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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Association between perceived racial discrimination and hypertension: findings from the ELSA-Brasil study(Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, 2018-03) NOBRE, Aline Araújo; GRIEP, Rosane Härter; GUIMARÃES, Joanna Miguez Nery; PEREIRA, Alexandre; CHOR, Dóra; MENDES, Patrícia Miranda; BARRETO, Sandhi Maria; JUVANHOL, Leidjaira LopesPretos e pardos no Brasil e negros nos Estados Unidos têm risco aumentado de desenvolver hipertensão arterial, quando comparados com brancos, mas as causas dessa desigualdade ainda são pouco compreendidas. Fatores psicossociais e contextuais, inclusive discriminação racial, têm sido apontados como condições associadas a essa desigualdade. O estudo teve como objetivo identificar a associação entre discriminação racial percebida e hipertensão. O estudo avaliou 14.012 participantes da linha de base do estudo ELSA-Brasil. A discriminação foi medida com a Lifetime Major Events Scale, adaptada para português. A classificação de raça/cor seguiu as categorias propostas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hipertensão arterial foi definida de acordo com as diretrizes atuais. A associação entre a variável composta - raça/discriminação racial - e hipertensão foi estimada através de regressão de Poisson com variância robusta, e estratificada pelas categorias de índice de massa corporal (IMC) e gênero. Tendo como categoria de referência as mulheres brancas, no estrato de IMC < 25kg/m2, as mulheres pardas mostraram OR ajustada para hipertensão arterial de 1,98 (IC95%: 1,17-3,36) e 1,3 (IC95%: 1,13-1,65), respectivamente, conforme relatavam ou não a exposição à discriminação racial. Para as mulheres pretas, as ORs foram 1,9 (IC95%: 1,42-2,62) e 1,72 (IC95%: 1,36-2,18), respectivamente, para as mesmas categorias. Entre mulheres com IMC > 25kg/m2 e homens em qualquer categoria de IMC, não foi identificado nenhum efeito de discriminação racial. Apesar das diferenças nas estimativas pontuais da prevalência de hipertensão entre mulheres pardas que relataram (vs. não relataram) discriminação racial, nossos resultados são insuficientes para afirmar que existe uma associação entre discriminação racial percebida e hipertensão.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Fluoretação da água no Brasil: distribuição regional e acurácia das informações sobre vigilância em municípios com mais de 50 mil habitantes(Fundação Oswaldo Cruz, 2019-07) COSTA, Angelo Giuseppe Roncalli da; NORO, Luiz Roberto Augusto; CURY, Jaime Aparecido; ZILBOVICIUS, Celso; PINHEIRO, Helder Henrique Costa; ELY, Helenita Corrêa; FRAZÃO, PauloDados de saneamento para 2008 indicavam que 74,4% dos municípios com mais de 50 mil habitantes recebiam água fluoretada, entretanto, critérios para a validação desta informação não foram adotados. O estudo objetivou verificar a acurácia da informação sobre a fluoretação da água, tomando-se por referência dados de vigilância da água em municípios com mais de 50 mil habitantes no ano de 2008 e no período de 2010-2015. Dados de diferentes fontes foram empregados comparando-se as informações relativas ao período. Amostras da água foram coletadas e a concentração de fluoreto foi obtida pelo método eletrométrico. O processo de verificação ocorreu pela confrontação dos dados obtidos por diferentes fontes. Seiscentos e um municípios (97,9%) tiveram os dados confrontados. A taxa de municípios que realizam vigilância com base no heterocontrole passou de 39,4% para 48,5%. Observou-se elevada taxa de falsos positivos ou negativos (15,1%) em relação aos dados de 2008. A cobertura municipal foi de 70,2%, 4,2 pontos abaixo da estimativa (74,4%) divulgada para 2008. Registros da prática da vigilância foram observados em 54,3% dos municípios fluoretados, cuja cobertura populacional alcança 50% ou mais da população que recebe água tratada. Houve sensível melhoria nos dados de vigilância em relação ao fluoreto, embora com porcentual importante de falsos positivos e negativos. Ainda são largas as diferenças inter-regionais relacionadas tanto à provisão da fluoretação da água quanto à implementação da vigilância nos municípios pesquisados, trazendo importantes desafios para a saúde pública.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Immediate graft histological assay, post pig's liver transplantation(Sociedade Brasileira para o Desenvolvimento da Pesquisa em Cirurgia, 2013-09) BRITO, Marcus Vinicius Henriques; ARAÚJO, Marialva Tereza Ferreira de; CUNHA, Luane Cristine Batista; OLIVEIRA, Antônio Jorge Barbosa de; RODRIGUES, Jacqueline Barreto; BRITO, Nathalya BotelhoArtigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Moderada endemicidade da infecção pelo vírus linfotrópico-T humano na região metropolitana de Belém, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2018-10) SILVA, Ingrid Christiane; PINHEIRO, Bruna Teles; NOBRE, Akim Felipe Santos; COELHO, Jaciana Lima; PEREIRA, Cássia Cristine Costa; COVRE, Louise de Souza Canto; ALMEIDA, Camila Pâmela Santos de; VIANA, Maria de Nazaré do Socorro de Almeida; ALMEIDA, Danilo de Souza; RIBEIRO, Jairo Falcão; SANTOS, Yago Costa Vasconcelos dos; ARAÚJO, Marcos William Leão de; BORGES, Mariza da Silva; NASCIMENTO, Lisandra Duarte; VALENTIM, Lorena Saldanha; CASSEB, Jorge Simao do Rosario; COSTA, Carlos Araujo da; SOUSA, Maisa Silva deA disseminação da infecção pelo vírus linfotrópico-T humano (HTLV) em famílias da área metropolitana de Belém, Pará, Brasil, e a ausência de estudos na população em geral requisitam investigações que esclareçam melhor a sua prevalência na região. Metodologia: Foi realizada pesquisa de anticorpos antiHTLV-1/HTLV-2 em indivíduos adultos transeuntes de logradouros públicos de Belém, entre novembro de 2014 e novembro de 2015. A infecção foi confirmada por pesquisa de DNA proviral e foi realizada avaliação clínica e investigação intrafamiliar dos infectados. Resultados: Dos 1.059 indivíduos investigados, 21 (2,0%) apresentaram amostras sororeagentes, 15 (1,4%) confirmados para HTLV-1, 5 (0,5%) para HTLV-2 e o DNA proviral foi indetectável em 1 caso. A média de idade dos infectados (57,2) foi maior que a dos não infectados (46,2) (p = 0,0010). A infecção aumentou com a idade e se destacou nos indivíduos com renda familiar menor ou igual a um salário mínimo. A transmissão intrafamiliar parece ter ocorrido em todas as famílias investigadas. Dentre os portadores de HTLV-1, 30% (3/10) já apresentavam algum sintoma relacionado à infecção. Discussão: O aumento da infecção de acordo com a idade pode ocorrer por soroconversão tardia de infecção pré-adquirida ou pelo risco cumulativo de novas infecções, sobretudo em mulheres. Conclusão: A infecção por HTLV demonstrou moderada prevalência na população estudada, com predomínio do HTLV-1. Essa mostrou-se associada à baixa renda e ao aumento da idade das mulheres. Também apresentou disseminação intrafamiliar e negligência no diagnóstico das doenças associadas.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Natural gaps associated with oxidative stress in Willisornis poecilinotus (Aves: Thamnophilidae) in a tropical forest(Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, 2014-06) GOMES, Andreza de Lourdes Souza; GONÇALVES, Andrey Felipe Gomes; VIEIRA, José Luiz Fernandes; MARCELIANO, Maria Luiza Videira; SILVA, José Maria Cardoso daOs distúrbios naturais nas florestas tropicais contribuem para heterogeneidade do habitat, alterando os padrões de distribuição das aves. Estas alterações no ambiente elevam o metabolismo, promovendo distúrbios no balanço redox, e em consequência o estresse oxidativo. O objetivo deste estudo foi comparar a abundância de Willisornis poecilinotus entre clareiras e sub-bosque de dossel intacto associando-a a altura da vegetação na Floresta Nacional de Caxiuanã. A seguir, foi avaliado o estresse oxidativo e os fatores promotores de estresse foram determinados nos ambientes selecionados. Foram capturados 81 espécimes de W. poecilinotus. O número de capturas foi superior nas clareiras, quando comparado ao sub-bosque de dossel contínuo. Os espécimes capturados nas clareiras apresentaram índices de estresse oxidativo significativamente elevados. Foi observada correlação significativa entre os marcadores de estresse oxidativo nas clareiras. As variações do biomarcador de dano oxidativo e do estresse oxidativo foram explicadas somente pelo sítio de amostragem. Estes resultados sugerem que as clareiras são sítios de estímulos estressores para W. poecilinotus o que provavelmente resulta da maior demanda metabólica para novas estratégias de forrageio e para evitar a predação.
