Teses em Ciências Ambientais (Doutorado) - PPGCA/IG
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Navegando Teses em Ciências Ambientais (Doutorado) - PPGCA/IG por Agência de fomento "FAPESPA - Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Índices de desenvolvimento sustentável aplicados à Amazônia Legal como subsídios a políticas de combate ao desmatamento(Universidade Federal do Pará, 2017-11-30) VALE, Francinelli de Angeli Francisco do; VIERA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; TOLEDO, Peter Mann de; http://lattes.cnpq.br/3990234183124986O histórico de uso e ocupação das terras na Amazônia Legal, o desmatamento intensivo na região do Arco do Desmatamento e a grande preocupação atual com o desenvolvimento sustentável têm levado à adoção de medidas que avaliam os níveis de sustentabilidade atuais em escalas local e regional. Além disso, tais ações conseguem verificar historicamente a relação desses níveis com as políticas públicas adotadas que preconizam mudanças sociais, econômicas, institucionais e/ou ambientais. O uso de indicadores de sustentabilidade tem sido visto como instrumento que contribuem para tornar o conceito de sustentabilidade mais objetivo, ao mesmo tempo em que tem se mostrado útil para as etapas de planejamento, monitoramento e avaliação de políticas públicas em diversas áreas. Neste trabalho, foram adotadas três metodologias diferentes (Índice de Desenvolvimento Sustentável (IDS), Barômetro da Sustentabilidade (BS) e uma nova proposta denominada de Índice Municipal de Combate ao Desmatamento (IMCD) com os objetivos de analisar o nível de sustentabilidade dos estados da Amazônia Legal, dos municípios prioritários e monitorados do estado do Pará, que estão integrados nas ações do plano federal (Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia – PPCDAm) e estadual (Programa Municípios Verdes) no controle e combate do desmatamento. Com o uso desses sistemas de indicadores foi possível avaliar os estados e municípios da Amazônia em relação à sustentabilidade. Os resultados indicam que apenas o estado de Roraima foi classificado com desempenho aceitável do IDS, enquanto o Maranhão apresentou nível crítico e os outros estados se mantiveram na faixa de alerta; para os municípios segundo o BS apenas Altamira e Novo Progresso se mantiveram na classe de sustentabilidade intermediária para os dois anos analisados, porém houve avanço na coibição do desmatamento comparando o ano de 2000 para 2010. Quanto ao IMCD, destaca-se Paragominas com alto valor e o único a cumpri todas as metas do PMV e PPCDAm, enquanto Concórdia do Pará, Garrafão do Norte e Aurora do Pará tiveram desempenho crítico, não sendo eficazes na incorporação de instrumentos de gestão ambiental no controle do desmatamento. As ferramentas utilizadas foram eficazes e de fácil utilização para a avaliação da sustentabilidade. Portanto, recomenda-se que este tipo de análise seja desenvolvido com regularidade para que se possa acompanhar o desempenho dos estados e municípios da Amazônia legal.Tese Acesso aberto (Open Access) Inferências paleoambientais para o Nordeste da Amazônia Oriental a partir do estudo de registros fósseis e composição isotópica de carbono (d13C) e oxigênio (d18O) em rocha total de carbonatos da Formação Pirabas (PA), Mioceno Inferior(Universidade Federal do Pará, 2015-11-03) FERREIRA, Denys José Xavier; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031O Mioceno Inferior (~23¿16 Ma.) do nordeste da Amazônia Oriental tem despertado interesse da comunidade científica durante décadas, pois pertence a uma Época geológica caracterizada por um período de transição para o mundo moderno, marcado por diversas mudanças climáticas e geológicas que permitiram o estabelecimento de uma rica fauna e flora. Nesse contexto, encontra-se a Formação Pirabas que é uma unidade do Mioceno Inferior caracterizada por grandes deposições de sedimentos carbonáticos e siliciclásticos, e considerada uma das mais significativas unidades paleontológicas do Cenozóico brasileiro. Muitos trabalhos foram realizados na Formação Pirabas nos últimos anos o que permitiu uma maior acurácia nas interpretações e reconstrução do que seria a paisagem miocênica dessa unidade. Embora tenham ocorrido esforços com relação à recuperação de informações paleoambientais para o nordeste da Amazônia Oriental, através da integração entre registros fósseis e dados sedimentológicos, estratigráficos e faciológicos, ainda há uma carência ao que se refere à recuperação de informações paleoambientais mais integradas e refinadas entre a paleocomunidade e o estudo geoquímico. Tal falta de informação, torna a Formação Pirabas uma importante elucidativa para os cenários pretéritos e a evolução dos ambientes da região, sendo de grande relevância para a compreensão dos impactos de eventos miocênicos globais no território brasileiro, em especial na costa norte do Atlântico. O objetivo principal desse trabalho, de caráter multidisciplinar, consiste em refinar as inferências paleoambientais da Formação Pirabas no que se refere à disposição espacial dos paleoambientes e à dinâmica do nível do mar no nordeste do estado do Pará. Para o estudo, três locais foram escolhidos em função da representatividade e logística: Ponta do Castelo (Ilha de Fortaleza), praia do Atalaia (Salinópolis) e Mina B-17 (Capanema). Os métodos utilizados na pesquisa foram análises de diversidade, dominância e similaridade da paleofauna, bem como Análise de Correspondência (AC), a partir de registros fósseis da Formação, para caracterização do paleoambiente; e a composição de isótopos estáveis de carbono (d13C) e oxigênio (d18O), em rocha total de carbonatos desta unidade, para a compreensão da dinâmica paleoambiental. Os resultados indicaram que: 1) a diversidade da paleofauna registrada para essas áreas da Formação Pirabas está estritamente ligada ao tipo de ambiente deposicional, em que Capanema e Salinópolis mostraram-se mais semelhantes por apresentar ambientes deposicionais mais restritos, como laguna e estuário, em relação à Ilha de Fortaleza que mostra melhor associação a depósito costeiro plataformal; 2) há relações de predominância entre os paleoambientes de acordo com a representatividade temporal de determinadas fácies dos respectivos ciclos deposicionais em cada área estudada à medida que se aproximava da linha de costa, durante a regressão marinha; 3) a localidade Ponta do Castelo está relacionada a um paleoambiente de predominância marinho/costeiro; praia do Atalaia à laguna com influência de estuário; e Mina B-17 à estuário e fluvial; 4) houve uma tendência ao empobrecimento dos isótopos de carbono (d13C) denotando a influência continental no litoral, durante a regressão marinha; 5) e uma inclinação ao enriquecimento dos isótopos de oxigênio (d18O), revelando influências dos efeitos de latitude e continentalização nas áreas, durante o recuo do mar. A partir dos resultados dessa pesquisa foi possível inferir a distribuição espacial dos paleoambientes de predominância (termo sugerindo neste trabalho) no nordeste da Amazônia Oriental, bem como refinar os métodos de inferência paleoambiental para a Formação Pirabas.Tese Acesso aberto (Open Access) Qualidade das águas superficiais e subterrâneas das microbacias do Cumaru e São João, nordeste paraense.(Universidade Federal do Pará, 2018-08-31) MENEZES, Luciana Gonçalves Creão de; FIGUEIREDO, Ricardo de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/2388049759708934; http://orcid.org/0000-0002-0933-4854; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187O presente estudo teve por objetivo caracterizar a qualidade das águas superficiais e subterrâneas das microbacias dos igarapés Cumaru e São João, através de parâmetros físico-químicos e biológicos mais importantes, relacionando os resultados com o uso e ocupação do solo na região. Para o monitoramento das águas, foram selecionados 6 sistemas de uso do solo semelhantes para as duas microbacias, sendo Capoeira, Sistema Agroflorestal (SAF), área de plantio preparada com derruba e queima, área de plantio preparada com corte e trituração, Pastagem e Vegetação Ripária. Nestes, foram estabelecidas três estações de coleta de água superficial na microbacia do igarapé Cumaru e quatro estações na microbacia do igarapé São João, assim como, foram perfurados trinta (30) poços de observação (piezômetros). As variáveis analisadas foram: Precipitação, temperatura, vazão, pH, CE, turbidez, OD, Na+, NH4+, K+, Mg2+, Ca2+, Cl-, NO3-, PO43-, SO42-, COD, CID, NT, Coliformes termotolerantes e DBO. As coletas foram realizadas mensalmente. Posteriormente, foram aplicados 97 questionários socioambientais nas comunidades residentes nas duas microbacias. Os principais resultados obtidos revelaram que as águas das duas microbacias estudadas são caracterizadas ácidas e apresentam baixa dissolução de íons inorgânicos, destacando-se os íons Cl- e Na+, que apresentaram as maiores concentrações observadas ao longo do estudo, caracterizando-as predominantemente como Sódicas Cloretadas e Mistas Cloretadas. As nascentes apresentaram-se menos impactadas em relação aos demais trechos nas duas microbacias, na ordem NasSJ > NasC. A prática do preparo do solo baseado na queima da área, é notadamente, uma das principais fontes de alterações na qualidade da água, seguidos da retirada de fragmentos de vegetação secundária para implantação de pastos e uso da água para outros fins (recreação e despejo de esgoto doméstico). Para as águas superficiais da microbacia ICU, a técnica da AF/ACP gerou três componentes (84,22%), sendo Nutricional (COD, CID, Na+, NH4+, Ca2+, Cl- e PO43-), biológica (coliformes termotolerantes) e físico-química (pH, CE e OD). Para as águas superficiais da microbacia do ISJ, a técnica gerou duas componentes (85,08%), sendo Nutricional (Na+, NH4+, Ca2+, Cl- e PO43-) e biológica (coliformes termotolerantes). A percepção das comunidades entrevistadas em torno da qualidade ambiental da área se revela vulnerável, representando potenciais impactos à saúde dos moradores, e ao meio em que vivem.
