Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais - PPGCA/IG
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2854
O Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) integra o Instituto de Geocências (IG) da Universidade Federal do Pará (UFPA) em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA/Amazônia Oriental) iniciou suas atividades em 2005 com o Mestrado Acadêmico e em 2011 com o Doutorado Acadêmico.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais - PPGCA/IG por Linha de Pesquisa "ECOSSISTEMAS AMAZÔNICOS E SISTEMAS SOCIOAMBIENTAIS"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Análise da contribuição da pecuária bovina nas mudanças de uso da terra: uma abordagem multiescala no estado do Pará.(Universidade Federal do Pará, 2021-02-19) THALÊS, Marcelo Cordeiro; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031; https://orcid.org/0000-0002-6222-5534A Amazônia brasileira passou por vários ciclos econômicos, vinculados a exploração dos recursos naturais e integrados ao mercado mundial, os quais se intensificaram a partir da década de 1960 e mais recentemente com a expansão do agronegócio. Nesse processo de construção territorial, as mudanças de uso da terra ocorreram de forma heterogênea no espaço e no tempo, com mecanismos atuando em diferentes escalas. O objetivo desta pesquisa é analisar as mudanças de uso da terra e a contribuição da pecuária bovina no processo de construção territorial com a proposição de métodos e indicadores de monitoramento em diferentes escalas, do regional ao local, que colaborem na gestão territorial. No estado do Pará foi elaborada uma cartografia diacrônica das frentes pioneiras que permitiu representar e delimitar os contrastes regionais em regiões pioneiras. Posteriormente, essas frentes pioneiras foram relacionadas à dinâmica dos desmatamentos, por períodos, entre 2002 a 2017, o que possibilitou qualificar os territórios em consolidados, voltados à intensificação agropecuária ou em expansão, usados como estratégia de ocupação, além daqueles livres de desmatamento. No município de Paragominas, localizado em um território em consolidação, a dinâmica da paisagem foi analisada ao se sobrepor os mapas de uso da terra com os de aptidão do solo e distanciamento das rodovias principais e, ao final, propõem-se um modelo de restauração da paisagem. A dinâmica da paisagem pode ser representada em dois sistemas de uso da terra: o primeiro, baseado na expansão das pastagens nos vales arenosos e, o segundo, na agricultura mecanizada que atualmente se expande nos planaltos argilosos. Desses dois sistemas foram extraídas três lições para ajudar no processo de restauração da paisagem. A primeira aponta que a intensificação do uso da terra aumenta a pressão sobre as florestas, principalmente nas áreas mais adequadas; a segunda indica que a intensificação do uso da terra libera áreas não adequadas à mecanização que podem ser utilizadas para restauração florestal; a terceira, por sua vez, é uma governança local que poderia definir políticas espacialmente explícitas capazes de conduzir a uma transição da paisagem. Em áreas amostrais, no sudeste paraense, foram coletados os pontos de observação com a descrição visual das características das pastagens, as quais possibilitaram a construção de uma tipologia associada a processos de degradação das pastagens. Ao relacionar essa tipologia das pastagens aos índices da vegetação (NDVI, EVI-2, NDII-5, NDII-7), extraídos das imagens Landsat 7 (ETM+), observa-se que nas pastagens bem formadas ao se reduzir os percentuais de cobertura verde e de altura houve uma redução nos índices de vegetação. Nas pastagens degradadas e em degradação houve certa imprecisão em relação às pastagens bem formadas. As pastagens degradadas ou em degradação biológica foram melhor identificadas, mas apresentaram imprecisão em relação as pastagens bem formadas com baixa cobertura verde, enquanto as pastagens degradadas ou em degradação agrícola se confundiram com as pastagens bem formadas com alto a médio percentual de cobertura verde. Essa abordagem tem potencial para ser utilizada no monitoramento das áreas de pastagens, mas necessita ser aprimorada. As análises em diferentes escalas refletem a importância da compreensão das mudanças de uso da terra no processo de construção territorial cujo objetivo principal é de transformar esse conhecimento em um instrumento de fácil entendimento e de apoio às tomadas de decisão.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da resiliência socioecológica em um projeto de assentamento convencional do sudeste paraense(Universidade Federal do Pará, 2018-04-30) CARVALHO, Alderuth da Silva; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; https://orcid.org/0000-0003-1233-318XO sudeste paraense é conhecido como fronteira agropecuária e cenário de inúmeros conflitos fundiários. Nessa mesma região, sob a politica da reforma agrária, o governo federal implantou cerca de 500 Projetos de Assentamentos (PA). Dentre eles, destaca-se o Projeto de Assentamento convencional 26 de Março, no município de Marabá-Pará. Este PA, resultado do processo de ocupação de quase 10 anos de acampamento na Fazenda Cabaceiras, foi formalmente criado em 2009. Sua organicidade é gerida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e é o pioneiro assentamento com licença ambiental. Tendo como referência as relações sociais e ambientais que se influenciam mutuamente, caracterizamos os assentamentos rurais como sistemas socioecológicos, que inseridos nos debates sobre sustentabilidade na Amazônia, nos permite aplicação da teoria da resiliência. O objetivo deste trabalho foi analisar a resiliência socioecológica do assentamento convencional PA 26 de Março. Para nos auxiliar nessa análise, optamos por usar a metodologia de indicadores de resiliência, compostos por duas dimensões, quatro componentes e 14 indicadores que receberam pontuação de 1 a 5 (um a cinco). Esses indicadores compuseram o questionário que nortearam as entrevistas aplicadas no período de setembro a outubro de 2017 à uma amostra de 20% dos proprietários de lotes ocupados no PA 26 de Março, Marabá. As respostas eram interpretadas a fim de identificar qual pontuação indicavam. As pontuações nos deram subsídios para encontrar quais componentes representavam fragilidade ou potencialidade para resiliência socioecológica dos núcleos de moradia do assentamento, além de nos possibilitar fazer um ensaio de categorização do nível da resiliência socioecológica do assentamento como um todo. Os resultados apontaram que, em nível de Núcleo de Moradia o componente “conhecimento, aprendizagem e inovação” representa tendência negativa à resiliência para todos os núcleos de Moradia, assim como para o assentamento como um todo. Por outro lado, percebemos como potencial de fortalecimento da resiliência o componente “Organicidade e infraestrutura”. Quanto à categorização, o PA se encontra em nível de resiliência socioecológica “Razoável”. Esse resultado indica um limiar entre a fragilidade e a potencialidade de fortalecimento da resiliência socioecológica. Dessa forma, consideramos imediatas ações de formação/qualificação aos assentados, além do fomento e/ou fortalecimento de tecnologias sociais que sejam voltadas ao respeito à biodiversidade e à agricultura familiar camponesa. Concluímos que o pensamento da resiliência socioecológica é pertinente e nos possibilita ricos debates no caminho da compreensão dos sistemas socioecológicos, como os assentamentos rurais na Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de indicadores sustentáveis urbano em uma mesorregião amazônica, Brasil.(Universidade Federal do Pará, 2022-03-29) SILVA, Elisane Gabriel do Nascimento; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401; https://orcid.org/0000-0003-3253-5301As preocupações globais com a degradação ambiental surgiram desde a década de 1970, refletidas em conferências, reuniões, relatórios, entre outros, realizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), em que surgem acordos internacionais em prol da preservação da biodiversidade mundial. As percepções sobre Desenvolvimento Urbano Sustentável abrangem as conceituações de evolução, consciência social e conservação ambiental. Para mensurar o Desenvolvimento Sustentável global, entra em vigor a Agenda 30 publicada pela ONU, com 169 metas, divididas em 254 indicadores, porém não avaliam a sustentabilidade municipal. O objetivo deste estudo é propor um sistema de indicadores que permita a análise da sustentabilidade urbana diante das dimensões social, político-institucional e ambiental dos municípios da Mesorregião Metropolitana de Belém. A Matriz de Indicadores de Sustentabilidade Urbana (MASU) foi elaborada para que a coleta de dados seja realizada por meio de sites da internet, sem custos ao pesquisador. Na validação desta proposta foram aplicadas duas metodologias: o método Escalar de Likert (adaptado) e o método de Análise de Componentes Principais (ACP), análises divididas em dois capítulos. Os resultados obtidos pelo método Escalar Likert (adaptado) apontam para sustentabilidade nos indicadores da Dimensão Social e insustentabilidade nos indicadores das Dimensões Ambiental e Político-Institucional, consecutivamente, destacando os municípios de Belém e Santa Bárbara do Pará como sustentáveis, e os municípios de Marituba, Inhangapi e Castanhal como insustentáveis. A sustentabilidade alcançada pelos municípios infere cidades com Desenvolvimento Sustentável, embora essa sustentabilidade esteja associada à análise relativa da amostra de dados. Enquanto a aplicação do método ACP mostrou sustentabilidade nos indicadores da Dimensão Social e insustentabilidade nos indicadores da Dimensão Político-Institucional, destacando os municípios com Desenvolvimento Sustentável sendo Barcarena, Santa Bárbara do Pará, Inhangapi e Santa Isabel do Pará como sustentáveis, devido aos critérios medidos por meio dos Componentes Principais (CPs). Assim, a MASU destacou resultados realistas, mostrando indicadores (des)favoráveis à sustentabilidade local, fornecendo subsídios à gestão pública para solucionar problemas específicos e desenvolver políticas públicas efetivas para atender às necessidades da população e alcançar o Desenvolvimento Urbano Sustentável.Tese Acesso aberto (Open Access) Áreas úmidas e indicadores ambientais de planície flúvio estuarina na Amazônia Oriental.(Universidade Federal do Pará, 2020-12-18) PINTO, Álvaro José de Almeida; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187As planícies de inundação mais extensas do mundo ocorrem em bacia do rio Amazonas. Nestes locais, ao longo dos maiores rios, pulsos de inundações periódicas produzem conectividade sazonal e dinâmicas entre os canais menores e as zonas úmidas adjacentes. As áreas úmidas possuem um papel vital na qualidade das águas, que, além de proverem a estabilização costeira, o controle de erosão e a recarga de aquíferos, servem como importantes habitats. O presente estudo objetivou elaborar, com base em indicadores ambientais, a caracterização e a classificação de uma planície flúvio-estuarina em área úmida, bem como avaliar o seu grau de impacto ambiental usando bioindicadores como ferramenta de análise, considerando um gradiente de corpos hídricos. O presente estudo ocorreu nos municípios de Barcarena e Abaetetuba, tendo estes um importante e significativo papel econômico-financeiro, sociocultural e migratório e ecológico-ambiental para a região e para a Amazônia como um todo. O presente estudo foi divido em duas etapas, considerando a hipótese e os objetivos específicos. A primeira etapa de caracterização e classificação da região como áreas úmidas; e a segunda etapa foi o uso de indicadores biológicos como forma de mensurar a qualidade ambiental das áreas. Os indicadores usados para etapa I foram: altimetria, precipitação pluviométrica, hidrografia e uso e cobertura da terra, sendo tais informações processadas em ambiente SIG. Adicionalmente, foi usado o Índice Topográfico de Áreas Úmidas (ITU) e proposto o método de reclassificação de mapas (topografia, uso do solo e precipitação), gerando produto através da álgebra de mapas, definindo então áreas com Potencial de Formação de Áreas Úmidas (PFAU). A segunda etapa foi realizada após a classificação das PFAU’s, usando os macrozoobentos como indicador de qualidade ambiental. Em relação às amostragens, as principais drenagens foram distribuídas em três setores com diferentes potencialidades de impactos, quais sejam: i) setor de alto impacto; ii) setor de médio impacto; e iii) setor de baixo impacto. De forma geral, a região do presente estudo predomina valores altimétricos baixos, a precipitação pluviométrica para o acumulado anual variou de 3594 mm a 4844 mm, não sendo uma diferença marcante, mais de 50% do solo é caracterizado como área de agricultura e campos, estando diretamente ligado aos ambientes modificados, seja pela ocupação do polo industrial ou pelo uso da terra com edificações. Foi possível delimitar as áreas com Potencial de Formação de Áreas Úmidas, estando diretamente ligado aos processos topográficos e às principais drenagens. Os resultados indicaram que a estrutura da comunidade de macroinvertebrados bentônicos nas drenagens do entorno do complexo portuário industrial demonstra perda da qualidade ambiental, com efeitos extremos de queda na abundância e diversidade. Táxons mais tolerantes (Namalycastis caetensis, Cirolana sp., Pseudosphaeroma sp., Tubificidae e Chironominae) e sensíveis (Hydropsychidae e Eteone sp.) às condições de impactos foram identificadas e avaliadas como potenciais bioindicadores para monitoramento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Danos socioambientais da dendeicultura na microrregião de Tomé-Açu, PA.(Universidade Federal do Pará, 2024-04-29) MONTEIRO NETO, Albertino; NAHUM, João Santos; http://lattes.cnpq.br/9009465125001273A dendeicultura é um processo espacial, fomentado por ações entre o Estado e o setor empresarial, que tornam possível a expansão do cultivo de dendezeiros na Amazônia. Como foco de pesquisa, sustentamos que a dendeicultura emerge como uma atividade central na expansão monocultora na Amazônia, trazendo uma série de danos socioambientais, especialmente na Microrregiões de Tomé-Açu (MRTA). A pesquisa consiste em uma análise multifacetada, desde o contexto histórico e conjunto de leis que propiciaram a expansão dos dendezais, até a aplicação de técnicas avançadas de geoprocessamento e sensoriamento remoto para detectar e compreender as mudanças na cobertura e uso da terra. Assim, o objetivo geral é compreender a expansão da dendeicultura como fonte de danos socioambientais na microrregião de Tomé-Açu, PA. Os capítulos desta dissertação foram escritos em formato de artigo científico, correspondentes aos capítulos 2, 3 e 4. A ·rea de estudo é a Microrregião de Tomé-Açu, no nordeste paraense, e utilizamos como recorte o assentamento Arauaí e o território quilombola do Jambuaçu. A metodologia consistiu em revisão bibliográfica, classificação supervisionada de imagens de satélite e visitas de campo em comunidades impactadas pela dendeicultura. Percebemos a permanência de um discurso que promete integração econômica e social do espaço rural adaptado à dendeicultura. Não há espaço de discussão para propostas alternativas de integração econômica rural, tampouco se considera o modo de vida camponês na concepção dos projetos de integração. Técnicas de geoprocessamento demonstraram-se eficientes na identificação de dendezais e na detecção de desflorestamento associado à expansão dos monocultivos de dendezeiros. Entre 1988 e 2023, 32.322 hectares de florestas (primárias e secundárias) foram convertidas em dendezais na MRTA. Os agricultores familiares associados à cadeia produtiva encontram-se irreversivelmente vinculados à dendeicultura. Moradores do Jambuaçu sofrem com a pressão sobre o território provocados pelo cultivo industrial do dendezeiro.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As dimensões do risco hidrometeorológico na cidade de Vigia de Nazaré-Pa, Zona Costeira paraense(Universidade Federal do Pará, 2022-06-30) BARRETO, Cairo Eduardo Carvalho; COHEN, Julia Clarinda Paiva; http://lattes.cnpq.br/0293299378753887; https://orcid.org/0000-0003-2048-8915; PIMENTEL, Marcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777A cidade de Vigia de Nazaré, localizada no Nordeste paraense, Setor Continental Estuarino da Zona Costeira paraense, possui uma problemática histórica de inundações, causadas principalmente por efeitos da maré, período chuvoso com consideráveis acumulados de precipitação e incorporação das planícies flúviomarinhas inundáveis à área urbana. O objetivo geral é compreender a relação entre a dinâmica das inundações e o processo de ocupação na cidade de Vigia de Nazaré-PA, produzindo um diagnóstico sobre risco aos eventos hidroclimáticos extremos considerando fatores temporais assim como os da dinâmica costeira, que em consonância convergem para a realidade vivida pela população local. Para tanto, será necessário compreender o processo de ocupação na cidade de Vigia, principalmente sobre área de planície de inundação, a dinâmica dos fenômenos hidrometeorológicos e definir as dimensões do risco em Vigia, a partir de dados socioambientais. Para produzir as análises a pesquisa dispôs dos dados do Centro de Hidrografia Marinha (CHM), para previsão de maré, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), para entender o sazonalidade da precipitação, e ainda, foi realizado um aerolevantamento através de uma cooperação com o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM-CRBE), visando a produção de um Modelo Digital de Terreno (MDT) de altíssima resolução para determinação da área de abrangência da planície de inundação e um ortomosaico para visualização das feições urbanas, entre outros. Os dados socioeconômicos (IBGE, 2010; IFDM, 2010) e de saúde (DATASUS, 2014; 2016), para a reconhecer a vulnerabilidade ao risco do município em relação aos demais da região costeira, foram adaptados de outro estudo, incorporando outros dados de saúde, de fonte do DATASUS. Ferramentas de estatística e geoprocessamento foram aplicadas nestes dados para compor as análises. Os principais resultados encontrados foram: trata-se de uma problemática histórica, decorrente de um risco socialmente construído, admitido pela população e negligenciado pelo poder público; ⅓ da ocupação da área urbana está sobre a planície flúvio-marinha, sob influência de maré, sendo grande parte desta área, incorporada recentemente ao espaço urbano, mais fortemente a partir da década de 1980, no contexto da recente reestruturação do espaço regional amazônico. Sua dinâmica natural abrange marés semi-diurnas, podendo alcançar 4,56 m; possui intenso período chuvoso, para a característica regional da Amazônia oriental, com maiores acumulados de precipitação nos meses de janeiro a maio, entre 307,1 mm e 489,9 mm, sendo o trimestre chuvoso, FEV-MAR-ABR, passando os 400 mm de chuva e 25 dias de frequência diária de precipitação em média (FDPRP). Ainda, há registros de eventos de inundações atingindo mais de 4000 residências, na área urbana, sendo esses eventos frequentes durante a série histórica pesquisada (1991-2020). O município ainda possui uma alta vulnerabilidade socioambiental ao risco, dentre os municípios da região costeira. Estes e os demais resultados podem formar um diagnóstico sobre risco hidrometeorológico da cidade de Vigia, dando subsídios para ações em diversas escalas, seja de monitoramento ambiental, disciplinando e orientando uso e ocupação do solo, e ainda em investimentos nas áreas sociais e no sistema de saúde, a fim de mitigar os efeitos dos eventos de inundação.Tese Acesso aberto (Open Access) Dinâmica da cobertura florestal a partir de análises realizadas em áreas de extração seletiva de madeira no Estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2023-09-29) ROCHA, Nívia Cristina Vieira; GALBRAITH, David; http://lattes.cnpq.br/2145475131329843; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439; https://orcid.org/0000-0003-4247-4477A exploração seletiva de madeira na região amazônica é uma atividade que possui relevância nos aspectos sociais, econômicos e ambientais. Em muitos dos casos esta é uma atividade considerada de baixo impacto ambiental nas florestas quando comparada ao desmatamento. Esta pesquisa avaliou a abertura do dossel em áreas de floresta explorada com impacto reduzido na Amazônia Oriental ao longo de diferentes anos. Nestas áreas foi realizado um monitoramento detalhado usando tanto imagens hemisféricas como imagens orbitais para avaliar a persistência dos impactos ao longo do tempo. As fotografias hemisféricas foram utilizadas para medir a abertura do dossel e fornecer uma avaliação de alta resolução das áreas exploradas. Este estudo também utilizou imagens obtidas pelos satélites Landsat, Sentinel e Planet. Nestas imagens orbitais foi aplicado o Modelo Linear de Mistura Espectral e realce para detectar impactos na abertura do dossel causados pela exploração seletiva de madeira. As imagens hemisféricas revelaram que mesmo 17 anos após o término da exploração madeireira, os impactos causados pela exploração seletiva ainda foram identificados. Já as imagens orbitais permitiram identificar a exploração em diferentes intervalos de tempo de acordo com a resolução de cada uma delas. A partir dos resultados, este estudo destaca a importância do uso combinado de imagens hemisféricas e imagens de satélite para monitorar os efeitos da exploração seletiva de madeira ao longo do tempo na Amazônia. Isso permite uma compreensão mais abrangente da dinâmica florestal, a persistência dos impactos e a importância do monitoramento contínuo das áreas de exploração para avaliar os efeitos em longo prazo e adotar estratégias de manejo sustentável.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dinâmica de uso e cobertura da terra em áreas do formações não florestais/PRODES no Sudeste paraense(Universidade Federal do Pará, 2019-06-28) SOUZA, Larisse Fernanda Pereira de; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439; https://orcid.org/0000-0003-4247-4477As savanas amazônicas são de extrema relevância para a conservação da biodiversidade, sendo compostas por comunidades vegetacionais de numerosas espécies endêmicas. No entanto, as savanas amazônicas são pouco estudadas. As áreas florestais da Amazônia são monitoradas desde 1988 quando foi criado o Projeto de Monitoramento e Desmatamento da Amazônia (PRODES) para obter taxas anuais de desflorestamento bruto da Amazônia Legal Brasileira. Porém o PRODES não monitora áreas de Não Florestis (NF) dentro do bioma Amazônia, restringindo informações sobre as formações não florestais sua diversidade ambiental e grau de antropização. Assim, o objetivo geral deste trabalho é analisar a dinâmica da paisagem em áreas de formação não florestais nos períodos de 2000, 2010 e 2018. Esta pesquisa tem como área de análise uma área de NF (ecótono de transição Amazônia-Cerrado) localizada nos municípios de Rio Maria, Redenção, Floresta do Araguaia, Conceição do Araguaia, Santa Maria das Barreiras, Pau D’arco e Santana do Araguaia, mesorregião sudeste do Estado do Pará, área de processo recente de povoamento. Para realizar o mapeamento de LULC da terra foi utilizada a plataforma Google Eath Engine (GEE). Trata-se de um catálogo de dados de análise prontos com um alto desempenho, intrinsecamente serviço de computação paralela. Ao analisar os resultados por classe temática, observou-se que as classes Savana Parque, Agricultura e Outros apresentaram concordância superior 90%. As classes Pasto e Savana Arborizada obtiveram menor concordância, com 80%. As classes que representaram maior intensidade de omissão foi Savana Arborizada com 10% e Outros 7%. Já a inclusão, teve os maiores valores nas classes Pasto com 13% e Mosaico de Agricultura ou Pastagem 7%. A precisão global deste mapeamento foi de 86%. A plataforma GEE mostrou-se eficiente e ágil que permitiu que num curto espaço de tempo fosse realizado várias tentativas de classificação até se chegar no melhor resultado possível com excelentes resultados de validação.Tese Acesso aberto (Open Access) Do monocultivo aos sistemas agroflorestais: análise da resiliência socioecológica de agricultores familiares em Tomé-Açu, Pará(Universidade Federal do Pará, 2022-04-25) SOUSA, Lais Victoria Ferreira de; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; https://orcid.org/0000-0003-1233-318XA dinâmica da agricultura familiar sempre foi de muitas peculiaridades, a começar pelo histórico de ocupação do território e as diferentes formas de manutenção das áreas. Com o avanço do agronegócio, se perpetuar como agricultor familiar e dar continuidade a este meio de vida se tornou um desafio. No caso do município de Tomé-Açu, Pará, a chegada da palma de óleo e o aumento de preços de cultivos de commodities coloca em risco a dinâmica de sistemas agroflorestais e subsistência destes agricultores familiares. Considerando estes dois fatores, esta pesquisa tem como objetivo analisar a dinâmica da agricultura familiar e as suas diferentes formas de adaptação quanto à sustentabilidade, resiliência socioecológica e mercado no município de Tomé-Açu-Pará. Para alcançar estes objetivos, foi realizada pesquisa de campo com entrevistas em 178 propriedades rurais (até 200 hectares) que realizam a gestão e o trabalho de origem familiar. Ao analisar a sustentabilidade dos sistemas agroflorestais destas famílias, constatou-se que os pequenos agricultores familiares possuem diversas dificuldades, principalmente envolvendo dimensão Político Institucional, fator que se repetiu para a análise de resiliência. Para sustentabilidade, a pesquisa usou a metodologia Índice de Percepção de Sustentabilidade da Agricultura Familiar, que revelou que a sustentabilidade dos sistemas agroflorestais realizados por agricultores familiares de Tomé-Açu se apresentou como deficiente. Na análise de resiliência, o objetivo foi analisar a resiliência frente a perpetuação da palma de óleo no território por meio da metodologia de coleta de indicadores em quatro dimensões da resiliência (crenças, manejo da produção, biodiversidade e governança), constatou-se que o acesso à governança e políticas públicas como financiamento e assistência técnica são as dimensões com menores índices de resiliência, sendo que estas são fundamentais para o processo de fortalecimento e, consecutivamente, resiliência dos agricultores analisados. Também foi possível refletir sobre a importância deste grupo frente às diferentes dificuldades enfrentadas em seu processo histórico de manutenção de seus meios de vida e tradicionalismo. Sobre modelos de negócio e mercado, foi feita uma análise qualitativa de entrevistas aplicadas em agricultores que realizam algum tipo de cultivo, correlacionando os dados com diferentes atores que atuam no comércio local. A tese comprova que a teoria de modelos de negócio não refletem a realidade dos modelos que os agricultores estão inseridos, as práticas recomendadas pela teoria de modelos de negócio sustentáveis se encaixam nas dinâmicas de grandes corporações mas não são reconhecidas no nível de pequenos agricultores familiares. Por fim, esta pesquisa conclui que a agricultura familiar ainda mantém seus meios de subsistência de forma pouco sustentável, sendo resilientes em aspectos como crença e biodiversidade, porém, baixa resiliência em aspectos de governança, pois, sem amparo institucional público esse grupo se torna mais suscetível a perturbações externas. É necessário reconhecer que estes agricultores são resilientes por se manterem no decorrer da história, mas também, é preciso amparo institucional para que as formas de subsistência se mantenham viáveis, principalmente através de financiamentos e assistência técnica rural. Os resultados desta pesquisa mostraram que os agricultores familiares de Tomé-Açu, no estado do Pará, são pouco sustentáveis, com resiliência razoável e com dificuldades de acesso ao mercado.Tese Acesso aberto (Open Access) Efeitos das mudanças de uso e cobertura da terra na paisagem e nos serviços ecossistêmicos no leste da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2023-05-29) PEREIRA, Fabiana da Silva; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; https://orcid.org/0000-0003-1233-318XNa Amazônia brasileira, a conversão de grandes áreas florestais, principalmente para a expansão de atividades agropecuárias e áreas urbanas, tem causado a perda e fragmentação de ecossistemas. Essas mudanças alteram os processos e funções ecossistêmicas podendo afetar a provisão de diversos serviços ecossistêmicos essenciais para o bem-estar humano e suas atividades. Nesse contexto, analisar os efeitos dessas mudanças na paisagem e nos ecossistemas na região amazônica é essencial para compreender melhor o impacto dessas modificações nos serviços ecossistêmicos em relação aos aspectos econômico, ecológico e social. Para isso, este trabalho foi estruturado para (1) quantificar os impactos das mudanças de uso de cobertura da Terra no valor econômico dos serviços ecossistêmicos no leste da Amazônia; (2) analisar a perda e a fragmentação de habitats florestais e seus efeitos na provisão de serviços ecossistêmicos; (3) avaliar a percepção de comunidades tradicionais locais sobre os serviços ecossistêmicos, a fim de verificar quais fatores influenciam o modo como essas comunidades identificam e percebem os serviços ecossistêmicos e suas principais ameaças. Os resultados mostram que em 36 anos analisados houve uma grande perda no valor econômico dos serviços ecossistêmicos prestados pelas áreas florestais, entretanto, o aumento de áreas agrícolas gerou um saldo positivo, uma vez que os serviços ecossistêmicos associados, principalmente alimentos, possuem um alto valor. Além disso, os resultados revelam que os ecossistemas florestais estão menores e cada vez mais fragmentados e isolados, o que piorou a qualidade de habitat na paisagem e o estoque de carbono na região. O desmatamento e o garimpo foram percebidos por comunidades locais como as principais ameaças à provisão de diversos serviços ecossistêmicos, sendo que os principais serviços ecossistêmicos identificados pelas comunidades estão relacionados à categoria de provisão, tais como alimentos, produtos madeireiros e plantas medicinais, e também à categoria de serviços de regulação. Esses resultados mostram a importância de avaliar os serviços ecossistêmicos sob diferentes perspectivas, a fim de obter informações mais robustas para basear o desenvolvimento de estratégias de conservação, gerenciamento e planejamento do uso do solo, assim como estratégias de incentivo financeiro para a conservação ou restauração de ecossistemas.Tese Acesso aberto (Open Access) Espécies arbóreas e suas relações com variáveis climáticas sob influência de deficiência hídrica no solo da floresta de terra firme em Caxiuanã, Pará, Brasil.(Universidade Federal do Pará, 2020-04-17) FERNANDES, Ana Maria Moreira; COSTA, Antônio Carlos Lola; http://lattes.cnpq.br/8489039131103228; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031; https://orcid.org/0000-0002-6222-5534A intensidade e frequência das secas severas na região amazônica estão aumentando frente às mudanças climáticas globais e podem interferir no comportamento das plantas. Assim, esta tese analisou a composição florística, riqueza, diversidade e abundante distribuição de espécies e incremento diamétrico de grupos de espécies vegetais ao longo do tempo em áreas de floresta, sem exclusão hídrica e com exclusão hídrica no solo, relacionando também a dinâmica de crescimento de grupos de espécies com variáveis climáticas. Os dados foram coletados em 98 subparcelas na área A (sem exclusão hídrica) e em 98 subparcelas na área B (com exclusão hídrica), cada uma medindo 10 m x 10 m, nas quais foram inventariadas todas as espécies vegetais com o diâmetro à altura do peito (DAP≥10 cm). Na área sem exclusão hídrica e na área com exclusão hídrica foram monitorados 378 e 356 indivíduos vegetais, respectivamente, por meio de cintas dendométricas que permitiram aferir mensalmente o incremento diamétrico das espécies. As famílias Fabaceae, Sapotaceae, Chrysobalanaceae, Burseraceae foram as mais representativas nas áreas de estudo, com destaque para Fabaceae que apresentou maior riqueza. Na área A houve pequena variação da riqueza observada, sendo que a uniformidade da comunidade e o índice de diversidade mantiveram-se constantes, enquanto na área B a variação de riqueza foi maior, que pode ter contribuído para uma pequena mudança no índice de diversidade ao longo do tempo. Os melhores modelos ecológicos ajustados foram o Zipf e Zipf-Mandelbrot para a comunidade vegetal das áreas A e B, respectivamente. O comportamento do incremento médio diamétrico das árvores foi diferente entre as classes de diâmetro e entre as classes de densidade da madeira nas duas áreas analisadas. Nas áreas A e B observou-se que os indivíduos agrupados na classe alta de diâmetro inclinaram-se a apresentar uma média de incremento diamétrico anual maior em relação as outras classes diamétricas média e baixa, e, os indivíduos agrupados dentro da classes baixa e alta de densidade da madeira apresentaram o maior e menor valor de média de incremento anual, respectivamente. As variáveis meteorológicas, velocidade do vento e temperatura média, apresentaram correlações negativas e significativas com o incremento diamétrico mensal por classes de diâmetro e de densidade, já a radiação fotossintética ativa não apresentou correlação significativa. Considerando as árvores pertencentes a classe alta de diâmetro e as agrupadas dentro da classe baixa de densidade, uma vez que mesmo sendo submetidas ao déficit hídrico, continuaram a ter uma média maior com variação menor de incremento diamétrico em relação as outras classes, sendo possível inferir que são mais resistentes a deficiência hídrica que as árvores pertencentes a outras classes diamétricas e de densidade da madeira. Portanto, pode-se concluir que a floresta aparenta está bem estabelecida com elevada riqueza de espécies e diversidade, e, que a restrição hídrica no solo ao longo do tempo de dez anos de estudo não foi suficiente para interferir no estado de conservação do ambiente de maneira tão expressiva.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fragilidade ambiental na bacia do rio Mocajuba - PA(Universidade Federal do Pará, 2020-02-17) CAVALCANTE, Juliane da Costa; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187A bacia hidrográfica do Rio Mocajuba vem sendo densamente ocupada pela expansão de atividades antrópicas. Dessa forma, a antropização põem em risco a permanência dos ecossistemas naturas e dos manguezais desta região. Nesse contexto, este trabalho apresenta a dinâmica da paisagem na bacia do Rio Mocajuba entre 1999 e 2018 e suas implicações na fragilidade natural da bacia e continuidade dos manguezais desta região. Para tal fim, a pesquisa divide-se nos seguintes itens: (1) Análise do uso e cobertura da terra na bacia hidrográfica do Rio Mocajuba – PA, utilizando como métodos a Classificação Orientada a Objeto (GEOBIA) e a plataforma do Google Earth Engine (GEE), em conjunto com o classificador Random Forest. (2) Aplicação da metodologia de Fragilidade Ambiental Potencial e Emergente, utilizando dados naturais da bacia (pedologia, unidades geológicas, altimetria e intensidade pluviométrica) em conjunto com dados antrópicos (uso e cobertura da terra). (3) Análise temporal dos manguezais da bacia entre 1984 e 2018, observando a expansão e regressão desse ecossistema, assim como os tensores antrópicos e ambientais a que estão suscetíveis. As metodologias de classificação de uso e cobertura da terra apresentaram diferentes quantificações e acurácias. Para o ano de 1999 a classificação GEOBIA e Random Forest apresentaram um Coeficiente Kappa de 0,79 e 0,92, respectivamente. Para o ano de 2018 o coeficiente foi de 0,73 e 0,8, respectivamente. Para ambas as metodologias a classe de Formação Florestal sofreu diminuição e Não Florestal aumento. Já para a classe de Manguezal a classificação GEOBIA quantificou aumento e a Random Forest diminuição. Na metodologia de fragilidade ambiental, os níveis de fragilidade potencial e emergente obtidos foram baixo, médio e alto. Onde 19,92%, 76,67% e 3,41% da bacia apresentaram fragilidade potencial baixa, média e alta, respectivamente. Para fragilidade emergente as áreas de manguezal e não floresta incrementaram a fragilidade natural da bacia e a classe de formação florestal proporcionou uma atenuação desta. Nesse caso as áreas de fragilidade emergente baixa, média e alta foram quantificadas em 18,39%, 67,57% e 14,04%, respectivamente. As áreas de manguezal obtiveram uma diminuição entre os anos de 1984-1999 e 1999-2018. Os dados apresentados ratificam a expansão da antropização da bacia e a interferência das atividades humanas na dinâmica e resposta dos manguezais frente aos tensores naturais. Assim como confirma o incremento da fragilidade natural da bacia proporcionada pela expansão dessas atividades. Desta forma a pesquisa se torna relevante por proporcionar uma análise sistêmica entre diversas áreas, buscando compreender o funcionamento do ecossistema da bacia, auxiliando em pesquisas e iniciativas futuras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O geopatrimônio da Amazônia Oriental : Fósseis de Salinópolis, Pará, Brasil.(Universidade Federal do Pará, 2022-02-24) SEPULVREDA, Barbara Alves; COSTA, Sue Anne Regina Ferreira da; http://lattes.cnpq.br/3629751361208856; https://orcid.org/0000-0002-3314-5148; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187O geopatrimônio é uma extensão da geodiversidade que compreende os elementos de natureza geológica possuidores de valores patrimoniais, sejam eles educativos, científicos ou culturais. Para que esses bens sejam preservados, a geoconservação surge com discussões que almejam a proteção, gestão e divulgação do patrimônio geológico, em suas diversas apresentações. Nesta pesquisa, foi explorada a situação da geoconservação do patrimônio paleontológico do município de Salinópolis, estado do Pará, Brasil. O objetivo foi identificar e propor subsídios para a conservação do geopatrimônio paleontológico da cidade de Salinópolis, Pará, Brasil, considerando as conexões entre geociências e sociedade. Para isso, foi feito um levantamento de dados científicos sobre os fósseis e os sítios paleontológicos da cidade. Por conseguinte, foram feitas entrevistas com representantes da prefeitura de Salinópolis, para verificar as demandas da gestão pública. Por fim, realizou-se uma avaliação quantitativa do sitio paleontológico da Praia do Atalaia, com o objetivo de posteriormente reconhece-lo nos inventários nacionais. Foi possível observar que existe um extenso registro científico do geopatrimônio salinopolitano, sendo este estudado desde o século XIX. Porém, esse conhecimento encontra-se restrito à comunidade acadêmica, uma vez que os gestores municipais desconhecem a temática, além de não haver colaborações entre instituições de pesquisa e prefeitura. Além disso, os sítios da cidade não são mencionados nas políticas de conservação ambiental, justamente por não terem reconhecimento formal, ainda que em nossa avaliação, o sítio possua alto valor educativo e turístico. Compreendendo a importância do papel da sociedade na construção das percepções patrimoniais, faz-se necessária uma mudança de perspectiva da ciência sobre o geopatrimônio, de modo a abranger a sociedade de forma democrática, construindo relações sustentáveis entre ciência, população e meio ambiente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) História Ambiental do Alagado do Piry de Jussara, Belém-PA : uma reflexão acerca da ocupação urbana em áreas alagadas.(Universidade Federal do Pará, 2021-05-20) SILVA, Marcus Vinicius Silva da.; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187A cidade de Belém sofre desde sua colonização com a ocupação irregular sobre áreas alagadas ou de cursos d’água, tal problema ainda hoje é evidente e recorrente em nossa cidade. Muito se atribui esse problema a escassez de áreas topograficamente favoráveis e a falta de planejamento habitacional adequado. Em 1616 (ano de colonização de Belém), relatos históricos apontam que na região onde hoje se encontra a Avenida Almirante Tamandaré havia uma área alagada, denominada de Alagado do Piry de Jussara, contudo, devido a necessidade de expansão urbana, o mesmo foi visto como um obstáculo natural para a irradiação da cidade, e com isso, sofreu processos de canalização e aterramento. Desse modo, a presente pesquisa teve como objetivo realizar uma análise histórica da região que outrora foi ocupada pelo Alagado do Piry, visando compreender como se deu esse processo de ocupação sobre este elemento natural, aliado a isto, realizar estudos geomorfológicos que permitissem identificar o acidente geográfico em que o Alagado estava inserido, além de buscar compreender a complexa dinâmica das águas (precipitação e nível de maré) que atuava e ainda atua na região. Ao fim do estudo, os resultados obtidos corroboraram e ratificaram a hipótese de que a forma de ocupação e expansão da cidade que vem sendo empregada desde a colonização é equivocada, uma vez que, além de não haver políticas de habitação adequadas, não se leva em conta as características da região, como baixa topografia, elevada precipitação, e aumento periódico da maré; o que acaba por acarretar problemas socioambientais como alagamentos, inundações e enchentes em inúmeros pontos da cidade de Belém. Ademais, o estudo ainda aponta para o agravamento destas ocorrências, uma vez que, a cidade de Belém e a Região Metropolitana estão entre as áreas de maior susceptibilidade aos eventos condicionados pelas mudanças climáticas, como o aumento do Nível Médio do Mar.Tese Acesso aberto (Open Access) Incêndios, degradação e restauração biocultural de florestas sociais na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, oeste do Pará(Universidade Federal do Pará, 2023-06-30) PEREIRA, Cássio Alves; BARLOW, Jos; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; https://orcid.org/0000-0003-1233-318XA Amazônia tem papel central na conservação da biodiversidade terrestre, na provisão de serviços ecossistêmicos de relevância global, como a regulação do clima, e é o habitat de milhares de comunidades tradicionais e populações indígenas. Apesar da sua importância socioambiental, as atividades humanas têm causado extensas transformações na floresta amazônica, e uma das maiores preocupações atuais, além do desmatamento (corte raso da floresta) é a degradação florestal causada pelo fogo. Esta tese aborda o tema da degradação causada por incêndios em florestas sociais habitadas por comunidades indígenas da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, na região de Santarém, oeste do Pará, considerada uma das regiões mais vulneráveis ao fogo da região amazônica. A pesquisa avaliou a percepção das comunidades indígenas sobre a degradação e as mudanças nas condições da floresta social causadas por incêndios florestais, examinou o efeito de dois incêndios consecutivos (2015 e 2017) na estrutura, composição e diversidade de espécies de árvores e palmeiras da floresta, e analisou a possibilidade de construir estratégias para evitar a degradação futura e recuperar as florestas sociais pela abordagem biocultural que integra a pesquisa e o saber tradicional das comunidades indígenas. Os resultados mostraram que os incêndios florestais consecutivos reduzem a biomassa da vegetação e conduzem à homogeneização taxonômica da floresta. As comunidades indígenas percebem a vulnerabilidade do seu território à ocorrência dos incêndios florestais, particularmente em épocas de seca severa. Além disso, elas reconhecem perdas sociais, econômicas e ambientais e estão dispostas a atuar no controle do avanço da degradação e na recuperação da floresta social. Por fim, é proposta uma agenda de pesquisa e ação focada em causas, impactos, gestão e mitigação de incêndios em florestas sociais que inclui iniciativas piloto de restauração biocultural, produzidas de forma conjunta com as comunidades. Essas iniciativas devem conter metas, abordagens e tecnologias capazes de capacitar econômica, social e politicamente e integrar a ação das comunidades indígenas, organizações não governamentais, órgãos públicos, academia e agências de pesquisa e o poder público a fim de ampliar a abordagem da restauração biocultural relacionada aos incêndios florestais na Amazônia e produzir conhecimento e lições globalmente relevantes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mudanças de uso e cobertura da terra e vulnerabilidade ambiental da bacia hidrográfica do Rio Arauaí, Moju/PA.(Universidade Federal do Pará, 2022-02-28) SANTOS, Bruna Mykaelle Pereira; SILVA, José Francisco Berrêdo Reis da; http://lattes.cnpq.br/1338038101910673; https://orcid.org/0000-0002-8590-2462Os investimentos que o Pará passou a receber a partir do lançamento do Zoneamento Agroecológico do Dendê e do Programa de Produção Sustentável de Óleo de Palma (PPSOP), em 2010, fizeram possível a expansão expressiva da cultura do dendê pelo nordeste paraense, onde encontrou condições climáticas ideais para tal. Desde então, empresas nacionais e internacionais se instalaram ao longo das rodovias paraenses visando a exploração agrícola. Neste contexto está inserida a Bacia Hidrográfica do Rio Arauaí (BHRA), no município de Moju/Pará, Amazônia Oriental. Tendo em vista o panorama, a presente pesquisa busca quantificar e mapear a distribuição espacial dos níveis de vulnerabilidade ambiental da BHRA causada por atividades humanas e aspectos naturais, tendo como principal auxílio a metodologia estatística Analytical Hierarchy Process (AHP) desenvolvido por Saaty (1980) e geoprocessamento, além disso, busca-se a mudança de uso e cobertura da terra tendo como marco temporal o Programa de Produção Sustentável de Palma de Óleo (PPSOP) com o auxílio de Sistema de Informações Geográficas (SIG) e Sensoriamento Remoto. A partir dos resultados, foi possível definir áreas de 5 diferentes graus de vulnerabilidade ambiental – Muito Baixo, Baixo, Moderado, Alto e Muito Alto além de ter sido possível verificar que a quantidade de área convertida em dendê foi basicamente a mesma no período pré-PPSOP e pós-PPSOP, tendo a modificação ficado por conta da quantidade de área convertida de floresta primária para dendê, tendo esta diminuído no período pós-PPSOP.Tese Acesso aberto (Open Access) O papel de espécies arbóreas e fatores edáficos na variação espacial do sistema serapilheira em uma floresta de terra firme na Amazônia: conhecimento e perspectivas para a conservação(Universidade Federal do Pará, 2020-11-13) QUEIROZ, Maria Elisa Ferreira de; LAVELLE, Patrick; http://lattes.cnpq.br/5850683517396587; VASCONCELOS, Steel Silva; http://lattes.cnpq.br/0719395243841543; https://orcid.org/0000-0003-2364-8822A floresta ombrófila densa, também conhecida como floresta pluvial tropical, é uma formação que apresenta grande complexidade na composição, distribuição e densidade de espécies e ocupa boa parte da Amazônia brasileira. Na região, as diferenças entre comunidades de plantas e animais formam um mosaico dividido em oito áreas ou centros de endemismo, separadas pelos principais rios, com biota e relações evolutivas próprias, sendo três delas (Belém, Xingu e Tapajós) totalmente brasileiras. O centro de endemismo Belém é o mais ameaçado pelo desmatamento e investigações locais de pequena escala são fundamentais para se compreender os efeitos deste distúrbio sobre o funcionamento da floresta. A decomposição da serapilheira é um dos fatores chave deste funcionamento e ocorre em uma sequência hierárquica de processos de interação mediados por fatores climáticos (temperatura e umidade), propriedades físicas do solo, limitações químicas relacionadas às fontes de recursos e a regulação biológica (micro e macroorganismos). Nesta pesquisa, descobriu-se que sensíveis mudanças na estrutura de uma floresta primária ameaçada pelo crescimento urbano, causadas pela intensidade da dinâmica natural de sucessão, alteraram a morfologia do sistema serapilheira, uma vez que a competição dos organismos por nutrientes depauperou o solo durante a regeneração de áreas afetadas por queda de árvores. Desta forma, as condições físico-químicas do solo florestal se tornaram um filtro seletivo de espécies arbóreas e os fatores majoritários na hierarquia de decomposição, uma vez que a temperatura e umidade tiveram pouca variação no sistema. Na sequência, folhas de espécies arbóreas específicas do sistema serapilheira, que formaram uma estrutura mais fina, determinaram a diversidade de fungos saprotróficos positivamente relacionados a melhor qualidade destas folhas e do solo. Inversamente, onde a morfologia de serapilheira foi mais espessa e estruturada, houve um aumento na diversidade da macrofauna de transformadores de serapilheira, em detrimento das populações de minhocas, que preferiram folhas e solo de maior qualidade. As interações solo-planta-decompositores são indicadoras da velocidade de decomposição em sistemas serapilheira, com consequente formação de mosaicos de manchas de serapilheira com dinâmicas distintas de decomposição. Assim, locais onde funcionamento da serapilheira foi classificado como Mesomull ou Oligomull foram caracterizados por manter solos com alto teor de carbono disponível e boa capacidade de troca catiônica. Sistemas de serapilheira do tipo Mull são sensíveis a variações na qualidade de solo e atividade de minhocas. Isso explicou a mudança para o sistema serapilheira do tipo Dysmull nas áreas com folhas grandes, caracterizado por baixa disponibilidade de nutrientes, conforme se confirmou nos solos destes locais, embora um funcionamento lento possa indicar um estado conservativo de matéria orgânica. A metodologia se mostrou favorável para prever mudanças em diferentes escalas que possam afetar a restauração de florestas.Tese Acesso aberto (Open Access) Percepção ambiental sobre mudanças climáticas em comunidades costeiras na Amazônia, ameaças ao bem-estar e sobrevivência local: um estudo na Reserva Extrativista Marinha de Soure, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2023-08-04) ASSIS, Davison Marcio Silva de; MARTINS, Ana Cláudia Caldeira Tavares; http://lattes.cnpq.br/6547250062275801; https://orcid.org/0000-0003-4972-036X; GODOY, Bruno Spacek; http://lattes.cnpq.br/4036516695601666; https://orcid.org/0000-0001-9751-9885As mudanças climáticas, fenômeno global que tem produzido sérias consequências aos ecossistemas, vêm afetando em larga escala a natureza e as populações humanas que vivem e dependem dos seus bens e serviços, e as áreas costeiras por estarem mais expostas os efeitos desse fenômeno vêm sendo impactadas a taxas sem precedentes. A diminuição nos benefícios prestados por essas áreas afeta diretamente o modo de vida das populações humanas ali estabelecidas, as quais construíram uma relação de dependência com a natureza e seus recursos. A Reserva Extrativista Marinha de Soure, localizada na costa da Amazônia Oriental, caracterizase por compreender uma área composta por três comunidades tradicionais que apresentam um modo de vida pautado na relação sustentável e de subsistência com a natureza. Apesar de inseridas em uma Unidade de Conservação e apresentarem práticas sustentáveis, os efeitos das mudanças climáticas podem figurar sérias ameaças. Neste contexto, este trabalho, que se caracteriza como uma pesquisa interdisciplinar, levantou percepções sobre as mudanças climáticas e buscou compreender à luz dessas percepções, como os moradores associam alterações no fluxo de bens e serviços ecossistêmicos costeiros a este fenômeno. As percepções levantas revelam o alto nível de concordância para a ocorrência das mudanças climáticas. Embora as comunidades apresentem práticas sustentáveis de uso e manejo com dos recursos, as percepções apontam que os efeitos globais das mudanças climáticas podem ser sentidos em escala local, afetando a provisão dos recursos da natureza. As percepções são moldadas, pela idade, tempo de residência e pelo grau de dependência dos bens e serviços do ecossistema costeiro, resultando que as pessoas com a idade mais avançada, residentes a mais tempos nas comunidades, com maior dependência dos recursos, são as que apresentam as maiores percepções. Essas variáveis que explicam os níveis de percepções encontrados, reforçam que sua construção possui base nos saberes tradicionais, os quais são fruto da intensa relação da natureza e seus recursos, resguardando a história, a cultura e identidade dos povos locais.Tese Acesso aberto (Open Access) Políticas públicas e a configuração do bioma Amazônia no antropoceno: uma análise do desmatamento em múltiplas escalas de espaço e tempo(Universidade Federal do Pará, 2021-10-13) COELHO, Andréa dos Santos; TOLEDO, Peter Mann de; http://lattes.cnpq.br/3990234183124986Tese Acesso aberto (Open Access) Projetos minerários na Amazônia: avaliação prospectiva dos impactos socioambientais provenientes de grandes empreendimentos.(Universidade Federal do Pará, 2022-03-25) CARVALHO, Salma Saráty de; SILVA JUNIOR, Renato Oliveira da; http://lattes.cnpq.br/9901726764975912; https://orcid.org/0000-0001-8875-6299; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187A Amazônia consiste em uma região reconhecida mundialmente pela expressiva biodiversidade, manancial de água doce, diversidade cultural, extensão territorial e riquezas minerais. Ao longo dos anos, vários municípios vêm passando pelo processo de reconfiguração espacial em função das mudanças socioambientais provocadas pela expansão das fronteiras dos grandes empreendimentos e seus respectivos impactos ambientais significativos. O Estudo de Impacto Ambiental - EIA corresponde a um documento apresentado como parte da avaliação da viabilidade ambiental no processo de licenciamento ambiental de uma atividade/empreendimento potencialmente e/ou efetivamente poluidor, dentre os quais, a mineração está inclusa. O objetivo da presente tese consistiu em analisar as metodologias de previsão de impactos ambientais significativos identificados nos EIA’s de projetos de mineração e verificar as modificações socioambientais vinculadas aos empreendimentos no município de Parauapebas. Realizou-se revisões bibliográficas, análises documentais de EIA’s disponíveis nos órgãos ambientais, análise de séries histórias de indicadores socioeconômicos, aplicação de matriz comparativa e uso do método Lee&Colley para análise da qualidade das previsões. Os resultados apresentam reflexões sobre o processo de ocupação do território Amazônico por grandes empreendimentos, o perfil dos métodos de predição de impactos ambientais na Amazônia nos últimos 25 anos, impactos previstos em EIA’s de extração mineral, qualidade das metodologias de previsão de impactos e os impactos socioambientais prospectivos desencadeados em Parauapebas. Por fim, a pesquisa apresentou a relevância dos EIA’s para o licenciamento ambiental enquanto documento preventivo, contudo também mostrou-se relevante no pós-licenciamento ambiental para gestão dos recursos naturais e garantia da qualidade de vida da sociedade, atestando a viabilidade ambiental do empreendimento em todas as suas fases.
