disponibilidade hídrica, os quais favorecem a produtividade das culturas temporárias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise do impacto das mudanças climáticas nas unidades de conservação dos manguezais amazônicos na Costa Atlântica Brasileira(Universidade Federal do Pará, 2023-06-28) SOUSA, Marina Costa de; ANJOS, Luciano Jorge Serejo dos; http://lattes.cnpq.br/0244738999001686; https://orcid.org/0000-0002-3270-6679; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; http://lattes.cnpq.br/4371199443425884; https://orcid.org/0000-0002-2809-5318Os manguezais amazônicos estão sujeitos a diversos impactos climáticos, demandando ações de conservação e adaptação. Os objetivos deste trabalho é avaliar a vulnerabilidade das Unidades de Conservação (UCs) dos manguezais amazônicos as mudanças climáticas, fornecer dados de previsão climática para a região e analisar se as UCs estão desempenhando efetivamente seu papel de proteção desses ecossistemas. Para alcançálos, foi utilizado dados do MapBiomas para delimitar a área de mangue, dados do World Database on Protected Areas (WDPA) para identificar as UCs dentro dos manguezais, dados do WorldClim para obter informações sobre a temperatura média anual (BIO1) e a precipitação acumulada (BIO12), e dados de Biomassa Acima do Solo (ESA). O processamento foi realizado no software ArcGIS, Qgis e Rstudio. Os resultados revelaram uma tendência de aumento da temperatura ao longo do tempo, enquanto a precipitação acumulada apresentou uma tendência de redução entre diferentes cenários e períodos. Esses padrões indicam que os manguezais sob proteção podem enfrentar até o final do século um contínuo aumento da temperatura e uma redução na precipitação. A temperatura mais elevada contribui para o aumento da disponibilidade de energia, desempenhando um papel fundamental na regulação da evapotranspiração nas florestas de mangue. Por outro lado, a redução na precipitação tem um impacto na salinidade, produtividade, crescimento e diversidade das espécies de mangue. O estudo também avaliou as UCs que protegem as florestas de mangue na região amazônica, juntamente com a biomassa acima do solo (AGB) que representa a quantidade de carbono armazenada nas árvores. Os resultados mostraram que 80,2% dos manguezais estão inclusos em UCs, com maior proteção no estado do Maranhão, seguido pelo Amapá e Pará. No entanto, observou-se uma variação na AGB entre os estados avaliados, com aumento para o Amapá e Pará e diminuição para o Maranhão. É fundamental implementar medidas de gestão e conservação mais eficazes para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas nesses ecossistemas costeiros.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise do regime hidrológico e da disponibilidade hídrica da Bacia do Rio Amazonas(Universidade Federal do Pará, 2017-05-25) AGUIAR, Rogério de Souza; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020A Amazônia vive ano após ano a dinâmica de cheias e vazantes nos seus rios. No entanto, expressiva variabilidade das descargas fluviais diante de séries históricas dos dados climáticos passou a ser mais persistentes ao longo dos anos. Este estudo busca analisar a influência da variabilidade temporal em escala de bacia hidrográfica sobre o regime do rio Amazonas, a partir das vazões observadas na estação hidrológica da Agência Nacional de Águas – ANA, localizada em Óbidos, no Estado do Pará em uma série histórica de janeiro/1970 a dezembro/2013. Além do tempo, o estudo analisou a intensidade de mecanismos oceânicos sobre a bacia Amazônica Brasileira em cada ano da série. Como esperado, o tempo influenciou na vazão média interanual encontrada de 98.723 m3/s para os 44 anos da série analisada. Porém apresentando a vazão média do rio Amazonas com uma expressiva variabilidade de amplitude entre picos de máximo e mínimo do rio, entorno de 134.000 m3/s, com a vazão variando de ordem de 105.000 m3/s (como ocorrido em novembro) no regime hidrológico de vazante até uma ordem de 239.000 m3/s (como em junho) no regime de cheia. Também foi identificado que fenômenos de El Niño e La Niña modularam eventos climáticos extremos causando anomalias de TSM negativas e positivas diferenciadas sobre a bacia Amazônica, no período de 1970 a 2013 com significante relação no comportamento das vazões de vazante e de cheia. A análise interanual mostrou que os anos de baixas vazões registradas, possuíam a característica de persistência de ocorrência em relação as altas vazões registradas. No final do período analisado, a partir de 1989, houve um aumento sazonal em relação à amplitude média da vazão de 87.727 m3/s devido a fortes níveis mínimos registrados. Ao analisar a vazão normalizada percebeu-se a persistência de vazão baixa no ano em curso do fenômeno El Niño e também do ano seguinte. Após constatar esta persistência de vazão abaixo da média na série estudada, a pesquisa buscou investigar quanto aos fatores de armazenamento e disponibilidade do rio Amazonas. Na determinação da disponibilidade hídrica do rio Amazonas foi utilizado o método dos Percentis (especificamente a ordem quantílica Q95%). As análises das vazões disponíveis obtidas pelo quantil 95% mostram que os anos do fenômeno El Niño não refletiram na diminuição da vazão do rio Amazonas em todos os anos da série, pois houve anos de ocorrência que não apresentaram índices críticos de disponibilidade hídrica. Concluiu-se que o comportamento das vazões na bacia Amazônica sofreu a influência de anomalias de TSM negativas e positivas moduladas pela intensidade do El Niño e La Niña, não havendo disponibilidade hídrica suficiente para a manutenção dos ecossistemas da bacia Amazônica. Assim o estudo mostrou que naturalmente as vazões anuais do rio Amazonas não atingem, em sua totalidade, o valor mínimo determinado para as séries históricas pela lei. Além de que as variabilidades hidrológicas na Amazônia não são causadas somente pelos fenômenos de El Niño ou La Niña.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise dos fluxos turbulentos de CO2 e energia entre o ecossistema aquático e atmosfera na Flona de Caxiuanã-PA(Universidade Federal do Pará, 2019-02-26) SOUZA FILHO, José Danilo da Costa; CATTANIO, José Henrique; http://lattes.cnpq.br/1518769773387350Esta pesquisa investigou os fluxos turbulentos de CO2 e energia, na interface da baia de Caxiuanã - atmosfera na Floresta Nacional de Caxiuanã (FLONA) localizada na Amazônia Oriental sob influência de variáveis atmosféricas, da cota da baia e do gradiente de temperatura na interface baia-atmosfera, durante os anos de 2013 e 2014. Os dados utilizados neste estudo foram obtidos a 7 metros, em média, acima da lamina de água, a partir de uma torre micrometeorológica, instalada na baia de Caxiuanã. Medidas de fluxos de CO2 (FCO2), calor sensível (H) e calor latente (Le) e foram coletados através de um sistema de vórtices turbulentos. Dados meteorológicos foram coletados por uma estação meteorológica automática. Verificou-se que a precipitação registrada nos anos estudados foi superior a normal climatológica. A temperatura média horária da água da baia esteve sempre superior a temperatura do ar ao longo dos meses. O gradiente de temperatura vertical médio mensal na interface baia - atmosfera se mostrou sempre positivo, alcançando os maiores e menores valores no período chuvoso e seco, respectivamente. Os resultados mostram um forte padrão sazonal na partição do saldo de energia para aquecer a atmosfera (H) e para o processo de evaporação (Le). Na análise do FCO2 podemos verificar um claro padrão sazonal com o período chuvoso e seco da região, ou seja, as magnitudes dos FCO2, tanto de emissão quanto de sequestro pela baia, são maiores nos meses chuvosos quando comparados com os meses secos.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise dos fluxos turbulentos de CO2 e energia, associada a percepção dos serviços ecossistêmicos em um manguezal amazônico(Universidade Federal do Pará, 2018-04-30) FREIRE, Antonio Sérgio Cunha; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401Esta proposta de trabalho interdisciplinar para o doutoramento em ciências ambientais, na linha de pesquisa física do clima, investigou prioritariamente os fluxos turbulentos de CO2 e energia, na floresta de mangue no sítio experimental de Cuiarana, no município de Salinópolis, Pará, sob influência da variabilidade atmosférica local, durante o ano de 2015. Outrossim, estudou-se também, dentro desta perspectiva interdisciplinar a relação da comunidade local com a floresta do entorno da área de estudo. Para a coleta dos dados turbulentos, instalou-se uma torre micrometeorológica no mangue, com sensores de alta frequência que coletaram os dados das variáveis atmosféricas acima do dossel da floresta. Os dados meteorológicos foram coletados a partir da torre da UFRA, localizada a 400 m da torre do mangue. Para as investigações sociais, realizou-se um estudo de caso a partir da percepção dos tomadores de decisão, que ocupam cargos de liderança em diversas estruturas organizacionais no município de Salinópolis e na vila de Cuiarana, sobre a percepção dos serviços ecossistêmicos gerados pelo ecossistema de manguezal. Verificou-se que no manguezal de Cuiarana, no ano de 2015, sob efeito do ENOS, houve considerada redução de precipitação na região onde choveu apenas 63,7% do esperado climatológico. Quanto ao fluxo de calor sensível (H) e latente (LE) no manguezal, notou-se que os valores máximos para ambas variáveis foram registrados às 14 h, com pico de LE no período chuvoso e de H no período menos chuvoso. Na análise do fluxo sazonal do CO2, verificou-se que as maiores magnitudes de absorção ocorreram no período chuvoso, com pico de absorção ás 13h com -13,56 μmol.m2, enquanto que no período menos chuvoso, registrou-se pico de absorção de CO2 às 13h com -8,95 μmol.m2. Quanto a percepção da liderança local sobre os serviços ecossistêmicos gerados pelo manguezal, notou-se considerada valorização de tais bens e serviços pelos entrevistados, onde os serviços de uso direto como habitação, pesca e geração de trabalho e renda, são mencionados como fundamentais para o bem-estar da população ribeirinha. Percebeu-se a partir dos relatos de pescadores e marisqueiros que ocorre a transmissão de conhecimento intergerações no sentido de manter as práticas laborais tradicionais e conservação do manguezal.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise e modelagem do dendezeiro (Elaeis guineenses Jacq.) no nordeste do Pará e implicações para o planejamento de territórios sustentáveis(Universidade Federal do Pará, 2016-01-29) LAMEIRA, Wanja Janayna de Miranda; TOLEDO, Peter Mann de; http://lattes.cnpq.br/3990234183124986; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490A política nacional dos biocombustíveis se propõe a mitigar os processos de mudanças climáticas mediante a redução das emissões de CO2, usufruir do mercado de Carbono, reduzir o desmatamento e promover a inclusão social, principalmente na área rural. Na Amazônia esta mobilização é pela palma de óleo (dendezeiro) por apresentar as melhores condições edafoclimáticas para esta cultura e dispor de uma grande quantidade de áreas consideradas “degradadas”, prioritárias para a implantação desta atividade. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar as condições de desenvolvimento do polo do dendezeiro no Pará, mediante o uso de indicadores de sustentabilidade, o apoio do Geoprocessamento e a formulação de modelos de mudanças de uso da terra, com vistas a auxiliar no planejamento de territórios sustentáveis. Trata-se de uma pesquisa interdisciplinar que utilizou metodologias complementares para abordar as dimensões ambientais e sociais da sustentabilidade do território. Os resultados mostram que: (i) há diferenças nos índices de desenvolvimento nos municípios de Acará, Cametá, Concórdia do Pará, Igarapé-Açu, Moju, Tailândia e Tomé-Açu, no polo do dendê do Estado do Pará, os quais, sem possuir dinamismo suficiente, permanecem na condição de cidades locais; (ii) houve, de 2008 a 2013, um aumento de aproximadamente 82% (de 80.272 ha para 146.611 ha) das áreas de dendezeiros, sendo a localização preferencial destes monocultivos às imediações da região metropolitana de Belém e nos municípios de Moju, Tailândia, Acará e Tomé-Açu; (iii) os trinta e sete municípios do polo do dendê apresentam condições de desenvolvimento entre o regular e o estágio crítico e que, nesta etapa do programa do biodiesel, mais de 60% das empresas ligadas a dendeicultura foram implantadas em áreas com boas condições socioeconômicas, parecendo uma contradição já que uma das metas do programa é reduzir as desigualdades no meio rural (capitalizar a agricultura familiar); (iv) haverá um aumento de cerca de 2.110 km² de dendezeiros em 2025, não chegando a preocupar posto que não representa 5% do polo do dendê, mas a questão a ser levantada é onde ocorrerão as mudanças e em que condições. Esse conjunto de resultados é útil para o planejamento territorial a partir de um amplo debate sobre o desenvolvimento sustentável em todos os aspectos (social, econômico e ambiental). Territórios Sustentáveis para a dendeicultura pressupõem um conjunto de ações gerenciadas de forma integrada, capazes de favorecer a expansão de tais cultivos na região, sem comprometer a conservação da biodiversidade, os processos ecológicos e a melhoria nas condições socioeconômicas. Para que a expansão da palma de óleo seja conduzida para um cenário de sustentabilidade, deve ser criado um ambiente institucional favorável à melhor governança, possibilitando identificar as fragilidades e potencialidades de cada região como estratégia para solucionar os descompassos do desenvolvimento existentes no polo do dendê. Pelo observado até o momento, parece que ainda é necessário percorrer um longo caminho para que a expansão sustentável do dendezeiro ocorra no Estado do Pará.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise e modelagem hidrometeorológica na Bacia do Rio Tocantins em Marabá-PA(Universidade Federal do Pará, 2008) SANTOS, Daniel Meninéa; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020Esta pesquisa objetivou desenvolver um modelo estatístico de previsão de vazão para Marabá - PA, bem como avaliar a estrutura dinâmica atmosférica associada aos extremos do regime hidrológico da bacia do rio Tocantins. O modelo hidrológico de regressão linear múltipla utilizou as séries de observações fluviométricas e pluviométricas obtidas no banco de dados da ANA. Os testes de validação do modelo estatístico com coeficiente de Nash acima de 0,9 e erro padrão de 1,5 % e 5% nos períodos de cheia e estiagem, respectivamente, permitem que as previsões de vazão em Marabá possam ser geradas com antecedência de 2 a 4 (3 a 5) dias para o período da cheia (estiagem). Através da técnica de composições considerando todos os anos com registro de vazão acima/muito acima e abaixo/muito abaixo do normal, obtidos pela metodologia dos percentis, investigaram-se as características regionais da precipitação e a estrutura dinâmica atmosférica em cada mês (Novembro a Abril). As composições dos anos com vazão acima/muito acima mostraram que a precipitação sobre a bacia foi acima do normal em todos os meses, sendo que os padrões de grande escala indicaram a configuração associada ao fenômeno La Niña no Pacífico e condições de resfriamento no Atlântico Sul; intensificação tanto do ramo ascendente zonal da célula de Walker como do ramo ascendente meridional da célula de Hadley; intensificação da Alta da Bolívia posicionada mais a leste e anomalias negativas de ROL associadas à atuação conjunta da ZCAS e ZCIT. Inversamente, as composições dos anos com vazão abaixo/muito abaixo evidenciaram a predominância de precipitação abaixo do normal em toda bacia hidrográfica, a qual se associou com as condições de aquecimento (El Niño) sobre o Pacífico, Atlântico sul aquecido, célula de Walker e Hadley com enfraquecimento dos movimentos ascendentes, posicionamento da Alta da Bolívia mais a oeste com anomalias positivas de ROL indicando inibição da atividade convectiva tropical. Adicionalmente, uma análise quantitativa dos impactos sócio-econômicos sobre os principais núcleos da cidade de Marabá revelou que aproximadamente 10 mil pessoas (5% da população) são atingidas pela cheia do rio Tocantins com custos nas operações de enchente acima de R$ 500.000,00, considerando o caso de 2005.
