Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas - PPGECM/IEMCI
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2290
O Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGECM) faz parte das atividades do Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI), antigo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação Matemática e Científica (NPADC) da Universidade Federal do Pará (UFPA). O PPGECM visa oferecer aos graduados e formadores de professores das áreas de Ciências (Física, Química e Biologia), Matemática, Educação Ambiental e áreas afins, oportunidade de estudos e pesquisas sobre os fundamentos atuais do ensino e pesquisa na área de Ensino de Ciências e Matemáticas (Área 46 da CAPES).
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas - PPGECM/IEMCI por Linha de Pesquisa "CONHECIMENTO CIENTÍFICO E ESPAÇOS DE DIVERSIDADE DA EDUCAÇÃO DAS CIÊNCIAS"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Abordagem ciência, tecnologia e sociedade CTS de tema sociocientífico na educação de jovens e adultos privados de liberdade: o caso de Belo Monte(Universidade Federal do Pará, 2017-05-03) MELO, Semille Pantoja de; FREITAS, Nádia Magalhães da Silva; http://lattes.cnpq.br/2982253212145468; https://orcid.org/0000-0003-0042-8640Apresento a abordagem Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) de tema sociocientífico na educação de jovens e adultos privados de liberdade: o caso de Belo Monte. Pesquisa realizada com estudantes matriculados no 1º EJA do Ensino Médio no Centro de Recuperação do Pará II (CRPP II), com o intuito de responder os seguintes questionamentos: Que posicionamentos críticos os estudantes privados de liberdade podem expressar em relação ao empreendimento Belo Monte, frente aos discursos de diferentes grupos de interesse e das questões socioambientais implicadas? Que aspectos relativos às interações CTS e cidadania são contemplados nesses posicionamentos? Para responder tais questionamentos optou-se pela escolha de um tema que instigasse o estudante a se posicionar mediante seu cotidiano e a regionalidade Amazônica, assim nasceu o tema sociocientífico As hidrelétricas e a produção de energia: o caso de Belo Monte. Com abordagem qualitativa, o caminho da investigação encontrou na pesquisa participante as condições favoráveis ao seu desenvolvimento. A coleta de dados ocorreu em três momentos: o primeiro foi durante as aulas de física nas quais foi utilizado material didático específico, com o tema sociocientífico baseado nos três momentos pedagógicos de DELIZOICOV E ANGOTTI (1992). O segundo momento ocorreu com amostra de vídeos sobre a hidrelétrica de Belo Monte com o discurso de diferentes grupos: os indígenas, ribeirinhos e a população urbana de Altamira, no qual a entrevista projetiva de MINAYO (2008) captou o posicionamento dos estudantes em relação à construção da hidrelétrica. O terceiro momento ocorreu após a exibição dos vídeos, com debates entre os estudantes e a produção de textos no quais emitiram seus posicionamentos. Os resultados apontaram que a abordagem CTS de temas sociocientíficos promove além escolarização, a participação, o debate, a formação para a cidadania, pois permite a construção de posicionamentos críticos de participação popular. Dentro deste contexto, o presente estudo denota que fortalecer a educação escolar científica com os pressupostos da abordagem CTS de temas sociocientíficos, no contexto das prisões, contribui para a construção do processo de (re)integração social de jovens e adultos privados de liberdade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A abordagem CTSA e o espaço não formal: O rio que eu vejo no complexo ver-o-rio(Universidade Federal do Pará, 2021-09-23) NAHUM, Helen Regina Machado; ALMEIDA, Ana Cristina Pimentel Carneiro de; http://lattes.cnpq.br/1265908866509687; https://orcid.org/0000-0002-9432-2646Este estudo é voltado ao Ensino de Ciências e desenvolvido por meio da Abordagem Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente (CTSA) em um espaço não formal de educação, o Complexo Ver-o-Rio, em Belém do Pará. Teve como objetivo analisar, em suas diferentes dimensões, a tomada de decisão dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, referente aos problemas identificados no espaço não formal Complexo Ver-o-Rio. É uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo intervenção pedagógica. Para análise dos dados, foi utilizada a Análise Textual Discursiva (ATD), sistematizando os resultados obtidos em três categorias: Compreensão das Relações CTS; Tomada de Consciência/Tomada de Decisão; e Interesse e Autonomia dos Alunos. Para o corpus de análise, foram consideradas as pesquisas feitas pelos estudantes sobre diversos temas relacionados ao meio ambiente, os recortes dos textos escritos por eles, o diário de pesquisa da professora, as anotações das rodas de conversa, os registros fotográficos da visita ao Complexo Ver-o-Rio, as respostas da entrevista apresentada no grupo criado no WhatsApp (em virtude da pandemia), respondidas individualmente, por áudio ou por escrito; e os vídeos sobre tomada de consciência/decisão, produzidos pelos alunos. Dentre os resultados encontrados, observamos que a relação ensino de Ciências e Abordagem CTSA favoreceu a aprendizagem de diversos conceitos científicos, trouxe motivação, argumentação e raciocínio crítico, além de aproximar os alunos da professora. Neste sentido, observamos que as atividades realizadas no espaço não formal, na perspectiva de um contexto educacional, se configuraram como uma proposta bem sucedida, pois motivou os estudantes, aumentou o interesse pelo conhecimento e apresentou características relacionadas ao pensar e à liberdade de expressão.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aprender a ensinar com/por pesquisa: um caso sobre as mudanças subjetivas de Diego(Universidade Federal do Pará, 2021-09-27) LIMA, Murilo Henrique dos Santos; NASCIMENTO, Maridalva Costa; http://lattes.cnpq.br/1704518461436826; https://orcid.org/ 0000-0002-3347-1277; PARENTE, Andrela Garibaldi Loureiro; http://lattes.cnpq.br/0934892702963831; https://orcid.org/0000-0003-3396-700XEste estudo teve como objetivo geral investigar e compreender como se constitui processos de mudanças subjetivas na formação de um licenciando em química, à medida que vivenciava processos de aprender a ensinar com/por pesquisa. Assim, buscou-se compreender a constituição da subjetividade individual e processos de mudanças subjetivas do participante da pesquisa. Na revisão bibliográfica, na área de formação de professores, nota-se que muitos autores têm investido em pesquisas para impulsionar mudanças na formação inicial de professores de química, articulando consensos discursivos e dispositivos de formação, que os valorizam enquanto indivíduos históricos e produtores de conhecimento. Há tendências para a reflexão na interação teoria e prática, na formação do professor pesquisador e na criação de comunidades de aprendizagem, dentre outros. A fundamentação teórica desse estudo está pautada na compreensão dos modelos de formação de professores e na Teoria da Subjetividade de González Rey em articulação com a Epistemologia Qualitativa e na Metodologia Construtivo-Interpretativa do mesmo autor. A emergência das categorias teóricas permitiu tecer discussões acerca das mudanças subjetivas do participante da pesquisa, cujo convite para participar do estudo ocorreu no curso “Aprender sobre alimentação por modelos e com pesquisa”. Os participantes deste eram oriundos dos cursos de licenciatura em química, licenciatura integrada em ciências, matemática e linguagens e recém-formados. Diego teve experiências antecipadas à profissão professor no CCIUFPA e estava à espera da integralização do curso de graduação em química, enquanto participava do curso. O cenário social da pesquisa contou com o envolvimento do participante nas atividades do curso e da pesquisa, com o auxílio dos instrumentos: dinâmicas conversacionais, momentos informais, completamento de frases e momentos de atividades síncronas do curso. As interpretações realizadas sinalizaram que constituem a subjetividade de Diego sentidos subjetivos relacionados à responsabilidade, o compromisso nas atividades e com o outro, e o interesse em aprender. O que está intimamente articulado às vivências dele no CCIUFPA e que emergiram na trajetória atual das atividades do curso. Aprender a ensinar ciências com/por pesquisa envolveu movimentos processuais da sua subjetividade, produções subjetivas que relacionam o histórico vivenciado e a ação atual, a emergência de recursos subjetivos e as mudanças subjetivas necessárias que aconteciam por vias que o desafiaram e o tensionaram, nas condições da cultura, modificando crenças, representações e concepções acerca do ensinar e aprender química. Esses são aspectos que fazem parte do processo de preparação para o exercício da profissão professor de química.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aprendizagem de licenciandos como produção subjetiva em práticas de modelagem no ensino de química(Universidade Federal do Pará, 2021-11-26) CHELALA, Joseph Cavalcante; PARENTE, Andrela Garibaldi Loureiro; http://lattes.cnpq.br/0934892702963831; https://orcid.org/0000-0003-3396-700XA perspectiva de ensino por modelagem auxilia o processo de aprendizagem dos estudantes. Esse ensino visa facilitar a compreensão, visualização dos sistemas macro e microscópicos da ciência química considerando sua natureza teórica, imaginativa e criativa. Contudo, as pesquisas em contexto de ensino por modelagem concedem importância exclusiva à metodologia como fator determinante da aprendizagem. Este trabalho compreende que os processos envolvendo a aprendizagem se desenvolvem de maneira mais complexa, na dimensão subjetiva da aprendizagem do estudante, no qual a metodologia é apenas um dos fatores que a influenciam. Tendo como referência a Teoria da Subjetividade, este trabalho tem por objetivo investigar como Laura, participante da pesquisa, aprende subjetivamente, personalizando o processo de produção de modelos. Para isso, investigamos a aprendizagem de Laura na ação de aprender na relação dinâmica da subjetividade individual e social, tendo como referência a Epistemologia Qualitativa. Interpretamos as manifestações de Laura, participante do curso: “Aprender sobre alimentos com modelos e por pesquisa” considerando informações obtidas em observações, sistemas conversacionais, complemento de frases e transcrição de diálogos ocorridos durante o curso. O modelo teórico construído indica que participaram da configuração subjetiva da aprendizagem de Laura seu interesse de proporcionar uma vida melhor para sua família, suas experiências na educação básica, na graduação, e no próprio curso no qual motivou-se a protagonizar a produção de um modelo para explicar o desprendimento do aroma de um alimento, recorrendo a recursos subjetivos configurados subjetivamente na sua histórica pessoal e durante o próprio curso.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Argumentação no ensino de ciências: padrões argumentativos de estudantes do ensino médio sobre fisiologia animal(Universidade Federal do Pará, 2018-08-13) TAVARES, Erivandro do Carmo; VIEIRA, Eduardo Paiva de Pontes; http://lattes.cnpq.br/2902323640527915; https://orcid.org/ 0000-0003-1641-7014O objetivo do presente estudo é analisar a construção argumentativa de estudantes de Ensino Médio durante um curso experimental de ciências sobre fisiologia animal. Selecionamos um evento organizado metodologicamente pela Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) para análise das interações em grupo. Em nossas inspirações teóricas, metodológicas e de criação, constam a apropriação de elementos da perspectiva de Investigação Qualitativa em Educação e pressupostos da Teoria Interacionista da Argumentação. Com efeito, e de forma proposital, este trabalho traz um tipo de análise hibrida dos quadros de interação das proposições dos estudantes, pois optamos por combinar perspectivas teóricas para análise interpretação dos pontos de investigação. Os resultados indicam que os padrões argumentativos dos estudantes foram estabelecidos em torno de dois aspectos: o primeiro, identifica-se a constituição de argumentos básicos, de estrutura simples, compostos por número mínimo de elementos. O segundo, aponta que os estudantes estabeleceram a argumentação durante o curso, constatando-se o alcance de três fases do desenvolvimento argumentativo. Para isso, travamos um diálogo com outras pesquisas sobre argumentação em contexto de ensino de ciências e apontamos contribuições para a atividade docente e para pesquisa em educação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Art(e)biologia na/com a natureza(Universidade Federal do Pará, 2018-03-03) SILVA, Carlos Augusto Silva e; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; https://orcid.org/0000-0002-0478-5285A dissertação provoca um entre arte(e)biologia na tentativa de atritar a ciência como um modo de conhecimento fincado em suas normas específicas. Para a produção da pesquisa se ousou de ligações por entre imagens, escritas e experimentações do corpo. Percurso que instiga um biólogo, que atravessa sua(s) vida(s) e se envereda por entre cachoeiras, igarapés, cavernas e moradores atingidos por uma hidrelétrica que des-fez vidas e ambientes. O atrito do texto rizoma é a natureza. O plano de composição vem em linhas de experimentações abertas às infinitas entradas, saídas e meios, as quais foram realizadas na região do Xingu, na e próximas à cidade de Altamira-PA. O esforço teórico perpassou por inspirações da filosofia de Gilles Deleuze e Félix Guattari, bem como alguns outros que agenciaram esse encontro, como artistas e biólogos da educação e do ensino de ciências que vagueiam/pensam por entre essas conexões. Uma dissertação em que seu corpo construtivo advém por experimentações, num processo em que o exercício do não linear é um convite à abertura do pensamento e das sensações. O possível atrito/dissertação busca permear velocidades, lentidões e repousos. Seus resultados podem ser compostos para quem deseja as in-utilidades, pois o texto não quer ser interpretado, mas maquinado. Maquinem de n maneiras, se desejarem.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aspectos e características próprias do processo de desenvolvimento de práticas investigativas realizadas por professores da educação básica(Universidade Federal do Pará, 2016-12-05) TELES, Lilian Valente; PARENTE, Andrela Garibaldi Loureiro; http://lattes.cnpq.br/0934892702963831; https://orcid.org/0000-0003-3396-700XO objetivo principal foi investigar quais aspectos/características estão presentes nas práticas investigativas de professores da educação básica, na perspectiva de compreender e discutir esses aspectos/características próprios no planejamento, realização e desenvolvimento dessas práticas. Esta investigação se desenvolve no estudo de caso, triangulando dado documental, relatórios e entrevistas. Delimito um caso, ao analisar professores da educação básica que tiveram seus planos aprovados no PIBICJR, no edital Nº 007/2009 da FAPESPA, em 2009, no Estado do Pará. Após critérios estabelecidos no processo de pesquisa e a consulta ao Currículo Lattes de 68 professores que tiveram seus planos aprovados, 19 professores que atuavam na educação básica formaram o universo deste estudo. Com análise nos relatórios de cada sujeito e nas entrevistas, construo categorias, de modo que, nesta pesquisa, tive 5 sujeitos de pesquisa e foi possível analisar 11 relatórios e 5 entrevistas, a partir das quais encontro semelhanças e diferenças entre os sujeitos e os aspectos/características próprios das práticas que desenvolveram. A análise do edital, relatórios técnicos e entrevistas possibilitaram a construção de um texto para cada sujeito, nos quais pude adentrar no desenvolvimento dos planos e nas experiências docentes de cada um deles. Esses aspectos/características estão direcionados à formação do professor, o que o professor deseja ao estudante e que estratégias de produção de conhecimento nas práticas investigativas são utilizadas, em vista da necessidade de pesquisar mais sobre os aspectos/características e de incentivar o desenvolvimento das práticas investigativas na formação inicial e continuada dos licenciados e graduados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Base nacional comum curricular e ensino de ciências: uma análise à luz da inclusão(Universidade Federal do Pará, 2021-04-06) SOUSA, Louíze Roberta Mafra de; SALES, Elielson Ribeiro de; http://lattes.cnpq.br/5467537517169068; https://orcid.org/0000-0001-6242-582XO currículo de Ciências, por muito tempo assumiu um caráter passivo, frio e distante das questões sociais que permeiam a educação. Observamos até o século passado a grande valorização de uma ciência ministrada de maneira mecânica, conteudista e decorativa para os alunos, desta forma, sendo considerada uma disciplina com alto grau de dificuldade e não acessível à todos. Foi a partir do fervilhar de movimentos sociais por uma educação acessível à todos que pudemos então vislumbrar a possibilidade do ensino de ciências ter seu desenvolvimento realizado através de uma perspectiva inclusiva, considerando objetivos, métodos, práticas e avaliações que pudessem atender à diversidade para todos os alunos, em destaque, os estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação que constituem o público-alvo da Educação Especial. Atualmente a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o documento responsável por orientar a construção dos currículos escolares da Educação Básica, entretanto sua elaboração foi marcada por um longo processo, totalizando a produção de versões anteriores, até que chegássemos a versão final. Tendo em vista que o Ensino de Ciências é elementar para a compreensão e estabelecimento de relações entre os processos naturais e sociais do ambiente, possibilitando a formação de cidadãos críticos e reflexivos, a presente pesquisa tem como objetivo analisar as orientações curriculares apresentadas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao longo de suas três versões (2015, 2016 e 2018) para a construção do currículo de Ciências, tendo como foco o Ensino Fundamental – Anos Finais, e com isso verificar se as orientações curriculares para o Ensino de Ciências presentes na BNCC acompanharam as discussões sociais e políticas acerca da inclusão socioeducacional de estudantes público-alvo da Educação Especial. Para alcançar o objetivo proposto esta pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo documental, utilizou como referencial de análise a Análise Textual Discursiva (MORAES; GALLIAZI, 2016). Ao longo de suas versões, a BNCC organizou suas orientações curriculares a partir de concepções reducionistas, valorizando o instrumentalismo, bem como a realização de procedimentos e práticas experimentais não dinâmicas ou abertas à adaptações, promovendo por meio de seus direcionamentos a construção de currículos rígidos, não condizentes com as políticas educacionais de inclusão. Já em sua segunda versão, observamos um movimento inicial que se consolida em sua versão final com a seleção de objetivos de aprendizagem que direciona o Ensino de Ciências a partir da investigação, propondo um currículo aberto, que dá liberdade para a realização de adaptações, assim possibilitando o acolhimento necessário às diferentes condições de aprendizagem.Tese Acesso aberto (Open Access) Clube de ciências da UFPA e docência: experiências formativas desde a infância(Universidade Federal do Pará, 2015-05-15) LIMA, Daniele Dorotéia Rocha da Silva de; GONÇALVES, Terezinha Valim Oliver; http://lattes.cnpq.br/0496932429575513; https://orcid.org/0000-0001-8285-3274Clube de Ciências da UFPA e Docência: experiências formativas desde a infância compõe uma pesquisa qualitativa de abordagem narrativa, onde busco sentidos e significados expressos em relatos de oito sujeitos egressos do Clube de Ciências da Universidade Federal do Pará, uma vez que me interessa investigar a partir das memórias de egressos que hoje são professores: Quais experiências de iniciação científica foram importantes para o seu percurso formativo? O que pode ser significativo para uma compreensão do conhecimento científico? Que experiências podem possibilitar a compreensão e a transformação de um modo de ser e de estar na docência? Ou seja, a intenção é refletir sobre quais experiências foram valorizadas pelos sujeitos no que diz respeito ao modo como constroem e modificam o seu ser e fazer docente no presente, por compreender que a pesquisa narrativa em processos formativos de sujeitos ajuda a refletir sobre a contextualização do passado em torno do presente. Assim, com o propósito de envolver as múltiplas relações com respeito à constituição da iniciação científica, utilizo como instrumento de pesquisa a entrevista narrativa, visando fazer circular os relatos narrativos como possibilidade de ampliar saberes e compreensões num movimento em que a narrativa constitui-se em um caminho para o entendimento da experiência, onde a educação se dá em um território formativo que está repleto de experiências e vivências. Esta pesquisa intenciona olhar não somente para o sujeito em si, mas para as relações que o constituem em interação com seus pares, com a própria prática, com o conteúdo do ensino de ciências, com o movimento que se dá do passado para o presente e do presente para o passado, ao resgatar suas memórias. A tese está organizada em 3 eixos de análise: TEMPOS E ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM: um ambiente problematizador e formativo nas memórias de egressos do CCIUFPA; POR ENTRE JIBOIAS, ELETROMAGNETISMO, DISCOS DE NEWTON E PORAQUÊS: o Clube de Ciências e a construção do conhecimento científico e AS EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA CONSTRUÇÃO DIFERENCIADA DOCENTE: ser e fazer no presente. As análises levam-me a ponderar que as experiências são elementos formativos capazes de nos mover em direção a novas buscas, reafirmando-nos como seres históricos e sociais. Nesta toada narrativa, evidencia-se que a educação contextualizada com vistas à cidadania crítica requer a interrelação entre cultura científica e a cultura humanística. Por fim, evidencio que somos constituídos de memória viva, a qual está repleta de marcas, valores e costumes dos grupos dos quais fizemos/fazemos/ faremos parte em múltiplas relações vinculadas à construção de nossa identidade individual e coletiva. Além disso, as narrativas apontam o Clube de Ciências como um território relevante que, por sua história institucional, pode fazer a diferença no percurso formativo de crianças, jovens e futuros professores, no devir de como a nossa vida sofre interferências das instituições pelas quais passamos, em especial, no que trata sobre o que aprendemos e o que ensinamos.Tese Acesso aberto (Open Access) Coletivo de estudos, formação e práticas: itinerários de uma formação em educação para o desenvolvimento sustentável(Universidade Federal do Pará, 2017-06-22) RAPOSO, Elinete Oliveira; FREITAS, Nádia Magalhães da Silva; http://lattes.cnpq.br/2982253212145468; https://orcid.org/0000-0003-0042-8640Inúmeros eventos confirmam que estamos vivendo uma crise socioambiental, o que nos mobiliza a contribuir para o enfrentamento dos desafios que se colocam frente às mudanças em curso. Nesse sentido, proporcionar aos professores uma formação continuada que busque privilegiar a “aprendizagem” de contextos que revelem processos de insustentabilidade, que subjaz ao atual modelo de desenvolvimento, materializado nos desafios socioambientais contemporâneos, colabora no trilhar dos caminhos para a formação de cidadãos mais preparados para a compreensão dos cenários vigentes no campo socioambiental. Assim, a pesquisa ora apresentada, alicerça-se nas possibilidades analíticas de uma experiência formativa (pesquisa com formação) no âmbito da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, aqui compreendida como “Coletivo de estudos, formação e práticas em Educação para o Desenvolvimento Sustentável”. Nesse processo de formação, foram abordados os desafios socioambientais contemporâneos, como uma forma de problematizar questões centrais à crise ambiental. Tais desafios foram representados pelos temas Cidades, Florestas, Mudança Climática, Lixo, Água e Energia. O objetivo foi apreender as contribuições de um processo de uma formação continuada de professores que se fundamenta numa proposta de aprendizagem vivencial e colaborativa na abordagem dos atuais desafios socioambientais, inclusive na intenção de ressignificação da prática docente, no sentido de considerar a abordagem das questões de (in)sustentabilidade. A reflexão é aqui reconhecida e estimulada como base estruturante do desenvolvimento profissional e de criação de novas relações entre o ensinar e o aprender. A investigação refere-se a uma abordagem qualitativa, orientada pela pesquisa-ação-participante. Na análise e na interpretação dos dados, utiliza-se a análise textual discursiva. Nesse processo de formação, destaco a disposição de escuta do outro, a autonomia, a objetivação dos conhecimentos específicos que no confronto com os conhecimentos do coletivo, assumiram perspectiva interdisciplinar na consideração dos objetos de estudo. Por sua vez, reconhece-se que o processo participativo se constituiu aspecto importante que pode reverberar na conformação de uma ambiência escolar favorável. Os professores exerceram papel de protagonista do processo de formação, esquivando-se do estatuto de objeto, construíram conhecimentos e “ensinaram uns aos outros” e “aprenderam uns com os outros”, colaborando para aprendizagens mútuas. Todo o processo de formação foi mediado por problematizações e por contribuições, no sentido de aprofundamento e de reflexões coletivas, trazendo ao coletivo, novas/outras interpretações/compreensões dos objetos de estudo. Configurou-se, um movimento colaborativo, cujo foco representou o compartilhamento de conhecimentos, experiências, práticas e ações.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Cura ou conservação: um dilema socioambiental na formação continuada de professores da educação(Universidade Federal do Pará, 2017-04-10) BARBOSA, Lidiane Amaral; RAPOSO, Elinete Oliveira; http://lattes.cnpq.br/6737474841439654; https://orcid.org/ 0000-0001-8995-0296; FREITAS, Nádia Magalhães da Silva; http://lattes.cnpq.br/2982253212145468; https://orcid.org/0000-0003-0042-8640Alterações climáticas, desertificação, desmatamento, queimadas, extinção de espécies da fauna e da flora, são algumas das questões que marcam a crise ambiental e, deste cenário, emergem alguns questionamentos, tais como a racionalidade do pensamento da atual civilização, o homem como centralidade do universo, os valores de dominação da natureza, o processo incontrolável e insustentável de produção, o reforço à cultura do consumo, a constituição de um mundo economizado. É nesse contexto, que se apresentam os desafios socioambientais contemporâneos, a saber: qualidade socioambiental e a sustentabilidade das cidades, mitigação e enfrentamento da mudança climática, gestão da água e dos resíduos sólidos, gestão das florestas, demanda crescente e alternativas energéticas, entre outros. O significado aqui atribuído ao termo desafio diz respeito às possibilidades de superação dos agravos que importam em insustentabilidade. Este trabalho trata o que hoje representa um dos desafios socioambientais contemporâneos – a floresta. Assim, a pesquisa foi conduzida pela seguinte questão: como professores, em processo de formação continuada, fundamentam sua tomada de decisão frente a um dilema socioambiental envolvendo o tema floresta? A pesquisa apresentou abordagem qualitativa, e se deu no contexto de um processo de formação continuada de professores da educação básica, que tinha como objetivo problematizar os recentes desafios socioambientais. As análises apresentadas referiram-se aos dados secundários produzidos em uma das atividades formativas, precisamente de um estudo de caso (fictício, mas verossímil) intitulado “Cura ou conservação: as questões de saúde humana e o ecossistema”, que envolvia um dilema socioambiental, o qual envolvia a extração de um bioativo antitumoral (paclitaxel – nome comercial taxol), encontrado no Taxus brevifolia, presente curiosamente em terras indígenas da Amazônia, o que implicaria na depleção desta espécie florestal. Os posicionamentos dos professores, em linhas gerais, manifestaram a integração de conhecimentos de duas áreas: ciências naturais e ciências sociais, aproximando-as. E, os professores chamaram atenção, em certa medida, para a necessidade de abolir o fosso existente entre essas duas áreas, constituindo-se movimento de quebra de paradigma e de diálogos entre disciplinas. Os professores consideraram aspectos como identidade, cultura e conhecimentos tradicionais, esquivando-se de posicionamentos que exorcizam a alteridade e a soberania dos conhecimentos científicos, em relação aos demais. As questões socioambientais mostramse de difícil abordagem, dado o seu caráter complexo. Assim, pensar a floresta, notadamente a Amazônica, requer abordagem diferenciada, ao consideramos sua natureza multidiversa e, assim, o fizeram os professores, ao apresentarem seus posicionamentos. Evocaram aspectos para além da sua formação específica, integrando conhecimentos, em uma autêntica atitude interdisciplinar na consideração do dilema socioambiental proposto na formação. As discussões dos professores foram legítimas, seus posicionamentos pertinentes e mostraram-se atuais, ao considerarmos as preocupações que incidem no campo socioambiental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Educação ambiental: macrotendências em atividades educativas no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi(Universidade Federal do Pará, 2022-04-28) BATISTA, Joniele Bentes; PERES, Ariadne da Costa; http://lattes.cnpq.br/5424406285707749; https://orcid.org/0000-0001-9228-3690A Educação Ambiental (EA) surge de um entendimento sobre a construção social histórica do planeta, onde é necessária à mudança de paradigma que implica tanto uma revolução científica quanto política. Este estudo objetiva conhecer e compreender as macrotendências político pedagógicas em EA presentes nas práticas desenvolvidas no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi. Assumimos a pesquisa qualitativa, com Análise de conteúdo. Os procedimentos foram organizados em dois momentos: 1. Visita ao Parque Zoobotânico do MPEG e análise da documentação objeto do estudo; 2. Entrevistas com as coordenadoras responsáveis pelos projetos e atividades da EA. Foram estabelecidas as seguintes categorias para análise: visão sobre meio ambiente, concepções de problemas ambientais, visão política e, prática/abordagem. A partir da análise, percebemos que as macrotendências político-pedagógicas de EA presentes nas práticas pedagógicas no Parque Zoobotânico do MPEG, apareceram concomitante, ou seja de forma mesclada, sem um consenso da intencionalidade ou referencial teórico. No entanto, foi observado certa dominância para as macrotendências conservacionista e pragmática.Tese Acesso aberto (Open Access) Ensino das questões socioambientais amazônicas: mediações do agir comunicativo na visibilização de um mundo da vida colonizado(Universidade Federal do Pará, 2022-02-16) SIQUEIRA, Ivone dos Santos; RAPOSO, Elinete Oliveira; http://lattes.cnpq.br/6737474841439654; https://orcid.org/0000-0001-8995-0296; FREITAS, Nádia Magalhães da Silva; http://lattes.cnpq.br/2982253212145468; https://orcid.org/0000-0003-0042-8640Nessa investigação, à luz da Teoria da Ação Comunicativa de Jürgen Habermas e da Ação Dialógica de Paulo Freire, apresento um entendimento crítico sobre as questões socioambientais, mediado pelo agir comunicativo e dialógico no desenvolvimento de uma pesquisa-formação com os estudantes do Curso de Licenciatura Integrada em Ciências, Matemática e Linguagens, da Universidade Federal do Pará. Este estudo tem embasamento na pesquisa qualitativa, nos pressupostos da pesquisa-formação (JOSSO, 2004). Os áudios, anotações e demais registros gerados durante as aulas compõem as informações coletadas, que foram tratadas à luz da Análise de Conteúdo, nos termos de Bardin (2009). Na tematização didática do desmatamento, da mineração e do agronegócio, utilizo metodologias dialógicas para a leitura e discussões de textos, de modo a apresentar as partes cindidas, na busca de retotalização das partes, para a visualização dos diferentes aspectos relativos à temática. Com essa dinâmica, por meio de interações intersubjetivas entre os participantes, viabilizo a percepção da ação dos imperativos sistêmicos na colonização do mundo da vida amazônico enquanto opositor do equilíbrio ambiental. Na ação pedagógica, as metodologias dialógicas possibilitaram trabalhar a tematização das questões socioambientais em sala de aula de forma interativa, no alcance do entendimento intersubjetivo, na perspectiva da racionalidade comunicativa. A tematização didática mediada pelo agir comunicativo levou os estudantes a um entendimento crítico da realidade amazônica, ao refletirem sobre a relação entre sociedade e natureza. Nesse sentido, a utilização das metodologias dialógicas na tematização didática das questões socioambientais, desencadeou processos de ensino e de aprendizagem na ação pedagógica como agir comunicativo, à medida que possibilitou coordenar as interações intersubjetivas para o entendimento mútuo, na percepção dos agentes sistêmicos que colonizam o mundo da vida amazônico e provocam impactos ambientais, apropriação/violência e desigualdades sociais na sua base material, ocasionando homogeneização dos espaços onde esses agentes se instalam.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ensino e aprendizagem de ciências na perspectiva visuo espacial: experiências com surdos no ensino fundamental(Universidade Federal do Pará, 2018-03-14) SILVA, Jorge Ricardo Coutinho; SALES, Elielson Ribeiro de; http://lattes.cnpq.br/5467537517169068; https://orcid.org/0000-0001-6242-582X; SOUZA, Ruth Daisy Capistrano de; http://lattes.cnpq.br/1938685418183005O objetivo desta pesquisa foi analisar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Ciências com alunos Surdos do 6º e 7º do Ensino Fundamental em uma escola pública, na cidade de Belém-Pará. Com a finalidade de subsidiar as discussões acerca do processo mensurável, instrumental e contextualizado das possibilidades linguísticas e cognitivas do sujeito surdo. Pautando–se pelo ponto de vista de uma perspectiva visuo-espacial, enquanto alternativa dinâmica de conduzir os meios, modos, metodologias e recursos auxiliares da aprendizagem dos conteúdos específicos de ciências. Para a escolha do método, optamos pela abordagem qualitativa e bibliográfica, selecionando criteriosamente os objetos, sujeitos e contextos observáveis no campo de estudo e nas bases estruturais e sistematizadas estão inseridas as formas de ensinar e aprender, a linguagem usada no processo de ensino, os recursos, os modos de avaliação observados nos eixos pedagógicos da escola regular de Educação Básica. A coleta de dados in lócus. Foi realizada por meio de aplicação de questionário digitado em língua portuguêsa e interpretado em língua de sinais para facilitar o entendimento das perguntas aos surdos. O resultado mostrou que a contextualização do ensino de ciências engloba a necessária ação de planejar, de como ensinar conteúdos adaptados às possibilidades de um alunado que apresenta elevado nível de percepção visual, condicionado pela surdez em si instalada, não como uma deficiência que produz limitações na aprendizagem, mas como uma diferença naturalmente observada e mediatizada pelo sentido visuo-espacial. Observa-se também que para se trabalhar com surdos é indispensável que o professor tenha uma certa fluência na língua de sinais, e na falta desta, conte com a presença de um mediador ou intérprete.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Espaços não formais de ensino: perspectivas para a formação inicial de professores(Universidade Federal do Pará, 2018-07-10) RODRIGUES, Márcio Henrique Simião; ALMEIDA, Ana Cristina Pimentel Carneiro de; http://lattes.cnpq.br/1265908866509687; https://orcid.org/0000-0002-9432-2646Este trabalho apresenta considerações sobre a utilização de espaços não formais e o desenvolvimento de atividades voltadas para o ensino de ciências nos anos iniciais do ensino fundamental. O objetivo foi investigar a concepção discente sobre a forma de utilização dos espaços não formais de ensino, e como estes espaços, contribuem para o processo de formação inicial de professores, fazendo uso de diferentes estratégias de ensino. A pesquisa possui uma abordagem qualitativa de cunho participante. Foram utilizadas estratégias lúdicas e as Três Etapas Pedagógicas fundamentadas na proposição de Brito (2004). A fim de investigar as concepções dos sujeitos de pesquisa sobre trabalhar com, no ou o espaço não formal de ensino, foram entregues questionários para que os discentes pudessem relatar suas experiências com o desenvolvimento das atividades. Como culminância das atividades, foi realizada uma Mostra de Artes onde os discentes apresentaram diversas produções relacionadas ao uso de espaços não formais de ensino da Cidade de Belém/PA. As produções apresentadas na Mostra de Artes também foram analisadas e, de acordo com os resultados, apontam para uma avaliação positiva do aprendizado dos sujeitos de pesquisa no que tange a relação entre o ambiente de ensino formal e não formal, a partir de atividades lúdicas e o ensino por meio de temas regionais. Os resultados apontam também, para uma boa compreensão por parte dos sujeitos de pesquisa sobre como trabalhar o espaço não formal e no espaço não formal, porém, apresentam divergências sobre como trabalhar com o espaço não formal de ensino. As considerações apontam que o ensino por meio de temas regionais, bem como, o uso de estrategias lúdicas podem ser grandes aliados para o desenvolvimento de atividades que estejam relacionadas ao uso de espaços não formais de ensino, possibilitando uma tentativa de fuga das práticas tradicionais no âmbito da formação inicial de professores e consequentemente na educação básica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estilos de pensamento sobre biodiversidade em pesquisas de educação ambiental Publicadas no EPEA(Universidade Federal do Pará, 2013-03-21) SILVA, Emlly Hanna Souza da; SILVA, Maria de Fátima Vilhena da; http://lattes.cnpq.br/0996110060293347; https://orcid.org/0000-0002-0800-2444O objetivo desta investigação foi analisar as contribuições epistemológicas de Fleck e da teoria das Representações Sociais no contexto da Educação Patrimonial Ambiental publicadas no EPEA acerca de biodiversidade. A pesquisa foi norteada pela seguinte questão: Que estilos de pensamento sobre biodiversidade circulam nos artigos do Encontro de Pesquisa em Educação Ambiental- EPEA e como se vinculam à Educação Patrimonial Ambiental? O objeto da investigação é a temática biodiversidade; o lócus da pesquisa são 11 artigos aprovados nos seis Encontros de Pesquisa em Educação Ambiental- EPEA realizados nos anos de 2001, 2003, 2005, 2007, 2009 e 2011. A análise dos dados seguem algumas estratégias da análise de Conteúdo proposta por Bardin que envolvem a organização da análise, a codificação, a categorização e a inferência. De acordo com a epistemologia de Fleck os resultados viabilizaram a identificação de onze estilos de pensamento circulados em vinte e oito artigos sobre biodiversidade publicados no EPEA, quais sejam: Patrimonial Ambiental; Utilitarista; Sistêmico; Naturalista/ecológico/biológico; Humanista; Ambiental Critica; Cultural; Conservacionista; Cientifico; Resolutivo; Sustentável. De um coletivo de 28 pesquisadores que apresentaram trabalhos sobre biodiversidade no EPEA a abordagem da Educação Patrimonial Ambiental foi identificada como um dos estilos de pensamento sobre o tema biodiversidade. As formações continuadas dos autores que tiveram seus artigos aprovados no EPEA estão em nível de especialização, mestrado e doutorado. Os resultados da pesquisa indicam que alguns estilos circulam nos coletivos de pensamentos esotérico e exotérico. As representações identificadas destacam-se por ideias tradicionais convencionadas por ecologistas de cunho naturalista, utilitarista e resolutivo de biodiversidade. Nesse sentido, destaco a necessidade de ampliar as discussões das pesquisas sobre biodiversidade para um contexto que envolva questões econômicas sociais e políticas. Já os estilos mais críticos apareceram em menor número e os estilos intermediários, ou seja, não são tradicionais e nem críticos também tiveram poucas ocorrências. Nesse contexto faz-se necessário que os estilos de pensamento sobre biodiversidade dos autores do EPEA rompam com as ideias tradicionais já consagradas e evoluam para estilos mais críticos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Exposição museológica transformações: a Amazônia e o antropoceno: objetos de conhecimento e suas relações com o ensino de ciências(Universidade Federal do Pará, 2021-08-17) FREITAS, Renan Ferreira de; FREITAS, Nádia Magalhães da Silva; http://lattes.cnpq.br/2982253212145468; https://orcid.org/0000-0003-0042-8640Tese Acesso aberto (Open Access) Formação continuada de professores para as relações raciais: produção do conhecimento em livros, artigos qualis, teses e dissertações brasileiras(Universidade Federal do Pará, 2021-02-25) CRUZ, Felipe Alex Santiago; COELHO, Wilma de Nazaré Baía; http://lattes.cnpq.br/1035616337472088; https://orcid.org/0000-0001-8679-809XEste estudo tem como temática a formação continuada de professores, e como objeto de investigação a produção do conhecimento sobre relações raciais em teses e dissertações publicadas no Brasil, entre os anos de 2004 a 2018, relativa às discussões sobre a temática. É complementado pelo levantamento de livros e artigos referentes às mesmas discussões. A pesquisa caracteriza-se como de natureza predominantemente qualitativa, do tipo bibliográfica e exploratória da produção do conhecimento. O objetivo geral incide em analisar a produção do conhecimento sobre a formação continuada de professores para as relações raciais em teses, dissertações, artigos qualis e livros. Em articulação a este, os objetivos específicos consistem em circunstanciar os aspectos teóricos e os principais aportes da temática da formação continuada de professores para as relações raciais, no que tange a literatura especializada e as publicações em livros e artigos qualis levantados no período; identificar a conformação dos trabalhos de teses e dissertações sobre formação continuada de professores para as relações raciais publicados no período citado, a origem regional e institucional desses trabalhos e as categorias advindas dos mesmos, considerando seus objetos em interface com a temática; abstrair a presença da temática nos programas de pós-graduação e as interlocuções realizadas pelos professores sobre a mesma, considerando a trajetória desses agentes no campo de seus projetos e produções científicas. O problema da pesquisa evidencia em que medida as produções acadêmicas sobre formação continuada de professores para as relações raciais, em teses e dissertações, definem o campo das pesquisas da área de Ciências Humanas no Brasil no período de 2004 a 2018. Em decorrência do problema apresentado, algumas questões de investigação emergem a partir da estruturação do estudo: em que aspectos e aportes teóricos se conforma a temática da formação continuada de professores e relações raciais na literatura especializada e nas publicações em livros e artigos qualis levantados? Como se configuram os trabalhos de teses e dissertações, em termos regionais, institucionais e as categorias advindas dos mesmos, considerando seus objetos em interface com a temática? De que modo se constitui a presença da temática nos programas de pós-graduação e as interlocuções assumidas pelos professores sobre a mesma, considerando as trajetórias no campo de suas produções científicas? Dada a problemática, a tese afirma que a conformação dos trabalhos de teses, dissertações, livros e artigos publicados no período de 2004 a 2018 constitui demandas emergentes da produção do conhecimento oriunda dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Humanas, uma vez que os trabalhos orientados pelos professores dos programas, suas áreas de interesses e a produção do conhecimento dos mesmos, não consubstancia, especificamente, uma relação direta, estrutural e ampliada de pesquisas com a temática da formação continuada de professores para as relações raciais, no período, tendo se resumido, portanto, em experiências pontuais, reveladas por objetos de estudos distintos, e estruturadas por meio do habitus de pesquisa internalizados pelos professores orientadores. A leitura do objeto de estudo estrutura-se por meio do aporte teórico-metodológico a partir das formulações sobre campo, habitus e campo científico em Pierre Bourdieu (1983, 2003, 2004, 2007, 2011); representação, em Roger Chartier (1991, 2011), formação inicial e continuada de professores em Bernadete Gatti (2001, 2008, 2009) e Marli André et al (1999, 2002); formação de professores e relações raciais em Petronilha Silva (2003), Nilma Gomes (2005, 2012) e Wilma Coelho (2005, 2018). O aporte metodológico estrutura-se em Bardin (2016) por meio de algumas técnicas da Análise de Conteúdo, no que corresponde a organização e tratamento dos trabalhos levantados sobre a temática. Os resultados apontam para o avanço quantitativo de trabalhos defendidos e publicados sobre a temática no período, em relação a discussões trazidas anteriormente. Esses avanços conferem visibilidade às discussões de pesquisas relativas à formação continuada de professores e relações raciais nos PPG’s. Em que se considere o fato de os professores integrarem o campo da Educação para as relações raciais, conclui-se que a temática do estudo não constitui dimensão continuada e orgânica na trajetória de produção do conhecimento dos professores orientadores de teses e dissertações, a partir da leitura de seus currículos lattes.Tese Acesso aberto (Open Access) Formação de professores no contexto de grupos de pesquisa da área ambiental: saberes ambientais e identidade docente(Universidade Federal do Pará, 2022-10-05) SOUSA, Fernanda Rocha de; FREITAS, Nádia Magalhães da Silva; http://lattes.cnpq.br/2982253212145468; https://orcid.org/0000-0003-0042-8640Este estudo buscou responder a questão “Em que termos os grupos de pesquisa com ênfase em questões ambientais contribuem para a constituição de saberes ambientais, da identidade profissional e da formação de professores no cenário amazônico paraense?” e, para isso, teve como objetivo compreender em que termos os grupos de pesquisa da área ambiental colaboram para a constituição de saberes ambientais, para o delineamento da identidade profissional e da formação de professores, em especial no cenário amazônico paraense. O estudo se inseriu na discussão da crise da pós-modernidade, utilizando os referenciais de Boaventura de Sousa Santos e Leff para compreender a importância dessa discussão para a formação de professores, bem como Ciampa e Dubar na análise das identidades profissionais dos professores. Portanto, tratou-se de uma pesquisa qualitativa que utilizou como técnica de coleta de dados a entrevista semiestruturada e a análise de conteúdo, proposta por Bardin, no tratamento e análise das informações. A pesquisa de campo foi realizada no Grupo de Pesquisa em Meio Ambiente (Grupema), da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e do Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental na Amazônia (Geamaz), que contou como sujeitos três professores vinculados a cada grupo. O texto da tese está organizado em cinco artigos que buscam apresentar as contribuições dos grupos de pesquisa para a discussão proposta. A pesquisa apontou que o Grupema e o Geamaz constituíram-se como uma base importante na formação de professores e na constituição das identidades profissionais dos entrevistados, na medida em que contribuíram para o desenvolvimento profissional dos entrevistados em termos de iniciação científica, iniciação à docência, produção científica, experiência em pesquisa com comunidades tradicionais da Amazônia e para a trajetória pessoal e profissional desses sujeitos, se constituindo também como um elo entre os pesquisadores e os grupos e comunidades externos à universidade. Como potencialidade para pesquisas futuras, é importante expandir o olhar sobre essa discussão no sentido de entender que lugar esses grupos ocupam dentro da universidade e procurar novas formas de analisar a contribuição desses espaços para as diversas áreas da formação de professores.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Formação inicial de licenciandos em biologia e o processo de (auto)formação docente: reflexões sobre experiências vividas e relatadas(Universidade Federal do Pará, 2020-07-20) MIRANDA, Jaíne Fernanda Jaques; CONTENTE, Ariadne da Costa Peres; http://lattes.cnpq.br/5424406285707749; https://orcid.org/0000-0001-9228-3690Esta é uma pesquisa qualitativa na modalidade narrativa, na qual procuro compreender em que termos licenciandos em Biologia desenvolvem processos autoformativos e evidenciam aspectos e princípios que podem subsidiar novas propostas de formação inicial de professores de Biologia/Ciências, no contexto da disciplina (Auto)formação e Prática Docente, ao narrar e refletir sobre suas histórias de formação. A investigação ocorreu no âmbito do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas – Campus Bragança da Universidade Federal do Pará (UFPA) e participaram efetivamente da pesquisa oito licenciandos. Para tal, utilizo como textos de campo os relatos orais obtidos a partir de gravações em áudio dos encontros, as narrativas escritas e as narrativas orais por intermédio dos álbuns biográficos e meu diário de campo. Para a análise dos relatos obtidos, lanço mão da Análise Textual discursiva. A partir do movimento de análise, emergem das narrativas dois eixos analíticos, o primeiro intitulado “Memórias de Escola: marcas de um percurso”, no qual apresento os sentidos e significados que os participantes atribuem à escola, explicitando representações e relações estabelecidas entre o processo de escolarização e a formação pessoal e profissional dos licenciandos. E o segundo, Ensino e Docência: o ser e o fazer docente, em que analiso concepções de ensino interligadas às concepções sobre docência, dentre elas, o objetivo de ensino/educação, visões sobre o professor, prática docente, metodologias e o processo de ensinoaprendizagem. Concluo que, à medida que acontecem os movimentos formativos, onde os próprios licenciandos ao narrarem e refletirem sobre suas experiências, desenvolvem um movimento de caminhar para si, apresentam nuances de uma tomada de consciência não apenas em um contexto social, mas uma tomada de consciência de si sobre/no ensino de Ciências/Biologia, uma vez que processos autoformativos são desencadeados a partir do momento que os licenciandos passam a refletir sobre suas próprias experiências e aprendem com elas, tornando-se sujeitos de seu próprio processo formativo.
