Mulheres Karipuna: gênero, intercâmbios e mutirões – Oiapoque – Amapá

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20-03-2026

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SOARES, Ana Manoela Primo dos Santos. Mulheres Karipuna: gênero, intercâmbios e mutirões – Oiapoque – Amapá. Orientadora: Claudia Leonor López Garcés. 2026. 275 f. Tese (Doutorado em Sociologia e Antropologia) - Instituto de Filosofia de Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18232. Acesso em:.

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A pesquisa trata sobre a compreensão dos protagonismos e modos de vida das mulheres indígenas do povo Karipuna, principalmente, com aquelas que nasceram ou são moradoras da aldeia Santa Izabel, na Terra Indígena Uaçá, em Oiapoque, estado do Amapá. Estas mulheres tecem redes de intercâmbios de conhecimentos com as mulheres das vinte e sete outras aldeias Karipuna situadas nas Terras Indígenas Uaçá, Galibi e Juminã, no rio Curipi, no rio Oiapoque e a BR-156, estabelecem trocas de conhecimento e articulações com as mulheres dos povos Galibi Kali’na, Palikur Arukwayene e Galibi Marworno, que vivem nestas mesmas Terras Indígenas. O ato de pesquisar significa, neste caso, revisitar memórias de família e do território, realizar conversas com jovens e mulheres antigas (idosas), além de consultar acervos, objetos, fotografias, gravações e desenhos relacionados com as histórias das mulheres de meu povo. Retomo trajetórias que envolvem desde a infância, a juventude e o trabalho nas roças, até rituais, artesanato, movimentos entre aldeias e cidades, amizades e a atuação no movimento indígena. Abordo desde a presença feminina nas histórias de nossa cosmologia e suas interlocuções com os vários mundos possíveis, até a ampliação de seus papéis a partir de suas próprias mobilizações políticas. A pesquisa é uma etnografia que se desdobra nas tramas das relações de parentesco e na experiência compartilhada, contando histórias de avós, mães, tias e da própria autora. Nas entrevistas e conversas informais, as mulheres acionam categorias próprias para descrever seus protagonismos e vivências: as referências femininas são descritas como "espelhos" (“minha mãe é meu espelho, minha irmã é meu espelho”); as trocas coletivas são chamadas de "intercâmbios de conhecimento" e a organização política é relacionada a palavras como “dar a mão”, “uma mulher puxa a outra” e "mutirão". O termo "empoderamento" surge para justificar a crescente presença feminina na liderança regional. Compreendo esta pesquisa como uma obra coletiva, feita a muitas mãos, memórias e mundos, pois fundamenta-se no conhecimento de mulheres Karipuna de diferentes gerações: uma grande rede de intercâmbios, um mutirão ou maiuhi em antropologia.

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Área de concentração

País

Brasil

Instituição(ões)

Universidade Federal do Pará

Sigla(s) da(s) Instituição(ões)

UFPA

Programa

Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia

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1 CD-ROM

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