Efeito agudo de pausas ativas na fluência aritimética e variabilidade da frequência cardíaca de escolares: associações entre funções executivas, problemas matemáticos e batimentos do coração

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24-04-2025

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SANTOS, Mizael Carvalho de. Efeito agúdo de pausas ativas na fluência aritimética e variabilidade da frequência cardíaca de escolares: associações entre funções executivas, problemas matemáticos e batimentos do coração. Orientador: João Bento Torres Neto. 2025. 119 f. Tese (Doutorado em Educação em Ciências e Matemática) - Instituto de Educação Matemática e Científica, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18619. Acesso em:.

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Introdução: O desempenho escolar em matemática e leitura está intrinsecamente ligado ao desenvolvimento de funções executivas, à saúde mental e à condição física de crianças e adolescentes. Em um cenário de vulnerabilidade social, a integração entre cognição, regulação autonômica e atividade física mostra-se promissora para fortalecer o capital cerebral, humano e social dos estudantes. A literatura aponta que pausas ativas podem promover melhorias cognitivas e fisiológicos sem comprometer o tempo de aula, e que a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é um importante marcador da saúde autonômica e emocional. Objetivo: Esta tese, estruturada no formato multipaper com três artigos que se complementam, teve como objetivo geral investigar como as funções executivas, a atividade física (pausas fisicamente ativas) e a regulação autonômica influenciam o desempenho em matemática e leitura, com foco no fortalecimento do capital cerebral de crianças e adolescentes em contextos educacionais. Método: Para tanto, recrutamos um total de 71 participantes de ambos os sexos, com idades entre 9 e 13 anos, de uma escola pública Estadual de Ensino Fundamental em Belém, Pará, Brasil, que foram comparados em relação às medidas de desempenhos em testes acadêmicos (fluência aritmética, compreensão de leitura e problemas matemáticos de palavras), neuropsicológicos (controle inibitório e memória de trabalho), fisiológicos (VFC) e físicos (HIIT e Alongamento) padronizados, com devido controle estatístico de variáveis influenciadoras. Os artigos incluídos contêm análise de dados primários de um estudo cruzado, dentro do sujeito, pré e pós-avaliação que seguiu as diretrizes do CONSORT para ensaios clínicos randomizados controlados, bem como, compilação de dados secundários de revisão da literatura. Resultados: O primeiro artigo, de caráter transversal, analisou se a fluência aritmética e compreensão de leitura medeiam a relação entre funções executivas (memória de trabalho e controle inibitório) e o desempenho em problemas matemáticos de palavras, considerando possíveis diferenças de sexo, mostrando os caminhos cognitivos envolvidos na resolução de problemas envolvendo leitura e cálculo. O segundo artigo, considerado estado da arte, apresentou uma revisão abrangente da literatura sobre pausas fisicamente ativas no ambiente escolar, apontando efeitos positivos no desempenho em matemática e leitura, especialmente por meio da melhora das funções executivas. O terceiro artigo, de caráter quase-experimental pré e pós-teste intrassujeito, investigou os efeitos agudos do Treinamento Intervalado de Alta Intensidade (HIIT) e do alongamento estático sobre a VFC e fluência aritmética, demonstrando que o HIIT mostrou melhores resultados tanto fisiológicos quanto em matemática, beneficiando meninos e meninas. Os resultados direcionam para a compreensão de que intervenções escolares integradas, envolvendo cognição, atividade física e autorregulação, podem promover ganhos significativos no aprendizado matemático e na regulação autonômica de crianças e adolescentes. A presente tese contribui com evidências empíricas e teóricas para a formulação de políticas públicas e reformulação de currículos educacionais que valorizem o papel da escola básica na formação de capital cerebral, humano e social e de sujeitos mais resilientes, especialmente em contextos de vulnerabilidade social e desigualdades educacionais.

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