Seleção de comportamentos entrelaçados inclusivos de crianças através de jogos cooperativos em salas de aula com crianças com autismo.

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02-09-2020

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BOTELHO, Luanny da Costa . Seleção de comportamentos entrelaçados inclusivos de crianças através de jogos cooperativos em salas de aula com crianças com autismo. Orientador: Aécio de Borba Vasconcelos Neto. 2020. 46 f. Dissertação (Mestrado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2020. Disponível em: . Acesso em:.

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No plano educacional, a interação social entre crianças neurotípicas e com atrasos no desenvolvimento representam um aspecto de discussão dentro da Educação Inclusiva. As duas crianças com atrasos no desenvolvimento avaliadas nesse estudo têm diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA). Este caracteriza-se como um transtorno global do desenvolvimento e apresenta como um dos comprometimentos o déficit em interações sociais. E para que a Educação Inclusiva possa se tornar uma prática cultural, consideramos importante o foco de intervenção social na relação aluno – aluno. Como no ambiente escolar lidamos com comportamentos de crianças em um grupo, notamos a importância de partir da análise de contingências comportamentais entrelaçadas e dos efeitos dessas relações entre os sujeitos do grupo. Usamos o conceito de metacontingência como unidade de análise na pesquisa. O estudo foi realizado em uma turma do 2o ano/9 de uma escola privada no município de Belém do Pará. Participaram do estudo 9 crianças, sendo 2 com autismo. As sessões da pesquisa foram divididas em três sessões de linha de base e sete de intervenção. Nas sessões de linha de base, as crianças foram observadas e coletou-se os dados na sala de aula e no playground, sendo 15 minutos em que estavam assistindo a aula e 20 minutos no intervalo livre, totalizando 35 minutos. Já nas sessões de intervenção os dados foram coletados no playground, sendo 15 minutos de intervenção com jogos cooperativos e os 20 minutos subsequentes as crianças estavam livres no intervalo. O delineamento do estudo foi de reversão caracterizado pela intervenção e a observação durante o intervalo livre. Junto a isso, caso as crianças a cada sessão de intervenção mantivessem todos os alunos no jogo ganhariam para o grupo uma “nota de reforço positivo”. E, se conseguissem atingir a mesma meta na sessão seguinte, teriam acesso ao “reforçador misterioso”. O objetivo foi analisar a eficácia de jogos cooperativos associados a consequências culturais em contingências comportamentais entrelaçadas que envolvem o comportamento inclusivo de alunos sem atrasos no desenvolvimento direcionados a alunos com autismo, em uma turma de ensino regular. Para a avaliação, foram considerados os comportamentos cooperativos de ajuda física, verbal e gestual que eram direcionadas às crianças com TEA no decorrer da intervenção e no momento livre do intervalo. Registramos o aumento de interações cooperativas dos alunos no momento de intervenção e no intervalo. Discutimos que os jogos associados as consequências culturais foram efetivos em promover um aumento das interações inclusivas de alunos neurotípicos direcionados aos com diagnóstico de TEA após a intervenção.

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