Navegando por Assunto "Atividade antioxidante"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Antioxidant capacity and biological activity of essential oil and methanol extract of Hyptis crenata Pohl ex Benth(2009-03) REBELO, Monaliza Maia; SILVA, Joyce Kelly do Rosário da; ANDRADE, Eloisa Helena de Aguiar; MAIA, José Guilherme SoaresO óleo essencial das folhas e ramos finos frescos e secos de Hyptis crenata forneceu os seguintes rendimentos, 1,4% e 0,9%. Os constituintes voláteis principais foram α-pineno (22,0%; 19,5%), 1,8-cineol (17,6%; 23,2%), β-pineno (17,0%: 13,8%), cânfora (4,7%; 11,6%), limoneno (5,4%; 4,4%) e γ-terpineno (3,5%; 2,4%), totalizando mais de 70% nos óleos. A atividade de seqüestro do radical DPPH para o extrato metanólico (CE50, 16,7 + 0,4 µg/mL) foi comparável ao do BHT (19,8 ± 0,5 µg/mL) mostrando uma significante atividade antioxidante. Os óleos apresentaram baixa atividade. O teor de fenólicos totais (TP, 373,0 + 15,9 mg GAE/g) e equivalente trolox (TEAC, 226,8 + 0,5 mg TE/g) confirmaram a atividade antioxidante do extrato metanólico, que pode ser atribuída à presença de compostos fenólicos polares. No teste com larvas de camarão as concentrações letais para o óleo e extrato metanólico foram 6,7 + 0,2 µg/mL e 13,0 + 3,7 µg/mL, respectivamente, fornecendo importante evidência de suas atividade biológicas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atividade antibacteriana, antioxidante e citotóxica in vitro do extrato etanólico da entrecasca da planta Ouratea hexasperma (EEEOH) (A. St-Hil.) Baill var. Planchonii Engl(Universidade Federal do Pará, 2015-09-17) COSTA, Glauber Vilhena da; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390Ouratea hexasperma (Ochnacea), popularmente conhecida como “barbatimão do cerrado”, é uma planta muito comum na região do cerrado brasileiro e, vem sendo utilizada para o tratamento de infecções microbianas e inflamações. Por isso, este estudo teve como objetivo avaliar as atividades antioxidante, quantificar teores flavonoides totais (TFT), antibacteriana e citotoxicidade do extrato etanólico da entrecasca da Ouratea hexasperma (EEEOH), bem como realizar sua caracterização fitoquímica. A planta foi coletada no estado do Amapá e em seguida foi realizada extração da entrecasca seca através de maceração à frio com solução etanólica 96% na proporção 2:8 (p/v) durante 1 dia, formando o EEEOH. A caracterização fitoquímica foi realizada através de ensaios cromáticos/precipitação em tubo e o teor de flavonoides foi mensurado através do ensaio com complexação com alumínio utilizando como padrão uma curva de quercetina (40–0,62μg/mL), e a capacidade antioxidante total através do método espectrofotométrico de descoloração do radical ABTS•+ (2,2´azino-bis-3-etilbenzotiazolin 6-ácido sulfônico) - TEAC. A atividade antimicrobiana do EEEOH foi testada frente às bactérias gram-positivas e gram-negativas, através das técnicas de microdiluição em caldo com coloração por resazurina, para a determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM), e de cultivo em placa de petri com posterior contagem das unidades formadoras de colônias (UFC) para a obtenção da Concentração Bactericida Mínima (CBM). A citotoxicidade do EEEOH, foram testadas utilizando leucócitos humanos do sangue periférico, células mononucleares, com diferentes concentrações do extrato e sem nenhum estímulo (controle negativo), e incubação e mantidos a 37ºC, 98% de umidade e 5% de CO2, durante 24h, NO e MDA foram lidas de ELISA e espectrofotômetro em diferentes leituras óticas. A análise fitoquímica preliminar do EEEOH mostrou a presença de taninos, saponinas e flavonóides. O TFT no extrato foi de 1467 ± 264μg equivalentes em quercetina/g de EEEOH. A capacidade antioxidante pelo método de TEAC apresentaram elevada atividade antioxidante, não havendo diferença na capacidade antioxidante (TEAC) entre as concentrações do extrato testadas. O EEEOH apresentou boa ação antibacteriana, principalmente contra as bactérias gram-positivas. Na citotoxicidade por regressão linear se obteve a concentração capaz de matar 50% das células (CC50%), cujo valor foi de 2231,5mg/mL, confirmando que o extrato bruto tem baixa citotoxicidade frente a leucócitos humanos, nas condições testadas. Na produção de NO e MDA verificou-se que o EEEOH não foi capaz de induzir a produção de NO das concentrações testadas. Como também, nenhuma concentração induziu aumento de MDA quando comparado ao controle negativo (RPMI), confirmando a baixa citotoxicidade do extrato in vitro. As análises estatísticas foram realizadas pelo teste Anova uma via e Turkey. Conclui-se que EEEOH possui atividade antibacteriana, antioxidante e baixa citotoxicidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da composição química e atividades biológicas dos óleos essenciais de Lippia gracilis e Lippia origanoides da Amazônia oriental(Universidade Federal do Pará, 2012-10-17) FRANCO, Caroline da Silva; SILVA, Joyce Kelly do Rosário da; http://lattes.cnpq.br/2278686174214080; MAIA, José Guilherme Soares; http://lattes.cnpq.br/1034534634988402O gênero Lippia é conhecido por seu caráter aromático e uso medicinal de suas espécies como uma alternativa terapêutica. Os óleos essenciais de Lippia gracilis e L. origanoides coletados no Pará e no Maranhão foram obtidos por hidrodestilação e mostraram-se ricos em monoterpenos. Os compostos majoritários do óleo de L. gracilis foram o timol (72,5%); p-cimeno (9,3%) e o éter metílico do timol (5,4%); para o óleo de L. origanoides foram timol (45,8%), p-cimeno (14,3%), -terpineno (10,5%) e carvacrol (9,9%). Os óleos apresentaram potencial larvicida frente à Artemia salina com valores de CL50 de 7,4 ± 0,2 μg.mL-1 para L. origanoides e de 18,7 ± 0,2 μg.mL-1para L. gracilis, ambas mais ativas que o lapachol (CE50 = 21,2 ± 2,2 μg /mL). O óleo essencial de L. gracilis apresentou moderada capacidade de sequestro do radical DPPH com valor de CE50 =35,7 ± 3,32 μg.mL-1 cerca de 8 vezes menos ativo que o padrão trolox (CE50 de 4,5 ± 0,1). Além disso, o óleo de L. gracilis mostrou-se um bom fungicida natural frente ao fitopatógeno C. sphaerospermum com limite de detecção de 5 μg, cerca de 10 vezes menos ativo que o miconazol (LD = 0,5 μg). Por outro lado, o óleo de L. origanoides não mostrou atividade expressiva (LD = 100 μg).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da composição química, atividade antioxidante e antimicrobiana do óleo de cipó-de-alho (Mansoa standleyi) (Steyerm.) A. H. Gentry (Bignoniaceae) obtido via extração supercítica(Universidade Federal do Pará, 2019-05-31) URBINA, Glides Rafael Olivo; CARVALHO JÚNIOR, Raul Nunes de; http://lattes.cnpq.br/5544305606838748; https://orcid.org/0000-0002-4433-6580Mansoa standleyi é conhecida popularmente como "cipó-de-alho" em virtude do seu odor característico de alho (Allium sativum). A planta possui efeito inibitório no crescimento de bactérias e fungos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a composição química, atividade antioxidante e antimicrobiana do óleo obtido das folhas de M. standleyi via extração com fluido supercrítico (SFE) e extração convencional (Hidrodestilação). Os ensaios da SFE foram realizados utilizando CO2 supercrítico, tempo de extração estática de 30 min e tempo dinâmico de 180 min, vazão de CO2 de 2,5 L/min e massa de matéria-prima de 10 g. A seleção das variáveis temperatura e pressão foi realizada a fim de obter uma diferença da densidade do CO2 (𝜌𝐶𝑂2) nas isotermas de 35 e 45 ºC combinadas com os valores de pressão de 100, 200, 300 e 400 bar. Os resultados obtidos permitem constatar que os valores de rendimento global da SFE em base seca apresentam diferenças significativas entre si (p≤0,05), com valores variando de 0,87 a 2,02%. A maior média encontrada refere-se à condição de 400 bar/35 °C (𝜌𝐶𝑂2 = 972,26 kg/m3). Entretanto, na extração por Hidrodestilação o rendimento do óleo foi de 0,14%. Os resultados da triagem fitoquímica por cromatografia em camada delgada de alta eficiência (CCDAE) evidenciaram a presença de terpenos, ácidos graxos, compostos fenólicos e flavonoides. Foi demonstrada a presença de substâncias com atividade antioxidante para todos os óleos obtidos com SFE, sendo observado uma melhor identificação nos óleos extraídos nas condições de pressões mais altas. Na análise quantitativa de composição química, foi observado que os valores variaram de 31,87 a 72,06 mg EAG/g óleo no conteúdo de compostos fenólicos totais. Em relação a atividade antioxidante os valores variaram de 457,64 a 2475,55 EC50 expresso em g de óleo/ g de DPPH, sendo os melhores resultados obtidos na condição de 400 bar/35 °C. Nos perfis de ácidos graxos do óleo de M. standleyi obtido por SFE os resultados indicaram que houve diferença na composição qualitativa dos ácidos graxos detectados, em função da condição operacional de extração, onde foi observada a presença de ácido linoleico (≅95%), palmítico (≅12%) e oleico (≅5%). Os constituintes químicos identificados no óleo obtidos por Hidrodestilação foram compostos sulfurados, fenóis e álcoois. A análise da atividade antimicrobiana in vitro demonstrou que o óleo obtido por SFE apresenta ação antibacteriana contra Stapphylococcus aureus e Escherichia coli. Por fim, óleo de M. standleyi representa uma alternativa para utilização futura no tratamento de doenças causadas por microrganismos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação de atividade antimicrobiana e perfil fitoquimíco de plantas medicinais utilizadas por comunidades remanescentes de quilombos no Marajó(Universidade Federal do Pará, 2020-12-28) SILVA, Suzana Helena Campelo Nogueira da; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390; https://orcid.org/ 0000-0002-3328-5650; SILVA, Consuelo Yumiko Yoshioka e; http://lattes.cnpq.br/8337688339279747; https://orcid.org/ 0000-0002-9120-1910O levantamento etnofarmacológico é reconhecido como um dos métodos mais viáveis na busca de novas plantas medicinais, com a finalidade última de produzir medicamentos de origem natural ou semissintético. Neste sentido, as comunidades remanescentes de quilombolas amazônicas (Marajó-PA) carregam consigo um grande conhecimento sobre o uso de plantas medicinais, que foi passado por gerações em solo marajoara, promovendo o valor do conhecimento popular e sua aplicabilidade em estudos futuros. O objetivo deste estudo é fornecer subsídios científicos ao uso tradicional de plantas no tratamento de doenças dermatológicas em comunidades quilombolas do Marajó que ainda não possuam estudo químico e/ou farmacológico adequado. Durante o trabalho de campo, realizado entre 2017 e 2018, 13 comunidades foram entrevistadas, nas quais 7 plantas com uso em doenças de pele foram citadas. Tais plantas foram coletadas, e tiveram suas exsicatas preparadas. Após identificação botânica por profissional qualificado, efetuou-se extensa revisão bibliográfica, após a qual 3 plantas foram selecionadas para estudo fitoquímico e farmacológico (in vitro em Microsporum e Staphylococcus aureus). Além disso, foram submetidas a teste de antioxidante ORAC e de polifenois totais TP. O perfil fitoquímico foi analisado através de cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massas (LC-MS) proporcionando 17 constituintes químico, pertencente a classe dos flavonoides. Os resultados dos testes in vitro demostraram potencial antibacteriano do extrato etanólico das folhas de C. alatus (CIM) de 0,625 ug/mL e (CBM) de 0,734 μg/mL e do extrato etanolico das raízes D. floribunda (CIM) de 125,0 ug/mL e (CBM) de 200,0 μg/mL frente a S. aureus, com destaque a fração F3 (CIM) 25,0 μg/mL e (CBM) de 132,0 o qual apresentou a maior inibição bacteriana. Diante disso, os resultados contribuíram para a validação do uso popular e caracterização química da espécie que apresentou potencial antimicrobiano, que pode ser um promissor candidato a fitoterápico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Desenvolvimento e caracterização tecnológica de micropartículas de arrabidaea chica (h & B) B. Verl. obtidas por spray dryer(Universidade Federal do Pará, 2012-08) SAMPAIO, Rita de Cássia Almeida; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070; SILVA JÚNIOR, José Otávio Carréra; http://lattes.cnpq.br/4437885351749994O presente trabalho teve como objetivo o desenvolvimento tecnológico de formas farmacêuticas particuladas obtidas a partir de solução extrativa (tintura) de partes aéreas de Arrabidea chica (pariri), empregando-se a secagem por spray drying. Investigou-se a influencia de adjuvantes tecnológicos (maltodextrina e goma arábica, isoladas e em associação) no desempenho da secagem e nas propriedades dos produtos secos. A tintura de A. chica foi concentrada em evaporador rotativo obtendo-se o extrato concentrado (EC) o qual foi adicionado dos adjuvantes tecnológicos e submetidos a secagem em spray drying. O processo de secagem foi avaliado através da determinação da recuperação de produto e eficiência térmica. As micropartículas (ES) foram avaliadas quanto a umidade residual; atividade de água; diâmetro médio das partículas; densidade bruta, densidade de compactação e índices de fluidez, perfil térmico e espectroscópico por IV. O monitoramento químico foi realizado por espectrofotometria UV-vis, utilizando como marcador químico os flavonoides (Ft), polifenois (Pt) e taninos totais (Tt) presentes na A. chica. A atividade antioxidante do produto foi avaliada pelo método DPPH e quimioluminescência. O teor de umidade nas ES teve seus valores na faixa de 2,77 a 4,69% estando dentro do especificado. Os valores de atividade de água ficaram abaixo de 0.2, que e favorável a estabilidade físico-química e microbiológica. O percentual de degradação dos marcadores químicos nas ES em relação ao EC ficou na faixa de 24 a 46% para Ft, de 48 a 56% para Pt, e de 53 a 72% para Tt, que pode estar associada a degradação térmica e oxidação dos compostos. Na analise por CCD, a tintura, o EC e os ES apresentaram os padrões luteolina e canferol mostrando que o processo de secagem não causou a perda destes compostos. A distribuição granulométrica mostra que os ES apresentaram diâmetro médio em torno de 10 μm sendo que as partículas apresentaram morfologia esférica e algumas com superfície rugosa. Através da determinação dos índices de fluidez e de acomodação dos pós obteve-se resultados característicos de pós com baixa fluidez e características de compressibilidade. A atividade antioxidante dos ES apresentou valores entre 32,17 a 44,53 μg/mL. Na analise colorimétrica, os parâmetros comprovaram a coloração vermelha-amarelada. A recuperação de produto ficou na faixa de 60 a 65% e os valores de eficiência térmica ficaram entre 36 % e 39%. As analises de espectroscopia na região do infravermelho e analises térmicas se mostraram ferramentas importantes na caracterização físico-química e controle de qualidade dos sistemas micropartículados obtidos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo de métodos de extração, quantificação dos polifenóis totais, avaliação das atividades antioxidantes e antimicrobianas da casca do caule de Croton palanostigma Klotzsch(Universidade Federal do Pará, 2017-02-22) RODRIGUES, Cintya Cordovil; BRASIL, Davi do Socorro Barros; http://lattes.cnpq.br/0931007460545219; https://orcid.org/0000-0002-1461-7306; FARIA, Lênio José Guerreiro de; http://lattes.cnpq.br/7428609361678173; https://orcid.org/0000-0002-9534-9998O Croton palanostigma é conhecido popularmente como “sangue de dragão” e usado na medicina popular no tratamento de doenças inflamatórias e cicatrizante. Este trabalho propõe um estudo entre as metodologias de extração convencional e extração no supercrítico da casca do caule do C. palanostigma, visando avaliar nos extratos obtidos o rendimento, a quantidade de polifenóis totais, as atividades, antioxidante e antimicrobiana. Para o processo de extração convencional foi utilizado extrator encamisado de vidro, além de um planejamento fatorial experimental de três fatores e três níveis do tipo Box-Behnken, com o objetivo de determinar quais as variáveis (temperatura, o tempo de extração e a relação massa/solvente) poderiam influenciar no processo extrativo, para a quantificação dos polifenóis totais foi utilizado o método de Folin-Ciocalteau, com algumas alterações e utilizando o ácido gráfico como padrão de referencia, para a analise da atividade antioxidante utilizou-se o método do IC50, que mede a concentração necessária para se alcança 50%de decréscimo na absorbância do radical DPPH e para a análises antimicrobiológica foi utilizado o método de microdiluição, cujo objetivo foi a determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) de todos os ensaios frente as cepas bacterianas e fúngica estudas. Os métodos de extração utilizados mostraram-se eficientes para a obtenção dos extratos, com algumas diferenças qualitativas, como por exemplo: cor, viscosidade e aroma. Quantitativamente a técnica de extração convencional apresentou um maior rendimento em seus ensaios, no entanto o mesmo demandou muito mais tempo de processo e maior quantidade de material utilizado, tanto botânico quanto de solvente, além de todas as variáveis avaliadas no estudo terem sido consideradas significativas para o processo, enquanto que na extração supercrítica o tempo utilizado foi significativamente menor, assim como também menor quantidade de material botânico e o co-solvente utilizado (álcool etílico). Para a quantificação dos polifenóis totais observou-se que a extração convencional (Ensaio 9; T=45ºC; t=30min; g/mL=1;2) foi menos eficiente que as obtidas pela extração supercrítica (Ensaio 1; T=40ºC; P=100 bar e Ensaio 3; T=60ºC; P=300 bar) e tendo as variáveis significativas para a analise o tempo e relação massa/solvente. Para a atividade antioxidante o melhor resultado foi para a extração convencional (IC50=30,71%) em relação ao Ensaio 3 (T=60ºC; P=300 bar) da extração supecrítica (IC50=52,36) e tendo as variáveis, tempo e Temperatura suas condições favoráveis para o processo. Para a analise antimicrobiana todos os extratos obtidos com a extração convencional apresentaram, em pelo menos uma de suas concentrações, atividades inibitórias frente a pelo menos uma das cepas patogênicas utilizadas no teste. Para as amostras obtidas da extração no supercrítico a ensaio 2 (T:60 ºC; P:200bar) não apresentou atividade inibitória frente a nenhuma cepa bacteriana utilizada no teste, a cepa bacteriana Enterobacter não sofreu inibição de nenhuma das amostras do supercrítico para a temperatura de 60ºC e a E. coli também não apresentou inibição frente as amostras da extração supercrítica com exceção do ensaio 1(=40ºC; P=100 bar).Tese Acesso aberto (Open Access) Extração de Compostos Antioxidantes de Cissus sicyoides L. com Tecnologia Supercrítica e Determinação da Atividade Anti-inflamatória no Modelo de Lesão Medular(Universidade Federal do Pará, 2023-05-11) RODRÍGUEZ SALAZAR, Marielba de Los Ángeles; CARVALHO JÚNIOR, Raul Nunes de; http://lattes.cnpq.br/5544305606838748; https://orcid.org/0000-0002-4433-6580A Cissus sicyoides L. ou Cissus verticillata L. também conhecida como insulina vegetal, é uma planta que possui uma potente atividade anti-inflamatória, devido a sua composição química, que se destaca pela presença de compostos com alta atividade antioxidante. A tecnologia supercrítica é uma alternativa apropriada para extrair compostos antioxidantes de matrizes vegetais. Neste sentido, o objetivo da tese foi realizar a extração de compostos antioxidantes presentes em C. sicyoides por meio da tecnologia supercrítica, utilizando CO2 e EtOH como cossolvente, e posteriormente, no extrato supercrítico avaliar seu efeito antiinflamatório no modelo de lesão medular. Para isto, na primeira etapa experimental da tese foi realizada a identificação de compostos fenólicos por HPLC e foi avaliado o efeito citotóxico, em glóbulos vermelhos humanos, do extrato de folhas e caules de C. sicyoides obtido por extração supercrítica, na condição operacional de 50 °C/ 400 bar e 10 % EtOH (𝜌𝐶𝑂2+𝐸𝑡𝑂𝐻 = 953 kg/m3), em comparação ao extrato obtido por extração convencional (Soxhlet) e, por último, foi avaliado o efeito anti-inflamatório no modelo de lesão medular. Na análise dos extratos por HPLC, os dados espectrais UV/Visível revelaram compostos com bandas de absorção em comprimentos de onda característicos de flavonoides glicosilados. O extrato supercrítico não apresentou efeito citotóxico, pois não houve ruptura das membranas dos glóbulos vermelhos. O ensaio in vivo demonstrou uma aparente redução na concentração celular na área circundante à lesão nos animais tratados, sugerindo um efeito anti-inflamatório do extrato supercrítico no modelo de lesão medular. Na segunda etapa experimental da tese, se pretendeu estudar os antioxidantes presentes em cada parte da C. sicyoides (frutos, flores, folhas e caules). As amostras foram avaliadas quanto ao teor de CFT pelo método FolinCiocalteu, que variou entre 9,30 a 141,04 mg EAG/g de amostra, de FT por complexação com cloreto de alumínio de 1,03 a 44,02 mg EQ/g de amostra, sua atividade antioxidante pelo método DPPH, o valor EC50 variou entre 162,83 a 453,25 g de amostra/ g de DPPH e pelo método FRAP os valores foram de 199,14 e 241,26 μM sulfato ferroso/ g de amostra. Assim, as folhas e os caules antes e após SFE, são ricos em antioxidantes, o que justifica o alto teor de FT, bem como a maior atividade antioxidante pelos métodos testados. Por fim, no processo de SFE foi possível obter um extrato com potencial atividade antioxidante, que pode ser utilizado para aplicações biológicas.Tese Acesso aberto (Open Access) Extração de compostos bioativos de folhas de croton matourensis Aubl. com CO2 Supercrítico: determinação da composição química, atividade antioxidante e atividade biológica(Universidade Federal do Pará, 2022-05-06) BEZERRA, Fernanda Wariss Figueiredo Bezerra; CARVALHO JÚNIOR, Raul Nunes de; http://lattes.cnpq.br/5544305606838748; https://orcid.org/0000-0002-2324-6287A espécie Croton matourensis apresenta benefícios à saúde, devido a sua composição que possuí alta concentração em compostos bioativos como compostos fenólicos, terpenos, ácidos fenólicos e fenilpropanoides. O método mais usado para obter seus extratos é a hidrodestilação, entretanto a extração com dióxido de carbono supercrítico (CO2-SC) é um método ambientalmente amigável, com alta seletividade e capaz de obter extratos com alta concentração em larixol, um diterpeno oxigenado de alto valor econômico e com diversas atividades biológicas. Neste contexto, a presente tese objetivou usar a tecnologia supercrítica para obter extratos das folhas de C. matourensis com alta concentração em larixol e avaliar sua potencial atividade anti-inflamatória, neuroprotetora e antiviral contra o vírus da COVID- 19. Para isso, na primeira etapa da tese foi realizada a extração das folhas de C. matourensis com CO2-SC em diferentes condições de temperatura (40 e 50 °C) e pressão (100 a 400 bar), a extração supercrítica foi comparada com a hidrodestilação (HD) e a extração hexânica (EH) por meio da avaliação do rendimento mássico, da composição química e da atividade antioxidante dos extratos, posteriormente foi realizado o modelo experimental de isquemia focal no córtex motor de ratos utilizando o extrato obtido na melhor condição operacional com CO2-SC. Os maiores rendimentos foram obtidos na EH (5,73 ± 0,26%) e na condição a 50°C/400 bar (5,60 ± 0,06%), os quais foram estatisticamente iguais (p > 0,05), a condição supercrítica foi mais vantajosa na obtenção do larixol (48,49%) em comparação à EH (2,93%). Os extratos obtidos pelos diferentes métodos apresentaram elevado valor de compostos fenólicos totais (51,81 ± 2,03 a 79,53 ± 1,19 mgEAG/g extrato), flavonoides totais (2,50 ± 0,20 - 6,89 ± 0,45 mgEQ/g extrato) e atividade antioxidante com percentual de inibição máximo igual a 83,26 ± 0,58% na concentração de 14 mg/mL. O estudo de isquemia cerebral focal revelou que os animais tratados com o extrato de C. matourensis apresentaram maior redução da área de lesão do que os tratados com a solução controle (Tween 5%), sugerindo seu potencial efeito anti-inflamatório e neuroprotetor. Na segunda etapa da tese, foi realizado o estudo in silico para avaliar as interações entre o ligante larixol e quatro receptores do SARS-CoV-2. Os resultados de docagem molecular mostraram que o modo de interação desempenhou papel fundamental de interação com o larixol, principalmente na interação com a Spike-protease. O estudo mostrou através da energia de afinidade que o ligante apresentou conformações estáveis, formando um complexo estável com os receptores, estando em conformidade com o sítio catalítico dos receptores. Os dados de docagem molecular, dinâmica molecular e energia livre de Gibbs apontaram que o larixol pode se ligar ao compartimento de ligação dos receptores, evidenciando sua potencial atuação como agente antiviral ou agente usado em conjunto com outras terapias que forneçam linha de defesa contra doenças associadas ao coronavírus. Desta forma, a tese mostrou que o extrato das folhas de C. matourensis obtido com CO2-SC apresentou alta concentração em larixol, com potenciais atividades anti-inflamatória, neuroprotetora e antiviral, apresentando potencial para ser aplicado como insumo nas indústrias alimentícia, cosmética e farmacêutica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Funcionalidades de peptídeos provenientes de biomassas de oleaginosas amazônicas(Universidade Federal do Pará, 2025-04-22) PANTOJA, Gabriela Vieira; FONTANARI, Gustavo Guadagnucci; http://lattes.cnpq.br/6654478241936919; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-8417-263X; MARTINS, Luiza Helena da Silva; http://lattes.cnpq.br/1164249317889517; https://orcid.org/0000-0003-1911-4502A utilização de subprodutos agroindustriais tem sido cada vez mais acentuada, pois foca nas questões de sustentabilidade e escassez de recursos, além disso, os subprodutos do processamento industrial também podem conter moléculas bioativas. Os peptídeos bioativos são moléculas que apresentam uma ampla gama de funcionalidades, incluindo atividades antimicrobianas e antioxidantes. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi obter hidrolisados proteicos com atividade antioxidante e antimicrobiana a partir das proteínas de tortas residuais das biomassas amazônicas tucumã (Astrocaryum vulgare), murumuru (Astrocaryum murumuru) e andiroba (Carapa guianensis), por meio de hidrólise enzimática. Para isto, foi realizada, primeiramente a otimização da extração proteica e, após ter definido as condições de pH, proporção e tempo de extração, as proteínas concentradas foram obtidas e, em seguida, submetidas a hidrólises enzimáticas com tripsina e alcalase. Esses hidrolisados foram testados quanto a compostos fenólicos, atividade antioxidante, atividade antimicrobiana e separados por cromatografia líquida de alta eficiência. Os resultados do estudo foram positivos quanto a atividade antioxidante, sendo os hidrolisados de tucumã os que tiveram maior teor e os hidrolisados de andiroba alcalase e tucumã tripsina apresentaram atividade de inibição microbiana moderada, tendo esse resultado, uma tendência, a partir da correlação de pearson, de ser devido as frações peptídicas obtidas. Dessa forma foi possível concluir que a utilização das tortas residuais de oleaginosas da Amazônia para a extração de peptídeos bioativos apresenta-se como prática viável de geração de subprodutos de alto valor.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geoprópolis produzida por diferentes espécies de abelhas: atividades antimicrobiana e antioxidante e determinação do teor de compostos fenólicos(Universidade Federal do Pará, 2015-05-15) LIMA, Marcus Vinicius Dias de; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390Dentre os meliponíneos ou “abelhas sem ferrão” (Stingless bee) destacam-se a Melipona quadrifasciata (Mandaçaia), Melipona marginata (Manduri) e a Tetragonisca angustula (Jataí). Um dos produtos produzidos por estas abelhas e que apresenta grande aceitabilidade no mercado é a geoprópolis, uma substância resinosa e balsâmica de composição química complexa, coletado pelas abelhas de brotos, exsudações e de outras partes do tecido vegetal, que é transformada por processos enzimáticos por adição de secreções, sendo adicionados terra e/ou barro. Dentre os componentes químicos, destacam-se a presença de compostos fenólicos, diterpenos, triterpenos, óleos essenciais e muitos outros. As atividades mais estudadas da própolis são a antibacteriana e antifúngica, além da atividade antiviral, imunomoduladora, antitumoral, antiinflamatoria e antioxidante. Este trabalho objetivou avaliar a atividade antimicrobiana, através da determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Concentração Bactericida Mínima (CBM), e atividade antirradicalar pelo método de capacidade antioxidante equivalente ao trolox (TEAC), além da determinação dos teores de compostos fenólicos e flavonóides (Método de Folin-Cioucalteu e complexação com cloreto de alumínio, respectivamente) de amostras de geoprópolis de diferentes espécies de abelhas sem ferrão (Melipona quadrifasciata, Melipona marginata e Tetragonisca angustula). Todas as amostras de geoprópolis apresentaram atividade antimicrobiana frente às bactéria gram-positivas, sendo que a abelha Manduri apresentou menor valor de CIM e CBM; somente a espécie Mandaçaia apresentou atividade moderada contra bactérias gram-negativas. A geoprópolis da abelha Manduri foi a que apresentou maior teor de compostos fenólicos e flavonóides, seguido da geoprópolis da abelha mandaçaia, e ambas estavam em conformidade com os parâmetros preconizados pela legislação vigente, sendo que a geoprópolis da espécie Manduri também apresentou elevados níveis de antioxidante total em relação as demais abelhas. Observou-se que a atividade antimicrobiana dos extratos de geoprópolis não está diretamente associada aos elevados níveis de compostos fenólicos, incluindo flavonóides.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Identification and antioxidant activity of several flavonoids of Inga edulis leaves(2007) SOUZA, Jesus Nazareno Silva de; SILVA, Evaldo Martins da; SILVA, Milton Nascimento da; ARRUDA, Mara Silvia Pinheiro; LARONDELLE, Yvan; ROGEZ, Hervé Louis GhislainUm extrato metanol-água das folhas de Inga edulis foi fracionado para identificar os compostos polifenólicos. Os compostos identificados foram o acido gálico, a catequina, a epicatequina, a miricetina-3-ramnopiranosídeo, a quercetina-3-glucopiranosídeo e a quercetina-3-ramnopiranosídeo. A capacidade antioxidante do extrato e dos polifenóis puros foi medida pelo teste ORAC e comparada com o teor em fenólicos totais (TP). O extrato bruto seco apresentou valores de ORAC (11.16 mmol TE per g) e TP (496.5 mg GAE per g) muito altos. Os compostos identificados foram responsáveis, respectivamente, por 9.53 % e 12.10 % dos valores ORAC e de TP do extrato de folhas de Inga edulis.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Isoeleuterol e isoeleuterina: potenciais marcadores químicos da tintura de Eleutherine plicata Herb (Iridaceae) e atividades microbiológica e antioxidante(Universidade Federal do Pará, 2008-12-30) MALHEIROS, Luiz Claudio da Silva; VIEIRA, José Maria dos Santos; http://lattes.cnpq.br/6807452375674442; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070A espécie Eleutherine plicata Herb. é uma Iridaceae, conhecida popularmente como marupazinho, muito utilizada pela população para o tratamento de diarréias. Com o bulbo da planta prepara-se um chá, que é utilizado no tratamento de infestações causadas por ameba. O material vegetal utilizado neste estudo foi coletado em Belém do Pará e sua identificação botânica foi realizada por comparação de exsicata depositada no Museu Paraense Emílio Goeldi sob nº 10543. O extrato etanólico (EE) foi preparado por percolação a partir do bulbo previamente seco e moído. Após a secagem o extrato etanólico foi suspenso em uma solução hidroalcóolica (1:1) e submetida a partição com solventes de polaridades crescente. Com o extrato etanólico e as frações foram realizados 18 testes para detectar classes de metabólitos secundários. O extrato etanólico e as frações hexânica e clorofórmica apresentaram resultado positivo para naftoquinonas, antraquinonas e esteróides e triperpenos. As análises por cromatografia em camada delgada do extrato etanólico e frações hexânica e clorofórmica mostraram zonas sensíveis à solução metanólica de KOH 10%, indicando a presença de quinonas nestas amostras. A avaliação da atividade antimicrobiana do referido extrato e frações com cepas de C. albicans, S. aureus, E. coli e P. aeruginosa demonstrou que a fração clorofórmica é a mais ativa, apresentando os maiores halos de inibição de crescimento microbiano, possivelmente, contendo uma maior concentração de constituintes ativos. Da fração clorofórmica foram isolados os constituintes químicos isoeleuterol e isoeleuterina, os quais foram caracterizados quimicamente através de ressonância manética nuclear de hidrogênio (RMN1H) e carbono 13 (RMN 13C), em comparação com os dados da literatura. O extrato etanólico, isoeleuterol e isoeleuterina foram submetidos a avaliação de suas atividades antioxidantes, os quais apresentaram fraca atividade quando comparado com o padrão BHT.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) New isoflavones from the leaves of Vatairea guianensis Aublé(2013-11) SOUZA, Ronilson Freitas de; MARINHO, Victor Hugo de Souza; SILVA, Geilson Alcantara da; COSTA JUNIOR, Livio Martins; SILVA, Joyce Kelly do Rosário da; BASTOS, Gilmara de Nazareth Tavares; ARRUDA, Alberto Cardoso; SILVA, Milton Nascimento da; ARRUDA, Mara Silvia PinheiroDas folhas de Vatairea guianensis Aublé foram isoladas quatro isoflavonas identificadas como, 5,3',-diidroxi-4'-metoxi-2",2"-dimetilpirano-(5",6":8,7)-isoflavona ( 1: ), 5,7-diidroxi-3',4'-metilenodioxi-8-prenil-isoflavona ( 2: ) e 5,3'-diidroxi-4'-metoxi-7-O-β-glicopiranosídeo-8-prenil-isoflavona ( 3: ) e derrona ( 4: ), juntamente com cinco triterpenos identificados em mistura de lupeol, α-amirina, β-amirina, germanicol e ácido betulínico. As substâncias 1: 3: são novos produtos naturais, porém 1: e 2: já foram citados como produtos de síntese. No entanto, todas essas substâncias são relatadas pela primeira vez para essa espécie. Suas estruturas químicas foram elucidadas com base nos seus dados de ressonância magnética nuclear (RMN) 1D e 2D e por espectrometria de massas de alta resolução. O extrato etanólico das folhas e os compostos 1-3: foram avaliados quanto ao seu potencial sequestrador do radical DPPH• (2,2-difenil-1-picril-hidrazila) e os resultados mostram que o extrato apresentou alta atividade (CI50 = 6,2 ± 0,4 µg mL-1), enquanto as substâncias testadas apresentaram baixo poder antioxidante (CI50 ≥ 29,5 ± 2,5 µg mL-1) quando comparadas com TROLOX (CI50 = 4,5 ± 0,4 µg mL-1).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Obtenção de extratos padronizados em antioxidantes naturais: aproveitamento dos resíduos da ucuúba (Virola surinamensis)(Universidade Federal do Pará, 2018-03-21) OLIVEIRA, Kalene de Almeida; COSTA, Roseane Maria Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/0537372052713559A ucuúba (Virola surinamensis) é uma fruta de origem amazônica, que tem ação anti-inflamatória e antifúngica. O resíduo gerado pelo seu processamento ainda apresenta potencial de aproveitamento, uma vez que são ricos em substâncias nutritivas e metabólitos secundários. Esse estudo tem como objetivo obter extrato hidrofílico e lipofílico padronizados em antioxidantes a partir do resíduo agroindustrial de ucuúba. Foram utilizadas as técnicas caracterização do pó como: Caracterização físico-química, Análise Térmica, Espectroscopia na Região do Infravermelho. Para obtenção e caracterização do extrato hidroetanólico e oleoso foram utilizadas técnicas como: percolação e maceração dinâmica respectivamente, caracterização físico-química, Análise Térmica, Espectroscopia na Região do Infravermelho (FTIR). Foram determinados o teor de Polifenóis totais, Flavonoides, Carotenoides totais e a atividade antioxidante foi determinada pelo método DPPH e ABTS. Os parâmetros fisíco-químicos do pó, extrato hidrofílico e lipofílico estão em comformidade com a literatura. Foi observado na curva termogravimétrica d3 eventos e perda de massa para os dois extratos. O extrato hidrofílico concentrado e o lipofílico apresentaram conteúdo de Polifenóis totais de 114,04 ± 0,01 e 806,45 ± 1,9 (mg EAG/100g) e Flavonóides de 49 ± 4,6 e 62 ± 1,27 (mg ERT/100g) respectivamente. O extrato lipofílico apresentou teor de Carotenóides de 5,37 ± 0,26 (µg de β-caroteno/mL). A atividade antioxidante pelo método DPPH para o extrato hidrofílico concentrado (286,07± 31 µM Trolox/g), liofilizado (374,33 ± 25 µM Trolox/g) e oleoso (138,09±17,03 µM Trolox/L). Para o método ABTS os resultados obtidos para os extratos: hidrofílico concentrado (107,34± 9,3 µM Trolox/g), liofilizado (258,15 ± 1,8) e lipofílico (1856,57±3,7 µM Trolox/L). O resíduo de ucuúba apresenta potencial de aproveitamento para o desenvolvimento de produtos pela indústria de alimentos, cosmética e farmacêutica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Otimização da pasteurização da polpa de jambolão (Syzygium cumini lamarck)(Universidade Federal do Pará, 2014-11-21) AMÉRICO, Gilciane Vergolino; CARVALHO, Ana Vânia; http://lattes.cnpq.br/7856575452724939; LOPES, Alessandra Santos; http://lattes.cnpq.br/8156697119235191Os frutos de Syzygium cumini Lamarck, conhecido popularmente como jambolão, são fontes de antocianinas e antioxidantes. Este estudo teve como objetivo otimizar a pasteurização na polpa de jambolão, visando a inativação enzimática, a retenção dos compostos bioativos e da atividade antioxidante. Foram realizadas analises físicas do fruto de jambolão: comprimento transversal (2,49 cm), comprimento longitudinal (1,68 cm) e rendimento percentual (57,22 %); e físico-químicas da polpa de jambolão: umidade (89,43 %) cinzas (0,27 %), lipídios (0,23 %), proteínas (0,72 %), acidez (5,99 % ac. cítrico), sólidos solúveis (9,17 °Brix), pH (3,34), fenólicos totais (182,01 mgEAG.100g-1), antocianinas totais (93,56 mg.100g-1) e atividade antioxidante pelo método DPPH (EC50=4.552,26 g/gDPPH) e ABTS (18,48 μMTrolox/g). Devido à resistência ao escoamento apresentada pela polpa de jambolão nas tubulações do pasteurizador, a polpa foi diluída e enquadrada na legislação vigente (Brasil, 2003) para suco tropical. Para o processo de pasteurização no suco tropical de jambolão foi utilizado um planejamento composto central (2²), adotadas como variáveis independentes: temperatura (°C) e tempo (s); e como variáveis de respostas: fenólicos totais, antocianinas totais, atividade antioxidante (DPPH e ABTS) e atividade enzimática (POD e PFO). Houve a completa inativação das enzimas no suco tropical de jambolão pasteurizado, exceto no tratamento com 85°C/39s para atividade da POD. As variáveis independentes e a interação das mesmas não influenciaram de maneira significativa ao nível de 95% de confiança os resultados obtidos para geração de modelos preditivos das características avaliadas, com exceção para o teor de fenólicos totais. A melhor condição para obter a máxima retenção dos compostos analisados e a completa inativação das enzimas foi 92°C/ 70s no suco tropical de jambolão pasteurizado.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Planejamento e desenvolvimento de derivados do muscimol com propriedades antioxidantes(Universidade Federal do Pará, 2019-12-09) SOUSA, Alanna Crystine Lima Farias de; BORGES, Rosivaldo dos Santos; http://lattes.cnpq.br/4783661132100859; https://orcid.org/0000-0003-4072-7573O Muscimol é um composto izoxazol psicoativo extraído de cogumelos do gênero Amanita muscaria tem sido estudado como inibidor GABA por possuir efeitos comportamentais, já que sua fórmula estrutural se assemelha aos neurotransmissores dos mamíferos GABA e o ácido glutâmico. Por sua alta seletividade e potente propriedade de inibir atividade neural possui capacidade de atuar como fármaco, já que possui maior afinidade com o receptor GABAA que o GABA, podendo agir no metabolismo da serotonina, assim como o GABA. Desde a década de 80 há estudos que sugerem que o GABA e o muscimol estão relacionados com a concentração de serotonina, onde se houver aumento na concentração de GABA ou injeção de muscimol, há aumento da concentração de serotonina e diminuição de seu produto inativo após sua oxidação, 5-HIAA. Por esta razão este trabalho objetivou planejar e desenvolver derivados do muscimol como alternativa para o aumento de serotonina através da atividade antioxidante. Para isso, foi-se utilizado o método de planejamento de fármacos conhecido como bioisosterismo, o qual é caracterizado por ser compostos ou subunidades de substâncias bioativas com características estruturais semelhantes, além de propriedades físicas e químicas semelhantes com a capacidade de apresentar propriedades biológicas análogas, podendo ser agonistas ou antagonistas. Primeiramente foi feito um estudo dos grupos que são responsáveis pela atividade biológica através do farmacóforo do muscimol, onde os grupos que fazem interação com o receptor GABAA são o grupamentos -NH2, o anel isoxazol, bem como o oxigênio presente a carbonila. Depois foi-se feito modelagem molecular, a qual foi realizada usando a mecânica molecular através do método de PM3 para otimização das estruturas, o método DFT/B3LYP/6-311G (2d,2p) para verificação dos valores de HOMO, LUMO, GAP, potencial de ionização teórico, energia de dissociação de ligação, energia de transferência de hidrogênio e energia de transferência de elétrons, onde verificou-se que o derivado S1 apresentou valores iguais a -7.61 eV, -1.36 eV, -6.25 eV, 205.87.85 kcal/mol, 80.81 kcal/mol, -15.45 kcal/mol e 6.99 kcal/mol, respectivamente. Já o derivado S2 apresentou valores de -6.80 eV, -1.08 eV, 5.72 eV, 198.41 kcal/mol, 77.73 kcal/mol, -18.53 kcal/mol e -0.47 kcal/mol, respectivamente. Ao serem comparados com o GABA, verificou-se que os mesmos são reativos, entre os quais o derivado S2 é mais reativo, apresentando menor valor de GAP, se comparado com o S1, e com os valores de PI, verificou-se que o derivado S1 apresenta menor capacidade doadora de elétrons que o derivado S2, onde a melhor via é pelo mecanismo de doação de hidrogênio. Depois foi realizado a síntese dos derivados regioisômeros com um rendimento para S1 e S2 de 74,08% e 60,42%, respectivamente, além de passarem por caracterização através do ponto de fusão, onde o derivado S1 apresentou ponto de fusão igual a 114,5°C – 115°C e o S2, 182,5°C, mostrando que as moléculas sintetizadas estão puras, já que foram comparados com os dados na literatura. Com esses dados é possível dizer que os derivados do muscimol possuem boa atividade antioxidante por transferência de hidrogênio.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Produção e avaliação da atividade antioxidante de metabólitos secundários de Piper divaricatum G. Meyer sob diferentes condições de cultivo(Universidade Federal do Pará, 2015-08-06) CORPES, Rosana Silva; SILVA, Joyce Kelly do Rosário da; http://lattes.cnpq.br/2278686174214080Muitas espécies do gênero Piper apresentam ampla distribuição na Amazônia e diversas aplicações biológicas devido a grande diversidade estrutural de seus metabólitos secundários. A espécie Piper divaricatum, é endêmica da Amazônia e produz em seu óleo essencial elevadas concentrações de metileugenol (50 – 90%), um fenilpropanóide com propriedade antioxidante e fungicida. Devido às suas potenciais aplicações, o objetivo deste estudo foi o estabelecimento do cultivo in vitro e a comparação da biossintese dos metabólitos secundários e propriedades antioxidantes com o cultivo in vivo. Para o estabelecimento do cultivo in vitro foram utilizados ápices caulinares cultivados em meio Murashige e Skoog , acrescido do regulador de crescimento BAP 0,5 mg.mL-1. Para o cultivo in vivo, foram propagadas microestacas em casa de vegetação no substrato vermiculita e adição de solução nutritiva de Murashige e Skoog. Os compostos voláteis identificados nas folhas das plântulas cultivadas in vivo foram metileugenol, β-elemeno e E-β-ocimeno, os quais não diferiram do cultivo in vivo, com exceção dos 90 dias. O cultivo in vitro das raízes não se mostrou eficiente para produção de fenilpropanóides e apresentou um perfil bastante diferenciado em relação ao cultivo in vivo de terpenos. De uma maneira geral, para as plantas cultivadas in vitro não houve diferença estatística significativa no teor de compostos fenólicos e na atividade antioxidante das folhas. No entanto, a atividade antioxidante das raízes foi bastante expressiva. Os resultados obtidos reforçam a hipótese de que plantas regeneradas in vitro podem sintetizar metabólitos semelhantes a planta-mãe e manter suas propriedades biológicas.Tese Acesso aberto (Open Access) Secagem de açaí branco por liofilização e em leito de jorro: influência da concentração e de diferentes agentes carreadores nas características físicas, químicas, bioativas e colorimétricas do pó obtido(Universidade Federal do Pará, 2024-04-05) BARROS, Hellen Carvalho; COSTA, Cristiane Maria Leal; http://lattes.cnpq.br/0581730621014796; FARIA, Lênio José Guerreiro de; http://lattes.cnpq.br/7428609361678173; https://orcid.org/0000-0002-9534-9998O objetivo deste estudo foi analisar como o uso de quatro diferentes agentes carreadores (amido modificado, goma arábica, maltodextrina e colágeno hidrolisado) e diferentes concentrações (10, 20 e 30%) influenciam no pó de açaí branco produzido por liofilização e em leito de jorro. Rendimento, umidade, polifenóis totais, atividade antioxidante, higroscopicidade, solubilidade, fluidez, cor, estrutura química e morfologia foram as respostas avaliadas. Na liofilização, o rendimento do processo (≥ 75,40%) e a umidade do açaí branco em pó (≤ 4,93 g 100 g-1), não diferiram estatisticamente (p ≤ 0,05), independentemente do agente carreador utilizado. Na secagem em leito de jorro, a adição de amido modificado ou do colágeno hidrolisado promoveu maior rendimento do processo (≥ 42,70%). Entretanto, o açaí branco produzido com colágeno hidrolisado foi o único que apresentou teor de umidade ≥ 6,00g 100 g-1. Em ambos os processos de secagem, os pós produzidos com amido modificado foram menos solúveis (≤ 48,96%), apesar de baixa higroscopicidade (≤ 13,73 g 100 g-1). As amostras produzidas com maltodextrina ou goma arábica apresentaram maiores teores de polifenóis totais (≥ 8,52 mg EAG g-1) e atividade antioxidante (≥ 42,75 μmol ET g-1). Além disso, as amostras foram mais solúveis (≥ 94,36%), fluidas (11 a 15% segundo o índice de carr), e melhor preservaram a coloração original da polpa em detrimento as demais formulações. A estrutura química dos pós de açaí branco obtido com os diferentes agentes carreadores foi similar ao da polpa, indicando uma encapsulação eficiente de compostos bioativos e boa preservação de grupos funcionais presentes na matéria prima original, mesmo após os processos de secagem.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Síntese, capacidade antioxidante e estudo comparativo entre fenilhidrazonas e chalconas como derivados do paracetamol(Universidade Federal do Pará, 2014) BELEZA FILHO, Raimundo Ferreira Gouvea Pimentel; BORGES, Rosivaldo dos Santos; http://lattes.cnpq.br/4783661132100859A prostaglandina endoperóxido-sintase (PGES) e o citocromo P-450 são enzimas chaves em humanos, responsáveis pelos efeitos analgésicos e toxicidade do acetaminofen, respectivamente. O acetaminofen (ACP) ou paracetamol é um fármaco analgésica e antipirética de venda livre, amplamente utilizado e parece ser seguro, se utilizada em doses terapêuticas normais, mas altas doses de ACP produzem lesão hepática e/ou renal em seres humanos e em animais de experimentação. Até o momento, os projetos de desenvolvimento de novos derivados paracetamol tiveram pouco impacto na aplicação clínica de um derivado mais seguro do ACP. Assim, neste trabalho uma série de derivados de ACP baseados na analogia entre chalconas e hidrazonas foi investigada usando cálculos de química quântica no nível de teoria DFT/B3LYP, com o conjunto de base 6- 31G*. O HOMO, IP, BDEOH e contribuição da densidade de spin para a oxidação inicial de um eléctron ou um átomo de hidrogênio a partir de abstração do grupo hidroxila fenólica foi relacionada com a reatividade do radical tirosil produzindo N-acetil-p-benzosemiquinona imina (NAPSQI). A segunda abstração de hidrogênio foi relacionada com a reação química entre o grupo amida e o radical hidroxil formando N-acetil-p-benzoquinona imina (NAPQI). Os valores mais baixos de BDEOH foram relacionados com os valores mais elevados de extinção do radical tirosil e a estabilidade está relacionada com a densidade de spin para as abstrações iniciais do elétron ou hidrogênio. Os valores mais elevados de BDENH foram relacionados com a formação de NAPQI e os baixos valores de LUMO com a reatividade de NAPQI como sistema Michael. Os resultados mostraram que alguns análogos podem ser uma boa estratégia para o desenvolvimento de fármacos mais seguros como compostos analgésicos. Os compostos foram sintetizados e suas propriedades antioxidantes foram estimadas utilizando o método de química teórica. Alguns compostos podem ser bons antioxidantes. Um mecanismo de interação entre os derivados de hidrazonas e a PGES foi proposto usando propriedades moleculares.
