Dissertações em Oceanografia (Mestrado) - PPGOC/IG
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Navegando Dissertações em Oceanografia (Mestrado) - PPGOC/IG por Linha de Pesquisa "AVALIAÇÃO E GESTÃO DE RECURSOS AQUÁTICOS"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de intrusão salina e qualidade de água em aquífero costeiro na Vila de Algodoal (Ilha de Maiandeua, Pará)(Universidade Federal do Pará, 2023-09-22) PEREIRA, Lucas Yan de Oliveira; KAWAKAMI, Silvia Keiko; http://lattes.cnpq.br/5306256489815710; https://orcid.org/0000-0002-0548-7976; RANIERI, Leilanhe Almeida; http://lattes.cnpq.br/3129401501809850; https://orcid.org/0000-0002-9870-4879A crescente urbanização das zonas costeiras aumenta a demanda por recursos hídricos e, consequentemente, leva a uma intensa explotação de água subterrânea e impactos antropogênicos que geram a degradação da qualidade das águas subterrâneas. O objetivo da presente pesquisa foi avaliar a possível intrusão salina e contaminação da água subterrânea de uma área de proteção ambiental marinha de uso sustentável, a Vila de Algodoal (Maiandeua, PA). Para a primeira etapa da pesquisa, avaliou-se a qualidade da água subterrânea utilizada para consumo humano com base em normativas vigentes (Resolução CONAMA 396/2008; Portaria do Ministério da Saúde 888/2021). A caracterização das águas subterrâneas foi feita com águas de poços coletadas nos períodos chuvosos e menos chuvosos (entre 2021 e 2023), com análises de parâmetros físicoquímicos in situ, microbiológicos e de íons majoritários por cromatografia. Medidas topográficas e de nível da água do lençol freático também foram realizadas. Para a segunda etapa, analisou-se os resultados do questionário socioambiental aplicado com os moradores da vila, a fim de averiguar a percepção deles sobre os problemas relacionados à qualidade da água. As amostras de água do aquífero costeiro apresentaram valores médios de condutividade elétrica (CE) de 453 ± 1 µS/cm e de sólidos totais dissolvidos (STD) de 225,8 ± 1 mg/L. O íon Cl⁻ apresentou concentração média 60 mg/L e diversos poços ultrapassaram o limite aceitável para potabilidade. Observou-se diferença significativa para os dados coletados no primeiro período chuvoso (Março de 2022), onde a CE e STD apresentaram valores médios de 290 µS/cm e 145 mg/L, respectivamente. A relação entre potencial redox, que variou de 0,14 a 0,54 mV, e pH, com variação de 3,2 à 6,7, indicou tendência para ambiente ácido, típico de ambiente transicional subterrâneo. Todos os poços analisados estavam contaminados por coliformes totais e termotolerantes. Dos 34 questionários aplicados, 52% apontaram a percepção de algum problema com a qualidade da água, como água salobra, por exemplo. A má qualidade da água está localmente associada com o processo de intrusão salina e contaminação por bactérias devido à proximidade de fossas. Além de ser agravada devido à profundidade rasa dos poços (12 m em média).Conclui-se que a água do aquífero não é recomendada para consumo humano, encontra-se contaminada por coliformes e, que a intrusão salina ocorre o ano todo, sendo mais intensa no período seco.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Bacias hidrográficas urbanas : aspectos socioambientais da bacia do Tucunduba, Amazônia, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2021-09-15) FIGUEIREDO, Camila de Magalhães e Souza; SOUSA-FELIX, Rosigleyse Corrêa de; http://lattes.cnpq.br/1452935151806378; https://orcid.org/0000-0002-3769-0792A Bacia Hidrográfica do Tucunduba (BHT) é a segunda maior bacia da cidade de Belém, no Pará. Esta Bacia drena quatro bairros de Belém: Marco, Canudos, Terra Firme e Guamá. Tendo uma das áreas de maior densidade populacional da cidade, com uma população de aproximadamente 200 mil habitantes. Esse trabalho tem como objetivo analisar as condições socioambientais da Bacia do Tucunduba, a partir de elementos macro-ambientais necessários para compreender a dinâmica de uso ao longo da bacia. Os encaminhamentos metodológicos da pesquisa contaram com aplicação de um questionário com os moradores da BHT, cálculo baseado no Índice de Qualidade de Vida Urbana (IQVU) local, cálculo de Índice Simplificado de Impacto Ambiental, estimativa de descarga de esgoto per capita dos bairros pertencentes a BHT e Avaliação de Impacto Ambiental nos meios físicos, bióticos e antrópicos nos 3 trechos da obra de macrodrenagem. A partir dos resultados obtidos, o IQVU na Bacia do Tucunduba é aproximadamente 0,6, ou seja, regular. Além disso, os resultados gerados através da avaliação de impacto ambiental simplificada demonstram que os trechos analisados apresentam impactos ambientais consideráveis (seja alto ou muito alto). O que demonstra a precariedade dos serviços oferecidos à população e evidencia a fragilidade da gestão urbana local. Dessa forma, é urgente estratégias de gestão integrada, de avaliação e monitoramento de espaço, e de oferta de serviços que garantam uma boa qualidade de vida e ambiental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização morfossedimentar da Praia do Caripi (Barcarena/PA) antes e após a construção da nova orla(Universidade Federal do Pará, 2021-12-29) SOUSA, Bianca Abraham de Assis; RANIERI, Leilanhe Almeida; http://lattes.cnpq.br/3129401501809850; https://orcid.org/0000-0002-9870-4879Praias estuarinas são caracterizadas por serem ambientes de transição entre oceano e rio que permitem depósitos de sedimentos como areia e cascalho, onde a força das ondas associadas as correntes fluviais e de marés retrabalham os sedimentos levando a um nível adicional de complexidade na morfodinâmica praial. Estas praias são comuns na zona costeira amazônica e alvo de diversas ações antrópicas através da urbanização, turismo e instalações portuárias. O trabalho realizado analisou a morfologia da praia estuarina do Caripi (município de Barcarena, Estado do Pará), no intuito de verificar as alterações em sua dinâmica sedimentar, principalmente em consequência da obra de contenção de erosão na praia inaugurada em 2018. Pretendeu-se comparar dados topográficos coletados em 2016, com dados atuais (2019 e 2020), pós-construção da nova orla, além de avaliar se a erosão costeira na praia ficou efetivamente contida, pelo menos a curto prazo. A pesquisa foi realizada pelo Laboratório de Oceanografia Geológica da Universidade Federal do Pará (LABOGEO/UFPA) em parceria com o Laboratório de Geologia de Ambientes Aquáticos da Universidade Federal Rural da Amazônia (LGAA/UFRA). Foram realizados trabalhos de campo durante dois anos (setembro/2019 e novembro/2020), onde ocorreu a coleta de dados topográficos em 5 perfis praiais com o uso de Estação Total, modelo RUIDE RTS-822R³. Tais dados foram comparados à pesquisa já realizada em janeiro/2016, quando não havia a construção da nova orla. O perfil praial mais extenso e plano (1° de declividade) foi o C5 (215 m de face praial em 2016 a 111 m em 2020), o menos extenso e mais íngreme (6° a 3° de declividade) foi o perfil C1 (30 m de face praial em 2016 a 72 m em 2020). Verificou-se algumas mudanças morfológicas significativas na praia de 2016 a 2020, relacionada às questões de alteração do estado morfodinâmico praial. No perfil C3, por exemplo, prevalecia o estado dissipativo em 2016, passando para o estado reflexivo em 2019-2020, ou seja, após a construção da nova orla com o muro de gabião, originou-se uma face praial mais íngreme na porção central da praia. Por outro lado, o perfil C1 alterou do estado morfodinâmico reflexivo em 2016 para o intermediário em 2019-2020. Constatou-se que a erosão costeira persiste mesmo após a construção do muro de gabião na praia, cuja efetividade da obra tem sido baixa frente ao referido problema. Notou-se que o muro construído tem contido a erosão costeira, que não avançou de forma severa como em anos anteriores a obra, mas já é possível identificar iminência de erosão e pequenos danos na nova orla do Caripi, concluindo que a praia ainda se apresenta vulnerável à erosão costeira, mas com risco baixo aos problemas associados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Compreendendo as percepções sobre os potenciais impactos das mudanças climáticas em comunidades costeiras: um estudo de caso na área marinha protegida de Soure, costa amazônica brasileira(Universidade Federal do Pará, 2024-04-24) WANDSCHEER, Jéssica Yamila Leiva; ROSÁRIO, Renan Peixoto; http://lattes.cnpq.br/8003860457518342; https://orcid.org/0000-0003-2913-0514O estudo explora a percepção das comunidades da RESEX Soure sobre as mudanças climáticas, examinando as relações complexas entre essas comunidades costeiras e as mudanças ambientais. A pesquisa utilizou um questionário estruturado aplicado a 288 participantes, representando 20% dos beneficiários registrados na unidade (Icmbio, 2018). Os dados coletados incluíram informações quantitativas e qualitativas sobre conscientização, impactos percebidos e adaptação às mudanças climáticas. Os resultados mostram que 95,14% dos entrevistados possuem renda mensal de até um salário-mínimo (R$ 1.100 em 2021), refletindo a vulnerabilidade econômica da comunidade. Em relação à escolaridade, 61,46% concluíram o ensino fundamental, enquanto apenas 2,08% possuem nível superior. A maioria dos participantes (58%) nasceu e reside na RESEX desde a infância, sendo dependentes de atividades extrativistas, como pesca, coleta de mariscos e caranguejos. Os entrevistados relataram mudanças ambientais perceptíveis, como aumento nas temperaturas (73%), alterações nos padrões de chuva (68%) e redução da biodiversidade (65%). Esses fatores têm impacto direto nos meios de subsistência, principalmente na pesca, que foi mencionada como a principal atividade econômica pela maioria (70%). Os dados também indicam uma percepção crescente da necessidade de ações de adaptação, com 85% destacando a importância de políticas públicas e programas educacionais voltados para a mitigação dos impactos climáticos. Embora focado na RESEX Soure, o estudo reforça a importância de integrar o conhecimento local em estratégias de adaptação às mudanças climáticas. Os resultados destacam a necessidade de abordagens participativas, baseadas em evidências científicas e adaptadas às realidades locais, para garantir a eficácia das políticas públicas e fortalecer a resiliência das comunidades costeiras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geoindicadores de vulnerabilidade à erosão em praias estuarinas, costa amazônica, Pará.(Universidade Federal do Pará, 2022-04-19) NOVAES, Gabriela de Oliveira; RANIERI, Leilanhe Almeida; http://lattes.cnpq.br/3129401501809850; https://orcid.org/0000-0002-9870-4879A Zona Costeira (ZC) é uma região responsável por diversas funções ecológicas, e também objeto de preocupação devido aos seus usos e pressões antrópicas, que afetam seu equilíbrio e integridade ambiental. A praia é um dos ambientes mais importantes na ZC, devido sua intensa utilização pela população humana, ter função ecológica para muitos organismos e ser uma proteção natural contra as forçantes físicas (ondas, marés e correntes). A ocupação antrópica sobre uma determinada praia pode agravar a erosão costeira (processo natural da alteração morfológica do ambiente, decorrente da interação com os agentes físicos). Isso ocorre na Ilha de Mosqueiro, objeto de estudo deste trabalho, onde os processos erosivos vêm se intensificando nas últimas décadas, combinados aos de urbanização. Observando esta problemática, a presente pesquisa tem como objetivo analisar a vulnerabilidade à erosão nas praias estuarinas amazônicas da Ilha de Mosqueiro, além de avaliar o grau de risco costeiro a que estão expostas. Utilizando geoindicadores, foram obtidos índice e classificação da vulnerabilidade local. Sendo o índice composto por variáveis costeiras: morfologia e granulometria da praia, balanço sedimentar praial, variação da linha de costa, falésias, barreiras naturais; e variáveis continentais: elevação do terreno, vegetação, estruturas de engenharia costeira, percentagem de ocupação e permeabilidade do solo. Então realizou-se: (a) coleta de dados topográficos e amostragens de sedimentos em 16 praias; (b) análise observacional com checklist de geoindicadores de erosão costeira in loco e por meio de imagens de satélite; c) tratamento dos dados coletados em campo e por meio do sensoriamento remoto; d) utilização do índice de vulnerabilidade costeira para avaliar a erosão nas praias; e, e) identificação de grau de risco nestas praias. Os resultados demonstram que 8 das 16 praias analisadas estão classificadas com alta vulnerabilidade (IVC: 5,0-7,4) e acentuado risco costeiro, e que a presença de falésias ativas, muro de arrimo e elevada ocupação próxima às praias destacaram-se como favorecedores para este resultado. Os dados indicaram elevada ocupação humana (> 70% na maioria das praias), visto que várias formas de uso do solo são frequentes na ilha, sejam por residências ou estabelecimentos (comércios, restaurantes, pousadas), o que intensifica o risco local para a ocorrência de danos provocados pela erosão. De forma geral, o método adaptado deste estudo para praias estuarinas amazônicas, mostrou-se uma ferramenta interessante a ser utilizada no planejamento urbano e para minimizar futuros impactos da erosão costeira. Pois fornece informações que podem auxiliar na tomada de decisões voltadas ao gerenciamento costeiro e na escolha de quais medidas mitigatórias podem ser realizadas. Assim, reforça-se a importância desta análise e do contínuo monitoramento costeiro através do uso dos geoindicadores.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Metais e seus efeitos em baixos níveis de organização biológica: uma análise ecotoxicológica em distintos compartimentos ambientais de igarapés no município de Barcarena/PA.(Universidade Federal do Pará, 2021-06-30) NASCIMENTO, Clayciane Santos do; AMADO, Lílian Lund; http://lattes.cnpq.br/3382900147208081; https://orcid.org/0000-0001-7693-8191Os metais estão incluídos entre os contaminantes que influenciam a dinâmica dos ecossistemas aquáticos, o que torna necessário estudos que visem avaliar tanto as concentrações destes elementos no ambiente como possíveis efeitos de toxicidade em organismos aquáticos devido a biodisponibilidade. Neste contexto, os estudos de biomonitoramento, especialmente envolvendo variáveis ecotoxicológicas, relacionados com respostas, em baixo nível de organização biológica são úteis para avaliar a qualidade ambiental. O presente estudo ecotoxicológico inclui três abordagens: (1) análise da concentração dos metais Al, Cr, Pb, Ba, Ni e Mn em matrizes abióticas (água e sedimento de igarapés); e (2) bióticas utilizando o peixe - Hyphessobrycon heterorhabdus inteiro e o caranguejo - Trichodactylus borellianus utilizando as brânquias e músculo, além de uma espécie de planta da Família Marantacea e (3) através da avaliação de efeitos adversos primários com o uso de biomarcadores de exposição (Capacidade Antioxidante Total) e efeito (Lipoperoxidação). As coletas foram realizadas na área da rede hidrográfica que influencia a Bacia do rio Murucupi, nas comunidades Bom Futuro, Vila Nova e no distrito da Vila do Conde em três períodos climáticos sendo eles: Estiagem (Campanha 1: Nov/2018), Chuvoso (Campanha 2: Mar/2019) e período de Transição (Campanha 3: Jun/2019). Os pontos de coleta foram determinados de forma a contemplar um gradiente de influência de atividades industriais, bem como de outros tipos de atividade que ocorrem na região e que também apresentam potencial de contaminação. A dispersão dos pontos ocorreu da seguinte forma: Potencial impacto direto, próximos à distintas influências antrópicas (PM1, PM2, PM3, PM4 e PM5); Potencial impacto indireto: (PC2, PC3 e PC5); e Pontos controles: (PC1, PC6, PC7, PC8 e PC9). Em geral, no sedimento dos igarapés as análises dos metais apresentaram uma distribuição dentro da mesma faixa em termos de concentrações medidas, sem diferenças significativas entre pontos amostrados e entre períodos de coletas. Os elementos que se destacaram quanto as concentrações foram Al, Ba e Cr. Dos metais analisados, apenas Cr, Ni e Pb são mencionados na resolução CONAMA No 454/2012. Todos eles encontram-se abaixo do limite legal estabelecido. Para as análises na água (fração total), durante os três períodos houve uma distribuição dentro das mesmas faixas em termos de concentrações medidas. Não houve aumento ou diminuição expressiva para os elementos estudados. Dentre os metais analisados, apenas Al (fração total) não é mencionado na resolução CONAMA No 357/2005. Todos os demais estão abaixo do limite aceitável estabelecido pelo órgão de proteção ambiental. O único metal que mostrou aumento de concentração entre campanhas na fração total da água foi o Ba. O Al foi o metal mais abundante na fração total da água com concentrações que não apresentaram diferenças entre períodos. Para os organismos, os peixes coletados apresentaram maiores concentrações de Al e Ba na estação chuvosa em comparação com peixes da mesma espécie coletados na estação de estiagem. Os metais Al e Mn não apresentaram diferenças entre pontos no mesmo período. O Pb foi registrado em maiores concentrações durante a estiagem. As plantas também não apresentaram diferenças significativas nem entre os pontos nem entre períodos para nenhum dos metais. No entanto, demonstraram uma tendência de aumento no acúmulo de Pb, Mn e Ba durante o período de transição. Quanto à avaliação das respostas biológicas com o uso de biomarcadores de exposição e efeito, nos caranguejos houve indução das defesas antioxidantes nas brânquias dos organismos do ponto PC1 durante o período chuvoso. O peixe H. heterorhabdus apresentou maior capacidade antioxidante para organismos do PC07 durante este período. Conclui-se que existe um padrão bem marcado e sazonal dos metais nos diferentes compartimentos ambientais que são seguidos pelos biomarcadores, refletindo mudanças relacionadas à geologia local e fisiologia dos organismos. Os principais metais encontrados nos compartimentos abióticos (água - fração total e dissolvida e sedimento) e bióticos (peixes, invertebrados e planta) demonstraram uma forte relação com a formação geológica local, sendo Al (o mais concentrado), Ba e Mn os mais representativos. Portanto, com base nos resultados aqui descritos, são necessários estudos para estabelecer baselines ambientais que levem em consideração as características químicas e físicas locais e o nível de sensibilidade / tolerância dos organismos residentes. Esses estudos estabelecerão as bases para o estabelecimento de restrições legais aplicáveis que sejam compatíveis com as realidades ambientais locais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Morfodinâmica de praias estuarinas da vila de Jubim (ilha do Marajó-Pa)(Universidade Federal do Pará, 2025-04-25) RODRIGUES, Mayara de Souza; RANIERI, Leilanhe Almeida; http://lattes.cnpq.br/3129401501809850; https://orcid.org/0000-0002-9870-4879A Zona Costeira Amazônica Brasileira (estado do Amapá, Pará e Maranhão) possui características ambientais como o clima tropical úmido (altas temperaturas, baixa variação térmica e pluviométrica) e condições oceanográficas importantes (hiper a mesomarés), além de extensos manguezais e praias arenosas, incluindo praias estuarinas. Estas são vulneráveis às alterações sazonais da descarga fluvial, além das mudanças climáticas atuais, a consequente elevação do nível do mar e, a resultante erosão costeira, que causa consequências negativas para os bens e serviços oriundos desse ecossistema costeiro. O objetivo deste estudo foi analisar as alterações na morfologia e dinâmica sedimentar das praias estuarinas de Jubim e adjacências, durante um ciclo sazonal completo (março de 2023 a março de 2024). Jubim é um distrito localizado no município de Salvaterra, Estado do Pará, estando na margem leste da Ilha do Marajó, sob condições oceanográficas do estuário do Rio Pará. As coletas de dados foram realizadas em quatro praias especificas, sendo elas: Praia de Salazar, Praia das Meninas, Praia da Baleia e Praia de Curuanã. Para a caracterização do estado morfodinâmico das praias foi utilizado como referência o parâmetro declividade (β) e variação relativa da maré (RTR), oriundos do tratamento de dados físicos e topográficos (perfis de praia). Para análise granulométrica, amostras de sedimentos superficiais foram submetidas à peneiramento a seco, a fim de se obter o tamanho médio, seleção dos grãos e balanço sedimentar das praias. Os resultados mostraram que as praias da vila de Jubim, possuem sedimentação que varia de areia média a fina 1 ɸ e 2 ɸ, com grãos moderadamente bem selecionados. As praias apresentaram parâmetros morfométricos bastante variados: elevação topográfica de 5,6 m a 2,7 m, e largura praial variando de 79 m a 550 m, classificando-as assim em estágios morfodinâmicos dissipativos a intermediário (declividade praial de 0,2° a 2,6º), com domínio de maré (RTR = 44). A variação sedimentar sazonal foi tanto positiva quanto negativa, apontando que os índices de variabilidade se alternam ao longo das praias e estações climáticas, mostrando tendências tanto erosivas quanto deposicionais. Observou-se processos erosivos principalmente no período chuvoso e maior deposição sedimentar no período seco. O comportamento morfológico das praias estudadas na margem leste da Ilha do Marajó está diretamente influenciado pela hidrodinâmica estuarina, onde as distintas mudanças sedimentares são devido a interação desta hidrodinâmica com a geologia diferenciada ao longo da costa, e o respectivo material que constitui o substrato das praias e pós-praia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ninhos azuis: o primeiro registro do uso de resíduos plásticos na nidificação de aves na Costa Amazônica, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2024-06-21) LOPES, Adrielle Caroline; MARTINELLI FILHO, José Eduardo; http://lattes.cnpq.br/2080628833884538Embora a pesquisa sobre os efeitos do plástico nos ecossistemas marinhos tenha sido extensa, há uma lacuna de estudos relacionados à biota terrestre. Determinados táxons animais terrestres como as aves podem estar mais propensas à incorporação de detritos plásticos em seus habitats. Este estudo se concentrou na interação entre Psarocolius decumanus, uma ave comum na região amazônica e o uso de plástico durante a nidificação. Técnicas não invasivas para minimizar o impacto nos ninhos e na vida das aves foram utilizadas. Os ninhos caídos e abandonados foram coletados, já os ativos foram fotografados e registrados com GPS para comparação entre diferentes áreas de coleta. No laboratório, os ninhos foram analisados, pesados e medidos. A análise revelou diferenças significativas na largura e massa de plástico nos ninhos entre os locais de coleta. Os resultados também revelaram uma presença generalizada de plásticos nos ninhos: 24 de 36 apresentaram plásticos em sua composição, com a maior proporção encontrada na área de manguezal. Todos os ninhos do manguezal continham plástico (N= 9), com uma proporção entre 15,4 e 97,9% do peso seco. Na clareira próxima à praia do Farol (N= 17), apenas seis dos 17 ninhos continham plástico, com uma proporção menor em relação ao peso seco (0 a 0,2%). Em uma vila de pescadores (N= 10), 90% dos ninhos apresentaram plásticos, com proporção variando de 1,4 a 95,5%. As fibras e cordas plásticas foram os materiais mais comuns. A cor predominante foi o azul, sugerindo uma possível preferência por essa cor por parte da ave, ou refletindo a prevalência de determinados tipos de plásticos na região. As análises revelaram variações na incidência de plástico em diferentes áreas, indicando uma influência da disponibilidade de detritos no ambiente circundante. A presença de plástico nos ninhos pode ter consequências adversas para as aves e suas crias, incluindo impactos na alimentação, reprodução e mortalidade. O estudo também monitorou a atividade dos ninhos, revelando padrões na quantidade de ninhos ativos, ressaltando a importância do monitoramento contínuo da presença de detritos nos ninhos como potencial bioindicador dos níveis de poluição ambiental. Este estudo pioneiro fornece dados inéditos sobre os padrões de poluição e os impactos ambientais associados à presença de plásticos em ninhos de aves terrestres na Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Percepções sobre mudanças climáticas: estudo de caso na Reserva Extrativista Marinha Mocapajuba, zona costeira Amazônica(Universidade Federal do Pará, 2025-02-28) SILVA, Michelly da Silva; SOUSA, Rosigleyse Corrêa; http://lattes.cnpq.br/1452935151806378; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-3769-0792; RENAN, Renan Peixoto; http://lattes.cnpq.br/8003860457518342; https://orcid.org/0000-0003-2913-0514As mudanças climáticas são alterações no clima da Terra, que podem ocorrer ao longo de anos, décadas ou milênios, resultantes tanto da variabilidade natural do clima, quanto das atividades humanas. Elas têm impactos negativos na vida das pessoas, especialmente em comunidades vulneráveis, podem levar ao aumento do número de “refugiados do clima” no futuro. A Resex-Mar Mocapajuba, situada em São Caetano de Odivelas, no Pará, é uma área de grande importância para a biodiversidade, abrange diversos ecossistemas como manguezais, restingas, dunas, rios, estuários e ilhas. Essa região abriga comunidades tradicionais extrativistas, cuja subsistência depende diretamente dos recursos naturais. O estudo analisou as percepções da população tradicional beneficiária da Resex-Mar Mocapajuba sobre as mudanças do clima. Foi utilizado um questionário aplicado em 2021, e contou com a participação de 291 indivíduos com conexões diretas ou indiretas com a pesca. A partir do método de análise de conteúdo o questionário foi categorizado em quatro tipos de atividades extrativistas, que incluem agricultura, coleta de caranguejo, extração de mariscos e pesca. A atividade extrativista mais praticadas é a coleta de caranguejo (40,21%) e foi citada como a principal fonte de renda por 44,63% dos entrevistados e as mulheres são maioria. Para 73,88% dos extrativistas acreditam que estão ocorrendo mudanças do clima na região e essa percepção foi particularmente alta entre os pescadores (78,35%) e tiradores de caranguejo (76,07%). Há uma compreensão complexa dos entrevistados sobre as mudanças climáticas, com um foco claro nos impactos percebidos nas alterações da temperatura do ar, chuvas e sazonalidade, além de um reconhecimento da influência das ações humanas na intensificação das mudanças climáticas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Petrechos de pesca como resíduo praial em uma área de proteção ambiental na costa paraense(Universidade Federal do Pará, 2024-02-29) SILVA, Elaine Simone da Cruz Silva; LOUREIRO, Sarita Nunes; http://lattes.cnpq.br/1473112723704086; MONTEIRO, Sury de Moura; http://lattes.cnpq.br/4309806566068586; https://orcid.org/0000-0001-9449-7043Os Petrechos de Pesca Abandonados, Perdidos ou Descartados (Abandoned, Lost or otherwise Discarded Fishing Gear – ALDFG) durante as atividades pesqueiras, representam um problema global. Esses equipamentos correspondem a pelo menos 640.000 toneladas de resíduos que se acumulam anualmente nos oceanos e causam impactos para a fauna aquática como emaranhamento, ingestão, lesões, pesca fantasma e podem ainda, atuar como vetores de substâncias químicas. Esta é a primeira quantificação dos ALDFG em praias no Norte do Brasil. O estudo foi realizado em praias da Ilha de Algodoal, que é uma Área de Proteção Ambiental (APA), com o objetivo de avaliar se há variação espacial e temporal dos ALDFG em diferentes praias (Caixa d´água, Farol, Princesa e Cação), considerando suas diferentes características ambientais, e verificar se há a ocorrência de organismos associados aos ALDFG. Os ALDFG foram coletados nos períodos chuvoso e seco (2022), em quadrantes de 100m² em 30 transectos contendo três pontos: linha de maré alta, intermediário e linha de maré baixa. Calculou-se a densidade dos ALDFG e um Fator de Impacto Ambiental (FIA), considerando o tipo de ALDFG, sua massa e o ambiente onde foi encontrado. Ao todo, 459 itens de ALDFG foram recolhidos (248 no período seco e 211 no chuvoso), totalizando 13,14 kg, dentre estes os principais foram os fragmentos, os cabos elétricos, as cordas e as redes de pesca, com destaque para o material do tipo nylon e a cor azul. No geral, as praias apresentaram densidade média de 0,023 itens/m² e 0,755 g/m² no período chuvoso e de 0,028 itens/m² e 0,704 g/m² no período seco, com baixo impacto ambiental (FIA entre 0-1). Mas também se observou pontos com elevados impactos (FIA = 10 e FIA= 9), em pontos com a presença de afloramentos rochosos e vegetação, respectivamente. Na praia da Caixa d´água há presença de mangue juvenil no ambiente de entremarés e afloramentos rochosos, assim como, localiza-se próximo ao porto de embarcações pesqueiras, logo, foi a praia que apresentou a maior quantidade de ALDFG (274 itens), a maior massa (6,35 kg), a maior densidade (2,74 itens/m² e 63,52 g/m²), e consequentemente o maior Fator de Impacto Ambiental (FIA = 10). Além disto, associados aos ALDFG foram registrados 1.543 organismos (1.380 no período chuvoso e 163 no seco) pertencentes aos seguintes grupos, cracas, bivalves, paguros, caranguejos, isópodes, poliquetas, gastrópodes, anêmonas e pulgas-do-mar, a maioria foram encontrados associados as cordas e as boias de poliestireno. A pesca é uma fonte reconhecida de ALDFG e a presença desses resíduos em uma APA pode causar diversos impactos a esse ecossistema.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Petrechos de pesca como resíduo praial em uma área de proteção ambiental na costa paraense(Universidade Federal do Pará, 2024-02-29) SILVA, Elaine Simone da Cruz Silva; LOREIRO, Sarita Nunes; http://lattes.cnpq.br/1473112723704086; MONTEIRO, Sury de Moura; http://lattes.cnpq.br/4309806566068586; https://orcid.org/0000-0001-9449-7043Os Petrechos de Pesca Abandonados, Perdidos ou Descartados (Abandoned, Lost or otherwise Discarded Fishing Gear – ALDFG) durante as atividades pesqueiras, representam um problema global. Esses equipamentos correspondem a pelo menos 640.000 toneladas de resíduos que se acumulam anualmente nos oceanos e causam impactos para a fauna aquática como emaranhamento, ingestão, lesões, pesca fantasma e podem ainda, atuar como vetores de substâncias químicas. Esta é a primeira quantificação dos ALDFG em praias no Norte do Brasil. O estudo foi realizado em praias da Ilha de Algodoal, que é uma Área de Proteção Ambiental (APA), com o objetivo de avaliar se há variação espacial e temporal dos ALDFG em diferentes praias (Caixa d´água, Farol, Princesa e Cação), considerando suas diferentes características ambientais, e verificar se há a ocorrência de organismos associados aos ALDFG. Os ALDFG foram coletados nos períodos chuvoso e seco (2022), em quadrantes de 100m² em 30 transectos contendo três pontos: linha de maré alta, intermediário e linha de maré baixa. Calculou-se a densidade dos ALDFG e um Fator de Impacto Ambiental (FIA), considerando o tipo de ALDFG, sua massa e o ambiente onde foi encontrado. Ao todo, 459 itens de ALDFG foram recolhidos (248 no período seco e 211 no chuvoso), totalizando 13,14 kg, dentre estes os principais foram os fragmentos, os cabos elétricos, as cordas e as redes de pesca, com destaque para o material do tipo nylon e a cor azul. No geral, as praias apresentaram densidade média de 0,023 itens/m² e 0,755 g/m² no período chuvoso e de 0,028 itens/m² e 0,704 g/m² no período seco, com baixo impacto ambiental (FIA entre 0-1). Mas também se observou pontos com elevados impactos (FIA = 10 e FIA= 9), em pontos com a presença de afloramentos rochosos e vegetação, respectivamente. Na praia da Caixa d´água há presença de mangue juvenil no ambiente de entremarés e afloramentos rochosos, assim como, localiza-se próximo ao porto de embarcações pesqueiras, logo, foi a praia que apresentou a maior quantidade de ALDFG (274 itens), a maior massa (6,35 kg), a maior densidade (2,74 itens/m² e 63,52 g/m²), e consequentemente o maior Fator de Impacto Ambiental (FIA = 10). Além disto, associados aos ALDFG foram registrados 1.543 organismos (1.380 no período chuvoso e 163 no seco) pertencentes aos seguintes grupos, cracas, bivalves, paguros, caranguejos, isópodes, poliquetas, gastrópodes, anêmonas e pulgas-do-mar, a maioria foram encontrados associados as cordas e as boias de poliestireno. A pesca é uma fonte reconhecida de ALDFG e a presença desses resíduos em uma APA pode causar diversos impactos a esse ecossistema.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Transporte de resíduos sólidos flutuantes em rios urbanos dominados por maré na região Norte do Brasil(Universidade Federal do Pará, 2021-07-07) ROSA, Gabriel Pompeu; MONTEIRO, Sury de Moura; http://lattes.cnpq.br/4309806566068586; https://orcid.org/0000-0001-9449-7043Os rios que recortam metrópoles são considerados como importantes caminhos para que os resíduos gerados nos continentes sejam transportados até os oceanos. As estimativas dos fluxos de resíduos nos rios da zona costeira Amazônia permanecem incertas devido à influência de processos hidrodinâmicos (maré, correntes e vazão), e sobretudo, a falta de dados sobre o tipo e quantidade de resíduos sólidos flutuantes nos rios. Portanto, o principal objetivo deste estudo foi quantificar e estimar os fluxos de resíduos flutuantes em diferentes escalas temporais em rios dominados por maré da zona costeira amazônica. A quantificação visual ocorreu ao longo de 12 horas (6 às 18h) nos estágios de maré enchente e vazante, nos períodos seco e chuvoso, nos rios Acará, Guamá, baía do Guajará, Tucunduba e Tamandaré. A estimativa de transporte dos resíduos nos diferentes estágios de maré e períodos sazonais foi calculada considerando a quantidade de resíduos em um intervalo de tempo (hora, mês e ano). Um total de 19.654 resíduos sólidos foram quantificados nos rios estudados, sendo 71% de materiais plásticos. Os resíduos dos rios que recortam Belém (Tucunduba e Tamandaré) são exportados para os rios que cercam a capital, enquanto que nesses rios, os resíduos apresentam fluxo bidirecional, sugerindo o aprisionamento refletindo a influência dos processos hidrodinâmicos (corrente de maré e vazão). Este estudo apresenta a primeira estimativa de transporte em rios da costa paraense com base em observações reais, indicando uma estimativa de transporte anual que varia entre 3 e 549 Toneladas/ano.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Vulnerabilidade costeira em uma comunidade tradicional amazônica: estudo de caso na vila de Jubim, Salvaterra - PA(Universidade Federal do Pará, 2025-04-16) FIGUEIREDO, Fabrício de Sousa; RANIERI, Leilanhe Almeida; http://lattes.cnpq.br/3129401501809850; https://orcid.org/0000-0002-9870-4879A vulnerabilidade costeira é um tema de grande relevância em escala global devido às questões climáticas atuais e à elevação do nível do oceano. Compreender o grau de vulnerabilidade costeira é essencial para prevenir perdas socioeconômicas e ambientais, como as oriundas de processos erosivos. Este estudo teve como objetivo avaliar quantitativamente as condições de vulnerabilidade à erosão costeira em uma comunidade tradicional da Ilha do Marajó: Jubim, município de Salvaterra, estado do Pará. Para alcançar esse objetivo, foi utilizado um Índice de Vulnerabilidade Costeira (IVC), considerando duas projeções de elevação do nível médio do mar, propostas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC): uma elevação de 4 mm/ano e outra de 15 mm/ano até 2100. Com o propósito de identificar a vulnerabilidade costeira frente os dois cenários de elevação do nível do mar, associou-se eles às características geomorfológicas e físicas ao longo da costa estuarina de Jubim. Foram analisadas e classificadas variáveis oceanográficas (amplitude de maré, altura significativa de ondas e variação do nível do mar) e geológicas (geomorfologia costeira, declividade praial e taxa de erosão/acreção da linha de costa), cujos índices de vulnerabilidade variaram de muito baixo a muito alto. A determinação da taxa de erosão/acreção da linha de costa foi realizada por meio de análise multiespectral e multitemporal (33 anos) utilizando imagens de satélite Landsat e a ferramenta Digital Shoreline Analysis System (DSAS). A espacialização e integração dos dados, com base no IVC, foram executadas em software de Sistema de Informação Geográfica (SIG). A área de estudo foi segmentada em três setores: Norte (praia do Salazar), Central (praia das Meninas) e Sul (praias da Baleia e do Curuanã). Entre 1990 e 2023, o recuo médio linear registrado para toda a área de estudo foi de -35,24 m (NSM), enquanto o avanço médio linear foi de 15,10 m (NSM), evidenciando o predomínio da erosão costeira. O setor Norte, com o menor gradiente topográfico, apresentou um recuo máximo de 170 metros e um recuo médio de 1,99 m/ano (EPR), evidenciando o recuo da vegetação de manguezal e a sobreposição da praia do Salazar sobre esse ecossistema. O IVC revelou que, em ambas as projeções de elevação do nível médio do mar, o litoral de Jubim tende a apresentar vulnerabilidade de moderada a alta (30,3% e 27,3%) nas áreas com falésias e extensas faixas arenosas, respectivamente. O mapa elaborado com base no IVC mostrou-se uma ferramenta útil para apoiar a gestão costeira na costa amazônica e a tomada de decisões diante do avanço da erosão causada pela hidrodinâmica estuarina, associada ao aumento do nível do mar.
