Dissertações em Ciências Ambientais (Mestrado) - PPGCA/IG
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2855
O Mestrado Acadêmico em Ciências Ambientais teve início em 2005 e funciona no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) do Instituto de Geociências (IG) da Universidade Federal do Pará (UFPA) em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA/Amazônia Oriental).
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Navegando Dissertações em Ciências Ambientais (Mestrado) - PPGCA/IG por Linha de Pesquisa "ECOSSISTEMAS AMAZÔNICOS E DINÂMICAS SOCIOAMBIENTAIS"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de indicadores de desenvolvimento sustentável em Moçambique: uma aplicação do barômetro da sustentabilidade(Universidade Federal do Pará, 2017-09-25) MAXLHAIEIE, Martinho Julião; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; lattes.cnpq.br/3761418169454490Nos últimos anos têm-se buscado desenvolver métodos de avaliação do progresso rumo ao Desenvolvimento Sustentável (DS), nos níveis nacional, regional ou na escala local através de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS). A importância da utilização desta ferramenta para a implementação de políticas públicas baseada no DS ocorreu na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, em 1992. Embora sejam muito importantes no processo de avaliação, estas ferramentas são atualmente pouco conhecidas, o que acaba dificultando sua utilização de maneira adequada. Em Moçambique, pouco se tem aplicado ferramentas de análise de sustentabilidade em suas mais diversas dimensões, devido à falta de informação das metodologias de indicadores, e principalmente pela ausência de uma estrutura institucional sólida para acompanhar, de forma eficaz, a implementação da Estratégia Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável de Moçambique. Dessa forma, a pesquisa empreendida tem por objetivo analisar o nível de desenvolvimento sustentável de Moçambique, no período de 2001 e 2014, por meio da aplicação do Barômetro da Sustentabilidade (BS). O BS é um método de análise bidimensional que inclui dois subsistemas: o humano e o ambiental e a partir deles são calculados índices sintéticos denominados “índice de bem-estar ambiental e “índice de bem-estar humano”. A pesquisa se constitui de um levantamento bibliográfico e documental, e foram selecionados 40 indicadores e definidas as escalas de desempenho para cada indicador. O resultado mostra que Moçambique encontra-se em uma performance ou condição de Potencialmente Insustentável em 2014 em comparação com a condição Insustentável de 2001.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de indicadores sustentáveis urbano em uma mesorregião amazônica, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2022-03-29) SILVA, Elisane Gabriel do Nascimento; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401 Orcid iD ? https://orcid.org/0000-0003-3253-5301; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401 Orcid iD ? https://orcid.org/0000-0003-3253-5301As preocupações globais com a degradação ambiental surgiram desde a década de 1970, refletidas em conferências, reuniões, relatórios, entre outros, realizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), em que surgem acordos internacionais em prol da preservação da biodiversidade mundial. As percepções sobre Desenvolvimento Urbano Sustentável abrangem as conceituações de evolução, consciência social e conservação ambiental. Para mensurar o Desenvolvimento Sustentável global, entra em vigor a Agenda 30 publicada pela ONU, com 169 metas, divididas em 254 indicadores, porém não avaliam a sustentabilidade municipal. O objetivo deste estudo é propor um sistema de indicadores que permita a análise da sustentabilidade urbana diante das dimensões social, político-institucional e ambiental dos municípios da Mesorregião Metropolitana de Belém. A Matriz de Indicadores de Sustentabilidade Urbana (MASU) foi elaborada para que a coleta de dados seja realizada por meio de sites da internet, sem custos ao pesquisador. Na validação desta proposta foram aplicadas duas metodologias: o método Escalar de Likert (adaptado) e o método de Análise de Componentes Principais (ACP), análises divididas em dois capítulos. Os resultados obtidos pelo método Escalar Likert (adaptado) apontam para sustentabilidade nos indicadores da Dimensão Social e insustentabilidade nos indicadores das Dimensões Ambiental e Político-Institucional, consecutivamente, destacando os municípios de Belém e Santa Bárbara do Pará como sustentáveis, e os municípios de Marituba, Inhangapi e Castanhal como insustentáveis. A sustentabilidade alcançada pelos municípios infere cidades com Desenvolvimento Sustentável, embora essa sustentabilidade esteja associada à análise relativa da amostra de dados. Enquanto a aplicação do método ACP mostrou sustentabilidade nos indicadores da Dimensão Social e insustentabilidade nos indicadores da Dimensão Político-Institucional, destacando os municípios com Desenvolvimento Sustentável sendo Barcarena, Santa Bárbara do Pará, Inhangapi e Santa Isabel do Pará como sustentáveis, devido aos critérios medidos por meio dos Componentes Principais (CPs). Assim, a MASU destacou resultados realistas, mostrando indicadores (des)favoráveis à sustentabilidade local, fornecendo subsídios à gestão pública para solucionar problemas específicos e desenvolver políticas públicas efetivas para atender às necessidades da população e alcançar o Desenvolvimento Urbano Sustentável.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise e modelagem hidrometeorológica na Bacia do Rio Tocantins em Marabá-PA(Universidade Federal do Pará, 2008) SANTOS, Daniel Meninéa; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020Esta pesquisa objetivou desenvolver um modelo estatístico de previsão de vazão para Marabá - PA, bem como avaliar a estrutura dinâmica atmosférica associada aos extremos do regime hidrológico da bacia do rio Tocantins. O modelo hidrológico de regressão linear múltipla utilizou as séries de observações fluviométricas e pluviométricas obtidas no banco de dados da ANA. Os testes de validação do modelo estatístico com coeficiente de Nash acima de 0,9 e erro padrão de 1,5 % e 5% nos períodos de cheia e estiagem, respectivamente, permitem que as previsões de vazão em Marabá possam ser geradas com antecedência de 2 a 4 (3 a 5) dias para o período da cheia (estiagem). Através da técnica de composições considerando todos os anos com registro de vazão acima/muito acima e abaixo/muito abaixo do normal, obtidos pela metodologia dos percentis, investigaram-se as características regionais da precipitação e a estrutura dinâmica atmosférica em cada mês (Novembro a Abril). As composições dos anos com vazão acima/muito acima mostraram que a precipitação sobre a bacia foi acima do normal em todos os meses, sendo que os padrões de grande escala indicaram a configuração associada ao fenômeno La Niña no Pacífico e condições de resfriamento no Atlântico Sul; intensificação tanto do ramo ascendente zonal da célula de Walker como do ramo ascendente meridional da célula de Hadley; intensificação da Alta da Bolívia posicionada mais a leste e anomalias negativas de ROL associadas à atuação conjunta da ZCAS e ZCIT. Inversamente, as composições dos anos com vazão abaixo/muito abaixo evidenciaram a predominância de precipitação abaixo do normal em toda bacia hidrográfica, a qual se associou com as condições de aquecimento (El Niño) sobre o Pacífico, Atlântico sul aquecido, célula de Walker e Hadley com enfraquecimento dos movimentos ascendentes, posicionamento da Alta da Bolívia mais a oeste com anomalias positivas de ROL indicando inibição da atividade convectiva tropical. Adicionalmente, uma análise quantitativa dos impactos sócio-econômicos sobre os principais núcleos da cidade de Marabá revelou que aproximadamente 10 mil pessoas (5% da população) são atingidas pela cheia do rio Tocantins com custos nas operações de enchente acima de R$ 500.000,00, considerando o caso de 2005.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise integrada da paisagem na bacia hidrográfica do rio Acará, Amazônia Oriental: subsídios ao planejamento ambiental.(Universidade Federal do Pará, 2019-02-22) DIAS, Filipe Gomes; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594A dinâmica do uso e cobertura da terra na região Amazônica tem impulsionado alterações negativas nos diferentes sistemas ambientais, que em muitos casos apresentam cenários muito graves. Tal situação torna de suma importância as ações de planejamento e gestão ambiental dos recursos naturais. Desse modo, a presente pesquisa tem por objetivo realizar uma análise integrada da paisagem na bacia hidrográfica do rio Acará, Nordeste paraense, na Amazônia Oriental, por meio de técnicas de geoprocessamento, com o intuito de subsidiar ações de planejamento ambiental. Para isso, adotou-se os fundamentos teórico-metodológicos da abordagem geoambiental para analisar de forma integrada e holística os aspectos, as condições, os problemas, as fragilidades e potencialidades da paisagem da bacia. A construção desta pesquisa contou com o levantamento de bibliografias sobre o tema, de dados socioeconômicos e geocartográficos, para a confecção de mapas e cartas temáticas. Os resultados obtidos indicam que a bacia apresenta cinco unidades geoambientais marcadas por condições socioeconômicas e de saneamento ambiental baixas e insatisfatórias, onde a implementação de políticas públicas específicas influenciou diretamente em mudanças do uso da terra, tanto no sentido de menores taxas de desflorestamento quanto na expansão do monocultivo de dendê, em sua maioria em áreas degradadas, porém avançando para áreas florestais. Constatou-se também que os usos da terra, sobretudo as atividades agropecuárias, têm degradado substancialmente as zonas ripárias, além de influenciar na manutenção de água no sistema hídrico, impactando áreas que desempenham funções vitais para a sustentabilidade hidroambiental da bacia. Dessa forma, são apresentadas recomendações gerais para subsidiar ações de planejamento e gestão ambiental na bacia hidrográfica do rio Acará para se alcançar um quadro de sustentabilidade hidroambiental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise multitemporal da sustentabilidade de uma comunidade extrativista no estuário amazônico(Universidade Federal do Pará, 2022-04-08) NASCIMENTO, Thaylana Pires do; CATTANIO, José Henrique; http://lattes.cnpq.br/1518769773387350; https://orcid.org/0000-0001-8335-9593Dentre os ecossistemas existentes no bioma Amazônia existe as planícies de inundação (floresta ombrófila densa aluvial conhecida como floresta de várzea do estuário), onde habitam comunidades tradicionais, como os indígenas, quilombolas, seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco-de-babaçu e os ribeirinhos. As principais atividades econômicas realizadas nestas florestas de várzea são o extrativismo vegetal, principalmente coleta de frutos de açaí, extração de palmito e madeira, pesca artesanal e captura de camarão. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar as mudanças em relação ao uso sustentável da Área de Proteção Ambiental da Ilha do Combú (APA Ilha do Combú), relacionando à atual economia proveniente dos produtos florestais não madeireiros com as estratégias econômicas utilizadas pelos ribeirinhos em um recorte temporal de 30 anos. A metodologia empregada foi pesquisa de campo a partir de entrevistas com aplicação de questionários semiestruturados em 10 famílias chaves. Levantou-se os benefícios e as desvantagens da criação da APA Combú, onde o amento do número de bares e restaurantes parece estar indo contra os anseios da população local. Concluiu-se com a confirmação da hipótese de que a intensificação do manejo do açaí nas propriedades resultou em aumentando da rentabilidade dos moradores da Ilha em relação ao que era alcançado em 1990. Entretanto, isto resulta em uma maior dependência deste produto em detrimento dos outros PFNM elencados em 1990.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise temporal do índice de vegetação e caracterização da cobertura vegetal no Estuário amazônico(Universidade Federal do Pará, 2021-09-09) RIBEIRO JUNIOR, Julia Pereira; CATTANIO, José Henrique; http://lattes.cnpq.br/1518769773387350; https://orcid.org/0000-0001-8335-9593O referido estudo foi desenvolvido no período de 1990 a 2020 na região insular da Baia do Guajará, estado do Pará e teve como objetivo analisar a dinâmica de uso e cobertura do solo nas ilhas da região insular da Baia do Guajará através do índice de vegetação NDVI, com a intenção de provocar a discussão e inserção de novas estratégias de desenvolvimento urbano, econômico, social e turístico na região na APA da Ilha do Combú, localizada no município de Belém, Pará. Para alcançar tal objetivo foi elaborado no code editor do Google Earth Engine, o script para gerar índice de vegetação (NDVI) comparando com as médias mensais e anuais da precipitação pluviométrica. Constatou-se que a sazonalidade influência de forma consistente no comportamento da vegetação e por consequência no NDVI, já que as mudanças antrópicas foram mínimas na maioria das ilhas. ABSTRACT This study was carried out from 1990 to 2020 in the insular region of Baia do Guajará, state of Pará and aimed to analyze the dynamics of land use and cover on the islands of the insular region of Baia do Guajará through the NDVI vegetation index. with the intention of provoking the discussion and insertion of new urban, economic, social and tourist development strategies in the region in the APA of Ilha do Combú, located in the municipality of Belém, Pará. To achieve this objective, the script to generate vegetation index (NDVI) was prepared in the code editor of Google Earth Engine, comparing it with the monthly and annual averages of rainfall. It was found that seasonality consistently influences the behavior of vegetation and, consequently, the NDVI, since anthropic changes were minimal on most islands. Keywords: remote sensing; insular region of Belém (PA); Google Earth Engine; floristic surveyDissertação Acesso aberto (Open Access) O aterro sanitário de Marituba: estimativa e dispersão das emissões de biogás e a percepção da mudança da qualidade do ar pela população do entorno.(Universidade Federal do Pará, 2019-02-18) MACHUCA ESPÍRITU, José Guillermo; IMBIRIBA, Breno Cesar de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/7979656297541988; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685Os Resíduos Sólidos Urbanos em aterros e lixões são uma importante fonte antropogênica de Gases de Efeito Estufa, principalmente o Metano (CH4), que possui alta capacidade de reter calor na atmosfera. Na Central de Processamento e Tratamento de Resíduos Sólidos (CPTR) Marituba localizada na Região Metropolitana de Belém, Pará, foi estimada a geração de metano atual e futura a partir do ano 2015 através do modelo do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) considerando uma data mínima de operação de 15 anos. O aterro deverá gerar durante sua história em torno de 610 mil toneladas de CH4, das quais aproximadamente 95% serão emitidas nos próximos anos. Considerando o potencial de aquecimento global do metano que é 28 vezes maior do que o dióxido de carbono (CO2), ao longo dos anos, o não aproveitamento deste gás gerará uma quantidade equivalente a 17 milhões de toneladas de dióxido de carbono. A dispersão do gás metano como traçador de outros gases e odores gerados na CPTR Marituba utilizando um modelo de dispersão gaussiana mostra que no período noturno (18:00-06:00) a acumulação dos gases é maior na área circundante ao aterro e causa desconfortos na população validando esta informação com os resultados das entrevistas aos moradores da área circundante dos municípios de Ananindeua e Marituba, que sofrem maiores incômodos a causa dos maus odores neste mesmo período noturno. Os resultados desta pesquisa devem ser levados em conta na definição de políticas públicas para a localização de novos aterros sanitários e na implementação de ações para mitigar o impacto negativo dos aterros existentes. Apesar da relevância da temática abordada nesse trabalho, estudos sobre a geração e dispersão dos gases assim como o impacto na população circundante em aterros na Região Amazônica são escassos na literatura, portanto este trabalho acrescenta às pesquisas, a compreensão a respeito dos aterros e seus impactos na Amazônia assim como também o aproveitamento do biogás.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atributos químicos do solo e composição química de folhas de mangue vermelho (Rhizophora mangle L.) em um manguezal e área transicional em São João de Pirabas, Pará(Universidade Federal do Pará, 2015) NASCIMENTO, Bruno Delano Chaves do; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031Os manguezais são ecossistemas costeiros característicos de regiões tropicais e subtropicais de grande importância social e ecológica. Na Amazônia esses ecossistemas representam mais da metade das áreas de mangue do Brasil (cerca de 70%) e são reconhecidos pela sua grande exuberância e magnitude relacionadas à distribuição regular das chuvas, as altas temperaturas, a grande amplitude de marés (>4m) e ao suprimento de sedimentos dos rios dessa região. Mudanças nas características hídricas e nas propriedades físico químicas do solo podem provocar alterações na dinâmica dos nutrientes nesses ecossistemas. Em ambientes transicionais essas características são alteradas e podem ter efeitos sobre a concentração de nutrientes nos compartimentos do ecossistema. Visando diferenciar esses ambientes de transição e os ambientes de manguezais propriamente ditos quanto à concentração de nutrientes é que este trabalho busca avaliar os teores de nutrientes no solo, em folhas de Rhizophora mangle L. e em folhas de serapilheira nesses dois tipos de ambientes em dois períodos sazonais em um manguezal do litoral amazônico. Foram coletadas amostras no mês de menos chuva (setembro de 2011) e o de mais chuvas (abril de 2012) nas duas áreas e submetidas a análises químicas para obter a concentração de macro (Ca, Mg, Na, K, Al, S, P, N, C) e micro nutrientes (Cu, Zn, Mn, Fe). Também foram analisadas as propriedades físico-químicas do solo (Eh, pH e Salinidade) e a granulometria do solo. Os resultados apontam maiores concentrações de nutrientes no solo do manguezal de franja quando comparado a zona de transição (manguezal x floresta secundária), indicando que o Eh que é mais baixo no primeiro influenciado pela proximidade com o mar e a maior frequência de inundação pelas marés, é o principal fator de diferenciação na concentração de nutrientes do solo. Os nutrientes nas folhas de Rhizophora mangle L. não apresentam grandes diferenças de um ambiente para o outro e não seguem o mesmo padrão de concentração do solo quanto às duas áreas estudadas, porém, nas folhas são mais influenciados pela diferença de um período climático para o outro. Assim, as árvores de mangue vermelho do bosque da zona de transição conseguem manter uma concentração de nutrientes semelhante ao bosque de franja, sendo a diferença estrutural do bosque mais relacionada a granulometria do solo do que a relação nutricional, já que essas árvores possuem mecanismos fisiológicos para conservação e seleção de nutrientes, como é o caso do N que poderia ser um nutriente limitante nesses ambientes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atributos químicos do solo e interação com folhas de serapilheira em manguezais da ilha de Itarana e comunidade Caranã, São João de Pirabas, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2013-04-26) SOUZA, Marina Lopes de; MOTA, Maria Aurora Santos da; http://lattes.cnpq.br/5817549281617240; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031Os manguezais são ecossistemas costeiros situados na interface terra-mar, sob constante influência da dinâmica das marés. Sabe-se que este ecossistema é considerado um dos mais produtivos do mundo, em função da grande quantidade de matéria orgânica que é produzida e exportada para outros ambientes. Esta produtividade, por sua vez, tem sua origem tanto na serapilheira produzida dentro do próprio sistema, quanto do aporte de nutrientes advindo das marés e das águas pluviais. A dinâmica de nutrientes em manguezais está vinculada a fatores como a frequência de inundação pelas marés, o período sazonal, a topografia e os processos biogeoquímicos. Neste contexto, este trabalho se propõe avaliar os atributos químicos do solo e verificar a interação entre solo e folhas de serapilheira em manguezais no nordeste paraense, na estação chuvosa e menos chuvosa. Para tanto, foram coletadas amostras de solo e folhas de serapilheira, em períodos sazonais distintos, para análises de pH, Eh, salinidade intersticial, C, N, S, P, Fe, Na+, K+, Ca+2, Mg+2 e Al+3. Os resultados dos atributos químicos do solo evidenciaram que sazonalidade climática exerceu maior influência sobre os resultados de Na+, K+ e salinidade intersticial. O manguezal de intermaré apresentou teores de nutrientes do solo mais elevados quando comparado ao manguezal de supramaré. Em geral, houve uma relação na concentração de nutrientes do solo com a concentração de nutrientes das folhas de serapilheira, mais evidente nas altas concentrações de carbono, assim como nas condições de elevação do teor de alguns nutrientes em folhas de serapilheira do manguezal de supramaré durante o período chuvoso.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da exploração florestal de impacto reduzido em atributos físicos e químicos do solo e na regeneração natural em Paragominas, PA(Universidade Federal do Pará, 2008) HIRAI, Eliana Harumi; SILVA, José Natalino Macedo; http://lattes.cnpq.br/0479038232182214; CARVALHO, Cláudio José Reis de; http://lattes.cnpq.br/5976057799163293Este trabalho foi realizado na Fazenda Rio Capim, propriedade da Empresa Cikel Brasil Verde Madeiras Ltda., Paragominas, PA. O objetivo principal foi estudar as propriedades físicas e químicas do solo e a regeneração natural em três Unidades de Trabalho exploradas em 2000, 2003 e 2006, considerando os tratamentos: centro de clareira, ramais de arraste primário e secundário, pátio de estocagem e parcela-controle. Nas parcelas de plantas foi medido o diâmetro de cada indivíduo a aproximadamente 1,30 m do solo; todas as espécies foram identificadas e calculadas a riqueza, abundância, Índice de diversidade, equitabilidade e similaridade florística. As amostras de serapilheira foram retiradas nas parcelas de coleta de solo. Para análise física (granulometria, densidade, resistência à penetração, porosidade e umidade volumétrica) do solo foram coletadas amostras a 0-5, 5-10, 10-20, 20-30 cm de profundidade, e para a análise química (pH, teor e estoque de carbono e nitrogênio, relação C/N) foram coletadas amostras a 0-10 cm. Nas trilhas de arraste primárias foram considerados o seu início, meio e fim, e tanto para as trilhas de arraste primárias e secundárias, considerou-se as marcas das rodas do maquinário (RM), o espaço entre as rodas (ER), e borda da trilha (BT). As clareiras resultantes da derruba de árvores foram medidas aleatoriamente e classificadas com área < 600m2 e > 600m2. O solo das áreas de estudo é Latossolo Amarelo com textura muito argilosa. A densidade e a porosidade do solo variaram significativamente entre anos e entre tratamentos (p<0,001); não houve diferença significativa na profundidade de 20-30 cm. Ramais principais, secundários e pátio foram os tratamentos mais afetados. A classe de clareira não influenciou na densidade. Verificou-se que ER e BT não diferiram estatisticamente. A comparação entre início, meio e fim da trilha não foi diferente para nenhuma das comparações. Os resultados para resistência à penetração foram muito semelhantes aos da densidade e porosidade. A umidade volumétrica variou em função da combinação ano e tratamento (p<0,001). Os valores médios de Ph variaram entre 4,72 a 5,92. Houve uma redução de serapilheira com decorrer dos anos pós-exploração. Os valores médios do teor de C variaram entre 25,94 a 42,59 g.kg-1 e o teor de N entre 2,23 a 3,35 g.kg-1, valores esses considerados altos para ambos. Para o estoque de carbono (Mg.ha-1) não foi encontrada diferença significativa para nenhuma das combinações possíveis entre ano, estação e tratamento. A relação C/N para as UTs exploradas apresentou valores entre 10,37 e 15,42, ocorrendo a mineralização do nitrogênio inorgânico do solo. As três Uts estudadas apresentaram alta diversidade de espécies e alta equitabilidade. As Uts exploradas em 2000 e 2003 possuem maior similaridade florística (35,93%), seguida da UT explorada em 2003 e 2006 (33,46%), e UTs exploradas em 2000 e 2006 (26,93%). Concluiu-se que é necessário um longo período de observação para a avaliação dos efeitos da compactação no crescimento da regeneração. Os indicadores de boas práticas de manejo florestal deveriam abranger atributos físicos, químicos e biológicos do solo para um melhor entendimento do sistema e escolha de demais indicadores que possam dar respostas sobre o equilíbrio do ecossistema florestal. Os parâmetros estudados podem ser utilizados como indicadores de qualidade ambiental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da sustentabilidade hídrica segundo os modelos de uso e ocupação do território na bacia do Rio Guamá–Pará, Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2017-02-28) ROCHA, Nívia Cristina Vieira; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594A bacia hidrográfica do rio Guamá abrange dezenove municípios localizados no nordeste paraense, região com a maior densidade demográfica do estado. O objetivo desta pesquisa é aplicar o índice de sustentabilidade hídrica para a bacia hidrográfica do rio Guamá, a partir de aspectos hidrológicos (utilizando a metodologia Curva Número), ambientais (por meio da análise da porcentagem de área composta de vegetação), sociais (a partir de índices que contribuem para analisar a qualidade de vida) e de gestão (com a análise do potencial institucional). Para uma melhor análise, a bacia do rio Guamá foi dividida em oito sub-bacias. Os resultados referentes ao indicador hidrológico demonstraram uma característica mediana em relação às sub-bacias; o indicador ambiental mostrou a distinção destas em relação à cobertura vegetal; o indicador social foi considerado o que apresentou pior desempenho em relação aos demais; e o indicador de gestão apresentou características que apontam a necessidade de um fortalecimento institucional. Levando em consideração a bacia do rio Guamá como um todo, é obtido o índice de sustentabilidade intermediário. Considerando o contexto em que se encontra esta bacia hidrográfica, são necessárias medidas voltadas ao planejamento estratégico ligado à gestão e manejo da mesma, sendo que os gestores e demais setores da sociedade devem trabalhar de maneira mais eficiente para minimizar as pressões sobre a vegetação remanescente, para reforçar a capacidade institucional e para melhorar a qualidade dos recursos e de vida da população, com a intenção de potencializar a sustentabilidade da bacia como um todo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da viabilidade da legislação ambiental para o pequeno produtor rural no Estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2011) CUNHA, Helen Theyla Costa da; ALMEIDA, Oriana Trindade de; http://lattes.cnpq.br/0325909843645279A expansão das fronteiras na região amazônica vem acelerando em assentamentos e garimpos, com a crescente migração intrarregional, ou seja, aquela realizada dentro da mesma região. Os grandes e médios fazendeiros são ditos responsáveis pela maior parte do desflorestamento. Os pequenos agricultores também podem ter uma parcela de responsabilidade, ainda que menor, em termos de área total. Apesar do atual desmatamento na Amazônia, há uma oportunidade de conservação através da gestão florestal e da implementação da legislação ambiental. O município de Paragominas está situado na mesorregião sudeste do Estado do Pará e possui as principais atividades relativas ao uso da terra ocorrente na Amazônia. A implementação da Reserva Legal e das Áreas de Preservação Permanente são as principais regulamentações por meio da legislação ambiental atualmente. Entretanto, essa legislação ainda se mostra pouco efetiva pelas instituições governamentais ambientais da região. A falta de informação, o processo burocrático e a questão financeira dos pequenos produtores rurais são alguns dos fatores que prejudicam o andamento deste processo, em relação ao cumprimento da legislação ambiental. Atualmente existem 44 localidades distribuídas no município de Paragominas, dentro e fora de áreas de assentamentos, entre elas foram escolhidas a comunidade do Uraim e Del Rei, com 56 e 43 pequenos produtores rurais, respectivamente. A metodologia baseou-se na aplicação de questionários com entrevistas estruturadas e semiestruturadas para realizar levantamento sobre a legislação exigida para efetuar o Licenciamento Ambiental de pequenos produtores rurais, seu perfil socioeconômico, e sua percepção em relação ao conjunto de leis necessárias para a emissão do licenciamento ambiental. Os resultados mostram que os pequenos produtores ainda não possuem informação e subsídios suficientes para adequar suas propriedades, perante as exigências da legislação ambiental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da vulnerabilidade ambiental de unidades de conservação da Amazônia Legal brasileira(Universidade Federal do Pará, 2023-06-30) SILVA, Ermeson Freitas da; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031; https://orcid.org/0000-0002-6222-5534O presente trabalho avaliou a vulnerabilidade de unidades de conservação da Amazônia Legal Brasileira no período de 2012 a 2021. Por meio da análise de indicadores de exposição e sensibilidade, foram identificadas as principais ameaças enfrentadas por essas áreas protegidas, incluindo cobertura florestal, atividade econômica, acesso, recursos naturais, humanos e econômicos, e estes foram consolidados em um índice final de vulnerabilidade. Os valores médios do componente de exposição e sensibilidade para os indicadores de queimadas e pastagens foram os mais altos, o que destaca os efeitos significativos dessas ameaças nas unidades de conservação. Os resultados obtidos forneceram insights importantes sobre os desafios enfrentados pelas unidades de conservação e destacaram a necessidade de compreender e monitorar sua vulnerabilidade para o desenvolvimento de estratégias eficazes de conservação e manejo. Essas informações são fundamentais para embasar a tomada de decisões e a implementação de políticas e medidas direcionadas à proteção e sustentabilidade dessas áreas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da vulnerabilidade ambiental de Unidades de Conservação da Amazônia Legal Brasileira(Universidade Federal do Pará, 2023-06-30) SILVA, Ermeson Freitas da; LIMA , Aline Maria Meiguins de Lima; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187; RUIVO, Maria de Lourdes; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031; https://orcid.org/0000-0002-6222-5534O presente trabalho avaliou a vulnerabilidade de unidades de conservação da Amazônia Legal Brasileira no período de 2012 a 2021. Por meio da análise de indicadores de exposição e sensibilidade, foram identificadas as principais ameaças enfrentadas por essas áreas protegidas, incluindo cobertura florestal, atividade econômica, acesso, recursos naturais, humanos e econômicos, e estes foram consolidados em um índice final de vulnerabilidade. Os valores médios do componente de exposição e sensibilidade para os indicadores de queimadas e pastagens foram os mais altos, o que destaca os efeitos significativos dessas ameaças nas unidades de conservação. Os resultados obtidos forneceram insights importantes sobre os desafios enfrentados pelas unidades de conservação e destacaram a necessidade de compreender e monitorar sua vulnerabilidade para o desenvolvimento de estratégias eficazes de conservação e manejo. Essas informações são fundamentais para embasar a tomada de decisões e a implementação de políticas e medidas direcionadas à proteção e sustentabilidade dessas áreas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação do programa municípios verdes na perspectiva da gestão ambiental e do impacto sobre o controle do desmatamento no Estado do Pará.(Universidade Federal do Pará, 2019-10-24) CASTELO, Thiago Bandeira; SANTOS , Ricardo Bruno Nascimento dos; http://lattes.cnpq.br/3685339264701382; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439O Estado do Pará é o segundo maior estado da Amazônia Legal, detentor de vasta biodiversidade e de grandes áreas de floresta natural. Essas condições têm atraído ao longo dos anos, atores interessados em explorar suas riquezas naturais por meio de abertura de áreas sobre as florestas com corte desordenado de madeira, criação de gado e cultivos agrícolas, além da execução de empreendimentos energéticos. Desse modo, as taxas de desmatamento cresceram de forma exponencial nos anos 2000, imperando ações do governo por meio de programas e projetos políticos de combate ao desmatamento. Insere-se no contexto das políticas, o Programa Municípios Verdes (PMV), que desde 2011 tem buscado apoiar a gestão ambiental dos municípios do Pará por meio de ações e medidas restritivas e educativas aos produtores rurais, além de traçar metas para o controle do desmatamento nos territórios abrangidos pelo programa. Dois extremos existem para os municípios participantes do programa. Por um lado, existem os municípios “Embargados” com altos índices de desmatamento e, por consequência, com restrições ao comércio e produção agrícola. Em oposição, existem os municípios “verdes” controlados ou monitorados, que são aqueles que cumprem todas as metas do PMV. Considerando o desmatamento um fenômeno de forte impacto sobre o meio ambiente, a pesquisa buscou entender e estimar o impacto do programa sobre o controle do desmatamento nos municípios verdes, definindo assim, a eficácia da política no alcance de seus objetivos. Compreender, se de fato, os municípios listados como “verdes” controlam o desmatamento em suas áreas é fundamental para o aperfeiçoamento das ações do governo do Estado do Pará. O controle do desmatamento perpassa por uma adequada gestão ambiental e recuperação das áreas florestais. Dessa forma, testou-se empiricamente por meio de técnicas e métodos robustos de avaliação, a contribuição da gestão ambiental e o impacto do PMV sobre a recuperação das áreas florestais estimado pelo índice de preservação florestal. A pesquisa contou com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) no fomento da bolsa de pesquisa pelo programa de Demanda Social – DS e do Centro Regional da Amazônia (CRA) ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) na cessão de estrutura física e apoio técnico no processamento de dados de monitoramento florestal.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação do tratamento de efluentes da indústria de alumina no contexto dos impactos da mineração na Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2014-06-26) BARBOSA, Renata Kelly da Costa; BERRÊDO, José Francisco; http://lattes.cnpq.br/1338038101910673; FRANÇA, Silvia Cristina Alves; http://lattes.cnpq.br/9463680545957601O Pará possui uma das maiores reservas minerais do mundo e como destaque temos a bauxita, rocha da qual se extrai o alumínio, entretanto, o processamento de obtenção do alumínio produz resíduos impactantes ao meio ambiente (lama vermelha), resíduo altamente cáustico. O objetivo geral desse estudo foi caracterizar o efluente gerado pelo refino da alumina (fases sólida e líquida) e avaliar a eficiência da técnica da FAD objetivando melhorar a qualidade deste para que então possa se estabelecer uma possível reutilização dessa água. Os resultados verificados foram os seguintes: as concentrações de cromo na água do rio Pará estão acima do permitido na legislação. O sedimento do leito do rio tem baixa biodisponibilidade devido a suas características de silte e areia fina, e é composto principalmente por quartzo. Os fitoplânctons e as ostras coletadas na proximidade da refinaria apresentaram altos níveis de alumínio comparados com o ponto controle, assim como a concentração de outros elementos químicos (Ca, Co, Cu Mg e S). A lama vermelha é constituída de partículas finas com composição química de 50% de Fe2O3 e Al2O3. Os testes da FAD apresentaram resultados satisfatórios com eficiência na remoção de sólidos chegando a atingir 99% no T-8 e 99,4% no E-4f. A turbidez atingiu valor baixo de 8,21 NTU. A razão de reciclo e a concentração de floculante mostraram-se variáveis importantes nos experimentos, apresentando melhores resultados na eficiência na remoção de sólidos. Os testes ecotoxicológicos agudos e crônicos mostraram resultados satisfatórios da eficiência no tratamento de efluente utilizando a FAD. Espera-se que esse estudo contribua para o conhecimento científico, podendo servir como uma alternativa para o tratamento de efluentes da indústria de alumina, pois apresentou resultados importantes que podem melhorar a qualidade da água descartada ou reutilizá-la no processo industrial, diminuindo os riscos ambientais e o consumo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação dos usos múltiplos das águas e viabilidade de aproveitamento da água da chuva na Reserva Extrativista de São João da Ponta, Bacia Hidrográfica do Rio Mocajuba-Pa(Universidade Federal do Pará, 2017-02-17) SALAS CUESTA, Jhanier; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594O suprimento de água com qualidade, quantidade, continuidade e custo razoável são necessários para garantir os benefícios para a saúde humana, principalmente, quando se consideram comunidades ribeirinhas e rurais. As atividades antrópicas não sustentáveis, como a pecuária e agricultura, além do lançamento de efluentes residuais nos corpos de água podem causar alteração nas características físicas, químicas, biológicas e microbiológicas das água, limitando seus usos. Este trabalho têm como objetivo Avaliar os usos múltiplos das águas e a viabilidade de aproveitamento da água da chuva na área da Reserva Extrativista de São João da Ponta, pertencente a bacia hidrográfica do rio Mocajuba-Pa, considerando as demandas e aspectos locais de suprimento de água para consumo humano. Para isto, foi executada uma metodologia teórico-prática onde se trabalho dados secundários pertencentes ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade e Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância e Controle de São João da Ponta. Na formação da base de dados primários foram feitas entrevistas na Prefeitura de São João da Ponta, na Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância e Controle e Secretaria Municipal de Meio Ambiente. E aplicados formulários na sede municipal de São João da Ponta e na comunidade de Jacarequara. Os dados foram organizados em uma base de dados quantitativos para caracterização do consumo de água. Com esta informação pode-se evidenciar que em quanto a vulnerabilidade social, 76% da população do município de São João da Ponta ainda se encontra na faixa de vulnerável à pobreza. Ademais se pode perceber que o consumo médio per capita por habitante é 146 l/hab./dia. O consumo de água na agricultura é de aproximadamente 12698,9 m3/há; na pecuária a soma do efetivo bovino e galináceo (maiores quantidades na região) demanda em média 28 m³/dia por animal. Além da quantidade de água utilizada para estas atividades econômicas, o problema ainda é maior pelo uso por parte dos fazendeiros da água dos rios e igarapés para a manutenção de seus animais e que pelo geral essas mesmas fontes hídricas são utilizadas para o lazer das populações que moram perto dos corpos de água. A outra problemática relatada deve-se principalmente à utilização de veneno proveniente de uma planta tóxica, conhecida por “timbó”; utilizado pelos pescadores, gerando assim a contaminação dos corpos de água e morte da fauna aquática, onde é vertido este produto. Além disto, foram analisados os parâmetros físico-químicos e microbiológicos da água consumida em São João da Ponta por meio de dados cedidos pela Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância e Controle, onde pode-se evidenciar que cerca de 83% das amostras apresentam Coliformes Totais; e 36,8% Escherichia Cole. Segundo a informação dos laudos técnicos sede municipal pode-se identificar que das 35 mostras, 94,29% delas concluem como resultado final insatisfatório. Na avaliação do aproveitamento da água da chuva, observou-se o quantitativo das chuvas na região de estudo. Para tanto, foram adotadas as estações de Castanhal, Vigia e Curuçá, monitoradas pela Agencia Nacional de Agua (ANA). De forma complementar foram comparadas das estimativas regionais obtidas a partir de 43 estações pluviométricas da ANA (período 1985-2014) geradas pelo Laboratório de Estudos e Modelagem Hidroambientais, para as medidas de telhado foram tomadas considerando os procedimentos adotados pelo Grupo de Pesquisas Aproveitamento de Água da Chuva na Amazônia da Universidade Federal do Pará através do Núcleo de Meio Ambiente em parceria com o Instituto de Tecnologia. Os métodos sugeridos na NBR 15527 foram adotados para estimativa dos volumes de reservatório: (a) Método de Rippl, (b) Método Prático Brasileiro ou Método Azevedo Neto, (c) Método Prático Alemão, (d) Método Prático Inglês e o (e) Método Prático Australiano. Com toda esse informação se pode observar a região apresenta índices pluviométricos que garantem um bom suprimento de água no período chuvoso e menos chuvoso para o consumo humano e alguns atividades econômicas. Para o tratamento dos dados foi implementado o método multicritério, Multipol, esta ferramenta ajudo na comparação das diferentes ações dos problemas relacionadas ao usos da água, em função de critérios e políticas múltiplos. Evidenciando que as políticas/ações de educação ambiental, manejo agrícola e políticas de gestão ambiental e dos recursos hídricos são necessárias para manutenção de um cenário Azul, onde seria garantida a oferta de água em qualidade adequada, controle do desperdício e de perdas, amplo atendimento da demanda.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação geoambiental e hidrológica da bacia do rio Itacaiunas, PA(Universidade Federal do Pará, 2010-08-24) CRUZ, Fábio Monteiro; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020O comportamento hidrológico das bacias hidrográficas é determinado conjuntamente por suas características geoambientais, hidrológicas e da paisagem, logo, uma forma de elucidá-lo refere-se ao estudo desses atributos. A bacia do rio Itacaiunas, localizada no sudeste paraense, foi objeto de uma avaliação de seu comportamento hidrológico por meio do estudo de seus atributos geoambientais. Além disso, definiram-se variáveis hidrológicas regionais e investigou-se a dinâmica da paisagem da bacia. Foram utilizados aplicativos de hidrologia e sistemas de informações geográficas, além de dados de monitoramento da bacia. Os resultados da avaliação indicaram que as principais sub-bacias da bacia do rio Itacaiunas constituem unidades fisiográficas de quarta ordem, sendo as mesmas consideradas homogêneas tanto física quanto climaticamente. Os modelos de distribuição de probabilidades que apresentaram melhor ajuste aos dados de vazão máxima, mínima e média de sete dias consecutivos e dez anos de recorrência referentes ao período seco na bacia do rio Itacaiunas foram respectivamente Pearson 3, Log-Pearson 3 e Log-Normal 2. Enquanto, para o período chuvoso foram Pearson 3, Normal e Pearson 3. O balanço hídrico da bacia reportou uma disponibilidade hídrica remanescente para outorga elevada, porém possivelmente superestimada. A avaliação da dinâmica da paisagem da bacia, por sua vez, demonstrou haver uma forte tendência de alterações no uso da terra da bacia, no período de estudo. Bem como, evidenciou-se que o referido uso concentra-se nas áreas de ocorrência das sub-bacias mais importantes no contexto hidrológico da bacia do rio Itacaiunas, podendo alterar sua disponibilidade hídrica como efeito dos impactos destas mudanças.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Balanço de água em área de cultivo de soja no Leste da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2007) BISPO, Carlos José Capela; RIBEIRO, Aristides; http://lattes.cnpq.br/8652338930029697; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020A expansão da fronteira agrícola, motivada principalmente pelo cultivo de soja (Glycine max (L) Merrill), possui grande extensão regional e reveste-se de elevada importância. Sendo assim, foi implantado um experimento de campo observacional visando-se estudar os componentes do balanço hídrico do agroecossistema de agricultura da soja, para analisar o impacto no balanço de água associado à conversão de floresta, assim como avaliar a necessidade hídrica da cultura de acordo com sua fase de desenvolvimento. Utilizou-se a cultivar BRS Candeia e suas respectivas fases fenológicas para o estudo do balanço de água, analisado através de médias do armazenamento de água no solo, precipitação, interceptação de água pelo dossel, escoamento superficial de água do solo, evapotranspiração (Etc) e conteúdo de água retido pela planta de soja. Também foi avaliado a infiltração de água no solo. A interceptação e o escoamento superficial medidos foram de 45,9% e 1% da precipitação, respectivamente. A maior evapotranspiração ocorreu na fase de floração (R1-R2) com queda gradativa até a colheita, com média para o ciclo de 3,80mm.dia-1, resultado este próximo encontrado para floresta. O período compreendido entre a fase vegetativa (V) e a frutificação (R3-R4), é o período em que a planta apresenta maior porcentagem de água, decaindo gradativamente a partir da fase de enchimento de grãos (R5). De um modo geral não ocorreu deficiência de água no solo no balanço de água médio, pois a precipitação foi maior que a quantidade necessária para suprir a evapotranspiração e completar armazenamento, havendo assim, excedente de água no solo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As comunidades tradicionais, sua importância na conservação do manguezal do município de São João da Ponta - PA(Universidade Federal do Pará, 2016-05-31) FARIAS FILHO, Daniel Vilhena; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609Na Amazônia os Povos que utilizam o ecossistema manguezal para retirar produtos para sua subsistência são conhecidos como extrativistas, e caso eles estejam de acordo podem ser chamados de Povos Tradicionais. Esses Povos apresentam um estilo de vida pouco impactante em relação ao meio ambiente e ao conservarem esse modo de vida contribuem para a manutenção e equilíbrio desse ecossistema. O solo do mangue é o local de armazenamento de carbono e o uso indevido desse solo faz com quer esse carbono seja liberado para a atmosfera contribuindo assim com o aumento do efeito estufa. Desse modo as Populações Tradicionais contribuem com um serviço ambiental no processo de mitigação do efeito estufa. O presente trabalho buscou realizar a caracterização físico-química do solo do manguezal de São João da Ponta, nas Comunidades Deolândia, Brasilândia, Coqueiro e Sede, relacionando essas características com omodo de vida e o uso do mangue pelos os Povos Tradicionais que vivem em se entorno e com o Índice de Desenvolvimento Sustentável do Município de São João da Ponta (IDSM). A metodologia usada para a caracterização físico-química da área foi a utilização de ph metro para determinar o pH e Eh, o refratômetro para a determinação da salinidade, e o método Walker Black para a determinação do carbono. A pesquisa também utilizou questionário nas comunidades de Deolândia e Brasilândia, com objetivo de determinar questões relativas a parte social, houve também o Cálculo do Índice de Desenvolvimento Sustentável do Município. Constatou-se que as áreas dentro da RESEX nas comunidades de Deolândia, Brasilândia e Coqueiro, onde a mata é preservada, as características físico-química presente no solo estão conservadas, diferentemente da área onde houve desmatamento. O cálculo de Índice de Desenvolvimento Sustentável do município (IDSM) foi de 0,548 que de acordo com a metodologia adotada mostrar-se aceitável. A aplicação de questionário dentro de cada Comunidade mostrou uma preocupação com a presença de esgotos sem tratamento, assoreamento de braços de rios e uma prática de queima de lixo doméstico no final do dia. Foi observado que nas Comunidades em estudo, apesar de ocorrerem algumas práticas ecologicamente inadequadas como queima de lixo e retirada de vegetação ciliar próxima aos rios, os Povos Tradicionais apresentam um modo de vida pouco impactante em relação ao uso do manguezal e que a existência da Resex no Município, contribui para a conservação do solo e da floresta de mangue.
