Trans-Themonização: metamorfoses do processo criativo de Themônias em trânsito de gênero

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10-03-2026

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NASCIMENTO, Juliano Bentes. Trans-Themonização: metamorfoses do processo criativo de Themônias em trânsito de gênero. Orientadora: Ana Flávia Mendes. 2026. 182 f. Tese (Doutorado em Artes) - Programa de Pós-Graduação em Artes, Instituto de Ciências da Arte, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18337. Acesso em:.

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Esta tese investiga os vieses da metamorfose na trans-themonização a partir do Movimento Cultural das Themônias, constituído em Belém do Pará desde 2013 como ecossistema artístico-político amazônico. O problema de pesquisa parte da percepção de que, em determinadas experiências trans amazônicas, o trânsito de gênero não pode ser compreendido separadamente do processo criativo, das redes de afeto e dos modos de habitar a cidade. Nesse contexto, o objetivo é conceituar a trans-themonização como conceito operador e como estratégia de observação poética das metamorfoses do processo criativo de Themônias em trânsito de gênero. A hipótese sustentada é a de que, quando o trânsito de gênero acontece atravessado pelo Movimento Cultural das Themônias, ele não altera apenas a autopercepção do sujeito, mas reorganiza também o modo de criar, performar, relacionar-se e existir no território. Metodologicamente, a pesquisa articula reconstrução histórica do movimento, entrevistas em profundidade com Flores Astrais, Coytada e Desirée LoBianco, e análise encarnada do meu próprio processo criativo, mobilizando a observação poética como procedimento analítico. Os resultados indicam que o movimento atua como ecossistema de cuidado, resistência e criação, incidindo diretamente sobre as metamorfoses do processo criativo de corpos trans que o integram. Como contribuição, a tese nomeia e desenvolve a trans themonização como ferramenta analítica situada, propõe uma forma de leitura encarnada dessas trajetórias e insere a experiência trans-themônia amazônica no debate sobre processo criativo, ecologia queer e produção de conhecimento, recusando leituras universalizantes e ciscentradas.

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