Programa de Pós-Graduação em Artes - PPGARTES/ICA
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/6805
O Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGARTES) é um programa do Instituto de Ciências da Arte (ICA) da Universidade Federal do Pará (UFPA) e em nível de Mestrado acadêmico teve a sua primeira turma constituída no ano de 2009 e o primeiro Processo Seletivo para o Doutorado acadêmico se deu no primeiro semestre de 2016.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Artes - PPGARTES/ICA por Linha de Pesquisa "TEORIAS E INTERFACES EPISTÊMICAS EM ARTES"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Alma de papel: proposta conceitual para um curta-metragem de animação stop motion em devir(Universidade Federal do Pará, 2017) RIBEIRO, Brena Gomes; ALMEIDA, Ivone Maria Xavier de Amorim; http://lattes.cnpq.br/5012937201849414Nesta pesquisa, apresento um estudo sobre o processo de criação de uma proposta conceitual para a produção de curta-metragem de animação em stop motion, chamado Alma de Papel. As várias etapas do estudo incluem a vivência proporcionada pelo Laboratório de Animação das Oficinas Curro Velho, onde entrei em contato com as técnicas e materiais utilizados. Também há um histórico do Cinema de Animação, com a contribuição de conceitos proporcionados por autores cujas análises aproximam-se da esfera simbólica da história do cinema, como Arlindo Ribeiro Machado para quem o cinema materializa um movimento milenar de “representação do imaginário”, e Edgar Morin que expõe a realidade semi-imaginária do homem. A metodologia da pesquisa dialoga com a face “noturna” do filósofo francês Gaston Bachelard, ou seja, sua “metafísica da imaginação poética” e sua sistemática de investigação da gênese da imagem poética a partir dos arquétipos dos 4 (quatro) elementos da natureza (ar, água, terra e ar), ao qual acrescento mais um (elemento éter), além de incluir a influência do dispositivo Dilatador Elemental, criado na disciplina Movimento Criador no Ato Teórico e os valores atribuídos por Ítalo Calvino à poesia para a sistematização do estudo. Sônia Rangel e Cecília de Almeida Salles aparecem na investigação sobre o processo de criação e sua relação com a realidade vivida pelo autor. Para conduzir o presente trabalho, admito, como objetivo precípuo, demonstrar a ligação entre o modus operandi da criação da proposta conceitual de um filme, ou seja, os procedimentos metodológicos utilizados em sua feitura, e a sua faceta consequente do contexto histórico-social vivenciado e experienciado por seu (s) criador (es), contexto esse em plena influência amalgamada ao devir do imaginário destes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atos performativos de uma Bufonaria Matuta: Arte, cura e ancestralidade em Belém do Pará.(Universidade Federal do Pará, 2025-06-30) NUNES, Ana Carolina Marceliano; ALMEIDA, Ivone Maria Xavier de Amorim; http://lattes.cnpq.br/5012937201849414; https://orcid.org/0000-0001-8277-5210O presente trabalho é fruto da pesquisa “Atos performativos de uma bufonaria matuta - Arte, Cura e Ancestralidade em Belém do Pará”, dissertação de mestrado do Programa de Pós-graduação em Artes da UFPA, 2023. A pesquisa investigou o processo de criação voltado à bufonaria e ao teatro de rua, que vem sendo desenvolvido desde 2015, com o foco no cruzamento de saberes que esta criação cênica tem articulado ao longo dos anos, propondo a reflexão teórico-poética a partir de atos performativos de cura da bufonaria matuta. A escrita traz à tona as seguintes questões: É possível por meio da arte reconectar saberes apagados pelo tempo? De que forma saberes característicos da Amazônia paraense podem resistir ao projeto colonial? Poderá a arte ser um canal de reconexão com a ancestralidade e resgate de memórias? Como atos performativos de cura através do humor podem fazer frente às estruturas hegemônicas de poder, que causam o adoecimento das populações e sua marginalização? Norteada pela cosmovisão contracolonial (Santos, Krenak) a pesquisa trabalha com a encruzilhada epistemológica (Martins) que converge três caminhos principais: arte, cura e ancestralidade; por meio da bufonaria (Bosque; Brondani; Freire; Marques;) e dos atos de cura (Almeida e Lima; Jung; Miranda; Souza), a oralitura de um corpo-encruzilhada-fêmea faz emergir subjetivações de origem cabocla da Amazônia paraense.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A atriz da diáspora: um estudo sobre a poética-política de Zélia Amador de Deus(Universidade Federal do Pará, 2020-08-28) BANDEIRA, Maria Ceci Leal; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211O trabalho analisa, a partir do conceito de corpo performático do negro da diáspora, de Zélia Amador de Deus, a trajetória artística dessa atriz e diretora e o seu caráter poético-político. A pesquisa foi dividida a fim de analisar suas três principais personagens: Catirina, personagem do auto Coronel de Macambira (1972); Suely, personagem da peça Quarto de Empregada (1976); e personagem sem nome, interpretada para o espetáculo Theastai Theatron (1983). A reflexão que norteia a pesquisa será feita à luz do feminismo como perspectiva de análise crítica e teórica das categorias de classe, raça, gênero, conforme teorizado pela filósofa Angela Davis (2016) e combate ao epistemicídio, categoria de pensamento realocada pela filósofa Sueli Carneiro (2005). Ao traçar a trajetória artística de Zélia Amador de Deus encontro uma nova forma de pensar a construção do corpo do negro da diáspora e de seus descendentes pelo viés performático que representa os atravessamentos político socio-culturais que diferenciam ainda hoje esse corpo. Por se tratar de uma problemática que inicia no corpo e não se desvincular dele, as análises partem do corpo de suas três principais personagens para demonstrar não apenas a evolução artística da atriz, mas principalmente a evolução política e existencial de uma mulher negra na AmazôniaDissertação Acesso aberto (Open Access) Baile de Palillos na Amazônia: quando o bailaor se torna músico(Universidade Federal do Pará, 2025-07-07) ANJOS, Allany Cassius Cruz dos; CAMARGO, Giselle Guilhon Antunes; http://lattes.cnpq.br/2551648142775344; COHEN , Liliam Cristina Barros; LOPEZ GALLUCCI, Natacha Muriel; CRUZ, Jessé da; http://lattes.cnpq.br/0286644614789784; http://lattes.cnpq.br/6417676403385648; http://lattes.cnpq.br/9360892583440760A presente pesquisa tem como foco principal a experiência da performance – gestos dançados-tocados – dos bailaores-tocaores de palillos (castanholas) em bailes realizados pela Companhia Flamenca do Pará, na Amazônia brasileira. A pesquisa buscou analisar as formas expressivas (usos, toques e modos de transmissão) desse instrumento musical, com mais de três mil anos de existência, a partir dos relatos de experiência dos bailaores-tocaores participantes dos Bailes por Sevillanas realizados semanalmente nas aulas de Flamenco da Companhia. Nos tópicos da dissertação abordaremos, sucessivamente: a contextualização histórica dos bailes em Belém, desde a sua chegada; as características musicais (e exemplos) de bailes de palillos; a história dos usos das castanholas (das mais primitivas às contemporâneas); aspectos da Crotalogía ou Ciência das Castanholas; e, por fim, a descrição de um baile de Palillos no contexto de uma aula de Flamenco, com suas diversas pertinências etnocoreomusicológicas: técnicas de toques das castanholas, relação entre percussão de mãos e pés; especificidades do gesto dancístico-musical do bailaor-tocaor; modos de transmissão etc. Uma das constatações mais relevantes desta pesquisa é o modo como a performance dos bailaores-tocaores se particulariza nos corpos dançantes amazônicos, produzindo processos singulares de subjetivação. Finalmente, para a análise dos dados coletados em campo, lançaremos mão das lentes teóricas de José de Udaeta (1989), autor da obra La Castañuela Española: origen y evolución; Joaquín Díaz (1994), autor de La Castañuela Tradicional e diretor do Centro Etnográfico de Valladolid – Espanha; e Francisco Agustin Florencio, criador da Ciencia de las Castañuelas ou Crotalogía.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Banda Daniel Nascimento: uma prática musical no contexto sociocultural em Paragominas-PA(Universidade Federal do Pará, 2020-12-07) MORAES, Tirsa Lais De Oliveira Gonçalves; COHEN, Líliam Cristina Barros; http://lattes.cnpq.br/0286644614789784Este trabalho tem por objetivo realizar um estudo sobre a prática musical da Banda Daniel Nascimento, problematizando sua relação com a sociedade de Paragominas ao longo dos seus 20 vinte anos de existência, conquistando lugar musical, social e até político. Nesta perspectiva, veremos um panorama de sua trajetória musical, identificando os principais impactos do grupo sobre a vida social/cultural/artística da cidade de Paragominas e buscando compreender de que maneira se constrói sua prática musical. Para coletar as informações, foram realizadas pesquisa de campo, entrevistas e levantamento documental, trabalhando metodologicamente com autores da etnomusicologia, Seeger (2008, 2004), Blacking (2007, 2000), e da memória, Assmann (2016), Candau (2017). Através de uma etnografia da performance musical, veremos da “Bandinha” à “Orquestra”, a Daniel Nascimento se desdobrar ao exercer sua função de ação catalizadora das atividades musicais mantidas na Escola de Música pela Prefeitura Municipal de Paragominas através da Secretaria de Cultura, Turismo, Desporto e Lazer, responsável pela difusão musical nas políticas públicas do município.Tese Acesso aberto (Open Access) O brega cibermórfico de Wanderley Andrade: pontos de inflexão no mercado musical contemporâneo(Universidade Federal do Pará, 2023-01-30) SAGICA, Frank de Lima.; CHADA, Sonia Maria Moraes; http://lattes.cnpq.br/1004865944722134A presente tese propõe investigar como se desenvolveram a produção, a circulação e o consumo da música durante e após o enfrentamento da pandemia ocasionada pelo vírus SARS-CoV-2, tendo como recorte etnográfico o cantor Wanderley Andrade, abordando com olhar interpretativo a sua produção, sua adaptabilidade e suas articulações nas principais plataformas digitais, que foram ferramentas rentáveis para o artista se manter no período de isolamento social imposto como forma de contenção do contágio e proliferação da COVID-19. Proponho focalizar o ponto de inflexão que demarcou as mudanças significativas na acepção mercadológica e posicional nas paragens digitais nos anos de 2020/2021, focalizando o surgimento e a aplicação de editais emergenciais e festivais culturais criados pelo Governo do Estado do Pará, que foram: Lei Aldir Blanc, Te Aquieta em Casa e Minha Banda na Cultura. Para isso, foi realizada entrevista com o artista da música, compositor, pesquisador, produtor musical e diretor do departamento de música da Secretaria de Estado de Cultura do Pará (SECULT) – Allan Carvalho. Todas essas medidas foram essenciais para a sobrevivência de muitos profissionais, contemplando não somente artistas, mas também outros profissionais da música, como roadies, iluminadores, técnicos de som, DJs entre outros. Mediante às transformações promovidas pelo avanço tecnológico, esta tese propôs um novo modelo conceitual-analítico, definido por mim como neopersona cibermórfica, utilizado para um melhor enquadramento teórico sobre o fenômeno do novo perfil identitário que transita nos ciberespaços, que tem a individualidade afetual, o nomadismo virtual e a metamorfose identitária, particularidades estas que dão sustentáculo para a construção de uma mentalidade que se metamorfoseia constantemente, em consequência do avanço tecnológico em constante fluxo, padrão representativo das sociedades contemporâneas. Pode-se inferir que o brega, além de sua concepção fundamentada como um ritmo, também compreende uma série de conflitos, de relações sociais e de poder; de oposições frente às classes dominantes; de adaptações que foram feitas em contrapartida às novas tendências musicais surgidas ao longo da história. Nesse sentido, Wanderley Andrade é o estereótipo perfeito dessa mutação cibermórfica, evidenciada ao longo de toda a sua jornada como um artista brega, seja no ecletismo do seu repertório musical, na sua indumentária peculiar ou na fusão da estética local com a global. Esta proposição intelectual também tem a intenção de lançar um material que possa servir de base bibliográfica para futuras pesquisas que venham a se relacionar com aspectos voltados a uma suposta pós-modernidade cibernética. Foi utilizada como ferramenta metodológica a etnografia virtual, dado a dificuldade na recolha de dados de modo presencial, por consequência das medidas de isolamento do período pandêmico. O uso de novas tecnologias e mídias, as adaptabilidades do mercado da música, bem como a análise das particularidades cotidianas de uma sociedade em transição são temas caros a este estudo, tendo a etnomusicologia como chave elementar para elucidar os entremeios nos quais sojornam confluências e disrupturas, entre os quais: mercado musical, glocalização, tribalismo, tradição e tecnologia, temas estes que podem, consequentemente, trazer contribuições não apenas para o campo teórico como também para o âmbito cultural.Tese Acesso aberto (Open Access) A caminhada como modo de existir na Festa de São Marçal: poéticas moventes, espetacularidades e geração de outros mundos possíveis em São Luís/MA(Universidade Federal do Pará, 2022-01-31) FONSÊCA, Danielle de Jesus de Souza; ALMEIDA, Ivone Maria Xavier de Amorim; http://lattes.cnpq.br/5012937201849414Esta escritura incursiona a respeito dos modos de existência experimentados pelos corpos brincantes que caminham na Festa de São Marçal, em São Luís, capital maranhense. A festa, também conhecida como Encontro de Bois de Matraca, acontece anualmente no dia 30 de junho, dia de São Marçal, no bairro do João Paulo. Com base nesse contexto festivo e caminhante, a pesquisa mira por outros modos de fazer e dizer epistêmicos, atentos às sapiências das ruas (SIMAS, 2019) em meio às invenções produzidas pelos grupos de Bumba meu boi. Nisso, elaborei giros, redemoinhos, cruzos e ruminações, gerando a proposição metodológica da etnocaminhada, noção que tem proximidade epistêmica e afetiva com a motriz de pensamento da etnocenologia (SANTA BRÍGIDA, 2016, 2015; BIÃO, 2009, 2007). É pela etnocaminhada que percebo a força dos processos estéticos, devotivos, ritualísticos, poéticos e políticos nutridos na Festa de São Marçal, sobretudo do corpo brincante em seus movimentos e gestualidades assentadas no tempo espiralar (MARTINS, 2021). Além disso, a etnocaminhada fez emergir, como acontecimento metodológico, meu estado de caminhante etno-pesquisadora, que é quando caminho na imersão festiva com o desejo intenso pelas encruzilhadas, dobras, frestas e bordas do fenômeno espetacular e pelos encontros gerados a partir do estar-junto coletivamente (MAFFESOLI, 2014; 1998). O estudo busca ainda conhecer as táticas elaboradas (DE CERTEAU, 1994) pelos homens lentos (SANTOS, 1996) e suas corpografias geradas (JACQUES E BRITTO, 2006) na ambiência urbana e caminhante de São Marçal, como experiência festiva geradora de microrresistências. O contexto pandêmico e as novas configurações do festejar também movimentaram esta investigação, que versa acerca da inventividade empregada e do alargamento no modelo festivo, profundamente afetando pela pandemia. Portanto, a pesquisa objetiva compreender como a caminhada ativa modos inventivos de existir, transformando a paisagem festiva de São Marçal num espaço – físico e virtual – de trocas afetivas, criação nômade e geração de outros mundos possíveis (KRENAK, 2019; ROLNIK, 2019).Dissertação Acesso aberto (Open Access) A casa da atriz: uma cartografia desassossegada das sociabilidades de um coletivo teatral em Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2015-06-26) PORTO, Luciana de Andrade Moreira; LIMA, Wladilene de Sousa; http://lattes.cnpq.br/4769018199137074A Casa da Atriz: uma Cartografia Desassossegada das Sociabilidades de um Coletivo Teatral em Belém do Pará assume como princípio criador arriscar-se por caminhos bifurcados, que a investigação das convivialidades deste coletivo teatral, exige. A pesquisadora sabe que para desbravar caminhos iniciais de uma cartografia precisa criar um território existencial entre as jornadas anteriores e o presente, para compreender a necessidade ou não, da existência da casa-útero. Tem como fundo da investigação, outras casas-sedes aqui reconhecidas como geografias interiores onde moradores e abrigos se confundem, convergindo memórias, sentimentos e poéticas. Como objeto, sensações dicotômicas existentes e habitantes em ambas as estruturas (viajante e casa). No meio dos caminhos, no entre, a escolha da pesquisadora é ser cartógrafa da alma e dos desassossegos, andarilha e moradora. Ao se lançar no caminho do pensamento poético, descobre nos traços dos passos deixados no asfalto fervente outros pés, então, sabe-se acompanhada por outros caminhantes em livros: Gaston Bachelard dizendo do bem mais precioso, o ter e o ser casa; Fernando Pessoa poetizando que os descaminhos desassossegados existentes nos planos das ideias e a vida não passam de um ensaio do poder vir a ser; Lewis Carroll e Alice como seres que arriscam o novo, o tempo todo; Hilda Hilst ardendo os desejos e Ítalo Calvino, presente nas linhas do imaginário, que retrata e reconhece através da fábula, o próprio habitat. Assumindo o erro e o inacabado como parte dos caminhos percorridos, ela precipita uma nova jornada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) CASA DE BONECA: Arte e Decolonialidade(Universidade Federal do Pará, 2023-11-06) FREITAS, André Luis Pereira de; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211Esta pesquisa parte do brinquedo/objeto casa de boneca, referindo-se tanto a um brinquedo europeu quanto as casas senhorias da cidade de Belém, para discutir os conceitos de epistemicídio e colonialidade do poder como plano de uma colonização violenta pautada sob o mito da modernidade, culminando com uma urbanização que ainda hoje é exaltada, mas que custou a destruição de povos e saberes. No primeiro capítulo falo sobre as primeiras motivações de se trabalhar um tema relacionado a uma casa de boneca. As minhas brincadeiras com Maria, desde a sua tenra idade, e abordo a importância da brincadeira para a criança. No segundo capítulo trato de uma questão metodológica, a necessidade de construir uma pesquisa pautada em um pensamento decolonial. Para isso, tento esclarecer conceitos como colonialidade, colonialismo, descolonização e decolonialidade. No terceiro capítulo trato mais especificamente sobre as casas de bonecas que foram produzidas: a primeira é uma replica da igreja de santo Alexandre, representando o papel da igreja e do cristianismo no esquema de colonização; a segunda casa é uma réplica do Palacete Bolonha, símbolo do período gomífero e da Belle Epoque; a terceira casa é uma replicado do casarão onde funciona o PPGarte; e trato mais especificamente, sobre a experiência de ser negro na universidade. Nas considerações finais trabalho com a descolonização dos currículos. Inserindo as casas de boneca numa proposta didática. Refletindo sobre a possibilidade se trabalhar as casas em escolas tendo com base a lei 10.639/2003 e a lei 11.645/08Dissertação Acesso aberto (Open Access) Casarão do boneco: experiência de um corpo relacional em um território existencial(Universidade Federal do Pará, 2018-06-22) NASCIMENTO, Paulo Ricardo do; LIMA, Wladilene de Sousa; http://lattes.cnpq.br/4769018199137074Nesta dissertação, escrevi sobre um casarão antigo que é sede de um grupo de teatro com bonecos e espaço compartilhado de trabalho coletivo de 37 artistas/produtores de cenas diversas, recebedor de fluxos de público para experiências estéticas em comum. São pontos de vistas, lugares de onde se olha. Paisagem e sujeito se confundem em plataformas entrecruzadas em frequente comunicação. De dentro do Casarão do Boneco, em qualquer uma das plataformas, percebi que estamos diante de uma peculiaridade, uma nuance no âmbito relacional, entre os habitantes, seus espaços, as diversas linguagens artísticas, o público e a cidade. Há uma intensa habitação, que provoca movimentos com/n’o Casarão do Boneco, que rearranja a realidade ante a potência para as maneiras de se relacionar. O Casarão parece apresentar suas próprias qualidades, componentes absorvidos nos meios que se sobrepõem, que o diferenciam sob diversos aspectos e nas linhas de fuga, juntos se dimensionam a um devir-expressivo territorializante. A jardinagem praticada pela lógica da floresta, baseada na manutenção da vida pela diversidade e abundância de recursos próprios, é a metáfora para os cultivos da sua compreensão. Seguimos algumas pistas do método cartográfico de Gilles Deleuze e Félix Guattari e o seu pensamento rizomático. Vislumbramos os vários lugares que definem e que tornam o Casarão um lugar único, um corpo único sendo definido pelas relações estabelecidas entre três blocos de força: seus habitantes, seus espaços, seus movimentos. Um corpo, como Deleuze observa o corpo definido por Espinoza (2002), composto por uma infinidade de partículas, que se elabora das relações entre velocidades e lentidões, repousos e movimentos dessas partículas. Não é definido como forma, mas como força interativa. Um corpo composto por outros corpos, tal a ideia cosmogônica da pessoa marubo, ou mesmo animado tal ao boneco que vira personagem pela manipulação de tantos atores. Um corpo tramado em mapas.
