Dissertações em Agriculturas Amazônicas (Mestrado) - PPGAA/INEAF
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2307
O Mestrado em Agriculturas Amazônicas teve início em 1996 anteriormente Curso de Mestrado em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável e reconhecido em 2000 pela CAPES e funciona no Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas (PPGAA) da Universidade Federal do Pará (UFPA). É um curso interinstitucional, sendo sua oferta responsabilidade do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares - INEAF da UFPA e da EMBRAPA/CPATU – Amazônia Oriental.
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Navegando Dissertações em Agriculturas Amazônicas (Mestrado) - PPGAA/INEAF por Assunto "Açaí"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Artropodofauna associada a diferentes sistemas de cultivo de açaizeiro no nordeste paraense(Universidade Federal do Pará, 2012-08-31) RIBEIRO, Suelem Moreira; LEMOS, Walkymário de Paulo; http://lattes.cnpq.br/6841621785311887O açaizeiro (Euterpe oleraceae Mart.) é uma cultura de grande importância para o agronegócio paraense por ter alcançado novos mercados consumidores no Brasil e em diferentes países. No entanto, a expansão comercial crescente que o açaí vem apresentando nos últimos anos tem refletido, também, no aumento significativo de sua área plantada, o que poderá resultar na incidência de insetos-praga associados a esses agroecossistemas, exigindo, assim, ações de pesquisas voltadas para o manejo e controle alternativo dessas limitações bióticas. Simultaneamente, novos modelos de cultivos de fruteiras têm sido testados com sucesso no Estado do Pará, destacando, entre eles, os Sistemas Agroflorestais (SAFs), que visam o aumento no número de culturas (anuais, permanentes e/ou florestais) implantadas em uma mesma área. Entre os benefícios dos SAFs destaca-se seu potencial de manter e multiplicar a entomofauna benéfica diversificada quando comparado aos monocultivos. Portanto, esta pesquisa propôs-se a conhecer e comparar a biodiversidade de artrópodes associados ao açaizeiro em diferentes sistemas de cultivo da agricultura familiar do nordeste paraense. Foram analisadas três áreas, sendo duas áreas de SAFs que tinham o açaizeiro como uma das culturas principais, no município de Marapanim e uma área de monocultivo de açaí, no município de Igarapé-Açu. Em cada área foram implantadas 45 armadilhas tipo Pitfall, as quais foram igualmente distribuídas em 3 subáreas: (a) próximo às plantas de açaizeiro no interior do plantio; (b) na floresta secundária ao redor dos cultivos; e (c) em uma área de transição entre o cultivo e a floresta secundária. As coletas foram realizadas em quatro períodos distintos, sendo uma no período chuvoso (CH), uma no período de transição entre chuvoso e seco (CH/SE), uma no período seco (SE) e outra coleta correspondendo ao período de transição entre seco e chuvoso (SE/CH). As avaliações da biodiversidade de insetos foram realizadas no solo (armadilhas tipo Pitfall). Artrópodes (insetos-praga e inimigos naturais e aranhas) coletados em campo foram armazenados em recipientes plásticos (150 mL), contendo álcool a 70%, e transportados para o Laboratório de Entomologia da Embrapa Amazônia Oriental, onde foram triados, quantificados e identificados taxonomicamente. Concluiu-se que os períodos do ano que mais favorecem a presença de artrópodes de solo, independente das áreas de cultivo, são os períodos de transição CH/SE e SE/CH. Observou-se, ainda, redução na população de formigas nas três áreas de floresta secundária avaliadas, sendo os gêneros Solenopsis (Westwood), Wasmannia (Forel) e Azteca Forel os mais frequentes nessas áreas. A área com monocultivo de açaí apresenta maior abundância de formigas do que os dois SAFs avaliados. A família de aranha Lycosidae foi a mais encontrada nesse estudo, com o gênero Pacovosa sendo mais abundante. Sistemas agroflorestais, quando bem manejados, formam ambiente propício para a diversidade de espécies de artrópodes como aranhas e formigas, que são organismos reconhecidamente eficientes no controle natural de insetos-praga nos cultivos. Os períodos de transição agruparam mais indivíduos, seguido da área de SAF localizada no município de Marapanim, que representa a área mais alterada entre as áreas analisadas. Florestas secundárias são áreas com menor agrupamento de indivíduos e menor diversidade de gêneros de formigas e aranhas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Desafios e potencialidades de inserção do açaí (Euterpe oleracea Mart.) na alimentação escolar no Estuário Amazônico(Universidade Federal do Pará, 2017) VIANA, Antonio Wemerson de Lima; ALVES, Lívia de Freitas Navegantes; http://lattes.cnpq.br/1337509239539346Esta dissertação parte da problemática relativa à dificuldade de inserção de produtos artesanais locais, especialmente a polpa de analisa os desafios e as potencialidades de inserção do açaí na alimentação escolar no Estuário Amazônico. A pesquisa de campo foi realizada em Belém, em Abaetetuba, região do baixo Tocantins, e Gurupá, na ilha do Marajó, entre o final de 2015 e setembro de 2016. Para a realização da pesquisa foram realizadas observações, entrevistas, aplicação de check list, e de questionários. Os resultados são apresentados em três artigos: I – O primeiro analisa a demanda por açaí na cidade de Belém (zona urbana) e em Abaetetuba (zona urbana e rural). Verificou-se que o açaí teve uma 32% de demanda geral, o que foi considerada elevada, pois mesmo concorrendo no processo de escolha de alimentos com bolo, salgados fritos e pizza, ainda assim foi o alimento mais preferido pelos 415 estudantes entrevistados em Belém e Abaetetuba. Desta forma, se oferecidos alimentos da própria região, respeitando as tradições alimentares locais, os alunos poderiam valorizar mais a alimentação escolar, uma vez que somente 25% dele expressaram uma aceitabilidade constante da merenda atualmente servida; II – O segundo artigo descreve e analisa uma experiência de inserção do açaí na alimentação escolar pela Cooperativa de Produtores Agroextrativistas de Gurupá (COOPAG). Conclui-se a participação dos interessados no Conselho de Alimentação escolar foi decisiva para execução e organização do PNAE, de maneira que pudesse viabilizar a inserção do açaí na merenda escolar. A descentralização da cooperativa em nove unidades de processamento, localizadas nos estabelecimentos familiares dos cooperados, tem viabilizado a inserção dos agricultores familiares no mercado. A instalação e funcionamento da cooperativa e das mini agroindústrias têm se constituído em uma inovação processual, através de aprendizagem e apropriação coletiva; III – O terceiro artigo avaliou as condições higiênico sanitárias de uma mini agroindústria de processamento de açaí familiar filiada a COOPAG em Gurupá. Concluiu-se que, mesmo com uma estrutura simples, como a mini agroindústria familiar estudada, é possível realizar o processamento de açaí em regularidade higiênico-sanitária, de acordo com a legislação vigente. A proximidade entre produção e consumo mostrou ser um fator positivo para a qualidade do alimento processado. A experiência da mini agroindústria estudada se liga a um movimento internacional de valorização do local de origem e valorização da cultura inerente a um produto tradicional.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Tipologia do sistema de manejo de açaizais nativos praticado pelos ribeirinhos em Belém, estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2005-04-18) AZEVEDO, James Ribeiro de; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872O açaizeiro (Euterpe oleracea Mart.) é um dos principais componentes da renda e do consumo de ribeirinhos do Município de Belém, Estado do Pará, que manejam o açaizal para a produção de frutos, tendo o palmito como subproduto. O objetivo deste trabalho foi o de identificar e caracterizar os diferentes tipos de manejo de açaizais nativos, praticados por estes ribeirinhos. A pesquisa foi realizada na Ilha de Paquetá e Ilha Grande, Município de Belém, onde foram analisados os diferentes tipos de manejo e as diferentes estratégias dos ribeirinhos, com vistas a contribuir com a implantação de propostas de manejo de açaizais nativos. Os estudos foram baseados na metodologia de diagnóstico de sistemas agrários, nos quais foram entrevistadas 22 famílias da Ilha Grande e 31 famílias de Paquetá, com auxílio de questionários elaborados com perguntas abertas e fechadas, abordando a família, a habitação, o patrimônio, a situação fundiária, a renda, o manejo de açaizal e a comercialização. Os resultados mostraram que o sistema de manejo de açaizal nativo passou por três fases: o extrativismo de coleta de açaí fruto destinado basicamente para o consumo; a extração de palmito para a comercialização e o açaí fruto basicamente para o consumo e o sistema atual de manejo, orientado para a produção de açaí fruto para a comercialização e consumo, atribuindo ao palmito um complemento da renda. Verificou-se que os ribeirinhos realizam, de acordo com suas estratégias, três tipos de manejo de açaizais: o intensivo, o moderado e o sem manejo. O manejo intensivo é aquele que está intensificando o uso da mão-de-obra no açaizal, vive basicamente do açaí fruto e obteve a melhor produtividade de frutos. O manejo moderado aplica menos mão-de-obra no açaizal e completa sua renda com outras fontes. O sem manejo faz apenas a colheita do açaí fruto e vive de atividade extralote.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Várzea ou terra firme? A (re) produção do sistema família- estabelecimento na microbacia do Aricurá- Cametá- Pará(Universidade Federal do Pará, 2018-03-26) AMARAL, Ana Julia Mourão Salheb do; SANTOS, Sônia Maria Simões Barbosa Magalhães; http://lattes.cnpq.br/2136454393021407; MARTINS, Paulo Fernando da Silva; http://lattes.cnpq.br/3223618156268542Os ambientes de várzeas e de terras firmes são utilizados por populações que habitam as planícies amazônicas, sendo que muitas vezes os moradores podem ou não dispor simultaneamente desses dois ambientes que requerem estratégias diferenciadas de sobrevivência. Dentre as explorações efetuadas, a do açaizeiro, espécie Euterpe oleracea Mart., tem aumentado em virtude da expansão do mercado nacional e internacional. O rio Aricurá, tributário do Tocantins no seu baixo curso, forma uma microbacia localizada ao sul da cidade de Cametá, Estado do Pará, que é formada por ambientes de várzea e de terra firme, que se apresentam por vezes associados e onde a exploração do açaizeiro constitui uma das principais atividades efetuadas pelos moradores. Assim, as condições dessa microbacia permitem abordarmos, em uma unidade da paisagem, como esses ambientes são utilizados pelas famílias de moradores e quais os fatores de relevância que atuam nas possibilidades de exploração, especialmente as ligadas à produção do açaizeiro, por essas famílias em seus estabelecimentos rurais. Desta forma esta pesquisa teve como objetivo principal avaliar a influência da disponibilidade de áreas de várzeas nas atividades produtivas, em especial na produção do fruto do açaí, e na reprodução socioeconômica do sistema família-estabelecimento. Abordando a pesquisa sob dois ângulos um técnico- produtivo e o outro de natureza socioeconômica, reputando essa junção um elemento diferenciado da referida pesquisa. A pesquisa foi realizada em onze estabelecimentos agrícolas distribuídos entre as comunidades do Aricurá e do Ajó, a pesquisa de campo foi feita em três etapas. Os dados levantados envolveram elementos e categorias de diferentes naturezas: social, econômica, epistêmica e agronômica de acordo com a exigência dos objetivos e da hipótese as seguintes categorias de análise: histórico e a dinâmica de vida dos moradores das comunidades; renda familiar; relação de trabalho (relação UT/UC) e mão de obra utilizada; uso e Gerenciamento dos estabelecimentos; sistemas de Produção; análise da paisagem; Diversidade vegetal e índice de desbaste das touceiras. Verificou-se que na microbacia do Aricurá existem três fatores de grande relevância que atuam nas possibilidades de exploração do meio ambiente efetuada pelas famílias em seus estabelecimentos rurais: a disponibilidade de ambiente de várzea, as características da família e o açaí como carro chefe da produção.
