Programa de Pós-Graduação em Enfermagem - PPGENF/ICS
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4814
O Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGENF) do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Federal do Pará (UFPA). O Programa tem por objetivo formar Enfermeiros Pesquisadores com uma visão global do cuidado de enfermagem numa compreensão da realidade amazônica para as práticas de atenção à saúde nos serviços e no ensino com base em fundamentações teóricas e metodológicas críticas para o cuidado humano, contribuindo, assim, para a reorganização dos Serviços de Saúde, repercutindo no âmbito político, econômico e social da região amazônica.
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise espacial da epidemia de HIV entre homens jovens no Brasil: um estudo ecológico(Universidade Federal do Pará, 2023-08-21) MARTINS, Cleyton Abreu; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530Introdução: Globalmente, estima-se que a cada sete novas infecções pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), duas ocorrem entre jovens. Estudos de análise espaciais são ferramentas essenciais para o combate ao HIV. Objetivo: Analisar espacialmente o cenário histórico brasileiro da epidemia do HIV entre os homens jovens, 2007 a 2021. Métodos: Estudo ecológico que utilizou bancos de dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Foram considerados todos os casos de HIV e da síndrome da doença imunologicamente adquirida (AIDS) entre homens de 15 a 29 anos de idade e com residência fixa no Brasil. Considerou-se como unidade de análise os 5.570 municípios brasileiros e a taxa de incidência de HIV/AIDS padronizada por faixa etária como variável. Foram utilizadas as seguintes técnicas de análise espacial: 1) Distribuição Espacial, 2) Autocorrelação Espacial e 3) Varredura Espacial. Resultados: Foram notificados 108.392 casos de HIV no Brasil entre homens jovens durante o período do estudo. A Região Sudeste apresentou as maiores taxas de incidência, seguidas pelas regiões Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste. A epidemia do HIV apresentou expansão territorial em todas as regiões brasileiras, com exceção da região Sul que apresentou contração. Embora tenha havido diminuição no número de hotspots (áreas quentes) em todas as regiões, nas regiões Norte e Nordeste houve expansão no tamanho de hotspots. Não houve expansão de coldspots (áreas frias) nas regiões. As zonas de risco espaço-temporais foram compreendidas entre 2015 e 2021 e todas eram formadas por capitais de estados e municípios circunvizinhos. Conclusão: Os diferentes comportamentos da epidemia do HIV nas regiões brasileiras podem estar associados aos diferentes cenários sociopolíticos regionais. A consolidação, expansão e aparecimento de novos hotspots apontam as localizações onde o combate ao HIV precisa ser reforçado. A análise do risco espaço-temporal mostra que as maiores taxas de detecção do HIV se dão em municípios com maiores densidades demográficas, e o longo período temporal sugere fragilidade nas políticas de combate ao vírus. Para eliminação do HIV é necessária uma maior integração de municípios, estados e governo federal na busca por maior equidade social.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise espacial da epidemia do HIV entre mulheres brasileiras(Universidade Federal do Pará, 2023-05-25) BEZERRA, Ana Luisa Lemos; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530INTRODUÇÃO: A taxa de detecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) entre mulheres vem apresentando redução nos últimos anos. Entretanto um diagnóstico epidemiológico em nível nacional é necessário para um detalhamento desse comportamento da epidemia nessa população, pois a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) continua sendo a principal causa de mortalidade entre as mulheres de 15 a 49 anos. OBJETIVO: Analisar espacialmente o cenário histórico da epidemia do HIV no Brasil, entre as mulheres a partir de 15 anos de idade, no período de 2007 a 2020. DESENHO METODOLÓGICO: Estudo ecológico que utilizou bancos de dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação considerando como unidade de análise os 5.570 municípios brasileiros. Foram considerados todos os casos de HIV e da Aids entre mulheres residindo no Brasil. As seguintes técnicas de análise espacial foram utilizadas: 1) Distribuição Espacial, 2) Autocorrelação Espacial e 3) Análise do risco espaço-temporal. RESULTADOS: Observou-se uma diminuição territorial da epidemia do HIV em todo o Brasil, porém menor nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Houve diminuição no número de agrupamentos hotsposts (municípios vizinhos apresentando alta taxa de incidência) em todo o Brasil. Porém, alguns consolidaram-se apresentando expansão ou contração. Bahia, Paraná e Piauí foram os únicos estados brasileiros apresentando agrupamentos coldspots (municípios vizinhos apresentando baixa taxa de incidência), com Piauí se destacando com a maior expansão desse agrupamento. As Regiões Sul e Sudeste apresentaram riscos espaços-temporais mais precocemente que as demais regiões e todas as zonas de risco tinham em suas composições capitais dos estados e a maioria delas incluíam municípios adjacentes. CONCLUSÃO: Embora os agrupamentos hotspots tenham diminuído em número, outros consolidaram-se e novos hotspots também surgiram. Esse estudo traz subsídios para implementações de políticas públicas mais eficazes e focalizadas para o combate ao HIV entre as mulheres brasileiras. Há necessidade de se incluir nos planejamentos das políticas contra o HIV autoridades municipais e estaduais, respeitando-se sempre as características regionais e de cada município brasileiro.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise espacial da mortalidade por Aids entre jovens no Pará e os impactos dos determinantes sociais de saúde(Universidade Federal do Pará, 2022-07-15) SOUSA, Sara Melissa Lago; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530; POLARO, Sandra Helena Isse; http://lattes.cnpq.br/7875594038005793; https://orcid.org/0000-0001-5026-5080Introdução: Mundialmente, as políticas de controle a Aids levaram a uma pequena diminuição na taxa de mortalidade entre os jovens, sendo essa de somente 6% entre os jovens de sexo masculino. Para uma melhor eficácia dessas políticas, faz-se necessário levar em consideração a influência dos determinantes sociais de saúde (DSS) sobre a taxa de mortalidade em cada território. Objetivo: Analisar espacialmente a taxa de mortalidade por Aids entre jovens no estado do Pará e a variabilidade espacial da taxa promovida pelos DSS no período de 2007 a 2018. Método: Estudo ecológico empregando dados secundários provenientes do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Foram incluídos no estudo todas as notificações de mortes por Aids em jovens residindo no estado do Pará entre 2007 e 2018. A taxa de mortalidade foi analisada empregando-se as técnicas de distribuição e autocorrelação espacial, varredura espacial, e da regressão geograficamente ponderada (GWR). Resultados: No período do estudo foram notificados 1.372 mortes por Aids entre jovens paraenses. A taxa de mortalidade por Aids apresentou expansão territorial. A autocorrelação espacial apresentou dois agrupamentos alto-alto no período de 2007 a 2010, sendo um formado por municípios do sudeste paraense e outro na região metropolitana de Belém (RMB), permanecendo somente o agrupamento da RMB entre 2011 e 2018. A RMB apresentou o maior risco espacial para a mortalidade por Aids e a única com o risco espaço-temporal no período de 2013-2018. A variabilidade espacial da taxa de mortalidade por Aids foi promovida pela "taxa de homicídio entre jovens", "taxa de abandono do ensino fundamental" e "pelo número de famílias cadastradas no CADÚNICO". Conclusão: Este estudo perpassa sobre as particularidades amazônidas que envolvem a mortalidade por Aids entre os jovens paraenses, permitindo identificar de modo espacial o envolvimento da variabilidade da taxa promovida pelos DSS.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise espacial e espaço-temporal dos casos de feminicídio ocorridos no estado do Pará entre 2016 e 2021(Universidade Federal do Pará, 2023-10-27) SILVA, Ana Karoline Souza da; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530; LIMA, Vera Lúcia de Azevedo; http://lattes.cnpq.br/5247917929280755; https://orcid.org/0000-0003-0094-4530INTRODUÇÃO: O feminicídio é um problema de saúde pública a nível mundial com o Brasil ocupando a 5ª posição entres os países que mais matam. Para o combate ao feminicídio é entender sua associação com os determinantes sociais de saúde, sendo a análise espacial fundamental ferramenta para isso. OBJETIVO: Analisar o cenário espacial e espaço-temporal da taxa de feminicídio e sua relação com os determinantes sociais de saúde no Estado do Pará entre 2016 e 2021. MÉTODOS: Estudo ecológico em que se empregou dados secundários provenientes do Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP-WEB). As taxas brutas de feminicídio municipais foram analisadas através da distribuição e autocorrelação espacial (estatística Gi), análise de risco espaço-temporal, e de regressão espacial geograficamente ponderada (GWR). RESULTADOS: No período do estudo foram notificados 339 casos de feminicídios no Pará. A distribuição espacial da taxa de feminicídio, durante o período estudo, apresentou uma expansão territorial, sendo os municípios das regiões Metropolitana de Belém, Nordeste, Sudeste e Sudoeste paraense os mais impactados. Entre 2016 e 2018 houve um agrupamento alta-alta taxa de feminicídio (hotspot) formado por municípios do sudeste e sudoeste paraense, enquanto que entre 2019 e 2021 houve um hotspot no Sudeste e outro no Nordeste. A análise espaço temporal revelou somente uma zona de risco (RR=2,11; p<0,000) no período de 2018 a 2020 e composta por municípios da região Metropolitana de Belém, Nordeste Paraense, Baixo Amazonas, Sudeste e Sudoeste. A GWR mostrou que a variabilidade da taxa de feminicídio foi associada com os DSS “taxa de homicídios de jovens por 100.000 habitantes”, “taxa de cobertura de atenção primária” e “taxa de aprovação total no ensino médio”. CONCLUSÃO: Para o combate ao feminicídio fazse necessário promover maior equidade social, discutir igualdade entre gênero nas escolas, e trazer maior responsabilidade/qualificação dos profissionais de saúde da rede de Atenção Primária à Saúde para a identificação precoce de sinais de violência doméstica e denúncia aos canais legais competentes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise temporal e distribuição espacial das internações hospitalares por queda de idosos no Brasil, entre 2009 e 2018(Universidade Federal do Pará, 2020-09-21) CHAGAS, Tiago de Nazaré das Chagas e; FERREIRA, Glenda Roberta Oliveira Naiff; http://lattes.cnpq.br/7459094802051187; https://orcid.org/0000-0002-8206-4950; POLARO, Sandra Helena Isse; http://lattes.cnpq.br/7875594038005793; https://orcid.org/0000-0001-5026-5080Objetivo: Analisar a tendência temporal e distribuição espacial das internações hospitalares motivadas por quedas de idosos no Brasil. Método: Estudo transversal de base populacional baseado em dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e do Sistema de Informação Hospitalar do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). Dados coletados em banco de dados secundário. Foram extraídos dados do Sistema de Informações do SUS – DATASUS referentes às Autorizações de Internações Hospitalares – AIH, de idosos internados por quedas ocorridas no período de 2009 a 2018 no Brasil. A análise de dados utilizou recursos da estatística descritiva e inferencial. Foram usados os programas Terra View ® para análise espacial e Join point ® para análise de tendência. Resultados: Ao longo dos dez anos estudados, a tendência das internações de idosos em consequência de quedas cresceu 1,2% ao ano no Brasil. Dentre as regiões, esse comportamento foi variável, intercalando períodos de crescimento e estacionários, com significativa internação entre todas as faixas etárias de idosos – principalmente acima de 75 anos e entre mulheres – observando ainda padrões diferenciados entre cada localidade. A análise espacial apresentou índice de Moran Global de 0,39 (p=0,02) no período de 2009 a 2013, evidenciando a existência de autocorrelação espacial, com um agrupamento de três estados apresentando padrão baixo-baixo: Pará, Amazonas e Amapá. Conclusão: Considerando a tendência do Brasil para uma nova configuração populacional com aumento da população idosa, urge que se melhore a estrutura das redes de atenção à saúde em todas as regiões do país com o intuito de prover atendimento ágil e eficaz ao idoso vítima de queda.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Assistência pré-natal e puerpério no âmbito da atenção básica no Brasil(Universidade Federal do Pará, 2023-07-10) SOUSA, Dimauro Soares de; RODRIGUES, Diego Pereira; http://lattes.cnpq.br/8470989067617455; https://orcid.org/0000-0001-8383-7663; CUNHA, Carlos Leonardo Figueiredo; http://lattes.cnpq.br/9603271880856443; https://orcid.org/0000-0002-1891-4201Reconhecendo a Atenção Básica como porta de entrada preferencial aos serviços públicos de saúde e seu papel de ordenadora do cuidado, investigar a assistência de pré-natal e puerpério faz-se fundamental para mensuração de seu alcance e qualidade, de forma a proporcionar subsídios para a tomada de decisões através dos achados. Objetivos: Investigar a assistência de pré-natal e puerpério no âmbito da Atenção Básica no Brasil. Metodologia: Trata se de uma pesquisa com abordagem quantitativa, avaliativa, analítica e comparativa. O Brasil é a referência para este estudo. Foram utilizadas para a pesquisa as variáveis relativas à Avaliação Externa do terceiro ciclo do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica, Módulo II – Banco de dados de entrevista com o profissional da saúde, coordenada pelo Ministério da Saúde, no período de 2017 a 2018. As equipes foram categorizadas por unidades federativas e regiões geográficas, e a análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva, utilizando-se a frequência absoluta e relativa. Todas as análises foram feitas no software IBM SPSS Statistics, versão 20.0 e apresentados em forma de tabelas. Resultados: A coleta de dados para a Avaliação Externa que compõem a segunda fase do terceiro ciclo do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica, teve adesão de 5.324 municípios (95,6%). Foram avaliadas ao todo 38.865 equipes de atenção básica do Brasil, destas 36.702 (98,3%) equipes realizam consulta de pré-natal, 35.771 (97,5%) apresentam documento de comprove a consulta de pré-natal, 36.433 (99,3 %) das equipes utilizam a caderneta da gestante para o acompanhamento das gestantes e 34.096 (92,9%) dessas possuem a cópia/espelho das cadernetas das gestantes, ou outra ficha com informações equivalentes, na Unidade Básica de Saúde. Em relação as ações realizadas pela equipe para garantir a consulta de puerpério até uma semana pós o parto, a nível de Brasil todas as regiões apresentam baixos índices em consulta em horário especial em que qualquer dia da semana, com 65,4% de aderência neste quesito. Conclusão: Os resultados sugerem que há diferenças na assistência pré-natal e puerperal, nas regiões brasileiras. Esses achados podem ser úteis para outros estudos e para o fortalecimento de ações de planejamento regional. Para a prática gerencial, a assistência durante o pré-natal e puerpério deve ser repetidamente discutida.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A atuação de enfermeiros nos institutos federais de educação da região norte do Brasil: visão pré e pós pandemia de COVID-19(Universidade Federal do Pará, 2023-06-13) SOUZA, Jamily Silva; CASTRO, Nádile Juliane Costa de; http://lattes.cnpq.br/2532971599666350; https://orcid.org/0000-0002-7675-5106Introdução: A enfermagem está presente em vários campi dos Institutos Federais de Educação (IFE), a serviço da comunidade acadêmica; atua principalmente na promoção à saúde e no assessoramento das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Devido a pandemia de Covid-19 diversas medidas de controle e prevenção foram adotadas afetando também as instituições de educação como os IFE que reorganizaram suas atividades acadêmicas e administrativas no sistema remoto, afetando também os enfermeiros que atuam nessas instituições, com ações essenciais para a garantia da saúde e segurança da comunidade escolar e têm a sua importância evidenciada no contexto da pandemia. Objetivo: Analisar a atuação de enfermeiros nos IFE da região Norte do Brasil em uma visão pré e pós pandemia de Covid-19, considerando as especificidades regionais amazônicas. Metodologia: pesquisa descritiva de abordagem qualitativa realizada com enfermeiros que atuam na assistência à comunidade dos 7 IFE dos 7 Estados da Região Norte do Brasil. A coleta de dados ocorreu entre outubro de 2022 e janeiro de 2023 com entrevistas semi estruturadas seguindo um roteiro dividido em dois eixos: 1) Caracterização do perfil profissional dos enfermeiros alvo da pesquisa; e 2) Atuação dos enfermeiros no contexto pré e pós pandemia dentro de seus campi. Os dados foram processados no software IRAMUTEQ e submetidos à análise de conteúdo. Resultado: Foram entrevistados 20 enfermeiros de 5 Institutos. A maioria era do sexo feminino, na faixa etária entre 28 e 37 anos, especialistas e atuavam entre 4 a 7 anos de serviço na instituição. Os dados organizados no Iramuteq apontaram cinco classes, posteriormente apresentadas em quatro categorias: O Ambiente Laboral e Formação, Trabalho antes da Pandemia de Covid-19, Trabalho durante a pandemia de Covid-19 e Perspectivas atuais de trabalho. Considerações finais: Os enfermeiros nos IFE atuam principalmente na educação em saúde, além de realizarem procedimentos de enfermagem e assessoramento na assistência estudantil; durante a pandemia, maior parte dessas atividades foram adaptadas para o modelo remoto e novas surgiram como o apoio no planejamento da instituição para combate à Covid-19. Algumas dificuldades que já existiam foram agravadas com a pandemia como deficiências na infra estrutura e meios de comunicação, devido a problemas de gestão e as peculiaridades da região. O trabalho da enfermagem ganhou reconhecimento na pandemia mas precisa ser mais estudado e regulamentado quando se trata da atuação nas instituições de ensino como os IFE.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Autocuidado de mulheres residentes no município de Benevides/PA na prevenção e controle de HPV: participação da(o) enfermeira(o)(Universidade Federal do Pará, 2013-12-13) MIRANDA, Shirley Aviz de; GONÇALVES, Lucia Hisako Takase; http://lattes.cnpq.br/6191152585879205; https://orcid.org/0000-0001-5172-7814INTRODUÇÃO: A infecção pelo Papiloma Vírus Humano (HPV) é uma das ISTs mais comuns no mundo e possui alto potencial carcinogênico para a cérvice uterina. OBJETIVOS: Identificar possíveis défices de competência para o autocuidado relativo ao comportamento de saúde sexual de mulheres atendidas nas Unidades Saúde da Família Paraíso do Murinin com resultados alterados para HPV e desenvolver estratégias de educação para a saúde que contribuam para comportamentos sexuais saudáveis na prevenção e controle do HPV e suas consequências. METODOLOGIA: Pesquisa desenvolvida no município de Benevides, Estado do Pará. Estudo configurado como pesquisa convergente-assistencial (PCA), que teve como referencial teórico o Autocuidado de Orem. A estratégia educacional foi aplicada em 11 mulheres na faixa etária entre 25 e 64 anos, que realizaram o exame de PCCU entre os anos 2011 e 2012 e que tiveram resultado com alterações relacionadas à contaminação pelo HPV. No desenvolvimento da estratégia educacional foi utilizada a técnica do grupo focal, o qual perdurou por dois meses (19/03/13-14/05/2013), com sete encontros grupais. A análise das informações colhidas durante as atividades grupais foi baseada na PCA e no referencial de autocuidado de Orem, com foco nos objetivos definidos, buscando avaliar como a mudança na percepção dos comportamentos de saúde na prevenção e controle do HPV se processava ante a estratégia educacional desenvolvida, norteada pelos preceitos do sistema de enfermagem de apoio-educação de OREM. RESULTADOS: Durante a pesquisa foi identificado défice de competência para o autocuidado na prevenção, tratamento/controle do HPV e nos cuidados apropriados; défice de conhecimentos acerca do HPV, suas consequências e seu enfrentamento; défice de competência para o autocuidado em práticas de vida sexual satisfatoriamente partilhadas; défice de competência quanto ao cuidado relacionado à redução de riscos socioeconômicos; défice de autocuidado em desvio de saúde relacionado ao tratamento e controle do HPV. Posteriormente foram desenvolvidas ações educativas contribuintes para comportamentos sexuais seguros em face do HPV e a outras ISTs. Ao longo do processo educativo as mulheres passaram a demonstrar competência cognitiva quanto à infecção por HPV e competência para o autocuidado em práticas de vida sexual satisfatoriamente partilhadas. CONCLUSÃO E IMPLICAÇÕES: concluímos que as estratégias educacionais utilizadas contribuem na aprendizagem das mulheres infectadas pelo HPV, na medida em que demonstraram sinais deaquisição de competências e habilidades para autocuidado e higiene com vista a práticas sexuais mais saudáveis, de modo compartilhado com seus parceiros. As implicações para a prática assistencial estão relacionadas à necessidade da enfermagem no desenvolvimento de mecanismos para melhor acolher o par sexual como usuários, de acordo com a política de prevenção de ISTs e de promoção de saúde da mulher. Para o ensino, salienta-se a importância de capacitação em serviço para atender a unidade mulher/homem como par conjugal/sexual, como também na formação de profissionais com uma visão abrangente de unidade implicada: o casal, a família. Para a pesquisa, é imprescindível a investigação de comportamentos humanos que mantêm elevada a incidência de papilomavirus humano, no intuito de encontrar estratégias que debelem a incidência e intensifique o controle, o tratamento e a prevenção de agravos pelo HPV.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da implementação dos planos de contingência para enfrentamento da COVID-19 em hospitais universitários brasileiros(Universidade Federal do Pará, 2023-06-06) SOUSA, Michele Monteiro; ALMEIDA, Deybson Borba de; http://lattes.cnpq.br/3390707163827574; https://orcid.org/0000-0002-2311-6204; CUNHA, Carlos Leonardo Figueiredo; http://lattes.cnpq.br/9603271880856443; https://orcid.org/0000-0002-1891-4201O objetivo deste estudo foi avaliar a implementação dos planos de contingência para enfrentamento da COVID-19 nos Hospitais Universitários brasileiros. Estudo avaliativo de abordagem qualitativa com entrevistas semiestruturadas aplicadas a gestores e trabalhadores de 8 hospitais universitários geridos pela EBSERH de quatro regiões do Brasil com 17 gestores que participaram da construção, implementação e avaliação dos planos de contingência para enfrentamento da COVID-19. O conteúdo textual das entrevistas foi submetido ao software N-Vivo®. A análise dos dados foi realizada utilizando a análise de conteúdo de Bardin, com na Teoria de Donabedian avaliando a tríade estrutura, processo e resultado. Os resultados foram organizados a partir das informações nas respostas do entrevistado, contemplando as seguintes dimensões: Conformidade Técnica, Acomodação, Disponibilidade, Acesso, Oportunidade e Sustentabilidade. O perfil dos 17 participantes da pesquisa foi majoritariamente do sexo feminino (76%), 59% são enfermeiros e 23% atuam como gerentes de atenção à saúde e 23% como superintendentes dentro do organograma da EBSERH. Na dimensão estrutural a carência de insumos, como EPIs e medicamentos, interferiu diretamente na efetividade dos planos de contingência. Evidenciou as demandas históricas dos profissionais da saúde quanto às condições de trabalho. Os resultados encontrados na dimensão, estrutura e resultado evidenciaram as fragilidades de alguns hospitais universitários para atender à demanda potencial gerada pela pandemia da COVID-19 Este estudo demonstrou a importância da do planejamento, elaboração e atualização de documentos norteadores para as instituições hospitalares, como o plano de contingência, voltado para o enfrentamento de uma emergência de saúde pública, bem como, a necessidade de integração entre os serviços de gestão, assistência, ensino e pesquisa.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Características epidemiológicas e análise temporal de sífilis congênita na região norte do Brasil de 2010 a 2019(Universidade Federal do Pará, 2022-07-29) SANTOS, Fabio Conceição dos; ARAÚJO, Eliete da Cunha; http://lattes.cnpq.br/5906453187927460Introdução: As infecções sexualmente transmissíveis (IST’s) são consideradas um problema de saúde pública, com impacto direto sobre a saúde reprodutiva e infantil, acarretando infertilidade e complicações na gravidez e no parto, além de causar morte fetal e agravos à saúde da criança de forma permanente. Dentre as IST´s, a sífilis é uma das mais frequentes, sendo exclusiva do ser humano, e quando ocorre a transmissão vertical, denomina-se sífilis congênita. Esforços mundiais são empregados para eliminação da Sífilis Congênita, no entanto, a sua incidência ainda é alta em diversos países do mundo, inclusive no Brasil. Objetivo: Avaliar a epidemiologia e tendência temporal de Sífilis Congênita na região Norte do Brasil de 2010 a 2019. Materiais e Método: Trata-se de uma Pesquisa epidemiológica-descritiva, retrospectiva com abordagem quantitativa, que analisou o perfil epidemiológico e temporal de casos de Sífilis Congênita na Região Norte do Brasil de 2010 a 2019, através de dados constados no SINAN E SINASC. Foi realizada a análise descritiva dos dados sociodemográficos, seguida da análise temporal, através de cálculo da incidência do modelo de regressão por pontos de inflexão (Joinpoint Regression Analysis), e que permite conhecer a variação percentual anual (VPA) e a do período completo, denominada variação percentual anual média (VPAM). Para cada tendência detectada foram considerados o intervalo de confiança de 95%. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: Foram registrados 14.434 casos de sífilis congênita na Região Norte, sendo o estado do Pará o que mais notificou, seguido de Amazonas e Tocantins. Os dados sinalizaram as características maternas, mostrando que a maioria se encontrava em idade reprodutiva, seguido daquelas com período migratório para a idade adulta. Grande parte não concluíram o ensino fundamental e médio, havendo predominância fenotípica da cor parda, seguida da cor branca. Ainda, a maioria do diagnóstico da sífilis gestacional aconteceu no pré-natal, com elas realizando acompanhamento em 79,54 % dos casos, e parceiros em tratamento em apenas 34,68 %, sendo a sífilis congênita recente como a mais diagnosticada em 99,73 % do nascimento até 23 meses incompletos. Houve significância para as taxas de incidência crescente anual média, em vários Estados e capitais da região. Todas as capitais apresentaram tendência a crescimento ano a ano, com períodos oscilantes, como verificado nas capitais Macapá e Boa Vista entre os anos de 2014 a 2015. A capital Belém apresentou pico de incidência de casos de sífilis congênita entre os anos de 2015 a 2016 (maior taxa de incidência entre os anos). Outras capitais como Manaus e Palmas tiveram explosão de casos no ano de 2018, com 19,8 e 17,6 para cada mil nascidos vivos. Considerações finais: Neste estudo houve uma limitação em relação ao tempo para uma investigação com maior acurácia, devendo englobar outros dados epidemiológicos e locais, e em regiões de maior incidência desta patologia. Assim sendo, se faz necessário à realização de outros estudos sobre SC que trabalhem com análise espacial em suas diversas regiões, contribuindo para a melhora dos indicadores de saúde materno-infantil na região em estudo.
