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Navegando por Linha de Pesquisa "Processos Comportamentais Complexos"

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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A relação entre os parâmetros do potencial evocado P300 e o comprometimento cognitivo na epilepsia: Uma revisão sistemática e meta-análise
    (Universidade Federal do Pará, 2026-03-26) LEITE, Iris do Carmo; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; GALVÃO, Olavo de Faria; DUTRA, Natália Bezerra; CARVALHO, José Inácio Lemos Monteiro; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/3961040729425497; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795
    Resumo: A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico frequentemente associado a alterações cognitivas que afetam domínios como atenção, memória e velocidade de processamento da informação, impactando significativamente a qualidade de vida dos indivíduos. Nesse contexto, o potencial evocado P300, obtido por meio do eletroencefalograma, tem sido amplamente utilizado como medida eletrofisiológica objetiva para investigar desempenho cognitivo em indivíduos com epilepsia. Objetivos: Analisar a relação entre os parâmetros do potencial evocado P300 e o comprometimento cognitivo em indivíduos com epilepsia, por meio de uma revisão sistemática da literatura. Metodologia: Realizou-se revisão sistemática conduzida conforme as diretrizes PRISMA, com busca nas bases PubMed e LILACS entre janeiro de 2020 e junho de 2025. A seleção dos estudos foi conduzida por dois revisores independentes. Foram incluídos estudos observacionais e ensaios clínicos que avaliaram parâmetros do P300 associados ao desempenho cognitivo em indivíduos com epilepsia. A qualidade metodológica foi avaliada pela escala Newcastle–Ottawa (NOS). Quando disponíveis dados quantitativos comparáveis, realizou-se meta-análise da latência do P300, utilizando diferenças médias padronizadas (SMD) sob modelo de efeitos aleatórios com estimador Restricted Maximum Likelihood (REML). Devido à heterogeneidade dos instrumentos cognitivos e da forma de reporte estatístico, as associações entre parâmetros do P300 e domínios cognitivos foram adicionalmente sintetizadas por meio de síntese integrativa estruturada dos achados. Resultados: Dez estudos foram incluídos na síntese qualitativa. Os escores da NOS variaram entre 5 e 9 estrelas, com limitação recorrente no domínio de comparabilidade. Quatro estudos forneceram dados suficientes para a meta-análise da latência do P300. A estimativa combinada sob modelo de efeitos aleatórios demonstrou prolongamento estatisticamente significativo da latência em indivíduos com epilepsia em comparação a controles (SMD = 1,29; IC 95%: 1,03–1,54; p < 0,001), sem evidência de heterogeneidade estatística (I² = 0%; τ² = 0,00; Q(3) = 2,01; p = 0,57). Testes de viés de publicação não indicaram assimetria significativa (Begg p = 0,333; Egger p = 0,303), embora o número reduzido de estudos limite o poder estatístico. Na síntese integrativa dos achados, o prolongamento da latência foi mais frequentemente associado a pior desempenho em cognição global, atenção, velocidade de processamento e funções executivas. A redução da amplitude esteve associada a prejuízos em atenção, funções executivas e memória de trabalho. Subgrupos com maior gravidade clínica, incluindo epilepsia farmacorresistente e politerapia, apresentaram alterações combinadas de latência prolongada e amplitude reduzida acompanhadas de pior desempenho cognitivo. Conclusão: As evidências indicam que o P300 é um marcador eletrofisiológico sensível do comprometimento cognitivo na epilepsia, refletindo características clínicas da doença e os efeitos do tratamento, com potencial aplicação complementar à avaliação neuropsicológica.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Além da criança: saúde mental, estado nutricional e comportamento alimentar de cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista na Amazônia brasileira
    (Universidade Federal do Pará, 2026-03-23) MIRANDA, Livia Martins de; DUTRA, Natália Bezerra; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; FARIAS, Letícia Miquilini de Arruda; CARVALHAL, Manuela Maria de Lima; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/1667910071509974; http://lattes.cnpq.br/0708921042608519; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0002-3975-4091; https://orcid.org/0000-0003-1397-0471; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560
    Introdução: Cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) estão expostos a demandas intensificadas de cuidado, o que pode impactar negativamente sua saúde emocional, comportamentos de autocuidado e estado nutricional. Embora existam evidências sobre a sobrecarga psicológica nesses cuidadores, a interação entre sintomas emocionais, comportamento alimentar e estado nutricional ainda é pouco explorada, especialmente em contextos nos quais essas dimensões coexistem no cotidiano do indivíduo. Objetivo: Analisar sintomas emocionais, comportamento alimentar e estado nutricional de cuidadores de crianças com TEA na região amazônica brasileira, em comparação com cuidadores de crianças neurotípicas. Método: Estudo transversal realizado com 120 cuidadores, sendo 80 cuidadores de crianças com TEA e 40 cuidadores no grupo controle, recrutados em centros de referência e na comunidade. A coleta de dados incluiu questionário sociodemográfico, a escala Depression, Anxiety and Stress Scale (DASS-21), o Three-Factor Eating Questionnaire (TFEQ-21) e avaliação do Índice de Massa Corporal (IMC). Adicionalmente, foram realizadas análises de regressão logística binária para examinar associações entre sintomas emocionais, dimensões do comportamento alimentar e pertencimento aos grupos (cuidadores de crianças com TEA vs. grupo controle). Resultados: A maioria dos cuidadores era do sexo feminino (93,8%), com média de idade de 38 ± 7,1 anos, baixa renda familiar e IMC médio de 28,0 ± 5,2 kg/m², indicando excesso de peso; apenas 21,25% relataram realizar psicoterapia. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos quanto aos sintomas emocionais ou ao comportamento alimentar. Entre os cuidadores de crianças com TEA, cuidar de uma criança classificada como nível de suporte 2 esteve associado a sintomas moderados a graves de estresse (p = 0,011), e a obesidade esteve associada a maior gravidade de sintomas depressivos (p = 0,022). Além disso, os escores de estresse (p = 0,032) e o IMC dos cuidadores (p = 0,035) foram preditores significativos de alimentação emocional. Na regressão logística, sintomas depressivos estiveram associados a maiores chances de pertencimento ao grupo de cuidadores de crianças com TEA. Conclusão: Cuidadores de crianças com TEA apresentaram importantes vulnerabilidades emocionais e nutricionais, evidenciadas pela associação entre estresse, IMC e alimentação emocional, além da relação entre obesidade e maior gravidade de sintomas depressivos. Esses achados reforçam a necessidade de intervenções integradas, com suporte psicológico e acompanhamento nutricional, voltadas ao bem-estar do cuidador e ao fortalecimento do cuidado integral no contexto do TEA.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Associação entre comportamentos sugestivos de adição alimentar, fatores clínicos-nutricionais, saúde mental, sono e atividade física em candidatos à cirurgia bariátrica
    (Universidade Federal do Pará, 2026-03-23) REIS, Carliane Cardoso dos; CONÇEIÇÃO, Eva Martins da; https://orcid.org/0000-0002-1982-5796; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; CARVALHAL, Manuela Maria de Lima; LOURENÇO-COSTA, Vanessa Vieira; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; http://lattes.cnpq.br/0708921042608519; http://lattes.cnpq.br/0235984184315218; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; https://orcid.org/0000-0003-1397-0471
    A adição alimentar (AA) tem sido associada à obesidade e a desfechos desfavoráveis no contexto da cirurgia bariátrica (CB), especialmente quando presente no período pré-operatório. Fatores emocionais, qualidade do sono e prática de atividade física (AF) podem influenciar esse comportamento, porém ainda são pouco investigados de forma integrada. Objetivo: Verificar a relação entre AA, sintomas de ansiedade, depressão, estresse, qualidade do sono, prática de AF e fatores clínicos-nutricionais em indivíduos em pré-operatório de CB. Método: Trata-se de um estudo transversal correlacional, realizado com 125 candidatos à CB atendidos em um hospital de referência no estado do Pará. Foram aplicadas a Escala de Adição por Alimentos de Yale 2.0 Modificada (mYFAS 2.0), a Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21), o Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI), além de questionários sociodemográficos, clínicos, antropométricos e de atividade física. Resultados: A prevalência de AA foi de 34,4%, sendo que a presença e a maior gravidade da AA estiveram associadas a níveis mais elevados de depressão (p < 0,001), ansiedade (p= 0,002) e estresse (p= 0,001). A prática regular de AF mostrou associação negativa com a AA grave (p= 0,046). Observou-se elevada prevalência de má qualidade do sono e distúrbios do sono, associados a piores indicadores emocionais, embora sem associação direta com a AA. Conclusão: a AA é frequente no pré-operatório da CB e se relaciona principalmente a fatores emocionais e AF, reforçando a importância de uma abordagem multiprofissional precoce.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Correlatos eletrofisiológicos da percepção de jovens adultos à exposição a vídeos de Mukbang ASMR
    (Universidade Federal do Pará, 2026-03-23) GOMES, Clara Gonçalves de Morais; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; FARIAS, Letícia Miquilini de Arruda; PARANHOS, Alna Carolina Mendes; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/1667910071509974; http://lattes.cnpq.br/7649446392041207; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0002-3975-4091
    Os conteúdos de comida divulgados em diversas mídias sociais impactam o comportamento e os hábitos alimentares da população. O Mukbang é um desses conteúdos e consiste em vídeos nos quais uma pessoa se grava consumindo grandes quantidades de comida em frente às câmeras, provocando reações diversas no público. Embora seja uma forma de entretenimento para muitos, o Mukbang tem sido associado ao aumento do consumo alimentar, à obesidade, à distorção da relação entre alimentação e corpo e a transtornos alimentares. Apesar da existência de evidências acerca das motivações e repercussões da exposição a esse tipo de conteúdo, ainda há pouca atenção voltada à investigação de seus correlatos neurais, bem como das sensações fisiológicas e emoções experienciadas durante a exposição a esses estímulos. Nesse contexto, o presente estudo examinou a modulação das oscilações cerebrais nas bandas alfa, beta e gama, nas regiões frontais, parietais e occipitais, durante a exposição a vídeos de Mukbang ASMR, por meio da eletroencefalografia (EEG). Participaram do estudo 40 indivíduos, com idades entre 18 e 29 anos. Os participantes assistiram a dois vídeos de Mukbang (comida doce e salgada) e a um vídeo controle e, em seguida, responderam a um questionário composto por 24 assertivas referentes às sensações evocadas pelos estímulos. Os dados subjetivos indicaram experiências predominantemente ambivalentes, com tendência a avaliações positivas e elevada variabilidade interindividual. As diferenças mais consistentes emergiram na comparação entre os eventos experimentais, e não entre grupos definidos pela experiência subjetiva relatada. O vídeo de comida salgada modulou de forma mais robusta as bandas de alta frequência (gama), apresentando valores superiores em diferentes regiões corticais em comparação aos vídeos doce e controle. Além disso, a banda gama apresentou predominância significativa na região frontal em relação às regiões parietal e occipital nos três vídeos, sugerindo maior envolvimento de áreas anteriores na integração de estímulos multimodais. Em conjunto, os achados indicam que vídeos de Mukbang podem recrutar padrões amplos de excitação neural, independentemente da valência subjetiva atribuída pelos participantes. Esses resultados ampliam o entendimento sobre como estímulos alimentares audiovisuais de alta complexidade influenciam a atividade neural, contribuindo para preencher lacunas na literatura sobre o processamento sensorial e o comportamento alimentar em ambientes digitais contemporâneos.
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