Programa de Pós-Graduação em Neurociências e Comportamento - PPGNC/NTPC
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A relação entre os parâmetros do potencial evocado P300 e o comprometimento cognitivo na epilepsia: Uma revisão sistemática e meta-análise(Universidade Federal do Pará, 2026-03-26) LEITE, Iris do Carmo; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; GALVÃO, Olavo de Faria; DUTRA, Natália Bezerra; CARVALHO, José Inácio Lemos Monteiro; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/3961040729425497; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795Resumo: A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico frequentemente associado a alterações cognitivas que afetam domínios como atenção, memória e velocidade de processamento da informação, impactando significativamente a qualidade de vida dos indivíduos. Nesse contexto, o potencial evocado P300, obtido por meio do eletroencefalograma, tem sido amplamente utilizado como medida eletrofisiológica objetiva para investigar desempenho cognitivo em indivíduos com epilepsia. Objetivos: Analisar a relação entre os parâmetros do potencial evocado P300 e o comprometimento cognitivo em indivíduos com epilepsia, por meio de uma revisão sistemática da literatura. Metodologia: Realizou-se revisão sistemática conduzida conforme as diretrizes PRISMA, com busca nas bases PubMed e LILACS entre janeiro de 2020 e junho de 2025. A seleção dos estudos foi conduzida por dois revisores independentes. Foram incluídos estudos observacionais e ensaios clínicos que avaliaram parâmetros do P300 associados ao desempenho cognitivo em indivíduos com epilepsia. A qualidade metodológica foi avaliada pela escala Newcastle–Ottawa (NOS). Quando disponíveis dados quantitativos comparáveis, realizou-se meta-análise da latência do P300, utilizando diferenças médias padronizadas (SMD) sob modelo de efeitos aleatórios com estimador Restricted Maximum Likelihood (REML). Devido à heterogeneidade dos instrumentos cognitivos e da forma de reporte estatístico, as associações entre parâmetros do P300 e domínios cognitivos foram adicionalmente sintetizadas por meio de síntese integrativa estruturada dos achados. Resultados: Dez estudos foram incluídos na síntese qualitativa. Os escores da NOS variaram entre 5 e 9 estrelas, com limitação recorrente no domínio de comparabilidade. Quatro estudos forneceram dados suficientes para a meta-análise da latência do P300. A estimativa combinada sob modelo de efeitos aleatórios demonstrou prolongamento estatisticamente significativo da latência em indivíduos com epilepsia em comparação a controles (SMD = 1,29; IC 95%: 1,03–1,54; p < 0,001), sem evidência de heterogeneidade estatística (I² = 0%; τ² = 0,00; Q(3) = 2,01; p = 0,57). Testes de viés de publicação não indicaram assimetria significativa (Begg p = 0,333; Egger p = 0,303), embora o número reduzido de estudos limite o poder estatístico. Na síntese integrativa dos achados, o prolongamento da latência foi mais frequentemente associado a pior desempenho em cognição global, atenção, velocidade de processamento e funções executivas. A redução da amplitude esteve associada a prejuízos em atenção, funções executivas e memória de trabalho. Subgrupos com maior gravidade clínica, incluindo epilepsia farmacorresistente e politerapia, apresentaram alterações combinadas de latência prolongada e amplitude reduzida acompanhadas de pior desempenho cognitivo. Conclusão: As evidências indicam que o P300 é um marcador eletrofisiológico sensível do comprometimento cognitivo na epilepsia, refletindo características clínicas da doença e os efeitos do tratamento, com potencial aplicação complementar à avaliação neuropsicológica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Além da criança: saúde mental, estado nutricional e comportamento alimentar de cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista na Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2026-03-23) MIRANDA, Livia Martins de; DUTRA, Natália Bezerra; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; FARIAS, Letícia Miquilini de Arruda; CARVALHAL, Manuela Maria de Lima; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/1667910071509974; http://lattes.cnpq.br/0708921042608519; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0002-3975-4091; https://orcid.org/0000-0003-1397-0471; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560Introdução: Cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) estão expostos a demandas intensificadas de cuidado, o que pode impactar negativamente sua saúde emocional, comportamentos de autocuidado e estado nutricional. Embora existam evidências sobre a sobrecarga psicológica nesses cuidadores, a interação entre sintomas emocionais, comportamento alimentar e estado nutricional ainda é pouco explorada, especialmente em contextos nos quais essas dimensões coexistem no cotidiano do indivíduo. Objetivo: Analisar sintomas emocionais, comportamento alimentar e estado nutricional de cuidadores de crianças com TEA na região amazônica brasileira, em comparação com cuidadores de crianças neurotípicas. Método: Estudo transversal realizado com 120 cuidadores, sendo 80 cuidadores de crianças com TEA e 40 cuidadores no grupo controle, recrutados em centros de referência e na comunidade. A coleta de dados incluiu questionário sociodemográfico, a escala Depression, Anxiety and Stress Scale (DASS-21), o Three-Factor Eating Questionnaire (TFEQ-21) e avaliação do Índice de Massa Corporal (IMC). Adicionalmente, foram realizadas análises de regressão logística binária para examinar associações entre sintomas emocionais, dimensões do comportamento alimentar e pertencimento aos grupos (cuidadores de crianças com TEA vs. grupo controle). Resultados: A maioria dos cuidadores era do sexo feminino (93,8%), com média de idade de 38 ± 7,1 anos, baixa renda familiar e IMC médio de 28,0 ± 5,2 kg/m², indicando excesso de peso; apenas 21,25% relataram realizar psicoterapia. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos quanto aos sintomas emocionais ou ao comportamento alimentar. Entre os cuidadores de crianças com TEA, cuidar de uma criança classificada como nível de suporte 2 esteve associado a sintomas moderados a graves de estresse (p = 0,011), e a obesidade esteve associada a maior gravidade de sintomas depressivos (p = 0,022). Além disso, os escores de estresse (p = 0,032) e o IMC dos cuidadores (p = 0,035) foram preditores significativos de alimentação emocional. Na regressão logística, sintomas depressivos estiveram associados a maiores chances de pertencimento ao grupo de cuidadores de crianças com TEA. Conclusão: Cuidadores de crianças com TEA apresentaram importantes vulnerabilidades emocionais e nutricionais, evidenciadas pela associação entre estresse, IMC e alimentação emocional, além da relação entre obesidade e maior gravidade de sintomas depressivos. Esses achados reforçam a necessidade de intervenções integradas, com suporte psicológico e acompanhamento nutricional, voltadas ao bem-estar do cuidador e ao fortalecimento do cuidado integral no contexto do TEA.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise Comparativa da complexidade da Frequência Cardíaca em pacientes com Doença de Parkinson e indivíduos saudáveis, durante a deambulação com e sem obstáculos(Universidade Federal do Pará, 2026-03-19) FERREIRA, Vívian Aguiar Reis; PEREIRA JUNIOR, Antônio; http://lattes.cnpq.br/3239362677711162; https://orcid.org/0000-0001-6241-985X; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; MATOS, Felipe de Oliveira; KREJCOVA, Lane Viana; GOMES, Bruno Duarte; http://lattes.cnpq.br/2604693973864638; http://lattes.cnpq.br/4932238030330851; http://lattes.cnpq.br/4207066833785568; https://orcid.org/0000-0002-4926-4694Introdução: A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é um marcador neural cardíaco, frequentemente alterada na Doença de Parkinson (DP) durante a marcha. Objetivo: Avaliar a atividade autonômica cardíaca em pacientes com DP, idosos e adultos jovens saudáveis durante o repouso e a caminhada com e sem obstáculos. Método: Foi realizado um estudo transversal, observacional, quatitativo e qualitativo, com 60 indivíduos: 20 com DP, 20 idosos saudáveis e 20 adultos jovens residentes na região de Belém, Brasil. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética (parecer 6.133.181). A coleta de dados da VFC foi registrada em repouso (10 min) e durante a caminhada com e sem obstáculos (4 min cada) em percurso triangular de 15,7 m. Um Índice de Complexidade (IC) foi obtido a partir do primeiro componente principal da Entropia Aproximada (m=2) e da Entropia Multiescala (MSE1,2,10,15). Equações de Estimação Generalizadas avaliaram os efeitos de grupo e condição, ajustados pela frequência cardíaca média. Resultados: O IC diminuiu durante a negociação de obstáculos em comparação ao repouso e diferiu entre os grupos, sendo que o grupo com DP apresentou menor complexidade do que os idosos saudáveis. A frequência cardíaca média esteve inversamente associada ao IC, indicando que os achados não foram explicados apenas por alterações cronotrópicas. O IC apresentou associação não significativa com o RMSSD e associação positiva moderada com a razão LF/HF durante a negociação de obstáculos (r = 0,313; p = 0,025). As diferenças intra-sujeitos entre a negociação de obstáculos e o repouso revelaram uma supressão progressiva da complexidade, mais pronunciada no grupo com DP. A inclusão da dose diária equivalente de levodopa não alterou substancialmente os resultados. Conclusão: O desafio motor reduziu a complexidade da VFC, especialmente em indivíduos com DP, sugerindo menor adaptabilidade da integração autonômica central.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise comportamental e eletrofisiológica do uso de glicocorticoides no sistema nervoso central em modelos animais de depressão(Universidade Federal do Pará, 2017-01-31) CARDOSO, Keilla Gisele Mendonça; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; LIMA, Silene Maria Araújo de; CV: http://lattes.cnpq.br/8961057812067156A Dexametasona é um glicocorticoide largamente prescrito na medicina utilizado como imunossupressor e anti-inflamatório, bem como, a fluoxetina, que é um antidepressivo, inibidor da recaptação de serotonina, que podem ser utilizados em algum momento ao mesmo tempo com o objetivo das suas respectivas finalidades. O objetivo deste trabalho foi estudar as alterações eletroencefalográficas em animais administrados com essas drogas, como também, os efeitos comportamentais avaliados num modelo animal de depressão, o nado forçado. O estudo foi realizado em ratos wistar machos adultos, submetidos à administração de dexametasona em dose aguda de 4 mg/kg, 24 horas antes do registro eletrocorticográfico, e crônica, administrada durante sete dias a cada 24 horas na dose de 4 mg/kg i.p. A fluoxetina foi administrada na dose de 5 mg/kg, por sete dias, por via oral, com ferramenta semelhante à sonda orogástrica, procedimento de gavagem. Após a administração, os parâmetros eletroencefalográficos da atuação das drogas foram registrados e analisados. Ao comparar, a administração aguda de dexametasona com a crônica, não houve diferença estatística, porém, houve uma tendência para a diminuição das forças Theta e Gamma, para o uso crônico. O grupo que recebeu fluoxetina teve média de amplitude de 2,661 ± 0,5850 mV²/Hz x 10-3comprovando a eficácia da fluoxetina no controle da depressão provocada pelo nado forçado. Para o grupo que recebeu dexametasona de forma crônica e fluoxetina para reverter o quadro a média de potência foi de 0,4758 ± 0,2514 mV²/Hz x 10-3, como não existe diferença estatística entre os grupos dexametasona e dexametasona fluoxetina, a fluoxetina não conseguiu reverter o quadro depressivo ocasionado pela dexametasona. No nado forçado, o grupo fluoxetina teve diminuição do tempo de flutuação, com média de tempo de 45,33 ± 23,26 segundos, demonstrando que o grupo não ficou depressivo. No grupo em que se administrou dexametasona de forma crônica e se avaliou a possibilidade de reverter o quadro depressivo com a fluoxetina a média de tempo de imobilidade foi de 169,8 ± 24,5 segundos indicando que a fluoxetina não teve efeito sobre a depressão ocasionada pela aplicação crônica de dexametasona. Concluímos nesse estudo que o glicocorticoide causa alterações no eletrocorticograma e depressão no teste do nado forçado (TNF). A fluoxetina não obteve efeito nos ratos submetidos ao TNF após o uso de dexametasona.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Associação entre comportamentos sugestivos de adição alimentar, fatores clínicos-nutricionais, saúde mental, sono e atividade física em candidatos à cirurgia bariátrica(Universidade Federal do Pará, 2026-03-23) REIS, Carliane Cardoso dos; CONÇEIÇÃO, Eva Martins da; https://orcid.org/0000-0002-1982-5796; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; CARVALHAL, Manuela Maria de Lima; LOURENÇO-COSTA, Vanessa Vieira; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; http://lattes.cnpq.br/0708921042608519; http://lattes.cnpq.br/0235984184315218; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; https://orcid.org/0000-0003-1397-0471A adição alimentar (AA) tem sido associada à obesidade e a desfechos desfavoráveis no contexto da cirurgia bariátrica (CB), especialmente quando presente no período pré-operatório. Fatores emocionais, qualidade do sono e prática de atividade física (AF) podem influenciar esse comportamento, porém ainda são pouco investigados de forma integrada. Objetivo: Verificar a relação entre AA, sintomas de ansiedade, depressão, estresse, qualidade do sono, prática de AF e fatores clínicos-nutricionais em indivíduos em pré-operatório de CB. Método: Trata-se de um estudo transversal correlacional, realizado com 125 candidatos à CB atendidos em um hospital de referência no estado do Pará. Foram aplicadas a Escala de Adição por Alimentos de Yale 2.0 Modificada (mYFAS 2.0), a Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21), o Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI), além de questionários sociodemográficos, clínicos, antropométricos e de atividade física. Resultados: A prevalência de AA foi de 34,4%, sendo que a presença e a maior gravidade da AA estiveram associadas a níveis mais elevados de depressão (p < 0,001), ansiedade (p= 0,002) e estresse (p= 0,001). A prática regular de AF mostrou associação negativa com a AA grave (p= 0,046). Observou-se elevada prevalência de má qualidade do sono e distúrbios do sono, associados a piores indicadores emocionais, embora sem associação direta com a AA. Conclusão: a AA é frequente no pré-operatório da CB e se relaciona principalmente a fatores emocionais e AF, reforçando a importância de uma abordagem multiprofissional precoce.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação comportamental e eletrofisiológica do sistema visual em camundongos com anemia a partir de um modelo de colite aguda(Universidade Federal do Pará, 2017-01-31) GOMES, Luana Aparecida Silva; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050As doenças inflamatórias do intestino (DII) correspondem às principais causas da anemia e deficiência de ferro e tendem afetar tecidos metabolicamente ativos e distantes das áreas de inflamação, como a retina. A partir deste contexto, é interessante investigar o comportamento responsivo do sistema visual através de testes psicofísicos e eletrofisiológico em animais com DII. O presente trabalho objetivou avaliar as alterações no comportamento e na fisiologia do sistema visual em camundongos com anemia induzida, a partir de um modelo de colite aguda. Para tanto, utilizou-se 18 camundongos, divididos em três grupos: controle; anemia (induzida por Dextran Sulfato de Sódio – DSS); e anemia mãe (animais filhos de mães com colite induzida. A indução com DSS foi realizada durante 6 dias antecessores ao teste, que ocorreram no período entre 60 e 90 dias de vida dos animais. Após a indução, as respostas eletrofisiológicas foram coletadas utilizando-se o eletrorretinograma de campo total como medida eletrofisiológica e foram medidas as respostas escotópicas (bastonetes, mista 1 e mista 2) e fotópticas (de cones 1Hz, cone S e Flicker em 12, 18, 24 e 30 Hz). Além disso, foram realizados testes comportamentais, com treino ao bebedouro e avaliação da percepção de contraste, por meio de estimulo de grades senoidais, disposto em diferentes frequências. A análise estatística foi feita com o teste ANOVA uma via, com pós- teste Tukey, considerando p<0,05, como significante. Foram encontrados redução das amplitudes das respostas em microvolts (μV) aos 60 dias nas seguintes respostas: onda-b de mista 1 (anemia: 28,12 e ± 7,96; anemia-mãe: 42,180 e ±8,525), onda-a de cone 1 Hz (anemia 39,85 e ± 12,74); cones S (anemia 36,64 e ± 9,09 μV); Flicker de 18 Hz (anemia: 25,12 ± 5,62; anemia mãe: 38,37 ± 7,1); 24 Hz (anemia: 22,46 ± 8,38; anemia mãe: 29,41 ± 9,676) e 30 Hz (anemia:14,4 ±3,25; anemia mãe: 27,13 ± 5,51). Aos 90 dias, redução na onda b de bastonetes (anemia: 57,06 ±6,7) , mista 1(anemia: 45,69 ± 7,86 e anemia mãe: 56,03 ± 17,130), onda a de respostas fotópica de cone 1 Hz (anemia 25,99 ± 5,11) e cones S (anemia 31,04 ± 4,83), Flicker 18 Hz (anemia 29,1±9,01) e Flicker 30 Hz (anemia: 41,8 ± 5,09; anemia mãe: 32,72 ± 11,4). Houve elevação no tempo implícito em milisegundos (ms) em bastonetes (anemia 24,68 ± 3,48 ms) e resposta Flicker de 12 Hz (anemia: 21,69 ± 4,65; anemia mãe 22,14 ± 4,42) aos 60 dias. Cone S (anemia 13,35 ± 1,18) e Flicker de 24 Hz (anemia mãe 28,4 ± 3,87) aos 90 dias. Os testes comportamentais evidenciaram diminuição das respostas dos grupos anemia e atraso na aprendizagem de resposta de pressão a barra, em comparação ao controle. Portanto, a anemia prejudica a função visual tanto escotópica quanto fotópica, acometendo as células da retina de roedores com anemia e com anemia de origem materna, bem como acarreta na dificuldade de execução de tarefa de aprendizagem comportamental no treino realizado na caixa de condicionamento operante.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização da orientação espacial em pacientes idosos com doenças neurodegenerativas em ambientes previamente conhecidos.(Universidade Federal do Pará, 2017-01-17) COSTA, Bruno Leonardo Simões da Costa; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; HENRIQUES, Alda Loureiro; http://lattes.cnpq.br/6031840881584358O envelhecimento populacional é hoje um fenômeno que atinge todas as regiões do planeta, determinando demandas específicas, já que este fenômeno vem acompanhado por déficits metabólicos, vasculares, neurológicos, osteomioarticulares e outros que podem debilitar a autonomia da pessoa idosa. Um dos fatores que podem vir a reduzir a autonomia do idoso, consiste na perturbação da orientação espacial, já que esta relaciona-se, nos humanos, com a capacidade de elaborar rotas familiares, nomear pontos de referência em ambientes previamente conhecidos, aprender novas rotas e interagir com o ambiente utilizando auto informações a fim de se localizar e se deslocar. Os déficits na orientação espacial, apresentam íntima relação com as doenças neurodegenerativas (DNs), que se caracterizam por serem patologias que geram destruição de neurônios de forma progressiva, dentre as principais DNs, destacam-se a Doença de Parkinson (DP) que afeta de 1% a 2% da população mundial, e caracteriza-se por ser um distúrbio progressivo do sistema nervoso central (SNC), em decorrência da degradação dos neurônios dopaminérgicos, especificamente da parte compacta da substância negra. Outra patologia muito incidente é a doença de Alzheimer (DA), entidade patológica que apresenta várias manifestações clínicas, porém nenhuma de caráter patognomônico e que apresenta a perda da memória recente como sendo uma das primeiras características da doença. Nesta perspectiva é de suma importância comparar idosos com e sem DN com relação à orientação espacial, pois só se conhece relatos científicos que mostram que pessoas com DN se orientam mal, mas observar como o fator idade pode interferir nesta característica pode fornecer informações para posteriores intervenções. Assim, esta pesquisa tem como objetivo geral, caracterizar a orientação espacial de idosos que apresentam diagnóstico de desordens neurodegenerativas e idosos que não apresentam nenhum tipo de alteração do SNC. Método: Esta pesquisa foi realizada no ambulatório de Fisioterapia do Centro de Atenção à Saúde do Idoso – Casa do Idoso – com a participação de 53 indivíduos com idade superior a sessenta anos, sendo 21 que apresentam diagnóstico clínico de DN, e 22, na mesma faixa etária, sem diagnóstico de DN e 10 com idade entre 30 e 40 anos. Resultados: observou-se resultados muito semelhantes entre os grupos de idosos (experimental e controle) durante a realização dos cinco testes de orientação espacial, obtendo-se melhores resultados nos testes que exigiam mais o padrão de orientação alôcentrica e piores resultados nos testes que exigiam mais o padrão egocêntrico. Quando comparado com os participantes mais jovens, observou-se, resultados bem díspares, no tocante a número de acertos e erros nos testes em que o padrão egocêntrico foi mais exigido e com relação ao tempo de execução dos testes. Conclusão: Nesta pesquisa foi observado que os idosos, de maneira geral, apresentam um grau moderado de dificuldade de orientação espacial, principalmente quando o padrão de orientação egocêntrico é o mais exigido e que a idade pode ser o principal desencadeador de déficits de orientação espacial.Dissertação Desconhecido Correlatos eletrofisiológicos da percepção de jovens adultos à exposição a vídeos de Mukbang ASMR(Universidade Federal do Pará, 2026-03-23) GOMES, Clara Gonçalves de Morais; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; FARIAS, Letícia Miquilini de Arruda; PARANHOS, Alna Carolina Mendes; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/1667910071509974; http://lattes.cnpq.br/7649446392041207; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0002-3975-4091Os conteúdos de comida divulgados em diversas mídias sociais impactam o comportamento e os hábitos alimentares da população. O Mukbang é um desses conteúdos e consiste em vídeos nos quais uma pessoa se grava consumindo grandes quantidades de comida em frente às câmeras, provocando reações diversas no público. Embora seja uma forma de entretenimento para muitos, o Mukbang tem sido associado ao aumento do consumo alimentar, à obesidade, à distorção da relação entre alimentação e corpo e a transtornos alimentares. Apesar da existência de evidências acerca das motivações e repercussões da exposição a esse tipo de conteúdo, ainda há pouca atenção voltada à investigação de seus correlatos neurais, bem como das sensações fisiológicas e emoções experienciadas durante a exposição a esses estímulos. Nesse contexto, o presente estudo examinou a modulação das oscilações cerebrais nas bandas alfa, beta e gama, nas regiões frontais, parietais e occipitais, durante a exposição a vídeos de Mukbang ASMR, por meio da eletroencefalografia (EEG). Participaram do estudo 40 indivíduos, com idades entre 18 e 29 anos. Os participantes assistiram a dois vídeos de Mukbang (comida doce e salgada) e a um vídeo controle e, em seguida, responderam a um questionário composto por 24 assertivas referentes às sensações evocadas pelos estímulos. Os dados subjetivos indicaram experiências predominantemente ambivalentes, com tendência a avaliações positivas e elevada variabilidade interindividual. As diferenças mais consistentes emergiram na comparação entre os eventos experimentais, e não entre grupos definidos pela experiência subjetiva relatada. O vídeo de comida salgada modulou de forma mais robusta as bandas de alta frequência (gama), apresentando valores superiores em diferentes regiões corticais em comparação aos vídeos doce e controle. Além disso, a banda gama apresentou predominância significativa na região frontal em relação às regiões parietal e occipital nos três vídeos, sugerindo maior envolvimento de áreas anteriores na integração de estímulos multimodais. Em conjunto, os achados indicam que vídeos de Mukbang podem recrutar padrões amplos de excitação neural, independentemente da valência subjetiva atribuída pelos participantes. Esses resultados ampliam o entendimento sobre como estímulos alimentares audiovisuais de alta complexidade influenciam a atividade neural, contribuindo para preencher lacunas na literatura sobre o processamento sensorial e o comportamento alimentar em ambientes digitais contemporâneos.Dissertação Desconhecido Dinâmica entre aspectos da vida sexual e satisfação relacional em mulheres com Síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser(Universidade Federal do Pará, 2025-03-28) SANTOS, Lídia Silveira dos; BURTI, Juliana Schulze; CORRÊA, Hellen Vivianni Veloso; NATIVIDADE, Jean Carlos; VARELLA, Marco Antônio Corrêa; VALENTOVA, Jaroslava Varella; http://lattes.cnpq.br/9542120311882103; http://lattes.cnpq.br/8829511200588111; http://lattes.cnpq.br/7200084634468815Seres humanos geralmente investem muito tempo, esforço e recursos em seus relacionamentos amorosos na tentativa de mantê-los ou protegê-los contra ameaças. A ampla gama de atividades envolvidas nesses processos é denominada comportamentos ou estratégias de manutenção do relacionamento. O sexo, principal característica distintiva entre relacionamentos amorosos e outros tipos de vínculos íntimos, é uma dessas estratégias. Por meio da intimidade física, o sexo favorece o vínculo emocional entre os parceiros, influencia positivamente a satisfação relacional e, assim, contribui para a manutenção dos laços amorosos. Contudo, entre indivíduos que enfrentam dificuldades relacionadas à vida sexual, o sexo passa a demandar adaptações ou até o apoio de outras estratégias capazes de promover a intimidade. Nesta pesquisa, investigamos se aspectos da vida sexual (frequência de diferentes práticas sexuais, níveis de satisfação sexual e função sexual) parecem influenciar os relacionamentos (níveis de vínculo emocional e satisfação relacional) de um grupo de mulheres com a síndrome de MayerRokitansky-Küster-Hauser (n = 34), uma condição congênita caracterizada pela ausência parcial ou completa do útero e da vagina, em comparação com um grupo controle (n = 80). Foram incluídas mulheres entre 18 e 64 anos de idade, em relacionamentos amorosos de no mínimo seis meses, e que responderam adequadamente aos questionários. Os principais resultados indicaram que, apesar de níveis semelhantes de satisfação sexual e relacional entre os grupos, nas mulheres com a síndrome, a satisfação com o relacionamento não esteve associada à satisfação sexual, mas sim ao vínculo emocional com a parceria. Esses achados corroboram estudos anteriores que sugerem que pessoas que enfrentam desafios na vida sexual tendem a recorrer a comportamentos que reforcem o vínculo emocional (como demonstrações de afeto e proximidade física) como alternativa para preservar a intimidade física e manter a satisfação relacional.Dissertação Desconhecido Efeito da utilização de jogos como intervenção lúdica no rendimento escolar: uma revisão integrativa(Universidade Federal do Pará, 2017) TSUTSUMI, Myenne Mieko Ayres; JUNIOR, Mauro Dias Silva; http://lattes.cnpq.br/2665950726942083; https://orcid.org/0000-0001-8544-4468; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746Um levantamento prévio verificou que há um número considerável de publicações relatando que o emprego de jogos é um método eficaz no contexto de ensino. No entanto, os dados que justifiquem essas práticas pedagógicas carecem de organização. Os objetivos do presente estudo foram realizar uma revisão integrativa, a qual foi dividida em duas partes: 1) revisão sistemática da literatura sobre as pesquisas empíricas que investigaram os efeitos do uso de jogos como estratégia de intervenção lúdica no rendimento escolar e 2) discussão de como duas ciências do comportamento (i.e., a Análise do Comportamento e a Etologia) com modelos explicativos distintos e complementares podem contribuir no planejamento do ensino alicerçado no comportamento lúdico. Na revisão sistemática foram incluídos artigos empíricos e/ou de relato de experiência/caso que descreviam a utilização de jogos como método de intervenção para o ensino de conteúdo escolar formal; que foram publicados em revistas indexadas; que mencionaram ou continham as palavras-chave previamente definidas; e que foram publicados em inglês ou português no período de janeiro de 2006 a dezembro de 2016. Dois juízes foram responsáveis pela coleta de dados e avaliação da pertinência dos artigos em relação aos critérios de inclusão. No total, 141 artigos foram encontrados, mas, no final, 19 artigos foram considerados adequados aos critérios. Foi encontrado que crianças foram os principais participantes; que os jogos eletrônicos foram os mais utilizados; que a matemática foi a disciplina que concentra maior número de estudos; e que o uso de jogos teve efeitos de melhora no rendimento acadêmico dos alunos. Esses resultados lançaram luz sobre três questões importantes: 1) a necessidade de incluir eventos lúdicos no contexto de ensino, de planejamento e programação da aprendizagem tornando-a algo significativo para o aluno e para o professor; 2) enfatizar a importância da educação como parte dos interesses científicos e, principalmente, das ciências do comportamento, pois assim haverá coleta e avaliação de evidências que sustentem métodos e decisões pedagógicas; e 3) a integração entre as contribuições da Análise do Comportamento e da Etologia podem ajudar não somente a entender o efeito dos jogos na aprendizagem como também podem colaborar no planejamento educacional alternativo.Dissertação Desconhecido O efeito das vocalizações de phlegopsis nigromaculata (aves, thamnophilidae) na detectabilidade de outras aves seguidoras de correição no parque ecológico de gunma.(Universidade Federal do Pará, 2016-09-15) LIMA, Hilário Póvoas de; HENRIQUES, Alda Loureiro; http://lattes.cnpq.br/6031840881584358; SILVA, Maria Luisa da; http://lattes.cnpq.br/2101884291102108Formigas de correição são espécies nômades que quando forrageiam afugentam insetos que vivem no solo da floresta, tornando-os presas fáceis para outros animais. Há espécies de aves que seguem e se alimentam ao redor de correições e são consideradas seguidoras obrigatórias ou podem ser menos especializadas, se alimentando em correições apenas quando estas passam em seus territórios. Realizamos então experimentos para verificar se os sons emitidos por uma espécie seguidora de correição especializada, Phlegopsis nigromaculata, influencia o comportamento de outras espécies de aves seguidoras especializadas ou menos especializadas em seguir correições. O presente estudo foi realizado no Parque Ecológico de GUNMA (PEG) e investigamos se o playback (PB) de vocalizações de Phlegopsis nigromaculata pode aumentar a detectabilidade de outras espécies no local e se estas espécies afetadas tem alguma ligação com o forrageio em correições. Em locais diferentes no PEG, foram gravados 5 minutos do som ambiente sem emissão de PB e 5 minutos no mesmo ambiente com a emissão de PB. Os resultados mostraram que o PB aumentou significativamente a detectabilidade, onde 94% das espécies com maior detectabilidade no pós PB frequentam bandos mistos e que 28% são seguidoras de correição. Na pontuação que correlacionava as espécies que foram mais detectadas no momento pós PB de P. nigromaculata com comportamentos de seguir bandos mistos e correição, as espécies Glyphorynchus spirurus, Isleria hauxwelli, Pyriglena leuconota, Lanio surinamus, Lepidothrix iris, Veniliornis affinis, e Willisornis vidua obtiveram as maiores pontuações, sendo que todas elas frequentam bando misto e 71 % frequentam correição, sugerindo que a maior detectabilidade delas no pós PB está ligada ao forrageio em correições. Os resultados indicam que 18 podem ser influenciadas por vocalizações de Phlegopsis nigromaculata já que esta pode ter um papel significativo no forrageio de outras aves insetívoras, que seguem correição ou que frequentam bandos mistos.Dissertação Desconhecido Efeitos da Estrutura Gramatical e da Entonação da voz na Identificação de frases do tipo ordem e sugestão(Universidade Federal do Pará, 2016-10-06) PANTOJA, Maelly Larissa Mendes; SILVA, Maria Luisa; http://lattes.cnpq.br/2668069877000911; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva Paracampo; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; ALBUQUERQUE, Luiz Carlos de; PINTO, Ana Raquel; http://lattes.cnpq.br/5261537967195189O presente estudo objetivou avaliar se Estrutura Gramatical e a Entonação da voz são variáveis relevantes para a identificação de um estímulo verbal como uma Ordem e/ou uma Sugestão, qual dessas duas características é mais relevante para essa identificação. Participaram do estudo 180 universitários, entre 18 e 30 anos, de vários cursos de graduação, que foram expostos a sete diferentes frases que variavam em conteúdo, Estrutura Gramatical e Entonação. As frases em português eram apresentadas com a Estrutura Gramatical de Ordem (três frases) e Sugestão (três frases), sendo cada uma apresentada com duas Entonações – Ordem e Sugestão - uma frase em Mandarim também era apresentada com as duas entonações; totalizando 14 frases. As frases foram apresentadas em ordem imprevisível aos participantes, através de uma gravação de áudio. A tarefa era registrar em uma folha de respostas a opção correspondente à forma que identificava ser a frase: Ordem, Sugestão ou Nenhuma das Anteriores. Os participantes foram divididos em dois grupos, Grupo I e Grupo II, que diferiram apenas quanto à voz utilizada na gravação de áudio. Os resultados do Conjunto 1 - constituído pelas frases com Estrutura de Ordem e Entonação de Sugestão e Ordem - mostraram que os participantes do Grupo I escolheram 55,2% e do Grupo II 58,9% das vezes a opção Ordem quando a Estrutura Gramatical não correspondia à Entonação, e que 93,3% e 93,7% das respostas de escolhas dos participantes dos Grupos I e II, respectivamente, foi a opção Ordem quando a Estrutura Gramatical correspondia à Entonação. Os resultados do Conjunto 2 - constituído pelas frases com Estrutura de Sugestão e Entonação de Sugestão e Ordem - indicaram que no Grupo I 48,5% das frases foram identificadas como Ordem e no Grupo II 54,4% como Sugestão quando a Estrutura Gramatical não correspondia à Entonação, e que nos Grupos I e II 91,1% e 89,3% das frases, respectivamente, foram identificadas como Sugestão quando a Estrutura Gramatical correspondia à Entonação. Os resultados do Conjunto 3 - constituído pelas frases em Mandarim com Entonação de Ordem e Sugestão - mostraram que os participantes do Grupo I marcaram 85,6% e do Grupo II 70% das vezes a opção Nenhuma das Anteriores quando a Entonação era de Ordem e que os participantes do Grupo II marcaram 85,6% do Grupo I e 82,2% a opção Nenhuma das Anteriores quando a Entonação era Sugestão. Estes resultados indicam que o controle pela Estrutura Gramatical foi bastante reduzido quando a Entonação da voz era inconsistente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos da estrutura gramatical e da entonação da voz na identificação de frases do tipo ordem e sugestão.(Universidade Federal do Pará, 2016-10-06) PANTOJA, Maelly Larissa Mendes; SILVA, Maria Luisa da; http://lattes.cnpq.br/2101884291102108; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; lattes.cnpq.br/9018003546303132O presente estudo objetivou avaliar se Estrutura Gramatical e a Entonação da voz são variáveis relevantes para a identificação de um estímulo verbal como uma Ordem e/ou uma Sugestão, qual dessas duas características é mais relevante para essa identificação. Participaram do estudo 180 universitários, entre 18 e 30 anos, de vários cursos de graduação, que foram expostos a sete diferentes frases que variavam em conteúdo, Estrutura Gramatical e Entonação. As frases em português eram apresentadas com a Estrutura Gramatical de Ordem (três frases) e Sugestão (três frases), sendo cada uma apresentada com duas Entonações – Ordem e Sugestão - uma frase em Mandarim também era apresentada com as duas entonações; totalizando 14 frases. As frases foram apresentadas em ordem imprevisível aos participantes, através de uma gravação de áudio. A tarefa era registrar em uma folha de respostas a opção correspondente à forma que identificava ser a frase: Ordem, Sugestão ou Nenhuma das Anteriores. Os participantes foram divididos em dois grupos, Grupo I e Grupo II, que diferiram apenas quanto à voz utilizada na gravação de áudio. Os resultados do Conjunto 1 - constituído pelas frases com Estrutura de Ordem e Entonação de Sugestão e Ordem - mostraram que os participantes do Grupo I escolheram 55,2% e do Grupo II 58,9% das vezes a opção Ordem quando a Estrutura Gramatical não correspondia à Entonação, e que 93,3% e 93,7% das respostas de escolhas dos participantes dos Grupos I e II, respectivamente, foi a opção Ordem quando a Estrutura Gramatical correspondia à Entonação. Os resultados do Conjunto 2 - constituído pelas frases com Estrutura de Sugestão e Entonação de Sugestão e Ordem - indicaram que no Grupo I 48,5% das frases foram identificadas como Ordem e no Grupo II 54,4% como Sugestão quando a Estrutura Gramatical não correspondia à Entonação, e que nos Grupos I e II 91,1% e 89,3% das frases, respectivamente, foram identificadas como Sugestão quando a Estrutura Gramatical correspondia à Entonação. Os resultados do Conjunto 3 - constituído pelas frases em Mandarim com Entonação de Ordem e Sugestão - mostraram que os participantes do Grupo I marcaram 85,6% e do Grupo II 70% das vezes a opção Nenhuma das Anteriores quando a Entonação era de Ordem e que os participantes do Grupo II marcaram 85,6% do Grupo I e 82,2% a opção Nenhuma das Anteriores quando a Entonação era Sugestão. Estes resultados indicam que o controle pela Estrutura Gramatical foi bastante reduzido quando a Entonação da voz era inconsistenteDissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos da liberação de reforçadores durante o intervalo entre tentativas sobre desempenho no emparelhamento ao modelo com atraso em sapajus spp.(Universidade Federal do Pará, 2016-10-10) LEAL, Tamyres Roberta Colares; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966Estudos com pombos apontam que a liberação de estímulos reforçadores no Intervalo entre Tentativas (IET) em tarefas de discriminação simples e condicional pode produzir deterioração de controle de estímulos. No caso de discriminações condicionais, a literatura sugere que as condições que deterioram o desempenho envolvem a liberação de reforço ao final ou durante todo o IET, isto é, quando o reforço é liberado próximo ao início de uma nova tentativa. O presente estudo teve por objetivo investigar os efeitos da liberação de reforçadores durante o IET sobre o desempenho no emparelhamento ao modelo por identidade com atraso (identity delayed-matching-to-sample: DMTS) em três macacos-prego (Sapajus spp.). Cada tentativa era iniciada com a apresentação de um estímulo modelo; após a emissão de cinco toques ao modelo, iniciava-se um atraso e, ao término do atraso, estímulos de comparação eram apresentados para que a resposta de escolha ocorresse. Respostas corretas eram seguidas pela liberação de uma pelota de banana de 190 mg e pelo IET e respostas incorretas eram seguidas apenas pelo IET. As sessões eram compostas por tentativas com atrasos de 1 s, 5 s, e 20 s e IET de 30 s. Para estudar os efeitos da liberação livre de reforçadores, a pelota de 190 mg era liberada também durante o IET, conforme cinco condições, cuja ordem era aleatória e diferiu entre sujeitos: Início – liberação do reforçador após 5 s do início do IET; Meio – liberação após 15 s do início do IET; Fim – liberação após 25 s do início do IET; Todo – liberação após 5 s, 15 s, e 25 s do início do IET; e Nenhum – não havia liberação de reforço durante o IET. As condições foram aplicadas em dois procedimentos. No primeiro, denominado Manutenção, apenas um conjunto de estímulos foi vii utilizado em todas as condições de manipulação de liberação de reforço no IET; no segundo, denominado Aquisição, cada condição de manipulação apresentava um conjunto de estímulos específico. Não foi observado efeito das diferentes condições de liberação de reforço no IET sobre o desempenho geral dos sujeitos. No entanto, no procedimento de Aquisição, verificouse queda de desempenho nas tentativas de atraso máximo, de 20 s, embora as condições de liberação de reforço que afetaram o desempenho nessas tentativas diferiram entre os sujeitos. Um dos três sujeitos apresentou resultado semelhante ao encontrado na literatura, com deterioração de desempenho nas tentativas com o maior atraso, de 20 s, nas condições de liberação de reforço ao final e durante todo o IET. Os outros participantes apresentaram queda nas condições em que não havia liberação de reforço no IET ou quando a liberação ocorria no início ou fim do IET. Sugere-se, para novas pesquisas, testar os mesmos desempenhos nas mesmas condições com novos conjuntos de estímulos buscando-se replicação intra-sujeito e, posteriormente, utilizar tentativas com atrasos mais longos do que os 20 s, de acordo com a história de treino em diferentes atrasos de cada um dos sujeitosDissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos da liberação de reforçadores durante o intervalo entre tentativas sobre o desempenho no emparelhamento ao modelo com atraso em sapajus SPP(Universidade Federal do Pará, 2016-10-27) LEAL, Tamyres Roberta Colares; ROCHA, Fernando Allan de Farias Rocha; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; MIJARES, Miriam Garcia; GALVÃO, Olavo De Faria; http://lattes.cnpq.br/7653437611275971; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833Estudos com pombos apontam que a liberação de estímulos reforçadores no Intervalo entre Tentativas (IET) em tarefas de discriminação simples e condicional pode produzir deterioração de controle de estímulos. No caso de discriminações condicionais, a literatura sugere que as condições que deterioram o desempenho envolvem a liberação de reforço ao final ou durante todo o IET, isto é, quando o reforço é liberado próximo ao início de uma nova tentativa. O presente estudo teve por objetivo investigar os efeitos da liberação de reforçadores durante o IET sobre o desempenho no emparelhamento ao modelo por identidade com atraso (identity delayed-matching-to-sample: DMTS) em três macacos-prego (Sapajus spp.). Cada tentativa era iniciada com a apresentação de um estímulo modelo; após a emissão de cinco toques ao modelo, iniciava-se um atraso e, ao término do atraso, estímulos de comparação eram apresentados para que a resposta de escolha ocorresse. Respostas corretas eram seguidas pela liberação de uma pelota de banana de 190 mg e pelo IET e respostas incorretas eram seguidas apenas pelo IET. As sessões eram compostas por tentativas com atrasos de 1 s, 5 s, e 20 s e IET de 30 s. Para estudar os efeitos da liberação livre de reforçadores, a pelota de 190 mg era liberada também durante o IET, conforme cinco condições, cuja ordem era aleatória e diferiu entre sujeitos: Início – liberação do reforçador após 5 s do início do IET; Meio – liberação após 15 s do início do IET; Fim – liberação após 25 s do início do IET; Todo – liberação após 5 s, 15 s, e 25 s do início do IET; e Nenhum – não havia liberação de reforço durante o IET. As condições foram aplicadas em dois procedimentos. No primeiro, denominado Manutenção, apenas um conjunto de estímulos foi utilizado em todas as condições de manipulação de liberação de reforço no IET; no segundo, denominado Aquisição, cada condição de manipulação apresentava um conjunto de estímulos específico. Não foi observado efeito das diferentes condições de liberação de reforço no IET sobre o desempenho geral dos sujeitos. No entanto, no procedimento de Aquisição, verificou se queda de desempenho nas tentativas de atraso máximo, de 20 s, embora as condições de liberação de reforço que afetaram o desempenho nessas tentativas diferiram entre os sujeitos. Um dos três sujeitos apresentou resultado semelhante ao encontrado na literatura, com deterioração de desempenho nas tentativas com o maior atraso, de 20 s, nas condições de liberação de reforço ao final e durante todo o IET. Os outros participantes apresentaram queda nas condições em que não havia liberação de reforço no IET ou quando a liberação ocorria no início ou fim do IET. Sugere-se, para novas pesquisas, testar os mesmos desempenhos nas mesmas condições com novos conjuntos de estímulos buscando-se replicação intra-sujeito e, posteriormente, utilizar tentativas com atrasos mais longos do que os 20 s, de acordo com a história de treino em diferentes atrasos de cada um dos sujeitos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos de justificativas sobre o seguir regras por participantes ortoréxicos.(Universidade Federal do Pará, 2018-09-17) CARDOSO, Laís Caroline Ferreira; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530; ALBUQUERQUE, Luiz Carlos de; http://lattes.cnpq.br/5261537967195189Introdução: A investigação das variáveis envolvidas no estabelecimento e manutenção do comportamento alimentar é importante, principalmente, porque os alimentos ingeridos interferem na sobrevivência do organismo. Transtornos alimentares como a Ortorexia Nervosa podem desencadear comprometimento do convívio social dos indivíduos. Supõe-se que o comportamento ortoréxico seja controlado por regras com justificativas. Portanto, o presente estudo teve como objetivo avaliar se participantes que apresentam um repertório de comportamentos classificados de ortoréxicos, apresentam tendência a seguir regras em geral ou somente tendência a seguir regras de cunho alimentar. Método: Para isso, na primeira etapa da pesquisa, foram aplicados em 200 estudantes de nutrição de duas faculdades de Belém do Pará, o questionário de inflexibilidade (para identificar indivíduos seguidores ou não de regras) e o questionário Orto-15 como meio de identificar indivíduos com tendência a comportamento ortoréxico. Na segunda etapa houve exposição de 12 participantes (6 inflexíveis e 6 flexíveis) à uma versão informatizada do procedimento de escolha para avaliar experimentalmente a competição entre o controle por justificativas para o seguimento de regras e o controle pelas consequências imediatas. Os participantes foram a quatro fases. Na Fase 1, as sequências corretas eram reforçadas com pontos trocáveis por dinheiro em esquema de reforço contínuo. Na Fase 2, somente os participantes que deixassem de seguir a regra discrepante eram expostos à Fase 3.Nas Fases 3 e 4, era reapresentada a regra da Fase 2, mas com justificativas do Tipo 5 para ser seguida (antecedentes verbais indicadores do que observar: relatos que podem indicar exemplos de comportamentos a serem seguidos e exemplos de comportamentos a não serem seguidos). Resultados: Dos 200 estudantes, 72% apresentaram tendência para desenvolver ortorexia. Na segunda etapa do estudo, tivemos 12 participantes, onde apenas 8 passaram para a fase 3 (6 flexíveis e 2 inflexíveis), destes participantes 4 apresentavam risco para desenvolvimento do comportamento ortoréxico (2 inflexíveis e 2 flexíveis), ao final do estudo 3 destes abandonaram o seguimento de regra e somente 1 seguiu a regra discrepante até o final. Em síntese, o estudo mostrou que participantes com risco para o desenvolvimento de ortorexia são bons seguidores de regras favoráveis a uma alimentação saudável, mas que isso não vale para regras gerais associadas a justificativas do tipo 5, pois ficaram sob controle das consequências imediatasDissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos do uso de histórias infantis sobre o reconhecimento de expressões faciais de emoções em crianças com autismo.(Universidade Federal do Pará, 2017-01-26) LIMA, Anne Abreu de; GAROTTI, Marilice Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2218504886013525; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132Entre os déficits em comunicação e interação social frequentemente observados em indivíduos com autismo, destaca-se a dificuldade no reconhecimento de expressões faciais de emoções. Sendo esta uma das habilidades mais importantes para interações sociais eficazes, estudos têm buscado desenvolver procedimentos de ensino desta competência. Este trabalho objetivou avaliar a eficácia do uso de histórias infantis, no treino de reconhecimento de expressões faciais de emoções em crianças com autismo. Participaram do estudo seis crianças com diagnóstico de autismo, no nível leve a moderado com faixa etária entre 6 a 7 anos. O procedimento consistiu de cinco fases: Pré - Teste, Treino, Pós - Teste, Teste de Generalização e Follow-Up. Foram utilizados no pré e no pós - teste 40 estímulos compostos de desenhos e fotografias de rostos (de diferentes faixas etárias e raças) com quatro diferentes expressões faciais – alegria, tristeza, raiva e medo. O Pré - Teste e o Pós – Teste eram compostos por 10 tentativas. Em cada tentativa eram apresentadas quatro diferentes estímulos com as quatro expressões e era requerido que o participante apontasse a figura com a expressão solicitada. No Treino foram utilizadas 20 histórias, sendo cinco sobre cada uma das expressões. As histórias eram apresentadas e, após, era solicitado ao participante apontar a figura correspondente a expressão destacada na história. O Teste de Generalização foi constituído da apresentação em vídeo de quatro histórias (uma de cada expressão facial). Após assistir o vídeo era solicitado ao participante apontar à figura correspondente a expressão destacada no vídeo. O Follow-up consistiu na reapresentação do Teste de Generalização, quatro semanas após a aplicação do primeiro teste. O critério de mudança do Pré-Teste para o Treino era 70% de erros e do Treino para o Pós – Teste e deste para o Teste de Generalização era 90% de acertos. Os resultados mostraram que todos os participantes não identificavam expressões faciais de emoções no Pré - Teste, mas passaram a reconhecê-las após o Treino e apresentaram desempenho generalizado de reconhecimento de emoções no Teste de Generalização. Já no Follow – up apenas os participantes P1, P2, P3, e P6 mantiveram o desempenho do Teste de Generalização. Estes resultados indicam que a utilização de histórias infantis é um recurso lúdico – didático eficaz para ensinar o reconhecimento de expressões faciais de emoções à crianças com autismo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Evidências de validade do male sexual function index em homens de diferentes orientações sexuais.(Universidade Federal do Pará, 2018-11-23) SILVA, Adna Janaína de Araújo; SILVA JÚNIOR, Mauro Dias; http://lattes.cnpq.br/2665950726942083; https://orcid.org/0000-0001-8544-4468; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746Estudos sobre fatores que envolvem a sexualidade masculina, tais como a resposta sexual (desejo, excitação, ereção, ejaculação, orgasmo e satisfação) e o sexo anal receptivo geralmente tem um viés clínico e patológico, principalmente em homens homossexuais. Com o objetivo de investigar a resposta sexual masculina, buscou-se encontrar um instrumento aplicável a homens com diferentes orientações sexuais que pudesse ser aplicado em uma população não clínica. A partir deste objetivo geral, a presente dissertação é composta por dois estudos referentes aos desdobramentos e dificuldades para encontrar um instrumento mais abrangente possível. No estudo 1 foi realizada uma revisão da literatura afim de identificar os instrumentos utilizados para avaliar a resposta sexual de homens de diferentes orientações e advindos de amostras não clínicas. Como resultado principal, obtivemos que apenas um instrumento apresentava-se amplo o suficiente para abarcar diversos aspectos os domínios da resposta sexual, o Male Sexual Function Index – MSFI, instrumento equivalente ao utilizado para mensurar a resposta sexual feminina, este já validado no Brasil. A partir disso, no estudo 2, propusemos traduzir, adaptar e verificar as evidências de validade do MSFI para o Português Brasileiro, por ser um instrumento validado em língua inglesa e que mensura cinco domínios da função sexual (desejo sexual, excitação, orgasmo, ereção e satisfação sexual/emocional). Neste estudo, a amostra foi constituída por 206 homens heterossexuais, 78 homens bissexuais e 165 homens homossexuais, as performances sexuais variaram de exclusivamente insertivos até exclusivamente receptivos e a idade foi de 18 até 65 anos. Os resultados encontrados indicaram consistência interna satisfatória e as correlações entre os fatores do MSFI ocorreram de acordo com a versão original do instrumento. Quanto à validade externa, as correlações ocorreram no sentido esperado conforme a literatura. Apesar do índice de ajuste para o fator ejaculação não ter sido satisfatório, o Male Sexual Function Index traduzido para a língua portuguesa apresentou evidências de validade satisfatórias. Portanto, pode ser instrumento importante para mensurar a função sexual da população masculina de diferentes orientações sexuais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Expressões vocais e interação social em macacos-prego (Sapajus sp.)(Universidade Federal do Pará, 2017-01-31) RIBEIRO, Bruno Diego Lima; SILVA, Maria Luisa da; http://lattes.cnpq.br/2101884291102108; https://orcid.org/0000-0002-8949-5622; GALVÃO, Olavo de Faria; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; CARDOSO, Raphael Moura; http://lattes.cnpq.br/4993290160435067A comunicação é uma característica intrínseca dos seres vivos. Cada animal comunica-se com outros de sua ou de outra espécie nas formas características de seus respectivos grupos. Nas interações sociais os indivíduos produzem sinais comunicativos que especificam ou predizem prováveis mudanças de comportamento em outros indivíduos, cujas respostas, por sua vez, geram também prováveis mudanças de comportamento nos primeiros. A vocalização é um elemento importante na comunicação animal e a investigação de suas funções pode se constituir em um modelo comparativo para entendermos a evolução da comunicação humana. Este estudo teve por objetivo identificar fenômenos simbólicos de comunicação entre macacos-prego (Sapajus sp.) nas interações sociais. Para tanto registramos e analisamos atividades e interações sociais em períodos determinados ao longo do dia, por meio dos métodos de scan sample e ad libitum. Registramos e descrevemos vocalizações emitidas em ocorrências espontâneas (agonístico, alarme e alimentação) e em experimentos planejados (produção de alarme). Gravações das vocalizações foram apresentadas aos indivíduos, e registradas e descritas as respostas comportamentais. O comportamento verificado em cativeiro, comparado com registros na natureza, apresenta alterações como restrita diversidade de interações sociais. No repertório vocal identificou-se diferentes vocalizações relacionadas a comportamentos específicos, adequados ao contexto. Nossos resultados estão de acordo com indicações de plasticidade cerebral e complexidade social do gênero Sapajus.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Expressões vocais e interação social em macacos-prego (sapajus sp.).(Universidade Federal do Pará, 2017) RIBEIRO, Bruno Diego Lima; SILVA, Maria Luisa da; http://lattes.cnpq.br/2101884291102108; GALVÃO, Olavo de Faria; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075A comunicação é uma característica intrínseca dos seres vivos. Cada animal comunica-se com outros de sua ou de outra espécie nas formas características de seus respectivos grupos. Nas interações sociais os indivíduos produzem sinais comunicativos que especificam ou predizem prováveis mudanças de comportamento em outros indivíduos, cujas respostas, por sua vez, geram também prováveis mudanças de comportamento nos primeiros. A vocalização é um elemento importante na comunicação animal e a investigação de suas funções pode se constituir em um modelo comparativo para entendermos a evolução da comunicação humana. Este estudo teve por objetivo identificar fenômenos simbólicos de comunicação entre macacos-prego (Sapajus sp.) nas interações sociais. Para tanto registramos e analisamos atividades e interações sociais em períodos determinados ao longo do dia, por meio dos métodos de scan sample e ad libitum. Registramos e descrevemos vocalizações emitidas em ocorrências espontâneas (agonístico, alarme e alimentação) e em experimentos planejados (produção de alarme). Gravações das vocalizações foram apresentadas aos indivíduos, e registradas e descritas as respostas comportamentais. O comportamento verificado em cativeiro, comparado com registros na natureza, apresenta alterações como restrita diversidade de interações sociais. No repertório vocal identificou-se diferentes vocalizações relacionadas a comportamentos específicos, adequados ao contexto. Nossos resultados estão de acordo com indicações de plasticidade cerebral e complexidade social do gênero Sapajus. Palavras-chave: Vocalização animal, Comunicação animal, Comportamento animal, Animais selvagens em cativeiro, Sapajus.
