Educação do campo em movimento: uma abordagem a partir da experiência de uma escola ribeirinha no município de Belém/PA

Imagem de Miniatura

Data

26-04-2026

Afiliação

Grau

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Tema

Eixo temático

Tipo de acesso

Acesso AbertoAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalaccess-logo

Contido em

Citar como

TAVARES, Valéria Brioso. Educação do campo em movimento: uma abordagem a partir da experiência de uma escola ribeirinha no município de Belém/PA. Orientador: Adolfo da Costa Oliveira Neto. 2026. 171 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18408. Acesso em:.

DOI

A Educação do Campo no Brasil constitui-se como uma política pública resultante das lutas históricas dos movimentos sociais, que reivindicam uma educação vinculada às realidades socioterritoriais das populações campesinas. Na Amazônia essa política se efetiva em meio a complexidade territorial marcado por dinâmicas educacionais a partir de suas sociobiogeografias únicas como é o caso dos territórios ribeirinhos. Nesse contexto, a pesquisa investiga o processo de construção da política municipal de Educação do Campo, tendo como lócus a Escola Municipal de Educação do Campo Sebastião Quaresma – Anexo Santo Antônio, localizada na Ilha do Combú, no Furo do Piriquitaquara, no município de Belém/ Pa. Tendo como objetivo geral analisar as disputas em torno da construção de um projeto de Educação do Campo a partir de uma abordagem territorialmente referenciada, à luz do Debate Paradigmático e da Tipologia dos Territórios (Fernandes, 2004; 2009), buscando discutir a efetivação das políticas de Educação direcionadas aos povos do campo, das águas e das florestas, contextualizar histórica e geograficamente o campesinato local e a instituição da escola; e compreender como a Educação do Campo se efetiva em comunidades ribeirinhas como território teórico-paradigmático. Metodologicamente, a pesquisa adota abordagem qualitativa, combinando revisão bibliográfica, análise documental, cartografia social e grupos focais com profissionais da escola. Parte-se da hipótese de que a relação entre território e educação é central para a construção de uma Educação do Campo crítica e emancipadora, alinhada às especificidades da Amazônia ribeirinha. Os resultados evidenciam que o território escolar, marcado pela relação campesina, turística e ambiental, apresenta tanto desafios — como a precariedade das políticas públicas — quanto potencialidades, especialmente no fortalecimento comunitário e na construção de práticas pedagógicas contextualizadas. Conclui-se que a coexistência de diferentes paradigmas educacionais gera disputas e conflitos, sendo a Educação do Campo um projeto que articula práticas socioeducativas voltadas à resistência material e cultural do campesinato e à afirmação de uma educação territorialmente referenciada, crítica e emancipatória. Contudo, esse projeto tem sido progressivamente apropriado por discursos neoliberais, configurando-se em um cenário dialético de campos de forças em constante tensão.

browse.metadata.ispartofseries

País

Brasil

Instituição(ões)

Universidade Federal do Pará

Sigla(s) da(s) Instituição(ões)

UFPA

item.page.isbn

Fonte

item.page.dc.location.country

Fonte URI

Disponível na internet via correio eletrônico: ifchbiblioteca@gmail.com