Dissertações em Agriculturas Amazônicas (Mestrado) - PPGAA/INEAF
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2307
O Mestrado em Agriculturas Amazônicas teve início em 1996 anteriormente Curso de Mestrado em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável e reconhecido em 2000 pela CAPES e funciona no Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas (PPGAA) da Universidade Federal do Pará (UFPA). É um curso interinstitucional, sendo sua oferta responsabilidade do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares - INEAF da UFPA e da EMBRAPA/CPATU – Amazônia Oriental.
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Navegando Dissertações em Agriculturas Amazônicas (Mestrado) - PPGAA/INEAF por Linha de Pesquisa "DINÂMICAS ECONÔMICAS, CULTURAIS E SOCIOAMBIENTAIS NO DESENVOLVIMENTO RURAL NA AMAZÔNIA"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A ação coletiva de agricultores integrados à agroindústria de dendê na Associação dos Moradores e Agricultores Familiares da Região do Igarapé-Açu de Baixo, em Irituia - Pará.(Universidade Federal do Pará, 2020-11-17) OLIVEIRA, Khety Elane Holanda de; SCHMITZ, Heribert; http://lattes.cnpq.br/2294519993210835Neste estudo analiso a atuação dos sócios comuns e da diretoria da Associação dos Moradores e Agricultores Familiares de Igarapé-Açu de Baixo (Amafib), no município de Irituia, Pará, em propostas relativas à ação coletiva junto a seus parceiros, a Central das Organizações Sociais Entre os Rios Guamá e Capim (Consergc) e a empresa multinacional Archer Daniels Midland Company (ADM) no contexto da integração da agricultura familiar à agroindústria de dendê. A metodologia constou de um estudo de caso com abordagens qualitativa e quantitativa. Foram realizados: observação direta de reuniões e de atividades de trabalho dos sócios; entrevistas não diretivas e semiestruturadas entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020; e revisão da literatura pertinente, priorizando as categorias ação coletiva, associativismo e integração produtiva. Os resultados mostram que as ações da Amafib junto a seus parceiros têm sido favoráveis aos integrantes da associação. Na cooperação com a Consergc foram alcançadas várias reivindicações como a adequação da pesagem dos frutos para a balança digital, a venda de fertilizantes pela própria empresa, o aumento do preço pago pelo dendê e a comercialização de ferramentas por meio de compra coletiva. Num cenário de negociações entre as partes para o bem comum, a Consergc possui protagonismo na ação coletiva e contribuiu para o bom andamento dos projetos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ação coletiva e luta pela terra no assentamento Palmares II, Pará(Universidade Federal do Pará, 2011) MORENO, Glaucia de Sousa; ASSIS, William Santos de; http://lattes.cnpq.br/0188412611746531; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880Nesta dissertação se analisa como as ações desenvolvidas pelos militantes e participantes do Projeto de Assentamento Palmares II, em Parauapebas-PA, contribuem ou não para consolidar uma prática política solidária afinada com o ideário do MST, desde a fase de acampamento até o assentamento. Os dados foram coletados entre janeiro e agosto de 2010, através de roteiro estruturado, utilizado para entrevistar lideranças e assentados do assentamento em foco. A categoria principal do trabalho é a ação coletiva. Apresenta elementos que favoreceram a formação e consolidação do MST no Brasil, e posteriormente no Pará. Discute os aspectos teóricos e empíricos da ação coletiva no movimento, seguido de um breve histórico de formação do assentamento. Demonstra e descreve as ações coletivas ocorridas neste período, aporta na discussão as contribuições da escola America de Chicago e do filósofo italiano Antonio Gramsci. Descreve as iniciativas coletivas ocorridas no assentamento entre 1996 e 2010, demonstra como elas se desenvolveram, quais seus objetivos e os fracassos que marcaram esse período, utilizando as contribuições de Olson, Mckean e Ostrom para fundamentar a discussão. Assinala convergências e divergências entre os projetos dos assentados e das lideranças do movimento, demonstrando que alguns assentados tiveram seus projetos “fracassados” devido a imposições do jogo de poder entre assentados e lideranças. Aponta, no ano da pesquisa, as iniciativas coletivas que ocorreram no assentamento, quais sejam assembléias e ocupações, com o intuito de resolver problemas demandados pela necessidade de melhoria de infra-estrutura e abastecimento do assentamento. Por fim expõe que é preciso pensar em ações coletivas dentro de um projeto que vise à emancipação dos agricultores a partir de uma lógica que funcione ancorada no respeito, antes de tudo centrada nos objetivos e necessidades dos assentados, ou seja, circunscrito não em modelos ideais (avessos à realidade), mas substanciados na condução democrática que fortaleça a possibilidade de escolha pelos assentados de suas prioridades. Por isso antes de tudo deve-se ouvir os atores da reforma agrária, os sem-terra ou assentados, e não permitir que apenas os supostos interesses da liderança sejam levados em consideração.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ação coletiva e meios de vida: análise das transformações operadas pela Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativistas de Lago do Junco (Coppalj) em comunidades do Médio Mearim, MA(Universidade Federal do Pará, 2021-02-26) NASCIMENTO, Aline Souza; PORRO, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2282097420081043A busca por melhores condições de vida e de comercialização da produção levou ao surgimento da Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativistas de Lago do Junco (Coppalj) que, desde o seu surgimento, tem contribuído para a melhoria das condições de reprodução social de seus membros, por meio da combinação de uma gama de recursos sociais, econômicos e ambientais que os permitem se precaver contra a falta de oportunidades, a pobreza e a marginalidade decorrentes das injustiças sociais. Nesta perspectiva, o trabalho busca identificar as transformações operadas nos meios de vida locais, derivadas da combinação de estratégias adotadas por ela e as percepções de sócios e não sócios acerca da sua atuação, bem como sua contribuição para a construção da autogestão, da autonomia camponesa e da diversificação produtiva e tecnológica no território. O estudo está embasado em consulta bibliográfica e documental, combinada a entrevistas semiestruturadas e interativas em comunidades de atuação da Coppalj. Demonstra como, com sua política de valorização da produção agrícola e extrativa, a cooperativa colaborou para o surgimento de novas perspectivas e o aumento do acesso das famílias à renda. Ressalta ainda as ações empreendidas por camponeses durante os conflitos agrários, e que resultaram na criação de organizações que têm desempenhado importante papel na garantia dos seus direitos, e a contribuição da Igreja Católica para a organização política camponesa no Médio Mearim.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ação coletiva e Sistemas Agroflorestais na comunidade São Manoel, Quilombo Jambuaçu, Moju/PA(Universidade Federal do Pará, 2020-06-15) ANDREATA, Helton Kania; MOTA, Dalva Maria da; http://lattes.cnpq.br/4129724001987611; SCHWARTZ, Gustavo; http://lattes.cnpq.br/0774787368316223Os Sistemas Agroflorestais (SAF) podem ser utilizados como um meio de recuperação florestal e são interessantes devido a sua diversidade de produtos e à sustentabilidade do sistema, principalmente, no Nordeste paraense, o qual possui uma predominância de florestas secundárias, chamadas popularmente de “capoeiras”, áreas as quais podem ser aproveitadas para a sua implantação. O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre a Ação Coletiva e os SAF na comunidade São Manoel, no município de Moju, estado do Pará. Os dados da pesquisa foram coletados nos anos de 2018 e 2019 por meio de entrevistas do tipo histórica, aberta e semiestruturada com os agricultores e as principais lideranças da comunidade. Os dados são predominantemente qualitativos e os procedimentos para sistematizá-los foram transcrição de entrevistas, elaboração de tabelas e análises verticais e horizontais dos discursos. A comunidade de São Manoel é uma pequena vila rural com um histórico de lutas contra grandes empresas para a manutenção do seu território, e possui como principal fonte de renda o açaí nativo. A titulação da terra é coletiva, e as principais questões de gestão de recursos são discutidas junto à Associação Quilombola dos Agricultores de São Manoel, a qual também possui outras atribuições, como discussão da questão de segurança, organização comunitária, melhoria das fontes de renda, além da representação jurídica em diferentes instâncias. Os resultados mostram que os SAF chegaram à comunidade em 2015 levados por um dos agricultores (que é técnico agropecuário), e tiveram grande repercussão após os comunitários constatarem o êxito do sistema em São Manoel O grupo que tem SAF é composto por quinze pessoas que trabalham desde o viveiro à implantação de áreas por meio do mutirão. Tal grupo possui um sistema diferenciado de implantação dos SAF ao realizar o manejo da capoeira de forma a utilizá-la como insumo para a nutrição das plantas. Foram encontrados três tipos diferentes de SAF em São Manoel que variam quanto ao número de espécies no sistema, sendo o cupuaçu, o cacau, o açaí e a banana as principais espécies implantadas. Os dados mostram que os SAF tiveram uma boa aceitação entre os agricultores porque o sistema foi levado por um dos membros da comunidade, o que tem gerado repercussão também em outras comunidades do Território Jambuaçu. A ação coletiva foi fundamental para o sucesso dos SAF, pois a maioria dos agricultores relatou que não conseguiria implantá-los em suas áreas sozinhos, razão pela qual essa força da comunidade foi essencial para o sucesso de um sistema que visa gerar renda por meio da diversificação da produção, ressignificando o território com a sua ocupação mediante a conservação produtiva.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ação coletiva entre assentados da reforma agraria: o grupo de mutirão no assentamento Benedito Alves Bandeira, município do Acará / Pará(Universidade Federal do Pará, 2010) MELO, Acácio Tarciso Moreira de; SCHMITZ, Heribert; http://lattes.cnpq.br/2294519993210835Este trabalho tem como objetivo o estudo das estratégias coletivas desenvolvidas pelos agricultores familiares assentados no projeto de assentamento da reforma agrária Benedito Alves Bandeira (BAB), no município do Acará, Estado do Pará, a partir da prática do mutirão. A pesquisa foi realizada no período de junho a novembro de 2009 e no mês de janeiro de 2010. A metodologia constou de abordagens qualitativas e quantitativas, tendo como principais procedimentos: revisão de literatura, entrevistas estruturadas e semiestruturadas, observações e levantamento de dados secundários. Os resultados mostram uma forma peculiar de ação coletiva, na qual um grupo (10% do total dos assentados) engajado na prática de mutirão assumiu a direção da associação que gerencia o assentamento em geral. Contribuiu para isso, o fato de que o grupo do mutirão, na sua prática, não tratou apenas de questões relacionadas à produção, como é comum nos mutirões, mas também das ações políticas, econômicas e sociais do assentamento. Enquanto muitos estudos sobre assentamentos da reforma agrária apontam a resistência dos assentados à produção agrícola coletiva, promovida especialmente pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a experiência analisada mostra a aceitação do trabalho coletivo de um grupo de assentados reunidos pelo mutirão para a produção agrícola. Foram identificados os seguintes fatores que favoreceram esta forma de trabalho: a) um preparo anterior dos líderes pela igreja católica; b) a realização voluntária da atividade; c) o dono do lote administra as atividades do mutirão; d) os próprios usuários definem as regras, e; e) o tamanho do grupo. A experiência do trabalho coletivo nos lotes orienta também as ações realizadas pela associação, cujas reuniões acontecem de forma rotativa nas casas onde são realizados os mutirões. Apesar do exemplo dessa prática utilizada no assentamento desde o inicio de sua criação, há resistências dentro e fora do mesmo à gestão do grupo de mutirão frente à associação, caracterizadas por interesses individuais e jogos de poder dos adversários, envolvendo até órgãos governamentais. Este estudo contribuirá para a compreensão das estratégias de reciprocidade que facilitam a ação coletiva entre assentados no nordeste paraense articulando dois fenômenos: a pouca probabildade da cooperação, segundo a lógica da ação coletiva (Olson, 1965) que questiona a disposição de um grupo de se engajar para os objetivos comuns, e a promoção da cooperação por meio de estruturas de reciprocidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ação coletiva na criação e gestão do projeto de assentamento Paulo Fonteles em Mosqueiro, Belém – Pará(Universidade Federal do Pará, 2010-08-27) PANTOJA, Rosiane Cristina Pimentel; SCHMITZ, Heribert; http://lattes.cnpq.br/2294519993210835A pesquisa apresentada tem por finalidade estudar as formas de organização para a cooperação na criação e na gestão do Projeto de Assentamento Paulo Fonteles, em Mosqueiro, Belém – Pará. Para este estudo de caso, utilizou-se uma abordagem qualitativa, a partir da aplicação de entrevistas com questionário semiestruturado. A problemática da pesquisa é embasada tanto nas Teorias dos Movimentos Sociais, com as discussões das manifestações sociais, quanto na Escola Francesa da Sociologia das Organizações, com os debates das organizações e da centralidade do poder. A inquietação é compreender como os grupos sociais influenciam nas formas de cooperação para a criação e gestão do Projeto de Assentamento Paulo Fonteles. Percebe-se que os movimentos sociais têm sido os intermediários da ação coletiva nas lutas pela reforma agrária, tornando-se referências de continuidade das lutas e garantindo a mobilização das famílias para uma ação coletiva. O objetivo comum para a conquista da terra é o que garantiu o engajamento e a cooperação para a ocupação do assentamento. Mas, a conquista da terra traduz uma realidade multifacetada, pois as famílias têm perspectivas futuras diferenciadas como: moradia, produção, empregos, entre outras. A ampliação do número de assentamentos e o aumento da produção questionam a necessidade da reforma agrária como política para o desenvolvimento rural. O MST, reafirmando essa política pública, tem proposto novas formas de organização dos assentamentos, denominada de ―comuna da terra‖. Estes assentamentos estão localizados próximo às regiões metropolitanas, com a finalidade de atender à população dessas periferias que demanda por terra para moradia e emprego. Estes novos assentamentos visam a incorporação das infraestruturas urbanas para facilitar a produção e as relações com o mercado. Para que a proposta seja bem sucedida, a cooperação torna-se um tema central. Assim, no assentamento, observa-se que a cooperação se dá em níveis diferenciados, pois não existe assentamento sem cooperação, muito menos grupos que não tenham adesão. Portanto, o engajamento e maior adesão situam-se as regras de poder, com a maior ou menor centralidade. Assim, identificou-se que enquanto a associação tem no presidente a centralização do poder; o grupo do mutirão (organização local) apresenta uma gestão equilibrada, que leva a uma maior participação das famílias para a cooperação da gestão do assentamento Paulo Fonteles.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ação coletiva sob influência da dendeicultura: um estudo de caso sobre a Central das Organizações Sociais entre os rios Guamá e Capim (CONSERGC)(Universidade Federal do Pará, 2019) BALIEIRO, Marciclei Lopes; SCHMITZ, HeribertAnaliso a experiência de organização formal dos agricultores familiares integrados a dendeicultura na Central das Organizações Sociais entre os Rios Guamá e Capim (CONSERGC). A categoria central da pesquisa é ação coletiva no espaço rural. Faço uso da teoria da economia de Mancur Olson e das contribuições da escola francesa da sociologia das organizações para entender como está se construindo a cooperação a partir das ações dos atores envolvidos. As categorias participação e gestão também se destacam no decorrer do projeto, por isso destaco o processo de construção da autogestão. Os dados foram coletados entre junho de 2017 a fevereiro de 2019, com o uso de um roteiro a metodologia apoiou-se, sobretudo, em entrevistas abertas com aplicação de questionário semiestruturado e na observação direta. Também realizei revisão de literatura sobre a temática abordada nesse trabalho e fiz uma pesquisa documental com dados relevantes sobre o objeto de estudo. Apresento o contexto em que foi proposta e criada a CONSERGC. Identifico e caracterizo como ocorreu a mobilização dos agricultores e lideranças a partir da atuação de organizações como os STTRs locais, da FETAGRI e, sobretudo da empresa ADM para a integração no projeto de dendeicultura e para a organização enquanto associação. Apesar das dificuldades que acompanham a trajetória da organização formal no Nordeste paraense (crédito, assistência técnica, renda, gestão, dentre outros) a iniciativa é vista para a maioria dos agricultores como uma oportunidade. A possibilidade de organizar a produção, acessar algum financiamento ou projeto e de melhorar a renda familiar foram apontados pelos entrevistados como fatores importantes para o engajamento no associativismo. A organização apresenta dificuldades que foram identificadas na pesquisa, entre elas: a falta de recursos para desenvolver suas atividades econômicas e sociais e de logística para reunir os associados. Entretanto, os dados mostraram que para o pouco tempo de existência que a CONSERGC tem, a proposta associativa da organização se apresenta em desenvolvimento promissor. Essa constatação faz referência: a atuação de sua diretoria e seus líderes, que tem encontrado soluções para as dificuldades recorrentes; a confiança dos associados em seus gestores e o bom nível de participação dos associados nos encontros e reuniões que, mesmo por representação, assumem papel importante nas estratégias de atuação da organização. A participação e a construção da ação pautada no jogo de interesses se mostraram negociado no interior da organização e tem sido importante para a continuidade da ação coletiva aqui analisada. Entre os resultados do recorte da pesquisa, conclui-se que o interesse das Associações Integradas em se filiarem a uma Central de Associações está relacionado, em princípio a mobilização e o incentivo dado pela empresa ADM para a criação das organizações. Posteriormente, a CONSERGC foi vista pelos associados como uma facilitadora do diálogo com a empresa e, entre as vantagens, um meio para obtenção de melhorias no contrato de integração. Os dados empíricos revelaram que poucos agricultores fizeram na integra a leitura do contrato e, por meio da atuação da CONSERGC, estão tendo a possibilidade de rever algumas cláusulas contratuais de suma importância para seus interesses dentro do projeto de palma como em relação ao preço e ao peso do produto, sendo estes os itens mais citados pelos integrados. Apesar de ser um estudo de caso específico, este trabalho pode contribuir para ampliar as discussões e para o entendimento do tema, espero que sim.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Adaptações de agroecossistemas familiares às mudanças no contexto socioeconômico e ambiental no Município de Curralinho, Marajó, Pará(Universidade Federal do Pará, 2013) CARVALHO, João Paulo Leão de; SILVA, Luis Mauro Santos; http://lattes.cnpq.br/7285459738695923RESUMO (dc.description.resumo) OPCIONAL E NÃO REPETITIVO - Fonte: PDF/ Pergamum/ Catálogo Teses Capes Utilizando o Marco de Avaliação de Sistemas de Manejo de Recursos Naturais Incorporando Indicadores de Sustentabilidade (MESMIS), uma ferramenta para avaliação de sustentabilidade em agroecossistemas familiares baseado nos pressupostos da abordagem sistêmica, este trabalho buscou compreender como os agroecossistemas familiares se adaptam às mudanças nos contextos socioeconômico e ambiental no Município de Curralinho, Marajó, Pará. Esse novo contexto apresenta mudanças nas relações de posse da terra; valorização de produtos florestais não-madeireiros, em especial do açaí; maiores volumes de recursos financeiros para atividades agrícolas; e cursos de capacitação tecnológica na perspectiva de inserir os agroextrativistas ao mercado formal. Com aporte teórico, se realizou uma etapa de adaptação do MESMIS ao contexto estudado. Desta forma, foram adaptados dez indicadores para avaliação da sustentabilidade de 19 agroecossistemas familiares escolhidos de forma intencional considerando o acesso à políticas de regularização fundiária, como por exemplo, crédito agrícola; compensação social (Bolsa Verde e Bolsa Família); seguro defeso; participação em capacitações tecnológicas; assim como o conhecimento do autor sobre a realidade da comunidade Boa Esperança, lócus desta pesquisa. Em acordo com outros estudos na Amazônia o MESMIS apresentou diferentes níveis de sustentabilidade em agroecossistemas familiares. Após uma caracterização dos agroecossistemas familiares foi possível identificar duas distintas lógicas familiares ligadas à produção de açaí: (i) uma lógica agroextrativista que mantém forte elemento extrativista, mais dependente do natural e, assim, apresentando maior processo de co-produção; (ii) outra lógica agroextrativista com maior inserção no mercado, apresentando maior intensificação de elementos técnicos produtivos. As diferentes lógicas podem ser reflexos da adaptação dos agroecossistemas familiares ao atual contexto socioeconômico e ambiental da região. As lógicas familiares de produção extrativista passam por profundas transformações.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A adoção de práticas agroecológicas por camponeses: estudo de caso no oeste maranhense(Universidade Federal do Pará, 2015-03-24) SÁNCHEZ COUTO, Xoán Carlos; ALVES, Lívia de Freitas Navegantes; http://lattes.cnpq.br/1337509239539346A agroecologia tem sido definida como ciência, movimento social e conjunto de práticas alternativas. Neste trabalho analisamos as duas últimas dimensões. Para estudar a organização social da agroecologia brasileira utilizamos a teoria do processo político, encontrando evidências de que o movimento agroecológico brasileiro cumpre os requisitos desta proposta teórica para ser considerado um movimento social. Num segundo artigo focamos nosso olhar na problemática em torno da adoção de tecnologias por parte dos camponeses no Oeste maranhense. Partindo de um enfoque sistêmico do estabelecimento agrícola e da construção de uma tipologia dos sistemas de produção encontrados na região, analisamos as dificuldades relativas à adoção da agroecologia, percebida como uma mudança técnica de origem exógena. Para tanto, foram realizadas observação participante, diagnóstico rural participativo e entrevistas semiestruturadas em 38 famílias camponesas em três comunidades rurais. Também exploramos as possibilidades de integração da agroecologia na dinâmica de transformação dos sistemas produtivos, constituindo um processo de inovação endógeno. No terceiro artigo aplicamos os conceitos de estratégia e tática ao processo de tomada de decisões dos camponeses quanto à adoção de práticas agroecológicas. Focando naqueles que escolheram a estratégia da diversificação da propriedade, encontramos uma variedade de estratégias de diversificação e que os critérios seguidos para a tomada de decisões estratégicas são diferentes dos aplicados para as decisões táticas. Num quarto artigo buscamos compreender as motivações dos agricultores familiares do Oeste maranhense para fazerem suas escolhas produtivas e tecnológicas, entendendo os fatores históricos decisivos para a diferenciação dos sistemas de produção, que fizeram com que alguns tiveram possibilidade de aderir às práticas agroecológicas e outros não. Através da análise retrospectiva, identificamos dois vetores de transformação, que contribuem a que os agricultores familiares deem respostas diferentes às mesmas influências do meio. Variáveis externas, unidas a decisões produtivas da família, influenciam no percurso histórico das propriedades. Constatamos que nem sempre a promoção da agroecologia condiz com a lógica dos agricultores familiares. Porém, quando existe efetivo acompanhamento técnico e se criam grupos permanentes de interesse por esta inovação, cria-se um ambiente em que os camponeses sentem-se mais confiantes para adotarem as práticas agroecológicas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agricultores familiares e a educação de jovens e adultos em Mocajuba / PA(Universidade Federal do Pará, 2006-02-03) LAUANDE, Eduardo André Risuenho; SOUZA, Orlando Nobre Bezerra de; http://lattes.cnpq.br/8567141884452588Esta dissertação trata de questões relacionadas à Educação Jovens e Adultos e à Educação Rural em Mocajuba/Pa, tomando como eixo principal os Agricultores Familiares Estudantes (AFE) mocajubenses. As questões centrais são: qual a construção histórica da EJA e da educação rural em Mocajuba? E qual o quadro atual da EJA oferecida aos estudantes e AFE na zona rural de Mocajuba? Para tanto, elegem-se como eixos privilegiados: 1) a pesquisa bibliográfica visando a apresentar a história e a conjuntura da agricultura no Brasil, Pará e Mocajuba; 2) estudo histórico da EJA e da educação rural do Brasil, do Pará e de Mocajuba e a pesquisa e o levantamento dos dados oficiais e documentais, para tentar mapear o quadro atual da EJA oferecida pelos organismos oficiais; 3) a análise do material coletado nas visitas às escolas e em entrevistas realizadas com os AFE, as professoras e as lideranças sindicais e comunitárias. O estudo permitiu identificar através dos depoimentos que os AFE têm avançados significativamente na dimensão humana, política e técnica e quando voltam a estudar ou quando entram pela primeira vez em sala de aula representa uma possibilidade de crescer sua cidadania. O que significa avaliar, diante dos resultados desta pesquisa acadêmica, que a escola e sua educação escolar não são prioridades iniciais e únicas dos AFE e sim um dos instrumentos de melhoria da qualidade de vida.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agricultores familiares e sistemas agroflorestais: a relação família e trabalho em questão(Universidade Federal do Pará, 2010) BEZERRA, Nicolle Rafaella Costa; MOTA, Dalva Maria da; http://lattes.cnpq.br/4129724001987611A pesquisa objetivou analisar a configuração do trabalho da família durante o processo de implantação de sistemas agroflorestais em estabelecimentos agrícolas, por meio do estudo com agricultores familiares que atuavam no projeto Raízes da Terra. A hipótese norteadora foi a de que ocorre um acréscimo de atividades dos membros das famílias, em curto prazo, para a implantação dos sistemas agroflorestais nos seus estabelecimentos. A pesquisa de campo foi realizada na comunidade São João, município de Marapanim (PA) em três etapas no ano de 2009. A metodologia utilizada mesclou abordagens quantitativas e qualitativas com a realização de entrevistas, questionários, observações e revisão de literatura. Tendo em conta o debate atual sobre família, trabalho e sistemas agroflorestais, os dados e informações foram sistematizados e analisados. As principais conclusões mostram que: a) há migração das famílias ou parte dos seus membros principalmente para as sedes municipais próximas, ratificando estratégias de reprodução social baseadas numa complementaridade do trabalho rural e urbano; b) o trabalho nos sistemas agroflorestais e nos outros sistemas de produção dos estabelecimentos é organizado baseado na composição da família, local de residência dos seus membros e nas relações de gênero; c) as principais dificuldades para a implantação e manejo dos sistemas agroflorestais foram: seguir os espaçamentos dos desenhos dos arranjos agroflorestais, a maneira do movimento de se abaixar para plantar a muda, principal queixa dos idosos, e, consequentemente, a necessidade de contratar mão de obra e o custo disso; a capina manual das ervas daninhas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agricultores familiares no Município de Igarapé-Açu: estudo da participação em processos de desenvolvimento local sustentável(Universidade Federal do Pará, 2005-07-17) ATAÍDE, Tonildes Lisboa de; CONCEIÇÃO, Maria de Fátima Carneiro da; http://lattes.cnpq.br/7985394500952978Pesquisou-se o desempenho dos projetos de desenvolvimento local sustentável implantados no Município de Igarapé-Açu, Estado Pará, no período de novembro do ano 2000 a fevereiro de 2005, objetivando avaliar as contribuições desses projetos ao fortalecimento da participação dos agricultores familiares envolvidos. Para isto foram examinadas as seguintes experiências: Projeto BNDES - Desenvolvimento Local Cooperação Técnica do PNUD; Projeto Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável - DLIS- coordenado pelo SEBRAE; e o Projeto de Desenvolvimento Local, coordenado pela Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA. Neste trabalho compreendemos participação enquanto ato de conquista e de autopromoção dos sujeitos envolvidos que passam a figurar como protagonistas de suas histórias. Partimos da hipótese de que as experiências examinadas pouco fortaleceram o processo de participação compreendido segundo o conceito aqui adotado, frustrando, inclusive, as propostas originais dos projetos. Para verificação dessa hipótese utilizamos como procedimento metodológico a observação participante, no caso do projeto coordenado pela UFRA, que está em andamento. Para este e demais casos, realizamos entrevistas abertas junto a "informantes-chaves", tais como: coordenadores dos projetos, representantes de instituições parceiras e lideranças comunitárias. Utilizamos também entrevistas semi-estruturadas e análise documental de arquivos, bem como, analisamos a relação entre a teoria e a prática das experiências avaliadas. A pesquisa apontou um descompasso entre a proposta teórica dos projetos e o seu desenvolvimento prático. Há projetos em que a participação dos agricultores familiares ficou prejudicada pela pouca socialização e compreensão da proposta; a falta de transparência na aplicação dos recursos; a falta de sentimento de pertencimento por parte dos beneficiários; e a capacitação pouco eficiente. No caso onde a capacidade de decisão dos agricultores foi mais bem estimulada, houve maior apropriação do processo de desenvolvimento local e uma tendência a uma participação mais ativa e consciente dos agricultoresDissertação Acesso aberto (Open Access) Agricultura familiar e informação para o desenvolvimento rural nos municípios de Igarapé-Açu e Marapanim(Universidade Federal do Pará, 2005-02-16) MATOS, Lucilda Maria Sousa de; PINHEIRO, Lena Vania Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/9613980184982976; KATO, Maria do Socorro Andrade; http://lattes.cnpq.br/7117950232304118A pesquisa foi feita com o objetivo de identificar e analisar as necessidades, demandas e usos de informação por agricultores parceiros do projeto de pesquisa "Adaptação e validação participativa de uma alternativa tecnológica de preparo de área sem queima no nordeste paraense", desenvolvido nos municípios de Igarapé -Açu e Marapanim, pela Embrapa, no processo de comunicação e de informação para ação. Com base em entrevistas e observação foi traçado o perfil dos agricultores parceiros, agricultores vizinhos e formadores de opinião e identificadas as suas demandas de informação, sendo a mais significativa relacionada à Agricultura (cultivo, doenças, pragas, financiamento I crédito agrícola), seguida de informações sobre Educação, Previdência Social, Direito etc. O conceito de informação foi construído a partir de percepções dos entrevistados e foram estudados, ainda, ações participativas promovidas pelo projeto, meios de comunicação de massa de maior audiência, além de estímulos e barreiras na informação. Entre os atores sociais e institucionais atuantes no processo há forte participação dos familiares e agricultores vizinhos, como fonte de informação para as comunidades e, entre as diversas instituições, a Embrapa. Através da aplicação da técnica do incidente crítico foi analisada a busca de informação mais recente, quando agricultores parceiros precisaram de informação para desenvolver suas atividades, se a obtiveram ou não, e o que isso ocasionou nas suas atividades na agricultura familiar e nas suas vidasDissertação Acesso aberto (Open Access) Agricultura orgânica e a sustentabilidade de agroecossistemas familiares em Medicilândia-PA(Universidade Federal do Pará, 2013) SILVA, Michel Cleyton do Carmo; HERRERA, José Antônio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; SILVA, Luis Mauro Santos; http://lattes.cnpq.br/7285459738695923; https://orcid.org/0000-0003-1311-1271A agricultura orgânica tem sido estimulada pelos movimentos sociais da região em que se insere este estudo, como alternativa capaz de corroborar com a consolidação de estratégias de agroecossistemas mais sustentáveis. Entendendo a agricultura orgânica como um sistema de produção baseado em relações mais harmonizadas com o meio ambiente e que proporciona maior equidade e rentabilidade, propôs-se analisar o rebatimento da produção orgânica na sustentabilidade de agroecossistemas familiares do município de Medicilândia, estado do Pará. Teve-se como hipótese central que a produção orgânica proporciona rebatimentos positivos na sustentabilidade dos agroecossistemas. Para tanto, optou-se pelo arranjo metodológico com procedimentos qualitativos, como observação de campo e entrevistas com os produtores membros da COPOAM – Cooperativa de Produtores Orgânicos da Amazônia, e procedimentos quantitativos, principalmente com a adaptação da ferramenta MESMIS (Marco para Avaliação de Sistemas de Manejo de Recursos Naturais Incorporando Indicadores de Sustentabilidades) à realidade dos agricultores familiares de Medicilândia. Com a avaliação de sustentabilidade dos agroecossistemas foi possível constatar que há o rebatimento da produção orgânica nos agroecossistemas estudados, incorrendo alterações nas dinâmicas produtivas bem como no modo de vida das famílias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agricultura urbana: contribuição e importância dos quintais para a alimentação e renda dos agricultores urbanos de Santarém - Pará(Universidade Federal do Pará, 2011-08-29) SILVA, Eliane Raíssa Ribeiro; SABLAYROLLES, Maria das Graças Pires; http://lattes.cnpq.br/0250972497887101A formação dos bairros na área urbana de Santarém se baseia na produção agrícola, e esta determina a reorganização sócio-territorial da cidade, fazendo com que se apresentem contradições, e embora estando “dentro” daquilo que é considerado urbano, sejam visíveis nesta área a permanência de hábitos e costumes rurais como a produção agrícola aqui discutida como agricultura urbana. Com objetivo de identificar e caracterizar as diferentes atividades de agricultura urbana observadas em Santarém/Pará (2º 24” 52” S e 54º 42" 36" W), de forma a avaliar a importância e contribuição das mesmas para alimentação e renda das famílias dos agricultores que a desenvolvem, este estudo foi realizado. A coleta de dados se deu através de visitas domiciliares aos agricultores no período de maio/junho e setembro/outubro de 2010, priorizou-se amostras intencionais, através da técnica de “bola de neve”. Foram realizadas entrevistas estruturadas e semi-estruturadas com 56 agricultores urbanos, e seus espaços de produção foram percorridos pelo método de turnê guiada, durante as quais foram levantadas as espécies vegetais e animais que os compunham e sua finalidade de uso. Quando permitido as espécies foram também fotografadas. O material botânico foi coletado, herborizado e encaminhado ao Herbário IAN da EMBRAPA Amazônia Oriental, para identificação. A contribuição das atividades de agricultura urbana para a renda foi obtida através do uso das ferramentas do enfoque sistêmico e de adaptações de cálculos da economia doméstica, a partir das quais foi construída uma tipologia dos diferentes sistemas de produção amostrados. Foram observadas em Santarém 7 diferentes atividades de agricultura urbana (quintais agroflorestais, piscicultura, cultivo de plantas ornamentais, viveiros de mudas de espécies florestais, horticultura e mini-roça), as atividades são desenvolvidas em diferentes espaços (quintais, lotes privados, e laterais de avenidas). Foram registradas a ocorrência de 247 espécies vegetais cultivadas nos diferentes espaços de produção e 11 espécies animais, cultivados e criados para diferentes finalidades de uso. A criação de pequenos animais se deu unicamente no espaço dos quintais o que revelou-nos, juntamente com o cultivo de plantas alimentícias, os hábitos alimentares dos agricultores que o gerenciam e o manejam. Os resultados analisados dão indícios de que as diferentes atividades de agricultura urbana observadas em Santarém contribuem significativamente para a renda dos agricultores, seja através de renda direta obtida com a venda dos produtos produzidos ou ainda com a renda indireta obtida com a economia decorrente da produção de alimentos que deixam de ser comprados pelos agricultores. Assim concluímos que a importância que as diferentes atividades de agricultura urbana exercem para os agricultores varia em torno da finalidade da produção e dos produtos produzidos, assim como contribuem para a promoção da cidadania, seja garantindo produtos que melhorem a qualidade de vida das famílias dos agricultores, seja absorvendo mão de obra familiar disponível, o que aumenta a auto-estima dos agricultores e garante que eles sustentem suas famílias de forma digna.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agrobiodiversidade e as relações de trocas entre agricultores familiares que possuem sistemas agroflorestais na região de Itabocal, Irituia (PA)(Universidade Federal do Pará, 2021-04-30) SANTOS, Tasseli Figueiredo dos; STEWARD, Angela May; http://lattes.cnpq.br/6123114287861055A presente pesquisa trata dos processos de trocas de saberes locais, mudas e sementes entre agricultores familiares e as influências desses processos sobre o avanço dos SAFs e da agrobiodiversidade local. Como objetivo geral, a pesquisa busca analisar as dinâmicas das trocas de saberes locais, mudas e sementes entre os agricultores que possuem SAF na região de Itabocal (Irituia-PA) e as influências sobre a agrobiodiversidade local. A coleta de dados se deu a partir de pesquisa em campo, em que foi realizado um estudo exploratório da área e visitas a agricultores familiares com aplicação de entrevistas semi-estruturadas e/ou questionário semi-aberto acompanhado da turnê guiada. Em seguida, também foi apresentado um croqui da área de estudo para os agricultores visando indicar as relações de trocas. Os resultados da pesquisa estão descritos em três tópicos: o primeiro trata dos SAFs e as dinâmicas das trocas de mudas e/ou sementes, descrevendo o processo do avanço dos SAFs na região e o papel da cooperativa D’Irituia; em relação às trocas de mudas e/ou semente, revelamos que existe um fluxo intenso desses materiais entre os agricultores e também fora da região em nível municipal, que ocorrem em momento de idas a feiras de agricultores, visitas aos vizinhos ou familiares e outros momentos de encontros ou reuniões de agricultores cooperados e outros. O segundo tópico trata do saber local, as trocas e os diálogos com o saber técnico-científico, revelando que o saber local é formado pelo acúmulo de experiências culturais, ou seja, com anos de trabalho e aprendizagem com os sujeitos mais antigos aliado com saber técnico-científico repassado pelas instituições. Portanto a troca de saberes ocorre tanto entre os agricultores como entre os técnicos ou pesquisadores por meio da oralidade, sendo importante para compreender a solidariedade e reciprocidade como base para melhorar o plantio e a produção. O terceiro tópico trata da agrobiodiversidade local a partir da formação dos SAFs, revelando uma diversidade de 81 (oitenta e uma) espécies distribuídas em 45 (quarenta e cinco) famílias botânicas, sendo 59,8% de uso alimentício e 24,4% de uso madeireiro. Neste sentido, os processos de trocas de saberes e de mudas e sementes estão sendo fundamentais para o avanço dos SAFs na região e têm contribuído significativamente na manutenção e manejo da agrobiodiversidade local.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agrobiodiversidade e conhecimentos locais das plantas alimentícias no quilombo de Deus Ajude, Arquipélago do Marajó – Pará(Universidade Federal do Pará, 2020-09-08) BEZERRA, Sueyla Malcher; SABLAYROLLES, Maria das Graças Pires; http://lattes.cnpq.br/0250972497887101; SILVA, Luis Mauro Santos; http://lattes.cnpq.br/7285459738695923Nesta pesquisa, buscamos analisar os conhecimentos e práticas tradicionais associadas à agrobiodiversidade das plantas alimentícias, bem como, a constituição da soberania alimentar e autonomia na produção dos alimentos no quilombo de Deus Ajude, Salvaterra/PA. Para o desenvolvimento da pesquisa, utilizamos a abordagem quali- e quantitativa. Em relação ao procedimento metodológico, optamos pelo estudo de caso, observação participante, entrevistas não diretivas, questionários, listas livres, coleta e identificação de material botânico. A análise dos dados coletados foi realizada pela sistematização das informações, análise vertical e horizontal das entrevistas, triangulação dos dados e Índice de Saliência Cognitiva. Os resultados demonstraram que o conhecimento e práticas tradicionais da comunidade quilombola sobre as plantas alimentícias é constituído a partir da relação diária dos quilombolas com a natureza, bem como, pela promoção continuada do diálogo de saberes entre as diferentes gerações. A sazonalidade amazônica revelou-se como uma reguladora da pluralidade de atividades produtivas ao logo do ano, e, estas são desempenhadas por intermédio de uma relação simbiótica, onde natureza e quilombo se sustentam. No mais, as comidas representativas do quilombo marajoara, como: beiju, cação, tiborna, cunhapira e crueira etc., transformam-se em uma das formas de manter a agrobiodiversidade do quilombo. Em contrapartida, as limitações de acesso ao território de uso comum impostas pelas fazendas ao redor do quilombo e as influências do mercado capitalista são ações concretas e simbólicas capazes de promoverem mudanças: na forma como os alimentos são obtidos e nos hábitos alimentares dos quilombolas. Portanto, a valorização da cultura quilombola e do seu modo de vida torna-se uma aliada na preservação dos conhecimentos, práticas e saberes tradicionais, bem como, da natureza manejada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agrobiodiversidade, conhecimentos e práticas tradicionais sobre plantas alimentícias na comunidade quilombola do Jacarequara, Santa Luzia do Pará, Nordeste Paraense(Universidade Federal do Pará, 2022-08-09) ALVES, Ellem Suane Ferreira; FITA, Didac Santos; http://lattes.cnpq.br/4290251127696280O presente estudo analisa o papel da agrobiodiversidade e dos conhecimentos e práticas tradicionais relacionados às plantas alimentícias e de que forma influenciam na promoção da soberania e segurança alimentar e nutricional (SSAN) na comunidade quilombola do Jacarequara, em Santa Luzia do Pará, Pará. Para tanto, foram utilizados métodos quali-quantitativos, com as técnicas da observação participante, entrevistas semiestruturadas, questionários, turnê-guiada e lista livre. Os dados obtidos foram tabulados e sistematizados para proceder à triangulação dos dados, além de ser calculada a frequência de citação e o Índice de Saliência Cognitiva (ISC) das plantas alimentícias inventariadas. Os resultados demonstraram que práticas produtivas como o cultivo das roças, o extrativismo de açaí (Euterpe oleracea Mart.) e murumuru (Astrocaryum murumuru Mart.), a pesca e a caça são a base alimentar e um meio de geração de renda. A essas práticas está atrelado importante conhecimento tradicional, onde os saberes são construídos pela constante troca entre os quilombolas, através das gerações, e tem como cerne as dinâmicas do meio natural que os cerca. Foi observado que a sazonalidade influencia a dinâmica produtiva e o calendário agrícola da comunidade, sempre considerando a relação entre os quilombolas e a natureza. Pelo inventário botânico foram catalogadas 140 etnoespécies alimentícias, com destaque para as famílias Euphorbiaceae (27), Arecaceae (12), Musaceae (10) e Rutaceae (9). Entre as plantas alimentícias com maior ISC destacaram-se o açaí, a banana (Musa paradisiaca L.), a mandioca/macaxeira (Manihot esculenta Crantz), o coco (Cocos nucifera L.), o caju (Anacardium occidentale L.), a acerola (Malpighia glabra L.), a bacaba (Oenocarpus bacaba Mart.) e a laranja (Citrus sinensis (L.) Osbe). Foram catalogadas 27 etnovariedades de M. esculenta demonstrando sua fundamental importância para a alimentação dos quilombolas, sendo composta pela farinha de mandioca e de tapioca, beiju, manicueira, tucupi, entre outras comidas. Entretanto, o avanço das áreas de pastagens das fazendas ao redor da comunidade e a adesão por hábitos alimentares externos à comunidade impostos pelo capitalismo, marcado pelo aumento do consumo de alimentos industrializados principalmente pelas crianças e jovens quilombolas, reflete mudanças e riscos à alimentação. Esses fatores direcionam a uma nova realidade alimentar, podendo interferir também em sua permanência no quilombo, na geração de renda, o respeito ao modo de vida quilombola e a valorização dos saberes e práticas tradicionais ali existentes e mantidos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agroextrativismo: sustentabilidade e estratégias produtivas na Reserva Extrativista do Rio Cajari, sul do Amapá(Universidade Federal do Pará, 2004) BENJAMIM, Aldrin Mário da Silva; SIMONIAN, Ligia Terezinha Lopes; http://lattes.cnpq.br/6620574987436911; https://orcid.org/0000-0001-6690-7244A criação das Reservas extrativistas, no início da década que se iniciou em 1990, surge como uma alternativa de gestão de recursos florestais em Unidades de Conservação (UC). Centrada no princípio da c-gestão entre o Estado e as populações tradicionais residentes, sua defesa, viabilidade econômica e social dependente em grande parte da organização local dos agroextrativistas. Entretanto, apesar do enorme potencial de exploração econômica de produtos florestais, como a castanha (Bertholletia excelsa) e o açaí (Euterpe oleraceae Mart.), da forte tradição agrícola e das muitas possibilidades de caça e pesca, dificuldades múltiplas persistem no interior da Reserva Extrativista Rio Cajari. A concepção do Desenvolvimento Sustentável e a pouca produção científica a respeito das populações tradicionais em áreas de tais Reservas constituíram como fatores decisivos para o início desta investigação. Desse modo, o estudo a cerca do Agroextrativismo: sustentabilidade e estratégias na RESEX Cajarí, sul do Amapá procura identificar a evolução e as estratégias da base produtiva das populações que vivem nesta UC, principalmente nas áreas do alto e baixo rio Cajarí, numa tentativa de revelar a racionalidade do agroextrativismo local. Busca-se, portanto, evidenciar a dimensão do processo de mudança implementada pelas políticas de reserva associadas ao movimento social, com implicações nos campos ecológico, socxial e econômico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agropecuária dos Produtores Familiares Irituienses e o potencial de extratos de plantas medicinais no manejo de pragas e doenças do maracujazeiro(Universidade Federal do Pará, 2015) SILVA, Clenilda Tolentino Bento da; ISHIDA, Alessandra Keiko Nakasone; http://lattes.cnpq.br/8756162526907626; https://orcid.org/0000-0002-6021-185X; LEMOS, Walkymário de Paulo; http://lattes.cnpq.br/6841621785311887; https://orcid.org/0000-0002-1608-9551O presente trabalho teve como objetivo ampliar os conhecimentos sobre os sistemas produtivos, os aspectos sociais, econômicos e culturais dos filiados a Cooperativa Agropecuária dos Produtores Familiares Irituienses (Irituia-PA), avaliando-se o efeito de extratos alcoólicos das plantas medicinais cultivadas pelos agricultores sobre o crescimento in vitro de patógenos da cultura do maracujazeiro e na redução da severidade da bacteriose em casa de vegetação, bem como avaliar o potencial inseticida dos extratos sobre larvas de Tenebrio molitor L. 1758. Na pesquisa utilizaram-se entrevistas gravadas e guiadas por questionários previamente estruturados. Observou-se que a agricultura é a principal atividade econômica para os cooperados, a mão-de-obra é familiar e o sistema de produção é baseado em lavouras temporárias e perenes, piscicultura, criação de animais de pequeno porte, além do trabalho de recuperação e preservação da floresta nativa. As principais plantas medicinais cultivadas pelos agricultores são: alfavacão (Ocimum gratissimum L.), babosa (Aloe vera L.), boldo-do-reino (Plectranthus barbatus Andrews), capim-santo (Cymbopogon citratus (DC.). Stapf), cipó d’alho (Mansoa alliaceae Gentry), coramina (Pedilanthus tithymaloides Port), erva-cidreira (Lippia alba (Mill) N.E.Brown.), eucalipto (Eucalyptus globulus Labill.), gengibre (Zingiber officinallis Rosc.), manjericão (Ocimum basilicum L.), mastruz (Chenopodium ambrosioides L.), nim (Azadirachta indica A. Juss), noni (Morinda citrifolia L.) e vinagreira (Hibiscus sabdariffa L.). Para avaliar o efeito antifúngico sobre o crescimento micelial in vitro dos fungos Rhizoctonia solani, Fusarium oxysporum, Fusarium solani e Colletotrichum gloeosporioides isolados do maracujazeiro, os extratos alcóolicos foram incorporados ao meio de cultura (BDA) fundente, 55°C a 1%. Após a solidificação do meio de cultura nas placas, depositou-se um disco de micélio do fungo de aproximadamente 8 mm de diâmetro no centro de cada placa. A testemunha não recebeu os tratamentos. O crescimento micelial foi avaliado diariamente com auxilio de um paquímetro digital até que o fungo em um dos tratamentos atingisse as extremidades da placa. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado com 15 tratamentos e cinco repetições. Na avaliação do efeito antibacteriano sobre o crescimento de X. axonopodis pv. passiflorae, os extratos foram incorporados ao meio 523 na concentração de 1% a 55 oC. Após a solidificação do meio, depositou-se 100 L da suspensão bacteriana, a qual foi espalhada com auxilio de uma alça de Drigalski. As placas foram incubadas por 48h a 28 oC e o delineamento experimental foi o inteiramente casualizado. A avaliação foi realizada através da contagem das Unidades Formadoras de Colônia (UFC) nas placas. No ensaio in vivo, os extratos a 1% foram aplicados em plantas de maracujá com 2 a 3 pares de folhas verdadeiras três dias antes da inoculação do patógeno. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com 16 tratamentos e cinco repetições. A avaliação foi aos 2, 4, 6, 8, 10 e 12 dias após a inoculação, o oxicloreto de cobre foi utilizado como tratamento controle. Em ambos os ensaios os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e a comparação das médias foi realizada pelo teste Scott & Knott (1974) utilizando-se o programa estatístico SISVAR. Foi constatado que todos os extratos apresentaram potencial antifúngico sendo que, o extrato de eucalipto reduziu o crescimento micelial de todos os fungos estudados com resultados entre 21,06 a 51,73%. Enquanto que, os extratos de erva-cidreira, eucalipto, cipó d’alho, mastruz, nim, babosa e vinagreira inibiram o crescimento de X. axonopodis pv. passiflorae entre 15,35 a 30,3%. Em casa de vegetação os extratos de boldo-do-reino, coramina, gengibre, nim, eucalipto e oxicloreto de cobre promoveram redução da severidade da mancha bacteriana entre 27,24 e 53,86%. Na avaliação do potencial inseticida utilizaram- se dois métodos, o de contato e de aplicação tópica sobre larvas de Tenebrio molitor. No efeito por contato em superfície contaminada, discos de papel de filtro foram impregnados com 700 μl dos extratos brutos e para a via de aplicação tópica utilizou-se 3 μl do extrato aplicado sobre cada larva. As quais foram mantidas em câmara do tipo B.O.D., a 25 ± 2 o C, umidade relativa de 70% e fotoperíodo de 12 horas. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado com 18 tratamentos e quatro repetições avaliadas diariamente. Após 10 dias constatou-se que em superfície contaminada os extratos não apresentaram propriedade inseticida. Porém, quando aplicados topicamente todos os extratos promoveram mortalidade entre 50 e 100%, demonstrando potencial biocida contra larvas T. molitor em laboratório. Concluiu-se que, a Cooperativa D’ Irituia exerce papel importante no desenvolvimento econômico, social e cultural dos agricultores. O processo de adoção das práticas agroecológicas esta ocorrendo de forma gradual. Com base nos resultados obtidos pode-se inferir que os extratos das plantas medicinais estudadas nesta pesquisa, além do potencial inseticida as mesmas possuem substâncias potencialmente promissoras que podem ser utilizadas como controle alternativo no manejo de doenças bacterianas e fúngicas em maracujazeiros.
