Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/6722
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.creatorOLIVEIRA, Thiago Azevedo Sá de-
dc.date.accessioned2015-05-26T12:41:44Z-
dc.date.available2015-05-26T12:41:44Z-
dc.date.issued2014-12-05-
dc.identifier.citationOLIVEIRA, Thiago Azevedo Sá de. Da lama à ficção: memórias e diálogos da fome nos interstícios narrativos de homens e caranguejos. 2014. 115 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Pará, Instituto de Letras e Comunicação, Belém, 2014. Programa de Pós-Graduação em Letras.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/6722-
dc.description.abstractHomens e caranguejos (1967), only fictional narrative of Josué Apolônio de Castro (1908-1973), a priori published in french (1966), during the forcible exile of the author in Paris, it is summarily significant since the prologue which precedes the plot. Naming the introductory pages of this novel as Preface even more interesting than the novel , Josué de Castro stretches, going back in a time already considered anachronistic, the habit by prefatory writing, the conception of paratext amplified by Gerard Genette (1930), in Palimpsestes (1982). Introducing the hunger for childhood memories that he has, the author excites the readership's will to be closer to his seemingly childish naive, and also to his "inexperienced" thoughts of a fiction writer, the macrocosm of memories of hunger that served to him as port of departure for creating a playful and ravenous microcosm, in which the imagination and inability to complete re-presentation of the living language, rearrange the reality of the human condition, reinventing it for the dramatic articulation of formal elements, especially temporary space, narrator and character. Fiction sets in fragmented pace of adventures and misadventures assumed from the gaps of memory. Summaries will be the mnemonic studies, assessments of Henri Bergson in Matéria e memória (1896), Jacques Le Goff in História e memória (1924) and Maurice Halbwachs, the posthumous publication of A memória coletiva (1950), in the face of being subsidiaries sources the rapprochement between memory studies and literary activity. Launches hand keepsake to subbing future dialogues between child protagonist, João Paulo, avid dreamer's own freedom of the child, and the memories of other characters experienced, not as hopeful as well. Takes place in the narrative tone that oscillates between the processing and accommodation of self and other, space and uncertain symbiotically united by their hunger. Hunger that is, since the molding character, which causes the dialogue of this research with the mode of apprehension which is given by Angela Faria, the dissertation Homens e caranguejos: uma trama interdisciplinar. A literatura topofílica e telúrica (2008). One glimpses peckish element in a function that goes beyond thematization of social underdevelopment, as agent gropes with hand iron-formal and internal stratum of the novel.pt_BR
dc.description.provenanceSubmitted by Edisangela Bastos (edisangela@ufpa.br) on 2015-05-22T19:59:50Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 22974 bytes, checksum: 99c771d9f0b9c46790009b9874d49253 (MD5) Dissertacao_LamaFiccaoMemorias.pdf: 3039283 bytes, checksum: 44876d4c7b2b9eef99ff650479be22b3 (MD5)en
dc.description.provenanceApproved for entry into archive by Ana Rosa Silva (arosa@ufpa.br) on 2015-05-26T12:41:44Z (GMT) No. of bitstreams: 2 license_rdf: 22974 bytes, checksum: 99c771d9f0b9c46790009b9874d49253 (MD5) Dissertacao_LamaFiccaoMemorias.pdf: 3039283 bytes, checksum: 44876d4c7b2b9eef99ff650479be22b3 (MD5)en
dc.description.provenanceMade available in DSpace on 2015-05-26T12:41:44Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license_rdf: 22974 bytes, checksum: 99c771d9f0b9c46790009b9874d49253 (MD5) Dissertacao_LamaFiccaoMemorias.pdf: 3039283 bytes, checksum: 44876d4c7b2b9eef99ff650479be22b3 (MD5) Previous issue date: 2014en
dc.language.isoporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Pará-
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectCastro, Josué de, 1908-1973. Homens e caranguejos - Crítica e interpretaçãopt_BR
dc.subjectFicção brasileira - História e críticapt_BR
dc.subjectMemória na literaturapt_BR
dc.subjectFomept_BR
dc.titleDa lama à ficção: memórias e diálogos da fome nos interstícios narrativos de homens e caranguejospt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.publisher.countryBrasil-
dc.publisher.departmentInstituto de Letras e Comunicação-
dc.publisher.initialsUFPA-
dc.subject.cnpqCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURA BRASILEIRA-
dc.contributor.advisor1SIMÕES, Maria do Perpétuo Socorro Galvão-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0672011058049782-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7939748852895864-
dc.description.resumoHomens e caranguejos (1967), única narrativa ficcional de Josué Apolônio de Castro (1908-1973), a priori publicada em francês (1966), durante o forçoso exílio do autor em Paris, é sumariamente expressiva desde o prólogo que antecede a trama. Nomeando as páginas introdutórias deste romance como Prefácio um tanto gordo para um romance um tanto magro, Josué de Castro distende, ao retomar num tempo que já considerava anacrônico, o hábito pela escrita prefacial, a concepção de paratexto ampliada por Gerard Genette (1930), em Palimpsestes (1982). Apresentando a fome pelas recordações infantis que dela possui, o autor aguça no público-leitor a vontade de tatear, rente a seu olhar aparentemente ingênuo de criança e, de ficcionista de “primeira viagem”, o macrocosmo de memórias da fome que lhe serve como porto de partida para a criação de um microcosmo lúdico e faminto, pelo qual a imaginação e impossibilidade de re-apresentação total do vivido na linguagem, rearranjam a realidade da condição humana, reinventando-a pela articulação dramática dos elementos formais, sobretudo, tempo-espaço, narrador e personagem. A ficção se põe no ritmo fragmentado de aventuras e desventuras assumidas a partir dos intervalos da memória. Serão sumários nos estudos mnemônicos, as apreciações de Henri Bergson em Matéria e memória (1896), Jacques Le Goff em História e memória (1924) e Maurice Halbwachs, na publicação póstuma de A memória coletiva (1950), em face de serem fontes subsidiárias da aproximação entre os estudos da memória e a literatura. Lança-se mão da lembrança a fim de legendar os diálogos futuros entre o protagonista infantil, João Paulo, ávido pela liberdade sonhadora própria da criança, e as memórias de outros experientes personagens, nem tão esperançosos assim. Dá-se na narrativa o tom que oscila entre a transformação e a acomodação do eu e do outro, de espaços simbioticamente incertos e unidos por suas fomes. Fome que é, desde então, a personagem modeladora, que provoca o diálogo da presente pesquisa com o modo de apreensão que é dado por Angela Faria, na dissertação Homens e caranguejos: uma trama interdisciplinar. A literatura topofílica e telúrica (2008). Vislumbra-se no elemento famélico uma função que vai além da tematização social do subdesenvolvimento, como agente que apalpa com mãos-de-ferro o estrato formal e interno da obra.pt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Letras-
Aparece nas coleções:Dissertações em Letras (Mestrado) - PPGL/ILC

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
Dissertacao_LamaFiccaoMemorias.pdf2,97 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Este item está licenciado sob uma Licença Creative Commons Creative Commons