Navegando por Assunto "Ambiente tropical"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Características quantitativas e qualitativas do capim-mombaça, submetido a doses crescentes de nitrogênio em clima tropical úmido – classificação AF(Universidade Federal do Pará, 2016-02-29) OLIVEIRA, Joelma Kyone Silva de; DOMINGUES, Felipe Nogueira; http://lattes.cnpq.br/1461187309835749A cadeia produtiva de ruminantes no norte do Brasil tem sua base sustentada por forragens, sendo então seu manejo e fertilização, garantindo a perenidade das gramíneas, de fundamental importância para a produção final de proteína de alto valor biológico para consumo humano. Objetivamos avaliar as características do Panicum maximum cv. Mombaça fertilizado com doses crescentes doses de nitrogênio em condições climáticas Af, sendo uma condição caracterizada por precipitação pluviométrica frequente em todos os meses do ano, ou seja, ausência de uma estacionalidade no regime de chuvas. Foram avaliadas características produtivas, morfogênicas, estruturais e químicas do capim-Mombaça em parcelas, sendo o experimento delineado em blocos ao acaso com seis tratamentos (0, 10, 20, 30, 40 e 50 kg de N ha-1 aplicação-1), cada aplicação realizada após cada corte e quatro repetições, uma repetição por bloco perfazendo um total de 24 parcelas e o corte feito a uma altura de resíduo de 40 cm, sempre que a altura média da parcela atingia 90 cm por ser considerada a altura em que o dossel intercepta 95% da luz incidente. Os dados foram submetidos à análise de variância e de regressão, a significância empregada foi de 5% dos coeficientes linear e quadrático e no coeficiente de determinação. A adubação nitrogenada afetou (p<0,05) taxas de alongamento, aparecimento, número de folhas vivas por perfilhos e a produção de massa seca do capim-Mombaça. A qualidade da forrageira também foi afetada pelas doses de N (p<0,05), sendo os teores de PB influenciados positivamente e os valores de CT negativamente. Os teores de fibra e lignina não foram influenciados pela fertilização (p<0,05), sendo um resultado positivo do ponto de vista nutricional da forragem, já que altos teores de fibra e lignina não favorecem o consumo e limitam a digestão. O nitrogênio proporciona melhores resultados quantitativos e qualitativos para capim-Mombaça em regiões de clima tropical.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Respostas termográficas em touros bubalinos submetidos à coleta de sêmen e avaliados sob condições agrometeorológicas no trópico úmido(Universidade Federal do Pará, 2014-04-30) BARROS, Daniel Vale; LOURENÇO JÚNIOR, José de Brito; http://lattes.cnpq.br/2919433679918544; GARCIA, Alexandre Rossetto; http://lattes.cnpq.br/2678267039338224A produção de búfalos (Bubalus bubalis) está praticamente concentrada entre os trópicos, onde predominam elevadas temperaturas. Portanto, o conhecimento da resposta desses animais frente ao ambiente tropical e às mudanças climáticas são essenciais. Assim, o objetivo do trabalho foi avaliar a variação dos índices de conforte térmico, parâmetros fisiológicos, hemáticos, seminais e de temperaturas superficiais de touros bubalinos mantidos sob clima tropical úmido (Afi de Köppen). Dez búfalos foram mantidos em baias coletivas, com acesso à sombra. Durante os meses de abril a agosto de 2013 foram obtidos dados climatológicos de estação meteorológica e dataloggers, instalados no interior das baias para cálculo do índice de temperatura e umidade (ITU). Foram aferidas frequência respiratória (FR), frequência cardíaca (FC), temperatura retal (TR), temperatura superficial de globo ocular (GLO), temperatura superficial do escroto (ESC), temperatura superficial do flanco direito (FLd) e esquerdo (FLe) e calculado o índice do conforto térmico de Benezra (ICB). Foi realizada coleta de sêmen semanalmente por vagina artificial, e realizada coleta de sangue para avaliação do hemograma mensalmente. A média da temperatura máxima do ar foi de 31,5ºC e a média da umidade relativa máxima foi de 93,2%. O ITU apresentou diferença somente entre turnos (P<0,05). A FR, FC e ICB apresentaram incrementos significativos ao longo dos meses e com diferença entre turnos (P<0,05). Já a TR apresentou diferença entre turnos e variação decrescente nos meses, com menor valor em agosto (37,8±0,7ºC). Para os valores de TR, GLO, FLd, FLe e ESC houve diferença (P<0,05) tanto para o turno quanto para os meses. O hematócrito, volume corpuscular médio, hemoglobina corpuscular média, concentração de hemoglobina corpuscular média, turbilhonamento e vigor espermático apresentaram diferença significativa (P<0,05) ao longo dos meses. As maiores correlações obtidas entre ITU e temperaturas superficiais foram entre ITUmed e FLdmed (0,77; P<0,0001), ITUmed e FLemed (0,75; P<0,0001), ITUmed e GLO (0,72; P<0,0001), e ITUmed e ESC (0,41; P<0,0001). A maior correlação entre temperatura interna e temperatura superficial foi de TR e GLOmax (0,58; P<0,0001). Correlações significativas foram encontradas entre ICB e FR (0,97; P<0,0001), ICB e FC (0,89; P<0,0001), FC e FR (0,87; P<0,0001), ITU e integridade de membrana plasmática dos espermatozoides (-0,17; P<0,05). Os resultados mostraram que, apesar dos animais apresentarem variações no índice de conforto de Benezra e elevação da temperatura superficial nos períodos mais quentes, os touros foram capazes de manter a homeotermia. Por fim, concluiu-se, também, que a termografia infravermelha pode ser usada como uma ferramenta não invasiva e auxiliar nos estudos sobre a fisiologia da termorregulação animal.Tese Acesso aberto (Open Access) Respostas termolíticas e qualidade seminal de ovinos naturalizados criados em ambiente tropical(Universidade Federal do Pará, 2015-10-30) KAHWAGE, Priscila Reis; GARCIA, Alexandre Rossetto; http://lattes.cnpq.br/2678267039338224O estudo visou aprofundar o conhecimento sobre as características anátomo-fisiológicas relacionadas à capacidade de perda de calor corpóreo e sua relação com a qualidade seminal de machos ovinos naturalizados ao ambiente tropical. Nove machos da raça Santa Inês (SIN) e sete da raça Morada Nova (MN) foram submetidos a dois experimentos. O primeiro ensaio compreendeu o monitoramento das características de pelame (quantidade de melanina, espessura de capa, comprimento e diâmetro dos pelos), da taxa de sudação, dos indicadores fisiológicos de conforto térmico (frequência respiratória, frequência cardíaca, temperatura retal, temperatura de superfície de pelame, temperatura de epiderme e temperaturas superficiais escrotais) da qualidade seminal (concentração espermática, motilidade progressiva, integridade de membrana plasmática, defeitos maiores, defeitos menores e defeitos totais) e integridade do parênquima testicular aliados às variáveis metereológicas, aferidas ao longo do ano. A análise estatística foi realizada com uso dos procedimentos GLM e LSMEANS do programa SAS, versão 9.1.3. Diferenças significativas (P<0,05) foram observadas entre o verão e as estações mais amenas do ano (outono e inverno), havendo incremento dos parâmetros termolíticos durante a estação quente. Já a qualidade seminal não variou ao longo do ano. No segundo experimento, foi avaliada a capacidade de manutenção da homeotermia corpórea e testicular de ovinos naturalizados sob desafio térmico. Os animais foram submetidos ao teste de tolerância ao calor que consiste na manutenção do animal à sombra (período 1), seguida de exposição ao sol (período 2) e retorno à sombra (período 3). Nos três períodos foram aferidos: frequência respiratória, frequência cardíaca, temperatura de superficiais de tronco, dorso, globo ocular e bolsa escrotal, por termografia infravermelha. O nível de adaptabilidade dos animais foi medido pelo índice de tolerância ao calor. A qualidade seminal e integridade de parênquima testicular foram avaliadas antes e após o desafio térmico. No Período 1, as variáveis apresentaram valores basais, em ambos os genótipos. No Período 2 observou-se incremento significativo das variáveis envolvidas na termólise (P<0,05), condizente com situação de desconforto térmico. No Período 3, as variáveis retomaram os valores basais, e algumas apresentaram valores mais baixos que os observados no Período 1. As variáveis seminais e ultrassonográficas não sofreram ação do insulto térmico. Conclui-se que ovinos MN e SIN apresentam eficientes mecanismos termolíticos que favorecem a preservação da funcionalidade gonadal, sendo considerados resilientes ao desafio térmico imposto em sistemas de produção em clima tropical.
