Navegando por Assunto "Macaco-de-cheiro"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Análise imunohistológica e desenvolvimento folicular após auto-transplante de tecido ovariano de macaca de cheiro Saimiri collinsi(Universidade Federal do Pará, 2014-12-11) SCALERCIO, Sarah Raphaella Rocha de Azevedo; DOMINGUES, Sheyla Farhayldes Souza; http://lattes.cnpq.br/2794753357251149; SANTOS, Regiane Rodrigues dos; http://lattes.cnpq.br/0500967766886604O objetivo deste trabalho foi estudar a foliculogênese ovariana de Saimiri sciureus. Para tanto, foi avaliada a expressão de fatores intra-ovarianos ligados ao desenvolvimento, inibição folicular e proliferação celular, além da investigação dos efeitos do pré-tratamento com o análogo da vitamina E, Trolox®, sobre a viabilidade e funcionalidade folicular, índice de apoptose, proliferação celular, vascularização e fibrose, após o auto-transplante do tecido ovariano fresco. Foi possível imunolocalizar pela primeira vez a expressão das proteínas: fator crescimento e diferenciação-9 (GDF-9), c-Kit/Kit Ligante e Ki-67 e confirmar a expressão do hormônio anti-mülleriano (AMH) em diferentes fases do desenvolvimento folicular de macaco de cheiro. No que diz respeito a pré-incubação com o antioxidante Trolox®, pôde-se observar uma melhora na sobrevivência folicular após o autotransplante, diminuição da taxa de apoptose em células do estroma, porém, aumento nas áreas de fibrose no tecido. Os nossos resultados sugerem que o tecido ovariano fresco pode ser incubado e enxertado sem grande impacto sobre o crescimento folicular precoce e a morfologia após auto-transplante subcutâneo por curto período. Acreditamos que nossos resultados oferecem uma contribuição importante para a compreensão do processo de foliculogênese em macacos neotropicais. Este conhecimento é uma ferramenta importante para avaliar a viabilidade folicular e funcionalidade após a criopreservação, transplante de tecido ovariano e cultivo in vitro de folículos pré-antrais, em especial para os animais com risco de extinção e às mulheres com risco de perda de fertilidade devido à quimioterapia e radioterapia.Tese Acesso aberto (Open Access) Biometria testicular, caracterização e congelamento de sêmen de macacos-de-cheiro de vida livre (Saimiri vanzolinii, S. cassiquiarensis e S. macrodon) e cativeiro (S. Collinsi) em água de coco em pó (ACP-118®)(Universidade Federal do Pará, 2014-06-24) OLIVEIRA, Karol Guimarães; DOMINGUES, Sheyla Farhayldes Souza; http://lattes.cnpq.br/2794753357251149Recentemente, o táxon Saimiri sciureus (macaco-de-cheiro) foi revisado e algumas subespécies são agora classificadas, por alguns autores, como espécies, por exemplo: o Saimiri collinsi, o S. cassiquiarensis e o S. macrodon. Características fenotípicas nestas espécies são bem determinadas. No entanto, informações sobre aspectos reprodutivos são ainda bastante escassas. O objetivo da primeira fase deste trabalho foi descrever e correlacionar a biometria testicular com a qualidade do sêmen de macacos-de-cheiro de cativeiro (S. collinsi) e de vida-livre (S. vanzolinii, S. cassiquiarensis e S. macrodon). Foram mensurados comprimento, largura, altura, circunferência e volume testiculares, bem como motilidade, vigor, integridade de membrana plasmática e morfologia espermática para a correlação de dados. Não foi observada diferença entre os testículos direito e esquerdo dentro de cada espécie. Nem diferença entre as espécies com relação às medidas testiculares. O sêmen, que foi coletado por meio de eletroejaculação com probe retal, foi constituído por uma fração coagulada e uma fração líquida ou ambas. A qualidade do ejaculado foi semelhante entre as espécies. Não sendo observada correlação entre o volume testicular e o volume seminal de S. collinsi e S. vanzolinii, tanto com relação à fração líquida quanto à coagulada. A segunda fase do trabalho teve como objetivo propor um protocolo de congelamento de sêmen de S. collinsi em diluidor a base de ACP-118® (água de coco em pó) testando duas concentrações de glicerol (1,5 e 3%), em laboratório. E a terceira fase objetivou testar um protocolo de resfriamento de sêmen sem adição de gema de ovo, seguido do congelamento com a melhor concentração de glicerol observada no experimento anterior, e aplicar esses protocolos testados em S. collinsi mantidos em cativeiro, nas espécies S. vanzolinii, S. cassiquiarensis e S. macrodon em condições de campo. O sêmen de S. collinsi pôde ser resfriado em diluidor a base de ACP-118® sem ovo gema. O protocolo de congelamento desenvolvido demonstrou ser útil para a criopreservação de sêmen de S. collinsi, embora requeira melhoria para permitir melhor manutenção da qualidade espermática após o descongelamento. O procedimento demonstrou ser aplicável também em condições de campo em animais de vida livre, fornecendo resultados bastante animadores para a formação de bancos de germoplasma de espécies vulneráveis à extinção, como o S. vanzolinii.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Desenvolvimento do dimorfismo sexual nos macacos-de-cheiro (Saimiri VOIGT, 1831)(Universidade Federal do Pará, 2005) MUNIZ, Izaura da Conceição Magalhães; SILVA JÚNIOR, José de Sousa e; http://lattes.cnpq.br/4998536658557008Os macacos-de-cheiro, Saimiri Voigt, 1831 são primatas arbóreos e ágeis, com um corpo relativamente pequeno, se comparado a outros primatas do Novo Mundo. Distribuem-se por toda a Amazônia e parte da América Central. Vários estudos foram realizados com a finalidade de estabelecer grupos taxonômicos em Saimiri. No entanto, os resultados desses estudos mostraram uma série de divergências quanto à classificação, tanto em relação à validade dos táxons, como ao status taxonômico dos mesmos. Neste gênero, observa-se a existência de diferenças sexuais no padrão de coloração da pelagem, no tamanho e forma dos dentes caninos e, ainda, um ciclo espermatogênico anual nos machos, caracterizado pela aquisição de gordura subcutânea, denominada de "condição de engorda". Durante este período, os machos apresentam um aumento de peso variando de 15 a 20%. O presente estudo teve como objetivo investigar o dimorfismo sexual em Saimiri sciureus, comparando os resultados com os de cinco outras espécies de Saimiri (S. cassiquiarensis, S. juruanus, S. ustus, S. boliviensis e S. vanzolinii). Para tanto, foram analisados 610 espécimes pertencentes às coleções do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro (MNRJ) e Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP). As classes etárias foram determinadas de acordo com a morfologia da arcada, descrita com base na seqüência eruptiva dos dentes de leite e permanentes. Foram coletados dados sobre caracteres cromáticos, onde se analisou a coloração da mancha pré-auricular de fêmeas em relação ao processo de erupção dentária, morfologia craniana para verificação de diferenciação etária e sexual, além de vinte e uma medidas cranianas, analisadas através do Teste "t" de Student. A partir dos resultados obtidos, constatou-se que não existem diferenças na coloração da pelagem entre classes sexuais anteriores à idade adulta em nenhum dos sexos. Não foram observadas diferenças na coloração da pelagem entre classes de idade em machos. A mancha pré-auricular enegrecida é um caráter exclusivo de fêmeas adultas, mas não está estritamente relacionada à ontogenia. O aparecimento do dicromatismo sexual na pelagem não é sincronizado com o aparecimento do dimorfismo na morfologia do crânio, especialmente dos dentes. Diferenças sexuais visíveis macroscopicamente, como tamanho e forma da caixa craniana, forma da face, distância bi-zigomática e forma da mandíbula podem ser evidenciadas a partir da idade subadulta. Observou-se também que o dimorfismo sexual, para todas as espécies, é melhor evidenciado em variáveis relacionadas ao aparato mastigatório. Além disso, diferenças sexuais na morfologia dos ossos do crânio podem ser claramente observadas entre os indivíduos subadultos de qualquer táxon. Os machos se tornam maiores do que as fêmeas a partir da idade subadulta, e o caráter mais conspícuo do dimorfismo sexual é o comprimento do canino. Cada espécie difere das demais por apresentar exclusividade em alguma variável (ou conjunto de variáveis) morfométricas, evidenciando dimorfismo sexual.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Dos galhos às grades: cotidiano e relações interespécies no “Bosque”. Reflexões sobre as interações face a face entre humanos e macacos-de-cheiro (Saimiri sciureus sciureus) na cidade (Belém-PA)(Universidade Federal do Pará, 2017-08) SILVEIRA, Flávio Leonel Abreu da; SILVA, Matheus Henrique Pereira daA partir da experiência etnográfica junto às paisagens do zoo do Bosque Rodrigues Alves, na cidade de Belém (PA), nos voltamos às relações entre humanos e não humanos, mais diretamente às interações cotidianas entre tratadores, biólogos, médicos veterinários e a espécie de primata conhecida por mico-de-cheiro (Saimiri sciureus sciureus), bem como as interações com os visitantes e transeuntes que deambulam no interior e no entorno da área verde, envolvendo cuidados sob a ótica do bem-estar animal, no caso da equipe da fauna, até as relações de comensalismo, possibilitando experiências multissensoriais entre humanos e micos, apontando para deslocamentos quanto à perspectiva e às atitudes em relação aos não humanos na urbe amazônica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ecologia alimentar de Saimiri macrodon (Elliot, 1907) (Primates: Cebidae) em floresta de várzea na Amazônia Central(Universidade Federal do Pará, 2016-04-20) LAUTON, Denise Costa Rebouças; BAHIA, Marcelo de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/3377799793942627A disponibilidade de frutos nas florestas de várzea da Amazônia é sazonal, o que demanda dos frugívoros estratégias adaptativas que garantam sua sobrevivência em períodos de escassez de fruto. Neste cenário nós avaliamos a dieta, o padrão de atividade e o uso do espaço por Saimiri macrodon durante as fases de maior (fase aquática) e menor (fase terrestre) disponibilidade de frutos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Brasil. Para tanto, unidades sociais foram acompanhas e o comportamento dos animais foi registrado pelo método de varredura instantânea (scan sampling) no espaço de dois minutos entre intervalos de oito minutos. Saimiri macrodon apresentou dieta insetívora-frugívora, e os artrópodes foram importantes na dieta durante as duas fases (59,5% dos registros; N = 899), sendo o consumo maior na fase terrestre da várzea (t = 3,40; gl = 41; p = 0,001). Já na fase aquática, S. macrodon consumiu em média 29 frutos a mais que na fase terrestre. Frutos de espécies de Ficus, de frutificação assincronica, foram os mais consumidos em ambas as fases, demostrando a relevância do gênero para S. macrodon, principalmente no período de maior escassez de frutos. O orçamento geral de atividades seguiu o padrão comum do gênero Saimiri com o predomínio de locomoção (56%) e alimentação (30%), com o restante dos registros distribuídos entre interações sociais (6%), descanso (< 1,0%) e outros (7,5%). Dentre as atividades, descanso, interações sociais, descanso e alimentação foram as que apresentaram diferença significativa entre as fases, sendo estas mais frequentes na fase aquática, na qual a disponibilidade de frutos é maior. Em ambas as fases, S. macrodon ocupou a várzea baixa com maior frequência, e se alimentou principalmente nos níveis médio (55,8%) e alto (35,8%) do estrato vertical. Os resultados são similares aos de outros estudos sobre macacos-de-cheiro, o que indica padrões comportamentais típicos do gênero embora, S. macrodon, diferente do esperado, tenha utilizado mais o estrato médio e alto do dossel.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ecologia alimentar de Saimiri sciureus cassiquiarensis (Lesson, 1840) (Primates, Cebidae) em florestas de várzea da Amazônia central brasileira(Universidade Federal do Pará, 2014-02-12) ARAUJO, Michele; QUEIROZ, Helder Lima de; http://lattes.cnpq.br/3131281054700225Os primatas do gênero Saimiri se alimentam principalmente de frutos e insetos e sua dieta é considerada generalista. A ecologia alimentar de Saimiri sciureus cassiquiarensis foi investigada durante os períodos hidrológicos de água baixa e alta, em ambientes de várzea da Amazônia Central. Os métodos de varredura instantânea e amostragem de todas as ocorrências foram usados para coletar os dados sobre o comportamento de forrageio e a dieta de unidades sociais de macaco-de-cheiro. Frutos e invertebrados foram os itens alimentares mais utilizados pelos macacos-de-cheiro durante o período de água baixa (45,6% e 44,8%), e durante o período de água alta (51,0% e 43,9%, respectivamente). O total de 63 espécies vegetais foi consumido pelos animas nos dois períodos do estudo. Os apuís foram consumidos em maior frequência, Ficus greiffiana (15,7%), Ficus mathewsii (10,3%), Ficus casapiensis (6,6%), Coussapoa nitida (5,9%), seguida por Strychnos guianensis (4,8%) e Caperonia castaneifolia (4,6%). As espécies vegetais utilizadas estão distribuídas entre 29 famílias botânicas. Fabaceae, Moraceae e Myrtaceae foram as mais representadas neste estudo. Entre as presas capturadas pelos macacos-de-cheiro, foram registrados insetos, aranhas e pequenos vertebrados. Das presas que puderam ser identificadas, 66,7% eram insetos, 30,7% aracnídeos e 2,7% pequenos vertebrados (lagartos). Os animais passaram 47,4% do seu tempo, no período de água baixa, e 40%, no período de água alta, engajados em atividades de forrageio. As espécies de Ficus estiveram presentes na dieta dos animais nos dois períodos. Estes frutos são considerados recursos chave para estes primatas, especialmente em períodos de escassez de frutos na área de estudo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ecologia, comportamento e associações poliespecíficas do macaco-de-cheiro (Saimiri sciureus), Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2010) MAGALHÃES, Tatyana Pinheiro; LOPES, Maria Aparecida; http://lattes.cnpq.br/3377799793942627Saimiri sciureus é uma espécie de primata amplamente distribuída pela Bacia Amazônica. Contudo, há poucos estudos feitos em ambiente natural na Amazônia brasileira envolvendo aspectos ecológicos e/ou comportamentais da espécie e praticamente nenhum sobre suas associações com outras espécies. Neste trabalho foram estudados os padrões gerais da ecologia e do comportamento de dois grupos de S. sciureus e suas associações com outras espécies de primatas no Mosaico de Unidades de Conservação da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. Os sítios de estudo foram a Ilha de Germoplasma (IG) e a Zona de Preservação da Vida Silvestre Base 4 (B4). Os dados foram coletados pelos métodos de varredura instantânea e ad libitum por seis meses entre março e outubro de 2009. A área de uso dos grupos correspondeu a aproximadamente 75 ha na B4 e 77,5 ha na IG. No uso do espaço vertical, houve preferência pelos estratos inferiores e médios. Além disso, houve um marcado padrão no uso dos estratos ao longo o dia, com maior frequência de uso dos estratos mais altos nas duas primeiras horas de atividades, dos estratos mais baixos das 10 às 14 horas e dos estratos intermediários no final do dia. Os comportamentos de forrageio (50% IG; 49% B4) e locomoção (29% ambos) foram mais frequentes que alimentação (12% IG; 15% B4), interação social (6% IG; 4% B4) e descanso (3% para ambos), concordando com outros estudos na Amazônia. A dieta foi predominantemente frugívora (75% B4, 71% IG), diferindo de uma série de estudos que caracterizaram todo o gênero como altamente insetívoro. As espécies vegetais mais importantes foram Attalea maripa no período chuvoso e Inga spp. no período seco, para ambos os grupos. A frequência de associação foi 100% do tempo (B4) e 49% (IG) com Cebus apella, 20% (B4) com Chiropotes satanas e 3% (IG) com Chiropotes utahicki. Houve encontro com Alouatta belzebul e Saguinus niger nos dois sítios, com Aotus azarae na B4 e Callicebus moloch na IG. O grupo da IG passou mais tempo em associação durante a estação chuvosa. O tempo em associação com C. satanas foi maior no período seco, sem diferença sazonal para C. utahicki e C. apella. Houve diferença entre S. sciureus, C. apella e C. satanas no uso do espaço vertical, no tipo de suporte e nos itens alimentares explorados. Os macacos-de-cheiro apresentaram nicho maior que os macacos-prego para uso de espaço vertical e itens alimentares, e os macacos-prego apresentaram nicho maior para tipo de suporte. A maior sobreposição de nichos nas três dimensões medidas foi entre C. apella e S. sciureus.Tese Acesso aberto (Open Access) Revisão taxonômica e filogenômica de Saimiri Voigt, 1831 (Primates, Cebidae)(Universidade Federal do Pará, 2019-07) MERCÊS, Michelle Pinto; LYNCH, Jessica Ward; http://lattes.cnpq.br/4735211013363847; SILVA JÚNIOR, José de Sousa e; http://lattes.cnpq.br/4998536658557008Os macacos-de-cheiro (gênero Saimiri Voigt, 1831) são primatas neotropicais de pequeno porte (650- 1200g), amplamente distribuídos na Bacia Amazônica, além de dois taxa que ocorrem na América Central. Existe grande divergência em relação ao número de espécies reconhecidas, podendo variar de 2 a 12 taxa. Recentemente diversos trabalhos foram publicados utilizando DNA mitocondrial visando entender a origem e diversificação de Saimiri, bem como o relacionamento entre as espécies. Entretanto, mesmo após estas publicações a diversidade e o relacionamento intra genérico ainda apresenta divergências, não havendo cogruência entre os dados morfológicos e genéticos. O presente estudo teve como objetivo propor uma hipótese filogenética para Saimiri através de parte do genoma (double digest restriction-site associated DNA sequencing - ddRADseq), assim como revisar taxonomia do genêro e sua distribuição. Esta tese está dividida em três capítulos. No primeiro, “Phylogenomics of Amazon squirrel monkeys (Saimiri; Primates; Cebidae)”, foram analisadas 44 amostras de tecido e seis de sangue para obtenção de uma filogenia molecular de parte do genoma (ddRADseq) através da análise de Máxima Verossimilhança e de uma árvore datada através do BEAST. Verificou-se a estrutura entre as populações estudadas através do STRUCTURE. Recuperou- se a monofilia recíproca entre o grupo Gótico e Romano. Além disso, as árvores recuperaram dez linhagens dentro de Saimiri da Bacia Amazônica, confirmando que a diversificação intra-genérica é recente, tendo ocorrido no Pleistoceno. No segundo capítulo, “How many squirrel monkey (Saimiri Voigt, 1831) species are there? A morphological diagnosis and refined mapping of geographical distribution”, foram analisados 887 espécimes de todas as espécies atualmente reconhecidas, incluindo 18 espécimes tipos. Foi verificada a congruência entre os resultados de análises morfológicas com a filogenia obtida no primeiro capítulo. Os resultados apoiam a existência de dois grupos morfológicos (Romano e Gótico) e o reconhecimento de 13 espécies, sendo uma espécie nova. Para cada uma delas são apresentados sinonímia, material tipo, localidade tipo, diagnose, variação, comparação com outras espécies, distribuição, comentários, status de conservação e material examinado. No terceiro capítulo, “New records of Saimiri collinsi Osgood, 1916 (Cebidae, Primates), with comments on habitat use and conservation”, a distribuição geográfica da espécie Saimiri collinsi, foi ampliada para uma área de transição entre Amazônia e Cerrado, indicando também a necessidade de monitoramento dessas populações devido à intensa ação antrópica na região que reduziu o habitat da espécie na maior parte do Maranhão e no norte do Tocantins.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sistema reprodutor feminino de três espécies do gênero Saimiri Voigt, 1831 (Primates: Cebidae): observações macroscópicas e histológicas(Universidade Federal do Pará, 2014-08-18) LOPES, Gerson Paulino; QUEIROZ, Helder Lima de; http://lattes.cnpq.br/3131281054700225; DOMINGUES, Sheyla Farhayldes Souza; http://lattes.cnpq.br/2794753357251149Os primatas platirrinos apresentam variação em seus aspectos reprodutivos, suas estratégias, comportamentos, fisiologia e morfoanatomia. Algumas dessas variações podem ser consequências da coevolução dos elementos constituintes da genitália de ambos os sexos, por meio da seleção sexual. Diferenças morfológicas podem representar alto grau de especialização dos órgãos genitais intraespecíficos, o que acarreta em um mecanismo do tipo “chave-fechadura”, que pode constituir um dos mecanismos de isolamento copulatório e reprodutivo, com implicações nos processos de especiação. Nas fêmeas, barreiras anatômicas e fisiológicas dentro da vagina, cérvice, útero, junção útero-tubárica e tubas uterinas podem ser obstáculos aos gametas masculinos em direção à fecundação e, podem influenciar o resultado de uma potencial competição espermática. Em primatas neotropicais, algumas descrições morfológicas apontaram diversas semelhanças e diferenças entre os componentes do sistema reprodutor feminino. Em primatas do gênero Saimiri foram realizadas descrições anatômicas para Saimiri sciureus, Saimiri oerstedii e Saimiri collinsi. Recentemente, formas anteriormente identificadas como S. sciureus e consideradas como subespécies desta, foram elevados ao nível de espécie. Entre eles estão Saimiri macrodon e Saimiri cassiquiarensis. Estas espécies apresentam ampla distribuição na Amazônia e ocorrem em peripatria com Saimiri vanzolinii na Reserva Mamirauá, Amazônia Central. Os limites da distribuição geográfica das três espécies são bem delineados, mas os mecanismos que promovem o isolamento reprodutivo ainda não estão esclarecidos. A possibilidade de existência de híbridos e a invasão progressiva de S. cassiquiarensis na área de ocorrência de S. vanzolinii são motivos de preocupação. Alguns grupos mistos foram observados na zona de contato entre S. vanzolinii e S. cassiquiarensis. A ausência de barreiras geográficas demanda que segregação entre estas espécies seja elucidada por outros parâmetros, como o isolamento reprodutivo pela incompatibilidade morfológica. Nesse contexto, descrevemos o sistema reprodutor feminino das referidas espécies a fim de avaliar a possibilidade de que a morfologia genital constitua um mecanismo de isolamento reprodutivo entre elas, através da descrição anatômica, topográfica e histológica da genitália externa e dos órgãos internos do sistema reprodutor feminino. Verificamos que essas espécies compartilham muitas semelhanças na maioria dos órgãos analisados. Embora tenham sido identificadas algumas diferenças importantes que podem desempenhar um papel relevante na evolução dos componentes do sistema reprodutivo dessas espécies, essas diferenças não são suficientes para compor um mecanismo de isolamento reprodutivo para estas três espécies de Saimiri. Nossas descrições fornecem informações importantes que podem auxiliar na construção de estratégias de conservação para estas e outras espécies do gênero Saimiri. Bem como subsidiar o desenvolvimento de biotecnologias da reprodução, especialmente espécies ameaçadas, como é o caso de S. vanzolinii e, elucidar questões sobre aspectos evolutivos dos componentes do sistema reprodutor destas espécies e de outros primatas.
