Do silêncio à resistência: estupro como forma de tortura, decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos e os depoimentos das vítimas como subversão performativa da violência estrutural

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data

31-03-2025

Afiliação

Grau

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Tema

Eixo temático

Tipo de acesso

Acesso AbertoAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalaccess-logo

Agência de fomento

Contido em

Citar como

MARTINS, Ádria Luyse Do Amaral. Do silêncio à resistência: estupro como forma de tortura, decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos e os depoimentos das vítimas como subversão performativa da violência estrutural. Orientador: Saulo Monteiro Martinho de Matos. 2025. 140 f. Dissertação (Mestrado em Direito) - Instituto de Ciências Jurídicas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em:https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18129. Acesso em:.

DOI

A presente dissertação apresentada ao programa de mestrado em Direito da Universidade Federal do Pará tem por objetivo geral analisar o estupro como forma de tortura sob o viés da filosofia moral moderna e, por objetivo particular, refletir sobre o depoimento das vítimas como uma forma de subversão performativa da violência estrutural. A problemática levantada em torno destes objetivos dirige-se à seguinte questão: de que modo os depoimentos das vítimas de estupro podem ser compreendidos como formas de resistência e subversões performativas contra a violência estrutural, sob a luz da teoria de Jay Bernstein e Judith Butler? A pesquisa sustenta a hipótese de que a ressignificação no depoimento da vítima, pode ultrapassar o processo de revitimização, sendo possível utilizá-lo como forma de força e resistência. Assim, o embasamento teórico é feito através das obras dos estadunidenses Jay Bernstein e Judith Butler, nas obras Tortura e Dignidade: um Ensaio sobre a Injúria Moral e Problemas de Gênero: feminismo e subversão da identidade, respectivamente, visto ambos utilizarem o processo de vulnerabilização humana como potência. Dessa forma, trata-se de uma investigação pertencente ao campo do estudo teórico, por meio da análise de três casos da Corte Interamericana de Direitos Humanos, os quais Caso Fernández Ortega y otros. vs. México (2010), Caso Favela Nova Brasília vs. Brasil (2017) e Caso Azul Rojas Marín vs. Peru (2020), visto serem de mulheres extremamente vulnerabilizadas no contexto latino-americano, as quais indígena, negra e trans e vítimas de agentes estatais. Como resultado, após articular as bases teóricas com o contexto dos casos da Corte Interamericana, a pesquisa se consolida no sentido de reestruturar a filosofia moral moderna através do depoimento das vítimas de estupro como forma de resistência à violência estrutural. O trabalho pertence ao campo do estudo teórico, por meio de análises de conceitos presentes tanto na filosofia moral, quanto na filosofia política, e utiliza técnica de pesquisa bibliográfica e documental.

browse.metadata.ispartofseries

Área de concentração

País

Brasil

Instituição(ões)

Universidade Federal do Pará

Sigla(s) da(s) Instituição(ões)

UFPA

item.page.isbn

Fonte

item.page.dc.location.country

Fonte URI

Disponível na internet via SAGITTA