Programa de Pós-Graduação em Antropologia - PPGA/IFCH
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4031
O Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA) é um programa do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA) e teve início das suas atividades, em agosto de 2010. O PPGA contempla a formação de cientistas antropólogos em nível de Mestrado e Doutorado.
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Tese Acesso aberto (Open Access) Agrobiodiversidade Tentehar na Aldeia Olho D’Água, Maranhão: trajetórias, saberes e práticas(Universidade Federal do Pará, 2023-09-08) FELIX, Neusani Oliveira Ives; BARROS, Flávio Bezerra; http://lattes.cnpq.br/4706140805254262; https://orcid.org/0000-0002-6155-0511Nesta pesquisa abordei o tema da agrobiodiversidade entre os Tentehar da Aldeia Olho D’Água, TI Bacurizinho, estado do Maranhão. A agrobiodiversidade, no contexto desse estudo, é compreendida como a parte da biodiversidade que agrega variedades agrícolas e recursos genéticos, processos socioculturais, saberes associados às plantas, aos animais manejados e caçados para fins alimentares. Os caminhos metodológicos inseriram a observação participante, o controle de impressões, a memória coletiva, as narrativas orais, as entrevistas semiestruturadas e abertas, com 13 mulheres e 11 homens, o questionário e o caderno de campo. Essas estratégias foram fundamentais para a construção de uma etnografia atenta e alinhavada com base nas dimensões científicas, sociais e políticas para uma condução exitosa da pesquisa partindo de uma relação dialógica entre a pesquisadora e os interlocutores. Os agricultores reconhecem ou cultivam um imenso e rico conjunto de etnovariedades de plantas alimentícias de todo tipo. Nos quintais, além dos cultivares, se mantém a criação de animais, como porco, bode, galinha, angolista, pato, peru, codorna. Das matas se obtêm as caças tão importantes para a cultura alimentar dos Tentehar, dentre os quais, tatu, peba, veado catingueiro, veado mateiro, caititu, cutia, quati mundé, jacu, juriti, lambu, etc. A relação entre as práticas agrícolas, de roças e de quintais, as caças vindas das matas, e o conjunto da agrobiodiversidade se insere no debate sobre a soberania e segurança alimentar e nutricional e confere traços de singularidades na cultura alimentar Tentehar. A agrobiodiversidade se constitui o fio que entrelaça as relações do agricultor com o manejo das roças, dos quintais e com as caças, remetendo ao sentido de trajetórias, identidade e autenticidade, em que relações interespécies, regras, interdições e proibições são estabelecidas. Como guardiões da agrobiodiversidade, os agricultores Tentehar resistem com seus roçados, cultivando, multiplicando e trocando sementes com parentes e vizinhos. Nos quintais realizam experimentações com animais e plantas, e produzem mudas de cultivares que circulam entre si, em um sistema de conservação de recursos genéticos, in situ/on farm. Na prática da caça estão presentes os saberes ancestrais, as táticas empregadas para a captura dos animais, as armas, as armadilhas, as situações de convívio interespécies permeadas pela ambivalência entre matar a caça para se alimentar e o medo da represália vinda dos piwáras. Portanto, os dados da pesquisa apontam que o lugar da agrobioversidade na vida Tentehar é o lugar da resiliência e resistência, que se relaciona fortemente com a reprodução material e simbólica das famílias, assim como guarda enorme significado na manutenção dos modos de vida Tentehar.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise espacial dos sítios monumentais do leste da Amazônia ocidental(Universidade Federal do Pará, 2014-08-19) BARBOSA, Antonia Damasceno; SCHAAN, Denise Pahl; http://lattes.cnpq.br/9087840228167206Esse trabalho teve por objetivo analisar os recintos geométricos localizados no leste do estado do Acre, utilizando ferramentas de geoprocessamento e considerando fatores ambientais e culturais que poderiam ter influenciado nas decisões de grupos sociais quanto ao local de construção e forma desses sítios arqueológicos. Foi utilizada a abordagem da arqueologia da paisagem e o geoprocessamento como ferramenta analítica. A partir do levantamento de dados de 419 recintos geométrico no Leste do Estado do Acre, a pesquisa investigou padrões culturais relativos à morfologia e configuração, localização e orientação dos sítios, utilizando métodos estatísticos e de análise espacial. Concluiu-se que técnicas construtivas padronizadas foram utilizadas na construção dos recintos e que sua localização levava em conta proximidade de fontes de água, tipos de solo e altitude. Além disso, características morfológicas estavam associadas à tamanho e localização. A pesquisa também descobriu que a maioria dos recintos foi construída de forma a marcar os solstícios de inverno ou verão. Foram ainda feitas considerações sobre o estado de preservação dos sítios e os desafios à gestão desse patrimônio.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Antes tinha peixe e não tinha essas coisas, agora tem essas coisas e não tem peixe”: considerações sobre a atividade pesqueira artesanal na Vila dos Pescadores, Bragança – Pará(Universidade Federal do Pará, 2022-09-30) SILVA, Adriana Batista Cecim da; ALENCAR, Edna Ferreira; http://lattes.cnpq.br/7555559649274791O presente estudo trata sobre a atividade pesqueira artesanal realizada na costa norte brasileira, por moradores da Vila dos Pescadores, situada na Reserva Extrativista Marinha (RESEX Mar) de Caeté-Taperaçú, no município de Bragança - Pará. A pesquisa tem como objetivo caracterizar esta atividade, identificando os tipos de pesca, as espécies alvo e os impactos que ameaçam a capacidade produtiva dos pescadores e pescadoras artesanais. Para isso, busquei identificar os principais fatores de mudança e as estratégias de continuidade da atividade, utilizando como metodologia a revisão da literatura e a pesquisa de campo com técnicas da etnografia a partir de entrevistas semiestruturadas com pescadores e pescadoras e agentes do setor público; coleta de dados secundários por meio de revisão bibliográfica e pesquisa documental, e o uso de registros fotográficos das atividades cotidianas da comunidade, do trabalho na pesca e rituais. Lúcia Helena Cunha (2013) menciona que conhecimento tradicional e modernidade estão em uma relação de complementaridade, onde ambos sofrem modificações e são ressignificados. Tal ressignificação também é apontada por Marshall Sahlins (1997). Assim, os resultados apontam que a modernização das tecnologias de pesca e a construção da Rodovia PA 458 se apresentam como os principais fatores de mudanças, estimulando a sobrepesca, que interfere, sobretudo nas pescarias realizadas no estuário e próximos a praia. Esse conjunto de fatores influencia na diminuição das safras, prejudica o uso de tecnologias tradicionais da pesca e afeta aspectos socioculturais do grupo, como a prática de partilhar o pescado no porto, denominada kial, realizada por pescadores ao retornarem da pesca – esse peixe, antes destinado somente à alimentação, agora é comercializado como alternativa de renda. As análises apontam que os impactos à pesca artesanal podem influenciar na circularidade de conhecimentos ecológicos essenciais à sustentabilidade dessa atividade quando os jovens se afastam da pesca e outras pessoas se voltam para práticas extrativas como estratégias de subsistência a fim de garantir a segurança alimentar das famílias. Algumas dessas ações permitem a continuidade e a ressignificação de conhecimentos tradicionais locais que orientam os modos de interação com o ambiente, mas outras podem afetar negativamente o ecossistema de manguezal e práticas socioculturais locais. Além disso, a criação da RESEX Marinha não impediu a sobrepesca, devido a fraca atuação do Estado na implementação de um sistema de gestão pesqueira eficiente que delimite as áreas de atuação da pesca artesanal/comercial e semi-industrial (por vezes operando de forma insustentável em áreas distantes da costa com rede apoitada e/ou de arrasto) e esteja em consonância com os interesses dos pescadores e pescadoras artesanais da comunidade, a partir de uma relação dialógica.Tese Acesso aberto (Open Access) Antropologia linguística & etnografia toponímica: vivências e narrativas em linguagens socioculturais de Murinin-Benevides-Pará(Universidade Federal do Pará, 2016-10-06) FARIAS, Maria Adelina Rodrigues de; PACHECO, Agenor Sarraf; http://lattes.cnpq.br/5839293025434267A presente experiência trata da problematização acerca do significado dos nomes de lugares de circulação de pessoas, os topônimos, no município de Benevides, mais precisamente no bairro de Murinin. Os estudos toponímicos têm por escopo a depreensão do léxico de determinados territórios, tendo em vista a formação histórica e sociocultural do povo que aí habita, especificamente por intermédio dos nomes dados aos locais de circulação social, tais como ruas, hidrovias, bairros, cidades, etc., evidenciando tanto aspectos sincrônicos quanto diacrônicos dos falares. O estudo trava uma discussão sobre a construção da memória e da identidade toponímica desta localidade, demonstrando os valores atribuídos pelos interlocutores aos seus locais de nascimento e/ou moradia. A problematização está baseada na seguinte questão norteadora: Que relações de poder estão presentes na constituição dessa nominalização? Por esse motivo, considerei, para esta pesquisa, trabalhar com os pressupostos teóricos da Antropologia Pós-Colonial e dos estudos sobre Narrativas Orais. Assim, faço, em princípio, um levantamento formal, não fugindo em demasia da metodologia tradicional da pesquisa toponímica, mas considerando, nas entrevistas, também a toponímia alternativa, isto é, não oficial, vernacular, tentando motivar o interlocutor a buscar, em sua memória, a identidade de tal nome e sua relação com a vida dos que ali habitam/habitavam, bem como que categorias sociais foram silenciadas (e por quê?), seja do ponto de vista social, político, econômico, seja do religioso e familiar. Observou-se, a partir desta pesquisa, que a toponímia possui uma força ideológica decisiva para a representatividade do povo que habita o lugar, assim como, paradoxalmente, pode ser utilizada como fator de silenciamento e apagamento de identidades consideradas subalternas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Arqueologia do baixo Tapajós: ocupação humana na periferia do domínio tapajônico(Universidade Federal do Pará, 2012-10-17) MARTINS, Cristiane Maria Pires; SCHAAN, Denise Pahl; http://lattes.cnpq.br/9087840228167206Essa pesquisa investiga um sítio arqueológico localizado em área que seria o limite sul da dispersão da Tradição Inciso-Ponteada no baixo curso do rio Tapajós, e discute os resultados dessa pesquisa à luz dos demais dados e hipóteses que vêm sendo formulados sobre a ocupação indígena pré-colonial da região. Investigações arqueológicas realizadas na região nos últimos anos vêm revelando que a área de dispersão de sítios arqueológicos ligados a essa tradição cerâmica é maior do que se supunha anteriormente. As características estilísticas da cultura material e o modo de ocupação das paisagens parecem indicar contatos culturais entre habitantes do baixo rio Tapajós e os povos que habitavam as bacias dos rios Nhamundá e Trombetas ao final do primeiro milênio da Era Cristã. Sendo assim, esta pesquisa compreende dois exercícios: (1) o primeiro de escala local, com foco no sítio arqueológico Serraria Trombetas, e no estudo detalhado do espaço intra-sítio, entendido como um microcosmo de uma história regional; e (2) o segundo de escala regional, de comparação dos resultados locais com a cronologia e as características dos demais sítios arqueológico da região. Através da caracterização estilística da cerâmica, do estudo do material lítico, da distribuição espacial dos vestígios no sítio e em nível regional, além do exame da cronologia regional, buscou-se investigar a diversidade cultural dos grupos pré-coloniais no segundo milênio da Era Cristã.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Arquitetura disciplinar na Amazônia: o Educandário Dr. Nogueira de Faria – Ilha de Cotijuba(Universidade Federal do Pará, 2019-03-13) SEABRA, Amanda Carolina de Sousa; COSTA, Diogo Menezes; http://lattes.cnpq.br/3938588690473816; https://orcid.org/0000-0003-4220-8232Por mais de 30 anos a ilha de Cotijuba (Belém – PA) abrigou no mesmo espaço três diferentes instituições (colônia reformatória, educandário e presídio) que tinham como propósito a educação e recuperação do indivíduo para o convívio na sociedade no início do século XX. A arquitetura deste local é grandiosa e chama a atenção sempre que se chega a esta ilha. Esta pesquisa faz um levantamento histórico inicial de quais contextos e motivos este educandário foi criado no início da década de 1930 e o que levou o seu fechamento no final da década de 1970. A partir disso, busca compreender como a arquitetura de toda esta construção foi utilizada como mais uma forma de controle dos internos e, também, entender como a disciplina se materializou e se perpetuou por anos nesta arquitetura. Para isso, se utiliza da abordagem da arqueologia da arquitetura para atingir os objetivos, a partir de três metodologias dessa área: análise espacial, gamma e alfa. Com isso, é possível responder a pergunta principal, que é: como a disciplina se materializou na arquitetura do educandário Dr. Nogueira de Faria?Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aspectos da pesca artesanal nas comunidades de Bacuriteua, Camará e Sossego em Marapanim (PA): mudanças e continuidades(Universidade Federal do Pará, 2024-03-18) MARTINS, Ewerton Domingos Tuma; ALENCAR, Edna Ferreira; http://lattes.cnpq.br/7555559649274791; https://orcid.org/; HELLEBRANDT, Luceni; SILVA, Liza Bilhalva Martins da; PRADO, Helbert Medeiros; BARROS, Flavio Bezerra; MANESCHY, Maria Cristina; http://lattes.cnpq.br/0418481210635056; http://lattes.cnpq.br/4841967812488235; http://lattes.cnpq.br/7266995448306223; http://lattes.cnpq.br/4706140805254262; http://lattes.cnpq.br/5129734199358770; https://orcid.org/; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0002-2878-317X; https://orcid.org/0000-0002-6155-0511; https://orcid.org/Este estudo visou desvelar aspectos da pesca artesanal praticada por pescadores e pescadoras artesanais que habitam três comunidades pesqueiras situadas no município de Marapanim, região costeira do estado do Pará. O objetivo foi identificar processos que resultaram em mudanças nessa atividade, identificando estratégias de resiliência que permitem a continuidade nas práticas pesqueiras. Para isso, busquei identificar as características dos territórios pesqueiros, os tipos de ambientes onde são realizadas as pescas, as principais técnicas utilizadas no passado e quais têm continuidade no presente; os fatores que contribuíram para mudanças e as estratégias adotadas pelos(as) pescadores(as) para dar continuidade a essa atividade. A análise utilizou conceitos como tradição, modernização e mudança, e dialoga com referenciais teóricos que debatem sobre mudança, continuidade e as injunções na atividade de pesca. A metodologia utilizada consistiu na realização de pesquisa para obter informações de caráter qualitativo, com a utilização de técnicas da etnografia que incluíram a observação participante em colaboração com pescadores(as) de três comunidades, tomadas como referência para o estudo de caso: Bacuriteua, Camará e Sossego. Além disso, uma incursão a campo entre os meses de julho a agosto de 2022 foi realizada, e ainda, entrevistas pela rede social WhatsApp e ligações telefônicas. Ressalta-se que esta etapa a distância se estendeu de agosto de 2023 a fevereiro de 2024. A pesquisa identificou tensões entre a pesca em escala industrial e artesanal na atividade pesqueira local. Os resultados alcançados apontam que mudanças no ambiente, como o aterramento de rios, a pressão da pesca em escala comercial afetou os estoques das espéciesalvo da pesca artesanal, tornando ineficientes técnicas de captura fixa, como os currais; e a dificuldade de realizar a pesca em áreas distantes das praias e no estuário afeta a capacidade de produção e, consequentemente, a renda dos(as) pescadores(as). Nesse sentido, como uma das estratégias de resiliência, a pesquisa identificou a criação da Reserva Extrativista Marinha Mestre Lucindo, no município de Marapanim.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atividade física dos Paleoamericanos de Lagoa Santa, Minas Gerais: análise das propriedades geométricas da secção transversal de ossos longos(Universidade Federal do Pará, 2024-12-07) DIAS, Bárbara Vieira; GLÓRIA, Pedro José Tótora da; http://lattes.cnpq.br/9111647253588398; https://orcid.org/0000-0002-6282-7826A Região de Lagoa Santa atrai a atenção de diversos pesquisadores ao redor do mundo desde o século XIX, principalmente no que diz respeito à sua extensa coleção osteológica. Desde as pesquisas realizadas por Peter Lund, o interesse por aspectos como saúde e estilo de vida dos grupos lagoa-santenses vem crescendo e resultando em análises que contribuíram com o entendimento sobre a vida de alguns dos paleoamericanos mais antigos da América do Sul. O objetivo principal do presente estudo é analisar as propriedades geométricas transversais do fêmur e úmero de uma amostra esqueletal dos Paleoamericanos de Lagoa Santa, Minas Gerais, e, a partir dessa análise, inferir os níveis de atividade física desses caçadores-coletores. Ao todo, a amostra de Lagoa Santa é composta de 52 fêmures e 44 úmeros, todos pertencentes a indivíduos adultos. Foi utilizada a tomografia computadorizada para obter imagens da estrutura interna dos ossos, sem que houvesse danos aos ossos. As análises foram realizadas por meio do programa ImageJ, e geraram dados referentes às variáveis TA, CA, Ix, Iy, Imax, Imin, Zx, Zy, Zp e J. Além disso, foram selecionados grupos de caçadores-coletores e agricultores de 11 regiões mundiais para compor uma amostra comparativa. Os resultados demonstraram que Lagoa Santa apresenta uma alta atividade dos membros inferiores, de modo semelhante aos caçadores-coletores, com os resultados para membro superior indicando alta assimetria e dimorfismo sexual. Sendo assim, os padrões de atividade física observados em Lagoa Santa se mostram alinhados aos dos caçadores-coletores, e exibem adaptações ósseas que refletem uma vida fisicamente ativa, ao mesmo tempo que o uso dos membros superiores sugere uma diferença nas atividades executadas por grupos do sexo masculino e feminino.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Um buraco no meio da praça: múltiplas percepções sobre um sítio arqueológico em contexto urbano amazônico – o caso de Belém, Pará(Universidade Federal do Pará, 2014-05-16) FERNANDES, Glenda Consuelo Bittencourt; SILVEIRA, Flávio Leonel Abreu da; http://lattes.cnpq.br/1972975269922101; ALMEIDA, Marcia Bezerra de; http://lattes.cnpq.br/1085631337892211Esta pesquisa trata das múltiplas leituras atribuídas pelas pessoas sobre o sítio arqueológico histórico Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Brancos, situado no contexto urbano amazônico da cidade de Belém, Pará, mais especificamente na Praça do Carmo. O sítio foi objeto de uma pesquisa arqueológica cujo objetivo foi, principalmente, expor as estruturas da Igreja ao público, por meio de janelas arqueológicas. Portanto, nesta investigação parto da perspectiva da Arqueologia Pública para demonstrar outras visões sobre o referido sítio que se realizam, principalmente, na dinâmica do cotidiano. Para ter acesso às narrativas, realizei trabalho de campo durante os anos de 2012 e 2013, tempo em que convivi e fiz entrevistas com moradores, trabalhadores e frequentadores do lugar. Além disso, apresento o contexto histórico da Igreja do Rosário, desde informações que atestam sua presença na cidade de Belém até a sua derrubada e arruinamento. Por fim, considero discussões referentes ao potencial de pesquisa no âmbito da Arqueologia História e reflexões sobre políticas patrimoniais em contextos urbanos.Tese Acesso aberto (Open Access) Caminhos de gênero nas feras de Bissau: resiliência e desafios de mulheres guineenses em contextos de vulnerabilidade diante dos impactos sociais e econômicos da COVID-19(Universidade Federal do Pará, 2024-04-24) GOMES, Peti Mama; BELTRÃO, Jane Felipe; http://lattes.cnpq.br/6647582671406048; https://orcid.org/0000-0003-2113-043XNa Guiné-Bissau, as feras - palavra do Crioulo para “feiras” - exercem um significativo papel na vida econômica, social e cultural do país. São locais de intensas atividades de compra e venda de mercadorias, e também englobam questões de emancipação feminina, pontos de encontro e reencontros, narrativas históricas, vivências e experiências compartilhadas. Sendo assim, configuram-se como espaços públicos plurais e privilegiados desde um ponto de vista etnográfico, onde uma série de relações socioculturais complexas se desenvolvem. Nesse contexto, a presente tese tem como objetivo compreender, por meio de uma perspectiva antropológica-feminina, a dinâmica socioeconômica de mulheres guineenses, que ora como bideras (vendedoras de feira oficiais), fassiduris di bida (mulheres que fazem a vida vendendo), ora como sumiaduris (vendedoras que têm hortas) e bindiduris (vendedoras no geral), estão em movimento com mercadorias desempenhando papéis ativos nas três principais feras locais: Bande, Caracol e Bairro Militar, todas na cidade de Bissau, capital da Guiné-Bissau, antes, durante e após a pandemia. O estudo é resultado de uma pesquisa de natureza etnográfica, cujo processo metodológico combinou pesquisa etnográfica online e trabalho de campo presencial. Para isso, utilizaram-se narrativas orais provenientes de plataformas digitais, como redes sociais, através de mensagens e áudios compartilhados com mindjeris di fera (mulheres de feira). Durante o período de pesquisa, os principais métodos de trabalho etnográfico incluíram conversas informais, transcrição e análise posterior dos dados. Essas últimas etapas ocorreram na cidade de Bissau, com o foco nas bideras e fassiduris di bida. A análise centrou-se na problematização das relações de gênero e trabalho e como elas foram afetadas pela pandemia. Os resultados indicam que as minhas interlocutoras de pesquisa são responsáveis pela organização de uma grande parte da subsistência material e simbólica no país, coisa que foi evidenciada e acentuada durante a emergência da pandemia de COVID-19.
