Navegando por Assunto "Adolescent"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Autores de agressão sexual de crianças e adolescentes: características biopsicossociais e trajetórias de vida(Universidade Federal do Pará, 2016-08-18) REIS, Daniela Castro dos; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; MORAIS, Normanda Araujo de; SCORSOLINI-COMIN, Fabio; SILVA, Lucia Isabel da Conceição; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/7749901045609610; http://lattes.cnpq.br/5320357141150023; http://lattes.cnpq.br/5758168217659420; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; https://orcid.org/0000-0003-3156-4688; https://orcid.org/0000-0001-6281-3371Esta tese investigou as características biopsicossociais de autores de agressão sexual de crianças e adolescentes (AASCA) a partir da sua trajetória de vida, permitindo entender melhor as condições ecológicas em que foram geradas desde a infância até a vida adulta, além dos fatores de risco e de proteção na sua trajetória de vida. Para responder este objetivo, a tese foi composta por seis estudos: os três primeiros estudos analisaram o estado da arte, o primeiro teve como objetivo mapear as características gerais da produção científica; o segundo analisou os tipos de instrumentos de avaliação cognitiva, direcionados para os AASCAs e o terceiro estudo identificou e discutiu os resultados dos estudo que utilizaram instrumentos de avaliação de distorção cognitiva (DC); o quarto estudo identificou as características biopsicossociais prevalentes nesta população a partir de dados extraídos de fontes documentais (autos dos processos jurídicos dos AASCA); o quinto estudo analisou as DCs mais gerais e aquelas referentes às vítimas a partir da percepção do AASCA acessada por meio de entrevista; o sexto e último foi um estudo de casos múltiplos, que procurou analisar os fatores de risco e proteção na trajetória de vida dos AASCAs. Os principais resultados encontrados permitiram alcançar os objetivos da tese, identificando que a produção científica da área tem como ênfase os estudos com vítimas, concentrados na língua inglesa, publicados, sobretudo em revistas especializadas, tendo com participantes uma população encarcerada predominantemente masculina, com uma faixa de idade ampla. Os resultados sinalizaram ainda que a produção científica está concentrada em pesquisas quantitativas, descritiva, que apresenta uma produção crescente no século XXI e está concentrada na América do Norte, relatando o uso de 92 instrumentos no total, sendo 20 (21,7 %) identificados como sem padronização e 72 (78,3%) instrumentos com padronização. Nota-se que 24 (33,3%) eram de caráter psicológico, que avaliaram aspectos da personalidade, emoção, ansiedade, estilo de apego, e cinco (6,9 %) examinaram aspectos fisiológicos, a exemplo dos testes falométricos; 30 (41,7%) investigaram dados comportamentais, e por fim, 13 (18,1%) averiguaram fatores cognitivos, tais como inteligência, empatia e distorção cognitiva. Comparativamente, foram encontrados menos instrumentos de avaliação cognitiva de AASCAs que os instrumentos de investigação psicológica e comportamental. Dentre os instrumentos de avaliação cognitiva, foram identificados nove instrumentos de pesquisa que focalizaram as DCs, apresentando expressiva diversidade. Na análise dos dados quantitativos sinalizou-se que os AASCA eram indivíduos do sexo masculino, etnia/cor negra, com idade superior a 30 anos, católicos, sendo a agressão sexual perpetrada predominantemente contra vítimas do sexo feminino de etnia/cor negra. Foi ainda encontrada uma diversidade de características biopsicossociais associadas que deram forma a diferentes perfis de AASCAs: com crimes e sem crimes anteriores; com e sem severidade e gravidade na agressão sexual; com Hands off (agressão sexual ―menos‖ severa como exibicionismo e abuso verbal) ou Hands on (agressão sexual com uso da força e/ou outro tipo de coerção severa); abaixo de 30 anos e acima de 30 anos; com vítima definida como menina ou menino; com vítima criança ou adolescente. Em outra análise estatística, foram identificados três Clusters com características semelhantes entre os membros que os constituem e outras que distinguem os grupos entre si. Os dados da regressão logística revelaram uma associação significativa entre a variável acima de 30 anos com as demais variáveis: possui filhos, etnia/cor, contexto de moradia, local da agressão. A regressão logística identificou a razão de chance de um indivíduo, acima de 30 anos, associado com as varáveis possui filhos, etnia/cor, contexto de moradia, local da agressão, vir a apresentar uma alta probabilidade em cometer a agressão sexual. O resultado do quinto estudo identificou as principais DCs no AASCA, como negação completa, minimização das consequências, negação parcial, negação do planejamento e sua relação com o MBDH. O sexto estudo identificou os principais fatores de risco comuns entre os cinco estudos de casos analisados a partir do MBDH como: distorção cognitiva, prática parentais inconsistentes, ausência do sistema escolar, histórico de agressão física, trabalho infantil, trabalho informal, identificados na trajetória de vida dos AASCAs. Os seis estudos juntos permitiram concluir que os AASCAs apresentar características heterogêneas e que estas são constituídas na trajetória de vida desses indivíduos.Tese Acesso aberto (Open Access) Autores de agressão sexual de crianças e adolescentes: características biopsicossociais e trajetórias de vida(Universidade Federal do Pará, 2016-08-18) REIS, Daniela Castro dos; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; SCORSOLINI-COMIN, Fabio; MORAIS, Normanda Araujo de; SILVA, Lucia Isabel da Conceição; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/5320357141150023; http://lattes.cnpq.br/7749901045609610; http://lattes.cnpq.br/5758168217659420; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; https://orcid.org/0000-0001-6281-3371; https://orcid.org/0000-0003-3156-4688Esta tese investigou as características biopsicossociais de autores de agressão sexual de crianças e adolescentes (AASCA) a partir da sua trajetória de vida, permitindo entender melhor as condições ecológicas em que foram geradas desde a infância até a vida adulta, além dos fatores de risco e de proteção na sua trajetória de vida. Para responder este objetivo, a tese foi composta por seis estudos: os três primeiros estudos analisaram o estado da arte, o primeiro teve como objetivo mapear as características gerais da produção científica; o segundo analisou os tipos de instrumentos de avaliação cognitiva, direcionados para os AASCAs e o terceiro estudo identificou e discutiu os resultados dos estudo que utilizaram instrumentos de avaliação de distorção cognitiva (DC); o quarto estudo identificou as características biopsicossociais prevalentes nesta população a partir de dados extraídos de fontes documentais (autos dos processos jurídicos dos AASCA); o quinto estudo analisou as DCs mais gerais e aquelas referentes às vítimas a partir da percepção do AASCA acessada por meio de entrevista; o sexto e último foi um estudo de casos múltiplos, que procurou analisar os fatores de risco e proteção na trajetória de vida dos AASCAs. Os principais resultados encontrados permitiram alcançar os objetivos da tese, identificando que a produção científica da área tem como ênfase os estudos com vítimas, concentrados na língua inglesa, publicados, sobretudo em revistas especializadas, tendo com participantes uma população encarcerada predominantemente masculina, com uma faixa de idade ampla. Os resultados sinalizaram ainda que a produção científica está concentrada em pesquisas quantitativas, descritiva, que apresenta uma produção crescente no século XXI e está concentrada na América do Norte, relatando o uso de 92 instrumentos no total, sendo 20 (21,7 %) identificados como sem padronização e 72 (78,3%) instrumentos com padronização. Nota-se que 24 (33,3%) eram de caráter psicológico, que avaliaram aspectos da personalidade, emoção, ansiedade, estilo de apego, e cinco (6,9 %) examinaram aspectos fisiológicos, a exemplo dos testes falométricos; 30 (41,7%) investigaram dados comportamentais, e por fim, 13 (18,1%) averiguaram fatores cognitivos, tais como inteligência, empatia e distorção cognitiva. Comparativamente, foram encontrados menos instrumentos de avaliação cognitiva de AASCAs que os instrumentos de investigação psicológica e comportamental. Dentre os instrumentos de avaliação cognitiva, foram identificados nove instrumentos de pesquisa que focalizaram as DCs, apresentando expressiva diversidade. Na análise dos dados quantitativos sinalizou-se que os AASCA eram indivíduos do sexo masculino, etnia/cor negra, com idade superior a 30 anos, católicos, sendo a agressão sexual perpetrada predominantemente contra vítimas do sexo feminino de etnia/cor negra. Foi ainda encontrada uma diversidade de características biopsicossociais associadas que deram forma a diferentes perfis de AASCAs: com crimes e sem crimes anteriores; com e sem severidade e gravidade na agressão sexual; com Hands off (agressão sexual ―menos‖ severa como exibicionismo e abuso verbal) ou Hands on (agressão sexual com uso da força e/ou outro tipo de coerção severa); abaixo de 30 anos e acima de 30 anos; com vítima definida como menina ou menino; com vítima criança ou adolescente. Em outra análise estatística, foram identificados três Clusters com características semelhantes entre os membros que os constituem e outras que distinguem os grupos entre si. Os dados da regressão logística revelaram uma associação significativa entre a variável acima de 30 anos com as demais variáveis: possui filhos, etnia/cor, contexto de moradia, local da agressão. A regressão logística identifico a razão de chance de um indivíduo, acima de 30 anos, associado com as varáveis possui filhos, etnia/cor, contexto de moradia, local da agressão, vir a apresentar uma alta probabilidade em cometer a agressão sexual. O resultado do quinto estudo identificou as principais DCs no AASCA, como negação completa, minimização das consequências, negação parcial, negação do planejamento e sua relação com o MBDH. O sexto estudo identificou os principais fatores de risco comuns entre os cinco estudos de casos analisados a partir do MBDH como: distorção cognitiva, prática parentais inconsistentes, ausência do sistema escolar, histórico de agressão física, trabalho infantil, trabalho informal, identificados na trajetória de vida dos AASCAs. Os seis estudos juntos permitiram concluir que os AASCAs apresentar características heterogêneas e que estas são constituídas na trajetória de vida desses indivíduos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dor Musculoesquelética na Coluna Vertebral em Crianças e Adolescentes: uma análise de rede(Universidade Federal do Pará, 2024-08-27) GOMES, Marcella Veronnica Pereira; MAGALHÃES, Maurício Oliveira; http://lattes.cnpq.br/7766377002832983; https://orcid.org/0000-0002-7857-021XIntrodução: A dor musculoesquelética é comum em crianças e adolescentes com prevalência variando de 4 a 40%. Os sintomas relacionados a dores nas costas ocupam o 5o lugar em termos de anos vividos com incapacidade em crianças entre 10 e 19 anos de idade, afetando cerca de 2.443.170 milhões de pessoas. Além disso, é associada a altos custos em saúde, podendo desenvolver dor persistente na idade adulta. Objetivo: Analisar a relação de dor musculoesquelética na coluna vertebral em crianças e adolescentes por meio de abordagem em rede. Métodos: A população do estudo é constituída por crianças e adolescentes de ambos os sexos, com matrícula regular no ensino fundamental e médio. Foram incluídos crianças e adolescentes de ambos os sexos entre 10 a 16 anos. Foi utilizado Instrumento de Avaliação de Dor nas Costas e Postura Corporal (BackPEI-CA) e o algômetro de pressão da marca Instrutherm, modelo DD-500 para avaliar a intensidade e o limiar de dor, respectivamente. Os dados foram tabulados e para a análise estatística foi utilizado JASP. Foi realizada uma análise de rede (Network Anal.ysis) para investigar as relações descritivas entre fatores individuais e de contexto com sintomas autorrelatados de dores nas costas e cervicais. Resultados: 185 participantes foram incluídos na análise. A análise de rede observou que a variável 'Dor Lombar' esteve negativamente correlacionada com 'Histórico de Dor Familiar' (-0.14) e positivamente correlacionada com 'Sexo' (0.19) e 'Dor Cervical' (0.12). A 'Posição ao Sentar-se ao Utilizar Celular/ tablet' apresentou uma correlação negativa com 'Dor Cervical' (-0.19). Foi observada uma correlação negativa entre 'Sexo' e a prática de 'Atividade Física Fora da Escola'. As métricas de centralidade apontaram que 'Idade' (betweenness = 1.420). e 'Sexo' (betweenness = 1.278) tiveram os maiores valores de intermediação. Conclusão: O estudo conclui que o sexo é uma variável significativa na dor nas costas em crianças e adolescentes, com maior prevalência entre meninas, possivelmente devido à maturação sexual e menores níveis de atividade física em comparação aos meninos, que são mais ativos. Além disso, a dor é influenciada por posturas inadequadas ao escrever na escola e ao usar dispositivos eletrônicos. No entanto, os resultados devem ser interpretados com cautela devido às limitações da análise.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Meu pai matou minha mãe”: as criancas e adolescentes nos processos criminais de feminicídio da Comarca de Ananindeua/PA(Universidade Federal do Pará, 2023-10-18) MAFRA, Emy Hannah Ribeiro; SOUZA , Luanna Tomaz de; http://lattes.cnpq.br/5883415348673630; https://orcid.org/0000-0002-8385-8859; SMITH , Andreza do Socorro Pantoja de Oliveira; SPOSATO , Karyna Batista; http://lattes.cnpq.br/1050234621474472; http://lattes.cnpq.br/6457328773061506; https://orcid.org/0000-0002-7875-414XA presente pesquisa se propõe a analisar um eixo específico dos crimes de feminicídio, no que tange aos sujeitos diretamente afetados por esse crime. Investiga-se, nas ações penais de feminicídio em tramitação na Comarca de Ananindeua/PA qual a atenção dada pelo judiciário às crianças e adolescentes que perderam suas mães. A relevância do tema se deu pela ausência de trabalhos que estudem os efeitos da violência de gênero para os filhos da vítima no contexto do feminicídio. A pesquisa é do tipo bibliográfica e documental, o método é o indutivo e a técnica de pesquisa é a de análise de conteúdo. O trabalho se divide em três partes: inicialmente contextualiza-se a construção da categoria “feminicídio” na América Latina e sua inserção no Código Penal Brasileiro. Em seguida, debruça-se sobre o conceito de vítima e a possibilidade de entender as crianças e adolescentes, enquanto sujeitos de direito, como vítimas indiretas do feminicídio, mapeando as previsões legais que garantem seus direitos, além das inovações de legislações que preveem auxílio financeiro a pela sua condição. Ao final, busca-se analisar os dados coletados dos processos judiciais que apuram o crime de feminicídio na Comarca de Ananindeua/PA para identificar que tipo de atenção é dada aos filhos da vítima no processo penal, verificando-se como aparecem nos documentos dos autos a partir de seis categorias: testemunhas, observadores, mencionados nos depoimentos de terceiros, aumento de pena, vítimas indiretas atingidas pela violência e vítimas de crime autônomo. Verificou-se ainda a existência ou não de pedidos de indenização a serem fixados na sentença condenatória. A análise dos dados foi feita de forma qualitativa, permeando-se pelos marcadores sociais (raça, classe e gênero) e pelas influências em torno da questão da violência de gênero que vai além da morte de uma mulher. Por fim, as poucas menções aos filhos das vítimas nas ações penais permitiram compreender que mesmo quando presenciam o crime, as crianças e adolescentes são vítimas invisíveis, silenciadas e esquecidas, não havendo indicativos de que tenham sido beneficiados por qualquer programa de acolhimento no processo de luto após a violência vivenciada. Assim, os filhos são reduzidos a mero fator de aumento de pena – e até mesmo nesse ponto as falhas do Judiciário são evidenciadas pela ausência de inclusão da qualificadora do artigo 121, §7º, inciso IV do Código de Processo Penal.
