Teses em Educação em Ciências e Matemáticas (Doutorado) - PPGECM/IEMCI
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/3775
O Doutorado Acadêmico pertence ao Programa de Pós-Graduação em Educação e Ciências e Matemáticas (PPGECM) do Instituto de Educação Matemática e Ciêntífica (IEMCI) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Teses em Educação em Ciências e Matemáticas (Doutorado) - PPGECM/IEMCI por Linha de Pesquisa "CULTURA E SUBJETIVIDADE NA EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS"
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Tese Acesso aberto (Open Access) 1955: o saber matemático escolar na subjetivação de trabalhadores(Universidade Federal do Pará, 2014-09-11) SGROTT-RODRIGUES, Ana Maria; MANCINO, Emanuela; https://orcid.org/ 0000-0002-6736-5931; CHAVES, Sílvia Nogueira; http://lattes.cnpq.br/9353964127402937; https://orcid.org/ 0000-0002-9771-4610Neste contexto investigativo nos conduzimos constituindo uma “história do hoje”, sobre formas e modos de subjetivação de trabalhadores de diferentes áreas laborais, nas relações que estabelecem com práticas de saber-poder e com os jogos de verdade instituídos no campo da Educação Matemática Escolar, espaço em que ocupa lugar de relevância no contexto sócio educacional, em virtude da difusão e valorização que lhe é atribuída. Assumimos o desafio de discorrer sobre a variação dos modos de subjetivações produzidos por enunciados e enunciações do discurso matemático, explorando os ditos de trabalhadores que possibilitem ver: Que subjetividades são produzidas nas relações que os indivíduos estabelecem com a matemática escolar? Como se processa a produção dessas subjetividades a partir dessas relações? Partimos das narrativas dos trabalhadores para as narrativas culturais mais amplas, buscando os fios que tecem e sustentam a rede discursiva que possibilita dizer e ver o saber matemático na constituição dos sujeitos. Para analisar como os discursos reverberam nos modos de ser, ver e dizer-se em relação ao saber matemático escolar, faremos uso das ferramentas teóricas pensadas por Michel Foucault, considerando a partir de seus ensinamentos que os trabalhadores são sujeitos históricos, forjados na história, assim como no contexto cultural que os traspassa, uma vez que a subjetividade não é inata, mas é imposta e fabricada por discursos que nos produzem histórica e culturalmente. Com este entendimento e nos meandros da provocação advinda de Foucault, trouxemos à nossa reflexão, em relação ao modo como se posicionam os trabalhadores na luta que estabelecem entre seus saberes matemáticos laborais e os saberes eruditos da ciência matemática, os mecanismos que lançam mão e os efeitos dessa luta que travam, ou da aceitação do saber erudito naquilo que fazem. Ressaltamos que a malha de práticas discursivas e não discursivas produz a matemática como saber que qualifica uma pessoa, um povo, uma nação, ao mesmo tempo em que produz o “bom” aluno, o profissional bem sucedido, também o incapaz, o mal sucedido profissionalmente. Contudo, se há sujeições, também há resistências, recusas, insurreições. Delas nascem outros modos de ser, outros saberes, outras matemáticas que fazem aparecer novas verdades, novas competências que disputam e pluralizam espaços de poder na ampla sinfonia discursiva. Isso nos encoraja a dizer que se a vida é amiga da arte, é possível com arte inventarmos incessantemente saberes matemáticos, que signifiquem a abertura das clausuras desta grande prisão que são as fronteiras.Tese Acesso aberto (Open Access) 1963: educação, ciência e redenção econômica em uma capital na periferia da modernidade: a Escola de Chimica Industrial na Belém dos anos 1920(Universidade Federal do Pará, 2016-03-23) MACHADO, Jorge Ricardo Coutinho; ALVES, José Jerônimo de Alencar; http://lattes.cnpq.br/9586790409626243Nos anos1920, em Belém do Pará, comerciantes e cientistas uniram-se, mediante negociações e acordos de interesses, na criação de um laboratório de análises com o objetivo de pesquisar produtos naturais amazônicos capazes de serem utilizados na indústria e, com isso, inaugurarem um novo ciclo de prosperidade econômica após o fim do chamado “ciclo do látex” (belle époque amazônica). O laboratório de análises, simultaneamente tornou-se um laboratório-escola para formação de químicos, de acordo com um modelo formativo inaugurado anteriormente na Europa e que modelou, daí em diante, todos os sistemas formativos de profissionais da Química. Desse laboratório-escola (que existiu de 1922 a 1930) egressaram nove químicos industriais e um Boletim Científico com o resultado das pesquisas produzidas na instituição. Essa narrativa desdobra-se nos capítulos deste estudo, onde são desenvolvidos relatos mais detalhados sobre os atores (agentes humanos e não-humanos) que participam, em rede, dessa história: O contexto amazônico com seus produtos naturais e a cidade de Belém do Pará, capital na periferia da modernidade; A química, ciência moderna em expansão pelo mundo; Diplomatas, políticos, comerciantes, estudantes de química e cientistas-professores. As análises realizadas amparam-se principalmente na Sociologia da Tradução, instrumental teórico que permite mapear de forma inseparável os elementos reunidos nessa rede, para cuja tessitura concorrem igualmente aqueles oriundos da natureza e aqueles da sociedade, sem assimetrias. As conclusões permitem constatar a fertilidade da abordagem (os Estudos Sociais Sobre Ciência e Tecnologia) na construção de narrativas sobre objetos que, embora já estudados pela historiografia tradicional, vinham sendo tratados assimetricamente, sem dar voz com igual eloquência a cientistas, produtos naturais amazônicos, políticos e comerciantes, resultando quase sempre em hagiografias ou em narrativas conduzidas pela flecha positiva do progresso e do avanço de um “passado errado” para um “futuro correto”. Espera-se que narrativas como esta, escritas com apoio na Sociologia da Tradução, possam lançar novas luzes sobre a história da expansão das ciências naturais na Amazônia, explicitando não uma história de vencedores (ou da ocupação de um “vazio epistemológico”), mas aquela onde seja possível perceber-se a ciência em ação, com todas as negociações, hesitações, convicções, reveses e recalcitrâncias típicas de um campo de vida em aberto, onde razão e paixão; saber e poder entrelaçam-se inseparavelmente.Tese Acesso aberto (Open Access) A aprendizagem inventiva no ensino de ciências: composições, traçados nômades e outros encontros(Universidade Federal do Pará, 2017-08-24) RAMOS, Maria Neide Carneiro; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; https://orcid.org/0000-0002-0478-5285O ensino de ciências, quando influenciado pelo cientificismo Moderno leva para suas práticas educativas e escolares uma modelagem dogmática, tomada por uma ciência régia/ciência de Estado. A ideia é problematizar uma aprendizagem que acontece em um campo heterogêneo, marcado pelas multiplicidades, que colocam aluno e o professor em uma aula de ciências em encontros experimentativos com aquilo que é problemático no ensino de ciências. Diante disso, indaga-se: que encontros se pode estar propenso em uma aula de ciências? Como aluno e professor movimentam uma aula de ciências pela contingência dos acontecimentos e dos signos no ensino de ciências? O que leva o ensino e a aprendizagem para um campo problemático que dispare modos inventivos nas aulas de ciências? Como esses acontecimentos, encontros, signos marcam fissuras nas padronizações, nos métodos, nas normas, teorias que tendem a dizer o como ensinar e o como aprender no ensino de ciências? A pesquisa tem como objetivos: Mapear as linhas sobre as quais o ensino de ciências se movimenta em aula de ciências por meios de variações e composições heterogêneas; Cartografar os afectos, os jogos de forças, as fissuras, os cortes, as aberturas, que percorrem aulas de ciências e colocam a aprendizagem como um processo inventivo; Problematizar em que circunstancias uma experimentação com um campo problemático pode produzir elementos para uma aprendizagem inventiva em ciências. O estudo é mobilizado pelo referencial bibliográfico da Filosofia da Diferença de Gilles Deleuze e Félix Guattari, assim como conexão e agenciamento com comentadores, autores da área do ensino de ciências e da educação. Nas vias do conceito de Acontecimento se arrisca em um jogo inventivo-experimentativo de uma pesquisa-tese, tomando algumas reflexões filosóficas como ferramentas interpretativas para compor uma espécie de cenário, descolando conceitos filosóficos dos autores citados acima, para pensar a educação em ciências. A pesquisa apresenta ainda um trabalho empírico, realizado no Clube de Ciências, no Instituto de Educação Científica e Matemática da Universidade Federal do Pará, apresentado em forma de recortes temáticos. Diante do trabalho teórico e empírico, pode-se dizer que a aprendizagem no ensino de ciências é percorrida por formas aberrantes, que fomentam uma estranha variação no ensinar e no aprender, que não sendo modelar percorre um campo problemático produzido pelos signos em que o aluno está propenso, sinais de uma aprendizagem disparadora de sensações, produtora de afectos no ensino de ciências – Aqui chamada de aprendizagem inventiva, sobre a qual o corpo, o pensamento encontra suas próprias linhas quando mobilizado pelos encontros, arranja suas próprias (de) composições de aprender, embora nem sempre sejam harmônicas ou pelo menos em concordância com o modo como o conhecimento é instituído.Tese Acesso aberto (Open Access) A biologia e a invenção de um corpo normal(Universidade Federal do Pará, 2019-12-13) TAVARES, Geórgia de Souza; CHAVES, Sílvia Nogueira; http://lattes.cnpq.br/9353964127402937; https://orcid.org/0000-0002-9771-4610Vida! Fala tanto de uma qualidade inerente aos vivos quanto do que os vivos fazem. Sem dar conta as duas perspectivas são misturadas, e mais, são atreladas uma à outra. É o que nos torna vivo que diz como devemos nos comportar? É a anatomo-fisiologia que determina qual a conduta correta para viver a vida? Os termos gregos bíos (formas de vida) e zoé (vida comum dos animais, homens e deuses) aparecem para cortar a certeza de que a biologia estuda a vida, tida dessa perspectiva como unidade coesa. A tese aqui defendida é a de que o tripé forma - função - reprodução é a base de uma biologia da norma/moral, sustentando a construção de um modo de vida padrão. Com as ferramentas analíticas de Michel Foucault, o corpo humano e os espaços de entrelaçamento de vida, vivo e vivência se colocam como protagonistas. Como critério para a escolha dos materiais que compõe a tese, emergiram aqueles que fazem ver como a biologia da norma faz parte de nossas vidas, direcionando nossas ações, validando o que dizem e dizemos ser as ações corretas. O foco foi colocado no dito sobre uma moral para o comportamento humano que faz uso da biologia como argumento de validação. Por isso a diversificação de elementos que viraram documentos. O material utilizado perpassou o ensino formal (livros didáticos; acadêmicos); a mídia (jornais televisivos, revistas); espaços de lazer (filmes, literatura); leis e decretos. A partir daí construimos argumentos para responder as perguntas: Que vida é essa que a Biologia diz estudar? Como esse tripé (forma – função – reprodução) sustenta a vida bíos (vida qualificada) tal qual é apresentada hoje? Que vivos estamos fabricando com essa perspectiva? Entendendo que a vida que diz muito mais dos aspectos políticos do que puramente dos anatomo-fisiologicos, chegamos na construção de dois novos termos para dar conta da diversificação: zoélogia e bíoslogia, lugar de corpos vivos, que escapam, não cravam as curvas das médias por inteiro. E a pluralidade dos modos de vida perpassam a zoélogia. Se em sua superfície vemos uma vida comum, natural, vida-bicho, é que em sua base a contingencia garante as possibilidades tão caras ao vivo.Tese Acesso aberto (Open Access) Capital global das escolas e desigualdade de desempenho em matemática em avaliações de larga escala no Brasil(Universidade Federal do Pará, 2020-04-28) PALHETA, Franciney Carvalho; LUCENA, Isabel Cristina Rodrigues de; http://lattes.cnpq.br/3255121871351967; https://orcid.org/ 0000-0001-9515-101XEsta pesquisa apresenta um estudo sobre a desigualdade de desempenho em Matemática, de estudantes do 5o ano do Ensino Fundamental, em avaliação educacional em larga escala, no caso, a Prova Brasil. O objetivo é mostrar a relação da desigualdade de desempenho em Matemática dos estudantes de 5o ano do Ensino Fundamental, na Prova Brasil, com a distribuição de capitais econômicos, culturais e sociais pelas escolas. É uma pesquisa quanti-qualitativa, com uma amostra de 2.592 escolas, que utilizou dados do SAEB e do CENSO ESCOLAR, ambos de 2015. Fundamenta-se teoricamente nos conceitos da Teoria de Bourdieu, a saber: capital econômico, capital cultural, capital social, campos e habitus, para construir indicadores de contextos, com base na Teoria da Resposta ao Item. Assim, chegou-se a nove componentes relacionados aos referidos capitais, para as escolas da amostra, categorizadas em uma escala de quatro níveis (BAIXO, MÉDIO, INTERMEDIÁRIO e SUPERIOR). Para fazer a análise da relação de capitais com a desigualdade de desempenho em Matemática, foi criado um Painel de Indicadores de capitais, utilizado para obter a distribuição de capitais pelas escolas. Realizou-se igualmente um cruzamento do Painel de Indicadores com cinco faixas de desigualdade de desempenho em Matemática. A pesquisa mostrou que embora haja redes de ensino que consigam alcançar ou superar as metas do IDEB essas redes ainda apresentam grande desigualdade de desempenho em Matemática. A transferência de capital cultural pelas escolas é mais significativa por meio dos capitais associados aos professores (culturais e sociais). À medida que ocorre maior descapitalização de capitais nas escolas, maior é a desigualdade de desempenho dos estudantes em Matemática, isto é, há uma relação inversa entre capital global disponível nas escolas e desigualdade de desempenho em Matemática.Tese Acesso aberto (Open Access) Condições culturais de inserção da história natural na instrução pública do Pará (1851-1891)(Universidade Federal do Pará, 2023-03-16) LIMA, Marcelino Carmo de; ALVES, José Jerônimo de Alencar; http://lattes.cnpq.br/9586790409626243Esta tese pretende contribuir para a historiografia que procura compreender o processo de institucionalização das ciências nas escolas e tem como principal objetivo analisar o processo inicial de inserção da História Natural na instrução pública do Pará, as características que assumiu nesse processo e as condições culturais que possibilitaram essa inserção. A tese abrange um período que se entende entre 1851 até o período inicial da primeira República, em 1891. A escolha deste período inicial de análise se justifica pelo fato de que um dos ramos da História Natural, a Botânica, foi inserida no currículo do Liceu Paraense, com a criação da cadeira Elementos de Física, Química e princípios gerais de Botânica, em 1851. Enquanto disciplina autônoma, a História Natural só seria introduzida em 1873, quando passou a fazer parte do currículo do Curso Normal, anexo ao Liceu Paraense, integrando a cadeira Noções Gerais de Física, Química, História Natural e Agricultura, sendo retirada logo em seguida, em 1874. Após o advento da República, em 1889, disciplinas do campo da História Natural foram introduzidas nos currículos do Liceu Paraense e da Escola Normal, aparecendo, inclusive, outras disciplinas como Biologia, Higiene e Higiene Escolar, em ambas as escolas. Os três momentos que se destacam acima constituem os capítulos desta tese, que tem como embasamento teorizações dos campos de estudos da História do Currículo, História das Disciplinas Escolares e dos Estudos Culturais. Para analisarmos as características, as representações e os significados atribuídos à História Natural em cada um desses contextos, resgatamos os planos de ensino e outros documentos que pudessem indicar as especificidades que esta ciência assumiu no currículo escolar paraense. No que se refere às condições que a possibilitaram, averiguamos, principalmente, os discursos da época, impressos, sobretudo, em jornais e relatórios governamentais da época. Constatamos que, primeiramente, a presença de atividades ligadas ao campo da História Natural, como as dos naturalistas e de pesquisas na área da Botânica no contexto da cultura local, se constituíram fatores importantes para a inserção, num primeiro momento, da Botânica entre as ciências que constituíram a primeira cadeira científica do currículo da instrução pública paraense. Posteriormente, notamos que, embora existisse pessoas com pensamento voltado para a inserção de tais conhecimentos na educação, propondo sua inserção, eles não se mantiveram por questões culturais alegadas nos discursos veiculados nos jornais da época, como sendo de desinteresse. No último período, o da República, há indicações de que estes conhecimentos possam ter sido introduzidos e consolidados na cultura e no sistema escolar local, tendo em vista que houve reformas no sentido de adequar a um novo regime em que as ciências passaram a ser mais valorizadas.Tese Acesso aberto (Open Access) Do Campo à escola: as ciências no ensino agrícola do Pará (1909-1921)(Universidade Federal do Pará, 2021-04-22) SANTOS, José Arimatéa Gouveia dos; ALVES, José Jerônimo de Alencar; http://lattes.cnpq.br/9586790409626243Esta Tese tem por objetivo analisar a difusão das Ciências por meio do Ensino Agrícola no Pará, entre 1909 e 1921. Período esse que se justifica pela criação do Campo de Agricultura Experimental, em 1909, e se entende até 1921, quando a Escola de Agronomia do Pará apresentou a consolidação de suas atividades. Para alcançar nosso intento, abordamos uma historiografia que considera as condições de possibilidades para que as Ciências Naturais estivessem presentes em instituições agrícolas. E entre essas possibilidades, enfatizamos os discursos, embora não desconsiderando os outros elementos. Essa abordagem caracteriza a metodologia historiográfica elaborada por autores como Foucault (1986) e Wortmann e VeigaNeto (2001), que consideram o discursivo como condição histórica para o surgimento de objetos. Por último, em relação à difusão das Ciências no contexto histórico, social e cultural na região aqui recortado, nos apoiamos em historiadores da Ciência, como Saldaña (2000) e Quevedo (2000). Como pesquisa de natureza histórica, as fontes utilizadas foram principalmente o jornal Estado do Pará e as Mensagens de Governo do Estado do Pará, em que analisamos os discursos de Ensino Agrícola baseados nas Ciências. Em decorrência da pesquisa, podemos considerar que a difusão das Ciências no Ensino Agrícola no Pará, entre 1909 a 1921, foi mediada por aspectos culturais, sociais e históricos, produzindo efeitos para que essa difusão ocorresse de forma gradual e instável, iniciando no Campo de Cultura Experimental, a partir de um único saber, a Zoologia Agrícola, em 1911. Em seguida, em 1913, o Ensino Agrícola foi proposto por Lei para ser implantado em um conjunto de escolas e outras instituições agrícolas e modalidades de ensino com uma variedade de saberes das Ciências. No entanto, a despeito dessa lei, a proposta desse ensino não esteve em compasso com o que se observava nos discursos a respeito, pois as fontes indicam que as Ciências estavam na forma de coleções didáticas, em 1916. No ano seguinte, em 1917, foi criada uma escola agrícola secundária com o currículo rico em Ciências Naturais, porém não apresentou continuidade no seu funcionamento, sendo mais um caso de instabilidade das Ciências. Todavia, por meio do ensino superior, as Ciência se consolidaram, entre 1919 a 1921, por meio de currículo, práticas docentes e artigos publicados em periódicos por professores da Escola de Agronomia e Veterinária do Pará.Tese Acesso aberto (Open Access) História e currículo do curso de física (licenciatura) da Universidade Federal do Pará (1955-1976)(Universidade Federal do Pará, 2020-03-05) SANTOS, Janes Kened Rodrigues dos; ALVES, José Jerônimo de Alencar; http://lattes.cnpq.br/9586790409626243O foco desta pesquisa são as condições que possibilitaram a criação em implementação do Curso de Física (Licenciatura) em Belém do Pará (1965) até sua alteração com a proposição do Curso de Bacharelado em Física (1976). Foram consideradas os contextos normativos que prescreveram proposições curriculares, estabeleceram exigências para a formação profissional dos professores, os projetos institucionais, o apoio financeiro e técnico para a construção das salas de aula, a constituição do grupo docente do Curso. Assim, este trabalho de pesquisa apresenta a história do Curso de Física (Licenciatura); desde sua criação na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Belém, em 1954; até as alterações curriculares estabelecidas na década de 1970; com mudança na denominação para Licenciatura em Física, passando a ser responsabilidade do Centro de Ciências Exatas e Naturais. Para tal, inicialmente, alguns aspectos do Curso de Matemática (Bacharelado) da Faculdade supracitada serão apresentados tais como: currículo, demanda de alunos e professores, pois neste Curso havia disciplinas de física em sua composição curricular e vários egressos dele se tornaram professores do Curso de Física (Licenciatura), quando este iniciou suas atividades de ensino, dez anos depois da Matemática. Posteriormente, foi abordado o contexto de implantação do Curso de Física (Licenciatura) com a finalidade de analisar as condições de possibilidades sua criação, bem como as modificações curriculares e perspectivas formativas para o Licenciado em Física. Para o desenvolvimento de tal estudo, foram examinados: o contexto histórico e políticos que motivaram a criação do Curso de Física (Licenciatura), a formação dos professores, as normativas nacionais e resoluções institucionais que orientaram a condução dos trabalhos no Curso, a matriz curricular das cadeiras/disciplinas presentes nos currículos do Curso de Física (Licenciatura), na década de 1960 e na década de 1970, quando ele passou a designado Licenciatura em Física. Neste seguimento de mudança, evidenciou-se alterações formativas. Neste sentido, como informações a serem destacadas, cito: a presença de disciplinas de física na formação dos matemáticos, a predominância de disciplinas de física e de matemática na formação do licenciado e do bacharel em física na década de 1970, a presença de temáticas ambientais para os licenciados, a consideração das recomendações nacionais para a composição curricular dos cursos de Física em Belém, os convênios firmados com a República Federativa da Alemanha e com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico que possibilitaram a aquisição de equipamentos e a realização de cursos voltados para a execução de experimentos, a consolidação de pesquisas em geociências em função do intercâmbio de professores e técnicos alemães, a absorção de alunos do Curso de Mestrado como professores auxiliares e assistentes do Departamento de Física do Centro de Ciências Exatas e Naturais.
