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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Os açaizais nas ilhas de Abaetetuba - PA: etnoconhecimento e manejo(Universidade Federal de Roraima, 2022-08) NEGRÃO, Antonia do Socorro Silva; MANESCHY, Rosana Quaresma; BARBOSA, Wagner Luiz RamosAs populações humanas interagem com os ecossistemas naturais e desenvolvem práticas de uso dos recursos naturais e a partir de suas experimentações no cotidiano geram conhecimento empírico. A pesquisa teve por objetivo sistematizar os saberes sobre as etnovariedades de açaí presentes nas Ilhas de Abaetetuba PA e o manejo realizado pelos ribeirinhos nas áreas de várzea com açaizais nativos para contribuir com o diálogo entre agentes da assistência técnica e os ribeirinhos. Nas ilhas pesquisadas foram identificadas três etnovariedades preto, branco e una. A descrição das etnovariedades foi realizada a partir dos etnodescritores utilizados comumente pelos ribeirinhos. A pesquisa localizou a origem dos recursos genéticos das três etnovariedades de açaí e essas informações podem ser utilizadas pela pesquisa e a assistência técnica como um instrumento de conservação genética on farm. Verificou-se que os ribeirinhos das principais ilhas produtoras de açaí do município de Abaetetuba não estão recebendo assistência técnica para realizar o manejo dos açaizais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Enfermagem de família: uso do modelo Calgary para avaliação de famílias ribeirinhas(Universidade Federal do Pará, 2017-12-19) IMBIRIBA, Jéssica Mayara Marques Barboza; CARVALHO, Jacira Nunes; http://lattes.cnpq.br/9434086419077532; https://orcid.org/0000-0002-5464-2434A família constitui-se um conjunto social importante, no qual o processo saúde-doença ocorre e na maioria das vezes é resolvido, desta forma a família atua como uma unidade de atenção primária na saúde e no cuidado de seus membros. Faz-se relevante o estudo sobre a Saúde da Família amazônica em especial a ribeirinha, pois se observam que o sistema familiar dessas populações apresentam complexidades, características evolutivas e contextuais singulares, desenvolvidas ao longo dos anos na sua interação com o ambiente e as características regionais da Amazônia, além dos profissionais enfermeiros não estarem aptos a realizar avaliações de famílias, na perspectiva que hoje os modelos de saúde se propõe a equidade, universalidade, resolubilidade com corresponsabilidades. Esta dissertação teve como objetivo descrever como as famílias moradoras da Ilha do Combu enfrentam os problemas de vida e saúde no cotidiano familiar. Trata-se de uma pesquisa do tipo descritiva explicativa e de natureza qualitativa. Onde as famílias foram avaliadas de acordo com o Modelo Calgary de Avaliação de Famílias (MCAF), com a utilização da observação, do formulário de entrevista de Figueiredo (2012) baseado em Wright, Leahey (2012) e adaptado, diário de campo, do Genograma e do Ecomapa. Como contexto do estudo temos a Ilha do Combu, e como população alvo 10 famílias atendidas na Estratégia Saúde da Família que habitem área de fácil acesso para a equipe de pesquisa. Esta pesquisa cumpriu com o que determina a Resolução nº 466 de 12 de dezembro de 2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Como resultados o tipo de família predominante é a monoparental liderada pela mulher, a ocupação das mães era do lar, a ocupação dos pais era extrativista e a ocupação dos filhos estudantes. O tipo de contato com a família se dá por meio pessoal, e utilizam a família extensa principalmente para companhia social. Tem como forma de sustento como sendo o trabalho por conta própria, os que possuem crianças em fase escolar relata que todas frequentam a escola. Recorrem à ESF principalmente para prevenção de doenças e aos serviços hospitalares somente quando referenciados. Possuem uma religiosidade muito presente. A forma de acesso se dá por meio de barcos, e as casas não possuem refrigeração ou aquecimento, o descarte de lixo se dá por meio da queima. Em relação ao planejamento familiar, a maioria não planejou os filhos apesar de ter conhecimento acerca dos métodos contraceptivos, dos direitos sociais na gravidez além dos direitos sociais da maternidade e paternidade. Temos o membro mais atuante como sendo a figura da mãe, os familiares demonstraram ter uma relação muito forte entre si, e a aproximação em relação as resoluções de problemas e afetiva se dá principalmente no contato mãe e primogênito. Concluindo foi possível observar que ao profissional de enfermagem cabe somente realizar ações de educação em saúde com o intuito de orientar as famílias e diminuir os impactos da ausência do poder público em relação às questões de saneamento básico e abastecimento de água.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O “interior” e as águas: entre paisagens, mobilidades e tecnologias de uma vida ribeirinha em São Sebastião da Boa Vista no Marajó-PA(Universidade Federal do Pará, 2024-08-20) LIMA, Joicieli Pereira de; BUENO, Michele Escoura; http://lattes.cnpq.br/3126701924384242Esta pesquisa surge a partir de um confronto interno com a minha própria identidade, e assim questiono em saber se as pessoas que moram em São Sebastião da Boa Vista no Marajó se identificavam ou não como ribeirinhas. Entretanto, ao chegar ao campo percebo que as pessoas durante o seu cotidiano não estão acionando ribeirinho como identidade, a não ser em determinados momentos esporádicos, e o que aparece com constância é a categoria “interior”, esta por sua vez vai ser acionada i) ora como algo negativo e pejorativo, tendo em vista todo o processo histórico e social que a palavra “interior” carrega consigo, ii) ou a partir do confronto com o “outro”, essa categoria vai ser de valorização e de reafirmação. Através da observação participante, da utilização do diário de campo e de conversas informais foi possível observar a prática da vida cotidiana das pessoas e notar que elas estavam se deslocando seja pelo rio, pelo seco, pela lama, mas que dentro desse deslocamento a noção de tempo e espaço para se referir ao que é perto e ao que é longe estava sendo mediada pela relação das pessoas com as diferentes paisagens, principalmente pela presença ou ausência da água, compreendendo como parte da sua realidade e do seu modo de vida, agindo de acordo com essa vinculação ao seu próprio cotidiano. Diante disso, procuro compreender o que significa ser do “interior” para as pessoas, e a partir disso percebo que o Estado reduz o que é ser ribeirinho a um modo de vida ligado apenas ao rio, mas que ao ver através da prática da vida cotidiana das pessoas não apenas o rio importa, mas todas as águas e suas variações é que vão constituir a produção da percepção de pertencimento e seus modos de vida.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Maré de resistência: a luta do movimento social ribeirinho diante da implantação portuária do agronegócio no Baixo Tocantins(Universidade Federal do Pará, 2022-04-27) SILVA, João Sérgio Neves da; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684; https://orcid.org/0000-0002-7509-3884As comunidades tradicionais ribeirinhas na região das ilhas de Abaetetuba experimentam, com intensidade crescente, os efeitos da construção e operação do complexo portuário da Cargill Agrícola S.A. Os modos de vida, a sobrevivência desses grupos, estão comprometidos e ameaçados pela intensa navegação de barcaças na bacia hidrográfica do Capim. Os novos movimentos sociais estão agora não apenas mobilizados e organizados, na defesa de seu território, mas também em confronto com seus adversários e engajados na luta pelos direitos comuns. Neste estudo busca-se refletir de que forma os movimentos sociais ribeirinhos são capazes de produzir estratégias de ação política, em confronto com o poder econômico da empresa. A articulação das forças, somadas com Instituições de apoio – Cáritas, CPT, STTRA, FASE, MORIVA, MP e Defensoria Pública do Estado – oferecem uma potente forma de resistência organizada aos efeitos danosos dos interesses econômicos da empresa Cargill Agrícola S.A. As informações foram coletadas por meio de levantamento documental e dados da pesquisa de campo, através de métodos qualitativos, com entrevistas às lideranças do movimento social local, no total de (08), e de lideranças das Instituições de apoio, no total de seis (06). Por meio do estudo descritivo das estratégias de ação e dos mecanismos de institucionalização do movimento social ribeirinho no Baixo Tocantins revelou-se que a empresa busca invisibilizar seus direitos territoriais enquanto comunidades tradicionais, e inicia o processo de expropriação, realiza a cooptação das lideranças, estabelece conexões políticas e institucionais com os entes municipais, estaduais e federais, para a concretização da construção do complexo portuário TUP AbaetetubaArtigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) As práticas etnomatemáticas de alunos ribeirinhos do rio Xingu como sinais de resistência à Hidrelétrica Belo Monte(Universidade Federal do Pará, 2019-12) FORMIGOSA, Marcos Marques; GIONGO, Ieda MariaA pesquisa em andamento problematiza as formas de resistências, pelo prisma da Etnomatemática, de alunos ribeirinhos do Rio Xingu frente à implementação de Belo Monte. Parte dos contributos de Wittgenstein, em sua obra da maturidade, e seus entrecruzamentos com as ideias de Foucault. Por um lado, o primeiro problematiza os jogos de linguagem gerados nas distintas formas de vida, apontando para a existência de semelhanças de famílias entre os modelos matemáticos escolares e aqueles desenvolvidos por alunos ribeirinhos. Por outro, algumas noções de Foucault nos permitem entender os regimes de verdade presentes na escola, que marginalizam outros saberes. Os resultados esperados, a partir da imersão no campo, devem apontar para as formas de resistência dos ribeirinhos, presentes nos seus jogos de linguagem matemáticos oriundos das suas práticas cotidianas e na própria permanência dos ribeirinhos no local, a partir da manutenção da escola enquanto garantia de acesso à educação como direito.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A produção do espaço habitado pela comunidade ribeirinha de Boa Esperança no rio Xingu-Altamira-Pará(Universidade Federal do Pará, 2022-08-29) SOUSA FILHO, Hudson Nascimento de; HERRERA, José Antônio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024A presente pesquisa aborda questões oriundas da produção do espaço habitado pela comunidade ribeirinha de Boa Esperança, localizada em um arquipélago de ilhas fluviais à montante da cidade de Altamira-Pará no rio Xingu. Por estar em baixas latitudes, tal comunidade apresenta-se sob regime climático tropical de curta estação seca (clima do tipo am), com formações de residências palafíticas que ocupam as planícies (o “beiradão”), as quais recebem influência do regime de cheias do rio, que também propõem campos férteis para atividades agrícolas de policultura. Destarte, de maneira geral, este trabalho de pesquisa busca compreender o processo de produção do espaço habitado pela comunidade ribeirinha de Boa Esperança, a princípio, listando os aspectos da paisagem no cotidiano da comunidade, bem como, somado a esses objetivos, acrescenta-se o de construção de certa análise reflexiva acerca das relações de trabalho que atribuem funcionalidade a configuração territorial da comunidade. Buscou-se construir certa análise voltada para dinâmica espacial com observação empírica das condições socioambientais existentes no cotidiano estudado e, para tal feito, a equipe de pesquisa contou com a aplicação de entrevistas em formulário e o levantamento de imagens aéreas obtidas com drone que auxiliou na observação da paisagem. Assim, menciona-se o fato de ter ocorrido atividades de investigação em campo construídas com a intencionalidade de estruturar dados e coletar informações de relevância espacial histórica, socioeconômica e ambiental acerca do contexto no qual se apresentam as condições de vida dos ribeirinhos da comunidade de Boa Esperança. Esta, por sua vez, apresenta traços de sua ancestralidade vinculada aos seringueiros que migraram do Nordeste para trabalhar nos seringais do médio Xingu, em sua maior parcela, na extração do látex das seringueiras nativas da região em meados do século XIX, década de 1870. Desde então, atividades de trabalho como o extrativismo, o roçado e a pesca artesanal têm sido base de sustentação e de comércio das famílias ribeirinhas que se constituíram com a territorialização do sistema de aviamento na região, no período do primeiro ciclo da economia gomífera.Tese Acesso aberto (Open Access) Produção do espaço ribeirinho na Amazônia: uma análise a partir do contexto espacial em comunidades das ilhas de Abaetetuba-PA(Universidade Federal do Pará, 2021-08-31) FERREIRA, Denison da Silva; NAHUM, João Santos; http://lattes.cnpq.br/9009465125001273A análise aqui empreendida visa dar ênfase à dimensão ribeirinha do espaço na Amazônia tocantina paraense tendo como ponto de partida a porção insular do município de Abaetetuba, Nordeste do Estado do Pará, localmente conhecida como ―ilhas de Abaetetuba‖. Defendemos como tese norteadora a existência de um processo de produção espaço ribeirinho na Amazônia, a proposito da área de estudo, que não se constitui como um processo ―isolado‖, mas integra o movimento mais amplo de produção do espaço regional. A pesquisa encontra-se estruturada em quatro momentos ou eixos de análise, precedidos das considerações finais. No primeiro momento, dissolvido no primeiro capítulo, descrevemos aspectos gerais sobre o contexto espacial empírico a partir do qual estamos propondo a construção da pesquisa, ou seja, a Amazônia tocantina e particularmente as ilhas de Abaetetuba. Trata-se de uma caracterização preliminar da realidade empírica a ser estudada onde serão considerados aspectos referentes tanto à configuração territorial quanto à própria dinâmica social ribeirinha. No segundo e terceiro momentos (compreendidos no segundo e terceiro capítulos), propomos um exercício de regressão, ou seja, de reconstituição de alguns processos histórico-espaciais que tiveram importantes correlações com a produção do espaço ribeirinho na região, de maneira especial nas ilhas de Abaetetuba, como a criação dos aldeamentos comandados pelos missionários durante a primeira fase de colonização portuguesa da região; a criação de capitanias e sesmarias; o estabelecimento dos diretórios dos índios; a introdução dos escravos negros na região; assim como o desenvolvimento mais sistemático da economia dos engenhos de aguardente já numa conjuntura pós-colonial. No quarto momento propomos um retorno ao contexto espacial ribeirinho no tempo presente buscando compreendê-lo de forma mais esclarecida, ressignificada. Neste momento tomamos como ponto de partida as estratégias de organização política, especialmente aquelas que se atrelam ao uso da terra, tendo em vista suas correlações com a dinâmica de produção do espaço ribeirinho. Alinhado aos propósitos da pesquisa, elegemos como teoria norteadora a produção (social) do espaço situando os debates nos horizontes abertos pela perspectiva dialética suscitada principalmente nos escritos do filósofo Henri Lefebvre cujos fundamentos se mostraram pertinentes e adaptáveis ao desenvolvimento da análise aqui proposta. Partimos do principio de que as práticas sociais projetadas em um determinado espaço traduzem também práticas de produção do espaço. Esta produção, porém, não faz referência estritamente à produção de coisas, objetos, ou mercadorias, mas remete sua compreensão à existência de relações sociais, que inclui a produção dos objetos e a produção do espaço num sentido amplo. É nessa perspectiva que suscitamos a presente análise tendo as ilhas de Abaetetuba como lócus empírico da pesquisa.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Viver às margens do rio: identidade e pertença na ilha do Combu/PA(Universidade Federal do Pará, 2017-04-28) NUNES, Thainá Guedelha; FURTADO, Lourdes de Fátima Gonçalves; http://lattes.cnpq.br/1828475659148260; https://orcid.org/0000-0002-5243-4607A cidade de Belém, assim como todos os centros urbanos, está sempre em crescimento e constante modernização, porém, nem toda localidade segue a lógica da “modernidade”. Apesar do crescimento populacional da Ilha do Combu e sua proximidade com a área urbana de Belém, as comunidades ribeirinhas da mesma permanecem com sua realidade cotidiana ligada à natureza e seus recursos naturais, aos rios e mata que ainda é predominante na ilha, demonstrando que apesar das mudanças, inerente a qualquer contexto social, seu desenvolvimento esteja conectado a uma relação mais harmoniosa com o meio ambiente. Assim, este trabalho, que é um estudo antropológico de caráter qualitativo, com base na etnografia, com realização de trabalho de campo, conversas informais e entrevistas semiestruturadas complementando o método da observação participante, aborda a identidade e o sentimento de pertença ligados ao modo de vida ribeirinha da comunidade Igarapé do Combu, da Ilha do Combu, que são construídos ao longo do tempo, a partir da dinâmica dessa população com esse lugar, onde há uma dinâmica social ribeirinha diferenciada dos vizinhos moradores da área urbana.
