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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Caracterização de óleos e gorduras vegetais amazônicas: utilização de modelo para predizer viscosidade
    (Universidade Federal do Pará, 2022-06-03) FREITAS, Joice Silva de; SILVA, Luiza Helena Meller da; http://lattes.cnpq.br/2311121099883170; https://orcid.org/0000-0002-6002-9425
    A floresta amazônica é rica em espécies de plantas oleaginosas, as quais apresentam frutos que são atrativos devido ao seu potencial econômico e propriedades biológicas. Os óleos provenientes das matrizes oleaginosas apresentam composição única com propriedades físico- químicas e nutracêuticas que despertam atenção como fonte de ácidos graxos. O modelo preditivo baseia-se na utilização de equações matemáticas que são mais abrangentes e menos limitados do que os modelos lineares ou polinomiais simples, e conseguem predizer determinada propriedade usando um ou mais parâmetros físico-químicos. Deste modo, este trabalho teve como objetivo utilizar modelo preditivo para calcular a viscosidade dos óleos (açaí, bacaba, tucumã) e gorduras (cupuaçu, bacuri e tucumã) amazônicas. As amostras foram caracterizadas físico-quimicamente quanto ao índice de acidez, densidade, estabilidade oxidativa, peróxido, ponto de fusão, índice de iodo, índice de saponificação, composição em ácidos graxos, composição em triacilgliceróis, conteúdo de gordura sólida, índice de aterogeneidade e heterogeneidade. Foram utilizados dois modelos preditivos para obter os valores das viscosidades dos óleos e gorduras, o modelo utilizando o perfil da fração mássica dos ácidos graxos poliinsaturados e monoinsaturadas e o modelo utilizando o índice de iodo e saponificação. Os resultados mostraram que os óleos (patauá, pracaxi, bacaba, açaí, tucumã) apresentaram elevados teores de ácidos graxos insaturados, com destaque ao ácido oleico, que apresentam uma boa estabilidade térmica, já as gorduras (cupuaçu, bacuri e tucumã) são compostas principalmente por ácidos graxos saturados. A estabilidade oxidativa mostrou que na temperatura de 110 °C o óleo de pracaxi e a gordura de cupuaçu apresentaram os maiores valores, já o óleo de bacaba apresentou valor inferior, esse baixo valor da estabilidade indica que essa amostra esteja mais propicia à oxidação. O óleo de pracaxi apresentou maior valor para a razão entre os ácidos graxos hipocolesterolêmicos e hipercolesterolêmicos (HH), indicando que é mais adequado nutricionalmente. Os estudos para a predição da viscosidade dos óleos e gorduras amazônicos propostos neste trabalho, poderão contribuir para a simplificação da avaliação das propriedades físico-químicas de importantes matérias-primas oleaginosas regionais sobre as quais inexistem estudos, mas com crescente interesse industrial em diferentes áreas, além da área de alimentos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Modelos de distribuição de crustáceos decápodes dulcícolas em uma área de mineração na Amazônia brasileira
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-26) MORAIS, Katherine Soares; ROMERO, Gustavo Quevedo; http://lattes.cnpq.br/3286676437401346; https://orcid.org/0000-0003-3736-4759; SILVA, Bianca Bentes da; http://lattes.cnpq.br/0750868396813509; https://orcid.org/0000-0002-4089-7970; LEMOS, Jussara Moretto Martinelli; HAUSER-DAVIS, Rachel Ann; NOGUEIRA, Caio dos Santos; http://lattes.cnpq.br/5264841936875017; http://lattes.cnpq.br/5987657587996872; http://lattes.cnpq.br/4166079060097124; https://orcid.org/0000-0001-9646-4763; https://orcid.org/0000-0002-9451-471X; https://orcid.org/0000-0001-8539-0551
    O Mosaico de Carajás é um complexo de áreas de conservação localizado no Sudeste da Amazônia brasileira e reconhecido pela presença de importantes recursos minerais. A região é considerada estratégica para a exploração de minério de ferro, com a maioria das atividades mineradoras conduzidas legalmente pela VALE S.A., no entanto, a presença do garimpo ilegal na região continua a representar um desafio. Diante desse contexto, este estudo teve como objetivo analisar a composição das comunidades de crustáceos decápodes de água doce e sua relação com os metais e metaloides encontrados nas amostras de sedimento, além de avaliar a influência da temperatura da água. As coletas foram realizadas em 2022 em quatro locais da bacia do rio Itacaiúnas e quatro locais da bacia do rio Parauapebas, ambos situados no Mosaico de Carajás, tendo em cada bacia, dois locais classificados como impactados devido à contaminação por rejeitos de mineração e garimpo ilegal e dois considerados não impactados, durante dois períodos sazonais distintos: chuvoso e seco. A relação entre as comunidades de crustáceos e as variáveis ambientais foi analisada por meio de regressões lineares múltiplas, considerando a riqueza e a abundância das espécies como variáveis dependentes, avaliando a influência do limiar de contaminação do sedimento pelos metais Al, Fe, Pb e Mn, o metaloide As e a temperatura da água. Durante as duas campanhas, foram identificadas dez espécies de crustáceos entre camarões e caranguejos. A análise das variáveis físico-químicas em relação aos períodos indicou que, no período chuvoso, foram registradas altas concentrações de As, Fe, Pb e Mn, enquanto os maiores valores de temperatura e Al ocorreram no período seco. A composição das assembleias de crustáceos não sofreu alterações significativas em relação ao período, bacia ou fator de impacto. As áreas não impactadas apresentaram maior abundância, enquanto a variação de temperatura esteve associada a uma redução na diversidade alfa e beta, indicando impactos negativos na saúde das comunidades aquáticas.
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