Teses em Educação em Ciências e Matemáticas (Doutorado) - PPGECM/IEMCI
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/3775
O Doutorado Acadêmico pertence ao Programa de Pós-Graduação em Educação e Ciências e Matemáticas (PPGECM) do Instituto de Educação Matemática e Ciêntífica (IEMCI) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Teses em Educação em Ciências e Matemáticas (Doutorado) - PPGECM/IEMCI por Linha de Pesquisa "ETNOMATEMÁTICA, LINGUAGEM, CULTURA E MODELAGEM MATEMÁTICA"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Análise da fala-em-interação professor-alunos na Aula de Matemática: um enfoque na Psicologia Discursiva(Universidade Federal do Pará, 2021-05-06) MACÊDO, Laécio Nobre de; SOUZA, Elizabeth GomesInvestigar o fenômeno da fala-em-interação é uma prática que vem ampliando-se nas pesquisas em ciências sociais, linguística, comunicação, psicologia e educação. Neste cenário a Psicologia Discursiva (PD) surge como uma perspectiva teóricometodológica na concepção do fenômeno discursivo, capaz de contribuir para o desenvolvimento de pesquisas em Educação Matemática. Os repertórios interpretativos e o Modelo de Ação Discursiva (MAD) são conceitos propostos pelos teóricos da PD, que podem conectar diferentes particularidades, que estão presentes nos discursos dos participantes de modo sistemático, enfatizando as atividades realizadas por tais particularidades nas práticas sociais dos sujeitos. Esta pesquisa surgiu da necessidade de investigação sobre as falas-em-interação que ocorrem na sala de aula de Matemática, ministrada por professores sem habilitação para o ensino desta disciplina na escola, no Ensino Fundamental II. O estudo teve por objetivo analisar a fala-em-interação entre professor-alunos, relacionada aos repertórios interpretativos e processos linguísticos de ação, fato e interesse e responsabilidade, que ocorrem na sala de aula de Matemática. Trata-se de um estudo qualitativo com 30 alunos do 6º ano do Ensino Fundamental, de uma escola pública do município de Imperatriz – MA e um professor estagiário do curso de Licenciatura em Ciências Naturais, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). A produção de dados foi realizada em três etapas: gravações audiovisuais de aulas de Matemática, transcrição dos diálogos, codificações e análise das falas-em-interação. Os resultados indicaram a ocorrência dos repertórios interpretativos didático, pedagógico e aritmético nas falas do professor e alunos. Ao longo das aulas de Matemática o professor utilizou os seguintes recursos discursivos: atribuição de vantagem, técnica de perguntas, inoculação de interesses e role-play. Tais recursos representam um avanço para o campo da PD e da Educação Matemática, porque ajudam a entender como se desenvolve situações de ensino e aprendizagem relacionadas aos conceitos aritméticos, por meio da análise da fala-em-interação na sala de aula.Tese Acesso aberto (Open Access) Avaliação em matemática nos anos iniciais do ensino fundamental: práticas aceitas e movimentadas no cotidiano escolar(Universidade Federal do Pará, 2018-07-06) BRITO, Maria Augusta Raposo de Barros; LUCENA, Isabel Cristina Rodrigues de; http://lattes.cnpq.br/3255121871351967; https://orcid.org/ 0000-0001-9515-101XA avaliação escolar é um processo complexo que envolve e reflete as formas de pensar e ver a aprendizagem ao longo de toda a vida de um aluno. Essa premissa motivou a investigação realizada para responder o questionamento: como se organiza a racionalidade docente sobre o campo teórico da avaliação em matemática nos anos iniciais com o intuito de promover a aprendizagem? A pergunta de investigação deu origem ao objetivo geral da tese que consiste em investigar, no contexto da aula, atos imperativos explicitados nas práticas avaliativas no âmbito dos anos iniciais como forma de caracterizar a racionalidade docente acerca da avaliação em matemática. Esse objetivo foi desmembrado em três outros específicos que são: identificar atos de entendimento que constituem o saber dos docentes dos anos iniciais a respeito da avaliação com vistas a identificar obstáculos epistemológicos; elencar dinâmicas avaliativas quanto a sua finalidade e os instrumentos usados no contexto do ensino de matemática dos anos iniciais; classificar as tarefas de avaliação mobilizadas pelos professores dos anos iniciais no ensino de matemática. Participaram deste estudo três professores da rede pública dos anos iniciais do Ensino Fundamental, sendo dois em Belém/Pará e um em Évora/Portugal. No âmbito do estudo, utilizou-se uma metodologia de característica qualitativa incidindo particularmente no estudo de caso à luz do caráter descritivointerpretativo em que a recolha de dados foi baseada na observação não participante e entrevistas. Por meio da definição de objetos e suas correspondentes dimensões, foi utilizada uma Matriz de Investigação ou Guião que proporcionou olhar para elementos didáticos constitutivos da prática pedagógica avaliativa. Ao longo do processo da pesquisa, foi necessária a construção de um corpus teórico para a compreensão do fenômeno investigado de um modo mais amplo, ancorado nas ideias de Hoffmann (1991), Perrenoud (1999), Buriasco (2002), Fernandes (2005, 2006, 2008), Afonso (2009) e Lukesi (2010) no tangente à avaliação escolar e em Bachelard (1996) na possibilidade de identificar os obstáculos epistemológicos presentes na prática docente avaliativa. De posse das narrativas, foi possível a triangulação para responder a questão de pesquisa. A partir dos resultados, afirmo que as práticas avaliativas aceitas e movimentadas no contexto escolar são produções culturais, ou seja, são tradições avaliativas que repousam em um conhecimento alicerçado na própria empiria docente em que se acredita que o “espírito [científico] inicia com a aula”, aulas que por vezes indicam crenças que a demonstração repetitiva (dos objetos de ensino) é capaz de ensinar e, por conseguinte, não se pode negar que esse pressuposto pode reverberar-se nas práticas avaliativas.Tese Acesso aberto (Open Access) A epistemologia histórica cultural de Roger Chartier em teses sobre história da educação matemática no Brasil (2000-2018)(Universidade Federal do Pará, 2020-02-14) MACHADO, Edina Fialho; MENDES, Iran Abreu; http://lattes.cnpq.br/4490674057492872; https://orcid.org/0000-0001-7910-1602O presente trabalho problematiza sobre o modo como a produção científica em História da Educação Matemática em programas de Pós-graduação em universidades brasileiras mobilizaram os conceitos de Práticas, Representações e Apropriações, de Roger Chartier, em teses de doutoramento. Para compreender essa problematização tomamos como fundamentos teóricos e metodológicos os princípios da História Cultural, advindos de Chartier (1990, 1991, 2012, 2016, 2018, 2019) e suas reinterpretações para usos no campo da História da Educação Matemática, no diálogo estabelecido com as ideias de Valente (2013, 2014, 2016, 2017, 2018, 2019). Objetivou conhecer e ponderar como esses três conceitos foram mobilizados na produção científica em Teses de doutoramento em História da Educação Matemática, defendidas em programas de Pós-graduação em universidades brasileiras, entre os anos de 2000 a 2018. Para alcançar os objetivos realizamos um levantamento bibliográfico e documental no banco de dados da CAPES, Bibliotecas virtuais de universidades brasileiras e o Centro Brasileiro de Referência em Pesquisa em História da Matemática (CREPHIMat). A análise foi realizada na lógica de Totalidade Holográfica. Os resultados apontam que as pesquisas de teses em História da Educação Matemática com abordagem da História Cultural têm uma significativa produção que vem sendo ampliada para a constituição de uma epistemologia própria no Brasil. Todavia, em relação à mobilização da epistemologia histórica cultural de Roger Chartier, a produção foi incipiente entre os anos de 2000 a 2007, com um movimento crescente entre os anos de 2010 a 2018, por meio de diversas maneiras de mobilização e de representações dessa epistemologia, a partir das apropriações e de critérios estabelecidos pelos autores. Materialmente, os objetos que foram mais frequentes nas pesquisas analisadas, referem-se, a formação docente em Matemática, a vidas de professores de Matemática, ao Movimento da Matemática Moderna, às práticas de ensino, conteúdos, currículos e livros didáticos de Matemática. Identificamos que a produção está concentrada nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, com crescimento nas regiões Nordeste e Norte, entre os anos de 2015 e 2018. Concluímos que existe um crescimento recente de diferentes maneiras de mobilização da tríade epistemológica histórica cultural de Roger Chartier como elementos de conexão entre as práticas, as representações e as apropriações na produção científica em História da Educação Matemática, a qual, está em processo acelerado de consolidação como uma fundamentação teórica-metodológica própria dessa área no Brasil pela mobilização da epistemologia de Roger Chartier.Tese Acesso aberto (Open Access) A tradução da linguagem matemática na aprendizagem da geometria por estudantes da educação básica: perspectivas para a educação matemática(Universidade Federal do Pará, 2018-11-12) MEIRA, Janeisi de Lima; SILVEIRA, Marisa Rosâni Abreu da; http://lattes.cnpq.br/3588315106445865; http://orcid.org/0000-0002-3147-9478A presente pesquisa teve como objetivo investigar acerca do processo de tradução da linguagem matemática para a linguagem natural na aprendizagem de matemática. Tomamos como ponto de partida as produções acadêmicas de dissertações e teses na área, e os resultados do índice de desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e PISA, do Estado do Tocantins. Assumimos como base teórica a filosofia madura de Wittgenstein, o qual afirma que traduzir é um jogo de linguagem, pois se constitui no domínio de técnicas. Realizamos análises dos documentos orientadores da educação e uma intervenção em sala de aula com alunos do ensino fundamental, na escola Brigadeiro Felipe, em Arraias-To, esta produziu o material empírico constituído a partir da aplicação de um questionário, entrevistas e atividades de geometria plana. As análises estiveram organizadas em dois eixos, no primeiro analisamos os documentos orientadores da educação e no segundo o material empírico. No primeiro eixo, as análises dos documentos revelaram uma compreensão referencial da linguagem indicando a linguagem matemática exclusivamente como uma simbologia que representa o conceito matemático. Já no segundo eixo, o material empírico indicou que a tradução da linguagem matemática se revela como uma necessidade interna à própria matemática e que ao realizar diferentes jogos de linguagem durante a tradução favorece e assegura a sua aprendizagem. Com isso defendemos que as dificuldades de aprendizagem da matemática estão relacionadas à compreensão dos conceitos e suas regras, no que tange ao processo de tradução do universo linguístico que envolve a linguagem matemática, por se tratar de um fenômeno normativo e seu uso está distante da prática cotidiana. Assim, a tradução correta dessa linguagem promove a autonomia do estudante na aquisição de significados favorecendo aplicações dos usos em diferentes contextos.
