Dissertações em Comunicação, Cultura e Amazônia (Mestrado) - PPGCOM/ILC
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4453
O Mestrado Acadêmico em Comunicação, Cultura e Amazônia funciona no Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia (PPGCOM) do Instituto de Letras e Comunicação (ILC) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Navegar
Navegando Dissertações em Comunicação, Cultura e Amazônia (Mestrado) - PPGCOM/ILC por Assunto "Amazônia"
Agora exibindo 1 - 15 de 15
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Alô, Alô Amazônia: o rádio que o ouvinte também faz(Universidade Federal do Pará, 2019-12-20) WANDERLEY, Patrícia Teixeira Azevedo; COSTA, Luciana Miranda; http://lattes.cnpq.br/1310961057480638; https://orcid.org/0000-0003-3843-4499Esta pesquisa se propõe analisar o discurso produzido pelos ouvintes da Rádio Difusora de Macapá, buscando compreender de que forma se dá a interação entre os ouvintes e a rádio. Ao abordar as características do sujeito amazônico, a partir da análise de seus recados e mensagens, divulgados no programa Alô, Alô Amazônia, procuramos analisar o texto, suas marcas e suas características. O referencial teórico e metodológico principal traz autores como Benetti, Bakhtin e Bourdieu. Constatamos a importância do rádio para as comunidades ribeirinhas dos estados do Pará e Amapá, mesmo em tempo de efervescência das redes sociais, com ênfase para a relação estabelecida entre ouvintes e locutores. A análise quantitativa de 117 mensagens nos mostrou também que o público feminino é o que mais envia mensagens e o público masculino o que mais recebe. Os textos chamam a atenção para as relações de parentesco que precedem seus nomes; para o rio, sua principal avenida; para malha fluvial, principal meio de transporte; e para as diferentes religiões, que fazem parte do cotidiano e dos hábitos dos ribeirinhos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Amazônia ameaçada: análise do discurso jornalístico nos portais de notícias O Liberal.com – PA e A Crítica – AM sobre desmatamento e queimadas no contexto da pandemia da COVID-19(Universidade Federal do Pará, 2022-07-26) MANGAS, Laiza Monik de Oliveira; COSTA, Luciana MirandaO ano de 2020 foi marcado pelo início da pandemia da COVID-19 e pelo aumento do desmatamento e das queimadas na Amazônia Legal Brasileira. Dados do Inpe (2020) registraram 10.312, 88 km2 de desmatamento consolidado na região, além de 103.161 focos de queimadas durante o ano. Os meses de agosto e setembro foram os que apresentaram maior índice de queimadas e os estados do Pará, Mato Grosso e Amazonas responderam por 70% do desmatamento. Enquanto isso, “a boiada passava” com a aprovação de 593 atos pelo governo federal relacionados às mudanças de regras sobre a proteção ambiental no Brasil (OBSERVATÓRIO DO CLIMA, 2021). Em meio à crise sanitária, política e ambiental, o jornalismo desempenhou um papel importante no fornecimento de informação à população (CASERO-RIPOLLÉS, 2020). Nesse contexto, esta pesquisa analisa como foi a cobertura sobre desmatamento e queimadas em dois dos principais portais de notícias da região Norte do país: O Liberal.com – PA e A Crítica – AM, durante o mês de setembro de 2020, considerando o período pandêmico e suas adversidades. O principal referencial teórico-metodológico escolhido foi a Análise Crítica do Discurso - ACD (FAIRCLOUGH, 2001). A partir da análise realizada nos jornais pode-se concluir que o governo Jair Bolsonaro, em meio à pandemia da COVID-19, conseguiu ocupar um espaço privilegiado nas publicações, com um discurso voltado a amenizar os problemas na Amazônia e largamente reproduzido pelos dois jornais sem contrapontos expressivos. Foram utilizadas justificativas que atribuíam os desmatamentos e queimadas ao próprio clima na Amazônia e às atividades agrícolas realizadas tradicionalmente por comunidades rurais, indígenas e quilombolas. Além disso, colocou-se em dúvida a credibilidade de dados científicos sobre o tema divulgados por instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Amazônia ameaçada: análise do discurso jornalístico nos portais de notícias O Liberal.com – PA e A Crítica – AM sobre desmatamento e queimadas no contexto da pandemia da COVID-19(Universidade Federal do Pará, 2022-07-26) MANGAS, Laiza Monik de Oliveira; COSTA, Luciana Miranda; http://lattes.cnpq.br/1310961057480638; https://orcid.org/0000-0003-3843-4499O ano de 2020 foi marcado pelo início da pandemia da COVID-19 e pelo aumento do desmatamento e das queimadas na Amazônia Legal Brasileira. Dados do Inpe (2020) registraram 10.312, 88 km² de desmatamento consolidado na região, além de 103.161 focos de queimadas durante o ano. Os meses de agosto e setembro foram os que apresentaram maior índice de queimadas e os estados do Pará, Mato Grosso e Amazonas responderam por 70% do desmatamento. Enquanto isso, “a boiada passava” com a aprovação de 593 atos pelo governo federal relacionados às mudanças de regras sobre a proteção ambiental no Brasil (OBSERVATÓRIO DO CLIMA, 2021). Em meio à crise sanitária, política e ambiental, o jornalismo desempenhou um papel importante no fornecimento de informação à população (CASERO-RIPOLLÉS, 2020). Nesse contexto, esta pesquisa analisa como foi a cobertura sobre desmatamento e queimadas em dois dos principais portais de notícias da região Norte do país: O Liberal.com – PA e A Crítica – AM, durante o mês de setembro de 2020, considerando o período pandêmico e suas adversidades. O principal referencial teórico-metodológico escolhido foi a Análise Crítica do Discurso - ACD (FAIRCLOUGH, 2001). A partir da análise realizada nos jornais pode-se concluir que o governo Jair Bolsonaro, em meio à pandemia da COVID- 19, conseguiu ocupar um espaço privilegiado nas publicações, com um discurso voltado a amenizar os problemas na Amazônia e largamente reproduzido pelos dois jornais sem contrapontos expressivos. Foram utilizadas justificativas que atribuíam os desmatamentos e queimadas ao próprio clima na Amazônia e às atividades agrícolas realizadas tradicionalmente por comunidades rurais, indígenas e quilombolas. Além disso, colocou-se em dúvida a credibilidade de dados científicos sobre o tema divulgados por instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O aplicativo alerta clima indígena: digitalização das terras indígenas à luz da ecologia da comunicação(Universidade Federal do Pará, 2021-11-17) RAYOL, Clarissa da Silva; COSTA, Luciana MirandaEsta dissertação tem como objetivo analisar, à luz da ecologia da comunicação, a digitalização das Terras Indígenas experenciada pelo aplicativo Alerta Clima Indígena, desenvolvido pelo Ipam junto ao Instituto Raoni, Conselho Indígena de Roraima (CIR) e Comissão de Caciques e Lideranças da Terra Indígena Araribóia (CCOCALITIA), cuja finalidade consiste na divulgação de dados científicos sobre clima, fogo e desmatamento das Terras Indígenas da Amazônia brasileira. A plataforma também dispõe de recursos para a criação de alertas contra ameaças à Terra Indígena e a inserção de informações sobre os usos tradicionais como roça, caça, pesca e coleta. Nesse contexto, com base em acionamentos teóricos da Ecologia da Comunicação (DI FELICE; PEREIRA, 2017), esta pesquisa caracteriza-se como experimental e qualitativa, alinhada à perspectiva imersiva na qual a pesquisadora adentra às redes e integra as conexões ali empreendidas. No percurso investigativo, apresentamos a descrição das organizações indígenas parceiras do aplicativo e a construção colaborativa das oficinas enquanto espaços de interlocução, posteriormente imergimos nas arquiteturas interativas digitais do aplicativo para depois analisar os processos autônomos experenciados pelo povo Mẽbêngôkre Mẽtyktire (Kayapó), sob a ótica de dois entrevistados residentes da Terra Indígena Capoto/Jarina localizada no estado do Mato Grosso. Nesse sentido, a experiência de digitalização das Terras Indígenas, a partir do aplicativo Alerta Clima Indígena, está inserida na “criação de mundos híbridos” (DI FELICE, 2021), onde os dados científicos, as tecnologias, as chuvas, o vento, os animais e as árvores possuem suas próprias agências e são transformados por elas, assim como os povos indígenas demonstram criatividade nas formas de apropriação e reinterpretação da plataforma a partir da invenção de novas práticas para a Gestão das Terras Indígenas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Belém também é afro: tensões discursivas na Amazônia urbana(Universidade Federal do Pará, 2019-02-13) SARRAF, Moisés Taate Alves; NEVES, Ivânia dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2648132192179863Esta dissertação busca percorrer o tema aniversário de 400 anos de Belém, comemorado em 2016, para compreender como se dá a construção do discurso sobre o aniversário da cidade, bem como os temas, os enunciados e outros discursos com os quais traça vizinhanças e relações. Para isso, vamos procurar materialidades na imprensa da cidade, traçando um paralelo entre os anos de 1966 e 2016, de modo a caracterizar o discurso em seu movimento em dois momentos de comemoração da cidade. Por fim, vamos procurar grupos políticos que fugiram a uma comemoração oficial da festa. Assim, conduziremos uma pesquisa de caráter etnográfico junto a um grupo que compõe a comunidade afrorreligiosa de Belém, procurando compreender quais os sentidos e significados que tal grupo atribui à festa do aniversário da cidade para contrapor os resultados. Nosso aporte teórico-metodológico está baseado na análise do discurso, especialmente na arqueologia do saber de Michael Foucault, bem como na utilização desta metodologia no estudo de materialidades midiáticas em Maria do Rosário Gregolin. Nossa pesquisa de campo conta ainda com a interpretação das culturas de Clifford Geertz, a etnografia urbana de Massimo Canevacci e a história oral de Alessandro Portelli. Vamos nos apoiar também em um aporte teórico da História Social e da Antropologia para discutir os resultados. O objetivo principal é, portanto, caracterizar as tensões discursivas que se desenrolam na Amazônia urbana durante a comemoração do aniversário de Belém, demonstrando seu caráter político e relacional entre diferentes projetos, que reverbera em temas como cidadania e o direito à cidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Comunicação e resistência: meios e usos da comunicação por grupos sociais atingidos pelo desastre da Hydro Alunorte em Barcarena, Pará(Universidade Federal do Pará, 2020-10-28) SANTOS, Andressa Arielly de Souza; STEINBRENNER, Rosane Maria Albino; http://lattes.cnpq.br/1508467019000744; https://orcid.org/0000-0003-4321-7245O objetivo desta dissertação é identificar e analisar os usos e meios de comunicação acionados pelos grupos sociais atingidos pelo desastre da Hydro Alunorte, em Barcarena - Pará, situada num histórico contexto de injustiça ambiental (ACSELRAD, 2001) que atravessa os conflitos socioambientais na Amazônia. O que motivou nosso estudo foi o fato da cobertura midiática do desastre ambiental, denunciado pelas comunidades locais e ocorrido no início do ano de 2018, envolvendo o vazamento de rejeitos da empresa norueguesa Hydro Alunorte, líder no mercado global de alumínio, ter alcançado repercussão nacional e internacional, porém com escasso espaço para as vozes populares e locais (STEINBRENNER, GUERREIRO NETO; BRAGANÇA; CASTRO, 2020). Assim, nosso intuito, a partir de um estudo exploratório de caráter qualitativo (YIN, 2016), considerando um período de 24 meses da ocorrência do desastre, foi justamente buscar as outras vozes, usual e historicamente invisibilizadas, no sentido de compreender, na perspectiva da midiatização (HEPP, 2014), os processos e práticas de comunicação (FRANÇA, 2016) para resistência (PERUZZO, 1998) que marcam nesse período as ações dos grupos sociais mobilizados, no que chamamos de campo da resistência comunicativa, em reação aos impactos ocasionados pelo desastre e na defesa de direitos e de seus territórios no município de Barcarena, entendido como "zona de sacrifício" da mineração (CASTRO, 2019).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Comunicação pública da ciência na Amazônia: uma análise dos processos comunicacionais do projeto Ciência na Ilha, em Cotijuba, Belém-PA(Universidade Federal do Pará, 2021-12-09) BATISTA, Elissandra Cristina; STEINBRENNER, Rosane Maria Albino; http://lattes.cnpq.br/1508467019000744O eixo de investigação deste trabalho busca compreender de que forma os processos comunicacionais do projeto ―Ciência na Ilha: educação e divulgação científica na Amazônia‖ contribuem ao diálogo e à interação entre o conhecimento científico e os saberes da população ribeirinha da Ilha de Cotijuba, em Belém do Pará. Destacando-se o contexto da comunicação face a face em que o projeto de extensão do Clube de Ciências da UFPA se realiza, investiga-se os processos comunicacionais do evento à luz das teorias da Comunicação Pública da Ciência e do paradigma relacional, caminho por onde a comunicação deixa de ser um processo recortado e restrito e é tomada como lugar de constituição dos fenômenos sociais. Na lógica da ecologia de saberes, defendida por Boaventura Santos e, ainda, pelo processo de aprender a desaprender, também se analisa a feira de ciências pelas lentes das teorias decoloniais, que buscam romper com os métodos cartesianos do pensamento moderno abissal, o qual cria linhas imaginárias de visibilidade e invisibilidade, desperdiçando a diversidade sociocultural do mundo. Nos procedimentos metodológicos, faz-se uma análise de conteúdo, sob inspiração de Bardin, da programação documental de 11 edições da feira, entre 2006 e 2019, com foco especial em cinco delas, realizadas na Ilha de Cotijuba, na Escola Estadual Marta da Conceição; também entrevistas semiestruturadas com alunos e professores da escola ribeirinha e do Clube de Ciências da UFPA, que há cerca de 15 anos realiza a feira de ciência em escolas das ilhas mais populosas de Belém. Na metodologia, inclui-se ainda a observação dos processos comunicacionais em duas edições do Ciência na Ilha, em Cotijuba. Assim, a feira, revela-se neste estudo com características múltiplas da Comunicação Pública da Ciência, com fortes traços do sistema unidirecional e funcionalista, mas também dentro das concepções dialógicas relacionais. Envolvendo pesquisas experimentais sobre o cotidiano e as vivências dos estudantes da educação básica, aponta-se que o projeto contribui com o processo de desmistificação da produção científica. E enquanto um dispositivo interacional cria pontes entre as diversidades e as assimetrias, atravessando o rio e buscando ultrapassar as linhas abissais do conhecimento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Comunicação que se faz comunidade na periferia: ancestralidade e vinculação na passagem Limoeiro, bairro do Jurunas, Belém, Pará(Universidade Federal do Pará, 2021-11-18) CONCEIÇÃO, Raphael Castro da; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248Nas periferias a organização comunitária é fenômeno habitual, seja por meio de movimentos ou entidades políticas, como associação de moradores, centros comunitários, etc., ou também por meio da amizade entre vizinhos, das festas juninas e blocos de carnaval nas comunidades, dos times de futebol, da solidariedade e cooperação que são geradas espontaneamente, no cotidiano e em momentos de crise, como vemos na pandemia de covid-19. Essa organização comunitária institucional ou espontânea produz outra ideia de periferia, bem diferente da perspectiva que só vê a periferia como sinônimo de pobreza e violência. Esta pesquisa tem o objetivo de compreender criticamente os processos comunicativos que constroem, mantêm ou reconfiguram a vinculação entre moradores de periferia, a partir da vivência e observação participante na comunidade da Passagem Limoeiro, no bairro do Jurunas, periferia de Belém do Pará. Nosso referencial teórico começa com Sodré (2014a) e Buber (2001) abordando a ideia de Comum como fundamento da comunicação na sociedade. Também nos apoiamos na contribuição intelectual de autores como Jesus (2014), Deus (2019), Almeida (2021) Racionais MCs (2018), Borda (2008), Souza (2020) e Santos (2001; 2002) para discutir a experiência vivida na periferia, bem como as questões de raça e racismo. Também discute-se, em diálogo com Castro (2008), Castro e Campos (2015), Rodrigues (2006, 2008a, 2008b) e Silva (2016), algumas dinâmicas de formação socioeconômica da Amazônia e do bairro do Jurunas. Em Sodré (2017) também nos apoiamos para a discussão da idéia de ancestralidade, a partir do conceito de arkhé africana. Consideramos que a Passagem Limoeiro realiza processos comunicativos dinâmicos a partir da vinculação influenciada diretamente por essa ancestralidade que atravessa a comunidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A construção da imagem da mulher no cinema de ficção produzido na Amazônia paraense(Universidade Federal do Pará, 2016-03-01) SOUSA, Raissa Lennon Nascimento; COSTA, Luciana Miranda; http://lattes.cnpq.br/1310961057480638O objetivo principal dessa pesquisa foi analisar a construção da imagem da mulher presente nos filmes de ficção produzidos na Amazônia paraense, a partir dos discursos constantes nas tramas e de seus principais elementos icônicos. Entende-se que a presença da mulher no cinema é muito significativa, assumindo personagens relevantes na contemporaneidade. Desse modo, foram selecionados filmes contemporâneos que as colocam como sujeito principal das tramas. O corpus de análise é composto por curtas-metragens lançados em um período de efervescência do cinema paraense, entre os anos de 2010 e 2012: "Matinta" (2010), de Fernando Segtowick; "Ribeirinhos do Asfalto" (2011), de Jorane Castro; “Pássaros Andarilhos e Bois Voadores” (2011), de Luiz Arnaldo Campos; e “Juliana Contra o Jambeiro do Diabo pelo Coração de João Batista” (2012), de Roger Elarrat. Autores ligados à área da Comunicação e, especialmente, do Cinema, além da Linguística e Filosofia foram utilizados na construção analítica do corpus escolhido, como Michel Courtine (2005), Jacques Aumont (2002; 2008), Walter Benjamin (1994), Michel Pêcheux (1995; 1997) e Michel Foucault (2000; 2008). Tendo por base os quatro filmes analisados podemos concluir que a imagem da mulher amazônida contemporânea no cinema de ficção é a de mulheres, que apesar de manterem elementos de submissão em relação ao homem, conquistam com enfrentamento, coragem, trabalho, sedução e feminilidade, espaços de atuação e emancipação nos ambientes que vivem (urbanos ou rurais).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Experiência comunicativa na Amazônia paraense: as relações de socialidades no Espaço São José Liberto(Universidade Federal do Pará, 2018-03-27) FIGUEIREDO, Marília Jardim de; COSTA, Alda Cristina Silva da; http://lattes.cnpq.br/2403055637349630A presente pesquisa objetiva analisar as experiências comunicativas das pessoas com o Espaço São José Liberto, localizado na cidade de Belém, enquanto espaço turístico, cultural e de economia criativa na Amazônia paraense. Compreendemos que esse espaço foi reconfigurado pelo governo do Estado do Pará com a finalidade de construir uma ‘nova identidade’ ao antigo prédio e dotá-lo de uma representação cultural enquanto espaço amazônico. Nesse sentido, observamos um embate nesse reconhecimento entre direção, produtores e visitantes, que percebem o lugar de forma diferenciada. No diálogo teórico refletimos sobre a sociabilidade e a dualidade da vida social a partir de Simmel, que entende que os indivíduos desejam pertencer a um grupo ao mesmo tempo em que buscam se destacar individualmente. Do mesmo modo, sua sociologia se aporta na interação, na intersubjetividade, na relação sujeito e objeto. Como procedimentos metodológicos trabalhamos com a pesquisa qualitativa, com o método de entrevistas semiestruturadas com 19 pessoas, entre visitantes, produtores e designer, além da pesquisa de observação-participante, com inspiração etnográfica, no acompanhamento da rotina do espaço. Observamos que o Espaço São José Liberto é construído entre duas percepções: o da lembrança, com os visitantes rememorando o espaço enquanto presídio, no passado, mesmo a direção do ESJL tentando apagar essa memória, e por outro lado, os produtores fortalecendo a imagem de um espaço amazônico, com produção de materiais que valorizam matéria-prima local. Ao mesmo tempo em que é reconhecido como um ponto turístico de Belém, ainda não é identificado como lugar da Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Inovação social nos veículos jornalísticos independentes: um olhar para as narrativas sobre povos indígenas na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2023-06-02) DUARTE, Glenda Suelem Magno; CUNHA, Elaide Martins da; http://lattes.cnpq.br/3778190981135428; https://orcid.org/0000-0001-7723-7055Esta dissertação busca analisar e compreender as manifestações da inovação no jornalismo a partir de um olhar para as produções dos seguintes veículos jornalísticos: InfoAmazonia, Agência Pública e Amazônia Real. Ambos se classificam como veículos independentes e priorizam a Amazônia em suas abordagens. A fim de compor o corpus da pesquisa e delimitar a temática investigada, selecionou-se, ao todo, 38 reportagens sobre os povos indígenas na região. Como principais referências teóricas sobre comunicação e inovação no jornalismo, a pesquisa ampara-se nos estudos de Rosseti (2013), Barbosa (2014), Longhi e Flores (2017), Pedro Varoni (2017), Martins (2018, 2021), Longhi (2020), Martins e Sousa (2020), Storch e Feil (2021), dentre outros. Adota-se a abordagem metodológica de natureza qualitativa, por meio dos métodos de pesquisa Estado da Arte, com Norma Ferreira (2002) e Sampaio e Mancini (2007) e Análise de Conteúdo, com Laurence Bardin (2011). A partir dos eixos de inovação identificados no estado da arte, utiliza-se o eixo ‘narrativa’ como categoria de análise. Com base nesta proposta, procurou-se compreender se esse e/ou outros eixos de inovação no jornalismo estão presentes nas reportagens analisadas e como eles se constituem e se delineiam nessas produções. Partiu-se da hipótese de que os veículos independentes têm uma forma própria de abordar os povos indígenas, voltada para uma narrativa de caráter social que busca valorizar o protagonismo desses povos em suas abordagens. Com isso, os principais resultados apontam para as temáticas ‘protagonismo feminino indígena’, ‘invasão de terras indígenas’, ‘política’, ‘resistência’, ‘covid-19 (saúde)’ e ‘violência’, contribuindo para o entendimento da dimensão social que a inovação desempenha no jornalismo independente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A marca Instituto Evandro Chagas e a Amazônia enquanto território produtor de ciência(Universidade Federal do Pará, 2023-06-26) BASTOS, Fábio Augusto Silva; AMARAL FILHO, Otacílio; http://lattes.cnpq.br/2605877670235703; https://orcid.org/0000-0001-5467-8528A presente dissertação analisa o discurso de marca do Instituto Evandro Chagas (IEC), instituição científica criada em 1936, considerada como uma das mais importantes da região Norte, para compreender como esse discurso apresenta a Amazônia enquanto território produtor de ciência. Utilizamos como corpus de pesquisa quatro materiais de divulgação institucional do IEC elaborados entre 1990 a 2021 e entrevistas semi-dirigidas com pesquisadores da instituição, além de documentos referentes à história do Instituto. A pesquisa tem natureza exploratória-qualitativa e como metodologia para análise da marca, utiliza uma abordagem multiperspectivada (BONIN, 2008) fazendo uso dos conceitos de marca, e do modelo projeto/manifestações de Semprini (2010), de maneira concatenada com a teoria dos discursos sociais, análise do discurso midiático, e contrato de leitura de Verón (1983; 1986; 1987; 2004). Como lentes teóricas para observar os investimentos de sentido da marca, são acionados o conceito de Marca Amazônia (AMARAL, 2011, 2015, 2016), junto com outros autores que analisam a região Amazônica, sua história, imaginário e construções simbólicas (COSTA, 2017; DUTRA, 2003; GONDIM, 2007; LOUREIRO, 2022). Utiliza-se também aporte das teorias decoloniais (QUIJANO, 1993; MIGNOLO, 2003, 2017) e do pensamento abissal (BOAVENTURA, 2009) como chão epistemológico para um olhar crítico sobre as construções simbólicas do modelo de ciência hegemônico enquanto forma de legitimação da superioridade eurocêntrica e como fator da hierarquização geopolítica na produção do conhecimento. Como resultado, observa-se uma condição ambígua: a Amazônia é desacreditada e periférica quando se tem em foco a produção local de ciência, mas, ao mesmo tempo, conserva um alto grau de visibilidade na produção de ciência na/e sobre a Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O massacre de Eldorado do Carajás para além do factual: a reconstrução narrativa de uma tragédia no jornalismo literário(Universidade Federal do Pará, 2023-04-14) DIAS, Erica Marques; COSTA, Alda Cristina Silva da; http://lattes.cnpq.br/2403055637349630A presente pesquisa buscou compreender como o jornalismo literário constrói o sentido narrativo dos conflitos por terra na Amazônia, em específico o massacre de Eldorado do Carajás, tragédia ocorrida no dia 17 de abril de 1996, que resultou em 19 trabalhadores mortos e mais de 60 feridos em um trecho da PA-150, chamado Curva do S, no estado do Pará. O fato foi notícia nos jornais diários do Brasil e do mundo, assim como em produtos do jornalismo literário, como o livro-reportagem. Por isso, esta dissertação parte de questões que permeiam os conflitos no campo e da abordagem em profundidade de casos reais em produtos do gênero jornalístico-literário. Assim, analisamos a construção narrativa dos conflitos por terra, tendo como corpus de análise o livro-reportagem O Massacre: Eldorado do Carajás – Uma História de Impunidade (2019), escrito pelo jornalista Eric Nepomuceno, com o objetivo de compreender as estratégias utilizadas nessa modalidade jornalística e operacionalizadas no texto. À luz do suporte metodológico da Hermenêutica de Profundidade de J.B. Thompson (2011), a obra foi tomada pela análise sócio-histórica, delineando o percurso histórico e social dos conflitos no campo e do jornalismo literário; a análise formal ou discursiva, em que se empregou a análise pragmática da narrativa jornalística, com base em Motta (2007); e a reinterpretação/interpretação de O Massacre. Os três estágios foram essenciais para a identificação dos recursos narrativos usados pelo autor ao dar espaço sobre uma realidade violenta e que aparece de vez em quando nos noticiários. Nepomuceno reconstrói uma calamidade que pôs fim a dezenove pessoas e marcou a vida de centenas. Demonstra que essa história não faz parte só do passado, mas do presente de milhares de trabalhadores rurais que vivem na esperança diária de ter seu lote de terra e uma vida sem ameaças e mortes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Representações de mulheres gordas em quadrinhos de autoria feminina da/na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2023-03-29) GILLET, Fabiana Oliveira; SANTOS, Luiz Cezar Silva dos; http://lattes.cnpq.br/2449524316115443Propomos nesta pesquisa uma abordagem comunicacional sobre as histórias em quadrinhos com enfoque nas representações gráficas de personagens gordas. Busca-se compreender quais as representações de mulheres gordas em webcomics de autoria feminina da/na Amazônia, se existem estas representações e quais as leituras dessas quadrinistas sobre o corpo gordo, enquanto autoras e desenhistas mulheres e se existem quadrinistas que se identificam como mulheres gordas. Destaca-se a pertinência das discussões que envolvem os estudos do corpo gordo no Brasil, pesquisas ainda em desenvolvimento no âmbito das Ciências Sociais e da Comunicação. Considera-se que as representações sociais em produtos da mídia hegemônica têm papel fundamental na concepção e manutenção de modelos sociais constitutivos do imaginário, ordenando o que será aceito ou reprimido na sociedade. Assim, é importante enfatizar que as histórias em quadrinhos, enquanto mídia, são vetores de discursos e representações estereotipadas dos sujeitos (BOFF, 2014; EISNER, 2005; THENSUAN, 2020), criando e fortalecendo estigmas sociais como no caso da gordofobia (ARRUDA, 2021, JIMENEZ, 2020). Por isso, este estudo se alinha a ideia de que a partir do bios midiático (SODRÉ, 2002) que se desenvolve a gordofobia, o que evidencia a importância de uma abordagem sob a ótica da comunicação (ARRUDA, 2021). Pretendemos com o estudo contribuir para a pesquisa e debate sobre a comunicação enquanto vetor de manutenção ou transformação de modelos, estereótipos e estigmas sociais; refletindo acerca da gordofobia e do campo de estudos sobre gênero e histórias em quadrinhos. Com objetivo de analisar a representação de personagens e a produção de sentidos sobre corporalidades gordas em webcomics produzidos por quadrinistas mulheres da/na Amazônia, buscamos identificar personagens gordas nas webcomics e ilustrações de artistas mulheres da/na região amazônica, em seus perfis da rede social Instagram no período de 2015 a 2022; dialogar com as quadrinistas por meio de entrevistas semi-estruturadas (DUARTE, 2005; GASKELL, 2002) sobre a representação de mulheres gordas; analisar os sentidos apreendidos sobre corporalidades gordas nos dados coletados a partir de uma análise das imagens (JOLY, 2007) das ilustrações e webcomics fundamentada na semiótica peirceana; e discutir as representações do corpo gordo feminino e quais os sentidos produzidos e apreendidos por estas representações. Concluímos que os sentidos apreendidos nas representações apresentam convergências com os discursos de aceitação e amor-próprio difundidos na mídia hegemônica com base no movimento de aceitação corporal body positive/corpo livre em consonância com as biossociabilidades de consumo da indústria plus size (AIRES, 2019), gerando ressignificações nos regimes de visibilidade do corpo gordo, criando estereótipos positivos, com ainda invisibilização de corpos gordos maiores, os quais não existem no imaginário social, exceto por mínimas representações permeadas por estereótipos estigmatizantes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Senta que lá vem história: o Gambá de Pinhel construindo narrativas de cidadania(Universidade Federal do Pará, 2023-03-15) LIMA, Paula Maryse Hoyos; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248“Senta que lá vem história: o Gambá de Pinhel construindo narrativas de cidadania” tem o objetivo de mergulhar, por meio da entrevista narrativa de ex-moradores de Pinhel, no universo da Festa do Gambá para tentar compreender de que forma a festividade contribui para o processo de construção de sentidos de cidadania. Pinhel é um Distrito do município de Aveiro e fica localizado na margem esquerda do rio Tapajós, na Amazônia paraense. A Festa é uma tradição que sobrevive há mais de 300 anos e é marcada pelo som forte do tambor chamado gambá que dá nome à festividade e o tom às folias. A Festa do Gambá é a Festa de São Benedito, santo que se apresenta não como o padroeiro oficial de Pinhel, mas sim como o santo escolhido como protetor e que arrasta um grande número de devotos, muito mais do que São José, este sim, padroeiro oficial da Igreja Católica. Para situar a pesquisa partimos de um panorama histórico sobre a comunidade de Pinhel passando pelo período da colonização até os dias de hoje, momento em que os moradores atravessam um processo de reidentificação indígena que os conecta diretamente às tradições que haviam se perdido, como forma de resistência e proteção aos valores genuínos da comunidade. Para isso, vamos enveredar pelas narrativas orais e memórias de nossos interlocutores através da entrevista narrativa proposta por Jovchelovitch e Bauer (2002). Os relatos vão dialogar com os conceitos fundantes do pensamento de Walter Benjamin (1987) sobre narração e experiência, além da ótica indígena sobre narrativas orais propostas por Vaz Filho (2008, 2010, 2013) e Kopenawa (2015). Por fim, lançamos um olhar compreensivo sobre os relatos que apontam que a reconexão com Pinhel e a experiência coletiva da Festa do Gambá manifestam, em nossos interlocutores, os sentidos de luta e de uma cidadania diferenciada (Baniwa, 2002), fora dos recortes hegemônicos. Por isso, a Festa acaba operando como canal para uma emancipação social reinventada, onde a luta por igualdade é também a luta por reconhecimento da diferença (Santos, 2007), e que ganha corpo através de formas híbridas de conhecimento emancipatório e novos olhares que criam novas epistemologias.
