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Navegando por Linha de Pesquisa "Processos Comportamentais Complexos"

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  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A dança como recurso terapêutico complementar em saúde mental na doença de Parkinson
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-24) MACHADO, Inara Priscylla Rodrigues; KREJCOVA, Lane Viana; http://lattes.cnpq.br/2604693973864638; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; ROCHA, Fernando Allan de Farias; LOBATO, Bruno Lopes dos Santos; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; http://lattes.cnpq.br/2374170261870295; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; https://orcid.org/0000-0001-9321-5710
    A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa com sintomas motores e não motores de elevada relevância clínica, sendo a depressão e a apatia as alterações neuropsiquiátricas de maior prevalência. Ambas apresentam grande impacto sobre a qualidade de vida, afetam negativamente o prognóstico e são fatores de risco para o desenvolvimento de quadro demencial associado a DP. A dança é uma atividade atrativa que ativa funções motoras, sensoriais, cognitivas e emocionais, com elevado potencial de estímulo da neuroplasticidade, excelente aderência entre idosos e resultados animadores enquanto terapia adjuvante na DP. O presente estudo buscou investigar a influência da prática da dança sobre os sintomas depressivos e apáticos na DP e a percepção dos participantes sobre tal influência. 18 pessoas com DP foram submetidas a protocolos de avaliação para depressão e apatia antes e após intervenção complementar em dança pelo método Baila Parkinson (6 meses, 2 sessões/semana). Utilizamos a Escala de Depressão Geriátrica (GDS15), Escala de Avaliação de Depressão de Montgomery e Asberg (MADRS), Escala de Apatia (AS) e Questionário Complementar para verificação dos resultados. Observamos diferença significativa nos resultados da AS (p=0,022) após a intervenção, e uma redução percentual no número de casos acima do ponto de corte na GDS-15. Os questionários complementares revelaram uma percepção dos sujeitos consonante com os resultados observados nas escalas. A dança pode ser utilizada como intervenção complementar na DP, com efeitos sobre os sintomas neuropsiquiátricos e estado mental da pessoa acometida. Estudos complementares são necessários para investigar os efeitos a longo prazo bem como os mecanismos da dança como terapia para atenuação de sintomas não motores em pessoas com DP.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A relação entre os parâmetros do potencial evocado P300 e o comprometimento cognitivo na epilepsia: Uma revisão sistemática e meta-análise
    (Universidade Federal do Pará, 2026-03-26) LEITE, Iris do Carmo; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; GALVÃO, Olavo de Faria; DUTRA, Natália Bezerra; CARVALHO, José Inácio Lemos Monteiro; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/3961040729425497; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795
    Resumo: A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico frequentemente associado a alterações cognitivas que afetam domínios como atenção, memória e velocidade de processamento da informação, impactando significativamente a qualidade de vida dos indivíduos. Nesse contexto, o potencial evocado P300, obtido por meio do eletroencefalograma, tem sido amplamente utilizado como medida eletrofisiológica objetiva para investigar desempenho cognitivo em indivíduos com epilepsia. Objetivos: Analisar a relação entre os parâmetros do potencial evocado P300 e o comprometimento cognitivo em indivíduos com epilepsia, por meio de uma revisão sistemática da literatura. Metodologia: Realizou-se revisão sistemática conduzida conforme as diretrizes PRISMA, com busca nas bases PubMed e LILACS entre janeiro de 2020 e junho de 2025. A seleção dos estudos foi conduzida por dois revisores independentes. Foram incluídos estudos observacionais e ensaios clínicos que avaliaram parâmetros do P300 associados ao desempenho cognitivo em indivíduos com epilepsia. A qualidade metodológica foi avaliada pela escala Newcastle–Ottawa (NOS). Quando disponíveis dados quantitativos comparáveis, realizou-se meta-análise da latência do P300, utilizando diferenças médias padronizadas (SMD) sob modelo de efeitos aleatórios com estimador Restricted Maximum Likelihood (REML). Devido à heterogeneidade dos instrumentos cognitivos e da forma de reporte estatístico, as associações entre parâmetros do P300 e domínios cognitivos foram adicionalmente sintetizadas por meio de síntese integrativa estruturada dos achados. Resultados: Dez estudos foram incluídos na síntese qualitativa. Os escores da NOS variaram entre 5 e 9 estrelas, com limitação recorrente no domínio de comparabilidade. Quatro estudos forneceram dados suficientes para a meta-análise da latência do P300. A estimativa combinada sob modelo de efeitos aleatórios demonstrou prolongamento estatisticamente significativo da latência em indivíduos com epilepsia em comparação a controles (SMD = 1,29; IC 95%: 1,03–1,54; p < 0,001), sem evidência de heterogeneidade estatística (I² = 0%; τ² = 0,00; Q(3) = 2,01; p = 0,57). Testes de viés de publicação não indicaram assimetria significativa (Begg p = 0,333; Egger p = 0,303), embora o número reduzido de estudos limite o poder estatístico. Na síntese integrativa dos achados, o prolongamento da latência foi mais frequentemente associado a pior desempenho em cognição global, atenção, velocidade de processamento e funções executivas. A redução da amplitude esteve associada a prejuízos em atenção, funções executivas e memória de trabalho. Subgrupos com maior gravidade clínica, incluindo epilepsia farmacorresistente e politerapia, apresentaram alterações combinadas de latência prolongada e amplitude reduzida acompanhadas de pior desempenho cognitivo. Conclusão: As evidências indicam que o P300 é um marcador eletrofisiológico sensível do comprometimento cognitivo na epilepsia, refletindo características clínicas da doença e os efeitos do tratamento, com potencial aplicação complementar à avaliação neuropsicológica.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Adesão ao tratamento em pacientes portadores de Diabetes Tipo 2: uso de diferentes regras de contagem de carboidrato
    (Universidade Federal do Pará, 2019-09-23) QUEIROZ, Joelma Coutinho Pinheiro; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; GALVÃO, Olavo de Faria; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; CORRÊA, Hellen Vivianni Veloso; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; http://lattes.cnpq.br/1492707116121325; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833
    Pacientes portadores de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como a diabetes, apresentam dificuldades em relação ao tratamento por este ser contínuo, e não haver cura, apenas controle e prevenção. Para a adesão ao tratamento considera-se que o comportamento de seguir regras pode dar sustentabilidade ao paciente. As regras podem atuar como forma de aprender novos comportamentos durante a ontogênese (história de vida) do indivíduo, sendo que o tratamento nutricional, em forma de tabelas de contagem de nutrientes, são tipos de regras. Para isso, procurou-se investigar a adesão ao tratamento nutricional de diabéticos pelo uso de duas formas de tabelas de contagens de nutrientes. Foram utilizados duas tabelas de contagem de carboidratos adaptadas à região Norte, uma que contava apenas os carboidratos em gramas, e outra contava a quantidade de carboidratos, gordura e sódio. Participaram da pesquisa 8 indivíduos divididos entre o Grupo 1 ( iniciava a pesquisa contabdo apenas carboidrato), 2 homens e 2 mulheres, e o Grupo 2 que iniciava a pesquisa contando carboidratos, gordura e sódio), 1 homem e 3 mulheres. Eles tinham que planejar suas refeições ao longo do dia, registrar em diários alimentares e fazer as contagens dos nutrientes sob o controle de uma meta prescrita pela pesquisadora. Os resultados mostraram que todos os participantes emitiram apenas a respostas de registrar e somar as quantidades, porém não fizeram o planejamento de suas refeições, evidenciado por suas escolhas alimentares registradas. Esse comportamento possivelmente ficou sob controle da consequencia aversiva que era a substituição de seus alimentos mais apreciados por outros de melhor valor nutricional. Observou-se que 6 dos 8 participantes tiveram preferência de uso pela tabela que contava somente carboidratos, ou seja, a que possuía respostas de contagem mais simples, independente da ordem a que foram apresentados às tabelas, mostrando que o não seguimento de regras para a emissão da cadeia completa de respostas ficou sob controle da variável de custo de respsosta. Concluímos que o seguimento de regras depende do custo de resposta e de suas consequências imeditas.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Além da criança: saúde mental, estado nutricional e comportamento alimentar de cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista na Amazônia brasileira
    (Universidade Federal do Pará, 2026-03-23) MIRANDA, Livia Martins de; DUTRA, Natália Bezerra; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; FARIAS, Letícia Miquilini de Arruda; CARVALHAL, Manuela Maria de Lima; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/1667910071509974; http://lattes.cnpq.br/0708921042608519; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0002-3975-4091; https://orcid.org/0000-0003-1397-0471; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560
    Introdução: Cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) estão expostos a demandas intensificadas de cuidado, o que pode impactar negativamente sua saúde emocional, comportamentos de autocuidado e estado nutricional. Embora existam evidências sobre a sobrecarga psicológica nesses cuidadores, a interação entre sintomas emocionais, comportamento alimentar e estado nutricional ainda é pouco explorada, especialmente em contextos nos quais essas dimensões coexistem no cotidiano do indivíduo. Objetivo: Analisar sintomas emocionais, comportamento alimentar e estado nutricional de cuidadores de crianças com TEA na região amazônica brasileira, em comparação com cuidadores de crianças neurotípicas. Método: Estudo transversal realizado com 120 cuidadores, sendo 80 cuidadores de crianças com TEA e 40 cuidadores no grupo controle, recrutados em centros de referência e na comunidade. A coleta de dados incluiu questionário sociodemográfico, a escala Depression, Anxiety and Stress Scale (DASS-21), o Three-Factor Eating Questionnaire (TFEQ-21) e avaliação do Índice de Massa Corporal (IMC). Adicionalmente, foram realizadas análises de regressão logística binária para examinar associações entre sintomas emocionais, dimensões do comportamento alimentar e pertencimento aos grupos (cuidadores de crianças com TEA vs. grupo controle). Resultados: A maioria dos cuidadores era do sexo feminino (93,8%), com média de idade de 38 ± 7,1 anos, baixa renda familiar e IMC médio de 28,0 ± 5,2 kg/m², indicando excesso de peso; apenas 21,25% relataram realizar psicoterapia. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos quanto aos sintomas emocionais ou ao comportamento alimentar. Entre os cuidadores de crianças com TEA, cuidar de uma criança classificada como nível de suporte 2 esteve associado a sintomas moderados a graves de estresse (p = 0,011), e a obesidade esteve associada a maior gravidade de sintomas depressivos (p = 0,022). Além disso, os escores de estresse (p = 0,032) e o IMC dos cuidadores (p = 0,035) foram preditores significativos de alimentação emocional. Na regressão logística, sintomas depressivos estiveram associados a maiores chances de pertencimento ao grupo de cuidadores de crianças com TEA. Conclusão: Cuidadores de crianças com TEA apresentaram importantes vulnerabilidades emocionais e nutricionais, evidenciadas pela associação entre estresse, IMC e alimentação emocional, além da relação entre obesidade e maior gravidade de sintomas depressivos. Esses achados reforçam a necessidade de intervenções integradas, com suporte psicológico e acompanhamento nutricional, voltadas ao bem-estar do cuidador e ao fortalecimento do cuidado integral no contexto do TEA.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise da expressão de citocinas inflamatórias em hipocampo de pacientes com epilepsia mesial do lobo temporal: sugestões para a aplicabilidade de testes de memória pós-cirurgia
    (Universidade Federal do Pará, 2019-08-02) SOUZA, Laize Souto Farage de; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; FRANCO, Edna Cristina Santos; ROCHA, Fernando Allan de Farias; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/5939607544965550; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0003-2909-949X; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050
    A neuroinflamação é um evento secundário importante da fisiopatologia dos distúrbios neurais agudos e crônicos. Ele compreende componentes humorais e celulares dos sistemas imunes inato e adaptativo. A ativação microglial é um evento crucial nos distúrbios neuronais crônicos, com consequências deletérias e/ou benéficas. Na epilepsia, uma reação microglial intensa e de longa duração tem sido descrita usando modelos experimentais de status epilepticus, o que indica um importante papel da microgliose no dano neuronal. No entanto, os padrões de ativação microglial não foram sistematicamente investigados no cérebro de pacientes humanos com diferentes graus de esclerose hipocampal devido à epilepsia do lobo temporal (ELT). Neste estudo, explorou-se o padrão de reação microglial no hipocampo de pacientes com ELT com diferentes histórias clínicas e submetidos a hipocampectomia unilateral para tratamento de ELT refratária. Amostras de hipocampo foram obtidas através da ressecção desse hipocampo. Foram utilizados o tecido de um paciente que apresentou a primeira convulsão na infância, a qual se tornou contínua (P4) e de um paciente com latência de décadas após a primeira convulsão (P5). As amostras de tecido removidas durante a cirurgia foram coletadas em solução salina estéril e logo após foram colocadas em paraformaldeído a 4% por 24 horas. Após esse período, as amostras de tecido dos pacientes P4 e P5 foram crioprotegidas em diferentes gradientes de solução de glicerol e sacarose por duas semanas e cortadas usando um criostato a 40 µm de espessura. As secções foram submetidas à imunohistoquímica para imunomarcação de microglia (anti-Iba1) e citocina antiinflamatória (TGF-β). Ativação microglial generalizada com diferentes graus de microgliose estava presente no hipocampo dos pacientes P4 e P5. No entanto, a reação microglial foi mais intensa em P4, caracterizada por um número considerável de microglia degenerativa e distrófica e células bastonetes. As células positivas para TGF-β estavam conspicuamente presentes no hipocampo de ambos os pacientes em cavidades parecidas com clusters e distribuídas de forma esparsa sobre o parênquima do hipocampo. A história clínica de cada paciente, com mais ou menos convulsões ao longo do tempo, parece induzir padrões diferenciais de resposta microglial durante ELT. No presente estudo, o paciente com crises contínuas durante muitos anos, sem latência, apresentou intensa ativação microglial, distrofia e degeneração que se assemelham aos achados patológicos presentes na DA. Reações antiinflamatórias por células não microgliais também estavam presentes, como sugerido pela presença generalizada de células positivas para TGF-β sobre o parênquima do hipocampo.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise de algumas variáveis envolvidas no comportamento alimentar
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-22) RODRIGUES, Carla Juliane Martins; OLIVEIRA SALGUEIRO, Marcia Maria Hernandes de Abreu de; http://lattes.cnpq.br/7744715686879616; https://orcid.org/0000-0001-6349-7219; ALBUQUERQUE, Luiz Carlos de; http://lattes.cnpq.br/5261537967195189; GALVÃO, Olavo de Faria; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833
    Foram analisados relatos de comportamento alimentar ortoréxico e transtornado e inflexibilidade comportamental em participantes vegetarianos e não vegetarianos de diferentes religiões. Os participantes responderam o formulário de caracterização, o questionário sobre comportamentos ortoréxicos – ORTO-15, a Escala de Atitudes Alimentares Transtornadas – EAAT, juntamente com o questionário sobre avaliação do comportamento inflexível, a Escala de Rigidez. Dos 205 participantes, 85,6% apresentaram relatos indicativos de comportamentos ortoréxicos, com prevalência do sexo masculino, 16% apresentaram relatos de atitudes alimentares transtornadas, com prevalência do sexo feminino e vegetarianos tenderam a apresentar escores mais altos que onívoros, houve uma correlação entre comportamento inflexível e atitudes alimentares transtornadas. Adventistas eram mais inclinados a serem vegetarianos que onívoros, participantes sem religião apresentaram menor chance para comportamentos ortoréxicos, atitudes alimentares transtornadas e inflexibilidade comportamental quando comparados com adventistas e católicos. Sugere-se novos estudos que investiguem o comportamento alimentar e suas variáveis de controle para o entendimento ampliado do fenômeno e possíveis intervenções.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise de respostas autocontroladas e impulsivas em participantes flexíveis e inflexíveis
    (Universidade Federal do Pará, 2021-12-20) CUNHA, Letícia Silva Madonado; OLIVEIRA, Caio Maximino de; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/7758963790962240; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; GALVÃO, Olavo de Faria; VASCONCELOS NETO, Aécio de Borba; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/1327787867439433; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833
    Considerando: a) a sugestão de que o comportamento autocontrolado de humanos ocorre sob controle de consequências futuras relatadas em regras e que o comportamento impulsivo ocorre sob controle de consequências imediatas; b) os resultados experimentais indicando que indivíduos classificados como flexíveis, sob algumas condições, tendem a não seguir regras discrepantes e que indivíduos classificados como inflexíveis, sob algumas condições, tendem a seguir regras discrepantes e, c) que essa variabilidade comportamental tem sido atribuída a diferentes histórias pré-experimentais; perguntou-se se a variabilidade comportamental observada em alguns estudos que investigaram o comportamento autocontrolado também pode ser atribuída a diferenças nas histórias pré-experimentais dos participantes. O Experimento 1 investigou se participantes classificados como flexíveis e inflexíveis, de acordo com a Escala de Rigidez de Rehfisch (1958), emitiriam mais respostas impulsivas ou mais respostas autocontroladas, quando estes eram expostos a um delineamento experimental similar ao utilizado por Flora et al. (1992). Adicionalmente, verificou se ocorreria correspondência entre a classificação como flexível ou inflexível, o desempenho experimental impulsivo ou autocontrolado e o resultado da aplicação da Escala de Impulsividade de Barratt - BIS11. Participaram 12 universitários, seis classificados como flexíveis e seis como inflexíveis. Desses, oito apresentaram responder impulsivo, um apresentou responder autocontrolado e três emitiram responder considerado neutro. Todos os participantes apresentaram classificação intermediária na Escala de Impulsividade. O Experimento 2 teve o mesmo objetivo do Experimento 1, utilizando um delineamento experimental modificado, no qual foi requerido que os participantes descrevessem a tarefa experimental, aumentado o número de tentativas de demonstração das relações de dependência entre respostas e consequências, inserido frases indicando os ganhos obtidos e reduzido o número total de tentativas do experimento. Participaram oito universitários, quatro flexíveis e quatro inflexíveis. Desses, um apresentou responder impulsivo, seis emitiram responder autocontrolado e um emitiu responder considerado neutro. No debriefing, todos os participantes entenderam o objetivo da tarefa, mas dois participantes do Grupo flexível não descreveram corretamente as contingências. Todos os participantes apresentaram classificação intermediária na Escala de Impulsividade. Nos dois experimentos não foi observada associação entre flexibilidade e inflexibilidade, impulsividade e autocontrole. Embora estaticamente não significativa, foi observado uma tendência do Grupo inflexível em emitir respostas mais autocontroladas em relação ao Grupo flexível. Também foi verificado que as variáveis manipuladas no Experimento 2 favoreceram o responder autocontrolado na tarefa.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise por ressonância magnética funcional das áreas corticais e subcorticais da função de deglutição
    (Universidade Federal do Pará, 2023-09-19) LEÃO, Rômulo Evandro Brito de; SILVA ARAÚJO, Francisca Canindé Rosário da; http://lattes.cnpq.br/4617494416829591; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; TEIXEIRA, Cláudio Eduardo Corrêa; SOUZA, Givago da Silva; GOMES, Bruno Duarte; http://lattes.cnpq.br/7448998858430931; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; http://lattes.cnpq.br/4932238030330851; https://orcid.org/0000-0003-4889-9265; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971
    Embora o ato de deglutir possa ser considerado uma ação voluntária de transferência do alimento da cavidade oral para o estômago, essa função do corpo humano pode ser iniciada muito antes da apresentação do alimento e requer extensa atividade do cérebro que permite que o processo de deglutição ocorra de maneira coordenada, segura, eficaz, prazerosa e possibilita o indivíduo se comportar em nível social garantindo interação com o meio e manutenção do próprio corpo. Entretanto, os mecanismos neurológicos da deglutição ainda não são totalmente claros e requerem investigação para melhor definição de seu padrão de normalidade e entendimento de suas alterações mediante distúrbios que possam acometer o Sistema Nervoso Central (SNC). Então, este trabalho tem por objetivo analisar as áreas corticais e subcorticais ativadas durante a função de deglutição. Trata-se de um estudo quanti-qualitativo, de caráter observacional, transversal e descritivo, com amostra por conveniência (não-probabilística) do tipo contínua. Fizeram parte deste estudo o total de 9 homens hígidos, com mínimo de 3 horas de jejum, submetidos a Ressonância Magnética Funcional (RMF) de 1 Tesla com sequencias axiais de T2 Flair, 3D Bravo e sequências ecoplanares BOLD para avaliação funcional de deglutição. Cada participante era solicitado a realizar múltiplas deglutições de saliva com um estímulo gustativa na boca (bala de menta) durante o tempo de 1 minuto com intervalo de 1 minuto (relação 1:1). Durante análise dos exames foram identificadas o total de 13 áreas cerebrais ativadas durante a deglutição, sendo o Tálamo, Cerebelo, Córtex Motor Primário, Córtex Somato Sensorial, Córtex Cingulado Anterior, Córtex Occipito Parietal Inferior, Córtex Frontal Inferior, Córtex Temporal Superior, Córtex Frontal Medial, Córtex Parietal Superior, Núcleo Ambíguo, Núcleo Salivar Inferior e Córtex Insular. A área do Córtex Motor Primário, onde é caracterizado o Homúnculo Motor, foi a única área comum em ativação entre todos os voluntários da pesquisa (100%), seguido do Córtex Frontal Medial esquerdo (77,78%), Córtex Occipito Parietal Inferior esquerdo (77,78%) e Cerebelo do lado esquerdo (77,78%). Já a menor frequência de áreas que não foram ativadas na amostra desta pesquisa foram o Córtex Frontal Medial (11,11%) e Córtex Frontal Inferior (11,11%). Embora seja observado áreas comuns de ativação no cérebro na amostra deste estudo, não é possível dizer que o sistema nervoso central se comporta da mesma maneira para a mesma tarefa de deglutir. Assim, a natureza distribuída dessa rede neurológica da deglutição ajuda a explicar por que tantas condições neurológicas repercutem em disfagia, sendo, então, esses achados de grande relevância clínica, pois ao entender as áreas corticais para determinada função é possível compreender melhor como a natureza de distribuição da rede neurológica da deglutição os efeitos sinaptogênicos que pacientes com lesões neurológicas desenvolvem no processo de reabilitação de deglutição quando essa dificuldade se encontra prejudicada. A deglutição envolve uma rede de distribuição de áreas neural muito ampla, ainda pouco compreendia e possível de ser maior do que se supõe.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise Quantitativa de Neurônio e Interleucina -1 beta em ratos que submetido a Status Epilepticus pelo Modelo de Pilocarpina
    (Universidade Federal do Pará, 2024-10-25) ARAUJO BRASIL, Rebeca de Melo; FRANCO, Edna Cristina Santos; http://lattes.cnpq.br/5939607544965550; https://orcid.org/0000-0003-2909-949X; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; ROCHA, Fernando Allan de Farias; SILVA, Maria Luisa da; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; http://lattes.cnpq.br/2101884291102108; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; https://orcid.org/0000-0002-8949-5622
    A epilepsia é a predisposição de desenvolver crises epilépticas espontâneas e recorrentes. Ela é uma doença do sistema nervoso mais comuns na população mundial e cerca d 30% dos pacientes apresentam Epilepsia Refratária, por isso existe grande interesse em desenvolver novas formas de tratamento e estudar a fisiopatologia da doença em modelos animais. Uma das principais epilepsias refratárias é a Epilepsia do Lobo Temporal (ELT), que costuma apresentar lesão na região do hipocampo denominada de Esclerose Hipocampal (EH), por isso o hipocampo é um dos focos epilépticos mais estudados. Tradicionalmente um aumento da expressão de IL - 1 beta e da ativação microglical são característicos de processo inflamatório no sistema nervoso. A resposta inflamatória é uma forma de defesa contra agressões no local, mas quanto exagerada pode aumentar o dano no tecido, inclusive na epilepsia. Neste trabalho para identificar e quantificar a tendência de perda neural e processo inflamatório no hipocampo, após Status epilepticus induzido por pilocarpina foram usados 11 animais sobreviventesdivididos em 3 grupos: Grupo controle (n=5), apenas solução salina sem ser induzido á crises epilépticas, com tempo de sobrevida de 7 dias; Grupo pilocarpina 7 dias (n=3), animais com sobrevida de até 7 dia após a indução das crises. EM seguida, foi feita a extração dos encéfalos e testes imunohistoquimico com anticorpo anti-NeuN e anti-IL-1beta, para contagem no padrão de marcaão. Todos os esforços foram aplicados para evitar o estresse excessivos dos animais durante os procedimentos. A morfologia do hipocampo e a marcação das células com o anticorpo Anti-NeuN foi observada nos três grupos, o grupo controle apresentou mais células do que os demais, já a marcação Anti-IL-1beta foi mais fraca nos grupos controle e reduzida no grupo pilocarpina 7 dias, e com maior intensidade e expressão no grupo pilocarpina 1 dia, os grupos foram comparados com o teste estatístico Kruskal-Walls e não apresentaram diferenças significativas, porém um padrão de acordo com o previsto em um estudo anterior do nosso grupo que pode ser investigado com outras amostragens sobre o desenvolvimento do processo inflamatório e sua migrção para as diferentes áreas hipocampais e reafirmamos a relevância da prevenção e tratamento precoce das crises.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Associação entre comportamentos sugestivos de adição alimentar, fatores clínicos-nutricionais, saúde mental, sono e atividade física em candidatos à cirurgia bariátrica
    (Universidade Federal do Pará, 2026-03-23) REIS, Carliane Cardoso dos; CONÇEIÇÃO, Eva Martins da; https://orcid.org/0000-0002-1982-5796; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; CARVALHAL, Manuela Maria de Lima; LOURENÇO-COSTA, Vanessa Vieira; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; http://lattes.cnpq.br/0708921042608519; http://lattes.cnpq.br/0235984184315218; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; https://orcid.org/0000-0003-1397-0471
    A adição alimentar (AA) tem sido associada à obesidade e a desfechos desfavoráveis no contexto da cirurgia bariátrica (CB), especialmente quando presente no período pré-operatório. Fatores emocionais, qualidade do sono e prática de atividade física (AF) podem influenciar esse comportamento, porém ainda são pouco investigados de forma integrada. Objetivo: Verificar a relação entre AA, sintomas de ansiedade, depressão, estresse, qualidade do sono, prática de AF e fatores clínicos-nutricionais em indivíduos em pré-operatório de CB. Método: Trata-se de um estudo transversal correlacional, realizado com 125 candidatos à CB atendidos em um hospital de referência no estado do Pará. Foram aplicadas a Escala de Adição por Alimentos de Yale 2.0 Modificada (mYFAS 2.0), a Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21), o Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI), além de questionários sociodemográficos, clínicos, antropométricos e de atividade física. Resultados: A prevalência de AA foi de 34,4%, sendo que a presença e a maior gravidade da AA estiveram associadas a níveis mais elevados de depressão (p < 0,001), ansiedade (p= 0,002) e estresse (p= 0,001). A prática regular de AF mostrou associação negativa com a AA grave (p= 0,046). Observou-se elevada prevalência de má qualidade do sono e distúrbios do sono, associados a piores indicadores emocionais, embora sem associação direta com a AA. Conclusão: a AA é frequente no pré-operatório da CB e se relaciona principalmente a fatores emocionais e AF, reforçando a importância de uma abordagem multiprofissional precoce.
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