Correlato eletrofisiológico da discriminação de faces no processo de envelhecimento

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30-01-2019

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ESTEVAN, Suzy Nyhiara Amorim. Correlato eletrofisiológico da discriminação de faces no processo de envelhecimento. Orientador: Carla Cristina Paiva Paracampo. 2019. 63 f. Dissertação (Mestrado em Neurociências e comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém,2019. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18798. Acesso em: .

DOI

As respostas de identificação e nomeação que permitem discriminar pessoas familiares de pessoas não familiares advêm de um longo histórico de treinamento. Parte-se do pressuposto que quanto maior o tempo de exposição a um estímulo e a capacidade de nomeá-lo, maior será a discriminação. A onda N250 é um correlato eletrofisiológico que tem sido relacionado a estímulos familiares, com maior amplitude diante destes em relação a estímulos desconhecidos. As pesquisas têm utilizado, preferencialmente, fotos de pessoas famosas para investigar a N250. Ademais, não analisaram sua ocorrência diante de faces de pessoas da mesma família ao longo do processo de envelhecimento, em um estudo transversal. Os objetivos do estudo foram comparar a presença de respostas comportamentais de identificação e nomeação de faces familiares e da ocorrência de correlatos eletrofisiológicos em participantes com idades variando entre 20 e 80 anos. O experimento foi dividido em cinco fases para observar possíveis alterações na amplitude, pico negativo, e latência, tempo entre a apresentação do estímulo e ocorrência da onda N250, à medida que os estímulos familiares e não familiares se tornassem mais conhecidos pelo processo de repetição. Nas Fases 1, 2, 3 e 4 foram feitos registros eletrofisiológicos. A Fase 1 diferiu das demais pela apresentação apenas de fotografias de pessoas desconhecidas, a Fase 4 pela emissão de resposta motora e a Fase 5, sem registro de tempo, pela identificação e nomeação das pessoas constantes nas fotografias. Os resultados evidenciaram mudanças no responder correspondente à identificação das faces de acordo com o aumento da idade e apontou diferenças entre a negatividade da amplitude da onda N250 nos participantes de 71 a 80 anos. A ocorrência e o aumento da amplitude da onda N250 diante de faces familiares em contraposição às faces desconhecidas confirmaram os dados encontrados em estudos anteriores sobre visualização de estímulos familiares.

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Brasil

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Universidade Federal do Pará

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UFPA

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https://ppgnc.propesp.ufpa.br/index.php/br/teses-e-dissertacoes/dissertacoes/208-2019