Dissertações em Ciências Ambientais (Mestrado) - PPGCA/IG
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2855
O Mestrado Acadêmico em Ciências Ambientais teve início em 2005 e funciona no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) do Instituto de Geociências (IG) da Universidade Federal do Pará (UFPA) em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA/Amazônia Oriental).
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Navegando Dissertações em Ciências Ambientais (Mestrado) - PPGCA/IG por Linha de Pesquisa "ECOSSISTEMAS AMAZÔNICOS E SISTEMAS SOCIOAMBIENTAIS"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da resiliência socioecológica em um projeto de assentamento convencional do sudeste paraense(Universidade Federal do Pará, 2018-04-30) CARVALHO, Alderuth da Silva; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; https://orcid.org/0000-0003-1233-318XO sudeste paraense é conhecido como fronteira agropecuária e cenário de inúmeros conflitos fundiários. Nessa mesma região, sob a politica da reforma agrária, o governo federal implantou cerca de 500 Projetos de Assentamentos (PA). Dentre eles, destaca-se o Projeto de Assentamento convencional 26 de Março, no município de Marabá-Pará. Este PA, resultado do processo de ocupação de quase 10 anos de acampamento na Fazenda Cabaceiras, foi formalmente criado em 2009. Sua organicidade é gerida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e é o pioneiro assentamento com licença ambiental. Tendo como referência as relações sociais e ambientais que se influenciam mutuamente, caracterizamos os assentamentos rurais como sistemas socioecológicos, que inseridos nos debates sobre sustentabilidade na Amazônia, nos permite aplicação da teoria da resiliência. O objetivo deste trabalho foi analisar a resiliência socioecológica do assentamento convencional PA 26 de Março. Para nos auxiliar nessa análise, optamos por usar a metodologia de indicadores de resiliência, compostos por duas dimensões, quatro componentes e 14 indicadores que receberam pontuação de 1 a 5 (um a cinco). Esses indicadores compuseram o questionário que nortearam as entrevistas aplicadas no período de setembro a outubro de 2017 à uma amostra de 20% dos proprietários de lotes ocupados no PA 26 de Março, Marabá. As respostas eram interpretadas a fim de identificar qual pontuação indicavam. As pontuações nos deram subsídios para encontrar quais componentes representavam fragilidade ou potencialidade para resiliência socioecológica dos núcleos de moradia do assentamento, além de nos possibilitar fazer um ensaio de categorização do nível da resiliência socioecológica do assentamento como um todo. Os resultados apontaram que, em nível de Núcleo de Moradia o componente “conhecimento, aprendizagem e inovação” representa tendência negativa à resiliência para todos os núcleos de Moradia, assim como para o assentamento como um todo. Por outro lado, percebemos como potencial de fortalecimento da resiliência o componente “Organicidade e infraestrutura”. Quanto à categorização, o PA se encontra em nível de resiliência socioecológica “Razoável”. Esse resultado indica um limiar entre a fragilidade e a potencialidade de fortalecimento da resiliência socioecológica. Dessa forma, consideramos imediatas ações de formação/qualificação aos assentados, além do fomento e/ou fortalecimento de tecnologias sociais que sejam voltadas ao respeito à biodiversidade e à agricultura familiar camponesa. Concluímos que o pensamento da resiliência socioecológica é pertinente e nos possibilita ricos debates no caminho da compreensão dos sistemas socioecológicos, como os assentamentos rurais na Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de indicadores sustentáveis urbano em uma mesorregião amazônica, Brasil.(Universidade Federal do Pará, 2022-03-29) SILVA, Elisane Gabriel do Nascimento; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401; https://orcid.org/0000-0003-3253-5301As preocupações globais com a degradação ambiental surgiram desde a década de 1970, refletidas em conferências, reuniões, relatórios, entre outros, realizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), em que surgem acordos internacionais em prol da preservação da biodiversidade mundial. As percepções sobre Desenvolvimento Urbano Sustentável abrangem as conceituações de evolução, consciência social e conservação ambiental. Para mensurar o Desenvolvimento Sustentável global, entra em vigor a Agenda 30 publicada pela ONU, com 169 metas, divididas em 254 indicadores, porém não avaliam a sustentabilidade municipal. O objetivo deste estudo é propor um sistema de indicadores que permita a análise da sustentabilidade urbana diante das dimensões social, político-institucional e ambiental dos municípios da Mesorregião Metropolitana de Belém. A Matriz de Indicadores de Sustentabilidade Urbana (MASU) foi elaborada para que a coleta de dados seja realizada por meio de sites da internet, sem custos ao pesquisador. Na validação desta proposta foram aplicadas duas metodologias: o método Escalar de Likert (adaptado) e o método de Análise de Componentes Principais (ACP), análises divididas em dois capítulos. Os resultados obtidos pelo método Escalar Likert (adaptado) apontam para sustentabilidade nos indicadores da Dimensão Social e insustentabilidade nos indicadores das Dimensões Ambiental e Político-Institucional, consecutivamente, destacando os municípios de Belém e Santa Bárbara do Pará como sustentáveis, e os municípios de Marituba, Inhangapi e Castanhal como insustentáveis. A sustentabilidade alcançada pelos municípios infere cidades com Desenvolvimento Sustentável, embora essa sustentabilidade esteja associada à análise relativa da amostra de dados. Enquanto a aplicação do método ACP mostrou sustentabilidade nos indicadores da Dimensão Social e insustentabilidade nos indicadores da Dimensão Político-Institucional, destacando os municípios com Desenvolvimento Sustentável sendo Barcarena, Santa Bárbara do Pará, Inhangapi e Santa Isabel do Pará como sustentáveis, devido aos critérios medidos por meio dos Componentes Principais (CPs). Assim, a MASU destacou resultados realistas, mostrando indicadores (des)favoráveis à sustentabilidade local, fornecendo subsídios à gestão pública para solucionar problemas específicos e desenvolver políticas públicas efetivas para atender às necessidades da população e alcançar o Desenvolvimento Urbano Sustentável.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Danos socioambientais da dendeicultura na microrregião de Tomé-Açu, PA.(Universidade Federal do Pará, 2024-04-29) MONTEIRO NETO, Albertino; NAHUM, João Santos; http://lattes.cnpq.br/9009465125001273A dendeicultura é um processo espacial, fomentado por ações entre o Estado e o setor empresarial, que tornam possível a expansão do cultivo de dendezeiros na Amazônia. Como foco de pesquisa, sustentamos que a dendeicultura emerge como uma atividade central na expansão monocultora na Amazônia, trazendo uma série de danos socioambientais, especialmente na Microrregiões de Tomé-Açu (MRTA). A pesquisa consiste em uma análise multifacetada, desde o contexto histórico e conjunto de leis que propiciaram a expansão dos dendezais, até a aplicação de técnicas avançadas de geoprocessamento e sensoriamento remoto para detectar e compreender as mudanças na cobertura e uso da terra. Assim, o objetivo geral é compreender a expansão da dendeicultura como fonte de danos socioambientais na microrregião de Tomé-Açu, PA. Os capítulos desta dissertação foram escritos em formato de artigo científico, correspondentes aos capítulos 2, 3 e 4. A ·rea de estudo é a Microrregião de Tomé-Açu, no nordeste paraense, e utilizamos como recorte o assentamento Arauaí e o território quilombola do Jambuaçu. A metodologia consistiu em revisão bibliográfica, classificação supervisionada de imagens de satélite e visitas de campo em comunidades impactadas pela dendeicultura. Percebemos a permanência de um discurso que promete integração econômica e social do espaço rural adaptado à dendeicultura. Não há espaço de discussão para propostas alternativas de integração econômica rural, tampouco se considera o modo de vida camponês na concepção dos projetos de integração. Técnicas de geoprocessamento demonstraram-se eficientes na identificação de dendezais e na detecção de desflorestamento associado à expansão dos monocultivos de dendezeiros. Entre 1988 e 2023, 32.322 hectares de florestas (primárias e secundárias) foram convertidas em dendezais na MRTA. Os agricultores familiares associados à cadeia produtiva encontram-se irreversivelmente vinculados à dendeicultura. Moradores do Jambuaçu sofrem com a pressão sobre o território provocados pelo cultivo industrial do dendezeiro.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As dimensões do risco hidrometeorológico na cidade de Vigia de Nazaré-Pa, Zona Costeira paraense(Universidade Federal do Pará, 2022-06-30) BARRETO, Cairo Eduardo Carvalho; COHEN, Julia Clarinda Paiva; http://lattes.cnpq.br/0293299378753887; https://orcid.org/0000-0003-2048-8915; PIMENTEL, Marcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777A cidade de Vigia de Nazaré, localizada no Nordeste paraense, Setor Continental Estuarino da Zona Costeira paraense, possui uma problemática histórica de inundações, causadas principalmente por efeitos da maré, período chuvoso com consideráveis acumulados de precipitação e incorporação das planícies flúviomarinhas inundáveis à área urbana. O objetivo geral é compreender a relação entre a dinâmica das inundações e o processo de ocupação na cidade de Vigia de Nazaré-PA, produzindo um diagnóstico sobre risco aos eventos hidroclimáticos extremos considerando fatores temporais assim como os da dinâmica costeira, que em consonância convergem para a realidade vivida pela população local. Para tanto, será necessário compreender o processo de ocupação na cidade de Vigia, principalmente sobre área de planície de inundação, a dinâmica dos fenômenos hidrometeorológicos e definir as dimensões do risco em Vigia, a partir de dados socioambientais. Para produzir as análises a pesquisa dispôs dos dados do Centro de Hidrografia Marinha (CHM), para previsão de maré, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), para entender o sazonalidade da precipitação, e ainda, foi realizado um aerolevantamento através de uma cooperação com o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM-CRBE), visando a produção de um Modelo Digital de Terreno (MDT) de altíssima resolução para determinação da área de abrangência da planície de inundação e um ortomosaico para visualização das feições urbanas, entre outros. Os dados socioeconômicos (IBGE, 2010; IFDM, 2010) e de saúde (DATASUS, 2014; 2016), para a reconhecer a vulnerabilidade ao risco do município em relação aos demais da região costeira, foram adaptados de outro estudo, incorporando outros dados de saúde, de fonte do DATASUS. Ferramentas de estatística e geoprocessamento foram aplicadas nestes dados para compor as análises. Os principais resultados encontrados foram: trata-se de uma problemática histórica, decorrente de um risco socialmente construído, admitido pela população e negligenciado pelo poder público; ⅓ da ocupação da área urbana está sobre a planície flúvio-marinha, sob influência de maré, sendo grande parte desta área, incorporada recentemente ao espaço urbano, mais fortemente a partir da década de 1980, no contexto da recente reestruturação do espaço regional amazônico. Sua dinâmica natural abrange marés semi-diurnas, podendo alcançar 4,56 m; possui intenso período chuvoso, para a característica regional da Amazônia oriental, com maiores acumulados de precipitação nos meses de janeiro a maio, entre 307,1 mm e 489,9 mm, sendo o trimestre chuvoso, FEV-MAR-ABR, passando os 400 mm de chuva e 25 dias de frequência diária de precipitação em média (FDPRP). Ainda, há registros de eventos de inundações atingindo mais de 4000 residências, na área urbana, sendo esses eventos frequentes durante a série histórica pesquisada (1991-2020). O município ainda possui uma alta vulnerabilidade socioambiental ao risco, dentre os municípios da região costeira. Estes e os demais resultados podem formar um diagnóstico sobre risco hidrometeorológico da cidade de Vigia, dando subsídios para ações em diversas escalas, seja de monitoramento ambiental, disciplinando e orientando uso e ocupação do solo, e ainda em investimentos nas áreas sociais e no sistema de saúde, a fim de mitigar os efeitos dos eventos de inundação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dinâmica de uso e cobertura da terra em áreas do formações não florestais/PRODES no Sudeste paraense(Universidade Federal do Pará, 2019-06-28) SOUZA, Larisse Fernanda Pereira de; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439; https://orcid.org/0000-0003-4247-4477As savanas amazônicas são de extrema relevância para a conservação da biodiversidade, sendo compostas por comunidades vegetacionais de numerosas espécies endêmicas. No entanto, as savanas amazônicas são pouco estudadas. As áreas florestais da Amazônia são monitoradas desde 1988 quando foi criado o Projeto de Monitoramento e Desmatamento da Amazônia (PRODES) para obter taxas anuais de desflorestamento bruto da Amazônia Legal Brasileira. Porém o PRODES não monitora áreas de Não Florestis (NF) dentro do bioma Amazônia, restringindo informações sobre as formações não florestais sua diversidade ambiental e grau de antropização. Assim, o objetivo geral deste trabalho é analisar a dinâmica da paisagem em áreas de formação não florestais nos períodos de 2000, 2010 e 2018. Esta pesquisa tem como área de análise uma área de NF (ecótono de transição Amazônia-Cerrado) localizada nos municípios de Rio Maria, Redenção, Floresta do Araguaia, Conceição do Araguaia, Santa Maria das Barreiras, Pau D’arco e Santana do Araguaia, mesorregião sudeste do Estado do Pará, área de processo recente de povoamento. Para realizar o mapeamento de LULC da terra foi utilizada a plataforma Google Eath Engine (GEE). Trata-se de um catálogo de dados de análise prontos com um alto desempenho, intrinsecamente serviço de computação paralela. Ao analisar os resultados por classe temática, observou-se que as classes Savana Parque, Agricultura e Outros apresentaram concordância superior 90%. As classes Pasto e Savana Arborizada obtiveram menor concordância, com 80%. As classes que representaram maior intensidade de omissão foi Savana Arborizada com 10% e Outros 7%. Já a inclusão, teve os maiores valores nas classes Pasto com 13% e Mosaico de Agricultura ou Pastagem 7%. A precisão global deste mapeamento foi de 86%. A plataforma GEE mostrou-se eficiente e ágil que permitiu que num curto espaço de tempo fosse realizado várias tentativas de classificação até se chegar no melhor resultado possível com excelentes resultados de validação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fragilidade ambiental na bacia do rio Mocajuba - PA(Universidade Federal do Pará, 2020-02-17) CAVALCANTE, Juliane da Costa; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187A bacia hidrográfica do Rio Mocajuba vem sendo densamente ocupada pela expansão de atividades antrópicas. Dessa forma, a antropização põem em risco a permanência dos ecossistemas naturas e dos manguezais desta região. Nesse contexto, este trabalho apresenta a dinâmica da paisagem na bacia do Rio Mocajuba entre 1999 e 2018 e suas implicações na fragilidade natural da bacia e continuidade dos manguezais desta região. Para tal fim, a pesquisa divide-se nos seguintes itens: (1) Análise do uso e cobertura da terra na bacia hidrográfica do Rio Mocajuba – PA, utilizando como métodos a Classificação Orientada a Objeto (GEOBIA) e a plataforma do Google Earth Engine (GEE), em conjunto com o classificador Random Forest. (2) Aplicação da metodologia de Fragilidade Ambiental Potencial e Emergente, utilizando dados naturais da bacia (pedologia, unidades geológicas, altimetria e intensidade pluviométrica) em conjunto com dados antrópicos (uso e cobertura da terra). (3) Análise temporal dos manguezais da bacia entre 1984 e 2018, observando a expansão e regressão desse ecossistema, assim como os tensores antrópicos e ambientais a que estão suscetíveis. As metodologias de classificação de uso e cobertura da terra apresentaram diferentes quantificações e acurácias. Para o ano de 1999 a classificação GEOBIA e Random Forest apresentaram um Coeficiente Kappa de 0,79 e 0,92, respectivamente. Para o ano de 2018 o coeficiente foi de 0,73 e 0,8, respectivamente. Para ambas as metodologias a classe de Formação Florestal sofreu diminuição e Não Florestal aumento. Já para a classe de Manguezal a classificação GEOBIA quantificou aumento e a Random Forest diminuição. Na metodologia de fragilidade ambiental, os níveis de fragilidade potencial e emergente obtidos foram baixo, médio e alto. Onde 19,92%, 76,67% e 3,41% da bacia apresentaram fragilidade potencial baixa, média e alta, respectivamente. Para fragilidade emergente as áreas de manguezal e não floresta incrementaram a fragilidade natural da bacia e a classe de formação florestal proporcionou uma atenuação desta. Nesse caso as áreas de fragilidade emergente baixa, média e alta foram quantificadas em 18,39%, 67,57% e 14,04%, respectivamente. As áreas de manguezal obtiveram uma diminuição entre os anos de 1984-1999 e 1999-2018. Os dados apresentados ratificam a expansão da antropização da bacia e a interferência das atividades humanas na dinâmica e resposta dos manguezais frente aos tensores naturais. Assim como confirma o incremento da fragilidade natural da bacia proporcionada pela expansão dessas atividades. Desta forma a pesquisa se torna relevante por proporcionar uma análise sistêmica entre diversas áreas, buscando compreender o funcionamento do ecossistema da bacia, auxiliando em pesquisas e iniciativas futuras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O geopatrimônio da Amazônia Oriental : Fósseis de Salinópolis, Pará, Brasil.(Universidade Federal do Pará, 2022-02-24) SEPULVREDA, Barbara Alves; COSTA, Sue Anne Regina Ferreira da; http://lattes.cnpq.br/3629751361208856; https://orcid.org/0000-0002-3314-5148; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187O geopatrimônio é uma extensão da geodiversidade que compreende os elementos de natureza geológica possuidores de valores patrimoniais, sejam eles educativos, científicos ou culturais. Para que esses bens sejam preservados, a geoconservação surge com discussões que almejam a proteção, gestão e divulgação do patrimônio geológico, em suas diversas apresentações. Nesta pesquisa, foi explorada a situação da geoconservação do patrimônio paleontológico do município de Salinópolis, estado do Pará, Brasil. O objetivo foi identificar e propor subsídios para a conservação do geopatrimônio paleontológico da cidade de Salinópolis, Pará, Brasil, considerando as conexões entre geociências e sociedade. Para isso, foi feito um levantamento de dados científicos sobre os fósseis e os sítios paleontológicos da cidade. Por conseguinte, foram feitas entrevistas com representantes da prefeitura de Salinópolis, para verificar as demandas da gestão pública. Por fim, realizou-se uma avaliação quantitativa do sitio paleontológico da Praia do Atalaia, com o objetivo de posteriormente reconhece-lo nos inventários nacionais. Foi possível observar que existe um extenso registro científico do geopatrimônio salinopolitano, sendo este estudado desde o século XIX. Porém, esse conhecimento encontra-se restrito à comunidade acadêmica, uma vez que os gestores municipais desconhecem a temática, além de não haver colaborações entre instituições de pesquisa e prefeitura. Além disso, os sítios da cidade não são mencionados nas políticas de conservação ambiental, justamente por não terem reconhecimento formal, ainda que em nossa avaliação, o sítio possua alto valor educativo e turístico. Compreendendo a importância do papel da sociedade na construção das percepções patrimoniais, faz-se necessária uma mudança de perspectiva da ciência sobre o geopatrimônio, de modo a abranger a sociedade de forma democrática, construindo relações sustentáveis entre ciência, população e meio ambiente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) História Ambiental do Alagado do Piry de Jussara, Belém-PA : uma reflexão acerca da ocupação urbana em áreas alagadas.(Universidade Federal do Pará, 2021-05-20) SILVA, Marcus Vinicius Silva da.; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187A cidade de Belém sofre desde sua colonização com a ocupação irregular sobre áreas alagadas ou de cursos d’água, tal problema ainda hoje é evidente e recorrente em nossa cidade. Muito se atribui esse problema a escassez de áreas topograficamente favoráveis e a falta de planejamento habitacional adequado. Em 1616 (ano de colonização de Belém), relatos históricos apontam que na região onde hoje se encontra a Avenida Almirante Tamandaré havia uma área alagada, denominada de Alagado do Piry de Jussara, contudo, devido a necessidade de expansão urbana, o mesmo foi visto como um obstáculo natural para a irradiação da cidade, e com isso, sofreu processos de canalização e aterramento. Desse modo, a presente pesquisa teve como objetivo realizar uma análise histórica da região que outrora foi ocupada pelo Alagado do Piry, visando compreender como se deu esse processo de ocupação sobre este elemento natural, aliado a isto, realizar estudos geomorfológicos que permitissem identificar o acidente geográfico em que o Alagado estava inserido, além de buscar compreender a complexa dinâmica das águas (precipitação e nível de maré) que atuava e ainda atua na região. Ao fim do estudo, os resultados obtidos corroboraram e ratificaram a hipótese de que a forma de ocupação e expansão da cidade que vem sendo empregada desde a colonização é equivocada, uma vez que, além de não haver políticas de habitação adequadas, não se leva em conta as características da região, como baixa topografia, elevada precipitação, e aumento periódico da maré; o que acaba por acarretar problemas socioambientais como alagamentos, inundações e enchentes em inúmeros pontos da cidade de Belém. Ademais, o estudo ainda aponta para o agravamento destas ocorrências, uma vez que, a cidade de Belém e a Região Metropolitana estão entre as áreas de maior susceptibilidade aos eventos condicionados pelas mudanças climáticas, como o aumento do Nível Médio do Mar.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mudanças de uso e cobertura da terra e vulnerabilidade ambiental da bacia hidrográfica do Rio Arauaí, Moju/PA.(Universidade Federal do Pará, 2022-02-28) SANTOS, Bruna Mykaelle Pereira; SILVA, José Francisco Berrêdo Reis da; http://lattes.cnpq.br/1338038101910673; https://orcid.org/0000-0002-8590-2462Os investimentos que o Pará passou a receber a partir do lançamento do Zoneamento Agroecológico do Dendê e do Programa de Produção Sustentável de Óleo de Palma (PPSOP), em 2010, fizeram possível a expansão expressiva da cultura do dendê pelo nordeste paraense, onde encontrou condições climáticas ideais para tal. Desde então, empresas nacionais e internacionais se instalaram ao longo das rodovias paraenses visando a exploração agrícola. Neste contexto está inserida a Bacia Hidrográfica do Rio Arauaí (BHRA), no município de Moju/Pará, Amazônia Oriental. Tendo em vista o panorama, a presente pesquisa busca quantificar e mapear a distribuição espacial dos níveis de vulnerabilidade ambiental da BHRA causada por atividades humanas e aspectos naturais, tendo como principal auxílio a metodologia estatística Analytical Hierarchy Process (AHP) desenvolvido por Saaty (1980) e geoprocessamento, além disso, busca-se a mudança de uso e cobertura da terra tendo como marco temporal o Programa de Produção Sustentável de Palma de Óleo (PPSOP) com o auxílio de Sistema de Informações Geográficas (SIG) e Sensoriamento Remoto. A partir dos resultados, foi possível definir áreas de 5 diferentes graus de vulnerabilidade ambiental – Muito Baixo, Baixo, Moderado, Alto e Muito Alto além de ter sido possível verificar que a quantidade de área convertida em dendê foi basicamente a mesma no período pré-PPSOP e pós-PPSOP, tendo a modificação ficado por conta da quantidade de área convertida de floresta primária para dendê, tendo esta diminuído no período pós-PPSOP.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Relação entre diâmetro do caule e espessura da casca das árvores amazônicas e sua implicação na resistência ao fogo(Universidade Federal do Pará, 2024-03-28) GAMA, Valter Thiago Pantoja da; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904; https://orcid.org/0000-0002-4008-2341; BARLOW, Bernard Josiah; http://lattes.cnpq.br/8559847571278134As características das plantas são importantes para a compreensão de suas funções e relações estabelecidas com o ambiente e o funcionamento dos ecossistemas. As florestas tropicais, como a Amazônia, são relevantes na promoção de serviços ecossistêmicos importantes para manutenção da biodiversidade e bem-estar humano. Entretanto, estas florestas vem enfrentando grandes ameaças devido à interferência humana, especialmente as mudanças climáticas e os incêndios florestais. Logo, diante deste cenário, pesquisas concentradas na resistência florestal contra regimes de perturbação podem auxiliar nos processos de monitoramento e conservação desse tipo de bioma. Sendo assim, este trabalho tem como objetivo avaliar a relação entre o diâmetro do caule a altura do peito (DAP) e a espessura da casca, em florestas tropicais amazônicas, a fim de identificar a significância da relação entre essas variáveis e os possíveis reflexos sobre os graus de resistência florestal ao fogo. O estudo foi desenvolvido com dados de inventário florestal de 21 parcelas no Baixo Tapajós, na Amazônia Oriental – PA. Para a avaliação da relação entre DAP e espessura da casca, os dados de 11 famílias botânicas em um GLMM (Modelos Lineares Generalizados de Efeito Misto). A relação entre as variáveis foi significativa, tendo um poder de explicação geral de DAP sobre espessura de 34% e considerando a variação entre as famílias botânicas esse poder aumentou para 50%. Nossos resultados mostram que dentre as 11 famílias botânicas estudadas, apenas a metade possui árvores com cascas espessas o suficiente para serem consideradas resistentes (17-23 mm). Além disso, para considerar árvores com potencial de resistência ou não, foi analisada a espessura da casca com um DAP mínimo de 10 cm e o incremento de espessura de casca à medida do aumento do DAP. Fabaceae, Lecythidaceae e Burseraceae, se destacaram como mais propensas à mortalidade por fogo. Logo, considerando a alta distribuição de indivíduos pertencentes a essas famílias na Amazônia e ao cenário atual de degradação florestal, impactos ecológicos e mudanças climáticas, este trabalho levanta insights sobre a vulnerabilidade florestal da Amazônia sobre os regimes de queima, e a importância de sua conservação para as condições climáticas em escala local e mundial.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Usos múltiplos da água e a sustentabilidade nas sedes municipais da bacia hidrográfica do rio Marapanim-PA.(Universidade Federal do Pará, 2020-03-16) SILVA, Jessica Cristina Conte da; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187A colonização do nordeste paraense é considerada uma das mais antigas na região amazônica, essa ocupação desordenada ao longo do tempo, ocasionou diversos impactos ao meio ambiente e recursos hídricos, principalmente relacionados a área da bacia hidrográfica do rio Marapanim. Nesse contexto a pesquisa buscou integrar conceitos de demanda e disponibilidade hídrica, agregando os fatores hidrológicos e socioambientais, em conjunto com a discussão da bacia hidrográfica como unidade de gestão e adoção de políticas públicas nas sedes municipais de Castanhal, Igarapé-Açu, Marapanim, São Francisco do Pará e Terra Alta que pertencem a bacia hidrográfica do rio Marapanim. O objetivo do trabalho foi avaliar o processo de gestão das sedes municipais, através do índice de sustentabilidade com indicadores de Pressão – Estado – Resposta (PER) agregado a caracterização dos usos múltiplos da água. A principal demanda das sedes é o abastecimento de água urbano, com volume estimado em 2.228,18 m³/dia, entretanto no limite do município a agriculta apresenta a maior demanda com 28.022,46 m³/ha seguida pela pecuária, com volume 899,82 m³/dia. A disponibilidade hídrica da região foi estimada pelo monitoramento pluviométrico, onde que setembro-outubro-novembro são meses com poucos dias de chuvas, ficando o maior percentual de volume de chuvas do mês concentrado em poucos dias. O índice de sustentabilidade das sedes municipais de Castanhal, Igarapé-Açu, Marapanim e Terra Alta, obtiveram o índice de sustentabilidade 0,40; 0,50; 0,44; 0,54 e 0,5 respectivamente, o que representa um valor regular. Já a cidade de São Francisco alcançou um resultado de 0,54, classificada como um bom índice. A caracterização dos usos múltiplos da água, são essenciais para entender as relações de disponibilidade e demanda de água que acontecem na bacia hidrográfica do rio Marapanim, e a aplicação do índice de sustentabilidade a partir do modelo de Pressão – Estado – Resposta, permite tanto uma avaliação integrada dos indicadores hidrológico, ambiental, político e social, como também separa, o que possibilita uma visão mais direcionadas as necessidades de cada território, ajudando assim a orientar a tomada de decisão dos gestores.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Vulnerabilidade socioambiental relacionada à erosão do solo em Barcarena-PA.(Universidade Federal do Pará, 2021-02-03) FREITAS, Stephanie Jael Negrão de; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777A transição da urbanização em países em desenvolvimento na conjuntura global de degradação ambiental associada as mudanças no uso da terra, vem gerando consequências adversas para indivíduos e ecossistemas envolvidos. O processo de ocupação das cidades brasileiras desencadeou um movimento de fixação populacional em locais impróprios para ocupação, como as zonas costeiras, locais com solo frágil, onde diversas situações de risco e vulnerabilidade social e ambiental. Neste contexto, o objetivo deste estudo consiste em fazer uma análise de vulnerabilidade socioambiental no município de Barcarena-Pa, a partir de dados estatísticos e cartográficos. Em relação aos dados sociais e econômicos pesquisados, a principal fonte utilizada foi o censo demográfico do IBGE referente ao ano de 2010, foi feita normalização de variáveis, análise fatorial e por conseguinte os dados gerados foram sobrepostos em um mapa. Para análise ambiental fez-se mapeamento geológico, geomorfológico, pedológico, pluviométrico e de uso do solo. Utilizou-se a técnica de álgebra de mapas para gerar o mapa de vulnerabilidade. Em uma visão geral, nota-se que o município de Barcarena possui uma deficiência explicita em incorporar os ganhos econômicos a favor de benefícios sociais e ambientais, uma vez que quase a totalidade do município se encontra em elevada taxa de vulnerabilidade social, fez-se um ranking com os 10 setores censitários mais vulneráveis e verificou-se que, mesmo as poucas localidades onde a parte social é mais favorecida, a vulnerabilidade ambiental leva a um cenário de risco elevado, principalmente nos meses mais chuvosos, o qual ocorre entre Dezembro a Maio. Este estudo torna-se uma importante ferramenta de planejamento ambiental e intervenção social, pois o desafio do desenvolvimento sustentável é uma realidade nas sociedades modernas que necessita ser alcançado através de estratégias e políticas efetivas e humanizadas que aliem desenvolvimento socioeconômico e defesa ambiental, pois isto é uma problemática urgente.
