Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais - PPGCA/IG
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2854
O Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) integra o Instituto de Geocências (IG) da Universidade Federal do Pará (UFPA) em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA/Amazônia Oriental) iniciou suas atividades em 2005 com o Mestrado Acadêmico e em 2011 com o Doutorado Acadêmico.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais - PPGCA/IG por Agência de fomento "CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Acidentes com transportes hidroviários e os extremos meteorológicos no nordeste da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2015-03-30) SANTOS, Suanne Honorina Martins dos; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401Este estudo analisou os acidentes com transportes hidroviários de passageiros e cargas no período de 2008 a 2013, em consequência dos extremos meteorológicos ocorridos no nordeste da Amazônia, geralmente com consequências graves a estrutura das embarcações e principalmente a perda de vida humana. Baseado em dados da Capitânia dos Portos da Amazônia Oriental, referente aos inquéritos sobre acidentes e fatos da navegação, pode-se caracterizar em que período esses acidentes mais ocorrem assim como a distribuição desses acidentes no tempo e no espaço, através de subáreas denominadas 1, 2 e 3, onde são classificados os acidentes mais comuns na subárea 1 do tipo naufrágio onde a bacia do Marajó se localiza com características de rios mais larga, na subárea 2 e 3 do tipo abalroamento onde as características morfológicas dos rios são mais estreitas, assim, além desses resultados obteve-se em relação a precipitação no período chuvoso (dezembro a maio) como sendo a maior responsável pelos acidentes ocorridos neste período que sofre forte influência de sistemas precipitantes como a Zona de Convergência Intertropical, Sistemas Convectivos de Mesoescala, Linhas de Instabilidade e Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis e, no período menos chuvoso (junho a dezembro) o vento é tido como principal variável que ocasiona acidentes no modal hidroviário, principalmente por ocasião da intensificação dos ventos alísios de nordeste, que encontram uma atmosfera livre de instabilidade, os acidentes tendem a ocorrer com maior frequência no horário das 12 às 24 horas. Deste modo, com a climatologia da precipitação com dados do Instituto Nacional de Meteorologia, pode- se mostrar através da climatologia da precipitação da área de estudos, diminuição do quantitativo das subáreas mais adentro do continente. O vento no período menos chuvoso age com maior intensidade na subárea 1, o maior número de vítimas se concentra em crianças e adultos, sendo em sua maioria com homens. Foi apresentado ainda uma abordagem dos aspectos socioeconômicos baseados nos riscos inerentes as embarcações, com cascos de aço naval e madeira. Este último representa a realidade da Amazôniapor possuir estrutura de mais fácil colapso e que acaba por vitimar o maior número de pessoas. Assim sendo, potencial ameaça a segurança da navegação de cargas e passageiros que leva em consideração particularidades socioeconômicas. Embora as embarcações com maior número de acidentes tenham sido os empurradores de balsas, construídos em aço naval. Neste sentido, o auxílio primordial da previsão do tempo na navegação pode reduzir o número de acidentes com embarcações hidroviárias, pois o desconhecimento das condições atmosféricas por parte daqueles que pilotam as embarcações é notoriamente precárias, em razão desse desconhecimento as chances de acidentes são elevadas, influenciando os aspectos socioeconômicos dos passageiros e proprietários das embarcações que navegam os rios pertencentes a baía do Marajó, rio Tocantins, rio Pará e rio Amazonas, que foram as hidrovias estudas neste trabalho de dissertação.Tese Acesso aberto (Open Access) Aerossóis de queimadas e internações hospitalares por doenças respiratórias em crianças no Estado do Pará.(Universidade Federal do Pará, 2021-05-31) MOURA, Maurício do Nascimento; SILVA, Glauber Guimarães Cirino da; http://lattes.cnpq.br/4792139391237534; https://orcid.org/0000-0003-1105-7603; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401; https://orcid.org/0000-0003-3253-5301Segundo a OMS, a cada quatro mortes de crianças abaixo de 5 anos, uma está relacionada à poluição do meio ambiente, o que equivale a 93% de crianças vivendo em ambientes com atmosfera poluída em todo o mundo. Esta pesquisa investigou a variabilidade das queimadas e das internações hospitalares por doenças respiratórias em crianças menores de 9 anos de idade, em uma região profundamente marcada por mudanças no uso da terra em todo o planeta, com anos consecutivos no ranking de desmatamento, seguido da queima da biomassa florestal: o estado do Pará. Foram analisados 18 anos de séries temporais de variáveis climáticas, PM2.5, AOD e saúde para dois municípios paraenses localizados em regiões com características ambientais e sociais muito diferentes, mediante um estudo ecológico de caráter epidemiológico. Em geral, os dois locais analisados mostraram um aumento na taxa de internação no segundo semestre de cada ano da série histórica, apesar de Santarém mostrar altos números desses registros durante todo o ano. O clima também mostrou um papel importante no aumento da incidência de síndromes respiratórias, porque deixa o ambiente propício à ação do fogo, entretanto, os resultados mostraram que anos sem anomalias climáticas significativas também podem apresentar altos registros de queimadas e PM2.5. Quando se analisou essas relações em apenas um ano e com recorde de queimadas, constatou-se uma combinação mais nítida entre as variáveis investigadas, com boa correlação estatística, bem como um surpreendente e preocupante aumento das queimadas no município de Santarém, chegando a superar Marabá, município que sempre esteve à frente com os maiores valores de desmatamento, queimadas e poluição do ar. Marabá percebe antecipadamente os efeitos das queimadas, em geral, dois meses antes de Santarém, sendo esta situação explicada pela localização geográfica, grau de preservação da floresta, resposta às oscilações climáticas, atividade industrial e ação de políticas públicas. Uma amostra retirada da série temporal mostrou que Marabá chega a atingir no auge da estação seca, níveis de atenção e de emergência para PM2.5, apresentando assim uma baixa qualidade do ar. Santarém não registrou níveis alarmantes, porém o monitoramento diário detectou muitos dias com níveis acima do permitido, de acordo com os padrões estabelecidos pela legislação ambiental. Os níveis de poluição detectados podem elevar o número de desfechos por doenças respiratórias, sobrecarregando o sistema de saúde pública do estado.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise da contribuição da pecuária bovina nas mudanças de uso da terra: uma abordagem multiescala no estado do Pará.(Universidade Federal do Pará, 2021-02-19) THALÊS, Marcelo Cordeiro; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031; https://orcid.org/0000-0002-6222-5534A Amazônia brasileira passou por vários ciclos econômicos, vinculados a exploração dos recursos naturais e integrados ao mercado mundial, os quais se intensificaram a partir da década de 1960 e mais recentemente com a expansão do agronegócio. Nesse processo de construção territorial, as mudanças de uso da terra ocorreram de forma heterogênea no espaço e no tempo, com mecanismos atuando em diferentes escalas. O objetivo desta pesquisa é analisar as mudanças de uso da terra e a contribuição da pecuária bovina no processo de construção territorial com a proposição de métodos e indicadores de monitoramento em diferentes escalas, do regional ao local, que colaborem na gestão territorial. No estado do Pará foi elaborada uma cartografia diacrônica das frentes pioneiras que permitiu representar e delimitar os contrastes regionais em regiões pioneiras. Posteriormente, essas frentes pioneiras foram relacionadas à dinâmica dos desmatamentos, por períodos, entre 2002 a 2017, o que possibilitou qualificar os territórios em consolidados, voltados à intensificação agropecuária ou em expansão, usados como estratégia de ocupação, além daqueles livres de desmatamento. No município de Paragominas, localizado em um território em consolidação, a dinâmica da paisagem foi analisada ao se sobrepor os mapas de uso da terra com os de aptidão do solo e distanciamento das rodovias principais e, ao final, propõem-se um modelo de restauração da paisagem. A dinâmica da paisagem pode ser representada em dois sistemas de uso da terra: o primeiro, baseado na expansão das pastagens nos vales arenosos e, o segundo, na agricultura mecanizada que atualmente se expande nos planaltos argilosos. Desses dois sistemas foram extraídas três lições para ajudar no processo de restauração da paisagem. A primeira aponta que a intensificação do uso da terra aumenta a pressão sobre as florestas, principalmente nas áreas mais adequadas; a segunda indica que a intensificação do uso da terra libera áreas não adequadas à mecanização que podem ser utilizadas para restauração florestal; a terceira, por sua vez, é uma governança local que poderia definir políticas espacialmente explícitas capazes de conduzir a uma transição da paisagem. Em áreas amostrais, no sudeste paraense, foram coletados os pontos de observação com a descrição visual das características das pastagens, as quais possibilitaram a construção de uma tipologia associada a processos de degradação das pastagens. Ao relacionar essa tipologia das pastagens aos índices da vegetação (NDVI, EVI-2, NDII-5, NDII-7), extraídos das imagens Landsat 7 (ETM+), observa-se que nas pastagens bem formadas ao se reduzir os percentuais de cobertura verde e de altura houve uma redução nos índices de vegetação. Nas pastagens degradadas e em degradação houve certa imprecisão em relação às pastagens bem formadas. As pastagens degradadas ou em degradação biológica foram melhor identificadas, mas apresentaram imprecisão em relação as pastagens bem formadas com baixa cobertura verde, enquanto as pastagens degradadas ou em degradação agrícola se confundiram com as pastagens bem formadas com alto a médio percentual de cobertura verde. Essa abordagem tem potencial para ser utilizada no monitoramento das áreas de pastagens, mas necessita ser aprimorada. As análises em diferentes escalas refletem a importância da compreensão das mudanças de uso da terra no processo de construção territorial cujo objetivo principal é de transformar esse conhecimento em um instrumento de fácil entendimento e de apoio às tomadas de decisão.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise da dinâmica da transição do regime de fogo na Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2023-06-21) TAVARES, Paulo Amador; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904; https://orcid.org/0000-0002-4008-2341; BARLOW, Bernard Josiah; http://lattes.cnpq.br/8559847571278134O bioma Amazônico tem passado por mudanças significativas de formas de uso e ocupação do solo, sendo impactado também pelas mudanças climáticas globais. Em consequência, a ocorrência de queimadas e incêndios florestais tem se tornado mais recorrente na Amazônia. Assim, é importante conhecer como ocorre o regime do fogo nessa região e suas interações com o uso do solo e o clima. Por essas razões, este estudo analisa a transição do fogo na Amazônia brasileira. No Capítulo 1, foi investigado como ocorre a transição do fogo ao longo do tempo na Amazônia brasileira, considerando as mudanças no uso da terra e cobertura florestal. Foram coletados dados anuais de ocorrência de fogo, cobertura florestal, taxas de desmatamento e áreas de cultivo de soja. Utilizando modelos lineares mistos generalizados e modelos lineares, foram realizadas análises estatísticas para identificar os principais fatores que influenciam essa transição. Foi constatado que há um processo de transição do fogo na floresta, sendo que um modelo quadrático melhor predisse o comportamento da ocorrência de incêndios. Além disso, observou-se que o pico de ocorrência de incêndios está se deslocando para paisagens mais florestadas ao longo do tempo. As taxas de desmatamento e a expansão das áreas de cultivo mostraram-se relacionadas com essa transição, sendo que o desmatamento teve maior impacto na ocorrência de queimadas e a expansão das áreas de cultivo foi mais relevante para prever a transição para áreas mais florestadas. No Capítulo 2, foram investigadas as diferentes trajetórias de fogo nas paisagens florestais da Amazônia brasileira. Utilizando Análise de Trajetórias Latentes (LTA) e modelos lineares mistos generalizados, foram identificadas trajetórias latentes que representam diferentes padrões de ocupação do solo ao longo do tempo. Duas trajetórias latentes principais foram destacadas: a trajetória "Consolidada", caracterizada por um histórico mais antigo de desmatamento, e a trajetória "Transição", que apresentou um padrão mais recente de ocupação do solo. A cobertura florestal e o desmatamento foram as principais variáveis preditoras das queimadas florestais nas duas trajetórias, seguidas pelo déficit hídrico. A expansão da soja não mostrou ser significativa para nenhuma das trajetórias. Foi observado um aumento nas áreas de floresta queimada a partir de 2015 em ambas as trajetórias. Em conjunto, os resultados destacam a relação da transição do fogo na Floresta Amazônica brasileira com as mudanças no uso da terra e cobertura florestal. Essas descobertas ressaltam a necessidade do desenvolvimento políticas públicas que aumentem a cobertura florestal, por meio de iniciativas como a restauração florestal, e reduzam o desmatamento na região amazônica para garantir a conservação da biodiversidade e dos estoques de carbono.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise da dinâmica da transição do regime de fogo na Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2023-06-21) TAVARES, Paulo Amador; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904; BARLOW, Bernard Josiah; http://lattes.cnpq.br/8559847571278134O bioma Amazônico tem passado por mudanças significativas de formas de uso e ocupação do solo, sendo impactado também pelas mudanças climáticas globais. Em consequência, a ocorrência de queimadas e incêndios florestais tem se tornado mais recorrente na Amazônia. Assim, é importante conhecer como ocorre o regime do fogo nessa região e suas interações com o uso do solo e o clima. Por essas razões, este estudo analisa a transição do fogo na Amazônia brasileira. No Capítulo 1, foi investigado como ocorre a transição do fogo ao longo do tempo na Amazônia brasileira, considerando as mudanças no uso da terra e cobertura florestal. Foram coletados dados anuais de ocorrência de fogo, cobertura florestal, taxas de desmatamento e áreas de cultivo de soja. Utilizando modelos lineares mistos generalizados e modelos lineares, foram realizadas análises estatísticas para identificar os principais fatores que influenciam essa transição. Foi constatado que há um processo de transição do fogo na floresta, sendo que um modelo quadrático melhor predisse o comportamento da ocorrência de incêndios. Além disso, observou-se que o pico de ocorrência de incêndios está se deslocando para paisagens mais florestadas ao longo do tempo. As taxas de desmatamento e a expansão das áreas de cultivo mostraram-se relacionadas com essa transição, sendo que o desmatamento teve maior impacto na ocorrência de queimadas e a expansão das áreas de cultivo foi mais relevante para prever a transição para áreas mais florestadas. No Capítulo 2, foram investigadas as diferentes trajetórias de fogo nas paisagens florestais da Amazônia brasileira. Utilizando Análise de Trajetórias Latentes (LTA) e modelos lineares mistos generalizados, foram identificadas trajetórias latentes que representam diferentes padrões de ocupação do solo ao longo do tempo. Duas trajetórias latentes principais foram destacadas: a trajetória "Consolidada", caracterizada por um histórico mais antigo de desmatamento, e a trajetória "Transição", que apresentou um padrão mais recente de ocupação do solo. A cobertura florestal e o desmatamento foram as principais variáveis preditoras das queimadas florestais nas duas trajetórias, seguidas pelo déficit hídrico. A expansão da soja não mostrou ser significativa para nenhuma das trajetórias. Foi observado um aumento nas áreas de floresta queimada a partir de 2015 em ambas as trajetórias. Em conjunto, os resultados destacam a relação da transição do fogo na Floresta Amazônica brasileira com as mudanças no uso da terra e cobertura florestal. Essas descobertas ressaltam a necessidade do desenvolvimento políticas públicas que aumentem a cobertura florestal, por meio de iniciativas como a restauração florestal, e reduzam o desmatamento na região amazônica para garantir a conservação da biodiversidade e dos estoques de carbono.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da variabilidade espaço-temporal da precipitação e focos de calor em vegetação na ilha Hispaniola.(Universidade Federal do Pará, 2020-08-07) PRÉVOIR, Ermano; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984Os países insulares localizados na América central e Caribe são vulneráveis a variabilidade e mudança do clima. Neste trabalho apresenta-se uma contribuição aos estudos climatológicos particularmente da Antilha Hispaniola do mar do Caribe, formada pelos países da República do Haiti e pela República Dominicana, cobrindo uma área de 78 mil km². Baseado nas análises da precipitação da base CHIRPS com alta resolução espacial constatou-se um padrão climático bimodal em Haiti e República Dominicana com o primeiro pico pluviométrico ocorrendo em maio e o segundo em setembro/outubro. O regime seco acontece nos meses de janeiro a março. Os padrões espaciais dos mapas climatológicos e as análises de correlações indicaram que os regimes sazonais da Antilha são influenciados diretamente pela configuração da TSM e dos ventos alísios no mar do Caribe sobre o Oceano Atlântico, sendo que o máximo principal do segundo semestre é explicado pela presença de TSM mais quentes (acima de 29C) e da banda de nebulosidade associada a ZCIT durante sua posição mais boreal. A avaliação quantitativa das correlações (simultâneas e defasadas) entre os dados de precipitação e índices de vegetação e de focos de calor, bem como a análise integrada do mapeamento dessas variáveis sobre o território da ilha Hispaniola, permitiram estabelecer relações consistentes nas dinâmicas de clima, vegetação e focos de calor. Republica Dominicana apresenta números muito maiores de focos de calor quando comparados aos de Haiti, sendo que as maiores frequências dos eventos se processam janeiro até abril, quando predomina o regime seco sobre a Antilha. Inversamente, durante o pico pluviométrico do segundo semestre, os focos de calor são mínimos e se concentram nos meses de agosto a dezembro. Quanto aos índices de vegetação há certa relação direta com o regime climático, com valores de NDVI maiores nas regiões espaciais contendo máximos de precipitação e vice-versa.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise do impacto das mudanças climáticas nas unidades de conservação dos manguezais amazônicos na Costa Atlântica Brasileira(Universidade Federal do Pará, 2023-06-28) SOUSA, Marina Costa de; ANJOS, Luciano Jorge Serejo dos; http://lattes.cnpq.br/0244738999001686; https://orcid.org/0000-0002-3270-6679; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; http://lattes.cnpq.br/4371199443425884; https://orcid.org/0000-0002-2809-5318Os manguezais amazônicos estão sujeitos a diversos impactos climáticos, demandando ações de conservação e adaptação. Os objetivos deste trabalho é avaliar a vulnerabilidade das Unidades de Conservação (UCs) dos manguezais amazônicos as mudanças climáticas, fornecer dados de previsão climática para a região e analisar se as UCs estão desempenhando efetivamente seu papel de proteção desses ecossistemas. Para alcançálos, foi utilizado dados do MapBiomas para delimitar a área de mangue, dados do World Database on Protected Areas (WDPA) para identificar as UCs dentro dos manguezais, dados do WorldClim para obter informações sobre a temperatura média anual (BIO1) e a precipitação acumulada (BIO12), e dados de Biomassa Acima do Solo (ESA). O processamento foi realizado no software ArcGIS, Qgis e Rstudio. Os resultados revelaram uma tendência de aumento da temperatura ao longo do tempo, enquanto a precipitação acumulada apresentou uma tendência de redução entre diferentes cenários e períodos. Esses padrões indicam que os manguezais sob proteção podem enfrentar até o final do século um contínuo aumento da temperatura e uma redução na precipitação. A temperatura mais elevada contribui para o aumento da disponibilidade de energia, desempenhando um papel fundamental na regulação da evapotranspiração nas florestas de mangue. Por outro lado, a redução na precipitação tem um impacto na salinidade, produtividade, crescimento e diversidade das espécies de mangue. O estudo também avaliou as UCs que protegem as florestas de mangue na região amazônica, juntamente com a biomassa acima do solo (AGB) que representa a quantidade de carbono armazenada nas árvores. Os resultados mostraram que 80,2% dos manguezais estão inclusos em UCs, com maior proteção no estado do Maranhão, seguido pelo Amapá e Pará. No entanto, observou-se uma variação na AGB entre os estados avaliados, com aumento para o Amapá e Pará e diminuição para o Maranhão. É fundamental implementar medidas de gestão e conservação mais eficazes para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas nesses ecossistemas costeiros.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise e modelagem do dendezeiro (Elaeis guineenses Jacq.) no nordeste do Pará e implicações para o planejamento de territórios sustentáveis(Universidade Federal do Pará, 2016-01-29) LAMEIRA, Wanja Janayna de Miranda; TOLEDO, Peter Mann de; http://lattes.cnpq.br/3990234183124986; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490A política nacional dos biocombustíveis se propõe a mitigar os processos de mudanças climáticas mediante a redução das emissões de CO2, usufruir do mercado de Carbono, reduzir o desmatamento e promover a inclusão social, principalmente na área rural. Na Amazônia esta mobilização é pela palma de óleo (dendezeiro) por apresentar as melhores condições edafoclimáticas para esta cultura e dispor de uma grande quantidade de áreas consideradas “degradadas”, prioritárias para a implantação desta atividade. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar as condições de desenvolvimento do polo do dendezeiro no Pará, mediante o uso de indicadores de sustentabilidade, o apoio do Geoprocessamento e a formulação de modelos de mudanças de uso da terra, com vistas a auxiliar no planejamento de territórios sustentáveis. Trata-se de uma pesquisa interdisciplinar que utilizou metodologias complementares para abordar as dimensões ambientais e sociais da sustentabilidade do território. Os resultados mostram que: (i) há diferenças nos índices de desenvolvimento nos municípios de Acará, Cametá, Concórdia do Pará, Igarapé-Açu, Moju, Tailândia e Tomé-Açu, no polo do dendê do Estado do Pará, os quais, sem possuir dinamismo suficiente, permanecem na condição de cidades locais; (ii) houve, de 2008 a 2013, um aumento de aproximadamente 82% (de 80.272 ha para 146.611 ha) das áreas de dendezeiros, sendo a localização preferencial destes monocultivos às imediações da região metropolitana de Belém e nos municípios de Moju, Tailândia, Acará e Tomé-Açu; (iii) os trinta e sete municípios do polo do dendê apresentam condições de desenvolvimento entre o regular e o estágio crítico e que, nesta etapa do programa do biodiesel, mais de 60% das empresas ligadas a dendeicultura foram implantadas em áreas com boas condições socioeconômicas, parecendo uma contradição já que uma das metas do programa é reduzir as desigualdades no meio rural (capitalizar a agricultura familiar); (iv) haverá um aumento de cerca de 2.110 km² de dendezeiros em 2025, não chegando a preocupar posto que não representa 5% do polo do dendê, mas a questão a ser levantada é onde ocorrerão as mudanças e em que condições. Esse conjunto de resultados é útil para o planejamento territorial a partir de um amplo debate sobre o desenvolvimento sustentável em todos os aspectos (social, econômico e ambiental). Territórios Sustentáveis para a dendeicultura pressupõem um conjunto de ações gerenciadas de forma integrada, capazes de favorecer a expansão de tais cultivos na região, sem comprometer a conservação da biodiversidade, os processos ecológicos e a melhoria nas condições socioeconômicas. Para que a expansão da palma de óleo seja conduzida para um cenário de sustentabilidade, deve ser criado um ambiente institucional favorável à melhor governança, possibilitando identificar as fragilidades e potencialidades de cada região como estratégia para solucionar os descompassos do desenvolvimento existentes no polo do dendê. Pelo observado até o momento, parece que ainda é necessário percorrer um longo caminho para que a expansão sustentável do dendezeiro ocorra no Estado do Pará.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise espacial das mudanças na cobertura e uso da terra em Santarém e Belterra, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2008) CASTRO, Williams Martins; VENTURIERI, Adriano; http://lattes.cnpq.br/8968863324073508; BATISTELLA, Mateus; http://lattes.cnpq.br/1337579164863601Através de um estudo de caso, este trabalho testa como a delimitação da área de estudo pode influenciar o resultado de análises multiescalares em processos espaciais de mudanças na cobertura e uso da terra na Amazônia. Partindo dos limites dos municípios de Santarém e Belterra no Oeste do Estado do Pará, foram definidos três níveis de análise. O primeiro nível abrange uma região retangular arbitrariamente definida e denominada sub-região de Santarém. O segundo nível, uma parte do primeiro, corresponde a uma área de ocupação consolidada, definida pelo limite do entorno de lotes estabelecidos pelo INCRA na década de 1970. O terceiro nível corresponde às zonas de influência de quatro eixos viários inseridos na área de ocupação consolidada e subdivididos em sub-áreas norte e sul, num total de oito sub-áreas do segundo nível de delimitação. Para cada nível de análise, foram calculadas métricas de paisagem sobre mapeamentos temáticos de cobertura e uso das terras para os anos de 1986, 1997 e 2005, analisados conjuntamente com entrevistas feitas em campo. Os resultados mostram que as peculiaridades da dinâmica de ocupação em cada nível permitem melhor identificar padrões e processos revelados pela estrutura da paisagem. Em particular, nota-se a continuidade da fragmentação da floresta e o avanço da agricultura intensiva em diferentes taxas nas distintas porções da área de estudo. Os resultados obtidos para os três níveis de análise são complementares, possibilitando uma compreensão mais abrangente das mudanças de cobertura e uso da terra e de seus fatores condicionantes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise temporal do índice de vegetação e caracterização da cobertura vegetal no Estuário amazônico(Universidade Federal do Pará, 2021-09-09) RIBEIRO JUNIOR, Julia Pereira; CATTANIO, José Henrique; http://lattes.cnpq.br/1518769773387350; https://orcid.org/0000-0001-8335-9593O referido estudo foi desenvolvido no período de 1990 a 2020 na região insular da Baia do Guajará, estado do Pará e teve como objetivo analisar a dinâmica de uso e cobertura do solo nas ilhas da região insular da Baia do Guajará através do índice de vegetação NDVI, com a intenção de provocar a discussão e inserção de novas estratégias de desenvolvimento urbano, econômico, social e turístico na região na APA da Ilha do Combú, localizada no município de Belém, Pará. Para alcançar tal objetivo foi elaborado no code editor do Google Earth Engine, o script para gerar índice de vegetação (NDVI) comparando com as médias mensais e anuais da precipitação pluviométrica. Constatou-se que a sazonalidade influência de forma consistente no comportamento da vegetação e por consequência no NDVI, já que as mudanças antrópicas foram mínimas na maioria das ilhas. ABSTRACT This study was carried out from 1990 to 2020 in the insular region of Baia do Guajará, state of Pará and aimed to analyze the dynamics of land use and cover on the islands of the insular region of Baia do Guajará through the NDVI vegetation index. with the intention of provoking the discussion and insertion of new urban, economic, social and tourist development strategies in the region in the APA of Ilha do Combú, located in the municipality of Belém, Pará. To achieve this objective, the script to generate vegetation index (NDVI) was prepared in the code editor of Google Earth Engine, comparing it with the monthly and annual averages of rainfall. It was found that seasonality consistently influences the behavior of vegetation and, consequently, the NDVI, since anthropic changes were minimal on most islands. Keywords: remote sensing; insular region of Belém (PA); Google Earth Engine; floristic surveyDissertação Acesso aberto (Open Access) Atributos químicos do solo e composição química de folhas de mangue vermelho (Rhizophora mangle L.) em um manguezal e área transicional em São João de Pirabas, Pará(Universidade Federal do Pará, 2015) NASCIMENTO, Bruno Delano Chaves do; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031Os manguezais são ecossistemas costeiros característicos de regiões tropicais e subtropicais de grande importância social e ecológica. Na Amazônia esses ecossistemas representam mais da metade das áreas de mangue do Brasil (cerca de 70%) e são reconhecidos pela sua grande exuberância e magnitude relacionadas à distribuição regular das chuvas, as altas temperaturas, a grande amplitude de marés (>4m) e ao suprimento de sedimentos dos rios dessa região. Mudanças nas características hídricas e nas propriedades físico químicas do solo podem provocar alterações na dinâmica dos nutrientes nesses ecossistemas. Em ambientes transicionais essas características são alteradas e podem ter efeitos sobre a concentração de nutrientes nos compartimentos do ecossistema. Visando diferenciar esses ambientes de transição e os ambientes de manguezais propriamente ditos quanto à concentração de nutrientes é que este trabalho busca avaliar os teores de nutrientes no solo, em folhas de Rhizophora mangle L. e em folhas de serapilheira nesses dois tipos de ambientes em dois períodos sazonais em um manguezal do litoral amazônico. Foram coletadas amostras no mês de menos chuva (setembro de 2011) e o de mais chuvas (abril de 2012) nas duas áreas e submetidas a análises químicas para obter a concentração de macro (Ca, Mg, Na, K, Al, S, P, N, C) e micro nutrientes (Cu, Zn, Mn, Fe). Também foram analisadas as propriedades físico-químicas do solo (Eh, pH e Salinidade) e a granulometria do solo. Os resultados apontam maiores concentrações de nutrientes no solo do manguezal de franja quando comparado a zona de transição (manguezal x floresta secundária), indicando que o Eh que é mais baixo no primeiro influenciado pela proximidade com o mar e a maior frequência de inundação pelas marés, é o principal fator de diferenciação na concentração de nutrientes do solo. Os nutrientes nas folhas de Rhizophora mangle L. não apresentam grandes diferenças de um ambiente para o outro e não seguem o mesmo padrão de concentração do solo quanto às duas áreas estudadas, porém, nas folhas são mais influenciados pela diferença de um período climático para o outro. Assim, as árvores de mangue vermelho do bosque da zona de transição conseguem manter uma concentração de nutrientes semelhante ao bosque de franja, sendo a diferença estrutural do bosque mais relacionada a granulometria do solo do que a relação nutricional, já que essas árvores possuem mecanismos fisiológicos para conservação e seleção de nutrientes, como é o caso do N que poderia ser um nutriente limitante nesses ambientes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atributos químicos do solo e interação com folhas de serapilheira em manguezais da ilha de Itarana e comunidade Caranã, São João de Pirabas, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2013-04-26) SOUZA, Marina Lopes de; MOTA, Maria Aurora Santos da; http://lattes.cnpq.br/5817549281617240; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031Os manguezais são ecossistemas costeiros situados na interface terra-mar, sob constante influência da dinâmica das marés. Sabe-se que este ecossistema é considerado um dos mais produtivos do mundo, em função da grande quantidade de matéria orgânica que é produzida e exportada para outros ambientes. Esta produtividade, por sua vez, tem sua origem tanto na serapilheira produzida dentro do próprio sistema, quanto do aporte de nutrientes advindo das marés e das águas pluviais. A dinâmica de nutrientes em manguezais está vinculada a fatores como a frequência de inundação pelas marés, o período sazonal, a topografia e os processos biogeoquímicos. Neste contexto, este trabalho se propõe avaliar os atributos químicos do solo e verificar a interação entre solo e folhas de serapilheira em manguezais no nordeste paraense, na estação chuvosa e menos chuvosa. Para tanto, foram coletadas amostras de solo e folhas de serapilheira, em períodos sazonais distintos, para análises de pH, Eh, salinidade intersticial, C, N, S, P, Fe, Na+, K+, Ca+2, Mg+2 e Al+3. Os resultados dos atributos químicos do solo evidenciaram que sazonalidade climática exerceu maior influência sobre os resultados de Na+, K+ e salinidade intersticial. O manguezal de intermaré apresentou teores de nutrientes do solo mais elevados quando comparado ao manguezal de supramaré. Em geral, houve uma relação na concentração de nutrientes do solo com a concentração de nutrientes das folhas de serapilheira, mais evidente nas altas concentrações de carbono, assim como nas condições de elevação do teor de alguns nutrientes em folhas de serapilheira do manguezal de supramaré durante o período chuvoso.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da ação da precipitação nas erosões na área urbana do município de Rondon do Pará-PA, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2017-02-24) ROSA, Amanda Gama; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; http://lattes.cnpq.br/4371199443425884Os eventos de desastres naturais têm recebido muito destaque nos últimos anos em função da sua magnitude e intensidade, além do efeito que têm causado sobre a população. A população urbana é uma das mais afetadas, especialmente aquela que ocupa áreas impróprias dentro das cidades, como encostas, áreas baixas que sofrem inundação, áreas sem drenagem adequada, entre outras. Um dos eventos mais recorrentes em áreas urbanas e que estão em evidência no Estado do Pará são os processos erosivos. E é no contexto paraense, mais especificamente no território urbano do Município de Rondon do Pará (Mesorregião do Sudeste Paraense), que este trabalho foi desenvolvido, a fim de gerar informação acerca destes eventos para o poder público e para a população residente, que vem sofrendo com a consequência destes desastres. Para isto, foi avaliado, inicialmente, o comportamento da chuva e seus efeitos sobre as erosões na região, através da análise da Normal Provisória gerada para o local, a partir de dados dos satélites CMORPH, do Balanço Hidrológico e da análise de um estudo de caso dos eventos registrados no município. Posteriormente, através do cálculo e análise da erosividade da chuva (R) de 1999 a 2015 e com projeções para 2035, seu período de retorno e probabilidade de ocorrência, buscou-se identificar qual período do ano e em quais anos é mais provável a perda de solo por erosões. Com base na análise da distribuição e comportamento da chuva na região, foi observado, através da normal provisória, que o ano hidrológico inicia em outubro com a estação chuvosa e finaliza em setembro com o fim a estiagem, sendo o mês de março o mais chuvoso e agosto o menos chuvoso. O balanço hidrológico exibiu excedente hídrico nos meses de janeiro a abril e deficiência hídrica de junho a novembro, havendo reposição a partir de dezembro com a retomada das chuvas. Os casos de erosão apresentaram distribuição anual semelhante à distribuição da precipitação, indicando sua grande influência sobre os mesmos. A análise individual dos casos mostrou que a erosão pode ser decorrente tanto de precipitação ocorrida no dia do evento como acumulada nos cinco dias antecedentes ao evento, sendo este último caso o mais comum. Quanto à análise da erosividade, observou-se que, com base nas análises de 1999 a 2015, o valor do fator R foi 16.390 MJ mm ha-1h-1ano-1, com probabilidade de 47% de ser igualado ou superado pelo menos uma vez a cada 2,1 anos. No período de 2016 a 2035, o valor de R foi 13.038 MJ mm ha-1h-1ano-1. Entre fevereiro a abril e janeiro a abril, são prováveis as maiores perdas de solo para 1999-2015 e 2016-2035, respectivamente. A partir das análises realizadas neste trabalho, foi possível indicar quais os períodos do ano em que são esperadas maior quantidade e intensidade de eventos erosivos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da influência da precipitação pluviométrica no mapeamento das características da paisagem do sítio arqueológico AP-MA-05/Amapá e sua importância social e histórica(Universidade Federal do Pará, 2016-03-22) ALBUQUERQUE, Jéssica Lisboa de; QUEIROZ, Joaquim Carlos Barbosa; http://lattes.cnpq.br/4383935463464893Este trabalho avaliou a influência da precipitação pluviométrica no mapeamento das características da paisagem do sítio arqueológico AP-MA-05 e a contribuição sobre sua importância social e histórica. Para a obtenção dos dados foi utilizado o método geofísico da eletrorresistividade em uma área da UNIFAP (Fundação Universidade Federal do Amapá) de 10 x 20 metros. Os dados de precipitação foram coletados na estação do INMET de Macapá. A análise dos dados foi feita com uso de métodos estatísticos e geoestatísticos. Em épocas chuvosa a resistividade do solo apresentou um valor mínimo de 198,7 ohm.m e valor máximo de até 3946 ohm.m, com média de 1188,87 ohm.m. Na estação menos chuvosa os valores observados foram de 394 ohm.m (valor mínimo) e 5863 ohm.m (valor máximo), com média de 2078,31 ohm.m. Isso demonstra a influência da precipitação pluviométrica na resistividade elétrica aparente, visto que quanto mais intensas foram as chuvas que ocorreram na época da obtenção dos dados, menores foram os valores da resistividade elétrica. Foi realizado um levantamento sobre a percepção social dos alunos da UNIFAP e entrevistas com professores responsáveis sobre o sítio em questão, em que se verificou que o nível de conscientização dos alunos varia em virtude do grau de afinidade do curso com a arqueologia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da qualidade ambiental da baía do Guajará em Belém - PA(Universidade Federal do Pará, 2018-03-29) SANTOS, Letícia Furtado dos; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; http://lattes.cnpq.br/4371199443425884A água é um recurso natural fundamental para a manutenção da vida, logo é de suma importância preservar sua qualidade. Entretanto, com o aumento das atividades antrópicas, a mesma vem sofrendo fortes pressões, algo que pode afetar sua qualidade. Dessa forma, é necessário o monitoramento dos corpos hídricos, avaliando os fatores físicos, químicos e biológicos, a fim de saber se tais atividades estão acarretando riscos para qualidade desse recurso natural. Este trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade ambiental da baía do Guajará, através da análise da qualidade da água, sedimento e macroinvertebrados bentônicos. As coletas ocorrem no ano de 2015, em períodos sazonais distintos, chuvoso e menos chuvoso, característicos da região amazônica. O estudo foi realizado em 4 pontos (PT01, PT02, PT03 e PT04). Na análise da água, foi avaliado os parâmetros físico-químicos e microbiológicos; no estudo do sedimento (total e lixiviado) foi quantificado os metais Cr, Cd, Cu e Fe, calculando o FC (Fator de Contaminação), Igeo (Índice de Geoacumulação) e FE (Fator de Enriquecimento); e na análise dos macroinvertebrados bentônicos foi avaliado os descritores ecológicos e o FAB (Fator de Bioacumulação). Na análise da precipitação, o volume precipitado foi acima da média das normais climatológicas no período chuvoso, e no período menos chuvoso foi abaixo da média. Nas análises químicas e microbiológicas da água, o parâmetro de OD (oxigênio dissolvido) apresentou-se abaixo do permitido pela Resolução CONAMA nº357/05, e a DBO (demanda bioquímica de oxigênio) e coliformes termotolerantes acima do limite de referência, além de elevadas concentrações de DQO (demanda química de oxigênio) e alta CE (condutividade elétrica). Na avaliação do sedimento, o Cd do sedimento total apresentou valores acima do permitido por PEL e CONAMA nº 454/12, já na fase lixiviada, todos os metais ficaram dentro do permitido pela legislação. No geral, os pontos apresentaram de baixa à moderada contaminação, caracterizados como ambiente não poluído à moderadamente poluído e com deficiência de enriquecimento. Na análise dos macroinvertebrados bentônicos, o filo mais representativo encontrado foi o Annelida, com a maior parte das espécies referentes à classe Polychaeta e a subclasse Oligochaeta (classe Clitellata). Os Oligochaetas pertencente à família Tubificidae foi o que mais se destacaram. Tal família é caracterizada como tolerantes e oportunistas a situações de hipóxia, conseguindo habitar em ambientes com água eutrofizada. Os resultados dos descritores ecológicos mostraram que a maior riqueza, abundância, diversidade e melhor equitabilidade, foram encontradas no período menos chuvoso, devido a maior concentração de nutrientes e matéria orgânica provocada nesse período, os indivíduos bentônicos apresentaram bioacumulação em todos os pontos para os metais Cd, Cr, Cu. Os resultados das matrizes analisadas no estudo, indicaram que o acumulo de poluentes na baía do Guajará é devido às atividades antrópicas, principalmente pelo descarte de esgoto doméstico sem pré-tratamento que é lançado nessa região e atividade portuária. Com isso, ressalta-se a importância do monitoramento contínuo, haja vista que tal contaminação além de acarretar danos para o ecossistema aquático, provoca prejuízo para população, já que a mesma utiliza esse corpo hídrico para práticas de recreação e pesca.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da sustentabilidade hídrica segundo os modelos de uso e ocupação do território na bacia do Rio Guamá–Pará, Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2017-02-28) ROCHA, Nívia Cristina Vieira; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594A bacia hidrográfica do rio Guamá abrange dezenove municípios localizados no nordeste paraense, região com a maior densidade demográfica do estado. O objetivo desta pesquisa é aplicar o índice de sustentabilidade hídrica para a bacia hidrográfica do rio Guamá, a partir de aspectos hidrológicos (utilizando a metodologia Curva Número), ambientais (por meio da análise da porcentagem de área composta de vegetação), sociais (a partir de índices que contribuem para analisar a qualidade de vida) e de gestão (com a análise do potencial institucional). Para uma melhor análise, a bacia do rio Guamá foi dividida em oito sub-bacias. Os resultados referentes ao indicador hidrológico demonstraram uma característica mediana em relação às sub-bacias; o indicador ambiental mostrou a distinção destas em relação à cobertura vegetal; o indicador social foi considerado o que apresentou pior desempenho em relação aos demais; e o indicador de gestão apresentou características que apontam a necessidade de um fortalecimento institucional. Levando em consideração a bacia do rio Guamá como um todo, é obtido o índice de sustentabilidade intermediário. Considerando o contexto em que se encontra esta bacia hidrográfica, são necessárias medidas voltadas ao planejamento estratégico ligado à gestão e manejo da mesma, sendo que os gestores e demais setores da sociedade devem trabalhar de maneira mais eficiente para minimizar as pressões sobre a vegetação remanescente, para reforçar a capacidade institucional e para melhorar a qualidade dos recursos e de vida da população, com a intenção de potencializar a sustentabilidade da bacia como um todo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da vulnerabilidade ambiental de unidades de conservação da Amazônia Legal brasileira(Universidade Federal do Pará, 2023-06-30) SILVA, Ermeson Freitas da; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031; https://orcid.org/0000-0002-6222-5534O presente trabalho avaliou a vulnerabilidade de unidades de conservação da Amazônia Legal Brasileira no período de 2012 a 2021. Por meio da análise de indicadores de exposição e sensibilidade, foram identificadas as principais ameaças enfrentadas por essas áreas protegidas, incluindo cobertura florestal, atividade econômica, acesso, recursos naturais, humanos e econômicos, e estes foram consolidados em um índice final de vulnerabilidade. Os valores médios do componente de exposição e sensibilidade para os indicadores de queimadas e pastagens foram os mais altos, o que destaca os efeitos significativos dessas ameaças nas unidades de conservação. Os resultados obtidos forneceram insights importantes sobre os desafios enfrentados pelas unidades de conservação e destacaram a necessidade de compreender e monitorar sua vulnerabilidade para o desenvolvimento de estratégias eficazes de conservação e manejo. Essas informações são fundamentais para embasar a tomada de decisões e a implementação de políticas e medidas direcionadas à proteção e sustentabilidade dessas áreas.Tese Acesso aberto (Open Access) Avaliação do processo de cobertura da terra no entorno de usinas hidrelétricas na Amazônia brasileira: a evolução da UHE de Tucuruí(Universidade Federal do Pará, 2018-05-16) MONTOYA, Andrés Danilo Velástegui; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594A análise dos impactos ambientais produzidos pela construção de megaprojetos na Amazônia, vem sendo o campo de estudo de várias pesquisas. Neste trabalho, o objeto de estudo foi a hidrelétrica de Tucuruí, construída no estado do Pará. Por tratar-se de uma região estratégica para a expansão da capacidade produtora de energia hidrelétrica do Brasil, tem sido foco de diversas abordagens de análise que visam subsidiar a melhor caracterização de cenários futuros. Foi discutido o modelo de mudança de cobertura da terra nas áreas ribeirinhas e no entorno dos reservatórios, motivados pela modificação da dinâmica dos ecossistemas naturais. Este fenômeno é causado pelos extensos reservatórios e aspectos migratórios, em uma situação já consolidada. Foi realizado o mapeamento e análise multitemporal de imagens do satélite Landsat, de datas representativas às diferentes etapas de construção, inauguração, ampliação e cenário atual da usina hidrelétrica. Buscou-se, também, verificar se o aumento das áreas antropizadas nos municípios afetados diretamente pelo reservatório, têm papel compensatório nas melhoras das condições socioeconômicas na região. Tem-se, de fato, que essas regiões absorvem os custos sociais, econômicos e ambientais associados à construção e operação das usinas, enquanto que os benefícios energéticos são distribuídos às demais regiões do país. Espera-se, deste modo, contribuir com uma avaliação crítica dos novos planejamentos hidrelétricos, prevendo os possíveis impactos ambientais e sociais do empreendimento, dado o histórico de eventos já observados na UHE de Tucuruí. E para o debate sobre elementos que induzam a “desenvolvimento regional”, subsidiando, assim, a gestão pública, o setor privado e à comunidade acadêmica, no que tange à formulação e implementação de ações voltadas à melhoria da qualidade de vida destas localidades.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação dos usos múltiplos das águas e viabilidade de aproveitamento da água da chuva na Reserva Extrativista de São João da Ponta, Bacia Hidrográfica do Rio Mocajuba-Pa(Universidade Federal do Pará, 2017-02-17) SALAS CUESTA, Jhanier; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594O suprimento de água com qualidade, quantidade, continuidade e custo razoável são necessários para garantir os benefícios para a saúde humana, principalmente, quando se consideram comunidades ribeirinhas e rurais. As atividades antrópicas não sustentáveis, como a pecuária e agricultura, além do lançamento de efluentes residuais nos corpos de água podem causar alteração nas características físicas, químicas, biológicas e microbiológicas das água, limitando seus usos. Este trabalho têm como objetivo Avaliar os usos múltiplos das águas e a viabilidade de aproveitamento da água da chuva na área da Reserva Extrativista de São João da Ponta, pertencente a bacia hidrográfica do rio Mocajuba-Pa, considerando as demandas e aspectos locais de suprimento de água para consumo humano. Para isto, foi executada uma metodologia teórico-prática onde se trabalho dados secundários pertencentes ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade e Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância e Controle de São João da Ponta. Na formação da base de dados primários foram feitas entrevistas na Prefeitura de São João da Ponta, na Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância e Controle e Secretaria Municipal de Meio Ambiente. E aplicados formulários na sede municipal de São João da Ponta e na comunidade de Jacarequara. Os dados foram organizados em uma base de dados quantitativos para caracterização do consumo de água. Com esta informação pode-se evidenciar que em quanto a vulnerabilidade social, 76% da população do município de São João da Ponta ainda se encontra na faixa de vulnerável à pobreza. Ademais se pode perceber que o consumo médio per capita por habitante é 146 l/hab./dia. O consumo de água na agricultura é de aproximadamente 12698,9 m3/há; na pecuária a soma do efetivo bovino e galináceo (maiores quantidades na região) demanda em média 28 m³/dia por animal. Além da quantidade de água utilizada para estas atividades econômicas, o problema ainda é maior pelo uso por parte dos fazendeiros da água dos rios e igarapés para a manutenção de seus animais e que pelo geral essas mesmas fontes hídricas são utilizadas para o lazer das populações que moram perto dos corpos de água. A outra problemática relatada deve-se principalmente à utilização de veneno proveniente de uma planta tóxica, conhecida por “timbó”; utilizado pelos pescadores, gerando assim a contaminação dos corpos de água e morte da fauna aquática, onde é vertido este produto. Além disto, foram analisados os parâmetros físico-químicos e microbiológicos da água consumida em São João da Ponta por meio de dados cedidos pela Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância e Controle, onde pode-se evidenciar que cerca de 83% das amostras apresentam Coliformes Totais; e 36,8% Escherichia Cole. Segundo a informação dos laudos técnicos sede municipal pode-se identificar que das 35 mostras, 94,29% delas concluem como resultado final insatisfatório. Na avaliação do aproveitamento da água da chuva, observou-se o quantitativo das chuvas na região de estudo. Para tanto, foram adotadas as estações de Castanhal, Vigia e Curuçá, monitoradas pela Agencia Nacional de Agua (ANA). De forma complementar foram comparadas das estimativas regionais obtidas a partir de 43 estações pluviométricas da ANA (período 1985-2014) geradas pelo Laboratório de Estudos e Modelagem Hidroambientais, para as medidas de telhado foram tomadas considerando os procedimentos adotados pelo Grupo de Pesquisas Aproveitamento de Água da Chuva na Amazônia da Universidade Federal do Pará através do Núcleo de Meio Ambiente em parceria com o Instituto de Tecnologia. Os métodos sugeridos na NBR 15527 foram adotados para estimativa dos volumes de reservatório: (a) Método de Rippl, (b) Método Prático Brasileiro ou Método Azevedo Neto, (c) Método Prático Alemão, (d) Método Prático Inglês e o (e) Método Prático Australiano. Com toda esse informação se pode observar a região apresenta índices pluviométricos que garantem um bom suprimento de água no período chuvoso e menos chuvoso para o consumo humano e alguns atividades econômicas. Para o tratamento dos dados foi implementado o método multicritério, Multipol, esta ferramenta ajudo na comparação das diferentes ações dos problemas relacionadas ao usos da água, em função de critérios e políticas múltiplos. Evidenciando que as políticas/ações de educação ambiental, manejo agrícola e políticas de gestão ambiental e dos recursos hídricos são necessárias para manutenção de um cenário Azul, onde seria garantida a oferta de água em qualidade adequada, controle do desperdício e de perdas, amplo atendimento da demanda.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação monetária dos prejuízos causados por chuvas intensas nas cidades de Belém do Pará, Brasil e Carrillo de Guanacaste, Costa Rica(Universidade Federal do Pará, 2017-12-22) ROSALES MENDOZA, Ronaldo; MOTA, Maria Aurora Santos da; http://lattes.cnpq.br/5817549281617240Avaliaram-se as perdas materiais diretas dos moradores das cidades de Belém do Pará, Brasil e Carrillo de Guanacaste, Costa Rica no período de 2000-2016 devido a precipitações extremas. Mediante o método de abdução e utilizando os dados do Instituto Nacional de Meteorologia, Brasil (INMET), Instituto Meteorológico Nacional de Costa Rica (INM), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e Instituto Nacional de Estatística e Censo de Costa Rica (INEC), se identificou a condição natural, social e econômica dos moradores das áreas atingidas, que serviram de base para o calculo. Se construir o índice da pegada da água (Ipa) e a equação Avaliação Monetário Material Médio Ambiental (AMA) para estimara perda depois de conhecer o dado da precipitação do dia do evento. Realizou-se a avaliação monetária do evento extremo acontecido na cidade de Belém o dia 4 de janeiro de 2017, a precipitação informada pelo INMET foi de 94,6 mm, a pegada d’água estimada alcançou 0,90 metros de altura, a perda estimada para a cidade foi de 122.106.834 Unidades Monetária de Referência (UMR). Na cidade de Carrillo foi avaliado o evento do dia 5 de outubro de 2017, a precipitação informada pelo INM foi de 148,6 mm, a pegada d’água foi de 2,1 metros de altura, a perda estimada para os moradores de bairro Bambú é de 3.094.579 UMR. Então, o índice como a equação aplicada mostram efetivas para o cálculo dos prejuízos monetários materiais diretos na área atingida após um evento de precipitação extrema. Limitando o cálculo a perda sofrida pela população em condição vulnerável e sem avaliar outros fatores relacionados como a permanência, força e velocidade d’água; o valor dos intangíveis (interrupção de serviços, doenças) tanto na área atingida como nas áreas de impacto. A pesar de não avaliar fatores indiretos e intangíveis, o resultado serve para a tomada de decisões de ações de prevenção, correção, e operacionalidade em uma cidade.
