Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento - PPGTPC/NTPC
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O Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento (PPGTPC), que integra o Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento(NTPC) da Universidade Federal do Pará (UFPA), iniciou suas atividades em 1987 com o curso de Mestrado Acadêmico em Psicologia: Teoria e Pesquisa do Comportamento. O curso de Doutorado passou a ser oferecido a partir do ano 2000.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento - PPGTPC/NTPC por Linha de Pesquisa "Ecologia do Desenvolvimento Humano"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Maternidade em Contexto de Cárcere: Trajetória de Vida, Experiências Adversas na Infância, Forças de Caráter e Crescimento Pós-Traumático(Universidade Federal do Pará, 2026-03-26) SOUSA, Alice Fernandes dos Santos; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; REIS, Daniela Castro dos; http://lattes.cnpq.br/8805305887566391; https://orcid.org/0000-0002-9505-4516; TORRES, Marck de Souza; SOARES, Natália Fernandes; http://lattes.cnpq.br/5839048686058921; http://lattes.cnpq.br/0347128986960373; https://orcid.org/0000-0002-0717-982XAs pesquisas relacionadas a temática do cárcere, sejam a nível nacional ou internacional, são pouco voltadas para as características da população feminina encarcerada, especialmente se tratando das mulheres grávidas ou acompanhadas de seus filhos presentes nesse contexto e de suas características psicológicas. O sistema carcerário foi criado inicialmente para atender as necessidades de uma população predominantemente masculina, porém, a população feminina encarcerada está aumentando exponencialmente na última década, com o Brasil ocupando o terceiro lugar no ranking de países que mais encarceram mulheres. Com esse aumento do encarceramento feminino, fica cada vez mais evidente que as necessidades particulares dessa população estão sendo negligenciadas e que as mulheres que vivenciam a maternidade em contexto de cárcere sofrem com as violações de direitos e com condições precárias. Dessa forma, para melhor compreensão e melhor gestão desse público dentro do sistema, se faz necessário identificar suas características com foco em suas trajetórias de vida. Essa pesquisa faz parte do projeto Mães e Crianças em Contexto de Cárcere: Trajetórias de Vida, Práticas de Cuidados e Rede de Apoio, que acontece no Brasil e em Portugal. O objetivo desta pesquisa é analisar a Trajetória de Vida, por meio das Experiências Adversas na Infância e das características psicológicas (Forças de Caráter e Crescimento Pós-Traumático), em mulheres grávidas ou que se encontram no cárcere acompanhadas de seus filhos. O estudo é transversal, descritivo, exploratório, com abordagem quantitativa e qualitativa. Os dados expostos nesse estudo incluem 347 registros de dados biopsicossociais coletados ao longo de uma década, entre 2014 e 2024, o que foi possível através da realização de diversos projetos na Unidade Materno Infantil da Unidade de Custódia e Reinserção Feminina do município de Ananindeua, região Metropolitana de Belém, com parceria com a Universidade Federal do Pará; além de uma amostra de conveniência composta por um grupo de 17 participantes gestantes ou acompanhadas de seus filhos presentes na unidade no ano de 2025. Os instrumentos utilizados foram: Censo dos atendimentos realizados pelo projeto “manutenção da brinquedoteca ‘bebê contente’”; Questionário de Caracterização Biopsicossocial e Trajetória de Vida – Maternidade no Cárcere, desenvolvido pela autora; o Questionário Internacional de Experiências Adversas na Infância, adaptado para uso no Brasil; Escala de Forças de Caráter, adaptada para uso no Brasil, e o Inventário de Crescimento Pós-Traumático, adaptado para uso no Brasil. Foram realizadas análises exploratórias e correlacionais (Spearman). Estudar essa população é indispensável para compreender a intensificação de seu encarceramento e seus desafios, a fim de que ocorram mudanças no sistema carcerário que propiciem um tratamento mais digno para essas mulheres e seus filhos inseridos nesse contexto.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mulheres Autoras de Violência: Caracterização dos Casos de Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Notificados entre 2018 e 2022(Universidade Federal do Pará, 2025-08-13) SOUZA, Jhuliane Karine Costa de; VELOSO, Milene Maria Xavier; https://lattes.cnpq.br/6105598873866312; https://orcid.org/0000-0002-1035-8968; REIS, Daniela Castro dos; https://lattes.cnpq.br/8805305887566391; https://orcid.org/0000-0002-9505-4516; RAMOS, Maely Ferreira Holanda; NUNES, Mykaella Cristina Antunes; https://lattes.cnpq.br/8174411008021957; https://lattes.cnpq.br/7041139708384047; https://orcid.org/0000-0001-6150-6345; https://orcid.org/0000-0002-2939-7924A violência sexual contra crianças e adolescentes é um grave problema social e de saúde pública, podendo causar diversas implicações emocionais e cognitivas. Nas últimas décadas do século XXI, a compreensão do fenômeno e sua relação com a trajetória de vida dos envolvidos (vítimas e autores) tem sido objeto de estudo de pesquisadores. Os estudos concentram-se principalmente nas vítimas, havendo menor produção sobre os autores, sendo que a maioria dessas pesquisas aborda apenas autores do sexo masculino, o que resulta em uma subinvestigação sobre mulheres autoras. A pesquisa tem como objetivo analisar e comparar os casos de violência sexual praticada por mulheres contra crianças e adolescentes, notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) no período de 2018 a 2022. Adotou-se uma abordagem quantitativa, descritiva e exploratória, com base em dados documentais. Os dados foram obtidos a partir do banco de dados do SINAN, referentes aos estados do Amazonas, Pará, Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, e analisados utilizando o software SPSS. Foram realizadas análises descritivas e de associação por meio de testes estatísticos, como o qui-quadrado, Teste Exato de Fisher e a medida Cramér’s V, envolvendo características das autoras, das vítimas e das situações de violência. As variáveis de interesse foram organizadas em três grupos: características das autoras (sexo, ciclo de vida, número de envolvidos, uso de álcool, tipo de relação interpessoal com a vítima); características das vítimas (sexo, idade, raça, situação conjugal, escolaridade, orientação sexual, identidade de gênero, deficiência ou transtorno); e características da violência (estado de notificação, zona e hora da ocorrência, local, repetição do episódio, tipos de violência, tipo de violência sexual e meio de agressão). Para as análises do qui-quadrado, selecionaram-se duas variáveis centrais (número de envolvidos e sexo das autoras), associadas às demais variáveis. Foram analisadas 4.174 notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes. Os resultados descritivos indicaram que a maioria das autoras estava na faixa adulta (25-59 anos), embora houvesse registro significativo de autoras jovens e adolescentes, com prevalência de coautoria. As vítimas foram predominantemente crianças (0-9 anos), especialmente meninas negras. A maior parte das violências ocorreu no ambiente intrafamiliar, com predominância de mães autoras. As características das autoras e das vítimas revelaram padrões distintos conforme o estado analisado, indicando importantes variações regionais quanto ao número de envolvidos, ciclo de vida das autoras e raça das vítimas. Os resultados exploratórios demonstraram associações estatísticas significativas entre o sexo das autoras e o número de envolvidos com características das autoras, das vítimas e do contexto da violência. Destacou-se forte associação entre o número de envolvidos e o sexo das autoras (χ² = 212,85; p < .001; Cramér’s V = 0,714), indicando que a presença de dois ou mais autores tende a incluir, ao menos, um coautor do sexo masculino. O ciclo de vida das autoras influenciou o padrão de coautoria: adolescentes e jovens tendem a agir sozinhas, enquanto mulheres adultas participam mais de coautorias com homens, principalmente em contextos intrafamiliares envolvendo pais, padrastos e mães. O uso de álcool foi mais comum em casos de coautoria de ambos os sexos. Em relação às vítimas, mulheres autoras tendem a vitimizar crianças mais novas (média 7,75 anos), enquanto coautorias envolvem vítimas mais velhas (média 9,29 anos). Crianças foram alvo principal de autoras únicas, e adolescentes, de coautorias. O sexo feminino predominou entre as vítimas em todas as configurações. A raça das vítimas apresentou associação fraca com o sexo das autoras, sendo mais prevalente em casos com coautoria masculina. A pesquisa evidencia que a violência sexual praticada por mulheres contra crianças e adolescentes, embora menos estudada, apresenta perfis e dinâmicas complexas, marcadas por variações no ciclo de vida das autoras, coautoria predominante com homens e ocorrência em contexto intrafamiliar. As vítimas foram majoritariamente meninas, especialmente crianças pequenas, com nuances regionais relevantes. Esses achados reforçam a necessidade de ampliar o foco investigativo sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes e seus autores, visando aprimorar políticas públicas e estratégias de prevenção e proteção, contribuindo também para a formação dos profissionais da rede de proteção.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Percepção Materna e Paterna da Relação Coparental em Famílias Ribeirinhas da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2025-11-21) MATTOS, Bruna Jamilly Carvalho de Assis; MENDONÇA, Júlia Scarano de; https://lattes.cnpq.br/4361732982560734; https://orcid.org/0000-0003-1461-3759; SILVA, Simone Souza da Costa; LUCCI, Tania Kiehl; https://lattes.cnpq.br/9044423720257634; https://lattes.cnpq.br/4524302441806887; https://orcid.org/0000-0003-0795-2998; https://orcid.org/0000-0002-9268-3755A coparentalidade é o subsistema familiar que organiza como os cuidadores compartilham responsabilidades, apoio e o manejo de conflitos no cuidado infantil. A qualidade dessa relação influencia diretamente o desenvolvimento socioemocional da criança e pode ser afetada por fatores como conjugalidade, envolvimento parental, condições socioeconômicas e características culturais. Esta dissertação investigou a coparentalidade em 38 famílias biparentais ribeirinhas da região insular de Belém do Pará, envolvendo 43 crianças, sendo 20 meninas e 23 meninos, com idades entre 3 e 5 anos (M = 3,61). Adotou-se uma abordagem sistêmica, integrando autorrelato, dados sociodemográficos e observação direta das interações parentais. Os resultados mostraram elevados níveis de percepção de coparentalidade, com padrões distintos entre mães e pais. Entre os pais, observou-se uma associação particularmente forte entre coparentalidade e conjugalidade, indicando que a qualidade do relacionamento conjugal exerceu influência expressiva sobre a forma como percebiam a colaboração e o apoio mútuo no cuidado com os filhos. Para as mães, o fator mais relevante foi o envolvimento paterno percebido. As observações das interações parentais revelaram sincronia funcional, proximidade física, engajamento variável e clima afetivo predominantemente neutro, com tendência a expressões positivas de afeto, refletindo momentos alternados de colaboração e desengajamento. A análise sociodemográfica apontou efeitos sutis de variáveis contextuais, destacando a influência negativa da religião paterna nas percepções maternas e uma tendência negativa da renda materna sobre as percepções paternas de cooperação coparental. A comparação entre autorrelato e observação mostrou predição parcial do instrumento PATER, especialmente em aspectos de proximidade física e orientação corporal. Os achados reforçam a relevância da abordagem sistêmica, evidenciando a influência recíproca entre subsistemas familiares e fatores ambientais, e fornecem subsídios para intervenções culturalmente sensíveis que promovam coparentalidade positiva e bem-estar infantil.
