Dissertações em História (Mestrado) - PPHIST/IFCH
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4190
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2004 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em História (PPHIST) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em História (Mestrado) - PPHIST/IFCH por Linha de Pesquisa "ETNICIDADE E TERRITORIALIDADES: USOS E REPRESENTAÇÕES"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) O avesso das expectativas: exploração dos recursos naturais e exclusão em Moatize, Província de Tete, Moçambique (2000 a 2015)(Universidade Federal do Pará, 2024-05-31) MATEUS, Estone Bento Mifolo; BEZARRE NETO, José Maia; http://lattes.cnpq.br/7000143949499821O avanço do Capitalismo Moderno impõe novas formas de estar diante dum mercado global e concorrencial, resultante do crescimento da indústria, que demanda matéria prima de forma incessante para poder alimentar essa indústria numa linha contínua de progresso. Na senda desta corrida desenfreada pela aquisição de matéria prima, o continente africano passa a ser mais uma vez, o palco sobre o qual decorrem os jogos de interesses capitalistas, geralmente acompanhados por um silêncio ruidoso e a apatia que tem caracterizado os Governos africanos, se calhar, por essa razão, a fragilidade dos Governos africanos, do ponto de vista de fiscalização e defesa de interesses coletivos, a África tem sido o local preferencial. Neste contexto, Moçambique não fugiu à regra e, pelas jazidas de carvão existentes na bacia carbonífera de Moatize, verifica-se um crescente fluxo de grandes empresas interessadas na exploração do carvão mineral. Diante deste encontro entre duas realidades completamente diferentes, por um lado as multinacionais com larga experiência na exploração de recursos e, por outro lado um Estado, cujas instituições são fracas e sem a capacidade técnica necessária para fiscalizar empreendimentos de tamanha envergadura, aliado a uma população sem experiência nestas situações, resultando num choque de realidades, bem distintas. As empresas, aproveitando as fragilidades apresentadas, eximem-se da responsabilidade social corporativa, por outro lado, os novos ricos instrumentalizam o Estado para benefícios pessoal ou de grupo, instalando se um conflito permanente entre as populações locais reivindicando os seus direitos legítimos e, as empresas extrativistas ávidas por lucros, aplicando para o efeito princípios “maquiavélicos”, em que, os fins justificam os meios. Deste processo, resulta a exclusão nas suas variadas tipologias, desde exclusão ambiental, exclusão social e económica. O acentuado nível de exclusão social, remete ao pensamento de que o projeto poderá não ser socialmente justo e, nem ambientalmente sustentável, em razão da economia política moçambicana ser essencialmente extrativista e geradora de exclusão.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Cidadania negra, triolets e imprensa: a destemida trajetória de João da Cruz contra o racismo e sua luta por reconhecimento e igualdade (Maranhão-Pará, 1864-1887)(Universidade Federal do Pará, 2024-09-13) LIMA, Helder Lameira de; BEZERRA NETO, José Maia; http://lattes.cnpq.br/7000143949499821; RICCI, Magda Maria de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4368326880097299A dissertação proposta investiga a vida de João Francisco da Cruz, um intelectual negro do final do século XIX, cuja trajetória no Pará revela as complexidades das lutas por cidadania em uma sociedade marcada pelo escravismo. Focando na interseção entre sua narrativa pessoal e as tensões raciais da época, o estudo analisa o papel da imprensa, especialmente o jornal Diário de Notícias, na construção das representações raciais e nas batalhas ideológicas em torno da abolição da escravatura. No Pará, na seção “Solicitados” do jornal Diário de Notícias, encontramos Triolets que se referiam ao “macaco”, ao “preto”, ao “carafuz”, ao “negro mais petulante” João da Cruz, sendo usados para ironizar, satirizar e discriminar homens de cor. A pesquisa identificou cento e dois triolés, dois romances à vapor, um epigrama, um soneto, dois poemetos, cinco adivinhações e uma fábula, todos envolvendo João da Cruz, entre dezembro de 1882 e março de 1883, reaparecendo entre maio e setembro de 1885. A partir desses triolés e outras notas sobre João da Cruz, foram encontradas diversas notícias relacionadas a ele, aprofundando a compreensão sobre sua figura. Essa pesquisa busca não apenas mapear as conquistas de João da Cruz, mas também desvelar os obstáculos enfrentados pelos afrodescendentes em sua busca por reconhecimento e igualdade. Explorando fontes cartoriais e periódicas, o estudo destaca as estratégias de superação adotadas por João da Cruz e outros afrodescendentes em meio a um contexto de desigualdade e preconceito racial, contribuindo para uma compreensão mais ampla da história dos afrodescendentes no Brasil e seus legados na sociedade contemporânea.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ciência, nação e região na Era Vargas: o caso do Museu Paraense Emílio Goeldi (1930-1945)(Universidade Federal do Pará, 2024-06-27) LEAL, Diego Rodrigo Guimarães; GUZMÁN, Décio Marco Antônio de Alencar; http://lattes.cnpq.br/0656841754619406; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0003-3219-4404; SANJAD, Nelson Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/9110037947248805; https://orcid.org/0000-0002-6372-1185A presente dissertação situa-se na interface da história ambiental e da história das ciências. Propõe-se a analisar a relação entre ciência e política entre 1930 e 1945, período conhecido como Era Vargas. O período é caracterizado pela historiografia como uma ruptura no âmbito político, administrativo, social e econômico do Estado brasileiro, em relação ao equilíbrio de forças e ao padrão de desenvolvimento verificados na chamada Primeira República. Essa mudança se refletiu no âmbito cultural e teve consequências no processo de institucionalização das ciências e na configuração de um campo patrimonial brasileiro. Esse processo será analisado no Estado do Pará por meio de um estudo de caso, particularmente, a atuação de Carlos Estêvão de Oliveira (1880-1946) à frente do Museu Paraense Emílio Goeldi, por quase 15 anos, desde que foi convidado pelo interventor federal major Magalhães Barata, no ano de 1930. Nesse contexto, o estado do Pará passava por uma grave crise financeira, pois a economia da borracha havia entrado em colapso desde a década de 1910, e as instituições públicas, com baixos recursos à disposição, enfrentaram inúmeros problemas administrativos. Busca-se, portanto, compreender qual foi o projeto institucional adotado por Carlos Estêvão de Oliveira em sua gestão, qual a agenda científica construída no período e como a instituição foi transformada em um ambiente político centralizador e nacionalista.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “[...] dividir o corte da lenha [...] afim de não vermos brevemente as nossas matas calvas e estragadas”: a lenha nas Províncias do Pará e Amazonas (1850-1888)(Universidade Federal do Pará, 2024-09-23) CORDOVIL, Wendell Presley Machado; NUNES, Francivaldo Alves; http://lattes.cnpq.br/4125313573133140No século XIX amazônico, as embarcações a vapor que navegavam pelos rios da região ainda não utilizavam o diesel como combustível. As cozinhas das residências não conheciam ainda o “gás de cozinha”. Outro item se destacava como gerador de energia para fornalhas e fogões na dinâmica cotidiana: a lenha. A árvore derrubada era cortada em pedaços, entre menores e maiores, e se transformava então em “achas de lenha”. A partir da década de 1850 a lenha se tornava um produto de grande valor para a movimentação a vapor nos rios da Amazônia, assim como era comercializada para cozinhas domésticas ou de instituições e negócios. A lenha mobilizou diversas interações dos humanos entre si e com outros seres não humanos, entre animais e plantas. Indígenas, negros, brancos, cavalos, e maçarandubas aparecem como personagens na presente Dissertação. Analisando documentos (como jornais, relatórios de presidentes de províncias, relatos de viajantes, desenhos e plantas baixas) foi possível compreender um pouco do complexo cenário que se desenvolvia no Pará e Amazonas em torno desse importante combustível, entre 1850 e 1888. Com foco na produção, comércio e consumo da lenha para vapores e cozinhas, neste trabalho emerge a temática do uso da lenha, o trabalho compulsório na sua produção, a interação com plantas, animais e também o início de uma preocupação com o desflorestamento gerado pela produção de lenha, entre seus usos e representações.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Do sarampão as perniciozissimas bexigas”: epidemias no Grão-Pará setecentista (1748-1800)(Universidade Federal do Pará, 2017-11-14) MARTINS, Roberta Sauaia; VIEIRA JÚNIOR, Antonio Otaviano; http://lattes.cnpq.br/6764908679902300Este trabalho tem por objetivo analisar as principais ações e estratégias acionadas pelas autoridades coloniais e metropolitanas voltadas aos impactos ocasionados por três epidemias específicas, grassadas na capitania do Grão-Pará, na segunda metade dos setecentos. Trata-se de um esforço em discutir como essas estratégias foram sendo gestadas e forjadas a partir do diálogo entre as esferas de poder dos dois lados do Atlântico, bem como nos contornos internos do Grão-Pará. Busca-se a compreensão não apenas das diretrizes realizadas, como também a forma como esses eventos foram narrados, bem como as convergências e tensões trilhadas no rastro das epidemias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Em auxílio dos seus”: Mutualismo espanhol numa cidade Amazônica (Belém-Pará, 1890 – 1920)(Universidade Federal do Pará, 2021-02-26) LIMA, Aline de Kassia Malcher; NUNES, Francivaldo Alves; http://lattes.cnpq.br/4125313573133140Na virada do século XIX para o XX a cidade de Belém sofreu intensas modificações promovida pela economia da borracha, produto de maior exportação no período, nesse contexto a cidade de Belém experimentou a chegada de um número expressivo de migrantes nacionais e internacionais movidos pelo ensejo de enriquecer com a oportunidade que esta terra proporcionava e propagandeava. Os espanhóis configuram como o segundo maior grupo expressivo dessa leva de imigrantes estrangeiros para a cidade de Belém. Oriundos em sua maioria da região da Galícia, muitos emigrados se estabeleceram no contexto urbano e criaram redes de sociabilidade e solidariedade por meio do associativismo. Diante deste contexto, esta dissertação analisou o processo de construção das associações mutualistas de auxílio a imigrantes espanhóis. A problemática se detém em compreender como as estratégias de sobrevivência dos espanhóis que chegam à Amazônia no início do século XX são acionadas por meio das associações de socorros mútuos em Belém, particularmente a Union Española de Socorros Mútuos e o Centro Galaico del Pará. As associações mutualistas étnicas dos emigrantes se configuram como um verdadeiro marco simbólico de territorialidade. Por meio de um acervo de fontes diversas foi possível compreender a dinâmica de funcionamento do mesmo. Neste sentido, a memória dos imigrantes em relação à pátria é preservada e os laços mantidos com ela estão presentes no decorrer da existência dos centros associativos espanhóis como uma forma de expressão e pertencimento, sendo estes plataformas de interlocução política e social.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Empório dos gêneros do sertão e do comércio”: elite proprietária e trabalho indígena no Baixo Amazonas em finais do século XVIII e início do XIX (1780-1810)(Universidade Federal do Pará, 2025-02-19) MCDANIEL, Alice Maria Teixeira; CHAMBOULEYRON, Rafael Ivan; http://lattes.cnpq.br/7906172621582952; https://orcid.org/0000-0003-1150-5912Esta dissertação tem como objetivo investigar a importância econômica e estratégica do Baixo Amazonas, região pertencente ao Estado do Grão-Pará e Rio Negro, especificamente na Capitania do Pará, por meio da análise da elite proprietária e do trabalho indígena, entre os anos de 1780 e 1810. A pesquisa se concentra na formação de uma “elite” colonial que emergiu no Baixo Amazonas a partir de meados do século XVIII, fortalecida pela ascensão do ministro Sebastião José de Carvalho e Melo e pelas reformas pombalinas. Essas reformas, juntamente com a regulamentação do trabalho indígena por meio do “Diretório dos Índios”, reconfiguraram as políticas de utilização do trabalho indígena, o que teve grande impacto na coleta das “drogas do sertão” e na agricultura. A partir da análise de documentos da época, busca-se evidenciar a participação desses dois grupos e sua contribuição para a economia das drogas do sertão e para a agricultura da região do Baixo Amazonas no final do século XVIII e início do XIX.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Igarapé-Miri: a passagem da escravidão ao trabalho livre, numa região de engenhos (Grão-Pará: 1843-1888)(Universidade Federal do Pará, 2017-05-16) NASCIMENTO, Sônia Viana do; BEZERRA NETO, José Maia; http://lattes.cnpq.br/7000143949499821Em Igarapé-Miri, ao longo do século XIX, a presença de trabalhadores escravos se mostrou significativa e de grande relevância as atividades da lavoura canavieira e produção de aguardente/ cachaça. A presente dissertação analisa a passagem da escravidão ao trabalho livre, destacando que a proximidade ou o fim da escravidão, não significou a saída dos trabalhadores escravos dos engenhos da região. A partir do uso de fontes diversas como jornais, inventários post-mortem, saldo da câmara municipal de Igarapé-Miri, contratos de trabalho, e outros, dados demográficos, na busca em compreender a importância da escravidão no local assim como, os mecanismos utilizados pelos senhores para assegurar a mão-de-obra.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O mundo do trabalho colonial e a construção da fortaleza de São José de Macapá (1760-1775)(Universidade Federal do Pará, 2023-06-30) RAIOL JUNIOR, Leonardo; ARENZ, Karl Heinz; http://lattes.cnpq.br/0770998951374481Neste estudo, visamos analisar o mundo do trabalho na Amazônia colonial, com enfoque na mão de obra empregada na construção da fortificação de Macapá, entre 1760 e 1775. Este local, situado estrategicamente entre a região do Cabo do Norte e o delta do rio Amazonas, precisava ser guarnecido a partir da segunda metade do século XVIII. Nesse período, as reformas promulgadas pela Coroa portuguesa, por instigação do secretário régio Sebastião José de Carvalho e Melo, foram aplicadas no vale amazônico. Dentre os diversos sujeitos, envolvidos nas obras em Macapá, focamos na mão de obra indígena e africana, imprescindível para a execução dos trabalhos. Com o olhar voltado para a vida cotidiana e as condições de trabalho desses(as) empregados(as) nos canteiros, partimos, na nossa análise, da história vista de baixo associada à ideia de cotidianidade de Agnes Heller e a concepção de vida ativa de Hannah Arendt. Quanto às fontes, recorremos a documentos disponíveis no Arquivo Público do Estado do Pará e do Arquivo Histórico Ultramarino (Projeto Resgate). Ambos os acervos fomentaram a compreensão do contexto do objeto de estudo, mediante o levantamento e cruzamento de dados, contidos nas linhas e entrelinhas dos papeis. Ao final, constatamos que a construção do Forte de Macapá abarcou uma ampla rede de vilas, cidades e lugares, de onde saiu grande parte da mão de obra utilizada nos redutos das obras. Neles engendrou-se, pelas múltiplas formas de convivência e interação desses sujeitos, uma complexa rede de relações sociais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Na “pátria das sublevações”: descontentamento e revoltas da gente de guerra no Rio Negro (1754-1777)(Universidade Federal do Pará, 2023-04-26) SILVA, Leonardo Augusto Ramos; VIANA, Wania Alexandrino; http://lattes.cnpq.br/3899154572393491; https://orcid.org/0000-0002-7106-3995; CHAMBOULEYRON, Rafael Ivan; http://lattes.cnpq.br/7906172621582952; https://orcid.org/0000-0003-1150-5912A presente dissertação volta-se para o estudo do processo de militarização do rio Negro, no noroeste da capitania de São José do Rio Negro, durante o reinado de D. José I (1751-1777). Trata-se, portanto, da problemática em torno dos fatores e das manifestações do descontentamento de soldados (e, por vezes, outros praças) que compunham as tropas pagas destacadas em guarnições ao longo do rio Negro. A partir de 1754, o processo de militarização deste rio obteve notoriedade diante da ocupação, defesa e demarcação das áreas de fronteiras entre o Estado do Grão-Pará e Maranhão (mais tarde, Grão-Pará e Rio Negro) e do Vice-Reino da Nova Granada. Em decorrência deste contexto geopolítico, manter e prover os corpos militares em áreas de fronteiras tornou-se necessário e, ao mesmo tempo, um desafio à Coroa portuguesa, implicando significantemente no cotidiano das tropas pagas; por outro lado, os soldados manifestavam seus descontentamentos com as crises de seu tempo por meio das revoltas; a articulação entre estes dois aspectos do processo de militarização do rio Negro é uma tentativa de compreender as várias interseções entre soldados e a sociedade amazônica colonial. Vale ressaltar que, juntamente às deserções e saques, as revoltas da gente de guerra tornaram-se uma das principais e mais recorrentes manifestações do descontentamento da “gente de guerra” na guarnição da capitania do Rio Negro. Para o cumprimento desta abordagem, houve uma incursão em acervos nacionais e internacionais, examinando correspondências entre autoridades da capitania do Rio Negro, do Estado do Grão-Pará e Maranhão (mais tarde, Grão-Pará e Rio Negro) e da metrópole.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Nos sertões da Província do Grão-pará: escravidão, engenhos, engenhocas e atividades econômicas no oitocentos (1810-1850)(Universidade Federal do Pará, 2022-09-30) MEDEIROS, Juliana do Nascimento; BEZERRA NETO, José Maia; http://lattes.cnpq.br/7000143949499821A pesquisa tem como objetivo principal investigar as propriedades agroextrativistas, sobretudo os sítios, os engenhos e as engenhocas, utilizando como pano de fundo a escravidão negra. Em decorrência desse objetivo analisar-se-á a estrutura de posse de cativos, empenhando-se em desvendar o universo das propriedades agrícolas dos quais esses sujeitos eram elementos fundamentais. Em vista dessa finalidade, irei traçar o perfil dos escravistas, dos escravos e das propriedades, desvendando as atividades realizadas em seus interiores que de antemão são peculiares, isto é, próprias da região Norte desse imenso país. Em um contexto histórico que vai de 1810-1850, momento de mudanças e transformações no Estado do Brasil que afeta todas as províncias; no âmbito regional o contexto é também acentuado por suas especificidades. O locus da pesquisa é o mundo rural amazônico, aqui chamado de sertão. Se entende por sertão as regiões interioranas da província que margeavam as cercanias de Belém, sendo destacadas as localidades que compunham a Zona Guajarina (Belém, Acará, Capim, Bujaru) e o Baixo Tocantins (Cametá, Moju, Abaetetuba e Igarapé-Miri), em virtude de serem nesses espaços mais tradicionais que se consolidaram as atividades agrícolas. Espaço complexo, heterogêneo e plural. Das propriedades se investiga as atividades produtivas: os meios, técnicas, ferramentas e mão-de-obra. Do produto dos engenhos e engenhocas, se enfatiza o papel da produção de cachaça de cana e aguardente de cana; em paralelo às atividades ligadas ao abastecimento provincial e ao mercado externo. Utiliza-se como fonte principal os inventários post-mortem, de forma complementar os testamentos, os relatos de viajantes, as fontes do arquivo histórico ultramarinos e os jornais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ocupação, colonização e relações de trabalho em Ourém do Grão-Pará (1751-1798)(Universidade Federal do Pará, 2018-09-20) ALMEIDA, Rozemberg Ribeiro de; NUNES, Francivaldo Alves; http://lattes.cnpq.br/4125313573133140Esta dissertação analisa o processo de ocupação, colonização e as relações de trabalho desenvolvidas na região de Ourém no Estado do Grão-Pará entre 1751 e 1798. Seu território foi de fundamental importância para as relações políticas, econômicas e sociais desenvolvidas entre as capitanias do Grão-Pará e Maranhão. Para alcançar tal pretensão, inicialmente busca-se compreender as motivações que levaram a fundação da vila de Ourém, que assim como tantas outras foram criadas a partir das políticas desenvolvidas pelo Marquês de Pombal para a Amazônia. Sendo que essas buscavam garantir a posse das terras de Portugal que para tal promoveu a concessão de Sesmarias, com isso objetivava povoar seu território, haja vista, que nesse período havia uma intensa disputa, principalmente com a Espanha, pelas terras do extremo norte português. Nesse contexto, é fundamental a ideia de territorialidade entendida como as ações tecidas pelos sujeitos, essa noção se adequa as medidas adotadas por Portugal a partir da segunda metade do século XVIII, isto porque, as mesmas tiveram papel decisivo para fomentar o povoamento do Grão-Pará. Destaca-se que, foi a partir dessas ações que o território amazônico foi concebido. Partindo desse princípio, a vila de Ourém é o produto da territorialidade. Em sua região se processou diversas relações entre diferentes sujeitos, em virtude disso, a concebemos como lugar de fronteira, não no sentido de limite, mas no entendimento de espaço de ocupação e encontro, onde negros escravizados, índios e brancos teceram as mais variadas relações, pautadas pelo trabalho.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Pelos campos, matas, ilhas, sertões, rios e baías: a espacialidade das povoações do Diretório dos Índios e as dinâmicas territoriais na capitania do Maranhão (1757-1774)(Universidade Federal do Pará, 2023-11-13) SILVA, Felipe William dos Santos; CHAMBOULEYRON, Rafael Ivan; http://lattes.cnpq.br/7906172621582952; https://orcid.org/0000-0003-1150-5912A presente dissertação tem como foco discutir as dinâmicas espaciais na Capitania do Maranhão, através das experiências das fundações de Vilas e Lugares de Índios, política decorrente do Diretório, implantado na Capitania a partir de 1757. O reaproveitamento da malha eclesiástica para a implementação de novos núcleos coloniais inaugurou um outro momento na organização territorial, na medida em que o rastro das Vilas e Lugares perseguiram os dois lados da fronteira da Capitania do Maranhão, a oeste, com o rio Turiaçu, e a leste, com o Parnaíba. Neste sentido, advoga-se a perspectiva de que o Maranhão entre os anos de 1757 e 1774 verificou uma posição ambígua quanto à sua situação geográfica, pois ao mesmo tempo que pertencia jurisdicionalmente à Capitania do Grão-Pará, igualmente se constituía como uma passagem para o Piauí, este representando um caminho para o Estado do Brasil pelos sertões. Em conjunto com as ilhas, as baías, os sertões, as matas e os campos, que igualmente constituíam-se em nós territoriais, as Vilas e Lugares se constituíram em vetores da expansão colonial em direção aos sertões do Piauí, logrando conexões não apenas com o Estado do Grão-Pará e Maranhão, mas igualmente com o Estado do Brasil. Sendo assim, a hipótese central deste trabalho consiste em mostrar que as lógicas espaciais, tendo como polos de irradiação as Vilas e Lugares, resultaram das experiências históricas vivenciadas no cotidiano dos próprios núcleos, na qual engendraram-se indígenas, diretores, militares e administradores coloniais, revelando-se as dinâmicas territoriais um fator de conflito que permite revelar diversos interesses.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Planta-me no pó e não tenhas de mim dó: agricultura no Grão-Pará setecentista (1730- 1822)(Universidade Federal do Pará, 2017-12-18) BARBOSA, Carlos Eduardo Costa; NUNES, Francivaldo Alves; http://lattes.cnpq.br/4125313573133140O século XVIII é um momento importante para a agricultura no Grão-Pará, através de variadas fontes documentais, pudemos evidenciar o processo de ocupação da calha do rio Tocantins, uma região que foi pode ser compreendida como o primeiro círculo agrícola densamente povoado sob o domínio de Belém, uma influência observável pela organização territorial e o rearranjo das unidades familiares em estruturas relativamente autônomas de produção e consumo, como parte do projeto agrário, que foi caracterizado pela introdução de novas técnicas produtivas, incorporação de novas terras à agricultura seguida de novos gêneros e métodos de cultivo. O projeto agrário refletiu sobre os diversos sujeitos que compuseram o mundo rural paraense ao longo dos Setecentos, principalmente na região do Vale do rio Tocantins devido à proximidade de Belém. Nesta região, observamos a migração de colonos, a miscigenação, e o processo de dispersão populacional, como fatores que contribuíram para gestar famílias com précondições endógenas para viver e produzir sem dificuldades no meio ambiente amazônico, reproduzindo-se apenas pelo trabalho de seus membros. Nesse sentido, essa população dispersa vai se apropriar dos espaços possíveis e desenvolver atividades agroextrativistas. O que precisamos compreender de forma clara é que a agricultura colonial se equilibrava dentro de uma diversa gama de influências que determinavam suas condições e características, assim como perceber a múltipla composição do mundo rural. Nesse sentido, este trabalho procura enfatizar a participação dessa população dispersa, contribuindo para uma compreensão da complexidade de organização da sociedade colonial e do dinamismo existente na região do Vale do rio Tocantins setecentista.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Por trás dos objetos históricos: a presença dos artífices indígenas nas oficinas do Colégio de Santo Alexandre (1703-1759)(Universidade Federal do Pará, 2024-08-26) SILVA, Jessica Santos; GUZMÁN, Décio Marco Antônio de Alencar; http://lattes.cnpq.br/0656841754619406; https://orcid.org/0000-0003-3219-4404Inaugurada em 1719, a Igreja de Santo Alexandre, localizada na parte histórica de Belém, é um dos mais belos exemplares da arte missioneira realizada pelos religiosos da Companhia de Jesus na Amazônia. Fundada pelo irmão escultor João Xavier Traer, a oficina de escultura do Colégio homônimo, foi responsável pela fábrica das peças que adornam a Igreja, tendo como principal mão de obra os artífices indígenas. Entre os entalhes temos o da Capela de São Miguel Arcanjo. O intuito desta dissertação é a partir da análise do rosto entalhado na Capela de São Miguel Arcanjo, desvendar quem foram os artífices indígenas que participantes da oficina de escultura Colégio e possíveis autores do retábulo da capela. Durante esta produção, além da mão de obra, foram utilizados os conhecimentos dos artífices indígenas sobre os produtos da terra (madeira, resinas e pigmentos), assim como as ferramentas habituais manuseadas na confecção das peças da sua cultura. Contudo, mesmo com a aplicação desses materiais e técnicas, as peças produzidas pertencem ao imaginário do catolicismo, as classificando como uma arte mestiça, com saberes de culturas diferentes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Quando a aldeia se torna vila: o processo de secularização da Missão de Trocano no baixo rio Madeira (1730-1790)(Universidade Federal do Pará, 2023-08-17) FONSECA, Marcela Gomes; ARENZ, Karl Heinz; http://lattes.cnpq.br/0770998951374481A presente dissertação tem como objetivo analisar o processo de secularização da aldeia missionária de Trocano, localizada no baixo rio Madeira, elevada à categoria de Vila de Borba, a nova em 1º de janeiro de 1756, pela política ilustrada e antijesuítica do então Secretário dos Negócios Interiores do Reino, Sebastião José de Carvalho e Melo, o futuro Marquês de Pombal. Considerada a primeira aldeia missionária nos sertões do Estado do Grão-Pará e Maranhão a ser elevada à categoria de vila civil pela política pombalina, Trocano estava localizada numa região estratégica. Primeiro, por estar numa rota de fronteira interna entre o Estado do Grão-Pará e Maranhão e a Capitania do Mato Grosso, e externa, entre os domínios espanhóis e portugueses na América do Sul. E segundo, por estar numa rota hidrográfica para um sertão promissor em minérios, drogas do sertão e mão de obra indígena. Acredita-se que a secularização pioneira da aldeia de Trocano, que contou com a presença em pessoa do então Governador do Estado do Grão-Pará e Maranhão, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, irmão de Sebastião José de Carvalho e Melo, confirma a hipótese aqui defendida, de que as aldeias missionárias localizadas em regiões fronteiriças, foram prioridades na implantação da política pombalina para o vale amazônico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sesmarias, índios e conflitos de terra na expansão portuguesa no Vale do Parnaíba (Maranhão e Piauí, séculos XVII e XVIII)(Universidade Federal do Pará, 2018-02-09) ROLAND, Samir Lola; CHAMBOULEYRON, Rafael Ivan; http://lattes.cnpq.br/7906172621582952As capitanias do Maranhão e do Piauí foram alvo da expansão da fronteira de conquista e ocupação luso maranhense e luso baiana desde o final do século XVII até a primeira metade do século XVIII. Esta dissertação trata dessa nova organização territorial que ocorreu durante a expansão portuguesa na região. A pesquisa procura analisar como o espaço das capitanias do Maranhão e do Piauí é representado no decorrer do processo de conquista e ocupação da região. A dissertação discute como as autoridades e os moradores percebiam o espaço que ora estava sendo disputado com os diversos grupos indígenas. Outra discussão realizada pela dissertação trata dos conflitos fundiários entre sesmeiros e posseiros durante a distribuição de cartas de sesmarias pelos governadores do Estado do Maranhão, bem como as ações e decisões da Coroa portuguesa no que diz respeito ao ordenamento da ocupação e do povoamento no período elencado.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Vida e morte escrava: um estudo sobre a mortalidade cativa na Belém oitocentista (1850-1859)(Universidade Federal do Pará, 2024-12-13) SILVA, Mayara Cristine Mendonça da; BEZERRA NETO, José Maia; http://lattes.cnpq.br/7000143949499821O estudo da saúde e das doenças é de grande importância para a história da humanidade, pois está intimamente ligado ao contexto social, econômico, político, cultural e até mesmo religioso, com significados que vão além das suas características biológicas. O presente trabalho tem como objetivo analisar a mortalidade cativa em Belém oitocentista, a partir do levantamento das principais causas dessa mortalidade na população escravizada entre 1850 e 1859, período de incidência de três epidemias na província do Pará. Pretende-se identificar padrões de mortalidade entre livres e escravos, analisar o cotidiano da saúde desses cativos, a propagação de determinadas enfermidades que assolavam a província, os motivos da sua maior exposição a essas enfermidades, e averiguar se existiu alguma política pública ou iniciativa por parte dos senhores para o tratamento das suas enfermidades, tendo em vista que os escravos constituíam a principal mão de obra. As fontes utilizadas serão os registros de sepultamento do Cemitério de Nossa Senhora da Soledade, relatórios e discursos dos presidentes da província do Pará, a obra Epidemias no Pará de Arthur Vianna, a coleção de leis do período e anúncios de jornais. Palavras-chave: Escravidão, Epidemias, Mortalidade Cativa.
