Mulheres Karipuna: gênero, intercâmbios e mutirões – Oiapoque – Amapá

dc.contributor.advisor1GARCÉS, Claudia Leonor López
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5655397771707702
dc.contributor.advisor1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0001-9550-0152
dc.contributor.memberTASSINARI, Antonella Maria Imperatriz
dc.contributor.memberCAPIBERIBE, Artionka Manuela Góes
dc.contributor.memberBUENO, Michele Escoura
dc.contributor.memberSANTOS, Sonia Maria Simoes Barbosa Magalhaes
dc.contributor.memberALMEIDA, Carina Santos de
dc.contributor.memberGONÇALVES, Telma Amaral
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4230135108394830
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5082852533809945
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3126701924384242
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2136454393021407
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4662671081661224
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7335593537033167
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0002-8649-7593
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0001-7031-2067
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0002-5472-9492
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/
dc.creatorSOARES, Ana Manoela Primo dos Santos
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8803372320058647
dc.creator.ORCIDhttps://orcid.org/0000-0003-2143-1945
dc.date.accessioned2026-05-14T14:38:23Z
dc.date.available2026-05-14T14:38:23Z
dc.date.issued2026-03-20
dc.description.abstractThis research deals with the understanding of the protagonisms and ways of life of the indigenous women of the Karipuna people, focusing primarily on those who were born in or are residents of the Santa Izabel village, in the Uaçá Indigenous Territory, in Oiapoque, state of Amapá. These women weave networks of knowledge exchanges with women from the twenty-seven other Karipuna villages situated in the Uaçá, Galibi, and Juminã Indigenous Territories, along the Curipi river, the Oiapoque river, and the BR-156 highway; they establish knowledge exchanges and articulations with the women of the Galibi Kali’na, Palikur Arukwayene, and Galibi Marworno peoples, who live in these same Indigenous Territories. In this case, the act of researching means revisiting family and territorial memories, conducting conversations with youth and elder women (mulheres antigas), in addition to consulting archives, objects, photographs, recordings, and drawings related to the histories of the women of my people. I retrace trajectories that involve childhood, youth, and work in the fields (roças), to rituals, craftsmanship, movements between villages and cities, friendships, and performance in the indigenous movement. I address the female presence in the stories of our cosmology and their interlocutions with various possible worlds, as well as the expansion of their roles through their own political mobilizations. The research is an ethnography that unfolds within the webs of kinship relations and shared experience, telling stories of grandmothers, mothers, aunts, and the author herself. In interviews and informal conversations, the women trigger their own categories to describe their protagonisms and experiences: female references are described as "mirrors" ("my mother is my mirror, my sister is my mirror"); collective exchanges are called "knowledge exchanges" (intercâmbios de conhecimento) and political organization is related to words such as "giving a hand" (dar a mão), "one woman pulls the other" (uma mulher puxa a outra), and "mutirão" (collective effort). The term "empowerment" (empoderamento) emerges to justify the growing female presence in regional leadership. I understand this research as a collective work, made by many hands, memories, and worlds, as it is grounded in the knowledge of Karipuna women from different generations: a great network of exchanges, a mutirão, or maiuhi in anthropology.
dc.description.resumoA pesquisa trata sobre a compreensão dos protagonismos e modos de vida das mulheres indígenas do povo Karipuna, principalmente, com aquelas que nasceram ou são moradoras da aldeia Santa Izabel, na Terra Indígena Uaçá, em Oiapoque, estado do Amapá. Estas mulheres tecem redes de intercâmbios de conhecimentos com as mulheres das vinte e sete outras aldeias Karipuna situadas nas Terras Indígenas Uaçá, Galibi e Juminã, no rio Curipi, no rio Oiapoque e a BR-156, estabelecem trocas de conhecimento e articulações com as mulheres dos povos Galibi Kali’na, Palikur Arukwayene e Galibi Marworno, que vivem nestas mesmas Terras Indígenas. O ato de pesquisar significa, neste caso, revisitar memórias de família e do território, realizar conversas com jovens e mulheres antigas (idosas), além de consultar acervos, objetos, fotografias, gravações e desenhos relacionados com as histórias das mulheres de meu povo. Retomo trajetórias que envolvem desde a infância, a juventude e o trabalho nas roças, até rituais, artesanato, movimentos entre aldeias e cidades, amizades e a atuação no movimento indígena. Abordo desde a presença feminina nas histórias de nossa cosmologia e suas interlocuções com os vários mundos possíveis, até a ampliação de seus papéis a partir de suas próprias mobilizações políticas. A pesquisa é uma etnografia que se desdobra nas tramas das relações de parentesco e na experiência compartilhada, contando histórias de avós, mães, tias e da própria autora. Nas entrevistas e conversas informais, as mulheres acionam categorias próprias para descrever seus protagonismos e vivências: as referências femininas são descritas como "espelhos" (“minha mãe é meu espelho, minha irmã é meu espelho”); as trocas coletivas são chamadas de "intercâmbios de conhecimento" e a organização política é relacionada a palavras como “dar a mão”, “uma mulher puxa a outra” e "mutirão". O termo "empoderamento" surge para justificar a crescente presença feminina na liderança regional. Compreendo esta pesquisa como uma obra coletiva, feita a muitas mãos, memórias e mundos, pois fundamenta-se no conhecimento de mulheres Karipuna de diferentes gerações: uma grande rede de intercâmbios, um mutirão ou maiuhi em antropologia.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.citationSOARES, Ana Manoela Primo dos Santos. Mulheres Karipuna: gênero, intercâmbios e mutirões – Oiapoque – Amapá. Orientadora: Claudia Leonor López Garcés. 2026. 275 f. Tese (Doutorado em Sociologia e Antropologia) - Instituto de Filosofia de Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18232. Acesso em:.
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18232
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Parápt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Filosofia de Ciências Humanaspt_BR
dc.publisher.initialsUFPApt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologiapt_BR
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.source1 CD-ROMpt_BR
dc.subjectPovos Indígenas do Oiapoque
dc.subjectPovo Karipuna
dc.subjectMulheres Indígenas
dc.subjectMulheres Karipuna
dc.subjectMovimento de Mulheres Indígenas
dc.subject.areadeconcentracaoANTROPOLOGIA
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA
dc.subject.linhadepesquisaGÊNERO, GERAÇÃO E RELAÇÕES ETNICOS RACIAIS
dc.titleMulheres Karipuna: gênero, intercâmbios e mutirões – Oiapoque – Amapá
dc.typeTesept_BR

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