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Tipo: Dissertação
Data do documento: 20-Fev-2020
Autor(es): ANSCHAU, Andréia
Primeiro(a) Orientador(a): GONÇALVES, Marcela Vecchione
Primeiro(a) coorientador(a): FERNANDES, Danilo Araújo
Título: Flores da terra: mulheres, poder e resistência no movimento agroecológico
Agência de fomento: 
Citar como: ANSCHAU, Andréia. Flores da terra: mulheres, poder e resistência no movimento agroecológico. Orientadora: Marcela Vecchione Gonçalves. 2020. 139 f. Dissertação (Mestrado em Planejamento do Desenvolvimento) - Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, Universidade Federal do Pará, Belém, 2020. Disponível em: http://repositorio.ufpa.br:8080/jspui/handle/2011/14348. Acesso em:.
Resumo: O trabalho realizado fora da esfera de mercado – de reprodução de cuidado e domésticos –, frequentemente associado e tarefa das mulheres, é desconsiderado na economia clássica. Essa não visualização do trabalho doméstico gera certo desprezo pelo mesmo, bem como a não interpretação desse como uma atividade essencial para a reprodução da humanidade. Isso impacta na não visibilidade da mulher como vital à comunidade. Para evidenciar esse processo, é criada a caderneta agroecológica. Ela busca, por meio da monetarização da produção realizada nos quintais agroecológicos, dar maior visibilidade ao trabalho, principalmente o produtivo não (ou pouco) remunerado – voltado ao autoconsumo, à troca, à doação e à venda. Por meio de depoimentos de mulheres participantes do projeto, foi percebido que a caderneta é um instrumento de empoderamento, porque elas passam a se sentir parte necessária, em primeiro plano, de suas comunidades e, depois, da sociedade como um todo, tornando-se sujeitos da sua própria história. As cadernetas agroecológicas incorporam parte do discurso da economia feminista, que enfatiza os problemas relacionados à desvalorização do trabalho doméstico e ressalta a sustentabilidade da vida como eixo norteador da economia. E, por ser voltada ao autoconsumo, tem papel fundamental na soberania alimentar, garantindo a libertação dos corpos em relação à dependência alimentar externa, bem como a segurança alimentar. As cadernetas sinalizam que o modo de organização social agroecológico se constrói rompendo com a hegemonia, porque há uma menor separação entre as esferas produtiva e reprodutiva, bem como uma maior visibilidade do trabalho doméstico. Com base em um processo de observação participante e a junção de dados e da análise, este trabalho se une à luta de transformação do trabalho doméstico não em monetarização, mas no próprio diagnóstico produtivo a partir da organização social, espacial e políticas das mulheres em suas comunidades.
Abstract: Work made outside the market – mostly care and domestic reproduction – often associated and task of women, is disregarded in the classical economy. This non-visualization of housework generates a certain contempt for it, as well as its non-interpretation as an essential activity for the reproduction of humanity. This impacts women’s non-visibility as vital to the community. To highlight this process, the “caderneta agroecológica” is created. Through the monetization of production carried out in agroecological yards, it seeks to give greater visibility to work, especially the unpaid (or low-paid) production – focused on selfconsumption, exchange, donation and sale. Through the testimonies of women participating in the project, it was realized that the “caderneta” is an instrument of empowerment, because they begin to feel necessary, in the foreground, of their communities and, later, of society as a whole, becoming subjects of their own history. The “cadernetas agroecológicas” incorporate part of the feminist economics discourse, which emphasizes the problems related to the devaluation of domestic work and emphasizes the sustainability of life as the guiding axis of the economy. And because it focuses on self-consumption, it plays a fundamental role in food sovereignty, ensuring the liberation of bodies in relation to external food dependence, as well as food security. The “cadernetas” signal that the mode of agroecological social organization is built breaking with hegemony, because there is less separation between the productive and reproductive spheres, as well as a greater visibility of domestic work. Based on a participant observation process and the combination of data and analysis, this work joins the struggle to transform domestic work not into monetization, but in the productive diagnosis itself from the social, spatial and political organization of women in their communities.
Palavras-chave: Cadernetas agroecológicas
Mulheres
Agroecologia
Trabalho doméstico
Gênero
Amazônia
Woman
Agroecology
Domestic labour
Gender
Amazon
Área de Concentração: DESENVOLVIMENTO SOCIOAMBIENTAL
Linha de Pesquisa: ESTADO, INSTITUIÇÕES, PLANEJAMENTO E POLÍTICAS PÚBLICAS
CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA::ECONOMIA AMBIENTAL::ECONOMIA ECOLOGICA
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Pará
Sigla da Instituição: UFPA
Instituto: Núcleo de Altos Estudos Amazônicos
Programa: Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
Fonte: 1 CD-ROM
Aparece nas coleções:Dissertações em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (Mestrado) - PPGDSTU/NAEA

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