Mapeamento Geográfico, Clínico e Adequação do Consumo Alimentar de Crianças e Adolescentes com Diagnóstico de Epilepsia

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06-02-2024

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Santos, Gabriela Cristina Peniche dos. Mapeamento Geográfico, Clínico e Adequação do Consumo Alimentar de Crianças e Adolescentes com Diagnóstico de Epilepsia. Orientador: Daniela Lopes Gomes. 2024. 82 f. Dissertação (Mestrado em Neurociências e comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2024. Disponível em: . Acesso em: .

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Objetivos: Avaliar a distribuição domiciliar, traçar o consumo alimentar, e o perfil epidemiológico e clínico das crianças e adolescentes com diagnóstico de epilepsia do Estado do Pará, atendidas em um Hospital Universitário em Belém. Metodologia: Estudo transversal descritivo dos casos atendidos em ambulatório de epilepsia do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza. Para a avaliação da distribuição geográfica e do perfil sociodemográfico foi utilizado o instrumento Ficha de Perfil Epidemiológico da Epilepsia no Pará, já para o perfil clínico e o consumo alimentar, utilizou-se os instrumentos “Ficha de avaliação Clínico Nutricional” e “Recordatório 24hs”, que contou com coleta em triplicata com diferença de sete dias entre eles. Após a coleta foi realizada a análise da composição nutricional das dietas, e posteriormente a comparação com os valores de referência das DRI’s para avaliar a adequação da ingestão. Resultados: Os dados mostram que as famílias estão mais concentradas na região nordeste do estado, havendo uma percentagem ligeiramente superior do sexo masculino, concentrados na faixa de 9-13 anos, com média de idade de 9 anos e 4 meses, domicílios com uma média de 4 pessoas residentes. A maioria dos responsáveis possui renda de até 1 salário, recebem benefícios sociais, não trabalham fora do lar, possuem o ensino médio completo e são provenientes do interior do estado. A primeira crise ocorreu com uma média de idade de 2,1 anos, a maioria não apresenta crises há seis meses, mas necessitam de medicação antiepiléptica, são crises do tipo generalizada e fazem uso de politerapia. No consumo observou-se uma maior adequação de Vitamina A, Ferro e Vitamina C em todas as faixas. Na Vitamina E o perfil de inadequação se sobrepõe em todas as faixas, no fósforo e zinco a adequação foi 100% nas faixas iniciais, enquanto nas faixas de 9-13 e 14-18 a inadequação se sobrepôs. O consumo abaixo do recomendado se sobressaiu no potássio entre as faixas com exceção do sexo masculino na faixa de 9-13 anos. Já no cálcio somente nas faixas de 1-3 e 9-13 anos no sexo masculino a ingestão está dentro do recomendado. O consumo de fibras nas faixas de 1-3, 4-8 e 9-13 anos do sexo feminino têm maior ingestão abaixo do recomendado, já a ingestão de sódio em sua maioria é abaixo do máximo de consumo tolerável com exceção da faixa de 1-3 anos. Conclusão: Os dados evidenciam a necessidade de um acompanhamento constante do consumo alimentar, pois o padrão de adequação servirá para tratar e /ou prevenir deficiências nutricionais que poderão influenciar no tratamento clínico.

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Universidade Federal do Pará

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